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Caldeirão da Bolsa

Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 12/9/2021 20:05

Apagões, Explosões ou outras Complicações

Diz o Senhor Engenheiro:
«A solução economicamente racional para compatibilizar as fontes intermitentes de energia eólica e solar com o consumo é só ter delas uma quantidade limitada».
E conclui dizendo:
«Não exceder o razoável que permita este funcionamento complementar é não ter mais que para aí uns 10%, 15% no máximo, do total de energia de origem eólica e solar, sob pena de apagões, explosões ou outras complicações do Sistema»

Escreveu o Senhor Engenheiro em abril de 2010.

Devemos ser um país deveras singular. Nos primeiros dias de março de 2021, a energia do vento foi responsável por 42 % do consumo (com 70 horas seguidas de consumo 100% de fontes renováveis). Sem apagões, explosões ou outras complicações do Sistema.

Estes dados demonstram a viabilidade técnica, a segurança e a fiabilidade do funcionamento do Sistema Elétrico Nacional, com muita eletricidade renovável (REN).

O que mais me espanta é que aquelas declarações foram produzidas por um Engenheiro.
É caso para perguntar: e o engenheiro sou eu?
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 13/9/2021 9:43

Sucata Tecnológica.

Escreveu o Senhor Engenheiro:
"E estamos em Portugal no pior de dois mundos: temos mais de 5000 MW de eólica, autêntica sucata tecnológica, a preços exorbitantes, que vamos pagar até 2032, que não produz por não haver vento nas horas mais críticas e depois produz em horas em que não necessitamos, mas pagamos essa energia nos custos de interesse económico geral!"
Expresso, em 16/09/2021


O homem tem uma mente retorcida. Ou será distorcida?
Então era suposto que as ventoinhas produzissem energia, no Verão, durante o dia e em dias de calor, o calor do nosso contentamento?
Mas silencia, intencionalmente, o facto de, neste Verão, quem está a ganhar rios de dinheiro são os donos das centrais fotovoltaicas. Apesar de já superar 1 GW de potência instalada, ainda são uma gota no oceano da procura enorme de energia eléctrica nesta altura do ano.
Mas o Senhor Engenheiro não vai ficar sem resposta. À conta da tempestade eléctrica perfeita que se abateu na península ibérica, o mercado, a tal mão invisível, respondeu com 4.400 pedidos, leram bem, 4.400 pedidos de licenciamento de centrais fotovoltaicas. Sem subsídios.

Com os preços do Mibel a bater records consecutivos, este é atualmente o maior negócio da China. No sentido literal do termo.
Há pedidos de licenciamento de centrais fotovoltaicas a instalar em Portugal para 270 GW. É obra!
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por DesconfiadoTotal » 13/9/2021 10:03

Não pretendo entrar em discussões ou defesas do "Engenheiro" ou qualquer outra pessoa, até porque não tenho conhecimentos suficientes sobre o tema redes energéticas mas, do que tenho ouvido e lido, o problema das renováveis nomeadamente eólicas e solares, é que estas não estão muitas vezes disponíveis, ou em quantidade suficiente, em alturas do dia em que o consumo aumenta. Por exemplo, á noite não há energia solar. O vento não sopra sempre, nem a um ritmo constante. E neste momento não existem soluções de armazenamento de energia elétrica que é o maior problema. Dai a existência das centrais de queima que permitiam a "estabilização" do sistema quando os outros sistemas não eram suficientes para a demanda.
Acho que é este o busílis da questão nos dias de hoje. E não, as energias alternativas, eólicas e solares, não são suficientes, são apenas complementares.
 
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por cloudexpert » 13/9/2021 10:23

DesconfiadoTotal Escreveu:Não pretendo entrar em discussões ou defesas do "Engenheiro" ou qualquer outra pessoa, até porque não tenho conhecimentos suficientes sobre o tema redes energéticas mas, do que tenho ouvido e lido, o problema das renováveis nomeadamente eólicas e solares, é que estas não estão muitas vezes disponíveis, ou em quantidade suficiente, em alturas do dia em que o consumo aumenta. Por exemplo, á noite não há energia solar. O vento não sopra sempre, nem a um ritmo constante. E neste momento não existem soluções de armazenamento de energia elétrica que é o maior problema. Dai a existência das centrais de queima que permitiam a "estabilização" do sistema quando os outros sistemas não eram suficientes para a demanda.
Acho que é este o busílis da questão nos dias de hoje. E não, as energias alternativas, eólicas e solares, não são suficientes, são apenas complementares.


o problem das renovaveis é só um, se não ha vento, ou de noite ou ceu nubelado , não produzem nada, mas se há muito vento ou muito sol mas pouco consumo, desperdiça-se.

muit ampresa tem gasto rios de dinherio para armazenar energia elétrica, existem váriaa forma, ou termicamente, ou mecanicamente,
mecanicamenet é por exemplo bombera água para reservatórios ( coisa que se faz em barragens), mas é pouco eficiente. Agora anda-se a estudar o H2 . é promissor.

No dia em que conseguirmos armazenar energia de uma maneira eficiente, grande parte dest es problemas, de garantias d potencia e blabla, desaparece.

ha ´muitso anos na EDP alguem teve a ideia, ma sunca avançou de instalarem uns milhares de baterias num armazem, mas a idei não foi paraa frente é muito caro e pouco eficiente.
 
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 13/9/2021 11:11

Meus caros Amigos,
Soluções de armazenamento há. São é caras ou pouco eficientes. E mesmo a solução de produzir H2 verde, para já, não parece ser uma boa solução.
Nos EUA, na Europa e na Austrália, começam a ser instaladas centrais de armazenamento a baterias de lítio. Por este andar, um dia cá irão chegar.
Mas a minha publicação não versa sobre isso. Pretendi apenas demonstrar ao Senhor Engenheiro que, nos dias de muito sol e pouco vento, a solução ou o complemento perfeito são as centrais fotovoltaicas.
Se lerem com atenção o meu texto, vão perceber que era isso o que eu queria dizer.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por Pata-Hari » 13/9/2021 12:15

Nirsup, nesse caso talvez seja mais fácil se explicares melhor a ideia à primeira para não termos que andar a adivinhar o que queres dizer nas entrelinhas.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 13/9/2021 12:32

NirSup Escreveu:Nos EUA, na Europa e na Austrália, começam a ser instaladas centrais de armazenamento a baterias de lítio. Por este andar, um dia cá irão chegar.


Quanto co2 se emite para montar e manter uma estaçao de baterias? Quanto tempo duram?

NirSup Escreveu:Mas a minha publicação não versa sobre isso. Pretendi apenas demonstrar ao Senhor Engenheiro que, nos dias de muito sol e pouco vento, a solução ou o complemento perfeito são as centrais fotovoltaicas.
Se lerem com atenção o meu texto, vão perceber que era isso o que eu queria dizer.
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Uma coisa è hidrica, que em anos de chuva funcionam perfeitamente e permitem esses numaros. A hidrica em sistema em si mesmo de baterias por isso que sempre foi amplamente usada, mesmo assim uma barragem demora em media mais de 20 anos a pagar o custo de coinstucao ou seja o co2 que se emite para criar tarda 20 anos a pagar.



Como se ve claramente nos dias de hoje as a eolica e solar sao um cancro que esta a arruinar a geraçao de electricidade a preços acessiveis. Em Espanha ja se fala no meu prenunciado resgtate das electricas. O governo spanhol ja esta a baixar impostos e aumentar subsidios para reduzir o preco da fatura ao consumidor final. O BE de la quer uma electrica nacional. \:D/

So nao ve quem nao quer. Isto e um fiasco monumental. Com a fatura electrica 4x mais cara os EV deixa de ter qualquer sentido, mesmo sem considerar os custos adicionais das baterias e afins ja discutidos noutro topico.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 13/9/2021 13:54

El precio de la electricidad sigue disparado cerca del récord y mete presión al Gobierno para abaratar el recibo

El precio de la luz en el mercado mayorista será este martes de 153,43 euros megavatio hora (MWh), lo que supone el segundo precio más alto jamás registrado después del de este lunes, que marcó 154,16 euros. La cotización de la electricidad se mantiene en cotas históricamente elevadas, superando varios días los 150 euros y en puntos concretas, los 170 euros, como los 171,58 que alcanzará el martes entre las 21.00 y las 22.00 (entre las 19.00 y las 23.00 estará por encima de los 170 euros). La espiral alcista en la que está inmerso el precio de la electricidad en el mercado mayorista pone presión al Gobierno para abaratar el recibo de la luz. El Consejo de Ministros prevé aprobar este martes algunas medidas para rebajar la factura y poder cumplir con el compromiso lanzado por el presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, de que el precio a final de año sea equivalente al de 2018 (descontando el efecto de la inflación). Algunos expertos vaticinan que estas puntas pueden llegar a los 200 euros- La punta mínima será de 119,95 euros MWh entre las cuatro y las seis de la mañana.

Precisamente, la semana pasada el precio del mercado eléctrico español cerró con una media semanal de 136,18 euros MWh, una media solo superada por el Reino Unido y muy a la par con Italia. Asimismo, los meses de verano de este año han sido, con mucha diferencia, los más caros de la historia del pool, con un promedio en el mes de agosto de 105,94 euros MWh.

El precio de la electricidad en el mercado mayorista impacta en la factura de la luz para 10,5 millones de familias, las que tienen tarifa regulada. El resto, otras 19 millones de hogares, están en el mercado libre y la tensión en el mercado les afectará cuando renegocien sus tarifas fijas. El precio de la energía eléctrica supone ya cerca del 50% del recibo de la luz, algo más de un tercio lo representan los peajes y cargos y el resto los impuestos (IVA, impuesto de generación y el impuesto de la luz).


El Ejecutivo tiene previsto aprobar este martes un paquete de medidas para frenar el ascenso de los precios y evitar el impacto en la factura mensual. Se espera que, entre esas medidas, se incluyan la reducción del impuesto de la electricidad (un 5,11%) que se carga sobre la tarifa con el objeto de transferir posteriormente a las comunidades autónomas. Asimismo, se pueden incluir modificaciones en los cargos que se asocian a la tarifa, como los costes extrapeninsulares, las primas a las renovables o los fondos destinados al déficit tarifario.

Las medidas se añaden a la bajada, decidida hasta fin de año, del IVA del 21% al 10% y la supresión del impuesto de generación (del 7%) para todos los consumidores con potencia contratada hasta 10 kilovatios (kW), siempre que el precio medio mensual del mercado mayorista de la electricidad esté por encima de los 45 euros por megavatio hora (MWh). La suspensión del 7% del impuesto sobre el valor de producción de energía eléctrica ya se aplicó en 2018 durante seis meses para contener otra ola alcista.

El aumento, que ha sido prácticamente continuo desde junio, se basa en los precios internacionales del gas, materia prima que se utiliza para los ciclos combinados y que es la última tecnología que entra en el pool del mercado y de los de derechos de emisión de CO₂, que la última semana subieron un poco más hasta los 62 euros tonelada. A ello se suma la menos contribución de las renovables en el mix energético (sobre todo por la falta de viento), que obliga a aumentar los ciclos combinados.

Las oscilaciones en el precio diario afectan a los consumidores acogidos a la tarifa regulada (PVPC), unos 10,5 millones, mientras que están exentos los que están en el mercado libre (unos 17 millones) y que negocian el precio con las comercializadoras. No obstante, los consumidores de este segmento también verán la repercusión en sus contratos más adelante, normalmente referenciados a una serie de cláusulas.


Aqui esta regaste camuflado. Se continuam a brincar aos paneis e ventoinhas o preco MWh acabara por chegar aos 600 euros no mercado iberico. O preco do gas ainda esta muiiiiiiito longe de maximos e os EV ainda sao apenas uma pequena fraccao do parque automovel. Se realmente os EV atigem uma cota de 50% ou mais estariamos a falar de preços de 1000 euros ou mais de MWh.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 14/9/2021 17:42

O fecho das centrais nucleares em Espanha seria um cataclismo. Provavelmente morreriam milhares de pessoas de hiportemia tanto em Portugal como em Espanha.

O desespero começa a vir ao de cima, nunca se devia permitir o fecho do carvao na peninsula iberica quando a Alemanha produyz 25% da erlectrjutjvdade com recurso ao caravao.

Las eléctricas amenazan con paralizar las nucleares, lo que encarecería aún más el precio de la electricidad

La batería de medidas aprobada por el Gobierno ha removido los cimientos del sector energético. La patronal de compañías eléctricas tiene previsto pronunciarse públicamente mañana, pero hoy el Foro de la Industria Nuclear Española ya ha expresado su rechazo al decreto, cuya aplicación podría desencadenar «el cese de la actividad de todo el parque nuclear».

Las nucleares sostienen, en un comunicado, que estas medidas «ahondan aún más en la penalización a la generación eléctrica de origen nuclear» y piden que, en caso de que el proyecto de ley se apruebe, no se aplique de forma retroactiva. Para este sector, el precio de venta real de la generación eléctrica nuclear, una vez minorado el precio del CO2, debería mantenerse en el entorno de los 57 o 60 euros/MWh, teniendo el cuenta el nivel impositivo actual.

El Foro Nuclear lamentó además que el parque nuclear español soporta una «excesiva presión fiscal», que unida a las nuevas medidas del Ejecutivo, pueden llevar a la «inviabilidad económico-financiera» y el consecuente «cese anticipado de la actividad».


Además, recuerdan que el sector tiene previsto realizar una inversión de 3.000 millones de euros hasta el cese de la operación del parque nuclear en 2035.

El presidente de Foro de la Industria Nuclear Española, Ignacio Araluce, señala que «el cese anticipado de la tecnología de generación que más electricidad produce en España y que más emisiones de gases de efecto invernadero evita conduciría a un cierre desordenado de la generación nuclear, a la consiguiente pérdida de puestos de trabajo y tejido industrial, a una mayor dependencia energética del exterior y a un incremento de la volatilidad del precio en el mercado mayorista. Impediría igualmente el cumplimiento de los objetivos del Plan Nacional Integrado de Energía y Clima 2021-2030 (PNIEC)».
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 15/9/2021 21:11

VOLTA, VENTO, QUE ESTÁS PERDOADO!

Escreveu o Senhor Engenheiro que o maior problema na fatura elétrica paga pelos portugueses é a subsidiação das renováveis, notando que "Portugal tem sido vítima de uma política excessiva e fundamentalista na introdução de energias renováveis".
E ainda que as renováveis são responsáveis por mais de metade dos custos de interesse económico geral que o eram o sector elétrico, com um peso superior ao dos Cmec.


Hoje, nesta quarta-feira, dia 15/09/2021, em que o MWh está a valer o preço nunca antes visto de 172,78 euros, no pico entre as 12h30 e as 13h, a origem da energia no sistema era:
a) nuclear (25%),
b) cogeração (15,8%),
c) ciclo combinado a gás natural (14,5%),
d) hidráulica (13,2%),
e) carvão (7,4%),
f) eólica (6,1%)
g) solar (0,75%).
_______________

No dia 31 de janeiro, quando o Mibel desceu a mínimos históricos de 0,89€/MWh, a origem da eletricidade no sistema era a seguinte:
a) 48,13% de origem eólica,
b) 15,5% de cogeração,
c) 14,85% hidráulica,
d) 13,71%, nuclear,
e) 7,63% fotovoltaica
f) 0,23%, solar,
não havendo necessidade de recorrer às centrais a gás e a carvão.

"Se tivéssemos assinado o Green Deal, cinco anos antes, não estaríamos nesta posição, porque teríamos já menos dependência dos combustíveis fósseis e do gás natural", disse o vice-presidente executivo da União Europeia, Frans Timmermans.

Fonte: https://elpais.com/economia/2021-09-15/ ... -baja.html
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 16/9/2021 13:44

Mas tu nao percebes que o grande problema è que o vento nao sopra continuamente?

Calro que em Janeiro era mais barato, alem de que o preco do gas e do petroleo era uma fraccao do actual dai o tal valor que foi um unico dia 0,89€/MWh ao paço que ja vai em 3 meses que o preço >100€/MWh.

Se neste momento nao tivesses Nuclear e o carvao o preco seria facilmente na ordem dos 400-500/MWh, porque tinha de ser tudo produzido com recurso a gas. Eventualmente tambem acabariam por ocorrer quebras de suprimento porque Espanha nao tem capacidade a gas instalada suficiente.

Por cada parque eolico que constrois tens de construir o equivalente redundante de uma central a gas e depois tens ainda de ter redundancia para as proprias centrais as gas. Quanto CO2 se emite para ter este tipo de soluçoes operacionais? Mais do que o sistema tradicional.

A mim custame muito ver tantos literados que depois matematica 0. Temos o preco como o elemento abstrato que pode facialmente encapsular a burla das alternativas. O engenheiro esta certo. O politico mente com todos os dentes que tem e que nao tem.
Quanto mais se insistir nesta mentira pior maior sera o custo a pagar no futuro.


BANCARROTA
Sem dinheiro dos contribuintes as "renovaveis" vao a falencia.
Cientos de eólicas y fotovoltaicas quedarán al borde de la disolución al tener que devolver más dinero del que cobran a sus clientes por los contratos PPA, disparando riesgos a la banca financiadora.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 16/9/2021 13:51

Obviamente que isto abriu um precendente. Os provedores de gas ja sabem que quando o vento nao sop`ra sobem o preco e os clientes tem de aceitar o preço. Isto e so o comeco.

Maior dependencia, maiores spikes no preço.


U.K. Power Surges to Record 400 Pounds as Wind Fails to Blow

Neste momento o UK conta apenas com 20% de renewable production no caso de este valor ser >50% agora mesmo metade do reino nao teria electricidade.

“It’s just like we are not receiving enough renewable production in the U.K.,” said Ogan Kose, a managing director at Accenture. “The expected case would be that renewable production would contribute up to 18-20% of overall electricity generation, this is not happening at least nowadays.”


O UK no caminho do armagedon. 2024 vai ser um ano de caos total para o UK.
By 2024 five of the U.K.’s eight nuclear plants will be halted permanently. While EDF is building a new atomic station, Hinkley Point C, that won’t be generating until 2026. The government is in talks with EDF about financing for a further station at Sizewell C.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 16/9/2021 14:20

Aqui os defensores das alternativas sao como o caveleiro negro.

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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 16/9/2021 19:39

Escreveu o Senhor Engenheiro, em 2015:
"As centrais eólicas têm um problema: a intermitência do vento. Qualquer pessoa percebe que se o vento só sopra 25% do tempo, não é possível abastecer o nosso país só com eólicas!
E sendo máquinas de capital intensivo que só trabalham 25% do tempo, qualquer empresário iria à falência se trabalhasse nessas condições…"


Para a mentira ser segura
E atingir profundidade
Tem de trazer à mistura ...
Uma evidência e uma inverdade.


A energia fotovoltaica, que já foi a fonte de energia mais cara de todas, é, atualmente, a fonte de energia, vendida ao sistema, a preços mais baixos. E logo a seguir temos a eólica onshore.
Chovem pedidos de norte a sul, mesmo em locais onde as condições não são as mais favoráveis, para a construção de parques eólicos. Porquê? Porque investir em renováveis está a mostrar-se um investimento altamente rentável. E basta ver as negociatas feitas entre os vencedores dos concursos com propostas imbatíveis e que mesmo assim, meses mais tarde, encaixam milhões com a sua venda a operadores com mais músculo financeiro.
Não consta que algum operador de energias renováveis (energia eólica) tenha ido à falência. E o que se verifica é que os parques eólicos mais antigos, em fim de vida, estão a ser disputadíssimos para se fazer aquilo a que se designa na gíria de repowering: duplica-se ou triplica-se a sua potência e com pouco dinheiro.
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Em tempo: e o load factor da EDPR não é de 25% como, enganosamente, escreveu o Senhor Engenheiro, mas de 34% (in the 1Q21, EDPR achieved a 34% load factor)
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por caganixo7 » 16/9/2021 22:06

Quando as baterias dos EVs forem usadas como armazenamento da rede, muitos dos supostos problemas da intermitência da produção ficam sanados.
 
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 16/9/2021 22:15

caganixo7 Escreveu:Quando as baterias dos EVs forem usadas como armazenamento da rede, muitos dos supostos problemas da intermitência da produção ficam sanados.

Também passa por aí. Mas começam a surgir centrais de armazenamento junto de parques eólicos e fotovoltaicos. Também em Portugal isso será uma realidade decorrente das obrigações do último concurso.
:clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap:
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 17/9/2021 1:31

NirSup Escreveu:
caganixo7 Escreveu:Quando as baterias dos EVs forem usadas como armazenamento da rede, muitos dos supostos problemas da intermitência da produção ficam sanados.

Também passa por aí. Mas começam a surgir centrais de armazenamento junto de parques eólicos e fotovoltaicos. Também em Portugal isso será uma realidade decorrente das obrigações do último concurso.
:clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap:



Ja existe ha muitos anos modelo de armazenamento. CHamam-se barragens, que supostamente se enchem com a energia solar eolica.

Lol os EV vao alimentar a rede. O pessoal vai mesmo alimentar a rede com energia do carro...
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 17/9/2021 1:33

NirSup Escreveu:Não consta que algum operador de energias renováveis (energia eólica) tenha ido à falência.

:shock:
Cientos de eólicas y fotovoltaicas quedarán al borde de la disolución al tener que devolver más dinero del que cobran a sus clientes por los contratos PPA, disparando riesgos a la banca financiadora.


Crise energética na Europa já tirou 10 mil milhões esta semana às elétricas ibéricas


Neste assunto sinto-me um atuentico Michael Burry.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 17/9/2021 6:17

Portugal campeão de armazenagem em baterias na Europa?

Pelo menos é o que se lê por aí. O argumento da intermitência das renováveis é, a cada dia que passa, um não argumento.

O secretário de Estado da Energia, João Galamba, adiantou ainda que Portugal será "o país da Europa, em termos relativos, com maior peso de armazenamento em baterias" e o primeiro país do mundo em que há instalação de baterias sem qualquer subsídio ou apoio do Estado.  

Segundo Matos Fernandes, o Governo partiu para este leilão disponível a pagar 33,5 mil euros por MWh, devido à necessidade de armazenamento. No fim, foi possível obter um desconto de 200%. Ou seja, as licitações baixaram de tal forma que os vencedores das licenças vão pagar ao sistema 37,1 mil euros por MWh


Em tempo: mesmo a pagar isto ao sistema, as centrais fotovoltaicas com custos de produção cada vez menores irão ganhar rios de dinheiro com os atuais preços do mercado.
E não é por acaso que há um grande alvoroço no setor.
Há pedidos/intenções para a instalação, em Portugal, de 270 GW de energia solar fotovoltaica. Mais de 100 vezes a capacidade total instalada do país.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por caganixo7 » 17/9/2021 6:40

BearManBull Escreveu:
NirSup Escreveu:
caganixo7 Escreveu:Quando as baterias dos EVs forem usadas como armazenamento da rede, muitos dos supostos problemas da intermitência da produção ficam sanados.

Também passa por aí. Mas começam a surgir centrais de armazenamento junto de parques eólicos e fotovoltaicos. Também em Portugal isso será uma realidade decorrente das obrigações do último concurso.
:clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap:



Ja existe ha muitos anos modelo de armazenamento. CHamam-se barragens, que supostamente se enchem com a energia solar eolica.

Lol os EV vao alimentar a rede. O pessoal vai mesmo alimentar a rede com energia do carro...


Se puder carregar a 5€ e descarregar a 10€, why not?
 
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 17/9/2021 8:33

¿Por qué no te callas?

Armazenar energia ao lado dum parque eólico ou fotovoltaico, através de centrais de armazenamento a baterias, é muito mais eficiente do que a bombagem nas albufeiras. E para que haja bombagem é necessário que as albufeiras tenham condições para isso.
E vai ser uma realidade em Portugal dentro de pouco tempo.
Acaba-se o argumento das intermitências.
Um a um, ano após ano, o mercado irá fazer calar os detractores das energias renováveis.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 17/9/2021 8:52

NirSup Escreveu:E vai ser uma realidade em Portugal dentro de pouco tempo.
Acaba-se o argumento das intermitências.
Um a um, ano após ano, o mercado irá fazer calar os detractores das energias renováveis.
By Nirvana


O problema nao e so a intermitencia, longe disso.

Quanto CO2 se vai emitir a criar baterias? Quantos rios se vao poluir a extrair litio? Quantas florestas se vao abater para instalar as baterias? E acima de tudo quanto vai custar aos consumidores?

Mesmo num mundo ideal as baterias vao ter quando muito ideal capacidade para conter energia do para usar durante a noite. Nunca terao capacidade para conter energia para alimentar cidades inteiras durante dias, isso e uma loucura sem qualquer cabimento.

Imagina toda a electricidade que Lisboa gasta num dia ter de estar disponivel em baterias... isso e uma obra dantesca, seria uma unidade de dezenas de hectares, um colosso.



O tempo tem vindo a darme razao, e acima de tudo tenho plena confianca porque a matematica das alternativas e feita por interesses e nao com base em ciencia. Uma das maiores burlas da historia.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por NirSup » 17/9/2021 9:47

Sem argumentos

Os dois principais argumentos dos detratores das energias renováveis - de fonte eólica e fotovoltaica - são:
a) Intermitência e os desperdícios que isso representa
b) Subsidiodependência: apenas subsistem ou são economicamente viáveis com os altos subsídios que recebem.

A questão dos subsídios fica para outra altura. E apenas gostava de fazer referência à questão da sua intermitência.
Há já formas, economicamente viáveis, de superar este problema. Exemplo disso são as propostas ao último concurso aberto em 2020, em que um dos requisitos do concurso passava por aí e não faltaram propostas que deixaram os governantes de boca aberta de espanto.
Gostava de lembrar que a armazenagem não é nem pretende ser uma nova fonte de energia. Argumentos ad absurdum são usados por quem não tem outros argumentos.
A armazenagem serve para evitar desperdícios. Ou melhor: para rentabilizar a venda da energia produzida.
E já agora gostava de relembrar mais uma vez (já repeti isto vezes sem conta) que num mundo com energia 100% renovável (havemos de lá chegar) o desenvolvimento/produção das baterias também ele será ambientalmente sustentável.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por MarcoAntonio » 17/9/2021 10:18

caganixo7 Escreveu:Se puder carregar a 5€ e descarregar a 10€, why not?

A tua "solução" parece ser encarecer ainda mais a electricidade. Se os consumidores recebem para consumir ou levam um abate na factura, quem paga este custo inerente acrescido de armazenamento para os produtores/distribuidores? Fora umas quantas almas generosas disponíveis para colocar uma peça caríssima e de desgaste ao serviço da rede, não estou a ver como é que isto poderia ser uma solução realista de larga escala sem estar a criar novos problemas ou a agravar os existentes.
Bons Negócios,
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
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....amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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Re: Inverdades e Boutades do Senhor Engenheiro

por BearManBull » 17/9/2021 14:13

NirSup Escreveu:Sem argumentos

Os dois principais argumentos dos detratores das energias renováveis - de fonte eólica e fotovoltaica - são:
a) Intermitência e os desperdícios que isso representa
b) Subsidiodependência: apenas subsistem ou são economicamente viáveis com os altos subsídios que recebem.

A questão dos subsídios fica para outra altura. E apenas gostava de fazer referência à questão da sua intermitência.
Há já formas, economicamente viáveis, de superar este problema. Exemplo disso são as propostas ao último concurso aberto em 2020, em que um dos requisitos do concurso passava por aí e não faltaram propostas que deixaram os governantes de boca aberta de espanto.
Gostava de lembrar que a armazenagem não é nem pretende ser uma nova fonte de energia. Argumentos ad absurdum são usados por quem não tem outros argumentos.
A armazenagem serve para evitar desperdícios. Ou melhor: para rentabilizar a venda da energia produzida.
E já agora gostava de relembrar mais uma vez (já repeti isto vezes sem conta) que num mundo com energia 100% renovável (havemos de lá chegar) o desenvolvimento/produção das baterias também ele será ambientalmente sustentável.
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Acredita que eu gostava que as coisas funcionassem assim, Mas na practica nao funcionam.

Para se falar em armazenamento tens primeiro de ter uma capacidade instalada maior do que a consumida. Sem isso nem sequer faz nenhum sentido falar em armazenamento. Neste momento a grande percentagem de energia eolica/solar e consumida. A armazenagem e feita atraves da poupanca nas centrais a gas que estao desactivadas (o proprio gas funciona como uma bateria).

O problema nem sera tanto de uma perspectiva intermitencia mas sim de sazonalidade. As eolicas podem estar semanas paradas seja por excesso ou falta de vento e o solar no inverno esta sempre muito compremetido.

Nunca vais ter um mundo de energias alternativas sem teres uma logistica de H2 tao banal como a do oil e gas na aktualidade. Isso e caro, requere investimentos colossais que duraram no minimo decadas a estarem online e teroa um enorme impacto nos locais onde forem instalados, sao obras faraonicas.
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