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Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por DesconfiadoTotal » 2/9/2020 21:49

Resolvi abrir este tópico por começar a ter uma sensação, nada boa, de que a CS em portugal está cada vez mais refém do poder politico.

Tenho assistido a alguns episódios no mínimo "estranhos" tipo o de uma certa sra. que não sei o nome, ser interrompida quando comparava o caso de vendas fraudulentas (alegadamente) com um outro caso em itália onde se soube quem eram os intervenientes e se recuperou o valor "roubado". Interrompida para apresentar uma entrevista a um bombeiro por causa de um incendeio em lisboa (deve ser mais importante o incendeio). E a análise da dita sra. não voltou após a interrupção. Isto foi na Sic Noticias.
Ou o caso da noticia da festa no avante! no NY Times em que após darem a noticia vieram rapidamente pedir desculpa por esta se basear numa foto, ou publicação, falsa. Mas a verdade é que a noticia é verdadeira!

Parece-me haver, no mínimo um certo "medo", ou mesmo manipulação na comunicação social portuguesa.
 
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por mais_um » 3/3/2021 20:57


O jornalismo sobre a covid-19 é corrupto?

Pedro Tadeu

Um dos anúncios está titulado assim: "Procuro ENTREVISTADOR/REPÓRTER". A seguir, vem o texto: "Assegurar a elaboração de reportagens, entrevistas, num tema específico relacionado com saúde, desenvolvendo investigação, reportagens e entrevistas." São pedidas: carteira profissional de jornalista, licenciatura ou mestrado na área, competências vídeo, capacidade de análise e comentário e, ainda, "seleção, revisão e preparo definitivo das matérias jornalísticas a serem divulgadas".

Um amigo meu (juro que não fui eu) que está a ver se melhora de vida viu isto na rede social LinkedIn, clicou no link para responder e acabou por ver agendada uma entrevista por computador, através da aplicação de videoconferência Zoom.

Mais tarde encontrou mais dois anúncios parecidos e voltou a inscrever-se para as respetivas entrevistas.

Chegado o momento das três entrevistas, e após as três conversas por Zoom, todas semelhantes na essência, o meu amigo ficou a saber várias coisas que não vinham nos anúncios. Passo a listar:

1 - as matérias que se pretendiam elaborar eram relativas à pandemia provocada pela covid-19;

2 - o jornalista deveria focar os seus trabalhos na contabilização de números de mortos, número de infetados e níveis de contágio;

3 - esses trabalhos também poderiam abarcar os números relativos a contágios em lares, procurar "mortes inexplicadas" e evolução das taxas de mortalidade;

4 - também era possível focar os trabalhos no papel dos hospitais privados na covid-19, o número de hospitais envolvidos, os custos do combate à pandemia para os privados;

5 - era importante que esse meu amigo trabalhasse numa redação de um órgão de comunicação social de difusão nacional e tivesse poder para publicar propostas de trabalho suas;

6 - quando tivesse a reportagem específica combinada com o recrutador, o jornalista deveria propor esse trabalho na sua redação como sendo uma ideia sua. Caso conseguisse publicar, nos moldes combinados, seria remunerado por isso;

7 - quantas mais reportagens conseguisse publicar, melhor.

Quando o meu amigo perguntou pelo cliente - os entrevistadores eram de agências de "caça-talentos" -, as respostas foram evasivas, embora um deles deixasse escapar um vago "um grupo privado do norte"...

Quando, finalmente, o meu amigo argumentou que aquilo que eles estavam a propor era capaz de ser ilegal, recebeu em resposta algo como isto: "A sério?! Olhe que há muitos colegas seus que o fazem!..."

Portanto, ao que parece, está montado um sistema de contratação, por entidades estranhas ao jornalismo, de jornalistas que estejam a trabalhar em redações para impingir nos seus jornais, rádios ou televisões matérias que, embora sejam baseadas na realidade (ninguém pediu para mentir), fossem capazes de alterar a linha editorial desses órgãos de informação.

Quem decide os destaques, os alinhamentos e as dimensões dessas peças, os editores e diretores de cada uma dessas marcas, e recebe propostas desses colegas "comprados" pensa que essas ideias para artigos resultam da pura investigação jornalística, não de "encomendas" de interesses estranhos ao jornalismo, e terá tendência a valorizá-las segundo um critério jornalístico.

Nada me espantaria que, dessa forma, muitas destas "encomendas" acabassem por ser manchete ou abertura de noticiário, causassem impacto público relevante, fossem comentadas e analisadas por líderes de opinião e, portanto, acabassem por distorcer na opinião pública a visão dessa realidade.

Desde que esse meu amigo me contou o que se passou com ele, sempre que vejo uma notícia sobre a covid-19 fico desconfiado: "Será mesmo assim ou isto foi uma encomenda?" E quando constato a grande quantidade de peças que estão dentro da área de interesses destes "recrutadores de jornalistas", quando vejo que essas peças se repetem no foco e na mensagem, exageradamente, nos últimos meses, fico espantado com a minha ingenuidade estúpida: "Como é possível eu ter achado que isto era, apenas, um exercício editorial insensato e incompetente, mas genuíno?" A seguir vem o desgosto: "Como é que a minha profissão chegou a este ponto!?"

Esse meu amigo pede-me anonimato... OK.

Mesmo assim, correndo o risco de ficar a protestar sozinho como os malucos, acho que vale a pena denunciar isto.


Jornalista
https://www.dn.pt/opiniao/o-jornalismo- ... 11040.html
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por BearManBull » 3/3/2021 22:13

Eu tenho uma porrada de amigos a vender-me coisas do herbalife.

Se calhar esse pessoal era da herbalife ou então eram militantes do Chega. :mrgreen:
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Caramelo » 3/3/2021 22:40

Olha o Tadeu, ex-24 Horas :-k

Pedro Tadeu e o jornalismo geneticamente modificado

"O Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes, na TVI, foi silenciado há três meses. Talvez para celebrar a efeméride a jornalista anunciou nos últimos dias que se constituíra assistente no processo "Face Oculta". Disse que o fez para "auxiliar o Ministério Público na procura da verdade".
(...)
Para o jornalismo, que supostamente terá no ADN um cromossoma de garantia de total independência face aos poderes político, económico, judicial ou outros, esta posição de serventia face a uma das partes de um conflito jurídico é, embora não inédita, no mínimo bizarra e, em princípio, condenável. E não é por, neste caso, uma das partes desse conflito jurídico ser o representante do Estado que o problema da falta de independência jornalística fica sanado, pelo contrário. "

Pedro Tadeu assentou arraiais como comentador no DN. Teria importância nula, caso fosse mais um, mas não é assim. Foi director do famigerado 24Horas, apostando num jornalismo de "famosos, dinheiro e crime" e escreve agora como figura de referência jornalística, com ética de profissão para dar e vender, pelos vistos.

O que escreve na crónica de hoje, sobre o facto de a jornalista Manuela Moura Guedes ter optado por se constituir assistente no processo Face Oculta, destapa a ignorância e enviezamento profissional do antigo director do 24 Horas.

Ao escrever que o MP é um representante do Estado e uma das partes no processo penal, onde segundo o mesmo cronista, há um conflito jurídico, de partes e em que o MP é uma delas, mostra que sabe nada de nada do b+a=ba do assunto.

Ao escrever que "o jornalismo, supostamente terá no ADN um cromossoma de garantia de total independência face aos poderes político, económico, judicial ou outros," só denota que lhe falta esse cromossoma básico e de tal modo que nem o reconhece nos outros.

O que espanta no caso de Pedro Tadeu, é que haja pessoas assim a escrever em jornais. Ou que os dirijam. O que, aliás, pode ser menos grave, como se verifica em alguns casos.

https://portadaloja.blogspot.com/2010/0 ... lismo.html


Desaparece o 24 Horas

O jornal 24 Horas vai acabar. Falido. Sem solução editorial.

O jornal do grupo Controlinvest, do "amigo Joaquim", e então dirigido editorialmente pelo intrépido Pedro Tadeu, fautor principal da derrocada do jornal, foi um dos órgãos mais (des)informativos durante o inquérito Casa Pia. Tomou sempre posição pelos suspeitos e abertamente contra os investigadores do Ministério Público. Abriu uma guerra ao antigo PGR Souto Moura, em modo sniper, com apoio de grandes jornalistas tipo K. e em várias primeiras páginas vilipendiou e enviezou as figuras institucionais da investigação criminal.

O jornal de Pedro Tadeu, em várias ocasiões, pisou o risco do mau gosto, com destaque para a primeira página sobre os problemas de saúde do antigo ministro da Justiça Vera Jardim, usado despudoradamente para atacar a PGR de Souto Moura, por motivos incompreensíveis e fatalmente inconfessáveis.

O director que lhe sucedeu nada melhor soube fazer porque a escola era a mesma: tabloidismo e sensacionalismo por vezes insustentável. Sobre o Casa Pia, nada mudou e a apreciação crítica sobre o andamento do processo repisa as mesmas linhas turvas do antigo director que alias escrevia que tudo o que lhe interessava jornalisticamente eram "os famosos, o dinheiro e o crime". E também confessou na mesma entrevista que nunca seria leitor do seu próprio jornal. Julgava-se superior ao produto que apresentava ao leitor...

É triste sempre que um jornal fecha, mesmo um pasquim em que Pedro Tadeu transformou o 24 Horas. É triste que jornalistas fiquem sem poder trabalhar, mas para termos jornalistas do género de alguns que lá trabalhavam e escreviam notas editoriais de qualidade abaixo de Tadeu, quase apetece dizer que do mal o menos.

https://portadaloja.blogspot.com/2010/0 ... horas.html
 
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por mais_um » 3/3/2021 23:09

Os metadados são lixados.... :lol: :lol:
O que será que o portadaloja.blogspot.com diz sobre.... :-k :-k :-k

Cronista do “Observador” é o autor do falso plano de desconfinamento: “Foi partilhado num grupo fechado de amigos”

Carlos Macedo e Cunha, colunista convidado do “Observador”, é o autor do plano de desconfinamento que foi posto a circular nas redes sociais. O consultor reconheceu ao Expresso a autoria do ficheiro original e esclareceu que este foi “partilhado num grupo fechado de amigos”, tendo sido adulterado por terceiros, que se apropriaram “indevidamente” do ficheiro e colocaram o logotipo do Governo.

O ficheiro original “serviu de base para desenvolvermos uma proposta de plano para apresentar ao Governo”, acrescenta. “Foi partilhado num grupo fechado de amigos pouco passava da meia-noite para lhes pedir exatamente opiniões e sugestões de desenvolvimento. A nossa ideia foi preparar uma proposta com base no que está a acontecer noutros países e tendo em conta o que tem acontecido aqui em Portugal, para enviar ao Governo e a todos os partidos com assento parlamentar e também ao Presidente da República”, acrescenta ainda. A opção pelo desenho em formato de tabela é justificada por ser “mais simples de partilhar com todas estas entidades que muito respeitamos”.

O consultor diz que o documento amplamente partilhado é “falso na medida em que não é oficial e apenas transmite uma base de uma ideia de proposta que ainda estamos a desenvolver”. Macedo e Cunha apresenta, “desde já”, as suas “desculpas”, alegando ter começado o trabalho “de forma inocente, ainda na base dos documentos de que facilmente se faz download da página do Governo”.
“Não era suposto ter sido divulgado”

“Não era suposto ter sido divulgado e terá sido certamente por lapso e de forma não intencional”, sugere. “A minha atividade profissional não me permite ter muito tempo para contribuir para a cidadania mas, quando posso, faço isto como bom cidadão e vontade de ajudar”, explica, fazendo um apelo ao combate às informações falsas: “Vamos lá levar o país para a frente e colocar a economia crescer. Não percamos mais tempo com ‘fake news’”.

Ao início da tarde, o Governo revelou que o documento é falso e que será alvo de participação ao Ministério Público. “Encontra-se a circular um documento falso que apresenta um suposto plano de desconfinamento, imputado ao Governo, o qual consiste numa adulteração abusiva da tabela de desconfinamento divulgada em abril do ano passado”, pode ler-se numa nota do gabinete do primeiro-ministro.

O ‘plano’, acrescenta-se, não se baseia sequer “em qualquer trabalho preparatório”, pelo que às informações constantes do mesmo “não deve ser atribuída qualquer credibilidade”. Pela “desinformação e falsas expectativas” que pode gerar, com “risco para a saúde pública”, a “falsificação será objeto de comunicação ao Ministério Público”.
Abrindo as propriedades do documento que foi posto a circular, pode ver-se que este é originário de um ficheiro Excel cuja autoria é de Carlos Macedo e Cunha e que foi criado poucos minutos depois da meia-noite desta quinta-feira.

O consultor iniciou a sua colaboração com o jornal online a 11 maio de 2020, tendo desde então escrito um total de cinco colunas de opinião, todas relacionadas com a pandemia e a estratégia do Governo. “A estratégia falhou, não havia plano”, “A estratégia do Governo continua errada” foram dois dos títulos que assinou.

Em artigos do “Público” em 2013 e 2014 Carlos Macedo e Cunha assinava como militante do PSD.

https://expresso.pt/politica/2021-02-25 ... -de-amigos
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Caramelo » 3/3/2021 23:40

O saco de Farinho

Público 25 10 2016002.jpg

O problema então seria o de a Faculdade de Direito se pronunciar acerca de um seu docente andar a receber "por fora" a fim de ajudar um político a escrever uma obra de literatura política. Para tal teria recebido cerca de 40 mil euros, o que torna a "colaboração para revisão do livro e notas de roda-pé" a "revisão mais cara da História".

Ora é este aspecto que suscita perplexidade e ao mesmo tempo incita o meio académico da escola onde aquele é docente, a pronunciar-se.
E se afinal a escrita não se limitou a tal e afinal é uma obra da autoria do putativo revisor? É essa a questão proposta e que a Faculdade de Direito tem o dever de analisar através de um "inquérito rigoroso" que passará pelas...declarações do docente e pouco mais. Tal não será suficiente mas as inteligências do Direito dirão de sua justiça se quiserem ser levados como tansos.

Mas ainda há outra: segundo consta, a mulher do docente recebeu o estipêndio do livro que se apresta a sair por estes dias, em vez do docente, o verdadeiro titular a esse rendimento colectável.
O Fisco...já se inteirou do assunto? O dinheirinho dos direitos de autor pagam taxa reduzida...que o diga o Costa que governa a Geringonça.


https://portadaloja.blogspot.com/2016/1 ... rinho.html
 
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por mais_um » 4/3/2021 13:53

Eu sei que o conceito de actual pode ser um pouco lato mas ....2010...agora 2016,... Vá esforça-te um pouco mais que isso já est´a podre, h´a por ai muito material fresquinho para fazeres propaganda, os políticos têm colaborado bastante nesse sentido... :mrgreen: :mrgreen:
Já que não colocas criticas tuas, o teu amigo Zé não tem nada mais recente ou tu és o Zé? :lol: :lol: :lol:

O nosso ruído

Daniel Oliveira

3 março 2021 9:35

Colaborei, há uns anos, com uma organização que transmitia as reuniões da sua direção em streaming. Não demorei a perceber como funcionava: as principais decisões não eram tomadas ali. Como nenhum grupo – família, partido, clube, empresa, governo, ONG – pode ser dirigido no meio de uma praça, se os órgãos legítimos passam a ser um palco é nos corredores ilegítimos que se passa a decidir. Como acontece com todo o tipo de demagogia, a demagogia da transparência absoluta destrói a possibilidade de atingir os objetivos que diz procurar.

Mas é mais do que isso. A falácia da transparência absoluta exclui a mediação. Como escreveu o comentador Luís Cristóvão, o acesso à “ciência em direto” oferece-nos hipóteses, opiniões, passos que se foram dando. Mas, para leigos como nós, isso surge-nos como conclusões, fora de um processo compreensível. Porque falta mediação a essa informação. Sem ela, não há transparência. Há uma ilusão de transparência que até pode ser pior do que a opacidade.

Como defendo há algum tempo, as reuniões do Infarmed correspondem como poucos acontecimentos recentes a essa ilusão de transparência. Uma ilusão que até tem sido útil para o Governo. Como os cientistas discordam – é isso mesmo que os cientistas fazem para chegar a algum lado –, pode refugiar-se nessa discordância. Até lhes pode exigir, absurdo dos absurdos, que neguem a sua natureza e cheguem a consensos negociados. A verdade não se negoceia. Isso fazem, e bem, os políticos.

Quando os jornalistas despejam números diários ou transmitem reuniões científicas em direto não fazem, verdade seja dita, mal a ninguém. Nem fazem bem. Não fazem nada. Há quem pense que não há informação a mais. Se isso fosse verdade poderíamos dispensar quase tudo o que os jornalistas fazem, num tempo em que podemos aceder a grande parte das fontes primárias. O jornalista seleciona, hierarquiza, contextualiza. Exatamente porque informação “a mais”, sem mediação, é quase o mesmo que informação nenhuma.

Quando alguém pede comedimento aos jornalistas é acusado de censura (este texto não trata de uma famosa carta aberta que inquinou o debate sobre a comunicação pelos termos inadequados que foram usados nela e pela reação sonsamente indignada que causou). Compreendo e provavelmente concordo, pelo menos como reação automática, com o incómodo perante apelos desse género. Mas se comedimento for oferecer melhor do que a anestesiante sucessão de números acompanhados por emoções, pausas dramáticas e adjetivos, acompanho esse desejo.

Num tempo de redes sociais e ciclos noticiosos de 24 horas, a cacofonia é inevitável. Cada vez que cada um de nós fala (e devemos falar) é só a sua voz que ouve. Mas o efeito de tantas vozes o tempo todo é ensurdecedor. A ilusão da transparência também é inevitável. A informação parece mais disponível (mas não está) do que nunca. O que falta é cada um não se enganar na sua função e não enganar os outros com o seu engano. A política deve recusar a demagogia da transparência absoluta, a ciência a ilusão da verdade em direto, o jornalismo a inutilidade do ruído desorganizado.

https://expresso.pt/opiniao/2021-03-03-O-nosso-ruido#
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Opcard » 4/3/2021 15:55

Poucos tem coragem de denunciar porque sabem que o castigo sera severo o poder actual sabe malhar e tem 90% da imprensa e dominam o restante sistema de justiça .

Estava eu convencido como tudo se tem feito sem presença física. os órgãos europeus funcionam em vídeo e nisso teríamos uma presidência sem gastos mas :

“... um contrato de 37.785 euros com a Estrutura de Missão para garantir o “vinho, vinho do Porto e espumante” num almoço ....”

https://observador.pt/especiais/os-oito ... -milhares/
 
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Caramelo » 4/3/2021 22:25

mais_um Escreveu:Eu sei que o conceito de actual pode ser um pouco lato mas ....2010...agora 2016,... Vá esforça-te um pouco mais que isso já est´a podre, h´a por ai muito material fresquinho para fazeres propaganda, os políticos têm colaborado bastante nesse sentido... :mrgreen: :mrgreen:
Já que não colocas criticas tuas, o teu amigo Zé não tem nada mais recente ou tu és o Zé? :lol: :lol: :lol:

Olha o "deflexionista" como o Masterchief tão bem identificou, que assim que é colocado alguma noticia que afecta o querido líder do seu partido, vai logo à procura de uma outra para colocar em questão o que foi apresentado, sejam essas noticias de que ano forem, a queixar-se :-k

O meu "amigo" José faz um trabalho extraordinário na divulgação da podridão que reina nas país, pena que os jornalistas que são apenas jornaleiros avençados não façam o seu trabalho da mesma forma.

Em relação a noticias fresquinhas, praticamente todos os dias por lá estão, com a qualidade de sempre :lol:

Aqui fica mais uma do manhoso que nos governa :-"

Politico 2.jpg
Politico 2.jpg (33.75 KiB) Visualizado 512 vezes


O novel Procurador Europeu já pode entreter-se com este guardanapo, mai-lo seu amigo Cluny do Eurojust.
É para isso que lá estão...e por cá, os "procuradores europeus" já podem ter alguma coisa para fazer. Está à vista a suspeita de mais uma fraude, das habituais e típicas da chico-espertice do manhoso que nos governa.
Isto vai dar em quê? Mais águas de bacalhau? Epá! Já cheira mal...
Cá dentro, notoriamente, o forrobodó já começou e é tudo legal e dentro dos conformes jacobinos: a lei é que manda na ética. Oito milhões já foram para a vidinha costumeira...

https://portadaloja.blogspot.com/2021/0 ... doria.html
 
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Opcard » 4/3/2021 22:57

Artigo completo deste jornal americano, é desagradável sendo português ouço bocas baixos os olhos .


https://www.politico.eu/article/portuga ... -expenses/
 
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Caramelo » 4/3/2021 23:08

Opcard Escreveu:Artigo completo deste jornal americano, é desagradável sendo português ouço bocas baixos os olhos .


https://www.politico.eu/article/portuga ... -expenses/

Espera um pouco e já vai aparecer um artigo a dizer quanto é que se gastou no tempo do Cavaco, Durão, Santana e Passos :mrgreen:
 
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por NirSup » 5/3/2021 0:13

É este o jornalismo que temos e não há volta a dar. Onde é que isto vai parar?

O tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 2,11% para 12.723,47 pontos. Além de ter apagado os ganhos no acumulado do ano (cede 1,28%), o Nasdaq cai perto de 10% (9,74%) face ao seu último recorde de fecho, marcado a 12 de fevereiro, o que significa que está prestes a entrar em território de correção (quando cai pelo menos 20% entra em "mercado urso").
Carla Pedro cpedro@negocios.pt, 21:25, hoje.

Onde é que vão descobrir estas preciosidades?
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Caramelo » 6/3/2021 19:50

Hoje comprei o Público, mas quando cheguei a casa vi que tinha sido enganado e venderam-me o Jornal do Avante :oh:
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Masterchief » 6/3/2021 21:24

Caramelo Escreveu:Hoje comprei o Público, mas quando cheguei a casa vi que tinha sido enganado e venderam-me o Jornal do Avante :oh:


"Cem anos do PCP em busca de uma sociedade que AINDA não existiu".

Não?!? Então a União Soviética foi o quê? Cuba? A Venezuela também foi o quê?
 
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Caramelo » 6/3/2021 22:08

Agora sim, problema resolvido :mrgreen:
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Re: Comunicação Social Portuguesa - Estado actual.

por Àlvaro » 6/3/2021 23:09

Há aqui umas leituras desfasadas da atualidade, esse tipo de leitura é de quando os falcões de trump planearam atacar o jornalismo, isso passou à história. Com Biden e os democratas a comunicação social é um dos principais pilares da democracia, sem escrutíneo não haverá democracia. Portanto, essa ladainha foi chão que já deu uvas. Quem não se lembra dos jornaleiros, do telelixo... bom, bom eram os tweet's de Trump ou, cá no "burgo", o Facebook de Bruno de Carvalho. Qualquer miúdo já percebeu isso nos Estados Unidos. Qualquer dia chega cá. =;
 
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