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OT :: Eu não pedi um plano nacional de barragens

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OT :: Eu não pedi um plano nacional de barragens

por PT_Trader » 17/10/2011 14:51

(oh não, + um OT :oh: )

Mais um caso parecido ao da Ensitel. Isto é uma oportunidade para a malta nova (como eu :lol: ), porque já deu para perceber que muitos dos actuais gestores de comunicação e marketing das empresas não estão preparados para lidar com as redes sociais.

Tirando a parte da comunicação, ou falta dela, o tema também não deixa de ser pertinente.

EDP gera polémica ao apagar do Facebook opinião contestatária
17 de outubro de 2011, 10:38
A Energias de Portugal (EDP) envolveu-se numa desavença com alguns utilizadores do Facebook depois de eliminar a publicação de uma internauta que incluía uma crítica ao Programa Nacional de Barragens da empresa de eletricidade.

Tudo começou quando no domingo a utilizadora Joana Couve Vieira publicou no mural do Facebook da EDP uma ligação para a página Eu Não Pedi um Plano Nacional de Barragens.

Catorze minutos depois, a EDP respondia à mensagem dizendo-se obrigada a eliminar a publicação, porque de acordo com o Código de conduta da página tais publicações não seriam permitidas. A mesma mensagem acaba com um convite à participação na comunidade virtual com “críticas construtivas”.

Depois do episódio, espalhou-se um rol de comentários ao assunto na rede. Centenas de pessoas rumaram à página da EDP na rede social, acusando a empresa de censura aos clientes.

A corrente de críticas já se estendeu ao Twitter (hashtag #edp).

Os utilizadores acusam a empresa de abuso de poder, da prática de preços altos e da destruição do património do país, com a supressão da Linha do Tua para a construção da Barragem de Foz Tua.

EDP já reagiu à onda de protestos

A EDP publicou esta manhã um pequeno comunicado no Facebook explicando estar a acompanhar as publicações feitas no mural da página e dizendo-se empenhada em promover o diálogo com a comunidade.

"A página da EDP no Facebook procura estabelecer um contacto mais próximo com o público, convidando a que nos seham colocadas dúvidas, questões ou sugestões. Pretendemos potenciar a discussão construtiva e a partilha de informação de uma forma ética e responsável", lê-se na nota, que se socorre do Código de Conduta da página para justificar a eliminação do post.

A EDP frisa que o Código de Conduta da página "pretende definir os princípios para o bom funcionamento da mesma".

O SAPO, até ao momento, ainda não conseguiu entrar em contacto com Joana Couve Vieira.

Notícia em atualização (última atualização às 14h00)

Nuno de Noronha
 
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por PT_Trader » 17/10/2011 14:55

Eu não pedi um Plano Nacional de Barragens
O que precisa saber mas não lhe disseram sobre o

Plano Nacional de Barragens

1. O total das 10 barragens deste Plano (duas delas já foram anuladas) produziria o equivalente a 3,2% da energia consumida em 2009 (em condições hidrológicas favoráveis), insuficiente sequer para cobrir o aumento do consumo entre 2009 e 2010 que foi de 4,7%;

2. O investimento neste Plano não vai ser Privado, mas sim PÚBLICO: o total anual de subsídios do Estado à produção de energia eléctrica vai valer às concessionárias 48 milhões de euros por ano – muito além do que estas terão de pagar pelos direitos de exploração das novas barragens – para além do que o Estado irá garantir às concessionárias 30% das receitas sobre a produção de cada barragem, tornando este Plano na 3ª Parceria Público Privada mais cara de sempre;

3. Os encargos totais a pagar pelos consumidores e contribuintes portugueses chegará aos 16 mil milhões de euros (o TGV Lisboa – Madrid, recentemente anulado, custaria 1,7 mil milhões de euros), o que significa que cada família terá de pagar € 4.800 para financiar esta loucura, ou o correspondente a um aumento contínuo da tarifa de electricidade de 10%;

4. O potencial de poupança de energia eléctrica chega aos 12,6 TW/h/ano, o que se conseguiria atingir a um custo 10 vezes menor ao deste Plano, o qual no conjunto só atinge a fasquia de 1,7 TW/h/ano de produção de energia eléctrica (sete vezes menos que o potencial de poupança de energia eléctrica);

5. O reforço de potência da barragem da Venda Nova consegue um período de funcionamento 65% maior, a um investimento comparativamente menor de 58%, e produzir o equivalente a 77% de todo o conjunto de 10 novas barragens do Plano Nacional de Barragens (existem mais barragens a receber reforços de potência em Portugal);

6. O país tem instalados 16.736 MW de potência, enquanto nos picos de procura necessita apenas de 9.000 MW;

7. A capacidade de bombagem das barragens existentes, 2507 MW, já é superior ao necessário para manter a gestão e equilíbrio da rede eléctrica nacional;

8. Considerando a relação entre bombagem reversível, perdas nas turbinas e geradores, e o consumo de energia de origem eólica, o total destas barragens irá na verdade acrescentar ZERO energia na rede;

9. O turismo ecológico e cultural (proposto já para o vale e a Linha do Tua em projectos concretos) gera 11 vezes mais postos de trabalho por milhão de euros investido, que a construção de uma barragem, sendo que a maior parte das grandes barragens de Portugal foi implantada nas regiões mais pobres, contribuindo ainda mais para o despovoamento e depressão socioeconómica;

10. A navegabilidade do Douro entre a foz do Tua e a barragem da Valeira (rio Douro) será posta em causa com a barragem do Tua, o que em última análise significará a interrupção definitiva dos cruzeiros do Douro até ao Pocinho e Barca d’Alva, na fronteira espanhola. Para além disso, tanto o paredão como todos os edifícios e construções anexas à barragem e linhas de alta tensão estarão situadas dentro da área classificada pela UNESCO como Douro Vinhateiro Património da Humanidade, o que poderá levar à sua imediata desclassificação.
 
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por PT_Trader » 17/10/2011 15:03

O outro lado da moeda...

12.OUT.2011 08:26 / VIDA
Bragança está a ficar sem água


As reservas da única barragem que abastece a cidade rondam os 15% e o tempo seco só tem piorado a situação. A autarquia informa a população que só existe água para mais 45 dias.
A solução passaria pela construção de uma nova barragem no Parque de Montesinho. Um projecto com décadas, sempre chumbado pelo Ministério do Ambiente.

Agora, o presidente da autarquia, Jorge Nunes, fala numa situação muito preocupante.

«Já não se domina muito bem a quantidade de água com condições de poder ser utilizada, portanto estamos a aproximarmo-nos de uma situação crítica. Estamos numa zona de montanha, todas as linhas de água estão secas, não há água armazenada e os meios para montar uma operação de abastecimento público não existem», justificou.

A Câmara Municipal de Bragança está a informar a população desta situação através de uma carta, onde pode ler-se que a continuar este tempo seco, a reserva de água apenas durará um mês e meio.

A população está preocupada mas acredita que o este «Outono ainda traga chuva». Esta pode ser uma solução, mas aquela que leva décadas em cima da mesa é a construção da barragem das Veiguinhas, no Parque Natural de Montesinho.
 
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por EuroVerde » 17/10/2011 23:28

Mais a contribuir à festa. Mas Deus é grande
 
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por mcarvalho » 18/10/2011 7:43

 
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por carf2007 » 18/10/2011 8:29

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por mcarvalho » 18/10/2011 9:14

Além do que se vai pagar … temos de fazer as contas ao que se vai perder com toda esta destruição e sobretudo ao que podia ser ganho em termos económicos e de desenvolvimento de uma região tão carenciada.

Os responsáveis nacionais são para com trás os montes, como os sobas da Nigeria para o seu povo…. só eles vivem bem como capachos das grandes empresas petroliferas mas o seu povo, a quem roubam as matérias primas , tem de furar os pipelines que lhes destruiram as terras, se quiserem energia para sobreviver.

Tras os Montes tem o maior numero de barragens do país, produz a maior parte da energia e por isso é a zona mais atrasada, mais pobre e mais desprotegida do pais e de toda a União Europeia… com locais onde a voltagem não dá para por a funcionar uma máquina de lavar.

Para mim, a culpa não é da EDP .. que é uma empresa como um tasco da esquina ou uma pocilga ou um matadouro.. o que quer é ganhar mais á custa não interessa de quem maribando-se para o aspecto social ( não quer que morram quer vão gastando o maximo) … para mim a culpa é dos “SOBAS” sem escrúpulos.. a maior parte deles grandes parolos embebecidos com as luzinhas , os predios altos de Lisboa e que rapidamente esquecem as suas origens e a as pessoas que tão orgulhasemte neles confiaram e votaram… Parolos de caca. trocam a mulher que sempre os acompanhou pela primeira badalhoca a cheirar a chanel a 5, compram carros de alta cilindrada para lhes dar a personalidade que não têm, e acabam empenhados e rotulados de ladrões e vigaristas…… A EDP só lhes mostrou as “luzinhas” e deu as badalhocas a cheirar
e eles … assinam tudo
 
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por Renegade » 18/10/2011 9:39

mcarvalho Escreveu:Para mim, a culpa não é da EDP .. que é uma empresa como um tasco da esquina ou uma pocilga ou um matadouro.. o que quer é ganhar mais á custa não interessa de quem maribando-se para o aspecto social ( não quer que morram quer vão gastando o maximo) … para mim a culpa é dos “SOBAS” sem escrúpulos.. a maior parte deles grandes parolos embebecidos com as luzinhas , os predios altos de Lisboa e que rapidamente esquecem as suas origens e a as pessoas que tão orgulhasemte neles confiaram e votaram… Parolos de caca. trocam a mulher que sempre os acompanhou pela primeira badalhoca a cheirar a chanel a 5, compram carros de alta cilindrada para lhes dar a personalidade que não têm, e acabam empenhados e rotulados de ladrões e vigaristas…… A EDP só lhes mostrou as “luzinhas” e deu as badalhocas a cheirar
e eles … assinam tudo


BRILHANTE!
:lol:
 
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por mcarvalho » 18/10/2011 22:03

A ENERGIA PRODUZIDA EM PORTUGAL É DE 52,203 Gwh MAS A ENERGIA PAGA É CERCA DE 50 MIL GWH
Pode ser confirmado no site da REN

O consumo total final de energia eléctrica em Portugal atinge os 50 mil GWh e como o custo da electricidade é de 144,2 euros por MWh ou seja 29$00 por KWh o valor final da energia consumida é cerca de 50 mil GWh a multiplicar 144,2 euros por MWh dá cerca de 7,2 mil milhões de euros (equivalente a 7 pontes Vasco da Gama)


A parcela de custos de interesse geral segundo a ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS (ERSE) é de 2406 milhões de euros (equivalente a 2,4 pontes Vasco da Gama) pode ser confirmada pela ERSE


A parcela de custos de interesse geral 2406 milhõess de euros e atinge 33,4% do valor total pois é 2406/7200

Nos consumidores domésticos a percentagem atinge 42%


Dos 2406 milhões inclui várias parcelas:


PRINCIPAIS


Energias Fósseis - 1075, 8 MILHÕES DE EUROS Carvão e Gás Natural . Esta parcela é quase igual (45%);

Energias Renováveis - 747 MILHÕES DE EUROS é 31%

Câmaras Municipais - 241 milhões de euros corresponde a 10%

Açores e Madeira - 88,7 milhões de Euros corresponde a 3,7%


ESTA SOMA CORRESPONDE A 90% DOS 2406 MILHÕES DE EUROS DOS custos de interesse geral


Existem outras parcelas mas em percentagem são muito menos importantes


A GRANDE SURPRESA E QUE TODA A IMPRENSA IGNORA E OMITE, SÃO AS VERBAS PARA AS FÓSSEIS.


NOVAS BARRAGENS

Existem cerca de 165 Barragens em Portugal. As mais rentáveis já estão todas construídas há mais de 20 anos. As novas Barragens vão ter um custo de 16 mil milhões de euros e não vão aumentar, em quase nada, a produção de energia eléctrica.

As novas Barragens vão ser financiadas à custa das Garantias de Potência (20 000 € /MW)


Para se entender o documento da ERSE sobre "TARIFAS E PREÇOS PARA A ENERGIA ELÉCTRICA E OUTROS SERVIÇOS EM 2011" é quase preciso tirar "um curso", pois, são tantas siglas que inicialmente só criam confusão.


www.erse.pt/pt/electricidade/tarifasepr ... 202011.pdf



ALGUMAS SIGLAS PARA ENTENDER TABELAS DA ERSE


SOBRECUSTO DA PRE - Produção em Regime Especial - RENOVÁVEIS E COGERAÇÃO
CMEC - Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual
Sobrecusto dos CAE - Contrato de Aquisição de Energia
Rendas de concessão da distribuição em BT (BT - Baixa Tensão (tensão entre fases cujo valor eficaz é igual ou inferior a 1 kV)
Sobrecusto da RAA e da RAM ( RAA - Região Autónoma dos Açores) RAM (Região Autónoma da Madeira)
Rendas dos défices tarifários de BT (2006) e BTN (2007) BTN - Baixa Tensão Normal (baixa tensão com potência contratada inferior ou igual a 41,4 kW)
Planos de Promoção do Desempenho Ambiental (PPDA) -
Custos ou proveitos de anos anteriores relacionados com CIEG CUSTO DE INTERESSE ECONOMICO GERAL
Diferencial extinção TVCF Tarifas de Venda a Clientes Finais
Reposição gradual da reclassificação da cogeração FER (Fontes de Energia Renováveis)


.............

vale a pena meditar..

vou tentar meter o grafico relativo à evolução dos custos de interesse económico geral incluidos nas tarifas desde 1999
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por Elias » 19/10/2011 0:21

 
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por mcarvalho » 19/10/2011 8:38

EDP fechou com betão a brecha no Mural


http://aventar.eu/2011/10/18/edp-fechou ... -no-mural/
 
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o Douro vai ser mesmo desclassificado pela UNESCO?!

por mcarvalho » 19/10/2011 17:00

 
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Re: o Douro vai ser mesmo desclassificado pela UNESCO?!

por MarcoAntonio » 19/10/2011 17:07

mcarvalho Escreveu:http://aventar.eu/2011/10/19/o-douro-pobre-patrocinio-edp/


O que é património mundial segundo a Unesco é a Região Vinhateira do Alto Douro, convém notar antes de mais nada.

A sugestão ou afirmação de que está em risco de perder a classificação para já vem (ou tem origem) no Partido "Os Verdes", alegadamente com base em reuniões que tiveram com elementos da UNESCO. E isso aconteceu há uns 2 anos atrás em época de eleições.

De momento - e já se passou uma data de tempo desde que fizeram essa alegação - creio que mais ninguém falou o que quer que seja sobre isso...
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por MarcoAntonio » 19/10/2011 17:22

Já agora, isso parece ter muito pouca credibilidade (é a credibilidade das declações dos partidos a semanas de eleições que se traduz por praticamente nula) mas além disso nem estou a ver grandemente o sentido: a barragem em causa abrange apenas um dos catorze concelhos abrangidos pela Região Vinhateira que é considerada património mundial por parte da Unesco.


Os concelhos abrangidos pela Região Património são:

Mesão Frio
Peso da Régua
Santa Marta de Penaguião
Vila Real
Alijó
Sabrosa
Murça (*)
Carrazeda de Ansiães
Torre de Moncorvo
Lamego
Armamar
Tabuaço
S. João da Pesqueira
Vila Nova de Foz Côa



Os concelhos abrangidos pela albufeira da barragem são:

Murça (*)
Vila Flor
Mirandela.




Além disso, o Douro já tem do lado de Portugal salvo-erro umas 6 ou 7 barragens e uma delas é no concelho do Peso da Régua e já existia quando a região vinhateira passou a património mundial.
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olá Marco

por mcarvalho » 19/10/2011 20:22

Obrigado

os concelhos que abrange são , como sabes , Alijó e Carrazeda de Ansiaes.

Posso garantir que toda a paisagem , com os sucalcos e as suas quintas vinicolas , fica completamente alterado e visivel da ponte rodo e ferroviaria do Tua , assim como, por qualquer "barco tutistico" que navegue no Douro,

Não esquecer os cabos de alta e muito alta tensão que vão distribuir a energia ( a Ren tem um site com isso que , para já não te posso enviar por falta de tempo)

Segundo o compromisso do Estado Portugu^rs com a Unesco nada pode ser alterado , desde que foi aprovada a candidatura a Património mundial, sem se informar a Unesco das alterações que se pretende levar a cabo ... ISSO , pelo que penso saber não foi feito. As queixas de várias entidades estão na Unesco e eles estão a avaliar...

Como sabes a Unesco não vai impor nada,ou seja , não vai obrigar o Estado Português a nada, nem a PARAR a barragem... limita-se a dizer que o ESTADO PORTUGUÊS.. não honrou os compromissos asumidos, (informar) alterou e por isso já não estão reunidas as condições que levaram à Classificação como Património Mundial

Sem querer estar a monopolizar muito nem a aborrecer o fórum, terei o maior prazer em enviar-te toda a informação que possuo para que possas analizar.

abraço

mcarvalho

ps.

Marco pelo que sei .. há uma diferença "significativa" entre alto Douro Vinhateiro, região demarcada do douro e Douro Património Mundial ( rio e uma faixa nas suas margens)
 
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Re: olá Marco

por MarcoAntonio » 19/10/2011 20:33

mcarvalho Escreveu:Obrigado

os concelhos que abrange são , como sabes , Alijó e Carrazeda de Ansiaes.


Isso é onde a barragem está situada e a barragem em si o efeito é o de uma ponte. O maior efeito é do albufeira, que abrange os concelhos que referi...

Quando a Unesco classificou a região vinhateira do alto douro como património mundial já existiam barragens a atingir zonas desta região. Não foi problema para ser eleita e não estou a ver porque é que o efeito num ou dois concelhos que seja em 14 agora vai ser problema nesta barragem.

Isto parece-me essencialmente ruído até porque não há mais fontes para alegação e ela foi feita por um partido durante uma campanha eleitoral e foi extremamente localizada...



mcarvalho Escreveu:PS

Marco pelo que sei .. há uma diferença "significativa" entre alto Douro Vinhateiro, região demarcada do douro e Douro Património Mundial ( rio e uma faixa nas suas margens)


O que é considerado património mundial pela Unesco é como referi a Região Vinhateira do Alto Douro.

Na zona norte são ainda considerados património mundial pela Unesco o Centro Histórico da Cidade do Porto e o Centro Histórico da Cidade de Guimarães.
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Re: olá Marco

por MarcoAntonio » 19/10/2011 20:50

MarcoAntonio Escreveu:
Isto parece-me essencialmente ruído até porque não há mais fontes para alegação e ela foi feita por um partido durante uma campanha eleitoral e foi extremamente localizada...



Já agora, dei-me ao trabalho de ir ao site da Unesco e tem lá um indicador do nível de ameaça que curiosamente está em zero por enquanto para esta região:

http://whc.unesco.org/en/list/1046/indicators/


O que não acontece neste caso por exemplo:

http://whc.unesco.org/en/list/211/indicators/
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Re: olá Marco

por Elias » 19/10/2011 20:50

MarcoAntonio Escreveu:Na zona norte são ainda considerados património mundial pela Unesco o Centro Histórico da Cidade do Porto e o Centro Histórico da Cidade de Guimarães.


E as gravuras de Foz Coa (estão situadas na província de Trás-os-Montes e Alto Douro e por isso parece-me legítimo incluí-las no "norte").
 
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olá Marco e todos

por mcarvalho » 19/10/2011 20:53

http://www.edp.pt/pt/media/noticias/201 ... rucao.aspx


neste site tens a visão da "antevisão" segundo a EDP

perfeitamente visivel do Rio Douro, da Margem esquerda di Douro e da ponte ferroviària da linha do Douro

faltam os cabos de muito alta tensão

compara agora pf com a paisagem aprovada

em
http://umpardebotas.blogs.sapo.pt/297228.html

http://fotos.afasoft.net/div/tua.html

1ª foto

ou
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Re: olá Marco

por MarcoAntonio » 19/10/2011 20:54

Elias Escreveu:
MarcoAntonio Escreveu:Na zona norte são ainda considerados património mundial pela Unesco o Centro Histórico da Cidade do Porto e o Centro Histórico da Cidade de Guimarães.


E as gravuras de Foz Coa (estão situadas na província de Trás-os-Montes e Alto Douro e por isso parece-me legítimo incluí-las no "norte").


Sim, correcto.
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Re: olá Marco e todos

por MarcoAntonio » 19/10/2011 21:01

mcarvalho Escreveu:
faltam os cabos de muito alta tensão

compara agora pf com a paisagem aprovada



Desculpa mcarvalho mas não queria ficar aqui a discutir isto eternamente porque creio que tem muito pouco fundamento pelas várias razões que já apontei.


Mas que "paisagem aprovada" estás a falar?

O que foi aprovado foi uma região que nem sequer se circunscreve apenas ao Rio Douro, ou melhor parte dele, havendo partes da região de onde nem sequer se vê o Rio Douro. O património é a Região Vinhateira do Alto Douro e abrange 14 concelhos na região.

E certamente a paisagem nessa região já foi alterada com uma série de coisas, com toda a certeza por exemplo com estradas novas ou alargadas ou modificadas e por uma outra série de outras coisas (como por exemplo edifícios).

Isto não parece ter qualquer fundamento: foi uma alegação feita há dois anos e tal numa campanha eleitoral, mais ninguém parece ter falado do assunto e agora alguém poderá estar a ir buscar isso de novo para o que parece ser uma campanha contra a EDP ou as barragens.



Nem vou dizer se estou a favor ou contra as barragens porque não interessa para o caso e se alguma coisa eu sou crítico da EDP.
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por mcarvalho » 19/10/2011 21:10

Marco

O problema não é tanto a albufeira , que fica escondida pot um paredão de 120 metros de altura.. enbira vá descaraterizar.. o mais problema é o impacto na paisagem... junto à ponte.. a cerca de 200 metros do douro, um predio de 3 andares, em vez das vinhas e dos sucalcos e um paredão de 120 m..

isso parece-me que altera a paisagem

quanto ás outras barragens de fio de a´gua.. já estavam aquando da aprovação... agora não podem alterrar nada sem informar a Unesco.

Quanto às outras questões peço-te que te informes

o que te garanto é que o Douro património mundial... não são concelhos.. é uma faixa de várias centenas de metros das margens do rio Douro
e se o Rio Tua separa Alijó de Carrazeda e a própria estação do Tua pertence a Carrazeda e Carrazeda´até próximo do Sabor é também património mundial.

quanto ao não vir nada no site da Unesco.. espero que não chegue a vir

abraço

mario
 
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por MarcoAntonio » 19/10/2011 21:12

Aqui fica a justificação para a inclusão da Região Vinhateira do Alto Douro na lista do património mundial:


Versão curta


Justification for Inscription

Criterion iii The Alto Douro Region has been producing wine for nearly two thousand years and its landscape has been moulded by human activities.

Criterion iv The components of the Alto Douro landscape are representative of the full range of activities association with winemaking – terraces, quintas (wine-producing farm complexes), villages, chapels, and roads.

Criterion v The cultural landscape of the Alto Douro is an outstanding example of a traditional European wine-producing region, reflecting the evolution of this human activity over time.





Versão longa


Long Description

The Alto Douro Region has been producing wine for some 2,000 years and its landscape has been moulded by human activities. The components of the landscape are representative of the full range of activities association with winemaking - terraces, quintas (wine-producing farm complexes), villages, chapels and roads.

Protected from the harsh Atlantic winds by the Marão and Montemuro mountains, the property is located in the north-east of Portugal, between Barqueiros and Mazouco, on the Spanish border. The terraces, by blending into infinity with the curves of the countryside, endow this property with its unique character. The Douro and its principal tributaries, the Varosa, Corgo, Távora, Torto and Pinhão, form the backbone of the nominated property, itself defined by a succession of watersheds. The boundaries correspond to identifiable natural features of the landscape - watercourses, mountain ridges, roads and paths. The landscape in the Demarcated Region of the Douro is formed by steep hills and boxed-in valleys that flatten out into plateaux above 400 m.

The Douro valley is now water-filled behind dams. Soil is almost non-existent, which is why walls were built to retain the manufactured soil on the steep hillsides. It has been created literally by breaking up rocks and is known as 'anthroposoil'. The most dominant feature of the landscape is the terraced vineyards that blanket the countryside. Throughout the centuries, row upon row of terraces have been built according to different techniques. The earliest, employed pre-Phylloxera (pre-1860), was that of the socalcos , narrow and irregular terraces buttressed by walls of schistous stone that were regularly taken down and rebuilt, on which only one or two rows of vines could be planted. The long lines of continuous, regularly shaped terraces date mainly from the end of the 19th century when the Douro vineyards were rebuilt, following the Phylloxera attack. The new terraces altered the landscape, not only because of the monumental walls that were built but also owing to the fact that they were wider and slightly sloping to ensure that the vines would be better exposed to the sun. Furthermore, these terraces were planted with a greater number of rows of vines, set more widely apart, in order to favour the use of more technical equipment such as mule-drawn ploughs.

Transforming the natural environment, clearing the land, and restructuring the hillsides required a great of labour that was brought in from outside. The more recent terracing techniques, the patamares , and the vertical planting that began in the 1970s, have greatly altered the appearance of this built landscape. Large plots of slightly sloping earth-banked land, usually planted with two rows of vines, were laid out to facilitate mechanization of the vineyard. Trials of other systems are continuing with a view to finding alternatives to the patamares and to minimize the impact of the new methods on the landscape. Among the expanse of vineyards remain areas, nevertheless, which have survived untouched since the days of Phylloxera, abandoned socalcos known as mortórios . These have become overrun with native scrub or olive trees. More continuous, regular olive groves have been planted on either side of the land under vine. In the Upper Douro, olive and almond trees represent the dominant crops, although these are slowly being replaced by vines. Along the lower banks of the Douro or on the edges of watercourses on the hillsides are groves of orange trees, sometimes walled. On the heights, above the altitude at which vines can grow, the land is covered with brushwood and scrub and rare coppices. During the long, hot, dry summers of the region, water used to be collected in underground catchments located on the hills or even within a vineyard.

Above, characteristically white-walled villages, medieval in origin, and casais are usually located midway up the valley sides. Around an 18th-century parish church, rows of houses open directly on to the street to form a web of narrow winding roads with notable examples of vernacular architecture. The Douro quintas are major landmarks, easily identified by the groups of farm buildings around the main house. No churches or shrines of any significant value lie in the World Heritage site, although the landscape is dotted with small chapels located high on the hills or next to manor houses.

Source: UNESCO/CLT/WHC


Historical Description

Recent archaeological discoveries have revealed the presence of very ancient human settlements in the more sheltered valleys of the Douro and its tributaries and in neighbouring mountains. The great many Palaeolithic rock carvings found in the extreme eastern area of the Demarcated Douro Region between the valleys of the rivers Côa and Águeda and Douro represent a cultural aggregate that itself is of outstanding universal value.

Seeds of Vitis vinifera have recently been found at the 3-4 thousand year old Buraco da Pala Chalcolithic archaeological site near Mirandela. However, the more significant relics of viticulture and winemaking that have been uncovered date to the Roman occupation and particularly to the end of the Western Empire (3rd and 4th centuries AD). At the beginning of the Christian era, the Romans redefined all the land-use and restructured the economic activities in the entire valley of the Douro. From the 1st century onwards, they either introduced or promoted cultivation of vines, olive trees and cereals (the "cultural trilogy of Mediterranean agriculture"), exploited the numerous sources of mineral water, mined minerals and ore, and built roads and bridges. One of the most important rural sanctuaries in Europe (Panóias, near Vila Real) shows traces of native, Roman, and oriental religious cults.

From the beginning of the Middle Ages, until just before the birth of Portugal as a nation in the 12th century, the valley of the Douro was ruled in turn by the Suevi (5th century), the Visigoths (6th century), and the Moors (8th- 11th centuries). This opening of the region to a communion of assorted, continuously overlapping, cultures is reflected in the traditional collective imagination. The victory of the Christians over the Moors in Iberia does not appear to have interrupted the Douro valley's longstanding tradition of interracial cross-breeding and cultural acceptance.

The valley continued to be occupied. Viticulture increased during a period of the establishment and growth of several religious communities whose importance to the economy was especially noteworthy from the mid-12th century onwards, namely the Cistercian monasteries of Salzedas, São João de Tarouca, and São Pedro das Águias. They invested in extensive vineyards in the best areas and created many notable quintas. The end of the Middle Ages saw an increase in population, agriculture, and commercial exchange as towns and cities grew, particularly walled towns such as Miranda and Porto. Long-distance trade flourished, namely the shipping of products from the region down river to the city of Porto, linked with the major European trading routes. The rising demand for strong wine to supply the armadas led to a new expansion of the regional vineyards, particularly in those areas that were rapidly becoming famous for the quality of their wine.

From the 16th century onwards, the making of quality wines for commercial purposes assumed an increasing importance. Viticulture continued to expand throughout the 17th century, accompanied by advances in the techniques for producing wines and increased involvement in European markets for wine. The first reference to "Port Wine," in a shipping document of wine for Holland, dates to 1675. This period marked the onset of a great volume of trade with England that benefited greatly from the wars between Britain and France. Port rapidly dominated the British market for wine, overtaking those from France, Spain, and Italy. The 1703 Treaty of Methuen between Portugal and England set the diplomatic seal of approval on this trade and granted preferential rights to Portuguese wines. Throughout the 18th century, the fact that the sale of fortified wines from the Douro depended on the British market was reflected by adapting the product to the taste of this market and, at the same time, by a rapid increase in the number of British wine merchants. The British Factory House was founded in Porto in 1727.

Conflicts arose between these commercial interests and the Douro farmers. The latter were forced to accept continuously lower prices, together with the demand for darker, stronger, sweeter wines with a higher alcohol content. The State therefore regulated the production and trade of this vital economic product, initially with the creation, by Royal Charter on 10 September 1756, of the Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. The productive region was formally marked out. Its entire perimeter around the vineyards was carefully demarcated by 335 large rectangular, flat, or semi-circular granite markers. The word FEITORIA and the date on which each was placed in situ (usually 1758, occasionally 1761), was carved on the side facing the road.

This first demarcation represents an early manifestation of unmistakably contemporary practices. It included making an inventory and classifying the vineyards and their respective wines according to the complexity of the region. It created institutional mechanisms for controlling and certifying the product, supported by a vast legislative framework.

The first demarcation enveloped the traditional winegrowing area, mainly in the Lower Corgo. Not until 1788- 92 did the vineyards expand to the Upper Douro. The surge of commercial vineyards eastwards of the gorge, however, only occurred following epidemics of diseases of the vines (especially oidium in 1852 and phylloxera in 1863) that devastated the vines in the traditional wine-growing areas. The regime that relaxed control over production and trade (1865-1907) and the construction of the Douro railway line (1873-87) encouraged this expansion. When in 1907 the State undertook a profound revision of the legislation regulating the winemaking sector, the new demarcation covered the entire area under vines, including the Upper Douro, as far as the Spanish border.

Concurrently, in 1876, Douro farmers began to recover the vineyards that had been damaged by phylloxera. As throughout Europe, the definitive solution only appeared with the introduction of American rootstock on which domestic varieties of vines were grafted. Recovery of Douro viticulture and the introduction of new techniques for planting and training the vines has had a significant impact on the landscape due to the construction of wider socalcos with taller and more geometric walls that are distinctly different from the narrow pre-phylloxera terraces and their lower, tortuous walls.

Throughout the 20th century the Demarcated Douro Region has been subject to several regulatory models. The Interprofessional Committee for the Demarcated Douro Region (CIRDD) was instituted in 1995. The principal regulatory mechanism for production continues to be the system for distributing the benefício, according to which the amount of must that is authorized for making port wine is allocated according to the characteristics and quality of the respective vines. Mechanization was introduced, somewhat hesitantly, in the 1970s to help with some of the more arduous tasks in the vineyard such as the scarifying of the land and bringing with it new wide, earth-banked vineyards and "vertical planting" along steeper hillsides that no longer require building walls to shore up the terraces. The aesthetic impact of these new vineyards on the landscape varies, yet the mountain viticulture of the Douro continues to be carried out almost totally by hand. The rocky nature of the soil, the steep hillsides, and the existing terraces themselves are extremely difficult to adapt to the use of machines, though the product, port wine, is today mostly made in modern, totally mechanized wineries.

Source: Advisory Body Evaluation




Fonte:
http://whc.unesco.org/en/list/1046/
(site da unesco)
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
....amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por MarcoAntonio » 19/10/2011 21:25

O link do documento completo da nomeação:

http://whc.unesco.org/uploads/nominations/1046.pdf


É um bocado pesado mas inclui mapas e fotos da região em causa, algumas das coisas de onde nem se vê o Rio Douro. Deixo o Mapa em anexo (partido em duas partes).
Anexos
rvad-a.JPG
rvad-a.JPG (77.74 KiB) Visualizado 5807 vezes
rvad-b.JPG
rvad-b.JPG (72.12 KiB) Visualizado 5812 vezes
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por mcarvalho » 19/10/2011 21:28

http://www.diariodetrasosmontes.com/douro.html

http://whc.unesco.org/en/list/1046

poderás verificar que Alto Douro vinhateiro , região demarcada do douro e douro património mundial.. não são a mesma coisa

o Douro património mundial é só uma area incluida nas outras designações

Se tiveres oportunidade, aparece 2ª feira no Palácio da Bolsa e terei o maior prazer em te apresentar um dos principais responsáveis pela elaboração de todo o processo de candidatura e que terá o maior prazer em te dar todas as informações.

vou-te enviar o convite de apresentação do novo livro para ti e para quem quiser aparecer


De: CITCEM <citcem@letras.up.pt>
Data: 14 de Outubro de 2011 15:46
Assunto: «Roriz - História de uma quinta no coração do Douro» - CONVITE
Para: citcem@letras.up.pt



Paul Symington, João van Zeller e Edições Afrontamento têm o prazer de convidar V. Exa. para a sessão de lançamento do livro da autoria de Gaspar Martins Pereira, Roriz - História de uma quinta no coração do Douro, que terá lugar no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, no Porto, no dia 24 de Outubro de 2011, às 18.30 horas.
O livro será apresentado por Vasco da Graça Moura.

desculpa mas não consigo anexar o convite
 
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