Entrevista a JAS

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Entrevista a JAS

por Ulisses Pereira » 4/2/2009 12:08

Vamos retomar as entrevistas a membros do Caldeirão. Entretanto, achámos interessantes recuperar esta entrevista que o JAS teve a amabilidade de nos dar em 2005.


Nick: JAS

Nome Verdadeiro: O que as iniciais indicam e que consta por extenso no Bilhete de Identidade que, por acaso coincide, com o que está na Carta de Condução e no Cartão de Contribuinte.

Idade: desconhecida mas seguramente com 2 dígitos

Naturalidade: Lisboa, Portugal.

Profissão: Auto-Reformado com Horário Flexível e Engº Civil fora das horas da Euronext

Clube de Futebol: Os Belenenses, clube muito simpático e conhecido por ganhar aos grandes e perder com os pequenos.

Religião: Budista, mais na barriga do que na mente.

Filiação Partidária: Nenhuma, mas grande simpatia por qualquer um não marxista e que me baixe os impostos.





Há quantos anos negoceia em bolsa?

JAS: Desde pequenino... E como já cresci há muito, isso significa bastantes anos...

Já andava na Bolsa em 1973, assisti ao descalabro de 1974 e à ausência de mercado durante vários anos e isso deixou-me vacinado por um largo período.

Regressei aos mercados e mais a sério em finais de 1995 e ganhei bastante nos 4 anos seguintes.

Em 2000 apanhei o meu primeiro verdadeiro Bear Market e não estava preparado para ele. Costumo dizer que foi em 2001 que mais aprendi e que foi um “curso” caríssimo...



Que produtos costuma negociar? (acções em Portugal, acções no estrangeiro (onde?), Warrants, CFDs, Futuros, Opçoes, Forex, outros)?

JAS: Apenas negoceio acções e warrants. Nas acções apenas costumo andar num número muito reduzido de títulos do nosso PSI que escolho por razões de AF e onde entro muitas vezes por razões de AT, por indicações dos cof’s ou por simples feeling.



Qual o horizonte temporal que utiliza para negociar nos mercados (curto/médio/longo prazo)?


JAS: É verdade que escolho os títulos em termos de médio prazo mas na prática para mim só existe curto prazo.

Estando habitualmente on-line o curto-prazo até pode significar intraday sendo frequente fazer vendas parciais e recompras.



Qual o seu perfil de risco?

JAS: Sempre fui um jogador de poker... Gosto de jogadas arriscadas com alto potencial de lucro se correrem bem.

De qualquer forma o meu risco é controlado pois utilizo a regra de “só meter na bolsa o capital que não me fará falta no espaço de 1 ano”.



Já li várias vezes dizer que não é um “ATzinho” (suponho estar a referir-se a análise Técnica). Porque diz isso?

JAS: Tenho uma formação onde abunda a matemática e, entre outras coisas, também tive cadeiras de estatística.

Por isso sou muito céptico na aplicação da AT a títulos cuja base estatística é reduzida (volume diminuto) como é o caso de 75% do nosso PSI.

Toda a gente sabe que houve tempos em que me entretive a fabricar gráficos de algumas Small Caps e que até o cheguei a fazer num título do PSI.

Podem calcular o gozo que deu - on-line no CafedaEsquina - quando vimos aparecerem de imediato AT’s de alguns conhecidos Analistas...



Pode explicar-nos qual o método que utiliza para negociar?

JAS: Antigamente eu costumava responder que utilizava “uma fórmula muito complexa com 22,4% de AF, 14,7% de AT, 13,4% de cafeína, 8,8% de açúcar, 26,4% de nicotina.

Os restantes 14,3%, mais difíceis de explicar, eram elementos compostos pois teríamos as análises do Marco_António, a opinião contrária de um Visitante qualquer, o inverso dos palpites da Pata-Hari, a bola de cristal da minha vizinha, as dicas do meu primo Jin sobre os mercados asiáticos e, sobretudo, o facto de perder sempre dinheiro com o Tio Belmiro”.

Hoje em dia, como tenho uma lista de títulos muito mais reduzida, acabo por os conhecer relativamente bem e consigo ver muita coisa nos cof’s que passaram a ser a minha principal fonte de informação.

Pode-se dizer que gosto de adivinhar “fundos” e que ando sempre à procura do momento certo olhando para vários indicadores de AT.

Depois de escolhido o título e adquirida uma posição tenho duas hipóteses:

:arrow: Se acertei, e o título subiu de imediato, procuro fazer uma venda parcial para diminuir o meu break point e mantenho o resto da posição até me convencer que a subida fica por aí.

:arrow: Se a minha previsão foi errada, e o título ainda desceu, cometo normalmente o “erro” de reforçar a posição num novo fundo esperando acertar desta vez...

Em warrants já me deixei de aventuras e abandonei os activos que quase não mexem no intraday. Fiquei reduzido à PTC e ao DAX.

Acabo por utilizar neles a mesma estratégia, que uso nas acções, embora recorra mais frequentemente no intraday a vendas parciais e recompras tentando baixar o break point.



Define targets/objectivos nos seus negócios? De que modo?

JAS: Normalmente apenas defino se o activo “vai subir” ou “vai baixar” e já é querer advinhar muito.

Posso pensar “até quanto” mas corrijo frequentemente o valor e/ou a estratégia à medida que os dias passam.

Para sair utilizo muito o feeling.

O meu maior problema dá-se quando as mais-valias ou menos-valias já são grandes e o meu feeling me diz para não sair...



Faz algum Money Management quando investe? Em caso afirmativo, pode descrever um pouco como o faz?

JAS: No verdadeiro significado da expressão não o faço nem penso que isso se justifique.

Quando vejo os ”teóricos” a fazerem cálculos complicados para gerirem, por exemplo, carteiras de 5.000 euros acho sempre que nunca fizeram contas ao custo da hora de trabalho deles...



Pode contar-nos a história do seu maior ganho (em %) e da sua maior perda (em %) até hoje?

JAS: Tanto um caso como outro aconteceram em 2004 que foi um ano de extremos.

Como publico a Carteira é fácil ver quais foram mas posso repetir aqui.

:arrow: A maior perda deu-se com warrants da PTC (strike 9,00, maturidade Junho) quando andávamos em plena CAP. A PTC tinha-me habituado a uma regularidade de subida-correcção, eu estava com 13 trades consecutivos todos positivos, estava com uma confiança imensa na infalibilidade das minhas previsões... Houve o 11 de Março, a queda que se seguiu não se limitou a uma simples correcção, a cotação nunca ultrapassou os 9,00 nos 3 meses seguintes. No final o warrant valeu zero, a perda foi de 100% e o investimento era muito grande.

:arrow: O maior ganho foi sem dúvida com warrants do DAX quando na 2ª quinzena de Agosto, contra tudo e contra todos, achei que estávamos num fundo e entrei longo na zona dos 3650 pontos. Fiz diversos trades sucessivos até ao final do ano onde se aproximou dos 4300 pontos. É difícil contabilizar em % o somatório dos ganhos dos diversos trades mas viu-se que a Carteira passou de uma rentabilidade de –60% para +60% e que isso se deveu essencialmente ao DAX... E é fácil fazer a conta de quanto se teria ganho com um warrant que inicialmente poderia valer 1,00 e que no final valeria 7,50.



Costuma colocar no forúm do Caldeirão um post com um resumo mensal da sua carteira em %. Que pretende com isso?


JAS: Não é mensal mas sim diário o que dá muito mais trabalho...

Inicialmente, quando comecei em 2003, era um desafio a mim próprio para me auto-disciplinar. Obrigava-me a justificar entradas e saídas e isso implicava que teria que haver mesmo razões para elas...

Depois, quando comecei a usar warrants, terá havido uma altura muito didáctica, para mim e para todos os leitores, pois geraram-se discussões interessantes sobre esses produtos.

Quando estive na “mó de baixo” foi uma altura bem divertida por um lado (pois gosto muito de discussões acesas...) e bem desagradável por outro (pois conheci a verdadeira faceta de alguns membros...) mas não era altura para parar. Não tenho feitio para desaparecer ou para mudar de nick...

No final de 2004, após uma recuperação muito acima do que eu próprio esperava, é verdade que pensei acabar com a publicação mas acabei por continuar. Talvez por simples inércia.

Mas a verdadeira razão talvez tenha sido a de ajudar a minha amiga Pata a lançar um site de Bolsa...



De acordo com a sua carteira, é um fiel adepto da JMT (Jerónimo Martins SGPS). Pode explicar-nos de onde vêm essa paixão?

JAS: Conheço bastante bem a génese da JMT, a sua alteração accionista, e as apostas em novos mercados. Sou um fervoroso adepto do investimento a Leste em detrimento de uma América Latina, com os seus altos e baixos, com o samba sempre ao de cima e com a sua instabilidade intermitente.

Portanto a JMT teria que ser uma das minha acções preferidas em termos de AF e de médio prazo.



Acha que estamos em Bear ou Bull market? Porquê?

JAS: Estamos num Bull Market evidente.

O que nos interessa, em termos bolsísticos, é detectarmos as transições entre Bear e Bull pois é a altura mais perigosa dos mercados na qual se pode perder mais dinheiro por simples erro de avaliação. Nessas alturas é conveniente analisarmos aquela lista de 15 ou 20 sinais que nos ajudam a definir em qual deles estamos.

Depois, se os índices estão com LTA’s, não vale a pena andar a perguntar o “porquê?”...



Respostas rápidas:

Um pomba mensageira disse-nos ao ouvido que o senhor gosta de negociar warrants sobre a PTC e Turbo Warrants (TW) sobre o indice do DAX:



Frequência? Sempre...


Fica com “eles” para o dia seguinte? Em geral sim. Já me habituei que no DAX se ganha mais a dormir, ou seja no diferencial fecho-abertura, do que no intraday.


Nos TW, já foi Knocked-out alguma vez? Duas vezes. E não haverá duas sem três. Em ambas por ter ido contra a minha convicção e ter adquirido puts do DAX.


Se tivesse que classificar estes produtos em apenas uma palavra, qual seria? Lucrativos.


Entre todos os produtos disponiveis no mercado para investir, qual o que melhor se adapta as suas necessidades? Porquê?

JAS: Na componente mais arriscada os warrants são o meu produto ideal e procuro investir neles 1/3 do capital. Eles serão responsáveis por 75% dos lucros ou perdas.

Mas estou consciente que posso perder integralmente esse capital, como já aconteceu, e adoptei a estratégia de manter 2/3 em acções para dispor do capital necessário para voltar ao princípio nos warrants. Sem ter que fazer Aumentos de Capital como no ano passado...



Que espera do ano 2005, a nível pessoal e a nível de Portugal?

JAS: Profissionalmente, e pela amostra destes primeiros dias, vai ser um ano cheio de trabalho com novos desafios numa profissão que gosto de dizer que só tenho “nas horas vagas”.

A nível do país estou bastante céptico pois “as moscas são as mesmas”...



De todos os nicks que conhece, qual/quais lhe merece/merecem mais respeito?

JAS: Haveria vários mas não vou citar nenhum pois seria chato esquecer-me de algum. Apenas confesso que ando com saudades da Consciência...



Finalmente e mudando de assunto: sei que é um adepto confesso do gozo de férias nas Maldivas. Que sentiu quando soube que as ilhas também tinham sido atingidas pelo Tsunami do dia 26 de Dezembro?

JAS: Por acaso sabia alguma coisa sobre as “ondas gigantes” pois aquela do Algarve apanhou-me em pleno mar. Portanto não me pareceu que o tsunami provocasse grandes danos nas Maldivas atendendo a que não havia propriamente uma linha de costa.

De qualquer forma tentei contactar os amigos de lá e só fiquei descansado quando o consegui 48 horas depois.

Hoje em dia as Maldivas têm uma nova atracção para os amantes do mergulho pois houve um enorme incremento de “construções submarinas”... Os water-bungalows navegaram como barquinhos e afundaram...



Já agora: que é feito do seu plimo Jin-Achim-Sim? Quando volta com mais noticias de Xangai?

JAS: O “plimo Jin” tal como o “primo Joao Abdul” tiveram a sua época numa fase divertida do Caldeirão.

O primeiro dedica-se agora apenas às massagens em Xangai e já aumentou o número de chinezinhas.

Do segundo apenas se sabe que emigrou para uma ilhota do Pacífico antes da invasão do Iraque...



Para todos o desejo de Bons Negócios em 2005.





Agradecemos o seu tempo e disponibilidade para responder às nossas perguntas.

Bons negócios e o desejo de um óptimo ano de 2005.
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por ClyssaN » 4/2/2009 12:46

Bastante interessante.

Boa iniciativa.
 
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por tiagopt2 » 4/2/2009 14:45

É muito curioso ficarmos a conhecer melhor algumas das figuras de marca do caldeirão :)
Excelente iniciativa :wink:
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por CerealKiler » 4/2/2009 16:03

dois senhores numa amena cavaqueira, e a ensinar um pouco aos mais novos. 8-)
 
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Re

por JAS » 4/2/2009 21:34

CerealKiler Escreveu:dois senhores numa amena cavaqueira, e a ensinar um pouco aos mais novos. 8-)


Apenas uma correcção sem grande importância:
A entrevista poderia muito bem ter sido dada ao Ulisses mas, nessa altura, quem tratou do assunto foi o Alex Tomás.

Os anos passam, os mercados mudam.
Muita coisa continua verdadeira mas muitas outras mudaram nestes 4 anos.

Um abraço,
JAS
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por mpfreitas » 5/2/2009 2:03

SIM ..isto é sabedoria

Warrants ao principio quase todos perdem ..muito..

Mas pode-se ganhar bastante...se se apeender..

as minha preferencias:Dax Cac nasdaq100

Uma opiniao "junior"
 
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por sunseeker » 7/2/2009 20:42

Olá a todos,

Mais uma vez registo aqui a minha admiração pelo nosso druida, nesta boa entrevista.

Gostei das posições manifestadas pelo JAS e quero agradeçer os seus post que leio à muitos anos.

Pelos post's que tenho visto do nosso druida este indica sempre que nos encontramos a aguardar por mais indicadores para poder tomar uma posição BULL, e justifica a sua opinião com linhas de resistência do PSI20, que eu compreendo.

Não acho que a posição "BULL claramente" do JAS tenha sido devidamente justificada, como alias o nosso druida justamente alerta tudo e todos constantemente, justifiquem as vossas opiniões...

Somos todos consensuais que a evolução dos mercados antecipa a evolução da economia, somos todos consensuais que antes do mercado BULL accionista têm de ser criadas pelo menos condições favoráveis para o início de liquidez nos mercados de dívida incluindo o obrigacionista.

Na minha modesta opinião vivemos uma crise global motivada pelo endividamente excessivo de empresários e familias que demorará muitos e longos anos para esvaziar, isto é a população quase endividou a próxima geração. Sem capitais disponíveis para o consumo e com aversão ao risco não existem condições para o aumento dos lucros das empresas e a sua consequente subida de cotações em bolsa.

Não existindo potencial nas empresas e sem mercado de divida ou obrigacionista a funcionar o mercado BEAR irá prevalecer.

Em conclusão : BEAR MARKET em 2009, 2010, com possibilidade de início de BULL MARKET na transição de 2010 para 2011 ou durante 2011

A ver vamos quem tem razão :!:
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Re

por JAS » 8/2/2009 2:16

sunseeker Escreveu:Não acho que a posição "BULL claramente" do JAS tenha sido devidamente justificada, como alias o nosso druida justamente alerta tudo e todos constantemente, justifiquem as vossas opiniões...


Não percebeste que esta entrevista foi dada em finais de 2004...

Por acaso, nessa altura, também muita gente dizia que o BULL só chegaria uns 3 ou 4 anos depois.

Um abraço,

JAS
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Re: Re

por MarcoAntonio » 8/2/2009 2:28

JAS Escreveu:Não percebeste que esta entrevista foi dada em finais de 2004...

Por acaso, nessa altura, também muita gente dizia que o BULL só chegaria uns 3 ou 4 anos depois.

Um abraço,

JAS


Em finais de 2004 a vasta maioria dos investidores estava Bullish.

Claro que podemos sempre dizer que há muitos Bears em qualquer momento que estejamos porque eles (em termos absolutos) são sempre muitos. Mesmo que em termos relativos estejam em franca minoria.

Como era o caso de finais de 2004, onde diga-se, já iamos bem adiantados no Bull Market e onde a larga maioria estava Bullish...
Bons Negócios,
Marco Antonio
Caldeirão de Bolsa

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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
....amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por sunseeker » 8/2/2009 11:03

:oops: :roll: Desculpem, 2004, de facto não percebi começei logo a ler as respostas e não imaginei que repiscaçem a entrevista

Desculpe JAS :oops:
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