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CoronaVirus, panico justificado...?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 0:18

p3droPT Escreveu:
mais_um Escreveu:
p3droPT Escreveu:Entretanto até poderá demitir-se mas não enquanto não arranjarem essa colocação alternativa. Honestamente só defende este sistema podre quem é alimentado por ele.


Quase 40% da população a acreditar nas ultimas sondagens... se juntarmos a restante esquerda passa os 50%, enfim parece que o sistema podre alimenta mais de 50 % da população, a continuar assim a direita não chega ao poder tão depressa.

Claro que há sempre alguém integro a espreitar uma janela de oportunidade....


Primeiro problema é que mesmo muito daquilo que é o sector privado está dependente do estado. Basta ver o caso da comunicação social no inicio da pandemia. Ou seja, vai muito além da maquina direta. Um polvo enorme. As sociedades ocidentais cada vez têm "elites" mais numerosas com uma base a menos para a alimentar. Como qualquer pirâmide invertida, pode não ser muito sustentável..

Segundo problema é que o PSD de "direita" tem cada vez menos (até no campo económico), daí também o crescimento da Iniciativa Liberal.


Parcialmente concordo contigo, mas há muito PIB que não depende do Estado, felizmente a maioria. Agora tens duas clientelas do Estado muito importantes, reformados e funcionários públicos e isso faz toda a diferença.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 26/2/2021 1:12

mais_um Escreveu:O que eu depreendo das tuas palavras é que na tua opinião foram tomadas medidas pelo governo que defendem os interesses do PS em detrimento da saúde publica, só quero saber quais são essas medidas que te levam a fazer essa afirmação, não é preciso grandes testamentos.
Uma coisa é dizer que o governo cometeu erros, algo com o que eu concordo, outra coisa é dizer que foram tomadas medidas que visavam beneficiar o PS, como não sei quais são não posso opinar, dai a minha pergunta, simples e directa, só precisas enumerar as medidas que foram tomadas que visavam beneficiar o PS e com isso prejudicaram a saúde publica, que foi o que escreveste.


Não fui tão longe, o que disse é que os interesses do partido terão tido algum peso nas decisões. E já escrevi que tipo de coisas, todas as que têm a ver com o encerramento das escolas e o maior ou menor contágio associado ao facto de estarem abertas... continuo a não saber nada sobre isso porque têm sido completamente incoerentes na informação que vão passando.

mais_um Escreveu:Em relação às escolas, como sabes os peritos não têm sido unânimes, desde o primeiro confinamento que há quem defendam o fecho e h´a quem defenda a continuação das escolas abertas. O governo decide, e seja qual for a decisão é sempre criticado, seja por um lado seja por outro.


Não foi bem assim, aliás foi muito diferente a informação que passaram. Até as coisas ficarem mesmo muito más o governo disse sempre que os especialistas diziam que as escolas não tinham grande efeito no aumento do contágio. A falta de unanimidade só começou a surgir quando isto estava mesmo muito mau, até ai o fecho das escolas não era sequer hipótese.

mais_um Escreveu:Como escrevi aqui, do que ouvi da 1ª reunião do Infarmed este ano, eu também teria mantido as escolas abertas, escrevi isso neste tópico, nessa altura, assim com em Março do ano passado também defendi fecho das escolas e escrevi aqui , coisa que o governo fez contra a opinião dos peritos.

Enfim , o dificíl é ter que decidir, ´e muito mais fácil quando h´a alguém a fazê-lo por nós....


Já o escrevi várias vezes, não é fácil e não queria estar na posição de quem tem de decidir, o que não quer dizer que não tenha o direito de fazer a minha análise das opções tomadas, eu e qualquer pessoa, obviamente. A minha questão é apenas a total falta de coerência e de informação. Continuo a não saber qual o efeito que as escolas abertas têm no contágio, mas sei que passaram meses a dizer que era muito reduzido... se as escolas todas é muito reduzido, abrir a pré e o 1º ciclo será insignificante... e, noutro assunto, nem percebo como é que ainda não ouvi falar sequer na hipótese do ministro da educação sair. Garantir no verão que em setembro haveria computadores e net para todos e chegarmos a fevereiro com milhares de alunos sem uma coisa nem outra, com tudo igual ao que estava em março do ano passado... é bem revelador da importância que a sociedade portuguesa dá à educação.... independentemente de se o ministro saísse ou não, o facto de isto nem sequer dar muita polémica, de, mesmo falando-se no assunto, ninguém lhe dar grande importância, para mim é muito triste, fico triste por todos, pelo país, por assim ser!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 1:40

artista_ Escreveu:
mais_um Escreveu:O que eu depreendo das tuas palavras é que na tua opinião foram tomadas medidas pelo governo que defendem os interesses do PS em detrimento da saúde publica, só quero saber quais são essas medidas que te levam a fazer essa afirmação, não é preciso grandes testamentos.
Uma coisa é dizer que o governo cometeu erros, algo com o que eu concordo, outra coisa é dizer que foram tomadas medidas que visavam beneficiar o PS, como não sei quais são não posso opinar, dai a minha pergunta, simples e directa, só precisas enumerar as medidas que foram tomadas que visavam beneficiar o PS e com isso prejudicaram a saúde publica, que foi o que escreveste.


Não fui tão longe, o que disse é que os interesses do partido terão tido algum peso nas decisões. E já escrevi que tipo de coisas, todas as que têm a ver com o encerramento das escolas e o maior ou menor contágio associado ao facto de estarem abertas... continuo a não saber nada sobre isso porque têm sido completamente incoerentes na informação que vão passando.

mais_um Escreveu:Em relação às escolas, como sabes os peritos não têm sido unânimes, desde o primeiro confinamento que há quem defendam o fecho e h´a quem defenda a continuação das escolas abertas. O governo decide, e seja qual for a decisão é sempre criticado, seja por um lado seja por outro.


Não foi bem assim, aliás foi muito diferente a informação que passaram. Até as coisas ficarem mesmo muito más o governo disse sempre que os especialistas diziam que as escolas não tinham grande efeito no aumento do contágio. A falta de unanimidade só começou a surgir quando isto estava mesmo muito mau, até ai o fecho das escolas não era sequer hipótese.

mais_um Escreveu:Como escrevi aqui, do que ouvi da 1ª reunião do Infarmed este ano, eu também teria mantido as escolas abertas, escrevi isso neste tópico, nessa altura, assim com em Março do ano passado também defendi fecho das escolas e escrevi aqui , coisa que o governo fez contra a opinião dos peritos.

Enfim , o dificíl é ter que decidir, ´e muito mais fácil quando h´a alguém a fazê-lo por nós....


Já o escrevi várias vezes, não é fácil e não queria estar na posição de quem tem de decidir, o que não quer dizer que não tenha o direito de fazer a minha análise das opções tomadas, eu e qualquer pessoa, obviamente. A minha questão é apenas a total falta de coerência e de informação. Continuo a não saber qual o efeito que as escolas abertas têm no contágio, mas sei que passaram meses a dizer que era muito reduzido... se as escolas todas é muito reduzido, abrir a pré e o 1º ciclo será insignificante... e, noutro assunto, nem percebo como é que ainda não ouvi falar sequer na hipótese do ministro da educação sair. Garantir no verão que em setembro haveria computadores e net para todos e chegarmos a fevereiro com milhares de alunos sem uma coisa nem outra, com tudo igual ao que estava em março do ano passado... é bem revelador da importância que a sociedade portuguesa dá à educação.... independentemente de se o ministro saísse ou não, o facto de isto nem sequer dar muita polémica, de, mesmo falando-se no assunto, ninguém lhe dar grande importância, para mim é muito triste, fico triste por todos, pelo país, por assim ser!



Confesso que tenho dificuldades em perceber como as escolas estarem abertas favorecem o PS....

Esta gente é toda PS....

https://www.jn.pt/nacional/especialista ... 81328.html

https://www.publico.pt/2020/11/19/mundo ... as-1939857

https://www.tsf.pt/mundo/donald-trump-d ... 25412.html

https://www.publico.pt/2021/02/23/socie ... co-1951699

Mas agora como o governo não abre as escolas vais dizer que não o faz para favorecer interesses partidários?....

E o investigador que disse o que disse em Fevereiro (as más línguas dizem que foi afastado pelo governo ) disse isto em Setembro do ano passado:
De acordo com os modelos matemáticos apresentados, para que se evite uma segunda vaga do novo coronavírus em Portugal é preciso ter em conta “duas circunstâncias”: os contactos na sociedade e os contactos nas escolas.

Segundo Manuel do Carmo Gomes, se aquando da reabertura das escolas os contactos nas escolas forem reduzidos em 30% em relação à época “pré-covid”, “a probabilidade de uma segunda onda é muito baixa”.


https://tvi24.iol.pt/sociedade/peritos/ ... licam-como
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 26/2/2021 2:34

Von der Leyen: "Ainda há muita adversidade pela frente"
Presidente da Comissão Europeia expressa preocupação com o aparecimento de novas variantes.


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen considera a situação sanitária actual é ainda "grave", devido às variantes do coronavirus. A falar à margem da cimeira europeia, Von der Leyen reconheceu as "dificuldades" ao longo último ano, mas defendeu persistência.

"A situação não só continua grave, em muitas partes da Europa, como temos de ter cuidado com as variantes que estão a alastrar-se", afirmou Von der Leyen, especificando que "a B117 está já em todos os Estados-Membros, à excepção de um único. A garante sul-africana está em 14 Estados-Membros, e a variante Brasileira, em sete, por isso, há ainda muita adversidade à nossa frente".

A presidente da Comissão salientou que a maioria dos países europeus, os contágios estão a abrandar, mas a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen expressa preocupação com o aparecimento de novas variantes e entende que não é altura para relaxar medidas.

"Observamos uma tendência estável e decrescente em 20 países. Mas, nos outros sete, há uma tendência de subida. Ao mesmo tempo, há um aumento da fadiga da pandemia entre os nossos cidadãos", afirmou, reconhecendo que "foi um ano muito difícil, mas não devemos desistir agora"...

https://www.tsf.pt/mundo/ha-que-trabalhar-rapido-se-queremos-um-certificado-de-vacinacao-ate-ao-verao-13394220.html


"Estamos preocupados." Cientistas detetam nova variante do coronavírus em Nova Iorque

A estirpe detetada na cidade mais populosa dos Estados Unidos afeta a resposta imunitária. Também na Califórnia surgem novas variantes que estão a causar apreensão aos investigadores.

Cientistas afirmam ter encontrado uma perigosa nova variante do coronavírus na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, que estará a espalhar-se pela zona nordeste do país.

A nova estirpe é considerada preocupante porque parece trazer mutações que afetam a capacidade de resposta imunitária do corpo e a eficácia dos tratamentos com anticorpos.

A variante chama-se B.1.526 e contém uma das mutações encontradas também na variante da África do Sul, que aparenta prejudicar a resposta do corpo às vacinas.

"Observamos um aumento constante [desta variante] desde finais de dezembro até meados de fevereiro, com uma subida alarmante de 12,7% nas últimas duas semanas", adianta o relatório de um estudo ainda por publicar da autoria de uma equipa de cientistas do Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

"Preocupa-nos que esta nova variante possa estar a destronar outras estirpes, à semelhança das variantes do Reino Unido e da África do Sul. Contudo, ainda não temos dados suficientes para confirmar esta hipótese", refere David Ho, responsável pelo estudo, em declarações à CNN.

Uma outra equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia diz ter desenvolvido uma ferramenta que também identificou o crescimento desta mesma variante em Nova Iorque.

Novas mutações também crescem na Califórnia

Existe ainda uma outra variante, identificada por duas equipas de investigação, que parece estar em crescimento também nos Estados Unidos da América, mas na Califórnia, e que apresenta padrões de mutação diferentes dos das variantes do Reino Unido e da África do Sul.

Os cientistas chamam-lhe B.1.427/B.1.429 e temem que, além de mais contagiosa, esta variante cause doença mais severa. A investigação encontra-se, contudo, numa fase ainda muito inicial.

Uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em São Francisco testou amostras de recentes surtos naquele estado norte-americano e percebeu que a estirpe está a tornar-se cada vez mais comum (em setembro de 2020, não estava presente em qualquer das amostras recolhidas mas, no último mês, já se encontrava em mais de metade).

"Os nossos dados mostram-nos que [esta estirpe] tem uma mutação [a L452R] que a torna a mais infecciosa", afirmou Charles Chiu, do laboratório de microbiologia clínica da Universidade da Califórnia em São Francisco, ouvido pela CNN.

"Observámos ainda um aumento da severidade da doença associado à infeção com a variante B.1.427/B.1.429, incluindo um maior risco de necessidade de oxigénio", acrescenta a equipa de cientistas, que considera que esta deve ser considerada uma estirpe preocupante e cujo estudo deve ser tornado prioritário.

A tendência para a mutação dos vírus é natural. Quanto mais pessoas são infetadas e durante um maior período de tempo, maior é a probabilidade de um vírus sofrer alterações. Porém, se o vírus com mutações começa a ter um padrão de transmissão comum, passa a ser denominado de variante. E quando, como nestes casos, essas variantes aumentam a transmissibilidade ou diminuem a capacidade de resposta das vacinas, há motivo para preocupação.
https://www.tsf.pt/mundo/estamos-preocupados-cientistas-detetam-nova-variante-do-coronavirus-em-nova-iorque-13390780.html?utm_source=push&utm_medium=mas&utm_term=13390780
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 26/2/2021 11:33

mais_um Escreveu:Confesso que tenho dificuldades em perceber como as escolas estarem abertas favorecem o PS....


Eu diria que, depois de terem prometido tudo e mais alguma coisa, sobretudo para os alunos, e não terem feito absolutamente nada, não é agradável para o PS estarem todos os dias a ver notícias de alunos que não têm computadores ou internet para acederem às aulas... eu até vejo bastantes notícias sobre o assunto, não parece é que haja um preocupação muito grande da sociedade em relação ao mesmo.




Exato, e eu concordo com eles, não estou a ver o teu ponto?


mais_um Escreveu:Mas agora como o governo não abre as escolas vais dizer que não o faz para favorecer interesses partidários?....


Não, eu diria que agora já tiveram de assumir o que não queriam e não há grande volta a dar, mais vale garantir um desconfinamento em segurança e manter as escolas fechadas durante mais tempo. Até porque já viram que, apesar de grave, não parece ter um efeito significativo nas sondagens (se é que tem algum sequer). Mas, quanto mais tempo ficam fechadas mas eu me pergunto sobre a veracidade das informações que passaram durante meses, mais eu me pergunto porque é que não segue a máxima que defende desde o início, se tiver de dar um passo atrás não tem problemas nenhuns nisso.

Pergunto-te, independentemente de haver ou não influência dos interesses partidários nas decisões, não achas o discurso do governo sobre as escolas errático? pouco coerente, pelo menos?

mais_um Escreveu:E o investigador que disse o que disse em Fevereiro (as más línguas dizem que foi afastado pelo governo ) disse isto em Setembro do ano passado:
De acordo com os modelos matemáticos apresentados, para que se evite uma segunda vaga do novo coronavírus em Portugal é preciso ter em conta “duas circunstâncias”: os contactos na sociedade e os contactos nas escolas.

Segundo Manuel do Carmo Gomes, se aquando da reabertura das escolas os contactos nas escolas forem reduzidos em 30% em relação à época “pré-covid”, “a probabilidade de uma segunda onda é muito baixa”.


https://tvi24.iol.pt/sociedade/peritos/ ... licam-como


Não sei onde queres chegar com estas opiniões todas?! E só me parece que estás a enterrar mais o governo ainda, até meados de fevereiro sempre disseram que os especialistas diziam que a influência era reduzida... e eu, parvo, acreditei!!!

Estás muito centrado na questão partidária... eu oiço muitas opiniões, mas o importante é o governo do meu país estar bem informado e tomar as decisões mais corretas, ser coerente e decidido para transmitir confiança a todos... e o que vi, em relação às escolas, foi tudo menos isso! Independentemente de ter havido ou não alguma influência dos interesses partidários na tomada de decisões, eu acho difícil não ter havido, mas é apenas a minha opinião.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 11:58

artista_ Escreveu:
Exato, e eu concordo com eles, não estou a ver o teu ponto?


Não estás a ser coerente, dizes que o governo não quis fechar a escolas para favorecer o PS, e eu questiono-te se as entidades fora do pais que também defendiam as escolas abertas estão a defender o PS, não percebes?

artista_ Escreveu:
Não, eu diria que agora já tiveram de assumir o que não queriam e não há grande volta a dar, mais vale garantir um desconfinamento em segurança e manter as escolas fechadas durante mais tempo. Até porque já viram que, apesar de grave, não parece ter um efeito significativo nas sondagens (se é que tem algum sequer). Mas, quanto mais tempo ficam fechadas mas eu me pergunto sobre a veracidade das informações que passaram durante meses, mais eu me pergunto porque é que não segue a máxima que defende desde o início, se tiver de dar um passo atrás não tem problemas nenhuns nisso.

Ouviste ontem o PR? Também está a defender o PS?


artista_ Escreveu:Pergunto-te, independentemente de haver ou não influência dos interesses partidários nas decisões, não achas o discurso do governo sobre as escolas errático? pouco coerente, pelo menos?

Obviamente que sim, há avanços e recuos, cá e por esse mundo fora.



artista_ Escreveu:Não sei onde queres chegar com estas opiniões todas?! E só me parece que estás a enterrar mais o governo ainda, até meados de fevereiro sempre disseram que os especialistas diziam que a influência era reduzida... e eu, parvo, acreditei!!!


Não precisa de acreditar, podes verificar com os teus próprios olhos, só tens que ver as sessões do Infarmed (eu vi e ouvi em direto, mas estão disponiveis no youtube) e ouvir os técnicos, sem filtros e depois diz-me o que pensas.


artista_ Escreveu:Estás muito centrado na questão partidária... eu oiço muitas opiniões, mas o importante é o governo do meu país estar bem informado e tomar as decisões mais corretas, ser coerente e decidido para transmitir confiança a todos... e o que vi, em relação às escolas, foi tudo menos isso! Independentemente de ter havido ou não alguma influência dos interesses partidários na tomada de decisões, eu acho difícil não ter havido, mas é apenas a minha opinião.


Eu centrado na questão partidária?!?!? :lol: :lol: :lol: Tu é que ligas as coisas e eu é que estou centrado na questão partidária? Quem foi buscar os partidos foste tu.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 12:03



Covid19 Os primeiros casos em Portugal apareceram há um ano. Como foi governar num momento histórico? O Expresso ouviu governantes sobre este período

Um ano a governar em aflição

Não foi um ano com tempo para o acessório, mas ainda aconteceram “coincidências felizes”. Naquela sexta-feira, dia 27 de março, António Costa aterrava de Falcon no Aeroporto Francisco Sá Carneiro ao mesmo tempo que um avião da Ethiopian Airlines. Ali, no Porto, aqueles dois aviões juntavam a aflição e o remédio. “Lembro-me da excitação quando chegámos e estavam a ser descarregados os caixotes. Parecíamos crianças a tirar fotografias”, recorda Tiago Antunes.

Do outro lado do mundo veio o vírus que há um ano parou Portugal, mas naquele dia chegavam boas notícias em forma de máscaras cirúrgicas e equipamentos de proteção individual. Foi quando o Governo ouviu as primeiras críticas sonoras: escasseava material nos hospitais. Aquele avião foi a ajuda e o alívio que caiu dos céus, mas era apenas o início de um ano que virou tudo do avesso. Também o recém-empossado segundo executivo de António Costa, que se viu obrigado a pôr os planos em pausa e viver para gerir uma crise sem paralelo, sem conseguir olhar para trás e pensar sobre si próprio. Um ano depois, esta é a história de como foi (é) governar em permanente estado de exceção.

A força do martelo

O grupo Corona, no WhatsApp dos membros do Governo, agitou-se naquele dia 2 de março de 2020. Foi o dia em que se confirmaram os primeiros casos positivos no país, depois de dias de felizes falsos alarmes. Mas ainda não era o pânico: o comboio da pandemia tinha chegado mais tarde do que noutros países, como em Itália e Espanha, e deu ao Governo a sensação de poder ver e aprender, também com os erros deles.

As conversas com a Direção-Geral da Saúde sobre o que fazer quando Portugal entrasse no mapa da covid-19 tinham começado semanas antes. Em fevereiro, o assunto fazia parte da agenda, mas ainda a reboque do regresso dos portugueses que viviam em Wuhan. Nos dias seguintes, os casos caíam a conta-gotas e davam a Costa e aos seus ministros a ideia de que era possível manter o rumo numa fase de “contenção”, sem abdicar da sua agenda. O esforço não durou mais do que dias: António Costa foi engolido pela pressão pública, e, em apenas uma semana, a questão passou a ser só esta: quando é que o Governo decidia fechar as escolas — e o país?

António Costa percebeu isso e virou o foco apenas para a pandemia: decidiu medidas especiais para o norte, onde o vírus se espalhava, como o encerramento de escolas, proibição de visitas a lares e hospitais, e começou a preparar o resto do país para o mesmo cenário. “Não podíamos estar dessintonizados da opinião pública, as pessoas tinham de perceber que o Governo estava a liderar”, diz um governante ao Expresso.

Foi aí que o grupo Corona se materializou num gabinete de crise, composto pelo primeiro-ministro, oito ministros, e dois secretários de Estado, que se reúne todas as segundas-feiras. O primeiro encontro, oficioso, a 10 de março, concluiu que as decisões do Governo seriam tomadas com base técnica. Mas nem essa estratégia durou muito: enquanto o executivo preparava o fecho das escolas, um parecer dos técnicos do Conselho Nacional de Saúde Pública recomendava o contrário. A imprevisibilidade tinha atropelado a política — para não mais a deixar. E Costa acabaria por ter naquele dia outra lição: mesmo na ciência há sempre duas opiniões para cada momento. Naquele, valeu-lhe um estudo do Centro Europeu de Controlo de Doenças, que lhe deu o argumento para a decisão política de fechar as escolas.

A decisão seria tomada no dia 12 de março, um dos mais frenéticos no Governo, que se dividiu entre audições e um Conselho de Ministros interminável. Dentro de quatro paredes, ainda na presidência do Conselho de Ministros, a ministra da Saúde, Marta Temido, traçava o cenário para o que seria o pico da primeira vaga: 11 mil casos/dia, quatro mil doentes críticos e 500 óbitos. Assustou quem a ouvia. Perante o panorama, Costa assumia aos seus ministros que queria manter a orientação de seguir as indicações técnicas, mas que estas “não eram conclusivas”. Entrou em cena o seu lado prático: “Quando há incerteza, reage, não hesita”, diz um membro do núcleo duro, que acredita que as coisas correm melhor ao primeiro-ministro nestes momentos de aperto. À portuguesa.

A deliberação de dia 12 de março seria a primeira grande decisão de limitação de liberdades. Foi a primeira vez que Costa puxou do martelo (mais tarde haveria de lhe chamar “travão de mão”), neste caso mais cedo do que outros países (ainda valia o facto de o vírus ter chegado mais tarde). “Foi difícil, porque ninguém sabia quando é que a decisão podia ser revertida. É a angústia que fica com quem decide”, diz ao Expresso o ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, agora governador do Banco de Portugal.

Foi a primeira vez que a opinião pública se antecipou a uma decisão do Governo, com as pessoas a ficarem em casa, “sem necessidade de decisões políticas”, reconhece Siza Vieira, ministro de Estado e da Economia. “Receei que se não fossem adotadas medidas restritivas, a opinião pública pensasse que o Governo estava a desvalorizar a situação e que a prazo não conseguíssemos conter os acontecimentos. Isso não podia ser. Por isso, apoiei as medidas muito restritivas que adotámos”, conta ao Expresso.

O encerramento das escolas — no ano passado como neste — acabaria por ser tomado por relativo consenso. Relativo, porque alguns ministros defenderam que deveria ter sido mais cedo. “Foi com enorme mágoa. Acho que foi a medida mais difícil”, revela Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. Mais do que pela contenção da pandemia — sobretudo agora em janeiro — a decisão do Governo prendeu-se com a mensagem que passava. “Temos de, nestas circunstâncias, gerir as expectativas e a ansiedade das pessoas. Esta sintonia entre as decisões e a opinião dos portugueses tem de existir”, admite.

Essa necessidade de sintonia tem sido uma constante, mesmo que nem sempre conseguida. “Não é uma preocupação de popularidade, só que não faz sentido adotar medidas se não tiverem adesão”, diz Tiago Antunes, secretário de Estado-adjunto de António Costa, e que funcionou como sombra do primeiro-ministro. “Muitas vezes foi preciso assustar as pessoas e explicar que as coisas estavam piores do que se imaginava, muitas vezes foi preciso antecipar a opinião pública e influir na psicologia coletiva”, sintetiza. Durante este ano, o Governo garante que não fez estudos de opinião, mas as sondagens, seguidas a par e passo, deram indicadores-chave.

No Governo acredita-se que o facto de Portugal ter começado mais cedo a usar a força do martelo pode ter acentuado o sentimento de cansaço, apesar de ainda não se terem visto grandes manifestações. Há mais “anestesia”. “O cansaço e exaustão em pandemia estão estudados e sabíamos que iam chegar. Talvez o facto de termos confinado completamente e fechado as escolas num momento com números tão baixos, possa, à luz do que conhecemos hoje, ter agravado” esse sentimento, diz Mariana Vieira da Silva. A ministra de Estado e da Presidência não considera que tenha sido uma decisão errada, até porque os índices de transmissão na altura eram elevados, não se conhecia muito sobre a doença, não se usavam máscaras e os hospitais ainda não estavam preparados. Nem o Governo estava. Esse seria o reverso da medalha ao aplicar a força do martelo cedo demais: ao ganhar tempo com o achatamento da curva dos contágios, transformando-a num planalto difícil de suprimir, exigiria mais paciência.

Os dias mais pesados

No Ministério da Saúde passavam-se anos em apenas alguns dias. “Toda a dimensão de tempo está alterada”, desabafa António Lacerda Sales, secretário de Estado-adjunto e da Saúde. Há mais de um ano que pouco vai a casa, em Leiria. Vive num quarto numa casa partilhada com deputados e só pede para ir a São Pedro de Moel aos domingos, por dez minutos, para ver o mar. Por ali sempre se percebeu, diz, que “isto seria grave”. Mas o nível do impacto não conseguiu prever. Muito menos naqueles primeiros dias de decisões históricas.

Logo depois das escolas, outra surgiu: a 18 de março Marcelo Rebelo de Sousa falava ao país a anunciar que o país ia entrar em estado de emergência. Em São Bento, Costa ouvia pela televisão e assinalou convergência à distância de uma rede social. Há um “estreito diálogo e uma inequívoca lealdade institucional. Assim continuará a ser porque este é, de facto, um momento histórico para todos nós. Estamos unidos nesta batalha”, escreveu o primeiro-ministro. Mas foi a contragosto.

O Presidente da República tinha saído de uma quarentena forçada e quis tomar nas mãos as rédeas da pandemia. Foi aí que promoveu o debate sobre a declaração do estado de emergência. Costa resistiu, considerava que a combinação das leis da saúde e da lei de Bases da Proteção Civil chegavam e “era contra a ideia de um estado de emergência decretado cedo demais, porque se traduziria num cansaço se a luta contra a pandemia fosse muito longa”, justifica Duarte Cordeiro.

No Governo, o olhar para o papel de Marcelo depende muito do interlocutor. Dos dez governantes com quem o Expresso falou, uns não se manifestaram, outros usaram pinças, houve quem contornasse o assunto e alguns preferiram indiretas. “O Presidente da República achou que tinha de tomar a iniciativa novamente e avançar para o estado de emergência”, diz um membro do Governo. O uso do verbo achar não é de somenos. Muitas vezes Marcelo tomou a dianteira, como que numa liderança bicéfala, e António Costa não se importou. Noutras, não foi bem assim. Como na decisão sobre o Natal, negociada entre Belém e São Bento. “O Presidente e os partidos estiveram muito focados para que houvesse Natal”, diz outra fonte. A decisão de permitir encontros familiares e deslocações por quatro dias haveria de pairar sob a cabeça do Governo como a decisão que teria causado o pico de janeiro. Na equipa de Costa admitem que o fez “em parte”, mas que a causa da terceira vaga não é “linear” nem de “explicação rápida”. Na equação, dizem, tem de entrar o Ano Novo (época com mais mobilidade apesar das restrições), a nova variante e o frio, até porque o pico dos contágios aconteceu mais tarde no mês de janeiro (já no fim, um mês depois do Natal).

A relação com Marcelo haveria de ser de novo o foco no encerramento das escolas em janeiro: “Foi o Presidente da República o primeiro a defender as escolas abertas e também foi, publicamente, o primeiro que foi mudando de opinião. E é legítimo, não estou a censurar, porque o Presidente é o intérprete a cada momento daquilo que são as vontades das pessoas”, diz Duarte Cordeiro.

O Governo foi empurrado para um estado de emergência que não queria, mas “abraçou-o”. Decretaram-se medidas mais duras, como o confinamento, e o país fechou-se a partir de 23 de março. “O mais pesado desta experiência foi ter de pedir às pessoas para não irem trabalhar. É muito violento”, diz Centeno. “A única coisa que nos aliviava o peso nas costas era saber que esta crise era simétrica, mas sabíamos que depois não seria assim. Para um governante, isto é uma coisa diabólica”, desabafa.

Para outros, o estado de emergência era uma possibilidade académica para “guerras e invasões”. “Nunca esperei ver e estar envolvido no desenho da suspensão de direitos fundamentais”, diz Tiago Antunes, constitucionalista de formação.

Eram dias pesados. O Conselho de Ministros que desenha as medidas do estado de emergência, de 19 de março, é dos mais tensos. Foi uma reunião “longa e complexa” como a classificou António Costa. Lá dentro, os ministros deparam-se com um cenário mais negro do que conheciam. Costa traçou-lhes um quadro a mais de um ano, contando com o pico em abril (ou arrastando para maio) e já com uma segunda vaga no outono/inverno. A vacina ainda iria demorar e os dados científicos não davam a certeza se o SARS-CoV-2 reduzia a atividade no verão.

Neste dia, o Governo foi arrancado de um relativo otimismo para um hiper-realismo quase distópico. A crise seria longa. “A mensagem que temos de passar é que temos de aguentar estes três meses até junho”, disse o primeiro-ministro lá dentro. Junho não era um deadline, mas o tiro de partida para o que seria a preparação do resto do ano. O país tinha de chegar vivo, sem ruturas nos hospitais e com a economia a aguentar-se, até ao verão. Essa era a meta e a esperança.

O perigo da dança

As restrições acabariam por chegar ao Governo. O Conselho de Ministros mudou-se de armas e bagagens para o Palácio da Ajuda. Foram longas horas naquela sala fria. Ao longo de 2020 realizaram-se 76 Conselhos de Ministros presenciais (54 no ano anterior) e 19 eletrónicos (oito em 2019). O Governo saiu dos gabinetes e o processo legislativo foi praticamente feito em grupo, em plena reunião dos ministros. “Um dia vou olhar para aquela sala da Ajuda com um trauma pelas muitas decisões difíceis que tivemos de tomar, muitas vezes na incerteza e em reuniões intermináveis”, diz Tiago Antunes.

Naquela sala, os governantes acabariam por discutir mais do que política estratégica. Eram um livro em branco, a aprender na tentativa e erro como era gerir uma pandemia. Como diz Siza Vieira, “provavelmente, há cem anos, no tempo da gripe espanhola, as pessoas confrontaram-se com situações muito semelhantes a estas, mas nos tempos modernos não há guião para isto”.

Ao longo do ano foram várias as estratégias utilizadas, entre a lógica de medidas de âmbito nacional, regional ou local, ou mesmo por sectores. “A ideia de que as mesmas medidas não resultam em situações diferentes é difícil de passar”, admite a ministra da Presidência. “Desde cedo soubemos que iríamos mudar este regime muitas vezes.”

Chama-se “dança”, este andar para trás e para a frente nas medidas a aplicar, ora um passo para o fecho ora outro para a abertura. O pior pesadelo do(s) governo(s) concretizou-se: foi preciso ir decidindo e recuando com muitas variantes pelo meio, muitas vezes com horas ou dias de diferença, como em janeiro, criando sentimentos de incompreensão ou revolta.

A pandemia foi mesmo por vagas. “A dada altura senti dificuldade em passar mensagens que fossem vistas como coerentes. Quando queríamos que a sociedade fosse funcionando e autorizávamos certas atividades, mas mantínhamos limitações para atividades aparentemente semelhantes. É fácil perceber: ‘Fique em casa’; é mais difícil comunicar: ‘Saia de casa, mas tenha cuidado’”, resume o ministro da Economia.

A perceção dentro do Governo é que apesar do cansaço agora instalado os portugueses percebem a tarefa que o Executivo tem em mãos. “Acho que, no íntimo, dão um desconto e percebem que, com a magnitude do desafio e do risco, dificilmente poderíamos ter evitado esta pressão”, acredita Tiago Antunes.

Mas nem tudo correu bem. “É claro que temos a consciência que se tivéssemos feito algumas coisas mais cedo, os resultados teriam aparecido mais cedo”, assume Duarte Cordeiro, o secretário de Estado que num ano negociou três orçamentos e ainda foi escolhido por Costa para ser coordenador para a região de Lisboa e Vale do Tejo. Um dos exemplos que encontra é o facto de os inquéritos epidemiológicos em Lisboa, nesta terceira vaga, terem demorado a seguir o modelo que se usava a norte, tornando-os mais eficazes. “Às vezes achamos que ser Governo não pressupõe mudar de opinião ou repensar as decisões que tomamos. Eu acho que isso revela lucidez”, argumenta.

Modo “urgência” ativado

Lacerda Sales é cirurgião ortopedista há 35 anos. A pandemia acabou por lhe permitir “adequar a filosofia de comportamento de médico à da governação”. “Nós somos cirurgiões e temos os passos devidamente programados, mas, muitas vezes, temos de adaptar na hora.” Ser governante por estes dias foi quase como entrar em permanência no bloco operatório e improvisar, ora porque não tinha o bisturi ora porque o problema era afinal no osso ao lado. Um desafio. “Sempre que saía de casa vinha com vontade de vir trabalhar. É um questão de compromisso, estamos por uma coisa superior.”

A imagem do governante a emocionar-se quando anunciou que durante aquele dia ninguém tinha morrido por covid-19 fez correr tinta, mas não sabe se não ficou apenas o “estereótipo”. “Não sei se as nossas emoções passam. Eu sou mais um dos 10 milhões de pessoas deste país”, diz ao Expresso.

Socióloga de formação, Mariana Vieira da Silva admite ter dificuldade em perceber todas as dimensões do momento. “Não estive confinada. Há uma espécie de contacto apenas indireto com um fenómeno tão marcante para a nossa vida coletiva. O que é isso de uma família estar confinada durante muito tempo? De não se poder sair para trabalhar? O que é isso de ter uma vida fechada dentro de casa? Fui tendo algum contacto, por exemplo, através do ‘Como É Que o Bicho Mexe’, mas sinto que, apesar de participar ativamente, na verdade não o vivi”, conta.

As ações que tomavam nos gabinetes tinham impacto no mundo lá fora como poucas antes. Um impacto direto e mensurável, muitas vezes urgente, nem sempre com a certeza no caminho seguido e outras tantas pouco planeado. “Às vezes temos de fugir daquilo que são as folhas de Excel para operacionalizarmos no momento, no terreno”, corrobora Lacerda Sales.

Em janeiro, o secretário de Estado passou os fins de semana no Ministério da Saúde com a ministra Marta Temido e outros dirigentes do sector e hospitais a tratar diretamente da transferência de doentes entre hospitais. Pelo meio tiveram de lidar com os problemas com o oxigénio no Amadora-Sintra e com as filas de ambulâncias à porta das urgências. Sinais de que tudo correu mal no planeamento, atirou a oposição. Sinal que “o planeamento às vezes não pode ser feito com a antecipação com que gostaríamos de o fazer”, responde. Prefere falar de “capacitação” (as mais de mil camas de UCI que poderiam ser abertas) em vez de planeamento.

Os governantes sacodem as críticas à falta de antecipação. “Obviamente somos obrigados a agir na contingência”, por mais preparação que haja “isto é uma coisa que nos acontece uma vez na vida”, justifica Tiago Antunes. A cerca de Ovar, por exemplo, foi decidida num almoço em São Bento. Foi assim, quase sempre “em permanência”, a decidir sobre eventos “excecionais”.

As críticas que apareceram sobretudo com a segunda vaga do outono/inverno são lidas no Governo como uma mudança no posicionamento político, e isso também influencia a governação. António Costa quis ter a almofada do consenso político e este foi-se deslaçando, sobretudo com um afastamento do PSD que, apesar de votar os estados de emergência, agravou o tom: “Noto uma diferença por parte dos partidos políticos pós-férias do verão. A disponibilidade para não aproveitarem politicamente também se foi perdendo”, lamenta Duarte Cordeiro. Em São Bento acredita-se que o momento da viragem foi a aprovação da “bazuca” em Bruxelas (“ninguém quer dar muito tempo a um Governo que tem tanto para investir”).

Janeiro foi o mês mais complicado para a antecipação de problemas e exigiu que o Governo lidasse como se estivesse nas urgências: “Estivemos muito pressionados, o sistema esteve perto do seu limite”, admite Tiago Antunes. E o Governo, também chegou ao limite? “Em janeiro tivemos de tomar uma série de decisões e ajustamentos muitos rápidos. Nem sempre foram compreendidos. Não acho que tenha havido descontrolo”, defende.

Além da dimensão pandémica, as respostas à crise social exigiam também dedo no gatilho. Uma das coisas que mais dói ao Governo é que o lay-off não tenha sido percebido. Para os governantes com esta pasta as críticas ao lay-off foram de uma “violência inaudita”, como se não fossem aceitáveis as dificuldades de um sistema adaptado em semanas e que teve de processar mais de um milhão de salários.

Apesar de ser a bomba atómica das medidas sociais, é temporária, tal como outras. Foi decisão do Governo que só depois algumas poderão integrar os regimes, uma estratégia defendida por Mário Centeno. Para o então ministro das Finanças era preciso que as medidas não se tornassem definitivas, não só pelas contas públicas, mas porque a realidade será substancialmente alterada. “Nunca deixámos de aprovar medidas, com bastante dimensão, desde que fossem temporárias e focadas. Fizemos coisas que não é normal serem feitas, como por exemplo aprovar moratórias fiscais. É uma coisa que um ministro das Finanças faz com alguma relutância”, conta.

A rapidez das medidas, seja de controlo da pandemia seja de resposta social e económica, levou muitas vezes ao erro e a atrasos na atribuição de apoio. À presidência do Conselho de Ministros chegaram cartas que incomodaram. “Recebemos relatos escritos de pessoas que iam passear o cão e outras diziam-lhe que não deviam estar na rua”, conta Mariana Vieira da Silva. No primeiro confinamento, os mais velhos tinham “dever especial de recolhimento” e isso foi entendido por muita gente como um direito a atacar os mais velhos, acredita. A medida caiu por ter sido mal interpretada. “Foi talvez a mais custosa”, diz. Mas o tempo também permitiu melhorar outras. Por exemplo, agora quando as escolas fecharam, não fecharam as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em Risco.

A pressa é inimiga da perfeição. A legislação feita em cima da hora tinha buracos, alçapões, normas sujeitas a diferentes interpretações e foram necessárias muitas correções de decreto para decreto. Havia também áreas que ficavam mais esquecidas ou castigadas. “Todas essas dimensões, para quem quinzenalmente tem de olhar para elas, são muito pesadas”, assume Vieira da Silva. Em algumas áreas os golpes terão repercussões a longo prazo.

O exaspero de Lisboa

O fim do mês de maio e junho tiraram António Costa do sério. Andava irritado com a onda de contágios em Lisboa. “Estava completamente exasperado, porque ninguém conseguia dizer o que era preciso fazer”, revela um membro do Governo. O fim da primavera deveria trazer boas notícias, mais alívio, o prenúncio de um verão turístico que trouxesse alguma normalidade — económica e psicológica. Mas o “milagre português” desfez-se numa guerra turística que Portugal perdeu.

Foram os dias das listas negras, que afastou muitos ingleses das habituais férias em Portugal — e, por arrastamento, de vários outros países. O impacto do que se passava em Lisboa repercutiu-se em cascata no resto do país: o turismo não ajudava hotéis, restaurantes. Não salvava o verão. “Estávamos convencidos de que podíamos ter um verão turístico forte e bom e na verdade aquilo que aconteceu foi que os números na região de Lisboa colocaram-nos fora dos corredores aéreos. Esse momento foi mau”, assume Siza Vieira.

Duarte Cordeiro tinha sido chamado de emergência pelo primeiro-ministro para coordenar a resposta da pandemia na região e estava no seu pico de trabalho — negociava no Parlamento o orçamento suplementar e tinha de resolver a “resistência de Lisboa”. “Foi o período mais difícil para mim. Vejo a pandemia com humildade, havia pessoas que tinham muitas certezas, e quem andava no terreno não tinha assim tantas”, conta. Fizeram rastreios nas plataformas logísticas da Azambuja, aos requerentes de asilo de Arroios, depois nas empresas de construção civil em busca de surtos. Mas nada resultava. “O trabalho que desenvolvíamos estava em dúvida, a ser questionado, e tinha de dar a cara”, diz.

O dia que não esquece é 29 de junho, quando recebeu um convite para ser entrevistado por Miguel Sousa Tavares, na TVI, depois de um dia sem comer por entre reunião com os partidos por causa do orçamento suplementar e do gabinete de crise. Hesitou. Mas Costa pediu-lhe para ir. Os “surtos não explicavam tudo” e havia a agravante de em Lisboa se lutar por quebrar os casos em desconfinamento.

A solução passou por envolver os autarcas e obrigar a saúde pública a partilhar dados que não queriam dar, porque tinham de os manter anónimos. Foram criadas equipas mistas entre autarquias, Saúde, Segurança Social e Proteção Civil e só a partir daí os casos começaram a quebrar. “Percebemos que precisávamos de uma intervenção social”, mais do que sanitária. “Mas esse período em que ainda não sabíamos o que se estava a passar foi difícil”, reconhece Mariana Vieira da Silva.

As tensões e os recuos

No Governo existe aquilo a que alguns chamam “ala mais sanitarista” . Ou, na versão que corre pelos corredores, “há hipocondríacos que não deviam estar ao leme” numa pandemia. Está na génese desta pandemia a oposição direta entre economia e saúde e ao longo do ano várias foram várias as oposições dentro da sala do Conselho de Ministros, muitas delas entre o ministro da Economia e a ministra da Saúde. Uma dicotomia e uma tensão “normais”, em torno de casos específicos como as discussões sobre a lotação dos supermercados, a realização de feiras e mercados ao ar livre ou ainda as autorizações aos empresários de diversão itinerante, com manifestações constantes na Ajuda.

As dúvidas começam primeiro em cada um, acredita Mariana Vieira da Silva. “É óbvio que houve momentos em que não havia consenso. É natural. Cada um de nós estava dividido”, porque “não há ninguém que valorize apenas uma das dimensões”. Para a governante, a grande dificuldade da gestão desta pandemia foi a necessidade de a cada momento “conciliar as duas dimensões contraditórias”. “Havia pessoas que num momento estavam mais para um lado e outras mais para outro”, acrescenta.

Esses momentos de tensão notaram-se mais nos períodos em que o desconfinamento não era total. A decisão sobre a realização da Fórmula 1 no Algarve (em outubro) foi um desses momentos em que os governantes perceberam que mensagens diferenciadas consoante o sector e/ou região trariam problemas, também de comunicação. “Uma dificuldade foi comunicar medidas que aparentemente não são coerentes entre si. Faz parte de gerir uma situação destas ponderar interesses — culturais, económicos — que levam a que se autorizem certas atividades — um espetáculo ou um evento —, quando do ponto de vista estritamente sanitário talvez o devêssemos impedir”, diz Siza Vieira.

Nem sempre os momentos de maior discussão dentro de portas coincidiram com as críticas que se ouviram fora. Ao longo do último ano, o Governo foi pressionado por causa dos festejos do 1º de Maio, depois com a Festa do “Avante!” ou das eleições presidenciais. “Sempre que havia uma mensagem que contradizia a regra geral havia um coro de críticas”, diz um governante, crente que nenhum desses eventos causou surtos.

Aos críticos lembram o que aconteceu na greve dos restaurantes em dezembro: o PSD a defender a sua abertura quando, pouco tempo depois, pediu o encerramento de tudo. “Há uma grande dificuldade porque estamos a gerir a incerteza e também dificuldade de passar a mensagem sobre como calibrar medidas ou gerir o cansaço das pessoas, que já não estão tão disponíveis para aceitar restrições. Todas as pessoas estão mais impacientes e irascíveis. Observo isso à minha volta”, assume Siza Vieira.

Além das tensões, as coisas também não correram sempre sobre rodas no Ministério da Saúde, com Marta Temido debaixo de fogo ao longo do ano, muitas vezes por causa da relação com os privados e também na gestão da equipa. Em setembro do ano passado, Temido forçou a saída da sua secretária de Estado. Jamila Madeira, que não tinha uma relação próxima com a ministra, fez questão de dizer que saía “surpreendida”.

E há ainda os recuos. Sobretudo na gestão da segunda e terceira vagas houve várias emendas. Numa só semana, António Costa decidiu fechar os ATL, abrir os ATL para de novo decidir pelo seu encerramento quando fecha todas as escolas. Já na segunda vaga, o Governo, que sempre andou a acompanhar o que era feito noutros países, optou por medidas diferentes, aplicando a força só ao fim de semana. Para o Executivo, apesar das críticas, as medidas estavam a funcionar e por isso o passo seguinte não foi o de fechar tudo, mas procurar medidas intermédias, já duras, até ser obrigado a fechar. Para muitos, diz Mariana Vieira da Silva, “parece que até fecharmos as escolas tínhamos um confinamento light. Um confinamento que fecha todas as lojas, restaurantes e cafés, que torna o teletrabalho obrigatório e duplica as multas não é light ou então já não atribuímos o mesmo significado à palavra”, defende.

Para estes governantes, recusa-se a ideia que haja um descontrolo no Governo ou desnorte. Olham para a cronologia como algo natural: quando chega a fadiga pandémica, o questionamento e a exigência é mais constante. “Tomamos uma decisão e no momento a seguir está alguém a discordar. Se tomássemos a decisão no sentido oposto, aconteceria o mesmo. São medidas que afetam muitas pessoas, e a dicotomia saúde/economia é muito complicada de gerir”, diz Duarte Cordeiro.

Costa admitiu erros, sobretudo comunicacionais, nas suas medidas do início do ano e atribuiu a culpa à mudança de circunstâncias, como o efeito da nova variante britânica.

A guerra com os técnicos

A dada altura, quando os números em Lisboa não davam sinal de cair, António Costa impacientou-se numa reunião no Infarmed. Questionou os técnicos sobre a falta de dados e clareza e deu a entender que isso estava a impedir uma resposta mais eficaz. A relação do primeiro-ministro com os especialistas, que escolheu para aconselhar o Governo e os partidos políticos, fez-se de altos e baixos.

Tudo começa no dia 18 de março de 2020. Costa foi ouvir epidemiologistas no Ministério da Saúde sobre o novo coronavírus e com o que aprendeu propôs-lhes que alargassem aquela aula a outros intervenientes políticos. O objetivo era dar-lhes o mesmo nível de conhecimento para que fosse possível uma frente política unida no combate à pandemia. Os esclarecimentos iniciais foram muito úteis, defende um governante, mas as reuniões no Infarmed acabariam por ser muitas vezes pouco esclarecedoras.

O sentimento acabou por ser díspar entre os ministros. Mariana Vieira da Silva ressalva que não se pode pedir o que não existe em lado nenhum no mundo e acredita que “é normal” que haja uma evolução nas opiniões técnicas: “O suporte técnico vai mudando. Estamos habituados a ver o produto final e aqui estamos a fazer ciência, não é uma coisa a que normalmente se assista”, diz.


Com a ciência a evoluir ao mesmo tempo que as decisões políticas, houve por vezes um hiato que deixou o Governo sem chão: “Dado o desconhecimento sobre a doença, e as incertezas sobre o comportamento do vírus, tivemos muitas vezes que tomar decisões sem ter orientação técnica evidente”, diz Siza Vieira.

António Costa haveria de pressionar para que tal acontecesse neste início de ano. Mais do que um guia, pediu um “consenso” naquela que seria uma reunião em que a criatura se virou contra o criador. Na hora de ir embora, Manuel Carmo Gomes, um dos especialistas, teceu duras críticas ao Governo e destapou um mal-estar na derme. “Não lhes podemos exigir decisões políticas. Agora teria sido um conforto para as decisões que houvesse uma recomendação de caminho a seguir mais clara e uniforme”, diz Tiago Antunes.

Querendo manter a estratégia inicial de medidas com suporte técnico, Duarte Cordeiro lembra que “é normal haver dúvidas quando não existe um consenso generalizado na comunidade científica. Temos de mostrar que não somos intransigentes nem que estamos bloqueados e andar para trás se tal for necessário ou se o consenso científico mudar”, sintetiza.

“Quando posso casar?”

Um ano depois de repetir vezes sem conta a pergunta ao pai — “Quando é que posso casar?” — a filha de Lacerda Sales marcou uma data: setembro de 2021. “Imagine a minha responsabilidade se alguma coisa não corre bem”, diz o secretário de Estado. A aposta em setembro para alguma normalidade na vida do governante é também uma data que o Governo estabelece como possível para alguma normalidade, se o processo de vacinação alcançar boa parte da população até ao verão. Agora ainda não é tempo para balanços, acreditam. O fim (e como será o fim?) ainda não é certo, apesar de haver promessas no horizonte.

É na vacina e na redução da atividade viral com o calor que se apostam as fichas. E depois há todo um mundo a reconstruir na saúde, na economia e nas relações em sociedade. A “bazuca” europeia é a maior esperança, contudo, também na forma de trabalhar pode haver acertos. “Percebemos que as coisas só interessam se num período de tempo curto tiverem um impacto útil”, diz Siza Vieira.

Porém, muito se perdeu. “Houve recuos em coisas na sociedade que já dávamos por adquiridas.” O olho de socióloga leva Mariana Vieira da Silva a temer pelos retrocessos “na área da educação, na humanização dos cuidados de saúde, na forma como as mulheres tinham construído um discurso de emancipação e agora ficam mais presas a tarefas domésticas”. Será preciso quase uma política de reconstrução de guerra para tapar todas as feridas, algumas ainda por diagnosticar.

A conversa com Mariana Vieira da Silva estava a terminar. Da secretária caiu um postal com as palavra de Roosevelt no célebre discurso das quatro liberdades. Nem de propósito. “Temos de definir as nossas respostas futuras em torno dos perigos contra os quais o Estado social já teve de lutar.” Outra vez. Agora com cicatrizes talvez ainda maiores e mais profundas.


https://leitor.expresso.pt/semanario/se ... em-aflicao
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por cloudexpert » 26/2/2021 12:20

tenho dois filhos uma no ensino básico e outra no 8 ano.

elas tiveram colegas , que nem à aulas presenciais iam, que tiverem portateis dados, mas só os tiveram uns dias, agora já não os tem, ao que parece que venderam-nos

Sou contra que se dê coisas, quando se dá, não se valoriza.

Agora com já não os tem por terem vendido, quero ver com vão fazer.
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 12:31

cloudexpert Escreveu:tenho dois filhos uma no ensino básico e outra no 8 ano.

elas tiveram colegas , que nem à aulas presenciais iam, que tiverem portateis dados, mas só os tiveram uns dias, agora já não os tem, ao que parece que venderam-nos

Sou contra que se dê coisas, quando se dá, não se valoriza.

Agora com já não os tem por terem vendido, quero ver com vão fazer.


Existiram várias entidades a fornecer equipamentos, no caso dos que são disponibilizados pelo ME não são dados, são emprestados e os pais têm que se responsabilizar por eles, tanto que h´a pais que não quiseram os equipamentos quando souberam que não eram dados.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 26/2/2021 13:58

mais_um Escreveu:
artista_ Escreveu:
Exato, e eu concordo com eles, não estou a ver o teu ponto?


Não estás a ser coerente, dizes que o governo não quis fechar a escolas para favorecer o PS, e eu questiono-te se as entidades fora do pais que também defendiam as escolas abertas estão a defender o PS, não percebes?

artista_ Escreveu:
Não, eu diria que agora já tiveram de assumir o que não queriam e não há grande volta a dar, mais vale garantir um desconfinamento em segurança e manter as escolas fechadas durante mais tempo. Até porque já viram que, apesar de grave, não parece ter um efeito significativo nas sondagens (se é que tem algum sequer). Mas, quanto mais tempo ficam fechadas mas eu me pergunto sobre a veracidade das informações que passaram durante meses, mais eu me pergunto porque é que não segue a máxima que defende desde o início, se tiver de dar um passo atrás não tem problemas nenhuns nisso.

Ouviste ontem o PR? Também está a defender o PS?


artista_ Escreveu:Pergunto-te, independentemente de haver ou não influência dos interesses partidários nas decisões, não achas o discurso do governo sobre as escolas errático? pouco coerente, pelo menos?

Obviamente que sim, há avanços e recuos, cá e por esse mundo fora.



artista_ Escreveu:Não sei onde queres chegar com estas opiniões todas?! E só me parece que estás a enterrar mais o governo ainda, até meados de fevereiro sempre disseram que os especialistas diziam que a influência era reduzida... e eu, parvo, acreditei!!!


Não precisa de acreditar, podes verificar com os teus próprios olhos, só tens que ver as sessões do Infarmed (eu vi e ouvi em direto, mas estão disponiveis no youtube) e ouvir os técnicos, sem filtros e depois diz-me o que pensas.


artista_ Escreveu:Estás muito centrado na questão partidária... eu oiço muitas opiniões, mas o importante é o governo do meu país estar bem informado e tomar as decisões mais corretas, ser coerente e decidido para transmitir confiança a todos... e o que vi, em relação às escolas, foi tudo menos isso! Independentemente de ter havido ou não alguma influência dos interesses partidários na tomada de decisões, eu acho difícil não ter havido, mas é apenas a minha opinião.


Eu centrado na questão partidária?!?!? :lol: :lol: :lol: Tu é que ligas as coisas e eu é que estou centrado na questão partidária? Quem foi buscar os partidos foste tu.


Sinceramente estou a ficar confuso com a tua capacidade de te concentrares no acessório e não o essencial... não respondeste à pergunta, o discurso do governo sobre a influência das escolas no contágio do vírus tem sido errático ou não?

A opinião das pessoas é de cada uma, refiro-me apenas a comunicação do governo em relação ao assunto, é essa que é importante, é o que eles dizem e decidem que faz a diferença, todos nós devíamos ter confiança neles, mesmo sabendo que é impossível não errar... mas uma coisa é errar outra coisa é darem informação incorreta ou incoerente.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 14:18

artista_ Escreveu:
Sinceramente estou a ficar confuso com a tua capacidade de te concentrares no acessório e não o essencial... não respondeste à pergunta, o discurso do governo sobre a influência das escolas no contágio do vírus tem sido errático ou não?

A opinião das pessoas é de cada uma, refiro-me apenas a comunicação do governo em relação ao assunto, é essa que é importante, é o que eles dizem e decidem que faz a diferença, todos nós devíamos ter confiança neles, mesmo sabendo que é impossível não errar... mas uma coisa é errar outra coisa é darem informação incorreta ou incoerente.


J´a no comentário anterior tinha deixado a minha opinião sobre o tema:
artista_ Escreveu:Pergunto-te, independentemente de haver ou não influência dos interesses partidários nas decisões, não achas o discurso do governo sobre as escolas errático? pouco coerente, pelo menos?

Obviamente que sim, há avanços e recuos, cá e por esse mundo fora.


A questão é que os próprios peritos têm dados opiniões contraditórias, basta veres as reuniões do Infarmed, para perceberes isso.
Não foi por acaso que o Costa pediu um consenso aos cientistas, técnicos e afins, tipo , organizem-se!

Sugiro que leias o artigo que deixei a seguir ao meu comentário anterior.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 16:54

Artista, nem de propósito, ontem no Publico:

Tiago Correia: “O Governo não está a causar ruído. Quem está são os cientistas com as escolas”


(...)
Nas suas intervenções públicas, referiu por várias vezes a importância de reduzir “o ruído” na comunicação sobre a pandemia. Considera que o Governo o tem conseguido fazer?
Neste momento, acho que o Governo não está a causar ruído. Quem o está a fazer são os próprios cientistas com esta história das escolas. Não estão a contribuir para a serenidade que era necessária.

Em que sentido?
Estamos a deixar a categoria de pior país do mundo em termos da pandemia. O sistema [de saúde] ainda está a recuperar, os nossos profissionais de saúde também. Isto aconteceu há 15 dias, três semanas. Já estamos com uma discussão ensurdecedora sobre o desconfinamento. Essa discussão tem de acontecer, mas não pode acontecer assim: a consequência é termos a opinião pública completamente polarizada: uns vão dizer que o Governo está certo, outros que são os outros. Entretanto, temos os partidos da oposição a fazerem as utilizações que bem entenderem de tudo isto. Quando precisarmos de tomar decisões – quando, quem, em que condições desconfinar – o campo já está completamente minado de opiniões consolidadas e muitas pessoas a desconsiderar o que for decidido.

Como se evita essa polarização?
Em primeiro lugar, o Governo deveria ser aconselhado por um corpo de cientistas muito mais abrangente. E essas posições devem ser muito claras. Depois, as pessoas que intervêm no espaço público têm de ter percepção das consequências da sua mensagem. Quando se faz uma carta aberta para o Presidente da República, primeiro-ministro ou Governo, tem de se perceber que quem lê a carta não são só os destinatários. Gerou-se um debate na sociedade portuguesa desde há dois dias que me parece muito prejudicial para o processo de desconfinamento. Não está em causa a necessidade de planear, mas a carta não diz nada sobre o planeamento. Os ciclos de ensino vão abrir em todo o território ou vamos usar mapas epidemiológicos?

(...)

https://www.publico.pt/2021/02/25/socie ... as-1952128
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 26/2/2021 17:11

mais_um Escreveu:J´a no comentário anterior tinha deixado a minha opinião sobre o tema:

Não me lembro de teres respondido diretamente a isso, podes colocar de novo sff?

mais_um Escreveu:A questão é que os próprios peritos têm dados opiniões contraditórias, basta veres as reuniões do Infarmed, para perceberes isso.
Não foi por acaso que o Costa pediu um consenso aos cientistas, técnicos e afins, tipo , organizem-se!

Sugiro que leias o artigo que deixei a seguir ao meu comentário anterior.


Isto não é verdade! Essas dúvidas só surgiram quando isto já estava mesmo muito mal, até ai o governo foi sempre perentório em não fechar as escolas e que essa era a indicação dos especialistas..

Não sei se percebeste que eu também sou favorável a que se tenham fechado as escolas, no estado em que isto estava eu até achava que já as deviam ter fechado antes... mas como o governo era tão assertivo na forma como dizia que as escolas não afetavam o contágio que eu fui acreditando que era mesmo verdade... por isso é que agora, quanto mais tempo elas demorarem a abrir mais me convencem que antes estavam completamente enganados... ou a adornar a verdade... ou a mentir! Ou seja, o que está aqui em causa é que me sinto enganado por eles, compreendo que não seja fácil gerir muita coisa, mas neste caso não me parece que isto possa encaixar naquilo a que posso designar por «erro admissível», ou há muita falta de competência ou há alguma coisa mais... ou as duas coisas!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 18:15

artista_ Escreveu:
Não sei se percebeste que eu também sou favorável a que se tenham fechado as escolas, no estado em que isto estava eu até achava que já as deviam ter fechado antes... mas como o governo era tão assertivo na forma como dizia que as escolas não afetavam o contágio que eu fui acreditando que era mesmo verdade... por isso é que agora, quanto mais tempo elas demorarem a abrir mais me convencem que antes estavam completamente enganados... ou a adornar a verdade... ou a mentir! Ou seja, o que está aqui em causa é que me sinto enganado por eles, compreendo que não seja fácil gerir muita coisa, mas neste caso não me parece que isto possa encaixar naquilo a que posso designar por «erro admissível», ou há muita falta de competência ou há alguma coisa mais... ou as duas coisas!


Estás com dificuldades em perceber o básico....Talvez porque estejas a ler na diagonal e não consultas os links que tenho deixado sobre o tema, quem referiu que a escola tinha um contributo menor na propagação foram os cientistas e técnicos, o governo com essa informação tomou uma decisão e explicou que as aulas continuavam porque as escolas não eram uma fonte de contágio relevante desde que fossem tomadas medidas restritivas, como foram (informação dada pelos cientistas). Tu dizes que foste enganado pelo governo, quando devias dizer que foste enganado pelos cientistas. :lol: :lol: :lol:

Ultima tentativa:

Infarmed, 9 de Setembro (entre 1h:47m e 2h:07m, entre 2h:23 e 2h:35m e entre o 2h:36m até ao fim)
https://youtu.be/WnhTjcoOgSo

Infarmed, 12 de janeiro (entre o minuto 43 e 48)
https://youtu.be/C_j2wzGboz8
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por cloudexpert » 26/2/2021 18:45

caro mais um penso que não tem razão. imaginemos uma equipe e o seu responsável. este adjudica uma projeto a uma empresa externa ( os cientistas), os cientistas analisam os dados e emitem uma opinião. O governo ouve, e emite a sua.
Essa equipe que fez o trabalho, fez asneira, o responsável não pode dizer que foi outro. não o responsável foi o coordenador dessa equipe.

Portanto a responsabilidade é do governo.
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 26/2/2021 19:33

cloudexpert Escreveu:caro mais um penso que não tem razão. imaginemos uma equipe e o seu responsável. este adjudica uma projeto a uma empresa externa ( os cientistas), os cientistas analisam os dados e emitem uma opinião. O governo ouve, e emite a sua.
Essa equipe que fez o trabalho, fez asneira, o responsável não pode dizer que foi outro. não o responsável foi o coordenador dessa equipe.

Portanto a responsabilidade é do governo.


Não se trata de opiniões, trata-se de informação e decisões, os cientistas entregam informação, em função dessa informação o governo toma decisões.

Os meteorologistas dizem que amanha está sol e não chove, em função dessa informação o cloudexpert vai para praia com a família, está na praia e começa a chover, a decisão foi sua mas foi baseada em informação dada por quem tinha competência para a dar, não foi um sapateiro que disse que não chovia.

Eu fiz a minha casa, ou melhor geri a construção, adjudiquei o projecto de construção a um gabinete de arquitectura e depois escolhi uma empresa para a construir. Se houver uma falha no projecto a responsabilidade não é da empresa que construiu mas sim de quem fez o projecto, dai estarem lá as assinaturas e os termos de responsabilidade de quem projecta e de quem constrói.

Mas que fique claro, eu não estou a acusar os cientistas de terem dado informação errada, apenas digo que o governo tomou uma decisão em função da informação técnica prestada, não foi por auto recreação que disseram, vamos manter as escolas abertas porque isso é bom para o PS, como o artista afirmou, esse e apenas esse é o meu ponto.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 26/2/2021 23:19

mais_um Escreveu:Artista, nem de propósito, ontem no Publico:

Tiago Correia: “O Governo não está a causar ruído. Quem está são os cientistas com as escolas”


(...)
Nas suas intervenções públicas, referiu por várias vezes a importância de reduzir “o ruído” na comunicação sobre a pandemia. Considera que o Governo o tem conseguido fazer?
Neste momento, acho que o Governo não está a causar ruído. Quem o está a fazer são os próprios cientistas com esta história das escolas. Não estão a contribuir para a serenidade que era necessária.

Em que sentido?
Estamos a deixar a categoria de pior país do mundo em termos da pandemia. O sistema [de saúde] ainda está a recuperar, os nossos profissionais de saúde também. Isto aconteceu há 15 dias, três semanas. Já estamos com uma discussão ensurdecedora sobre o desconfinamento. Essa discussão tem de acontecer, mas não pode acontecer assim: a consequência é termos a opinião pública completamente polarizada: uns vão dizer que o Governo está certo, outros que são os outros. Entretanto, temos os partidos da oposição a fazerem as utilizações que bem entenderem de tudo isto. Quando precisarmos de tomar decisões – quando, quem, em que condições desconfinar – o campo já está completamente minado de opiniões consolidadas e muitas pessoas a desconsiderar o que for decidido.

Como se evita essa polarização?
Em primeiro lugar, o Governo deveria ser aconselhado por um corpo de cientistas muito mais abrangente. E essas posições devem ser muito claras. Depois, as pessoas que intervêm no espaço público têm de ter percepção das consequências da sua mensagem. Quando se faz uma carta aberta para o Presidente da República, primeiro-ministro ou Governo, tem de se perceber que quem lê a carta não são só os destinatários. Gerou-se um debate na sociedade portuguesa desde há dois dias que me parece muito prejudicial para o processo de desconfinamento. Não está em causa a necessidade de planear, mas a carta não diz nada sobre o planeamento. Os ciclos de ensino vão abrir em todo o território ou vamos usar mapas epidemiológicos?

(...)

https://www.publico.pt/2021/02/25/socie ... as-1952128


Acho que ainda não percebeste a minha posição sobre isto (embora tenhas razão que os links não estou a ver todos porque não tenho tempo, mas como venho aqui e vejo que aquilo a que me estás a responder não é ao que eu referi....

Apesar de eu achar que se deviam abrir as escolas do 1º ciclo, digamos que é um risco que acho que, no contexto atual, já deviamos estar dispostos a correr (engraçado que foi isto que AC disse algures em outubro/novembro), até consigo aceitar que não se abram para não correr riscos nenhuns... só que ao fazê-lo, o governo está a dizer-me que andou à nora até meados de fevereiro, eu não estou a criticar as medidas em si mas a evolução errática do discurso e opções do governo.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 26/2/2021 23:42

mais_um Escreveu:Estás com dificuldades em perceber o básico....Talvez porque estejas a ler na diagonal e não consultas os links que tenho deixado sobre o tema, quem referiu que a escola tinha um contributo menor na propagação foram os cientistas e técnicos, o governo com essa informação tomou uma decisão e explicou que as aulas continuavam porque as escolas não eram uma fonte de contágio relevante desde que fossem tomadas medidas restritivas, como foram (informação dada pelos cientistas). Tu dizes que foste enganado pelo governo, quando devias dizer que foste enganado pelos cientistas. :lol: :lol: :lol:


Não, e é isto que não estás a compreender. Eu nunca ouvi os cientistas que aconselham o governo a falar, eu ouvi sempre foi os governantes a dizer que era o que eles diziam. Quem tem de assumir as responsabilidades serão sempre os políticos, aliás, hoje, tenho sérias dúvidas que, entre os especialistas, houvesse o consenso sobre o grau de contágio das escolas que o primeiro ministro passava para fora. E passámos de nada para tudo, de um momento para o outro, duas semanas antes tinham confinado quase tudo menos as escolas, exatamente por causa dessa suposta pouco relevância no contágio e, de repente, fecha tudo! Nunca se passou sequer por um sistema misto, ou por fechar apenas do 3ª ciclo para cima... manetenho tudo o que disse, errático e incoerente!

mais_um Escreveu:Ultima tentativa:

Infarmed, 9 de Setembro (entre 1h:47m e 2h:07m, entre 2h:23 e 2h:35m e entre o 2h:36m até ao fim)
https://youtu.be/WnhTjcoOgSo

Infarmed, 12 de janeiro (entre o minuto 43 e 48)
https://youtu.be/C_j2wzGboz8


A minha também é a última :D

Eu não quero saber o que pensam os especialistas, ou melhor, acho melhor deixar isso de fora para a esta análise. Estou apenas a avaliar o discurso e opções do governo... é verdade que não tive oportunidade de ver tudo dos links que colocaste (vi parte destes videos que fazem um retrato das situações, e então?!), mas não mudei nada a opinião que tinha, tanto o discurso com as opções foram completamente erráticas e incoerentes... até digo mais, depois de ver algumas das coisas que aqui colocaste, ainda fiquei mais convicto, acho que na realidade a opinião dos especialistas nunca foi consensual, a informação era muita e difícil de padronizar, mas o discurso foi sempre muito convicto sobre as escolas... convicto quando foi para não se fecharem e agora para não abrirem... mudaram de uma semana para a outra de opinião, não ajustaram, deram uma volta de 180º na opinião que tinham!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por BearManBull » 27/2/2021 0:33

Os delírios Estalinistas do Costa e Marcelo estão a arruinar por completo as empresas e a sociedade.

Se as taxas de juro subirem e cortarem o financiamento a Portugal estamos bem tramados.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 27/2/2021 14:14

artista_ Escreveu:
Apesar de eu achar que se deviam abrir as escolas do 1º ciclo, digamos que é um risco que acho que, no contexto atual, já deviamos estar dispostos a correr (engraçado que foi isto que AC disse algures em outubro/novembro), até consigo aceitar que não se abram para não correr riscos nenhuns... só que ao fazê-lo, o governo está a dizer-me que andou à nora até meados de fevereiro, eu não estou a criticar as medidas em si mas a evolução errática do discurso e opções do governo.


Para ti (e para mim) é fácil dar palpites porque não temos o peso da responsabilidade do que acontece caso seja implementado o que defendemos.
Se tu leres o artigo completo que deixei atrás vais perceber que até dentro do governo há quem defenda coisas diferentes e no fim, mesmo no fim da cadeia alguém tem que decidir e seja o Costa ou outro qualquer o ónus é de quem decide, não é de quem dá informação, esses têm a parte fácil.

Em tempo, os médicos do meu filho mais velho disseram que ele tinha que fazer 3 operações, todas especialidades distintas para resolver problemas em áreas obviamente distintas mas a decisão era minha e da minha mulher, os pais, quem tinha responsabilidade mas nós não somos médicos, por isso precisamos de especialistas para nos darem informação. Como estava a custar-me fazer 3 operações a um miudo de 3 anos fui consultar outros médicos e das 3 apenas fiz uma, os outros dois problemas resolveram-se com outra abordagem. Com este exemplo quero dizer no meio de isto tudo que a parte f**** é decidir. E nem sempre se acerta e depois quem decide tem que viver com isso.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 27/2/2021 14:16

artista_ Escreveu:
Eu não quero saber o que pensam os especialistas, ou melhor, acho melhor deixar isso de fora para a esta análise. Estou apenas a avaliar o discurso e opções do governo... é verdade que não tive oportunidade de ver tudo dos links que colocaste (vi parte destes videos que fazem um retrato das situações, e então?!), mas não mudei nada a opinião que tinha, tanto o discurso com as opções foram completamente erráticas e incoerentes... até digo mais, depois de ver algumas das coisas que aqui colocaste, ainda fiquei mais convicto, acho que na realidade a opinião dos especialistas nunca foi consensual, a informação era muita e difícil de padronizar, mas o discurso foi sempre muito convicto sobre as escolas... convicto quando foi para não se fecharem e agora para não abrirem... mudaram de uma semana para a outra de opinião, não ajustaram, deram uma volta de 180º na opinião que tinham!


Exacto! Por isso é que o Costa pediu aos técnicos, cientistas , etc,... que se organizem, porque uma semana dizem uma coisa e passados 15 dias já dizem outra.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Masterchief » 27/2/2021 14:43

Vou vos dar um conselho, não percam tempo...

Há determinado tipo de pessoas, não sei muito bem o que as motiva mas sinceramente também não me interessa muito, que não escrevem aqui para discutir ideias, responsabilidades, soluções, etc. mas apenas para defender o Costa e o seu "reinado". Não critiquem o governo!
Basta ler esta página do inicio ao fim para entenderem.
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 27/2/2021 14:44


Peritos preparam consenso


Grupo de especialistas está a trabalhar em conjunto na definição de indicadores que sirvam para saber quando confinar ou desconfinar. Carmo Gomes é um dos peritos envolvidos.

O grupo de peritos a quem o primeiro-ministro pediu consensos há duas semanas, no final de um dos encontros no Infarmed, tem tido reuniões e discutido propostas sobre quais os indicadores que devem ser usados para criar novas matrizes de risco a usar no controlo da pandemia. O trabalho está dividido em três fases e as conclusões da primeira etapa, ainda que muito vagas, foram apresentadas na reunião da passada segunda-feira no Infarmed e serviram para mostrar como é que outros países estão a monitorizar a evolução da pandemia. Foi assim que perceberam que os valores de novos casos usados para fazer soar o alerta vermelho nos concelhos em Portugal são muito mais altos — fazendo com que as medidas possam ser espoletadas tarde demais.

Neste grupo de peritos estão sobretudo os especialistas que fazem parte das reuniões no Infarmed, incluindo Manuel Carmo Gomes, professor de Epidemiologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), que há duas semanas pediu à ministra da Saúde para deixar de fazer parte das apresentações públicas nestas reuniões — num encontro onde desafiou o Governo a fixar, precisamente, linhas vermelhas e deixar de gerir a pandemia tarde demais após este confinamento. Além de Carmo Gomes, o grupo conta com Carlos Antunes, professor da FCUL, Carla Nunes, diretora da Escola Nacional de Saúde Pública, Baltazar Nunes, epidemiologista do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, André Peralta Santos, responsável pelo departamento de estatísticas da Direção-Geral da Saúde, Óscar Felgueiras, matemático a apoiar a ARS Norte, além de ouvirem outros especialistas como João Gouveia, presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos.

Já no âmbito deste grupo de trabalho, Manuel Carmo Gomes e Carlos Antunes apresentaram uma proposta de algoritmo com critérios para confinamento e desconfinamento, combinados entre si, definindo cinco níveis de risco — mais um do que hoje, permitindo respostas mais afinadas. Foi apresentada uma outra proposta no grupo e o assunto está ainda em discussão. Sem querer detalhar o conteúdo do que sugeriram, Carmo Gomes relembra as linhas vermelhas para decretar medidas mais radicais que sugeriu na penúltima reunião do Infarmed: um Rt (número médio de pessoas que cada infetado contagia) de 1,1, uma percentagem de testes positivos inferior a 10% e menos de 3 mil novos casos diários. “A nossa proposta insere-se nessa conceptualização, atualizada com nova informação. Ouvimos atentamente as objeções dos outros colegas e as alternativas. Ninguém tem soluções mágicas, qualquer metodologia tem vantagens e desvantagens. A ideia é conseguir uma metodologia em que as primeiras superem as segundas”, refere. “Podemos, por exemplo, concluir ser adequada uma metodologia para quando a incidência está a subir e outra um pouco diferente para quando está a descer, como agora.”


Meio caminho andado

Ouvido na Assembleia da República pela comissão de acompanhamento das medidas de resposta à pandemia, na quarta-feira, Carlos Antunes, da equipa da FCUL, apresentou aos deputados uma proposta de cinco níveis de risco a partir da combinação de quatro indicadores (Rt abaixo de 1,1, número de novos casos diários inferior a 3 mil, positividade abaixo de 7% e menos de 242 camas em cuidados intensivos).

Os cinco níveis de risco propostos dividem-se em quatro classes: baixo (verde, nível 1), médio (amarelo, nível 2), elevado (laranja, nível 3) e muito elevado (vermelho, níveis 4 e 5). Sendo ultrapassados os limiares máximos dos quatro indicadores, entra-se no nível 4. Segundo esta proposta, as medidas de contenção da epidemia devem ser implementadas quando se dá a transição de nível 2 para 3 e ao fim de cerca de uma semana de persistência nesse patamar. Já o alívio, pelo contrário, deverá acontecer quando se desce para o nível 2 durante pelo menos sete dias. Ou seja, ter menos de 1500 casos, Rt inferior a 1, positividade abaixo de 3,5% e menos de 145 camas de cuidados intensivos Considerando que se estima para março uma incidência média inferior a mil casos, um Rt abaixo de 1, uma positividade inferior a 3% e menos de 190 camas no final de março, esse nível 2 (amarelo) deverá ser alcançado no próximo mês.

Na reunião desta semana no Infarmed, Carla Nunes, diretora da Escola Nacional de Saúde Pública, foi a porta-voz do grupo de peritos e explicou que a reflexão tem três fases, “todas em desenvolvimento”. Na segunda etapa, da qual já se esperam resultados na reunião daqui a uma semana, serão apresentados indicadores e valores de referência recomendados para Portugal. A última fase consistirá na proposta e discussão de matrizes de risco.

Para já, foi apenas apresentada a recolha dos indicadores e linhas vermelhas usados por vários países europeus, concluindo que “os valores de corte das matrizes de risco nos outros países são muitíssimo inferiores aos que são usados em Portugal para os concelhos”, como referiu Carla Nunes. Ou seja, um município tem de ter já um número muito elevado de casos para que entre em alerta vermelho. Em Espanha e nos Países Baixos, bastam 250 novos casos por 100 mil habitantes em 14 dias para entrar no nível máximo de risco. Em Portugal, o patamar de risco “muito alto” começa com 480 novos casos e o “extremamente elevado” com 960, quase quatro vezes mais do que nos outros dois países.


https://leitor.expresso.pt/semanario/se ... m-consenso
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Caramelo » 27/2/2021 15:55

"Reuniões do Infarmed são um faz de conta que se ouve a ciência"

O investigador pede a criação de um conselho científico interdisciplinar e orientado para encontrar uma estratégia adequada para combater a pandemia. "Não devemos fazer política sem ouvir a ciência e a relação entre ciência e política em Portugal está longe de ser a mais perfeita", avisa.

O cientista Carlos Fiolhais lamenta a ausência de uma estratégia de combate à pandemia. Em declarações à Renascença, um dia depois de mais um encontro no Infarmed para acompanhar a situação epidemiológica no país, o professor da Universidade de Coimbra diz que falta reconhecimento científico em Portugal, numa altura em que todos os contributos são essenciais para responder ao desafio colocado pela Covid-19.

Às críticas do primeiro-ministro à comunidade científica, para um esforço de consensualização científica, Fiolhais responde que, “em Portugal, não foi criado nenhum mecanismo para pôr cientistas da mesma área e de várias áreas a criarem essas conclusões e, depois, o poder político democrático tem todo o direito de tomar as decisões que entender melhor, porque uma coisa é ciência, outra coisa a política”.

Na opinião do cientista e professor de Física da Universidade de Coimbra, Portugal não criou espaço para um conselho científico sólido e com trabalho orientado para a atacar esta ameaça global.

O que vemos, diz, é que “estas reuniões do Infarmed são reuniões de expediente em que há uma espécie de faz de conta que se ouve a ciência”.

Para Carlos Fiolhais, o caminho é distinto daquele que tem sido seguido: “não devemos fazer política sem ouvir a ciência e a maneira como a relação entre ciência e política em Portugal está longe de ser a mais perfeita: perante um caso sério como este, com mais de um ano, o que estamos a ver é vários porta-vozes da ciência, muito sábios, muito voluntaristas, mas não vemos a constituição de um conselho interdisciplinar, independente e que possa falar com a autoridade e a humildade própria da ciência. A ciência não é tudo, mas sem a ciência não nos salvamos”.

Acabar com o “achismo lusitano”

Carlos Fiolhais contesta, por outro lado, a cultura do “achismo lusitano, do ‘eu acho isto, eu acho aquilo’ e depois dizem que são os cientistas que não se entendem”.

“Era bom que nós tivéssemos mecanismos institucionais que ouvissem a ciência, quer no Governo, quer na Assembleia da República, quer na Presidência da República, para que cada um destes organismos tivesse aconselhamento permanente.”

A crise sanitária dura há quase um ano e, para este investigador, muito já se perdeu, embora reconheça que “que ainda vamos a tempo, porque esta crise está longe de estar terminada”.

No entanto, “era preciso uma coerência nisto era altura de estarmos unidos, era preciso procurar um melhor funcionamento institucional. O que se passou e está a passar em Portugal é gravíssimo: o desastre em número de infetados, em número de mortos, quase que diria que não há nenhum português que não conheça uma pessoa afetada”.

Na sua opinião, o caminho é interdisciplinar. Exemplo disso, diz, é que “tem havido pessoas da engenharia, da química, da matemática, da sociologia, da economia, da ciência política” envolvidas na busca das melhores soluções, “porque o conhecimento organizado tem vários ramos”.

O desafio é encontrar “a diferença entre o certo e o errado, nós procuramos acertar, por isso temos um método científico que se baseia na observação, na experiência, no raciocínio lógico, na validação por outros, no espírito crítico. A ciência faz este caminho que é um caminho que, apesar da pressa que tenhamos, exige algum tempo” e não deve ser esquecida ou mal aproveitada.

Apesar de reconhecer que “a ciência não sabe muita coisa”, Carlos Fiolhais reconhece nela “o poder de tornar a nossa vida mais segura. Não existe nenhuma vida que tenha risco zero, mas a ciência, conhecendo o mundo em que vivemos, permite que vivamos melhor nele”, conclui.

https://rr.sapo.pt/2021/02/23/pais/reun ... Xmt0CURB9w
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por MarcoAntonio » 27/2/2021 16:40

Aqui fica a actualização da evolução da vacinação, que nos últimos dias registou alguma aceleração.

Imagem

Média da ultima semana: 25.9 mil vacinas por dia.
Bons Negócios,
Marco Antonio
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
....amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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