Caldeirão da Bolsa

off-topic Caso Portucale

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por Evaus » 8/7/2007 14:20

hehe, os negocios ditos "familiares" dao nisso..à sempre umas maos a "untar", compram vaqueiro e saiem sempre ilibados!
Evaus
 

off-topic Caso Portucale

por petar » 8/7/2007 12:12

Caso Portucale: PJ investiga rasto de 24 milhões de euros a partir de escutas telefónicas de Paulo Portas
08.07.2007 - 10h18 Lusa


A Polícia Judiciária está a investigar, a partir de escutas telefónicas com Paulo Portas, uma eventual relação entre o destino de 24 milhões de euros e o polémico concurso de dois submarinos adquiridos pelo Estado em 2004, notícia hoje o "Jornal de Notícias".

Segundo o Jornal de Notícias (JN), a (PJ) investiga o rasto de 24 milhões de euros que o consórcio alemão GSC, com o qual o Governo contratualizou a compra dos dois submarinos, transferiu para a Escom UK, uma empresa do Grupo Espírito Santo sedeada no Reino Unido.

"O inquérito procura apurar se existe alguma relação entre o destino desse dinheiro e o resultado do controverso concurso público dos navios de guerra submergíveis", escreve o diário.

O consórcio germânico, que propôs a venda dos dois navios por 845 milhões de euros, "comprometeu-se" a proporcionar negócios para empresas portuguesas no valor de 1,2 mil milhões de euros, as chamadas contrapartidas.

De acordo com o JN, a investigação foi desencadeada "por conversas telefónicas alegadamente interceptadas pela PJ" entre o então ministro da Defesa, Paulo Portas, e o ex-director financeiro do CDS-PP, Abel Pinheiro, no âmbito do inquérito-crime ao caso Portucale.

O caso Portucale relaciona-se com o despacho que declarou a "utilidade pública" de um projecto para um empreendimento turístico em Benavente, autorizando o abate de mais de 2.500 sobreiros e que foi assinado pelos ex-ministros Costa Neves (Agricultura), Nobre Guedes (Ambiente) e Telmo Correia (Turismo), a escassos dias das eleições legislativas de 2005.

"O Ministério Público ordenou a separação processual, abrindo então um novo inquérito para os submarinos", afirma o JN, citando uma fonte ligada ao processo.

A transferência da verba para a Escom e outras empresas sua propriedade é justificada com a prestação de serviços ligados ao contrato de fornecimento dos submarinos, mas, em vários casos, "a PJ suspeita de que isso não corresponderá à verdade".

A 28 de Julho de 2004, o Supremo Tribunal Administrativo rejeitou o pedido de impugnação do concurso de aquisição dos submarinos, apresentado pelo concorrente derrotado, a empresa francesa DCN.

O acórdão rejeitava a existência de ilegalidades no processo, considerando que a proposta de adjudicação ao concorrente vencedor demonstra "que se procedeu à avaliação e ponderação" dos factores constantes do plano de aquisição dos submarinos.

A DCN alegava que o concorrente alemão violou as regras do concurso, por ter alterado a meio do concurso o tipo de navio apresentado, e que o ministério da Defesa Nacional não tinha considerado a sua oferta final melhorada, mais barata que a da GSC.

A decisão de compra dos submarinos ao consórcio alemão foi homologada pelo Governo em Conselho de Ministros a 6 de Outubro de 2003, e os contratos assinados a 21 de Abril de 2004.

O Executivo considerou na altura que a GSC apresentou uma proposta mais favorável em termos de preços, contrapartidas e condições operacionais do que os estaleiros franceses DCN.

http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1298859

Por que e que sempre que ha transferencias estranhas, o BES aparece envolvido....
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