Qualquer semelhança é pura coincidencia!?...
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Qualquer semelhança é pura coincidencia!?...
Primeiro-ministro húngaro admite mentiras mas recusa demitir-se
Ferenc Gyurcsany assumiu o seu “erro” mas não irá demitir-se porque conta com o apoio do Partido Socialista e do Partido Liberal, o que garante a sua manutenção como primeiro-ministro.
Bárbara Silva
O primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsany, já deixou bem claro que não irá demitir-se, depois de ter admitido publicamente que mentiu sobre a situação económica no país, durante dois anos, com o objectivo de vencer as últimas eleições legislativas, em Abril de 2006.
Em vez de contar a verdade e revelar aos eleitores húngaros as medidas drásticas necessárias para equilibrar as contas do Estado, o primeiro-ministro preferiu “embelezar a situação” e mentir sobre a gravidade da crise económica na Hungria.
A “confissão” de Gyurcsany surgiu depois de uma estação de rádio húngara ter tornado pública, durante o fim-de-semana, uma gravação áudio na qual se ouve a voz do primeiro-ministro a admitir ter feito falsas promessas e mentido aos eleitores com o objectivo de ganhar votos.
“Fizemos asneira. E não foi pouco. Nenhum país da Europa errou tanto como nós. Há dois anos que andamos a mentir e a fazer de conta que governamos o país. Em vez disso, mentimos todos os dias, de manhã, à tarde e à noite”, disse Gyurcsany, durante uma reunião com os membros do Partido Socialista, em Abril de 2006.
Como consequência, na segunda-feira à noite milhares de pessoas reuniram-se na Praça da Liberdade, no centro de Budapeste, para exigir a demissão do primeiro-ministro. Em poucas horas, a manifestação ganhou contornos violentos, com a invasão da cadeia de televisão estatal, carros incendiados e confrontos com a polícia, dos quais resultaram 150 feridos. Ontem de manhã, o primeiro-ministro condenou os responsáveis pela “noite mais negra” desde o fim do comunismo, e deixou bem claro que não recua:“Passei três minutos a pensar se devia demitir-me e cheguei à conclusão que a resposta é não. Vou ficar e vou terminar o meu trabalho”, disse Gyurcsany, que se manterá no poder com o apoio do Partido Socialista e do Partido Liberal. A exigir a sua demissão estão os partidos da oposição com destaque para o Fidesz, de extrema-direita.
Em Lisboa, Katalin Szurovszky, porta-voz do embaixador húngaro em Portugal, Attila Gecse, confirmou ao DE as “mentiras” de Ferenc Gyurcsany: “O primeiro-ministro mentiu para ganhar as eleições porque queria emendar os seus erros e implementar fortes reformas económicas”.
A duas semanas das eleições autárquicas o partido de Gyurcsany caiu nas intenções de voto para os 25%, depois dos 40% conquistados nas eleições legislativas.
Ferenc Gyurcsany assumiu o seu “erro” mas não irá demitir-se porque conta com o apoio do Partido Socialista e do Partido Liberal, o que garante a sua manutenção como primeiro-ministro.
Bárbara Silva
O primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsany, já deixou bem claro que não irá demitir-se, depois de ter admitido publicamente que mentiu sobre a situação económica no país, durante dois anos, com o objectivo de vencer as últimas eleições legislativas, em Abril de 2006.
Em vez de contar a verdade e revelar aos eleitores húngaros as medidas drásticas necessárias para equilibrar as contas do Estado, o primeiro-ministro preferiu “embelezar a situação” e mentir sobre a gravidade da crise económica na Hungria.
A “confissão” de Gyurcsany surgiu depois de uma estação de rádio húngara ter tornado pública, durante o fim-de-semana, uma gravação áudio na qual se ouve a voz do primeiro-ministro a admitir ter feito falsas promessas e mentido aos eleitores com o objectivo de ganhar votos.
“Fizemos asneira. E não foi pouco. Nenhum país da Europa errou tanto como nós. Há dois anos que andamos a mentir e a fazer de conta que governamos o país. Em vez disso, mentimos todos os dias, de manhã, à tarde e à noite”, disse Gyurcsany, durante uma reunião com os membros do Partido Socialista, em Abril de 2006.
Como consequência, na segunda-feira à noite milhares de pessoas reuniram-se na Praça da Liberdade, no centro de Budapeste, para exigir a demissão do primeiro-ministro. Em poucas horas, a manifestação ganhou contornos violentos, com a invasão da cadeia de televisão estatal, carros incendiados e confrontos com a polícia, dos quais resultaram 150 feridos. Ontem de manhã, o primeiro-ministro condenou os responsáveis pela “noite mais negra” desde o fim do comunismo, e deixou bem claro que não recua:“Passei três minutos a pensar se devia demitir-me e cheguei à conclusão que a resposta é não. Vou ficar e vou terminar o meu trabalho”, disse Gyurcsany, que se manterá no poder com o apoio do Partido Socialista e do Partido Liberal. A exigir a sua demissão estão os partidos da oposição com destaque para o Fidesz, de extrema-direita.
Em Lisboa, Katalin Szurovszky, porta-voz do embaixador húngaro em Portugal, Attila Gecse, confirmou ao DE as “mentiras” de Ferenc Gyurcsany: “O primeiro-ministro mentiu para ganhar as eleições porque queria emendar os seus erros e implementar fortes reformas económicas”.
A duas semanas das eleições autárquicas o partido de Gyurcsany caiu nas intenções de voto para os 25%, depois dos 40% conquistados nas eleições legislativas.
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