Assunto: Artigo de jornal russo sobre Portugal. (no coments)

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Assunto: Artigo de jornal russo sobre Portugal. (no coments)

por savatage » 30/10/2010 16:51

Assunto: Artigo de jornal russo sobre Portugal
Nunca pensei ler algo semelhante no Pravda:
Jornal Pravda.ru

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo "liberal" de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais para o atoleiro da miséria.

E não é, assim, porque eles são portugueses.

Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, contornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e à Austrália.

Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.

O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?

Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?

Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente, controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.

Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?

Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.

E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.

Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?

O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?

Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram bilhões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.

A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.

Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.

O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.

Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini, Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.

Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.

E ele é um dos melhores?

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.

Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).

E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.

O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%)

Concordo com o sacrifício (1%)

Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.

Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!

É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.

Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.

Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.

Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certos, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável

Timothy Bancroft-Hinchey

Pravda.Ru
 
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Re: Assunto: Artigo de jornal russo sobre Portugal. (no come

por mais_um » 30/10/2010 17:00

savatage Escreveu:Assunto: Artigo de jornal russo sobre Portugal
Nunca pensei ler algo semelhante no Pravda:
Jornal Pravda.ru

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo "liberal" de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais para o atoleiro da miséria.

E não é, assim, porque eles são portugueses.

Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, contornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e à Austrália.

Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.

O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?

Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?

Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente, controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.

Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?

Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.

E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.

Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?

O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?

Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram bilhões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.

A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.

Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.

O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.

Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini, Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.

Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.

E ele é um dos melhores?

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.

Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).

E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.

O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%)

Concordo com o sacrifício (1%)

Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.

Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!

É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.

Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.

Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.

Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certos, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável

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Não? Estamos a falar de um comunista inglês, a escrever num jornal comunista ou parecido.
"Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele, e depois vence-te em experiência! " Mark Twain
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por nikos » 30/10/2010 17:10

A parte anti Uniao Europeia e EUA nao vale a pena comentar, quanto ao resto digo 2 coisas:
1º ainda somos conhecidos por esse mundo. já nao somos grandes, mas, ainda herdamos alguns predicados da nossa história, como a lingua p.e., que nos poderiam ajudar a erguer.
2ºcomunismos a parte, do que disse sobre Portugal, n estarao mais de 75% de verdades?
 
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por Crómio » 30/10/2010 18:52

O Pravda acabou em 1991, o que existe agora é uma edição on-line e apesar de ser dentro da mesma orientação, não tem nada a ver com o Pravda de 1912-1991 que era um Orgão Oficial do Comite Central do Partido Comunista Russo.



Duvido que quem assinou o artigo seja o autor, o vocabulário, as expressões e descrição da situação são de quem vive em Portugal.

Não deixa de ser um ponto de vista engraçado, apesar de muito parcial e limitado.
There are two kinds of investors: those who don't know where the market is headed, and those who don't know that they don't know.

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por 1_Mac_3 » 30/10/2010 19:36

Pois eu concordo totalmente com o artigo, independentemente de quem o escreveu. Resumidamente explica o fracasso da nossa economia.

Um abraço
 
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por fafite » 30/10/2010 19:39

Não entervistou a pessoas certas de certeza absoluta.

Será que ele falou com as pessoas em russolês?
 
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Grande artigo!

por latrinaxxl » 30/10/2010 20:06

:clap: :clap: :clap: :clap:
Grande artigo a meter o dedo na ferida e no principal culpado do estado do país: o Aníbal!! Ainda teve/ tem a coragem de se candidatar (e ganhar) a PR... Ainda falam mal do Sócrates os que têm pouca memória da pancadaria na ponte 25 de Abril encomendada pelo actual PR. Graças a alguma inteligência (não graças a deus- não acredito) não tenho partido e consigo ter alguma distância para observar o bom e o mau de todos (ao contrário do futebol que só consigo ver um bom :mrgreen: ).
À parte de algum rancor anti-Europa que se sente neste artigo, 95% está no ponto (infelizmente).
No jogo da bolsa, as mãos fracas e fortes estão sempre a perder, quem ganha sempre é a "casa" (corretoras e bancos).
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por migluso » 30/10/2010 20:14

santa ignorância... :(

EDIT: ou: santa propaganda...
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por ferreira10 » 30/10/2010 22:15

Encontrei o link do dito artigo.Confesso que pensava que era propaganda.
Na verdade, faltava por aqui o link que nos encaminha-se para o dito artigo.De modo a confirmar a veracidade da existência do tal artigo.

Concordo com a ideia de que tenha sido escrito por alguém residente em Portugal.

Muito sinceramente, acho o artigo falacioso.Com algumas verdades misturadas.

http://www.moscowtopnews.com/?area=postView&id=2111
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por latrinaxxl » 30/10/2010 22:54

Se a ignorância é santa, a estupidez é... :?:
No jogo da bolsa, as mãos fracas e fortes estão sempre a perder, quem ganha sempre é a "casa" (corretoras e bancos).
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por A-330 » 30/10/2010 22:59

ferreira10 Escreveu:
Muito sinceramente, acho o artigo falacioso.Com algumas verdades misturadas.

http://www.moscowtopnews.com/?area=postView&id=2111


Este comentário é apenas um dos exemplos do que acontece com o povo português.

Todos concordam que o país está uma desgraça , que os nossos políticos são uns fantoches e ladrões , mas quando aparece alguém lúcido a dizer umas verdades( se for um estrangeiro , pior) dizem logo que é falacioso , que não é bem assim , etc.

Qual foi a mentira que o homem escreveu??
O que me assusta é que um estrangeiro de um país longíquo tenha esta imagem tão realista de Portual. Isto significa que esta é a imagem institucional que Portugal está a passar.

Mas quando os críticos são portugueses , o povo ,rebanho manso , também critica !!
Ao Medina Carreira que já há anos previa este cenário , chamam de velho do restelo , chato , louco , etc.
A Manoela Moura Guedes chamavam de má jornalista , sensacionalista,discutiam se ela fazia plásticas,etc.

Quando é que este povo vai acordar ???? Já há algum tempo que venho a tentar definir a atitude do povo português :
Não sei se é orgulho , aquele tão grande que cega. Se é inconsciência por não se informarem do que passa À sua volta , não sei se é covardia , medo de não sei do que,etc.
Às vezes até pareçe que vivemos na Coréia do Norte onde todos parecem ter medo do regime ... Acho esta atitude doentia !!!

A verdade é que enquanto o povo não for inteligente e corajoso para ser crítico o suficiente (ou não tratar esta doença epidêmica), o caminho para aqueles corruptos e incompetentes que estão no poder está livre e desimpedido.

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por ferreira10 » 30/10/2010 23:19

A-330 Escreveu:
ferreira10 Escreveu:
Muito sinceramente, acho o artigo falacioso.Com algumas verdades misturadas.

http://www.moscowtopnews.com/?area=postView&id=2111


Este comentário é apenas um dos exemplos do que acontece com o povo português.

Todos concordam que o país está uma desgraça , que os nossos políticos são uns fantoches e ladrões , mas quando aparece alguém lúcido a dizer umas verdades( se for um estrangeiro , pior) dizem logo que é falacioso , que não é bem assim , etc.

Qual foi a mentira que o homem escreveu??
O que me assusta é que um estrangeiro de um país longíquo tenha esta imagem tão realista de Portual. Isto significa que esta é a imagem institucional que Portugal está a passar.

Mas quando os críticos são portugueses , o povo ,rebanho manso , também critica !!
Ao Medina Carreira que já há anos previa este cenário , chamam de velho do restelo , chato , louco , etc.
A Manoela Moura Guedes chamavam de má jornalista , sensacionalista,discutiam se ela fazia plásticas,etc.

Quando é que este povo vai acordar ???? Já há algum tempo que venho a tentar definir a atitude do povo português :
Não sei se é orgulho , aquele tão grande que cega. Se é inconsciência por não se informarem do que passa À sua volta , não sei se é covardia , medo de não sei do que,etc.
Às vezes até pareçe que vivemos na Coréia do Norte onde todos parecem ter medo do regime ... Acho esta atitude doentia !!!

A verdade é que enquanto o povo não for inteligente e corajoso para ser crítico o suficiente (ou não tratar esta doença epidêmica), o caminho para aqueles corruptos e incompetentes que estão no poder está livre e desimpedido.

A330


A330

Concordas inteiramente com qualquer ou toda a afirmação que tenha sido produzida neste artigo?Ou haverá alguma afirmação que aches que poderia ser melhorada?Não me digas que alinhaste a tua frequência de forma cirúrgica com cada palavra e toda a afirmação do artigo?Sem que te quedasses por um instante de forma critica?Se assim foi, foste sugestionado! Já que nem por um instante usaste a tua capacidade de pensar.

Se discordas de alguma palavra ou afirmação mal colocada, é razoável que sejas cauteloso e concluas que não obstante haver algumas verdades achas que ele é falacioso.Certo?
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por migluso » 30/10/2010 23:38

A-330 Escreveu:Qual foi a mentira que o homem escreveu??

A330


- Definir Sócrates como liberal é um insulto para quem se define como tal, e só acredita em semelhante mentira quem não sabe o que é o liberalismo;

- Não é a União Europeia que diz para reduzirmos o défice. São os mercados, os credores. Alguma vez se cumpriu o Pacto de Estabilidade? Não. Mas cumprimos com as exigências do mercado, e ainda bem. Só é pena terem chegado tão tarde porque agora custa mais.

- Por acaso as agências de rating são as responsáveis pela nossa dívida? Foram elas que gastaram o dinheiro dos contribuintes mal gasto? Demagogia.

- A União Europeia é o resultado de homens visionários, que tinham em mente a criação de um sistema que garantisse paz e prosperidade para os povos europeus. Se não estivéssemos integrados no projecto europeu, estaríamos melhor? Honestamente não sei, mas duvido.

- As medidas de austeridade pecam por tardias. Se tivessem sido seriamente implantadas em 2002, possivelmente não estaríamos sob os holofotes dos credores e o acesso ao crédito não nos seria negado por estes. Portanto, o que o autor defende, mais défice, não é solução para um país que já não tem acesso ao crédito. E mais, ainda bem que não podemos criar dinheiro fictício, como alguns economistas que defendem a saída do euro quereriam. Deste modo, somos obrigados a fazer o que é necessário, e pode ser que a nossa mentalidade finalmente mude.

- De resto, na parte que dou razão ao autor, é que dinheiro que não custe a ganhar acaba quase sempre por ser mal gerido. Por isso é que defendo o oposto do que o autor defende. Irónico, não é?

Que Portugal está uma desgraça do ponto de vista económico, social e político é um facto.

Que a solução seja a via do comunismo não. Antes pelo contrário.

Edit: Erro ortográfico
Editado pela última vez por migluso em 31/10/2010 0:02, num total de 1 vez.
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por ferreira10 » 30/10/2010 23:51

migluso Escreveu:
A-330 Escreveu:Qual foi a mentira que o homem escreveu??

A330


- Definir Sócrates como liberal é um insulto para quem se define como tal, e só acredita em semelhante mentira quem não sabe o que é o liberalismo;

- Não é a União Europeia que diz para reduzirmos o défice. São os mercados, os credores. Alguma vez se cumpriu o Pacto de Estabilidade? Não. Mas cumprimos com as exigências do mercado, e ainda bem. Só é pena terem chegado tão tarde porque agora custa mais.

- Por acaso as agências de rating são as responsáveis pela nossa dívida? Foram elas que gastaram o dinheiro dos contribuintes mal gasto? Demagogia.

- A União Europeia é o resultado de homens visionários, que tinham em mente a criação de um sistema que garantisse paz e prosperidade para os povos europeus. Se não estivéssemos integrados no projecto europeu, estaríamos melhor? Honestamente não sei, mas duvido.

- As medidas de austeridade pecam por tardias. Se tivessem sido seriamente implantadas em 2002, possivelmente não estaríamos sobre os holofotes dos credores e o acesso ao crédito não nos seria negado por estes. Portanto, o que o autor defende, mais défice, não é solução para um país que já não tem acesso ao crédito. E mais, ainda bem que não podemos criar dinheiro fictício, como alguns economistas que defendem a saída do euro quereriam. Deste modo, somos obrigados a fazer o que é necessário, e pode ser que a nossa mentalidade finalmente mude.

- De resto, na parte que dou razão ao autor, é que dinheiro que não custe a ganhar acaba quase sempre por ser mal gerido. Por isso é que defendo o oposto do que o autor defende. Irónico, não é?

Que Portugal está uma desgraça do ponto de vista económico, social e político é um facto.

Que a solução seja a via do comunismo não. Antes pelo contrário.


Muito bem! A isto é que se chama sentido critico.

Acrescento que o texto em questão, assemelha-se a uma colecção (colagem) de considerações que foram produzidas na imprensa Portuguesa;tais como a observação que vai no sentido de considerar que alguns Portugueses gostariam de ser Espanhóis.

Esta colecção de considerações, algumas delas resultaram quer se queira quer não, curiosamente, de algum questionamento sistemático que os Portugueses tem. Foi embrulhada num invólucro apelativo; a grandiosidade dos "feitos" dos Portugueses.Uma forma de enfatizar ainda mais a nossa desgraça.

Um abraço.
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por migluso » 31/10/2010 0:00

ferreira10 Escreveu:
Acrescento que o texto em questão, assemelha-se a uma colecção (colagem) de considerações que foram produzidas na imprensa Portuguesa;tais como a observação que vai no sentido de considerar que alguns Portugueses gostariam de ser Espanhóis.

Esta colecção de considerações, algumas delas resultaram quer se queira quer não, curiosamente, de algum questionamento sistemático que os Portugueses tem. Foi embrulhada num invólucro apelativo; a grandiosidade dos "feitos" dos Portugueses.Uma forma de enfatizar ainda mais a nossa desgraça.

Um abraço.


Típico da propaganda, área onde os comunistas são mestres.
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Faz lembrar o que Antero de Quental escreveria...

por bboniek33 » 31/10/2010 0:05

...se estivesse ainda entre noos:

"...
mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
..."
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por varus » 31/10/2010 0:29

O artigo diz muitas verdades, e o após 25A foi um grande desastre, embora ,a entrada na CEE, foi sim plesmente uma tentativa de solucionar grande parte dos problemas estruturais, com ajudas da CEE e do seu mercado para escoar produtos, mas era uma espada de dois gumes , e actualmente estamos conhecer o outro, o mercantilismo puro está a destruir a nossa economia .
A china está destruir Portugal e outros países mais fracos, a Alemanha está a consentir, porque de uma forma astuta , se preparou e armadilhou.
Os anjinhos dos nossos politicos e empresários , não compreenderam o jogo, estavam maravilhados com fundos.
Mais uma vez estamos na m..., como já estamos , desde 1824,Salazar e a sua estratégia e governação foi uma esperança, o oásis .
Os parasitas mediocres da politica apoderaram-se do poder, vai ser necessário um novo Salazar, um estadista que queira, limpar a podridão, e escolha uma equipa que nada tenha haver com a politica.

Portugal foi grande , porque soube aproveitar as oportunidades e tinha estadistas e uma estratégia de longo prazo, e todo o seu povo estava mobilizado , com D.joão II, D Manuel, embora tenha havido um erro capital terrivel, que foi a conversão forçada dos judeus, e a perseguição dos cristãos novos, a "nação portuguesa" que dominava económicamente o mundo.

D. sebastião , ao contrário que muito se diz , foi um grande rei, e a sua imagem está alterada , mas de uma forma positiva. Portugal estava cercado pelo império castelhano e uma nova ameaça aparece em marrocos , o império otomano, a situação era complexa, arriscou , e perdeu. Será que teria outra oportunidade , não.O seu esforço não foi em vão, os otomanos não controlaram marrocos.
No domingo estive a visitar Guadalupe , onde houve o célebre encontro com Filipe II e este recusa ajuda, e posteriormente , boicota o recrutamento em espanha, e compra e suborna figuras politicas em marrocos.
Resumindo, a condições estavam criadas para um desastre.

Actualmente, Portugal está abandonado á sua sorte,devido , á ingenuidade permanente de muitos politicos e militares desde o 24 abril de 1974, até faz lembrar a história de D. sebastião.

Salazar, é maior estadista dos últimos 200 anos, e a história recente , já está dar razão.
 
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por fafite » 31/10/2010 0:33

varus Escreveu:O artigo diz muitas verdades, e o após 25A foi um grande desastre, embora ,a entrada na CEE, foi sim plesmente uma tentativa de solucionar grande parte dos problemas estruturais, com ajudas da CEE e do seu mercado para escoar produtos, mas era uma espada de dois gumes , e actualmente estamos conhecer o outro, o mercantilismo puro está a destruir a nossa economia .
A china está destruir Portugal e outros países mais fracos, a Alemanha está a consentir, porque de uma forma astuta , se preparou e armadilhou.
Os anjinhos dos nossos politicos e empresários , não compreenderam o jogo, estavam maravilhados com fundos.
Mais uma vez estamos na m..., como já estamos , desde 1824,Salazar e a sua estratégia e governação foi uma esperança, o oásis .
Os parasitas mediocres da politica apoderaram-se do poder, vai ser necessário um novo Salazar, um estadista que queira, limpar a podridão, e escolha uma equipa que nada tenha haver com a politica.

Portugal foi grande , porque soube aproveitar as oportunidades e tinha estadistas e uma estratégia de longo prazo, e todo o seu povo estava mobilizado , com D.joão II, D Manuel, embora tenha havido um erro capital terrivel, que foi a conversão forçada dos judeus, e a perseguição dos cristãos novos, a "nação portuguesa" que dominava económicamente o mundo.

D. sebastião , ao contrário que muito se diz , foi um grande rei, e a sua imagem está alterada , mas de uma forma positiva. Portugal estava cercado pelo império castelhano e uma nova ameaça aparece em marrocos , o império otomano, a situação era complexa, arriscou , e perdeu. Será que teria outra oportunidade , não.O seu esforço não foi em vão, os otomanos não controlaram marrocos.
No domingo estive a visitar Guadalupe , onde houve o célebre encontro com Filipe II e este recusa ajuda, e posteriormente , boicota o recrutamento em espanha, e compra e suborna figuras politicas em marrocos.
Resumindo, a condições estavam criadas para um desastre.

Actualmente, Portugal está abandonado á sua sorte,devido , á ingenuidade permanente de muitos politicos e militares desde o 24 abril de 1974, até faz lembrar a história de D. sebastião.

Salazar, é maior estadista dos últimos 200 anos, e a história recente , já está dar razão.

Credo... que salsichada...

Diz me uma coisa onde é que está a novidade?

Isto não tem ponta por onde se pegue!
 
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por Marco Martins » 31/10/2010 13:26

ferreira10 Escreveu:Encontrei o link do dito artigo.Confesso que pensava que era propaganda.
Na verdade, faltava por aqui o link que nos encaminha-se para o dito artigo.De modo a confirmar a veracidade da existência do tal artigo.

Concordo com a ideia de que tenha sido escrito por alguém residente em Portugal.

Muito sinceramente, acho o artigo falacioso.Com algumas verdades misturadas.

http://www.moscowtopnews.com/?area=postView&id=2111


Sem dúvida que o texto é de algum português e muito certamente do PCP ou BE.

Curiosamente só fazem referências a tempos de democracia e não questionam todas as nacionalizações "cegas" feitas em 1975.

Enquanto os políticos portugueses não compreenderem que o país só terá um crescimento sério com o contributo de todos os partidos (desde a direita á esquerda), então continuaremos a andar ao sabor do vento.

É natural as pessoas terem crenças extremas, mas em cada uma das visões dos partidos existe algo de positivo, e é nisso que o país tem de investir e acreditar.

É natural que todos queiram o melhor para Portugal... temos é de aprender a ouvir aquilo que cada um acredita ser o melhor.
 
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Ah pois ee, deve ser...

por bboniek33 » 31/10/2010 14:21

Marco Martins Escreveu:
ferreira10 Escreveu:Encontrei o link do dito artigo.Confesso que pensava que era propaganda.
Na verdade, faltava por aqui o link que nos encaminha-se para o dito artigo.De modo a confirmar a veracidade da existência do tal artigo.

Concordo com a ideia de que tenha sido escrito por alguém residente em Portugal.

Muito sinceramente, acho o artigo falacioso.Com algumas verdades misturadas.

http://www.moscowtopnews.com/?area=postView&id=2111


Sem dúvida que o texto é de algum português e muito certamente do PCP ou BE.

Curiosamente só fazem referências a tempos de democracia e não questionam todas as nacionalizações "cegas" feitas em 1975.

Enquanto os políticos portugueses não compreenderem que o país só terá um crescimento sério com o contributo de todos os partidos (desde a direita á esquerda), então continuaremos a andar ao sabor do vento.

É natural as pessoas terem crenças extremas, mas em cada uma das visões dos partidos existe algo de positivo, e é nisso que o país tem de investir e acreditar.

É natural que todos queiram o melhor para Portugal... temos é de aprender a ouvir aquilo que cada um acredita ser o melhor.


Nao me parece texto originaario da gangorra. Esses rapazes defendem com sabedoria extrema o grande desenvolvimento que deram aa Nac,ao.

Sim, sim, nao ee da gangorra de certeza absoluta.
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excelente artigo

por amon_CALD » 1/11/2010 6:34

Excelente artigo! Aqui se diz uma verdade que os media tendem a ignorar... o maior responsável da crise que é o senhor Aníbal Cavaco Silva... Os caneiros tendem a não quer ver, muitos porque fazem parte do rebanho! Normalmente num jogo de dominó as primeiras pedras numa pirâmide são os politicos que encadeadas por níveis. Não caindo as primeiras pedras, os níveis inferiores continuam a proteger-se até à base! Eu sei muitos de vós têm partido, o português conhece bem a expressão tomar partido, e claro um partido não é mais que tomar partido! Então finge-se que o próximo que virá do outro partido, será melhor, quando na verdade as trupes são as mesmas. Seja PS ou PSD venderam este pais porque infelizmente este país é constituido por analfabetos e ignorantes, que não fazem mais que discar o disco repetido, ora de partidos, TVs, rádios etc. O Português sempre teve um complexo de inferioridade ao ponto sempre de achar, que os modelos dos países vizinhos são os melhores, mas nunca soube olhar para dentro e ver as virtudes e defeitos que este povo tem. A cultura do Português é sempre a golpada , o chico esperto, o mal educado, o invejoso etc. Na verdade o português é o país do fado, que não é mais que um choro, aquele choro que faz as crianças mamarem!!!!
 
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por santinati » 1/11/2010 8:55

Artigo fiel dos factos.
Só os cegos e a Boyada é que não vêem.
Este é um país de palhaços.
 
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Re: excelente artigo

por Automech » 1/11/2010 9:25

amon_CALD Escreveu:O Português sempre teve um complexo de inferioridade ao ponto sempre de achar, que os modelos dos países vizinhos são os melhores, mas nunca soube olhar para dentro e ver as virtudes e defeitos que este povo tem. A cultura do Português é sempre a golpada , o chico esperto, o mal educado, o invejoso etc.


Gostei da lista de virtudes que enumeraste...
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Re: excelente artigo

por Marco Martins » 1/11/2010 12:21

amon_CALD Escreveu:Excelente artigo! Aqui se diz uma verdade que os media tendem a ignorar... o maior responsável da crise que é o senhor Aníbal Cavaco Silva... Os caneiros tendem a não quer ver, muitos porque fazem parte do rebanho! Normalmente num jogo de dominó as primeiras pedras numa pirâmide são os politicos que encadeadas por níveis. Não caindo as primeiras pedras, os níveis inferiores continuam a proteger-se até à base! Eu sei muitos de vós têm partido, o português conhece bem a expressão tomar partido, e claro um partido não é mais que tomar partido! Então finge-se que o próximo que virá do outro partido, será melhor, quando na verdade as trupes são as mesmas. Seja PS ou PSD venderam este pais porque infelizmente este país é constituido por analfabetos e ignorantes, que não fazem mais que discar o disco repetido, ora de partidos, TVs, rádios etc. O Português sempre teve um complexo de inferioridade ao ponto sempre de achar, que os modelos dos países vizinhos são os melhores, mas nunca soube olhar para dentro e ver as virtudes e defeitos que este povo tem. A cultura do Português é sempre a golpada , o chico esperto, o mal educado, o invejoso etc. Na verdade o português é o país do fado, que não é mais que um choro, aquele choro que faz as crianças mamarem!!!!


Será que aqueles que criticam o sr. Cavaco Silva, se recordam de como o país estava antes?
Teve a entrada do FMI, teve juros acima de 20% e acham que nesse altura estava tudo bem?
 
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Re: excelente artigo

por fafite » 1/11/2010 17:53

Marco Martins Escreveu:
amon_CALD Escreveu:Excelente artigo! Aqui se diz uma verdade que os media tendem a ignorar... o maior responsável da crise que é o senhor Aníbal Cavaco Silva... Os caneiros tendem a não quer ver, muitos porque fazem parte do rebanho! Normalmente num jogo de dominó as primeiras pedras numa pirâmide são os politicos que encadeadas por níveis. Não caindo as primeiras pedras, os níveis inferiores continuam a proteger-se até à base! Eu sei muitos de vós têm partido, o português conhece bem a expressão tomar partido, e claro um partido não é mais que tomar partido! Então finge-se que o próximo que virá do outro partido, será melhor, quando na verdade as trupes são as mesmas. Seja PS ou PSD venderam este pais porque infelizmente este país é constituido por analfabetos e ignorantes, que não fazem mais que discar o disco repetido, ora de partidos, TVs, rádios etc. O Português sempre teve um complexo de inferioridade ao ponto sempre de achar, que os modelos dos países vizinhos são os melhores, mas nunca soube olhar para dentro e ver as virtudes e defeitos que este povo tem. A cultura do Português é sempre a golpada , o chico esperto, o mal educado, o invejoso etc. Na verdade o português é o país do fado, que não é mais que um choro, aquele choro que faz as crianças mamarem!!!!


Será que aqueles que criticam o sr. Cavaco Silva, se recordam de como o país estava antes?
Teve a entrada do FMI, teve juros acima de 20% e acham que nesse altura estava tudo bem?
Pois é verdade, concordo que ele fez asneiras, mas tambem fez coisas boas, aliás se bem me lembro na altura a maioria dos portugueses apoiava o aque ele fazia, tanto assim que ganhou outros mandatos.
 
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