S&P500

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Re: S&P500

por ativo » 11/12/2019 17:12

In Negócios Online, hoje:

«"Japonização" ameaça globalizar-se em 2020.

Primeiro, foi o Japão. Depois, a Europa. Agora, os investidores fazem uma avaliação global em busca do próximo surto de inflação estagnada e queda dos retornos.

O mal-estar da "japonização" espalhou-se este ano, resultado de uma quantidade recorde de títulos de rendimento negativo. A flexibilização quantitativa (QE, na sigla em inglês) e a política monetária de juros baixos na Europa resultaram em retornos padrão para os títulos da região - às custas dos lucros dos bancos e das poupanças para a reforma. Muitos dizem que o período atual lembra a década perdida do Japão.

É um flagelo que ameaça espalhar-se ainda mais – talvez até chegue aos Estados Unidos. Poderá bastar um pequeno deslize à maior economia do mundo para mergulhar na recessão e sucumbir ao retorno zero, diz Jan Loeys, consultor sénior de estratégia de investimento de longo prazo do JPMorgan Chase.

Embora os sólidos dados do mercado de trabalho na semana passada tenham diminuído o receio de uma iminente desaceleração nos EUA, a curva de rendimento do país já sinalizou que uma recessão está em formação. Se isso acontecer, a Reserva Federal poderá imitar os bancos centrais do Japão e da Zona Euro, reduzindo os juros para zero e reintroduzindo o QE, de acordo com Loeys.

Acrescente-se o risco de um impasse político nos EUA e um excesso de poupança global, e "ficaremos perto do rendimento zero de títulos durante anos", sublinhou.

É improvável que a Fed e o Banco Central Europeu tomem medidas após as reuniões desta semana. Para a Fed, será uma oportunidade de defender o status quo após três cortes dos juros este ano.

"Os bancos centrais não têm escolha a não ser apoiar os ativos de risco e os preços dos ativos até que a expansão orçamental seja possível", comentou Richard Hodges, do Nomura Asset Management. As apostas endossadas à japonização dos títulos periféricos da Europa, este ano, ajudaram-no a superar 98% dos pares.

Em Itália, o risco político pouco fez para deter a previsão dos investidores de um rendimento de 0% no próximo ano, dada a expectativa de outro corte de juros pelo BCE. Enquanto isso, o mercado de títulos da Grécia, que enfrentou juros de 44% há sete anos, agora opera com taxas de apenas 1,5%.

Rendimentos negativos e injeção de capital do BCE ajudaram a aliviar o stress dos países mais frágeis da Zona Euro, mas também dificultaram a obtenção de lucro pelos bancos. As poupanças para a reforma também estão em risco, gerando uma onda de críticas.

"O verdadeiro problema está na Europa – eles estão a espirrar e nós estamos a apanhar a gripe", salientou Chris Rands, gestor da Nikko Asset Management, em Sidney, que gere ativos no valor de 224 mil milhões de dólares a nível mundial.
».
 
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Re: S&P500

por ativo » 12/12/2019 20:37

Em 19/11/2019, no tópico do Fórum "Efeito Trump":

ativo Escreveu:Trump espera ser reeleito à custa, entre outras coisas, do bom desempenho da economia e do mercado acionista norte-americanos (há muitos norte-americanos que investem em ações).

O S&P 500 tem batido sucessivos recordes em resultado de injeções de liquidez da Reserva Federal Norte-americana no mercado bancário.

Mas Trump ainda quer mais. O que faz, então? Convida o Presidente da Reserva Federal Norte-americana para uma reunião com ele na Casa Branca, com a presença do Secretário de Estado do Tesouro, pressiona-o a descer as taxas diretoras da Reserva Federal Norte-americana, manifestando o seu descontentamento relativamente à diferença entre essas taxas e as correspondentes europeias (mais baixas) e faz publicidade disso. Pretende desse modo pressionar, ainda mais, a Reserva Federal Norte-americana (apesar de ela ser, legalmente, independente do poder político) a descer as tais taxas e persuadir os mercados que as ditas taxas vão continuar a descer.

S&P 500, podes contar com o amigo Trump! :lol:

In Negócios Online, hoje:

«Trump diz que acordo com a China está "muito próximo" e Wall Street volta aos recordes.

Os investidores recuperam o ânimo com o impulso de Trump. O presidente dos Estados Unidos anuncia que o acordo comercial parcial com a China estará para breve.

A bolsa norte-americana abriu em queda, com os três principais índices a alinharem no terreno negativo, mas rapidamente inverteu: poucos minutos após o início da negociação, Trump deu força aos mercados com um Tweet, no qual garantiu estar "muito perto" de um "grande acordo" com a China.

Depois do entusiasmo contido em relação à opção da Fed, anunciada durante a última sessão, de manter os juros nos níveis atuais, as atenções dos investidores voltam-se, de novo, para o conflito comercial latente entre os Estados Unidos e a China. Donald Trump começou por avisar que, caso ambas as nações não consigam chegar a um acordo parcial até este domingo - o dia marcado para a imposição de uma nova ronda de tarifas - Washington avançaria com esta medida. Em causa está uma nova taxa alfandegária de 15% sobre uma série de produtos chineses avaliados em 165 mil milhões de dólares

Contudo, esta semana, a agência Dow Jones noticiou que os Estados Unidos estariam dispostos a adiar a nova ronda de tarifas e a prolongar as negociações com Pequim, e, esta quinta-feira, chegou o sinal mais positivo. Trump escreveu na sua conta Twitter: "Estamos muito perto de chegar a um grande acordo com a China. Eles querem-no, e nós também!".

O generalista S&P500 sobe 0,51% para os 3.157,51 pontos, o industrial Dow Jones avança 0,52% para os 28.056,60 pontos e o tecnológico Nasdaq aprecia 0,48% para os 8.695,96 pontos. Tanto o S&P500 como o Nasdaq estão a atingir novos máximos históricos.

Em alta destacam-se cotadas do setor tecnológico, que é um dos mais afetados pelas divergências entre Washington e Pequim, como é o caso da Intel, que soma 0,89% para os 57,58 dólares, a Google, que avança 0,50% para os 1,351.01 dólares ou a Advanced Micro Devices, que sobe 2% para os 40,26 dólares.
».

Curiosamente, a guerra comercial entre os EUA e a China não impediu que o S&P tenha alcançado sucessivos máximos históricos (hoje foi mais um!!!). Penso, até, que tem favorecido tal: cada vez que é anunciado (por Trump :mrgreen: ) que está iminente um acordo comercial entre os EUA e a China isso dá um impulso ao S&P 500 para subir.

Trump dá efetivamente a impressão de estar permanentemente muito preocupado com a evolução do mercado acionista.

Só assim é que se percebe que, hoje, poucos minutos após a abertura, em baixa, do S&P 500, Trump tenha escrito na sua conta Twitter : "Estamos muito perto de chegar a um grande acordo com a China. Eles querem-no, e nós também!". É que, em termos negociais (entre os EUA e a China), tal declaração parece-me até contraproducente!

Convém não esquecer que, mais do que um político, Trump é um "business man" e, como está provado, um (grande) amigo do S&P 500!!! :lol:
 
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Re: S&P500

por ativo » 12/12/2019 21:43

E aí está!

In Negócios Online, hoje:

«EUA chegam a acordo com a China. Só falta Trump assinar.

Os representantes dos Estados Unidos e da China chegaram a entendimento quando às cláusulas de um acordo comercial parcial.

Os negociadores norte-americanos e chineses já definiram os termos de um acordo comercial parcial (chamado de "fase um"), que espera agora apenas pela aprovação do presidente Donald Trump, avançaram à Bloomberg fontes próximas do processo.

Este acordo vai permitir travar a entrada em vigor de uma nova fornada de tarifas aduaneiras a partir de 15 de dezembro.

Na terça-feira, dia 10, o secretário norte-americano da Agricultura, Sonny Perdue, tinha já dito que era pouco provável que os Estados Unidos impusessem as tarifas aduaneiras adicionais sobre o equivalente a 160 mil milhões de dólares de produtos chineses – onde se incluem brinquedos e smartphones – a partir do próximo domingo.

No entanto, nada estava formalmente decidido ou anunciado, pelo que os investidores continuaram a revelar grande prudência. Agora, com esta notícia, as bolsas do outro lado do Atlântico seguem a reforçar os ganhos registados logo após a abertura da sessão, com subidas superiores a 0,70%.

Esta manhã o presidente norte-americano tinha já animado os mercados, ao escrever na sua conta de Twitter que um "grande acordo" com a China estava "muito próximo".

Além disso, a Dow Jones avançou que o governo dos Estados Unidos poderá mesmo reduzir para metade as atuais tarifas alfandegárias sobre as importações chinesas.

Nas negociações entre as duas maiores economias do mundo, uma das questões que tem estado em cima da mesa prende-se, precisamente, com a dimensão do alívio tarifário (as taxas alfandegárias que estão atualmente em vigor e que foram sendo impostas, de parte a parte, desde junho do ano passado) nesta "fase um" do acordo.
».
 
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Re: S&P500

por ativo » 20/12/2019 16:32

S&P 500 em "rally" de Natal …

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Re: S&P500

por J Alves » 21/12/2019 13:57

parece-me que as condições meteorológicas vão mudar!!!!! :shock:
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Re: S&P500

por J Alves » 21/12/2019 14:07

os dados de satélite começam a conjugar-se no sentido de haver uma baixa depressão de intensidade baixa a moderada. A precipitação deverá ser maior nas zonas a norte com nevoeiro e vento acima do cabo carvoeiro, sendo que poderá haver queda de neve nas zonas altas e possibilidade de trovoadas. Destaca-se ainda a possibilidade de formação de geada nocturna devido ao surgimento de baixas temperaturas

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Re: S&P500

por DocinhoTrader » 7/1/2020 11:43

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Re: S&P500

por J Alves » 9/1/2020 18:25

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Re: S&P500

por J Alves » 11/1/2020 11:41

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Re: S&P500

por J Alves » 23/1/2020 11:43

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Re: S&P500

por Joao.D » 24/1/2020 12:59

Engraçado hehe

Ja nao venho ao forum ha um tempo e achei q no youtube estava uma analise ao índice, mas está uma musica inesperada.
 
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