E depois do adeus ao CoronaVirus

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

E depois do adeus ao CoronaVirus

por Opcard33 » 25/3/2020 13:27

O consumo mundial contrai na ordem de 30 a 35% ou seja um terço da atividade será afectada por um bom período , queda no nível do PIB será elevado .
O drama vai ser como sair , antigamente fazias-se pela oferta fechavam fronteiras injectava-se dinheiro na e economia para desenvolver as actividades no país , criavam emprego e com tudo voltava ao normal.
Hoje tudo indica será pela procura dá-se dinheiro as pessoas, como muitos dos países afectados não tem oferta esse dinheiro irá directamente para a Ásia , é assim que se alteram o equilíbrio geoestratégico sempre foi por guerras agora será pelos vírus .

Europa elo franco dividida , solução imediata o M.E.S. com o capital de 19 estados membros da zona do euro de acordo com sua riqueza, Alemanha contribui com 27%, a França com 20,5%, a Itália com 17,9% ...são 80 000 milhões que é uma garantia para investidores .
Com boa classificação principalmente de países como Alemanha e Holanda, considerados virtuosos em questões orçamentárias, a sua capacidade de endividamento é de 410 000 milhões de euros (dara 3,4 % do PIB da área do euro).

Para o fim os famosos Eurobonds , muito complexo para Já não acredito ( há muito que digo aos meus amigos pago as vossas dívidas com a condição de mandar na vossa carteira) seria difícil enquadrá-los nos tratados havendo vontade de todos seria possível , dos que vão receber e pagar ( mas quem paga quer impor condições que os outros não aceitam )

Afirmo sem eurobonds pode ser o fim do Euro ( a Itália pode ser mortal ) com eurobonds poder ser o fim da Europa .
 
Mensagens: 731
Registado: 9/9/2013 15:13

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por optimiza » 25/3/2020 13:56

Opcard, nunca vamos dizer adeus ao corona - apenas acaba a pandemia.

Os vírus são como fornecedores concorrentes (degladiam-se entre si, mormente sasonais (Inverno e Primavera) para uma grande empresa (o ser humano). O ser humano nesta fase terá sempre 2 ou 3 vírus influenza e corona a lutar para permanecer. As mutações fazem com que regressem todos os invernos, mas agora com mais seres imunes ao Covid19.

Em termos macro, enquanto as pessoas acreditarem que os euros, dollars e libras são reservas de valor e valem como intrumento de troca, as injeções de triliões por bancos centrais (na M2 sem risco de pressão inflacionista direta) e governos (na M1 com pressão inflacionista direta e indireta), fará com que seja inevitável a paulatina recuperação já a começar no 2º semestre.
Abril, Maio e Junho vão demonstrar a destruição Macro do Corona Lockdown, desemprego entre 10% em Portugal e 20/25% nos US, PIB's no 1º trimestre já negativos e no 2º trim com quedas de 8 a 20%.

Mas se há algo que a Humanidade faz bem é a recuperação/reconstrução de economias após ciclos de destruição por guerra (pós segunda guerra -plano Marshall/USA depois da Guerra Civil), cataclismos naturais (baixa pombalina após terramoto) ou epidemias (Roaring Twenties depois da Gripe Espanhola/a Renascença e os descobrimentos após a 3ª fase da peste negra), a velocidades estrondosas.

Como a 1) paragem total e a destruição Macro Global se circunscreve a apenas 1 semestre (crise curta) e 2) como existem Triliões infinitos para colocar nas Sociedades ditas desenvolvidas e 3) como a esmagadora maioria dos trabalhadores/consumidores sobrevivem à pandemia, a recuperação apartir de Maio 2020, a 3 anos, é fortemente provável senão Imperativa!

Guarda o link que anexo - (para mim fundamental e condensado para visualizar qualquer aspeto macro, micro, tendencial e até dos grandes gestores) https://www.visualcapitalist.com/

alguns artigos recomendados no link relativos ao teu tópico ou lateralmente interessantes para stock picks:

https://www.visualcapitalist.com/histor ... deadliest/
https://www.visualcapitalist.com/us-com ... l-markets/
https://www.visualcapitalist.com/50-big ... s-revenue/
https://www.visualcapitalist.com/jeff-b ... ire-chart/
muito interessante este https://www.visualcapitalist.com/category/markets/ e este https://www.visualcapitalist.com/chart- ... est-rates/

neo keynesian-quantitative easing.jpg
neo keynesian-quantitative easing.jpg (35.21 KiB) Visualizado 2472 vezes
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 1264
Registado: 1/11/2012 23:18
Localização: Ítaca

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por JohnyRobaz » 25/3/2020 14:07

optimiza Escreveu:Nunca vamos dizer adeus ao corona - apenas acaba a pandemia.

Os vírus são como fornecedores concorrentes (degladiam-se entre si, mormente sasonais (Inverno e Primavera) para uma grande empresa (o ser humano). O ser humano nesta fase terá sempre 2 ou 3 vírus influenza e corona a lutar para permanecer. As mutações fazem com que regressem todos os invernos, mas agora com mais seres imunes ao Covid19.

Em termos macro, enquanto as pessoas acreditarem que os euros, dollars e libras são reservas de valor e valem como intrumento de troca, as injeções de triliões por bancos centrais (na M2 sem risco de pressão inflacionista direta) e governos (na M1 com pressão inflacionista direta e indireta), fará com que seja inevitável a paulatina recuperação já a começar no 2º semestre.
Abril, Maio e Junho vão demonstrar a destruição Macro do Corona Lockdown, desemprego entre 10% em Portugal e 20/25% nos US, PIB's no 1º trimestre já negativos e no 2º trim com quedas de 8 a 20%.

Mas se há algo que a Humanidade faz bem é a recuperação/reconstrução de economias após ciclos de destruição por guerra (pós segunda guerra -plano Marshall/USA depois da Guerra Civil), cataclismos naturais (baixa pombalina após terramoto) ou epidemias (Roaring Twenties depois da Gripe Espanhola/a Renascença e os descobrimentos após a 3ª fase da peste negra), a velocidades estrondosas.

Como a 1) paragem total e a destruição Macro Global se circunscreve a apenas 1 semestre (crise curta) e 2) como existem Triliões infinitos para colocar nas Sociedades ditas desenvolvidas e 3) como a esmagadora maioria dos trabalhadores/consumidores sobrevivem à pandemia, a recuperação apartir de Maio 2020, a 3 anos, é fortemente provável senão Imperativa!

Guarda o link que anexo - (para mim fundamental e condensado para visualizar qualquer aspeto macro, micro, tendencial e até dos grandes gestores) https://www.visualcapitalist.com/

alguns artigos recomendados no link relativos ao teu tópico ou lateralmente interessantes para stock picks:

https://www.visualcapitalist.com/histor ... deadliest/
https://www.visualcapitalist.com/us-com ... l-markets/
https://www.visualcapitalist.com/50-big ... s-revenue/
https://www.visualcapitalist.com/jeff-b ... ire-chart/

neo keynesian-quantitative easing.jpg


optimiza, estás de facto bastante optimista! Já eu... Acho que há aqui vários pontos de reflexão:

- o vírus atacou em alturas diferentes vários países do mundo que estão interligados entre si em cadeias de distribuição, pelo que me parece que o efeito devastador na economia pode ser equiparado a um lockdown mais alargado, desde o início deste na China, que começou logo a criar problemas, até acabar nos UK, Índia, Brasil e EUA (bem mais tarde que cá, pois eu não vou na lengalenga desesperada do Trump, que vê o seu legado bolsista a esvaiar-se e anseia pela retoma económica e bolsista sem ouvir o que os especialistas de saúde recomendam, querendo a retoma À normalidade bem antes do aconselhado, o que pode aumentar e atrasar ainda mais os problemas). Ou seja, isto pode dar um lockdown global até bem depois de Maio.

- o vírus continuará na sociedade, em menos quantidade claro, mas longe da maioria da ppulação terá sido afectada, e creio que é por isso que já se fala num segundo surto, e segundo pico, que implicará, diria eu, um segundo lockdown (espero que não, mas..)

- Os movimentos dos metais preciosos podem estar a indicar um futuro disparo na inflação, devido às rupturas nas cadeias de produção e distribuição de bens essenciais e outros, o que pode baixar radicalmente a oferta (não sei se no pet´roleo se verá este efeito, pois é o pão para a boca de vários pa´íses e será a última indústria que irão parar). Isto poderá condicionar futuros estímulos monetários.

- As restrições aos buy-backs, grandes ajudantes no bull market que vivemos até aqui, junto com a necessidade da manutenção de cash nas empresas para enfrentar futuros problemas derivados do virus, podem tirar grande parte da base a uma recuperação vigorosa nas bolsas.

Cumps
JR
“E assim como sonho, raciocino se quero, porque isso é apenas uma outra espécie de sonho.”, Fernando Pessoa
“Nothing good ever comes of love. What comes of love is always something better” , Roberto Bolaño
"A ciência e o poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, senão quando se lhe obedece." Francis Bacon
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 4418
Registado: 20/8/2014 16:50

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por J Alves » 25/3/2020 14:13

Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 6263
Registado: 3/3/2006 11:17
Localização: Mundo Rural

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por Opcard33 » 25/3/2020 14:19

Sempre gostei de ser contrariado , não estou com sorte , saber de onde virá o dinheiro deve ser tema de discussão e confusão .

Para ver se o consigo sempre foi a inflação a pagar as dívidas dos estados Em tempo de guerra houve déficit em grandes países que chegaram aos 40% .

Mas ha algo totalmente novo , o Euro e lá dentro está a Alemanha , pode não haver suficiente inflação para pagar dívidas
 
Mensagens: 731
Registado: 9/9/2013 15:13

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por artista_ » 25/3/2020 16:12

optimiza Escreveu:... a recuperação apartir de Maio 2020, a 3 anos, é fortemente provável senão Imperativa!


Também acho que mal de nós se isto não recuperar, tenho é dúvidas se será já apartir de maio (espero que tenhas razão), é bastante provável que haja novos surtos e não me surpreenderá que tenham de fazer novos shutdown, parciais ou totais que impedirão uma recuperação célere! Sobretudo acho muito difícil neste momento perceber como isto vai evoluir, quanto é que a economia será afetada, quando começará a recuperar, quanto tempo demorará a recuperar?!
Sugestões de trading, análises técnicas, estratégias e ideias http://sobe-e-desce.blogspot.com/
http://www.gamesandfun.pt/afiliado&id=28
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 16775
Registado: 17/3/2003 22:51
Localização: Almada

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por Opcard33 » 25/3/2020 17:14

Os socialistas e comunistas estão em festa, estamos a caminho de inventar o socialismo em todos os países , aquilo que Marx e Estaline não conseguiram o vírus vai conseguir .

Mesmos os mercados estão em vias de ser nacionalizados os bancos centrais anunciar que vão comprar todos os títulos financeiros sem limite ‘..
 
Mensagens: 731
Registado: 9/9/2013 15:13

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por optimiza » 26/3/2020 14:22

Hoje ninguém está em festa, o CoronaLockdown originou, como todos esperavam, o nº recorde SEMANAL de pedidos de subsídio de desemprego na História dos Estados Unidos. 3,28M de novos pedidos na semana de 15 a 21 de Março, versus anterior record de 695.000 na semana que terminou a 2 de out. de 1982 e face aos 190.000 habituais.
Extrapolando, em Junho, a taxa de desemprego USA estará entre os 19% e os 23% (de 4% em janeiro). O que vale é a recuperação à Americana que se vai iniciar já em Junho de 2020 e que em finais de 2022 deverá estar finalizada. NÃO É UMA RECESSÃO CLÁSSICA/ É UMA PARAGEM DELIBERADA DE TODA A ECONOMIA.

Opcard33 Escreveu:Os socialistas e comunistas estão em festa, estamos a caminho de inventar o socialismo em todos os países , aquilo que Marx e Estaline não conseguiram o vírus vai conseguir .

Mesmos os mercados estão em vias de ser nacionalizados os bancos centrais anunciar que vão comprar todos os títulos financeiros sem limite ‘..


I/ Opcard33, tens razão em relação à socialização do capitalismo. Mas, desde a crise de 2000 para o capitalismo e socialismo, e desde Deng Xiao ping na China para comunismo e capitalismo que as grandes doutrinas políticas e económicas do Mundo se misturam, coexistem e frutificam. Nunca existiu um regime 100% comunista, nem na URSS Estalinista, porque a tendência seria de todos morrerem de fome ou fuzilados.
capitalismo - primado do capital/socialismo - primado social / comunismo - primado do colectivo (apenas aqui 100% da economia tende a ser Pública)

Conceito defendido » O capitalismo é o regime económico ideal/mas terá de ser politicamente moderado para ser socialmente justo para todos os países. O liberalismo puro e duro não o será / preferível uma democracia social-capitalista ou uma democracia social progressista (Socialismo moderno) - correção de excessos e redistribuição marginal top to bottom » continua a haver o MUITO RICO mas tende a deixar de haver o MUITO POBRE. As 3 Classes-Média tendem a representar mais de 80% do tecido social.

China actual (e desde finais dos anos 70) » Socialismo do Capital /Política Comunista (partido único, setor público e ideologia reinante) e Capitalismo do Estado (estratégia Estatal mas execução, produção e propriedade dominada por privados).
Sucesso de tal ordem que passou de um país paupérrimo na década de 50, para o mais avançado do Mundo no setor secundário e brevemente no terciário, Líder na construção de chips, exportação de aparelhos médicos, computadores, telemóveis, barcos, satélites, paineis solares, calculadoras, materiais compósitos. Só falta ultrapassar o PIB USA, coisa que vai fazer entre 2040 e 2050 (fruto de 1,4B habitantes para 350M habitantes USA).
* pela liberdade controlada de religião, pela liberdade controlada de agir na economia de uma forma expansionista e pela proibição de ir contra o partido único, sem liberdade de expressão, estamos num ambiente misturado de Socialismo utópico de Saint-simon, de comunismo de Hengels e de capitalismo Keynesiano e Rooseveltiano.

União Europeia atual (para mim, o "melhor dos sistemas Híbridos") - Em evolução permanente, um Mix perfeito do sincretismo doutrinário, Económico/social potenciando o "Capitalismo Social" » do Parlamento europeu, à liberdade de religião, de fronteiras, da livre inciativa, das práticas redistributivas, do assistencialismo ético e estratificado, de uma política de subsídios supranacional, do BCE, dos dogmas supra-estaduais já podemos falar de uma doutrina política híbrida que norteia o sistema económico. CEE começou por ser apenas um sistema económico, mas....foi evoluindo.

USA - Capitalismo liberal em evolução marginal mas inevitável para Capitalismo social*.
País referência, melhor sucedido nos últimos 150 anos, "pax" americana (violenta mas referência para todos), mas a desigualdade crescente em que os 3 homens mais ricos da América têm tanto como os 20% de mais pobres, ou em que 6% da população tem mais do que os outros 94%, levou à insustentabilidade do sistema, e desde Roosevelt que alguns esforços quase impercetíveis surjam (consagração dos sindicatos, subsídios de maternidade, obrigatoriedade descontos para reformas privadas, mini-subsídios de desemprego de 8 a 24 semanas, tx de imposto variáveis, tx real estate variáveis, etc).
*Os cheques de 1200usd do Trump para os 94% dos cidadãos, o aumento dos subsídios de desemprego para 600usd/mês e os apoios às PME's de 370B deste pacote são medidas de um Socialista progressista.


II/ Quanto ao tema do e depois do Adeus ao corona? BEACH STOCKS

Nos sectores que mais cairam existem claramente algumas das plausíveis apostas na futura recuperação da economia Corona-Lockdown, em recessão e com setores a serem destruidos todos os dias.
Aprendi hoje, este novo acrónimo no VisualCapitalist: BEACH (Booking, Entertainment, Airlines, Cruises & Casinos, Hotels and Resorts), faltando apenas a Indústria do petróleo para abarcar os mais massacrados.

Ler aqui: https://www.visualcapitalist.com/covid- ... ch-stocks/
beach-stocks-shrinking-market-cap due to CORONA.jpg
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 1264
Registado: 1/11/2012 23:18
Localização: Ítaca

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por lfhm83 » 26/3/2020 17:48

Optimiza parece-me que desprezas o capitalismo mas que vives dele. Como alguns desses CEOs millennials com milhões no banco que defendem impostos mais altos, como se não pudessem eles mesmo distribuir o dinheiro sem a ajuda do estado.

A redistribuição pela intervenção estatal, não só propicia a corrupção como não atinge o fim, o único resultado é a destruição de valor. Deixa-te de Piketys e Krugmans e lê Hayek e Friedman, seguíssemos os ideais desses homens e já estaríamos a caminhar em Marte e o corona nunca teria sido um problema.

Muita gente defende que à países que são ricos porque têm impostos altos eu vejo que os países ricos têm maior capacidade para pagar impostos. Mas o certo é que em democracia temos de respeitar a vontade da manada, uma manada contrariada não anda e se querem comer palha, è palha que lhe têm de servir.

Falas que o sistema hibrido de socialismo capitalista é o melhor sistema mas da minha perspectiva isto só não vivemos todos na misérias graças ao milagre da tecnologia, só dessa maneira é que um país como Portugal onde só 1/3 trabalha se pode manter de pé. Se não fosse os desenvolvimentos tecnológicos dos últimos 50 anos éramos um antro de peste e fome. Só com o desenvolvimento tecnológico actual em que menos de 1% trabalha na agricultura e há comida para todos é que se pode sustentar um sistema como o que temos.


Nota final ao teu comentário: estás a assumir que a crise é causada pelo vírus e a meu ver o vírus é só o trigger. A crise vem desde 2000 desde que os bancos centrais se prostraram ao serviço dos políticos e se tivermos hiperinflação vai ser o fim de uma era e vai obrigar a reformular o sistema capitalista para o tornar totalmente independente dos estados.



Quanto ao tema do tòpico deixo aqui o texto que escrevi noutro tòpico ontem.
Que ninguém se convença que quando terminarem as quarentenas vai voltar tudo ao normal e muito menos que se pode conviver e fazer uma vida normal quando os surtos atingem determinadas dimensões, o pessoal médico não tem mais que fazer à vida que estar aí sempre disponível para trabalhar até á exaustão (havendo possivelmente novos confinamentos na pior das hipóteses). Portanto será quase uma loucura acreditar vamos ver novos máximos durante o ano de 2020.

Mesmo que surja um tratamento muito eficiente, haverá sempre um risco e grande maioria provavelmente prefere evitar o contágio mesmo a haver o dito tratamento.
Claro que nos vamos adaptar, mas haverá sectores importantes de serviços que tem muito peso nas economias dos PIIGS que vão ser muito impactados o que vai saturar os sistemas sociais e por os défices em cheque. A austeridade vai voltar isso é quase inevitável, nenhum credor (Alemanha e eixo centro/norte) vai aceitar emprestar sem os devidos ajustamentos como foi feito no passado. É o problema de ter as economias dependentes em grande parte de um único sector.

Se no entanto existir um despertar de consciências para observar o quão dependente está o ocidente do oriente, pode que tenhamos um renascimento da indústria na Europa. Claro que isso não tem sido possível em grande parte pelas políticas ambientais que terão de ser postas de parte se quisermos voltar a ter independência. Ficou claro a incapacidade de resposta em todos os sectores da UE, é que nem sequer temos capacidade de produzir em massa equipamento médico básico de protecção. Parece-me muito grave e certamente que haverá vozes políticas que levantaram estes problemas no rescaldo.

Como em todas as crises haverá boas oportunidades de melhorarmos, na de 2008 resolvemos muitos dos problemas dos mercados da banca privada, nesta crise espero que se resolvam problemas de coesão na UE, replanificação do modelo estratégico da UE e finalmente abandonar o politicamente correcto e avançar ao politicamente coerente.
Anexos
sistema_perfeito_da_manada.JPG
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3170
Registado: 15/2/2011 11:59
Localização: 22

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por optimiza » 26/3/2020 22:57

Save the economy.jpg
"According to the Brookings Institution, the top 1% of Americans own 29% of the total wealth in the U.S. Skewed as that is, wealth inequality is nearly double that in the stock market, where the top 1% account for 50% of total wealth creation. "U.S. is moving towards a “winner take all” economy". Apenas uma abordagem Estadual pode mitigar esse efeito (mediante divisão administrativa de empresas e impostos muito maiores sobre os mais ricos e sobre as empresas oligopolistas)

Ifhm, para mim o capitalismo é o sistema económico ideal (único que defendi, em que vivi, trabalhei, cá e além fronteiras), mas se não tiver um sistema Político com acento tónico no Social: fator moderador, redistribuidor, equitativo e ...de suporte do capitalismo nas fases de crise, recessão ou mutação, tende para a iniquidade, darwinismo corporativo e egoísmo no apex que leva ao acumular de tensões nacionais, sociais, sectárias e valorativas.

Ideias - Bem comum / Stake Holders / Capitalismo Social (capitalismo por e para todos)
Vamos dizer Adeus ao Coronavírus, económica e colectivamente graças ao capitalismo Social (+ keynesianismo expansionista e interventivo, estímulos à procura, massa monetária cresce via intervenções dos bancos Centrais e Governos), do que cortes fiscais e desregulação de Friedman (estímulos à oferta, monetarismo assenta em pequenos acréscimos controlados e sem intervenções maciças do Estado/Bancos Centrais).
Nesta hecatombe pandémica, o Darwinismo de Friedman não advogaria nunca a intervenção massiva e trilionária de bancos Centrais e de Governos para a manutenção da maioria das empresas (artificial na génese), para a manutenção da maioria dos empregos privados (artificial na génese), para a manutenção da coesão social (artificial na génese), mas com resultados bem reais a 3 anos.
Graças ao capitalismo Social tão rapidamente anunciado agora pelo Trump USA, UE, Japão, Inglaterra e China, com estímulos transversais e intervencionismo sem limites, vamos poder sair desta crise. À semelhança de outras epidemias e catástrofes naturais, e depois do luto humano e económico "lato sensu" e "stricto sensu", daqui a 3 anos, teremos uma mem´ória da crise mas também da sua rápida superação. Na deriva Friedmaniana, dali a 3 anos, estaríamos a carpir a Depressão onde já não existiam a esmagadora maioria das empresas e dos empregos que nos sustentam.

Importante - Não existe inflação direta (na M1) das políticas intervencionistas dos bancos Centrais. O dinheiro não acresce diretamente à massa monetária, sendo colocado na M2, em obrigações, treasuries+extensão de linhas a Estados soberanos e em escala mínima a ações, etf's e derivados. Já a intervenção social dos Governos incide na M1, com tensões inflacionistas diretas, mas que nesta época de crise singular, até tem um papel benéfico de compensar a extrema deflação de ativos, de fatores e custos de produção, especialmente custos energéticos e mão de obra (ambos em excesso), e da ausência de procura para bens duradouros.

Não partilho a visão da sobrevivência apenas dos mais fortes, do Darwinismo Nacional e Corporativo do Milton Friedman, que no extremo leva a que cada setor fique em monopólio da Empresa mais forte, mais agressiva, mais rentável (levando todas as outras à falência ou insignificância), e do Darwinismo Individual/Social em que não há limites a quem ganha biliões porque o consegue fazer à custa dos outros, e que deve pagar o mínimo que permita aos que trabalham para si potenciem o crescimento da sua riqueza. Nesta visão as empresas e os indivíduos devem visar exclusivamente o seu bem estar, maximizar lucros e rejeitar qualquer intervenção do Estado e de afastar o princípio da Equidade sempre que da Responsabilidade Social Corporativa/Individual não resulte um ainda maior benefício próprio.

Friedman, prioritizava os shareholders/lucros maximizados/e sucesso individual, quando eu penso em Stake Holders (socio-economics)/lucros parcialmente partilhados/sucesso individual e colectivo) » "Companies that operate exclusively for the sake of maximising shareholder return and thus do not engage in socially responsible activities are considered unethical in the utilitarian point of view. Following the utilitarian adage of providing the greatest good for the greatest number of people, companies are ethically obliged to participate in socially responsible activities that maximise the total welfare of all stakeholders".
" In conclusion, directors do not have total freedom to maximise profit as they have to act within both the legal and ethical rules of the game. Furthermore, for companies to be genuinely ethical, they should engage in a reasonable level of socially responsible activities as this maximises the wealth of all stakeholders.

Exemplo: Seguindo Milton Friedman à letra, numa fase pandémica em que exista, em todo o Mundo, a falta de Cem mil ventiladores de 4000 dollars a unidade e tu tens 2.000 ventiladores disponíveis, terias de os vender pelo preço máximo que um Sistema de Saúde Nacional mais desesperado estivesse disponível a pagar, 25.000 dollars por cada. Uma empresa socialmente responsável, preocupada com todos os stake holders, venderia cada por 4000 dollars, dividindo-os por vários Sistemas de Saúde, assegurando futuras vendas, todos os anos, a essas entidades (Equidade, ética social e lucro devem coexistir).

Para Friedman na atual crise (como em todas as épocas), devia-se deixar falir todas as companhias que não consigam sobreviver per se e deixar triunfar no pós-crise apenas as mais bem sucedidas, o mesmo com as pessoas insolventes e desempregadas, reformas nunca podem ser pagas por Estados (terão de ser privadas). O Estado Social não existe. O capitalismo é liberal! Faliriam neste caso 80% das companhias aérias, todas as empresas de cruzeiros, a maioria dos bancos, o desemprego disparava para 50% da população ativa. Não dá! Uma Reaganomics Friedmaniana é possível numa fase de estagflação mas inviável para sair de uma Gravissima recessão DEFLACIONÁRIA deliberada por todos os Governos do Mundo disseram em uníssono: Temos de parar a maior parte da actividade económica e social para parar uma pandemia - pandemia que é das mais fracas de sempre da Humanidade em % de seres humanos afetados (no visualcapitalist) mas a mais rápida paragem económica na História dos homens.

Friedman não contemplava o papel salvífico do Estado (desregulamentar, menos impostos, sem intervenções, menos % do PIB, eu acredito que ´são os Estados/Bancos Centrais que podem e vão liderar a salvação das Economias nesta crise. O capitalismo só concilia harmonia e prosperidade mediante a "vacina" social do Estado e de seus agentes.

Mesmo coexistindo com vírus todos os anos, pandemias de 10 em 10 anos, gigantescas catástrofes da natureza de 20 em 20 anos e com Guerras sabe-se lá quando, apartir de Abril de 2020, com a intervenção e seus estímulos globais, sem precedentes na História económica (muito maior em escala e abrangência que o plano Marshall), e dado que a capacidade produtiva em grande medida se mantém (não foi destruída por nenhuma guerra), que a saúde financeira da maioria da população é apenas moderadamente reduzida e que sai protegida a saúde física da esmagadora maioria dos humanos, não tenho grandes dúvidas que vamos poder recuperar em menos de 3 anos desta Mega Crise e dizer adeus ao CoronaVirus na sua versão Covid19!

‘We’ve got to be careful not to mythologize this into the pandemic Godzilla.’ “we’re going to kick this bug’s ass.”
— Paul Tudor Jones


Oportunidade no adeus ao Corona » Buy on Fear, Sell on Greed Black Swans: Short-term Crisis, Long-term Opportunity

Legendary investor Warren Buffet is a big proponent of this strategy. When others are greedy—typically when prices are boiling over—assets may be overpriced. On the flipside, there may be good buying opportunities when others are fearful.

Alguns sectores que vão sair mais fortes devido às alterações socioculturais, depois do adeus ao Corona (não incluindo a recuperação generalizada de muitos sectores, que inclui noutros tópicos):
Streaming (ex: netflix;NFLX ou Apple ou Disney ou At&T)
Distribuição via Net (ex: Amazon.com (NASDAQ:AMZN) ou EBay ou Alibaba ou baidu
Enlatados e produtos alimentares de longa duração: Campbell Soup Co. (NYSE:CPB) ou Kellogg ou Nestlé ou Beyond meat, ou Heinz
Gambling: reforço dos hábitos de consumo em plataformas de apostas e jogos de sorte online, da Bet-x à Bet-clic, etc
Gaming: reforço do consumo de jogos de computador online. ex: Electronic arts, Tencent, Sony, Microsoft
Banca online: reforço dos hábitos na Banca pela internet, da Schwab à E-trade, da Revolut à Monese
Healthcare digital services: evitar ir a Hospitais e ter consultas pela pela net, ex: teledoc health, one medical group, tencent medical services
5G need for speed: necessidade de velocidade e comércio em real time. ex: Broadcom, At&T, trade desk, nvidia
recorde de quedas, recorde na recuperação.jpg
recorde de quedas, recorde na recuperação.jpg (140.41 KiB) Visualizado 1618 vezes
over view sectorial depois do adeus ao corona.png
over view sectorial depois do adeus ao corona.png (83.63 KiB) Visualizado 1618 vezes
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 1264
Registado: 1/11/2012 23:18
Localização: Ítaca

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por JohnyRobaz » 27/3/2020 3:17

O problema do neoliberalismo é a democracia (basta ver o contexto em que foi unicamente aplicado na sua teórica essência pelos próprios discípulos do Friedman). E a razão é muito simples. Eu acredito que sim, que o crescimento da economia mundial poderia até ser superior à se os países fossem todos neoliberais do que se fossem todos, como diz o optimiza e como me identifico, capitalistas sociais-democratas, ou capitalistas sócio-responsáveis. Basicamente todos os seres humanos, pela necessidade extrema da sobrevivência, iriam dar tudo o que tinham e o que não tinham. Mas voltando à razão: Porque neste segundo regime, o dos apitalistas sociais-democratas, incluímos toda a gente, mesmo os mais fracos, os mais ineficientes, os mais preguiçosos, porque todos são gente. E se formos ainda mais realistas, incluímos as pessoas "normais", que cumprem mas não são excepcionais. E a questão é que esses todos, sendo gente e sendo mesmo a maioria (basta ver as percentagens de riqueza que o optimiza expõe), também votam. E votam num regime que não os abandone à sua sorte num mar de tubarões do salve-se quem puder. E não são millenials com biliões no banco que percebem isto, são génios como o Bill Gates, como o Warren Buffett e outros, basta ouvir o que têm a dizer sobre o assunto.

Para terminar, lamento que qualquer ideia que surja sobre uma, por mais pequena que seja, intervenção estatal para equilibrar a balança naturalmente (darwinianamente) desequilibrada, seja logo equiparada a comunismo, e logo de seguida, a corrupção pela certa. E é por isto que provavelmente o meu comentário sobre isto vai ficar por aqui.
“E assim como sonho, raciocino se quero, porque isso é apenas uma outra espécie de sonho.”, Fernando Pessoa
“Nothing good ever comes of love. What comes of love is always something better” , Roberto Bolaño
"A ciência e o poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, senão quando se lhe obedece." Francis Bacon
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 4418
Registado: 20/8/2014 16:50

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por Opcard33 » 27/3/2020 9:59

JohnyRobaz Escreveu:O problema do neoliberalismo é a democracia (basta ver o contexto em que foi unicamente aplicado na sua teórica essência pelos próprios discípulos do Friedman). E a razão é muito simples. Eu acredito que sim, que o crescimento da economia mundial poderia até ser superior à se os países fossem todos neoliberais do que se fossem todos, como diz o optimiza e como me identifico, capitalistas sociais-democratas, ou capitalistas sócio-responsáveis. Basicamente todos os seres humanos, pela necessidade extrema da sobrevivência, iriam dar tudo o que tinham e o que não tinham. Mas voltando à razão: Porque neste segundo regime, o dos apitalistas sociais-democratas, incluímos toda a gente, mesmo os mais fracos, os mais ineficientes, os mais preguiçosos, porque todos são gente. E se formos ainda mais realistas, incluímos as pessoas "normais", que cumprem mas não são excepcionais. E a questão é que esses todos, sendo gente e sendo mesmo a maioria (basta ver as percentagens de riqueza que o optimiza expõe), também votam. E votam num regime que não os abandone à sua sorte num mar de tubarões do salve-se quem puder. E não são millenials com biliões no banco que percebem isto, são génios como o Bill Gates, como o Warren Buffett e outros, basta ouvir o que têm a dizer sobre o assunto.

Para terminar, lamento que qualquer ideia que surja sobre uma, por mais pequena que seja, intervenção estatal para equilibrar a balança naturalmente (darwinianamente) desequilibrada, seja logo equiparada a comunismo, e logo de seguida, a corrupção pela certa. E é por isto que provavelmente o meu comentário sobre isto vai ficar por aqui.



Robaz é sempre muito interessante o que escreves e noto que não és carne ou peixe ´ tem a inteligência para perceber que o socialismo é um falhanço , é um coração que manda na cabeça no que toca às injustiças deste mundo,.

Prometo que para a próximo explico porque só num país rico e “culturalmente” igual podem ter sucesso com os teus valores .


Só a liberdade económica torna possível o que está empresa do Minho esta fazer

“Somos quase 1800 trabalhadores e, com o tal demónio a espernear em fevereiro, admitimos 66 trabalhadores e no presente mês de março, até hoje, 49 novos trabalhadores. Hoje aprovamos a admissão de mais três trabalhadores.

Não, não despedimos ninguém, nem os que estão à experiência serão dispensados a não ser por razões de desfasamento com a nossa psique e de mau desempenho. Até hoje isso ainda não aconteceu a nenhum.

Neste tempo devastador e imprevisível que atravessamos, assumimos um compromisso com os nossos trabalhadores: queremos chegar ao final da batalha com todos os “soldados” de pé. Como lhes escrevemos: se cairmos, e Deus nos ajude para que isso não aconteça, cairemos todos.

Se neste tsunami perderemos dinheiro? Sim, perderemos uma parte, mas ficaremos com a restante parte e outra, a principal, aumentada: a confiança dos nossos trabalhadores, dos nossos fornecedores e dos nossos parceiros e isso é valor que não tem preço e nos permitirá surfar as ondas do futuro.

Com isto resolvido precisávamos de dar mais um sinal à Economia.

Nada resistirá, com todos os esforços levados ao seu limite, com todos os recursos utilizados, sem cultura e sem os profissionais da cultura, sem aqueles que, com a sua produção artística, nos permitem ser mais competitivos.

Um país sem cultura não sobrevive.

Assim, e não podendo acorrer a tudo, independentemente de outros apoios sociais do grupo, em curso, decidimos assegurar os salários dos 14 trabalhadores da Companhia de Teatro de Braga nos próximos três meses, fora do subsídio plurianual e apoio que lhe atribuímos há quase 40 anos.

Tornamos público este comunicado na esperança de que outros encontrem uma entidade de produção de cultura para apoiar neste momento, para todos desesperado, mas muito mais desesperado para os que vão perder o que não têm.

Pela nossa salvação coletiva: apoiem a cultura.
 
Mensagens: 731
Registado: 9/9/2013 15:13

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por JohnyRobaz » 28/3/2020 1:24

Opcard33 Escreveu:
JohnyRobaz Escreveu:O problema do neoliberalismo é a democracia (basta ver o contexto em que foi unicamente aplicado na sua teórica essência pelos próprios discípulos do Friedman). E a razão é muito simples. Eu acredito que sim, que o crescimento da economia mundial poderia até ser superior à se os países fossem todos neoliberais do que se fossem todos, como diz o optimiza e como me identifico, capitalistas sociais-democratas, ou capitalistas sócio-responsáveis. Basicamente todos os seres humanos, pela necessidade extrema da sobrevivência, iriam dar tudo o que tinham e o que não tinham. Mas voltando à razão: Porque neste segundo regime, o dos apitalistas sociais-democratas, incluímos toda a gente, mesmo os mais fracos, os mais ineficientes, os mais preguiçosos, porque todos são gente. E se formos ainda mais realistas, incluímos as pessoas "normais", que cumprem mas não são excepcionais. E a questão é que esses todos, sendo gente e sendo mesmo a maioria (basta ver as percentagens de riqueza que o optimiza expõe), também votam. E votam num regime que não os abandone à sua sorte num mar de tubarões do salve-se quem puder. E não são millenials com biliões no banco que percebem isto, são génios como o Bill Gates, como o Warren Buffett e outros, basta ouvir o que têm a dizer sobre o assunto.

Para terminar, lamento que qualquer ideia que surja sobre uma, por mais pequena que seja, intervenção estatal para equilibrar a balança naturalmente (darwinianamente) desequilibrada, seja logo equiparada a comunismo, e logo de seguida, a corrupção pela certa. E é por isto que provavelmente o meu comentário sobre isto vai ficar por aqui.



Robaz é sempre muito interessante o que escreves e noto que não és carne ou peixe ´ tem a inteligência para perceber que o socialismo é um falhanço , é um coração que manda na cabeça no que toca às injustiças deste mundo,.

Prometo que para a próximo explico porque só num país rico e “culturalmente” igual podem ter sucesso com os teus valores .


Só a liberdade económica torna possível o que está empresa do Minho esta fazer

“Somos quase 1800 trabalhadores e, com o tal demónio a espernear em fevereiro, admitimos 66 trabalhadores e no presente mês de março, até hoje, 49 novos trabalhadores. Hoje aprovamos a admissão de mais três trabalhadores.

Não, não despedimos ninguém, nem os que estão à experiência serão dispensados a não ser por razões de desfasamento com a nossa psique e de mau desempenho. Até hoje isso ainda não aconteceu a nenhum.

Neste tempo devastador e imprevisível que atravessamos, assumimos um compromisso com os nossos trabalhadores: queremos chegar ao final da batalha com todos os “soldados” de pé. Como lhes escrevemos: se cairmos, e Deus nos ajude para que isso não aconteça, cairemos todos.

Se neste tsunami perderemos dinheiro? Sim, perderemos uma parte, mas ficaremos com a restante parte e outra, a principal, aumentada: a confiança dos nossos trabalhadores, dos nossos fornecedores e dos nossos parceiros e isso é valor que não tem preço e nos permitirá surfar as ondas do futuro.

Com isto resolvido precisávamos de dar mais um sinal à Economia.

Nada resistirá, com todos os esforços levados ao seu limite, com todos os recursos utilizados, sem cultura e sem os profissionais da cultura, sem aqueles que, com a sua produção artística, nos permitem ser mais competitivos.

Um país sem cultura não sobrevive.

Assim, e não podendo acorrer a tudo, independentemente de outros apoios sociais do grupo, em curso, decidimos assegurar os salários dos 14 trabalhadores da Companhia de Teatro de Braga nos próximos três meses, fora do subsídio plurianual e apoio que lhe atribuímos há quase 40 anos.

Tornamos público este comunicado na esperança de que outros encontrem uma entidade de produção de cultura para apoiar neste momento, para todos desesperado, mas muito mais desesperado para os que vão perder o que não têm.

Pela nossa salvação coletiva: apoiem a cultura.


Tenho amigos que vivem desse mundo, da Cultura, e o que vai valendo é as pequenas poupanças que foram sempre tentando manter, é pessoal cuja vida é vivida literalmente a pensar no dia-a-dia, porque não têm qualquer estabilidade laboral. Vão ganhando trabalhos para 3 meses, para 6 meses, para 1 mês... Portanto isto, a manter-se pelo tempo que se espera que vai manter, vai ser devastador. As pequenas poupanças que conseguem ter não vão ser suficientes. Mas lá está, o Estado serve (ou devia servir) para proteger a sociedade como um todo, começando pelos mais frágeis, e que não têm culpa do que está a acontecer. Aliás, ninguém tem. É a Natureza.

Por isso, assino por baixo: salvem a Cultura, porque sem Cultura, não somos nada.
“E assim como sonho, raciocino se quero, porque isso é apenas uma outra espécie de sonho.”, Fernando Pessoa
“Nothing good ever comes of love. What comes of love is always something better” , Roberto Bolaño
"A ciência e o poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, senão quando se lhe obedece." Francis Bacon
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 4418
Registado: 20/8/2014 16:50

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por lfhm83 » 28/3/2020 2:29

Obrigado pela modesta resposta, acredito que tens alguns gaps nas assunções e na tua análise que passo a expor.

:arrow: Estás a negar a evidência, a última crise foi superada com uma supressão significativa nas políticas de acento tónico no Social, principalmente ao nível das leis laborais e com redução do custo do trabalho. Crise em que Potugal foi o camisola amarela com o suporte directo da Espanha, ambos no domínio da austeridade dentro daquilo que é possível num contexto dos estados sociais estritos ibéricos (Passos bem tentou ir mais longe mas o constitucional barrava)

:arrow: A história da inflação está muito mal contada e o exemplo é o mercado imobiliário, que tem feito muita moça social ao impossibilitar a compra de casa, força a que muitas famílias deixarem boa parte do que produzem directamente ao proprietário da vivenda que habitam. Diga-se que sairão regras boas para a banca mas agora parece-me que estão demasiado estritas e deixam a porta do crédito à habitação aberta apenas a classe média alta para cima.

:arrow: A inflação real para o comum dos mortais existe e tem sido forte nos últimos 10 anos, mesmo que nos livros do BCE ela esteja abaixo dos 2%. Alugueres que sobem quase para o dobro e onde o comum do mortal deixa mais de 30% do que consegue ganhar mensalmente.

Companies that operate exclusively for the sake of maximising shareholder return and thus do not engage in socially responsible activities are considered unethical in the utilitarian point of view.


:arrow: Quando falas de empresas que trabalham para o lucro e não contribuem para o bem estar social podes-me dar um exemplo? É que não consigo entender esse conceito, há empresas que trabalham pelo lucro, têm lucro e não entregam valor à sociedade? Isso só se for uma empresa que não cumpre com a lei... ou a lei tem lacunas que o permite -> nesse caso a culpa é do estado, faz mal a lei e não regula correctamente!

:arrow: Uma empresa que não é focada no cliente e na sociedade não sobrevive a menos que seja em sectores de monopólio garantido e adivinha, normalmente são as empresas estatais -> TAP, CP, etc...


Exemplo: Seguindo Milton Friedman à letra, numa fase pandémica em que exista, em todo o Mundo, a falta de Cem mil ventiladores de 4000 dollars a unidade e tu tens 2.000 ventiladores disponíveis, terias de os vender pelo preço máximo que um Sistema de Saúde Nacional mais desesperado estivesse disponível a pagar, 25.000 dollars por cada. Uma empresa socialmente responsável, preocupada com todos os stake holders, venderia cada por 4000 dollars, dividindo-os por vários Sistemas de Saúde, assegurando futuras vendas, todos os anos, a essas entidades (Equidade, ética social e lucro devem coexistir).


:arrow: Para isso existe o estado de emergência, para o estado poder expropriar numa situação limite!

:arrow: Sistema de saúde muito mal dimensionado e abastecido é total culpa do estado, aliás o estado pode impor leis para limitar custos se assim o entender, dito isto acho que o sector saúde é muito mal regulado. Um estado tem muitas formas de agir sem tocar num cêntimo e que são mais eficientes.

Faliriam neste caso 80% das companhias aérias, todas as empresas de cruzeiros, a maioria dos bancos, o desemprego disparava para 50% da população ativa.


:arrow: E a que custo não vão falir, o empréstimo vai ser pago pelo estado -> contribuintes -> ou seja o consumo futuro vai estar condicionado.

:arrow: A banca foi forçada a stress tests, porque não são as demais empresas? Podia haver regulamento para empresas com determinada dimensão serem forçadas a passar stress tests, claro que isto acarreta custos.

:arrow: Mesmo que falissem seriam reabsorvidas imediatamente quando se inicia-se a recuperação no final ficavam as mais eficientes que servem melhor o cliente, provavelmente as mais verdes e de mão de obra pouco se perdia. Podia inclusive ser um ciclo de renovação que assim se perde a oportunidade.

Friedman não contemplava o papel salvífico do Estado (desregulamentar, menos impostos, sem intervenções, menos % do PIB, eu acredito que ´são os Estados/Bancos Centrais que podem e vão liderar a salvação das Economias nesta crise. O capitalismo só concilia harmonia e prosperidade mediante a "vacina" social do Estado e de seus agentes.


:arrow: O que li de Friedman defende bastante um estado interventivo, mas com lei, e não com fluxos de capitais directamente. E principalmente dando opções de escolha ao cidadão e não coerciva à sua vontade

:arrow: Posso-te assegurar que já dei muito ao estado e neste momento quando mais necessitamos que nos protege-se, abandonou-nos e deixou algo que podia ter uma dimensão limitada se torna-se catastrófico.

:arrow: Tolero pagar impostos para ter saúde e educação mas isso actualmente representa pouco mais de 20% do estado social. Além disso devia haver a hipótese de recorrer a vales como defendia Friedman. O resto de benefícios sociais podiam ser todos obtidos no privado, pensões, subsídios de desemprego, seguros de saúde tudo isso pode ser facultado directamente pelas empresas, o papel do estado seria regular esses sectores para garantir o acesso a todos, por exemplo limitando a percentagem de lucro em determinados sectores.

:arrow: Na ideologia do estado social um criminoso que nunca fez nada tem o mesmo direito aos mesmo serviços que um prémio Nobel, isso é uma aberração. Em Itália a escolha de quem tratavam era principalmente condicionado à idade e estado de saúde, podia ter mais prioridade um criminoso da pior estirpe que alguém que dedicou a vida a ajudar os outros, isto é o socialismo. Quando se fala que o socialismo é sistema de ética acho que estão redondamente enganados em todas as formas e conceitos.


:arrow: Na ideologia do estado social um criminoso que nunca fez nada tem o mesmo direito aos mesmo serviços que um prémio Nobel, isso é uma aberração. Em Itália a escolha de quem tratavam era principalmente condicionado á idade e estado de saúde, podia ter mais prioridade um criminoso da pior estirpe que alguém que dedicou a vida a ajudar os outros, isto é o socialismo.


não tenho grandes dúvidas que vamos poder recuperar em menos de 3 anos desta Mega Crise e dizer adeus ao CoronaVirus na sua versão Covid19!


:arrow: Pois eu acho que este tipo de medidas é que poderão agravar a crise a 10 anos. As medidas são extremistas, carta branca para gastar? Crédito ilimitado? Isso tem tudo para correr mal, principalmente quando estamos com juros 0! Isso é outra coisa que estás a ignorar na tua análise, medidas deste tipo resultaram de alguma forma em 2008 por haver muita margem para baixar juros.


pandemia que é das mais fracas de sempre da Humanidade em % de seres humanos afetados (no visualcapitalist) mas a mais rápida paragem económica na História dos homens.


:arrow: É assim, como referi noutro tópico, pelo dantesco esforço que se está a conciliar para travar o avanço. Pelo menos nas duas últimas semanas. Tens de considerar que o pessoal sanitário está a trabalhar a 1000 à hora e que insustentável estar assim por longos períodos. Aliás hoje os números de Itália demonstram bem isso e se a epidemia se propaga-se sem qualquer medida o número de mortes facilmente ascenderia a dezenas de milhões. Digo-te mais com uma epidemia na rua no século XXI é impossível ter uma economia a um nível satisfatório mesmo que não houvesse qualquer medida de restrição e vais poder verificar isso uma vez que termine este surto.

:arrow: Não entendo então vens criticar os americanos que não têm acesso a saúde grátis e agora vens criticar porque se actue perante uma pandemia que satura os SNS :-k


e dado que a capacidade produtiva em grande medida se mantém


Aqui tens as palavras mágicas. Embora a capacidade produtiva exista os bens são muito caros face aquilo que podiam ser, falas de conceitos clássicos que não fazem sentido, para mim o que não sentido é a obrigatoriedade da inflação no crescimento. A deflação como não seja uma consequência do desemprego é algo positivo. É a deflação do preço de CPU power que alavancou o PIB nos últimos 50 anos, por isso da inflação é treta socialista para manter a população pobre artificialmente.Aliás o mercado foge da inflação e tem tendência a procurar o preço mais barato.

Nota final: dentro de 20 anos tudo será controlado por máquinas e tudo isto serão conceitos sem qualquer significado, só temos de aguentar sem nos auto destruir pelo caminho. :mrgreen:
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3170
Registado: 15/2/2011 11:59
Localização: 22

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por lfhm83 » 28/3/2020 2:47

JohnyRobaz Escreveu:
Tenho amigos que vivem desse mundo, da Cultura, e o que vai valendo é as pequenas poupanças que foram sempre tentando manter, é pessoal cuja vida é vivida literalmente a pensar no dia-a-dia, porque não têm qualquer estabilidade laboral. Vão ganhando trabalhos para 3 meses, para 6 meses, para 1 mês... Portanto isto, a manter-se pelo tempo que se espera que vai manter, vai ser devastador. As pequenas poupanças que conseguem ter não vão ser suficientes. Mas lá está, o Estado serve (ou devia servir) para proteger a sociedade como um todo, começando pelos mais frágeis, e que não têm culpa do que está a acontecer. Aliás, ninguém tem. É a Natureza.

Por isso, assino por baixo: salvem a Cultura, porque sem Cultura, não somos nada.


A cultura já beneficia de muitas benesses fiscais e subsídios.
A cultura a par do desporto deve ser dos sectores de actividade com maior desigualdade onde estão os maiores salários da sociedade. Que sejam solidários entre eles.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3170
Registado: 15/2/2011 11:59
Localização: 22

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por artista_ » 28/3/2020 3:03

lfhm83 Escreveu:A cultura já beneficia de muitas benesses fiscais e subsídios.
A cultura a par do desporto deve ser dos sectores de actividade com maior desigualdade onde estão os maiores salários da sociedade. Que sejam solidários entre eles.


E não sendo eles solidários achas que o estado se deve marimbar para os outros?! Sei que és um liberal, extremista até, tens o direito do ser, acho que não deves e falar da desigualdade salarial para justificar que não se apoie nada, ou mais... dizes simplesmente isso, agora a justificação não colhe!
Sugestões de trading, análises técnicas, estratégias e ideias http://sobe-e-desce.blogspot.com/
http://www.gamesandfun.pt/afiliado&id=28
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 16775
Registado: 17/3/2003 22:51
Localização: Almada

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por JohnyRobaz » 28/3/2020 4:10

lfhm83 Escreveu:
JohnyRobaz Escreveu:
Tenho amigos que vivem desse mundo, da Cultura, e o que vai valendo é as pequenas poupanças que foram sempre tentando manter, é pessoal cuja vida é vivida literalmente a pensar no dia-a-dia, porque não têm qualquer estabilidade laboral. Vão ganhando trabalhos para 3 meses, para 6 meses, para 1 mês... Portanto isto, a manter-se pelo tempo que se espera que vai manter, vai ser devastador. As pequenas poupanças que conseguem ter não vão ser suficientes. Mas lá está, o Estado serve (ou devia servir) para proteger a sociedade como um todo, começando pelos mais frágeis, e que não têm culpa do que está a acontecer. Aliás, ninguém tem. É a Natureza.

Por isso, assino por baixo: salvem a Cultura, porque sem Cultura, não somos nada.


A cultura já beneficia de muitas benesses fiscais e subsídios.
A cultura a par do desporto deve ser dos sectores de actividade com maior desigualdade onde estão os maiores salários da sociedade. Que sejam solidários entre eles.


Primeiro, convém distinguir Cultura de Entretenimento. Creio que pode haver aí uma confusão em relação a isto. E depois, se a desigualdade significa a diferença entre trabalhar gratuitamente ou trabalhar a ganhar razoavelmente bem, como editor de uma revista de renome, como músico ou actor de sucesso ou como um tradutor conceituado, até pode existir sim alguma desigualdade (e não digo que esta seja sempre meritória, a Cultura é feita por seres humanos, e onde ha seres humanos há injustiças, tachos, crueldades, ineficiências), mas isso não quer dizer que haja milionários como há no desporto. A comparação parece-me um pouco descabida.
Para além disso, a solidariedade num país e numa sociedade não se manifesta dentro de classes profissionais! Manifesta-se entre cidadãos no geral. Sinceramente essa é uma ideia que não consigo compreender.
“E assim como sonho, raciocino se quero, porque isso é apenas uma outra espécie de sonho.”, Fernando Pessoa
“Nothing good ever comes of love. What comes of love is always something better” , Roberto Bolaño
"A ciência e o poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, senão quando se lhe obedece." Francis Bacon
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 4418
Registado: 20/8/2014 16:50

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por lfhm83 » 28/3/2020 19:46

artista_ Escreveu:E não sendo eles solidários achas que o estado se deve marimbar para os outros?!


Não por mim devia financiar essa solidariedade com impostos cobrados no sector da cultura. A mim desde que não me venham meter a mão ao bolso para serem solidários boa sorte.

Têm muita lata então os desgraçados dos varredores de rua, os que limpam as casas de banho do locais onde vocês trabalham e nos hospitais e tudo que é espaço público e tantos outros que fazem tantos trabalhos ingratos ganham 600 euros e vamos estar a tentar inventar mais um lobby no estado, para um sector que é tanto mais forte quanto mais rico é um país.

Gerem riqueza e tudo o resto vai por arrasto.

Já agora se quiserem ver o poder do capitalismo na transformação da cultura leiam este livro e vejam o caso do Cirque du Solei. Ninguém precisa de subsídios e toda a gente pode ter sucesso quando trabalha arduamente e consistentemente num mercado livre.


Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested Market Space and Make Competition Irrelevant
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3170
Registado: 15/2/2011 11:59
Localização: 22

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por bogos » 28/3/2020 20:35

lfhm83 Escreveu:
artista_ Escreveu:E não sendo eles solidários achas que o estado se deve marimbar para os outros?!


Não por mim devia financiar essa solidariedade com impostos cobrados no sector da cultura. A mim desde que não me venham meter a mão ao bolso para serem solidários boa sorte.

Têm muita lata então os desgraçados dos varredores de rua, os que limpam as casas de banho do locais onde vocês trabalham e nos hospitais e tudo que é espaço público e tantos outros que fazem tantos trabalhos ingratos ganham 600 euros e vamos estar a tentar inventar mais um lobby no estado, para um sector que é tanto mais forte quanto mais rico é um país.

Gerem riqueza e tudo o resto vai por arrasto.

Já agora se quiserem ver o poder do capitalismo na transformação da cultura leiam este livro e vejam o caso do Cirque du Solei. Ninguém precisa de subsídios e toda a gente pode ter sucesso quando trabalha arduamente e consistentemente num mercado livre.


Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested Market Space and Make Competition Irrelevant


Boas lfhm83

A malta precisa de passar os olhos por Ayn Rand, e perceberem bem o conceito de objectivismo, individuo, a liberdade individual.

Cumprimentos
Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer que as coisas não pareçam o que são.
Miguel Cervantes
No outro lado de cada medo está a liberdade.
Marilyn Ferguson
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 2720
Registado: 29/12/2005 16:34
Localização: Porto

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por JohnyRobaz » 28/3/2020 22:56

lfhm83 Escreveu:
artista_ Escreveu:E não sendo eles solidários achas que o estado se deve marimbar para os outros?!


Não por mim devia financiar essa solidariedade com impostos cobrados no sector da cultura. A mim desde que não me venham meter a mão ao bolso para serem solidários boa sorte.

Têm muita lata então os desgraçados dos varredores de rua, os que limpam as casas de banho do locais onde vocês trabalham e nos hospitais e tudo que é espaço público e tantos outros que fazem tantos trabalhos ingratos ganham 600 euros e vamos estar a tentar inventar mais um lobby no estado, para um sector que é tanto mais forte quanto mais rico é um país.

Gerem riqueza e tudo o resto vai por arrasto.

Já agora se quiserem ver o poder do capitalismo na transformação da cultura leiam este livro e vejam o caso do Cirque du Solei. Ninguém precisa de subsídios e toda a gente pode ter sucesso quando trabalha arduamente e consistentemente num mercado livre.


Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested Market Space and Make Competition Irrelevant


Estou a ver que és mais sectarismo que liberal. Então os impostos devem servir para alimentar apoios aos quais são cobrados impostos. Daqui a pouco também deve ser criado um SNS para ricos, pago pelos impostos dos ricos, e um SNS para pobres, pago pelos impostos dos pobres, educação idem, etc. Bora lá ainda acentuar mais as desigualdades, qualquer dia voltamos aos tempos feudais.

Não se está aqui a discutir subsídios para a cultura, estamos a falar em não deixar morrer um sector cuja actividade está, por razões óbvia, praticamente parada, excepto alguns museus que abriram portas online (o que ganham com isso excepto divulgarem-se?), ou livrarias e lojas de música que vão tentando vender online e entregar ao domicílio. Mas e os teatros? As exposições? Os concertos? Os cinemas? Os espectáculos em geral? Esse pessoal recebe ao trabalho. Mas gostava de saber o que farias se fosses um actor de teatro? Qual era a tua livre forma de te safares. Muito desse pessoal nem o salário mínimo ganha, fazendo as contas ao mês.

Há certamente muitas áreas também afectadas, e que também merecem os apoios devidos neste momento. Por exemplo, os taxistas e os motoristas de Uber, etc. Os barmans, empregados de mesa de restaurantes, etc, etc.
“E assim como sonho, raciocino se quero, porque isso é apenas uma outra espécie de sonho.”, Fernando Pessoa
“Nothing good ever comes of love. What comes of love is always something better” , Roberto Bolaño
"A ciência e o poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, senão quando se lhe obedece." Francis Bacon
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 4418
Registado: 20/8/2014 16:50

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por artista_ » 29/3/2020 0:20

lfhm83 Escreveu:Não por mim devia financiar essa solidariedade com impostos cobrados no sector da cultura. A mim desde que não me venham meter a mão ao bolso para serem solidários boa sorte.


Mas isso já existe, os que ganham muito pagam muitos impostos. O problema é de sociedade, eu acho que o estado deve assegurar algumas coisa, isso torna-se ainda mais necessário quando a solidariedade é pouca... a questão também tem muito a ver com a importância que se dão às coisas. Penso que não te importas que te vão ao bolso para teres, por exemplo, boas estradas e para que alguns serviços públicos sejam bons (até tenho medo de perguntar quais=! :D )?! E para ter uma boa escola pública? E um bom SNS? Para muita gente apoiar o desporto e a cultura pode ser também uma coisa igualmente importante.

lfhm83 Escreveu:Têm muita lata então os desgraçados dos varredores de rua, os que limpam as casas de banho do locais onde vocês trabalham e nos hospitais e tudo que é espaço público e tantos outros que fazem tantos trabalhos ingratos ganham 600 euros e vamos estar a tentar inventar mais um lobby no estado, para um sector que é tanto mais forte quanto mais rico é um país.

Gerem riqueza e tudo o resto vai por arrasto.

Já agora se quiserem ver o poder do capitalismo na transformação da cultura leiam este livro e vejam o caso do Cirque du Solei. Ninguém precisa de subsídios e toda a gente pode ter sucesso quando trabalha arduamente e consistentemente num mercado livre.


Lá por haver alguns casos de sucesso financeiro não quer dizer que é fácil qualquer um viver disso, e o que está em causa aqui é o interesse público maior ou menor...

E eu não disse nada sobre o que pensava sobre o assunto, até porque não tenho uma opinião muito definida sobre o mesmo, ou seja, acho que o estado deve apoiar a arte e a cultura, mas não sei quanto investe, não sei se é muito nem pouco, mas já me estás a falar nos vencimentos dos varredores de ruas?! Eu até pensava que achavas que o estado não devia varrer as ruas, não deve ser difícil encontrares ai exemplos de países onde se arranjam formas de o estado não ter de pagar isso. Que sejam mais limpos, que obriguem as pessoas a limpar.
Sugestões de trading, análises técnicas, estratégias e ideias http://sobe-e-desce.blogspot.com/
http://www.gamesandfun.pt/afiliado&id=28
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 16775
Registado: 17/3/2003 22:51
Localização: Almada

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por ricardmag » 29/3/2020 0:51

Espero que esta "mini" pandemia não seja em vão e que sirva de aprendizagem, principalmente no que toca a autosuficiência ao nível familiar em primeiro lugar, depois como nação, e depois continental. É difícil mas muito pode ser feito.

Pode ser desta que o interior de Portugal seja mais valorizado.
É bem possível que alguns saiam das cidades.

O trabalho remoto vai ser cada vez mais uma realidade.

Durante vários meses após isto "acabar" muitos vão ter medo e os eventos culturais, bares, discotecas e ginásios não vão ter tanta clientela.

Depois do adeus a federação europeia pode estar mais perto. Ou será mais a desintegração?
"Quando a música acaba, apagam-se as luzes." The Door's
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 4742
Registado: 3/4/2014 15:17

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por artista_ » 29/3/2020 1:01

ricardmag Escreveu:
Depois do adeus a federação europeia pode estar mais perto. Ou será mais a desintegração?


Pelo rumo que isto tá a levar iria claramente para a segunda... eu já estava mais inclinado para ai antes deste episódio do Holandês!
Sugestões de trading, análises técnicas, estratégias e ideias http://sobe-e-desce.blogspot.com/
http://www.gamesandfun.pt/afiliado&id=28
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 16775
Registado: 17/3/2003 22:51
Localização: Almada

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por JohnyRobaz » 29/3/2020 1:13

artista_ Escreveu:
ricardmag Escreveu:
Depois do adeus a federação europeia pode estar mais perto. Ou será mais a desintegração?


Pelo rumo que isto tá a levar iria claramente para a segunda... eu já estava mais inclinado para ai antes deste episódio do Holandês!


Também vejo mais isto a ir no caminho de um retorno à CEE, ou menos ainda que isso...
“E assim como sonho, raciocino se quero, porque isso é apenas uma outra espécie de sonho.”, Fernando Pessoa
“Nothing good ever comes of love. What comes of love is always something better” , Roberto Bolaño
"A ciência e o poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, senão quando se lhe obedece." Francis Bacon
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 4418
Registado: 20/8/2014 16:50

Re: E depois do adeus ao CoronaVirus

por Opcard » 29/3/2020 12:49

A falta de fé ou saber tem o mesmo efeito ,há casamentos onde não há amor mas o divórcio é impossível estou a falar da Europa quase 50% do PIB alemão está no seu Banco central são números de dívida de países do Sul nunca será paga mas enquanto continuar assim É activo .

Li,hoje um artigo de alguém que trabalhou e conhece tratados e corredores de Bruxelles , repete a argumentação que há muito tenho , há muito que a Alemanha será disponível para pagar , em troca há um ministro das finanças europeu com plenos poderes e será alguém que dará garantias aos alemães .

Eu escrevi no meu primeiro comentário quando criei este novo Tópico Para dar dinheiro antes temos de mandar na carteira de quem recebe ( direito de veto nos orçamentos ) a solução rápida é o BCE , repito que é e vai ser .



“ De repente, instalou-se a ideia que os Eurobonds são a solução imediata para a crise económica. Como a União Europeia não se prepara para adoptar os Eurobonds nas próximas semanas, já há muita gente a anunciar a “morte da Europa.” De certo modo, não há aqui nada de novo. A história da União Europeia também é a história dos seus óbitos. Mas a União Europeia é mais resistente do que se julga. No entanto, o súbito entusiasmo com os Eurobonds mostra um problema com a discussão sobre a natureza da União Europeia.

Há muita gente que mostra um entendimento curioso e errado sobre a natureza da União Europeia. Passam o ano a dizer que não são federalistas, que não querem dar mais poderes a Bruxelas e, sobretudo, que não gostam da intromissão de Bruxelas na vida económica nacional. Mas, quando chega uma crise, exigem que a União Europeia se comporte como se fosse um Estado federal e tivesse respostas rápidas, próprias de um poder soberano. Não é possível desejar soberania nacional quando tudo corre bem, e pedir federalismo europeu quando chegam as dificuldades.


Apesar de uma partilha significativa de soberania, a União Europeia é, no essencial, uma união de Estados nacionais e soberanos. A Comissão Europeia não é o governo europeu, e o Presidente, ou a Presidente como agora, não é o PM europeu. E é muito fácil entender por que é assim: os países europeus querem manter o poder nacional. Nenhum governo, repito nenhum, quer uma federação em Bruxelas. Dou um exemplo, dado que estamos a viver uma crise sanitária muito grave na Europa. Até hoje, todos os países europeus quiserem que a política de saúde fosse uma competência nacional. Nunca deram qualquer poder a Bruxelas na saúde. Não podem, agora, pedir grandes respostas à União Europeia.

A União Europeia funciona quando há uma vontade colectiva suficientemente forte entre os 27 Estados membros. Quando não há essa vontade de todos, não funciona. Além disso, os chefes dos governos europeus, aquelas senhoras e aqueles senhores que se sentam no Conselho Europeu, devem a sua legitimidade e o seu poder às suas democracias, aos seus eleitorados. São chefes de governo porque foram eleitos nos seus países. Não foi a Europa que lhes deu o poder. Enquanto for assim, os interesses nacionais prevalecem sobre a solidariedade europeia. As pessoas podem queixar-se, chorar, podem rezar ao santo Delors, podem chamar tudo e mais alguma coisa aos alemães e aos holandeses. Mas nada disso muda a realidade. Não peçam a Bruxelas o que ela não pode dar.

Apesar de tudo, Bruxelas e Frankfurt já tomaram decisões muito importantes. A Comissão Europeia suspendeu o Pacto de Estabilidade e permite as ajudas de Estado aos sectores económicos mais afetados. Num momento de urgência, Bruxelas tomou rapidamente medidas extraordinárias e suspendeu duas das regras fundamentais da União Europeia. Nada mau para quem não tem poder soberano.

O BCE adoptou uma política monetária sem precedentes, passando a comprar as dívidas nacionais sem quaisquer limites. A política monetária do BCE impede, pelo menos por enquanto, uma crise financeira soberana na Europa.

A adopção dos Eurobonds a curto prazo será necessária se o BCE não for capaz de impedir uma crise financeira das obrigações italianas durante os próximos meses. Mas se houver uma crise financeira séria em Itália, então a Alemanha terá que escolher entre Eurobonds e a manutenção dos italianos no Euro; aí escolhe os Eurobonds.

Mas a introdução dos Eurobonds implicará transferência de poderes para Bruxelas. Ninguém tenha qualquer dúvida sobre isso. O governo e os partidos portugueses devem pensar muito bem sobre isso. Se querem Eurobonds, vão perder poder fiscal e orçamental. Haverá mais poder europeu e menos soberania nacional. Convém pensar nisso enquanto é tempo. Vão perceber o que isto significa quando a Alemanha, um dia, apresentar as contrapartidas à introdução dos Eurobonds.

Na minha opinião, a prazo, os Eurobonds serão introduzidos para garantir a sobrevivência da zona Euro. Mas convém que os partidos portugueses tenham consciência sobre o significado político dos Eurobonds. Depois não se queixem. Sobretudo os partidos de esquerda. Com Eurobonds, não será possível aprovar orçamentos com os votos do Bloco e do PCP, a não ser que esses partidos mudem, e muito.
 
Mensagens: 2093
Registado: 14/3/2009 0:19
Localização: 16

Próximo