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Bancos Portugueses Beira da Falência-BPP Falência Iminente..

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

por Las_Vegas » 5/9/2010 15:09

No meu caso concreto, tenho documentos oficiais do BPP, onde está bem claro que são verdadeiros Depósitos a Prazo.
Temos um candidato a Presidente da República (Dr. Manuel Alegre), que fez publicidade em revistas aos depósitos BPP.


Sugiro que comece por pedir a esses dois o que lhe é devido.

Pela parte que me toca lamento sinceramente mas não estou disponível para mais uma vez pagar a azelhice alheia (não a sua note-se, mas a dos gestores dos bancos que deram o berro).
 
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por Nunooo » 6/9/2010 3:11

Pata-Hari Escreveu:Economy, explica-me o que é uma aplicação de capital garantido, por favor. Quem é que garante o capital?


Quem garante o capital é obviamente o banco (não ha duvidas quanto a isso), mas a questão que, a meu ver, se poem neste caso não é essa. Segundo sei (e eu de bancos, contabilidade e finanças perceo muito pouco ou quase nada), um banco qd faz uma aplicação em que garante o capital na maturidade e se compromete a pagar um determinado juro, tal como acontece num vulgar deposito a prazo, deve registar esse "dinheiro" como PASSIVO do banco. Obviamente que ao cliente que faz o deposito nao compete saber se o banco o regista como passivo ou activo. O que aconteceu no BPP ( isso foi reconhecido pelo BdP e pela CMVM), foi que o banco garantia o capital mas na contabilidade naõ o registava como passivo (ou seja nao fazia os aumentos de capital necessarios para poderem dar essa garantia). È absurdo pensar que um cliente tenha que verificar a contabilidade do banco para saber como foi contabilizada a sua aplicação. È aqui que se coloca o problema: o BPP era um banco registado no Banco de Portugal e na CMVM e auditado pela Delloite. Cabe ás entidades de supervisão garantir que os bancos quando garantem o capital de um deposito fazem as respectivas provisoes contabilisticas para o poderem fazer. Se o BPP nao o fez de quem é a resposabilidade???
em primeiro lugar da administração do BPP porque se trata de uma burla, mas é tambem das entidades de supervisaõ, que exitem para que situações destas ou outras nao possa ser cometidas levianamente.

A nao ser assim, ninguem nos daria garantias que qd fazemos um deposito num outro banco este nao possa fazer exactamente a mesma coisa do que fez o BPP.

E as auditorias aos bancos, não servem tambem para detectar este tipo de contabilidade enganosa??

Imeginemos por absurdo que amanha o MONTEPIO entrava em insolvencia e se vinha a descobrir que todos os depositos a prazo tinham sido afinal aplicados em activos de risco! Seria justo que fossem os clientes a ficar sem o seu dinheiro se as autoridades de supervisão nao cumprem os propositos para que existem???

Aliás, o facto de que houve resposabilidades evidentes das autoridades de supervisão no caso do BPP salta á vista porque foi apartir deste caso que a CMVM e o BdP se preocuparam em alterar a forma como os depositos a prazo passaram a ser comercializados e publicitados, bem como passaram a obrigar os bancos a prestar muito mais informação aos clientes acerca dos produtos que comercializam.

Uma achega ainda em relaçao aos juros que o BPP pagava; para muita gente isto serve de "alibi" para
condenar os clientes do banco pois forma gananciosos na medida em que qd se recebe um juro demasiado acima do valor medio de mercado deve-se desconfiar.
1 - Hoje em dia a tx de juro media para os DP anda, julgo eu nos 2,8%, mas ha bancos a fazer depositos a prazo com taxas de 4%; devemos desconfiar destes bancos?????
2 - Na altura, e no caso dos ditos produtos de capital garantido a taxa de juro oferecida pelo BPP era de 5% (TANB). Na altura tive do BES uma taxa de juro de 4,75% e do BCP 4,8% (lembro que estavamos no periodo em que as taxas dos DP atingiram valores recordes). Ora, se um banco oferece mais 0,5% do que a taxa de outro banco devemos desde logo suspeitar dessas taxas e desse banco???

Quanto a mim, o problema do BPP foi resolvido da forma que foi apenas devido à sua pouca expressao. O mesmo problema num banco de maior dimensaõ, tinha sido resolvido sem qualque prejuizo para os clientes, caso contrario haveria uma revolução em Portugal.
 
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por Pata-Hari » 6/9/2010 7:25

Nunoo, concordo contigo. É absolutamente verdade o que dizes. Por isso a solução encontrada e possível foi "autonomizar" o patrimonio, criando um fundo com os activos em causa tal como deveriam ter sido feito de inicio.

Nota no entanto que quando se está a trazer à baila o tema da garantia de capital, se está a querer dizer que aplicações com risco deveriam ter capital garantido não pela instituição que o garantiu mas pelo estado. Não gostarias tu de ir pedir de volta o dinheiro que perdeste em cada trade em bolsa? eu gostaria. Nota igualmente que existem hoje no mercado aplicações iguais e que mais uma vez não existe nenhum supervisor a cair em cima dessa(s) instituições. E os clientes continuam a meter lá dinheiro e ninguém se queixa.
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por Automech » 6/9/2010 8:38

Do ponto de vista formal, como é que um depósito a prazo é considerado depósito a prazo (não, não bebi nada, é uma dúvida que me ocorreu).

E como é que o mesmo fica garantido pelo fundo de depósitos ?

Um simples documento do banco onde conste a menção 'depósito a prazo' é suficiente, do ponto de vista formal ?
 
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por keromais » 6/9/2010 11:19

[quote="Pata-Hari"]Nunoo, concordo contigo. É absolutamente verdade o que dizes. Por isso a solução encontrada e possível foi "autonomizar" o patrimonio, criando um fundo com os activos em causa tal como deveriam ter sido feito de inicio.

Nota no entanto que quando se está a trazer à baila o tema da garantia de capital, se está a querer dizer que aplicações com risco deveriam ter capital garantido não pela instituição que o garantiu mas pelo estado. Não gostarias tu de ir pedir de volta o dinheiro que perdeste em cada trade em bolsa? eu gostaria. Nota igualmente que existem hoje no mercado aplicações iguais e que mais uma vez não existe nenhum supervisor a cair em cima dessa(s) instituições. E os clientes continuam a meter lá dinheiro e ninguém se queixa.[/quote]


Este fórum para ser credível,deveria ter a utilidade de informar e não de manipular como é o caso.
É lamentável a teimosia de Pata-Hari, tentar confundir e baralhar para reinar, misturando coisas totalmente distintas, ou seja aplicações de risco com capital garantido.
No caso BPN a Pata-Hari,acha normal que o governo tenha salvado os "mafiosos" deste banco com o dinheiro dos contribuintes e que tenha pago a todos, mesmo aos que investiram em produtos de risco SLN.
Por outro lado, aos clientes do BPP que fizeram Depósitos a Prazo e têm provas disso mesmo, acha muito bem, que o governo mentiroso e desonesto tenha mandado criar um Fundo de Investimento para os continuar a roubar, enquanto aos outros depositantes do BPP os privilegiou pagando-lhes a totalidade, hipotecando em seu favor o dinheiro dos depósitos dos restantes depositantes.

A Pata-Hari tem defendido esta "criminalidade" com unhas e dentes e tem ajudado a transformar o caso BPP numa espécie de "Casa Pia".
Eu sei quais os motivos que te movem, mas já agora,se tem outros que eu desconheça, seria bom que fosses tu a explicar porque razões defendes os "mafiosos" e tammanha barbaridade.
Editado pela última vez por keromais em 6/9/2010 19:20, num total de 1 vez.
 
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por Nunooo » 6/9/2010 11:20

Pata-Hari Escreveu:
Nota no entanto que quando se está a trazer à baila o tema da garantia de capital, se está a querer dizer que aplicações com risco deveriam ter capital garantido não pela instituição que o garantiu mas pelo estado..


Marta eu nao quero dizer isso. O que eu acho é que quando um banco garante o capital, seja em que produto o faz, devem ser as autoridades de supervisaõ a fiscalizar se esse banco tem condições ou nao para o fazer, e verificar se essa garantia foi devidamente provisionada na contabilidade do banco.


Pata-Hari Escreveu:
Nota igualmente que existem hoje no mercado aplicações iguais e que mais uma vez não existe nenhum supervisor a cair em cima dessa(s) instituições. E os clientes continuam a meter lá dinheiro e ninguém se queixa.


Agora é a minha vez de concordar inteiramente contigo. Mas de quem é a culpa: do cliente que mete lá o dinheiro porque nao percebe nada de balanços de bancos e acredita que os bancos não podem publicitar uma coisa e depois fazer outra, ou das entidades de supervisão que sabem da existencia dessas aplicações e nada fazem?
Como é timbre em Portugal, enquanto as coisas correm bem, ninguem faz nada ninguem diz nada, mas quando dão para o torto a culpa morre sempre solteira, e o elo mais fraco da cadeia (o cliente bancário) é sempre aquele que acaba por ficar com o "prejuizo".
 
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por keromais » 6/9/2010 19:18

..
 
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por Pata-Hari » 6/9/2010 21:05

Economy, todos os clientes que conheço que tinham DPs, reaveram o seu dinheiro há muito tempo.

( E aproveito para clarificar ou esclarecer que enquanto moderadora, tenho o direito e a obrigação de alertar e de chamar à atenção. Sempre fiz e sempre farei.

Tenho também a obrigação de eliminar todos os insultos aos participantes, nos quais me incluo. Portanto, por favor, eu não te insulto, agradeço que faças o mesmo porque seria chato ter que eliminar a tua opinião.)

Nunoo, a supervisão deve existir e ser bem feita. Tal como a policia deve poder evitar crimes. O problema é que nem sempre adivinham nem agem a tempo ou são competentes que chegue. Eu tenho que fazer a minha parte para me proteger tanto quanto possível.

Há uns tempos falava com um cliente do BPP e perguntava-lhe se achava que o que tinha era um DP. E a senhora dizia-me que também tinha DPs e que esses, conseguiu reaver. Mas que no resto, claro que não, claro que sabia que eram carteiras com activos de risco que aliás apareciam discriminados.
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por keromais » 7/9/2010 0:03

Pata-Hari

Não é verdade que todos os que fizeram depósitos no BPP tenham recebido o seu dinheiro, e quanto aos outros que apesar de terem garantia de capital, não consideras depósitos, eu até sei qual o motivo.
Pergunto mais vez, porque razão o governo considerou alguns como Depósitos e os pagou, e aos outros manda-os para tribunal.
Já agora, porque razão também pagou a alguns clientes do BPN, esses sim, que não tinham direito a receber porque eram produtos de risco sem garantia de capital?
(Já sei que a esta e outras questões delicadas não respondes)!..................
Também sei o porquê!......
Com certeza, se fosses vítima duma situação tão criminosa e desonesta como esta, não tomarias as posições que tens tomado.
Se a minha opinião, que é realmente a pura verdade te incomoda e ofende ao ponto de me ameaçares expulsar devido à tua posição e ao lugar que ocupas, como é que me hei-de sentir com tanta provocação e mentira escrita neste fórum?
Dizem que somos uma democracia, que há liberdade de expressão, mas, já começa a ser prática corrente neste país quando as verdades incomodam, manda-se calar as pessoas.
As minhas verdades são atestadas por conceituados escritórios de advogados, pelo Tribunal de Contas, pela CMVM e Comunidade Europeia.
Se neste fórum não é possível expressar a verdade, pois então será melhor me expulsares, seguindo o péssimo exemplo dos responsáveis deste país, e a confirmar-se a impossibilidade de dizer a verdade, também me deixa de interessar frequentar este fórum.
 
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por tonirai » 7/9/2010 0:22

economy Escreveu:Se a minha opinião, que é realmente a pura verdade te incomoda e ofende ao ponto de me ameaçares expulsar devido à tua posição e ao lugar que ocupas, ...

Parece-me que já anteriormente deturpaste as palavras que te foram dirigidas, e é o que voltas a fazer agora...
A Pata pediu que não se entrasse pela via de insultos, referindo e bem que para além de interveniente neste diálogo, ela é antes de mais Moderadora do forum, cuja função (entre outras) passa por apagar as mensagens insultuosas... o que ela disse foi para moderares os teus ataques pessoais, sobre pena de ter de te apagar os posts - nunca ameaçou expulsar-te! :roll:

economy Escreveu:As minhas verdades são atestadas por conceituados escritórios de advogados, pelo Tribunal de Contas, pela CMVM e Comunidade Europeia.

Pois se confias que assim é, o problema não é assim tão grande... mais luta, menos luta, no fim vencerás.
Para quê tanto "barulho" e confusão?
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por MarcoAntonio » 7/9/2010 0:27

Em relação à primeira parte (a que diz respeito à moderação e ao que a Pata disse), bem "dizido", tonirai.


(a outra parte, a dos bancos, não me quero meter... lol)
Bons Negócios,
Marco Antonio
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por Serrano » 7/9/2010 13:10

De facto parece que há uma diferente atitude das pessoas relativamente ao bpp e ao bpn. No bpn o governo pagou tudo dps, garantido, não garantido... até pagou o papel comercial que era dívida dos anteriores accionistas, que não era dívida do banco!
 
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por Elias » 3/10/2010 12:53

Rendeiro pode ser ilibado do caso BPP
2 de Outubro, 2010
por Luís Rosa

Advogado de clientes não acredita que João Rendeiro venha a ser acusado pelo Ministério Público no caso BPP. Luís Miguel Henriques diz que é díficil provar os crimes de burla e de falsificação de documento

Luís Miguel Henriques, advogado de clientes do BPP - Banco Privado Português, diz que o caso «terminará na falta de responsabilidade penal» de João Rendeiro, ex-presidente do banco que foi recentemente declarado insolvente pelo Banco de Portugal em Abril último.

O DIAP de Lisboa, liderado pela procuradora-geral adjunta Maria José Morgado, está a investigar o caso BPP desde Novembro de 2008, tendo Rendeiro sido constituído arguido em Julho de 2009.

A convicção do jurista assenta nas dificuldades de recolha de prova por parte do MP - Ministério Público e está expressa no seu livro A Face Oculta do BPP - obra que será lançada na próxima semana.

Ausência de dolo

Miguel Henriques, que apresentou uma queixa-crime contra a administração de João Rendeiro em Dezembro de 2008, assegura que as dificuldades começam por aquele que seria alegadamente o crime mais fácil de provar: falsificação de documento.

A suspeita deste crime, entre outras situações, assenta no facto de não terem sido inscritas provisões de cerca de 750 milhões de euros na contabilidade do banco para acautelar os depósitos de clientes a quem o BPP garantiu o capital investido acrescido de um juro de 5%.

Contudo, Miguel Henriques acredita que «muito dificilmente poderá existir responsabilidade criminal de João Rendeiro» por ausência de «dolo», uma vez que o ex-presidente do BPP «solicitou um parecer jurídico» à PLMJ (sociedade do advogado José Miguel Júdice) «do qual resultou que estes clientes não deveriam ser espelhados no balanço». «Houve excesso de zelo da parte» de Rendeiro.

Quanto aos crimes de burla e de abuso de confiança, pelo facto de o BPP ter vendido o produto de retorno absoluto como um simples depósito a prazo, quando, na realidade, o dinheiro era investido em aplicações financeiras de alto risco no estrangeiro, a prova será ainda mais frágil. «O ex-presidente do BPP já afirmou que nunca esteve envolvido na operações de retorno absoluto. A fim de não ser responsabilizado, poderá lançar mão de depoimentos de terceiros» que sustentem as suas afirmações, diz Henriques.

A única forma de contornar esta dificuldade é provar que a administração do BPP deu ordens escritas aos seus comerciais para garantirem aos clientes que os produtos de retorno absoluto não tinham risco.

O próprio MP também tem dificuldades legais. O crime de insolvência dolosa, por exemplo, é inexistente, porque um dos pressupostos do crime obriga a uma declaração judicial de insolvência. Ora, os bancos, como aconteceu com o BPP, são declarados insolventes através do Banco de Portugal - que, após retirar a licença ao banco, requer ao Tribunal do Comércio a constituição de uma Comissão Liquidatária.

Os gestores do BPP, por outro lado, também não podem ser investigados pelo crime de administração danosa - pois este é um crime que apenas se aplica ao sector público.

luis.rosa@sol.pt
 
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por Automech » 3/10/2010 13:52

Eu não vou discutir se o homem é culpado ou não é culpado mas irrita-me profundamente que já andemos nisto à tanto tempo (e com perspectivas de continuar por muito mais), quando do outro lado do Altlantico o Madoff foi julgado em pouco mais de 6 meses.

É caso para dizer que, se não sabem fazer, vão lá aprender...
 
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Três gestores do BPP desviaram 100 milhões de euros

por Las_Vegas » 12/1/2011 10:42

Fonte: BPIOnline

Três gestores do BPP desviaram 100 milhões de euros

Um inquérito da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários indica que foram desviados do Banco Privado Português cerca de 100 milhões de euros.

Segundo escreve o "Correio da Manhã" de hoje, os outros dois administradores, além de Rendeiro, são Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital.

Estes ilícito já terão sido comunicados ao Ministério Público que, no âmbito do processo-crime que decorre em paralelo, já arrestou milhões de euros em contas e bancárias situadas em vários paraísos fiscais, para garantir o retorno do dinheiro.

A investigação, conduzida pela unidade da Polícia Judiciária que combate o crime económico e com a supervisão do DIAP, já estará na fase final, aguardando as autoridades pelos pedidos de informação enviados para os paraísos fiscais para onde o dinheiro foi enviado.

Os investigadores ter-se-ão visto com dificuldades devido ao elaborado esquema financeiro detectado, que usa complexos procedimentos bancários de forma a dissimular o destino do dinheiro.

Foram entretanto feitas várias buscas, que permitiram apreender milhares de documentos. O banco e as residências dos administradores (bem como as dos seus familiares) também foram passados a pente fino pela polícia, que apreenderam suporte informático que poderá ajudar a encontrar o rasto do dinheiro.

Recorde-se que ontem, em audição parlamentar, o ministro Teixeira dos Santos disse aos deputados que as contra-garantias dadas pelo Estado, no âmbito do empréstimo de 450 milhões de euros ao banco por várias outras entidades bancárias portuguesas, valem quase 600 milhões de euros. "As contra-garantias estatais, segundo o Banco de Portugal, continuam a ter um valor superior ao empréstimo", garantiu.
 
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para recordar

por mcarvalho » 12/1/2011 10:53

mcarvalho
 
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por Pata-Hari » 21/1/2011 21:32

Comunicado
Clientes do BPP vão ser indemnizados
Maria Ana Barroso
21/01/11 18:15


--------------------------------------------------------------------------------

As indemnizações pagarão, no máximo, 25 mil euros por titular de conta.
. O Sistema de Indemnização aos Investidores (SII) vai ressarcir os antigos clientes do Banco Privado Português (BPP).

Num comunicado enviado há pouco, a comissão directiva do SII confirma que, depois de a banca ter perdido a batalha judicial que tinha travado para impedir o ressarcimento aos clientes, estes vão ser indemnizados.

O Tribunal de Pequena Instância de Lisboa considerou improcedentes as providências cautelares para impedir o accionamento do SII que tinham sido colocadas pelos bancos, que consideravam que este sistema de protecção não devia ser aplicado neste caso.

"Perante a actual situação dos processos cautelares não subsistem impedimentos ao prosseguimento do accionamento do SII ocasionado pela situação do BPP", lê-se no comunicado de hoje.

O SII vai pagar o diferencial entre o capital investido e o montante que os clientes vão recuperar através do fundo especial de investimento criado no ano passado. Indemnizações que pagarão, no máximo, 25 mil euros por titular de conta.

"Tendo em vista a efectivação dos pagamentos das indemnizações aos investidores no mais curto espaço de tempo possível, a Comissão Directiva do Sistema deliberou, em 20 de Janeiro de 2011, desencadear os procedimentos que ainda se revelem necessários à completa determinação do universo dos investidores titulares do direito à indemnização", adianta ainda o comunicado.

Comunicado
Clientes do BPP vão ser indemnizados
Maria Ana Barroso
21/01/11 18:15


--------------------------------------------------------------------------------

As indemnizações pagarão, no máximo, 25 mil euros por titular de conta.
. O Sistema de Indemnização aos Investidores (SII) vai ressarcir os antigos clientes do Banco Privado Português (BPP).

Num comunicado enviado há pouco, a comissão directiva do SII confirma que, depois de a banca ter perdido a batalha judicial que tinha travado para impedir o ressarcimento aos clientes, estes vão ser indemnizados.

O Tribunal de Pequena Instância de Lisboa considerou improcedentes as providências cautelares para impedir o accionamento do SII que tinham sido colocadas pelos bancos, que consideravam que este sistema de protecção não devia ser aplicado neste caso.

"Perante a actual situação dos processos cautelares não subsistem impedimentos ao prosseguimento do accionamento do SII ocasionado pela situação do BPP", lê-se no comunicado de hoje.

O SII vai pagar o diferencial entre o capital investido e o montante que os clientes vão recuperar através do fundo especial de investimento criado no ano passado. Indemnizações que pagarão, no máximo, 25 mil euros por titular de conta.

"Tendo em vista a efectivação dos pagamentos das indemnizações aos investidores no mais curto espaço de tempo possível, a Comissão Directiva do Sistema deliberou, em 20 de Janeiro de 2011, desencadear os procedimentos que ainda se revelem necessários à completa determinação do universo dos investidores titulares do direito à indemnização", adianta ainda o comunicado.

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por pdcarrico » 22/1/2011 14:14

Cada linha que leio deste episódio faz-me lembrar o que eu passei com a falência da Refco em 2005. Naturalmente que o interlocutor que tínhamos enquanto clientes era a própria Refco, que assegurava que as nossas contas (usadas para trading cambial) e que não eram remuneradas eram tratadas como um património autónomo. A empresa da qual era cliente era a RefcoFX, uma LLC de Delaware e que pertenceria a uma holding que teria supostamente registo na NFA.

Possivelmente não iria ser ingénuo de achar que eles não pegariam nesse capital para aplicações de money market que renderiam um juro residual. Mas sempre imaginei que esse dinheiro fosse tratado como um património autónomo.

EM 2005, descobriu-se que o CEO escondia perdas milionárias numa das muitas holdings com nome Refco, essa sediada num paraíso fiscal (creio que nas ilhas Cayman). À primeira reacção quis saber as implicações e logo me garantiram que nada se passava e que a subsidiária com a qual trabalhava era absolutamente sólida e rentável. E era .. só que existem às vezes credores corporativos que têm garantias solidárias sobre todas as empresas do grupo.

Abreviando a história ... consegui levantar parte do dinheiro ... talvez porque não tenha "comprado" a ideia de que tudo iria correr bem. Passados poucos dias, as contas foram congeladas, o processo foi a tribunal, e nós fomos tratados como credores comuns.

Recuperamos 40% do valor de balanço, e não foi o facto de o caso ser julgado em NY, onde supostamente a justiça deveria ser mais "justa", que nos ajudou. No final de contas credores corporativos fortes, obrigacionistas, chegaram a receber mais do que nós.

E sinceramente vos digo - sempre me considerei diligente e cuidadoso a procurar segurança. Afinal de contas a Refco era a corretora independente maior do mundo.
Pedro Carriço
 
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por Elias » 21/4/2011 11:20

Câmara de Viseu tem um milhão de euros depositados no BPP
20 de Abril de 2011 | 17:22

O presidente da câmara de Viseu, Fernando Ruas, ameaçou hoje apresentar mais de um milhão de euros depositados no Banco Privado Português (BPP) como garantia de pagamento de dívidas para com o Estado.

Esta verba, mais de um milhão de euros, é o remanescente de um total de sete milhões que a câmara de Viseu, através de concurso público, depositou no BPP e não conseguiu reaver depois de um Estado ter ordenado que o setor público não pode ir buscar verbas àquela entidade bancária, que foi intervencionada.

“Tínhamos este dinheiro a reaver mas, com os problemas que o BPP atravessou, veio o ministro (das Finanças) dizer que o setor público não receberia deste banco”, lamentou o autarca de Viseu. Perante este cenário, Fernando Ruas admitiu hoje numa reunião com os presidentes de junta de freguesia do concelho apresentar aquele valor como crédito nalguma dívida para com o poder central.

Diário Digital /Lusa
 
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por Elias » 30/12/2011 23:21

Clientes do BPP indemnizados já em Janeiro
Maria Ana Barroso
30/12/11 16:32
economico

3.857 clientes do antigo BPP vão finalmente receber até 25 mil euros por titular da conta de investimento.

Os clientes do falido Banco Privado Português (BPP) vão ser finalmente indemnizados pelo Sistema de Indemnização aos Investidores (SII) no mês de Janeiro, soube o Económico. A terceira semana de Janeiro é apontada como a mais provável para o pagamento das indemnizações.

Em causa estão 3.857 antigos clientes do BPP que subscreveram produtos designados de "retorno absoluto" e que receberão agora, no total, cerca de 83 milhões de euros por parte do sistema de protecção dos investidores. Cada titular de conta receberá, do SII, um montante máximo de 25 mil euros, de acordo com o que está previsto nas regras deste sistema de protecção.

Tal como adiantou recentemente o Económico, os bancos e restantes sociedades que contribuem para o SII foram notificados há cerca de duas semanas para procederem à injecção de 83 milhões de euros destinados a reembolsar os ex-clientes do BPP.

Os antigos clientes do banco vão ser parcialmente ressarcidos pelas perdas que registaram nos produtos de retorno absoluto que eram vendidos pelo BPP e que ofereciam uma garantia de capital. O SII pagará o diferencial entre o capital investido e o montante que os clientes vão recuperar através do fundo especial de investimento criado em 2010. Esse fundo tem estado a gerir as carteiras de activos em que estavam investidas as poupanças dos clientes do banco.

Até ao momento não foi ainda possível obter um comentário do próprio SII.
 
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por Specialx » 30/12/2011 23:39

E quem tinha carteiras de acções ???
 
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por Elias » 8/7/2012 16:05

Estado em risco de gastar mais 143 milhões com BPP
04 Julho 2012
dn.pt

A Inspeção Geral das Finanças concluiu que o Estado arrisca-se a pagarir 143 a 248,6 milhões de euros aos clientes que transferiram o dinheiro para o fundo do BPP.

O "Diário Económico" escreve que a factura deo Estado com o fim do Banco Privado Português (BPP) pode vir a somar um novo custo, de entre 142,9 e 248,6 milhões de euros. Um custo que resulta da garantia estatal concedida em 2010 aos ex-clientes do bano que transferiram os títulos que detinham em produtos de retorno absoluto para um fundo especial de investimento (FEI) fechado e de gestão passiva.
Em troca, os antigos clientes do banco receberam unidades de participação correspondentes ao montante investido nesses ativos e uma garantia do Estado. Se, no final dos quatro anos de maturidade do FEI, o fundo não render o suficiente para recuperar o investimento - e descontado o que os clientes já receberam via Sistema de Indemnização aos Investidores - o Estado assegura a diferença, em até 250 mil euros por participante.
 
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por Elias » 11/2/2013 20:05

Ministério Público acusa três ex-administradores do BPP
11 Fevereiro 2013, 18:48 por Jornal de Negócios | jng@negocios.pt

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O Ministério Público já concluiu a investigação ao caso BPP e terá já proferido despacho de acusação contra três administradores: João Rendeiro, Salvador Fezas Vital e António Paulo Guichard.

O Ministério Público encerrou a investigação e proferiu despacho de acusação contra três ex-administradores do BPP pela prática de um crime de burla qualificada em co-autoria, de acordo com uma nota publicada no site da Procuradoria Geral Distrital de Lisboa.

“Em 8 de Fevereiro, o Ministério Público encerrou a investigação e proferiu despacho de acusação num dos processos que integram o chamado Caso BPP - Banco Privado Português.

Neste inquérito, iniciado em Fevereiro de 2010 e ora encerrado, foi deduzida acusação contra três ex-administradores do BPP, pela prática de 1 crime de burla qualificada, em co-autoria”, revela a mesma fonte.

“Os factos objecto deste processo relacionam-se com uma operação de aumento de capital, realizada no veículo de investimento ‘Privado Financeiras’, em 2008, estando em causa prejuízos para cerca de uma centena de ofendidos, prejuízos até agora contabilizados em valor aproximado a 41 milhões de euros”, acrescenta a mesma fonte.

Os administradores em causa são João Rendeiro, Salvador Fezas Vital e António Paulo Guichard, que eram os únicos administradores alvo de acusações.

(Notícia em actualização)
 
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por rnbc » 11/2/2013 21:29

Não vá alguém esquecer esta pérola, publicada 15 dias antes do estoiro :mrgreen:
Anexos
rendeiro.jpg
João Rendeiro, um banqueiro de sucesso.
rendeiro.jpg (39.46 KiB) Visualizado 2843 vezes
However elegant the method we should occasionally look at the results.
 
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por PC05 » 12/2/2013 13:49

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Vamos ser roubados
11/02/13 00:09 | João Cotrim de Figueiredo


Lamento informar que todos nós vamos ser roubados num montante de 7.000 milhões de euros. Na verdade, o roubo já ocorreu mas tudo indica que nada seja feito para recuperar o dinheiro, nem para punir todos os responsáveis.

Como já devem ter percebido, falo do caso BPN, o maior e mais escandaloso caso de fraude de que há memória em Portugal. E que se encaminha para ser o maior e mais escandaloso fiasco da Justiça portuguesa.

O julgamento do caso BPN tem 16 arguidos e mais de 300 testemunhas. Teve início a 15 de Dezembro de 2010 e até hoje, passados cerca de 800 dias, houve audiências em pouco mais de 120 dias nos quais se conseguiu ouvir o estonteante número de 9 (leu bem, nove!) das 300 testemunhas. A este ritmo, uma decisão de primeira instância demorará, pelo menos, 5 anos. A que se seguirão os recursos. A que seguirão as aclarações de sentença.

Verdade seja dita, o juiz presidente, Luís Ribeiro, tem feito o possível para expeditar os procedimentos. Mas esbarra rapidamente nas manobras de dilação dos advogados de defesa e na inépcia da nossa máquina judicial. Ao longo destes dois anos o juiz já veio a público reconhecer que não tem salas para as audiências, que os 180 (!) armários de que dispõe não são suficientes para guardar as centenas de milhares de páginas do processo e, até, de que o velhinho computador portátil que lhe foi atribuído bloqueia com tal frequência que atrasa os trabalhos.

Perante este cenário, a prescrição parece mais uma certeza do que uma possibilidade. E a impunidade dos responsáveis será, de novo, uma realidade. E o que pergunto é se a gravidade dos crimes, a dimensão dos montantes em causa e as implicações políticas e morais de um falhanço do sistema judicial não justificam, neste caso, uma intervenção direta da ministra da Justiça que evite este desfecho.

Se a morosidade da Justiça pode resultar na impunidade dos responsáveis, a morosidade da investigação pode significar que não se recuperem os milhares de milhões de euros desviados em transações ilícitas, muitas das quais não registadas no balanço do BPN. Este tipo de movimento, mesmo através de ‘offshores', deixa um rasto que se torna mais difícil de seguir a cada dia que passa. E isso significa que seremos todos nós, os contribuintes, a suportar os 7.000 milhões de euros que o Estado injetou e irá injetar na Parvalorem, na Parups e na CGD. Todos nós seremos roubados pelo Oliveira e Costa e a sua pandilha.

Ao insistir nas responsabilidades que agora impendem sobre as entidades judiciais e judiciárias não pretendo branquear outras responsabilidades, igualmente graves e verdadeiramente vergonhosas, dos governos, da CMVM e, sobretudo, do Banco de Portugal ao longo deste processo. Mas também não pretendo esquecer aqueles que lutam para esclarecer este caso até ao fim.

Por isso, presto tributo ao jornalista Pedro Coelho pela recente Grande Reportagem da SIC e à determinação dos deputados nas comissões parlamentares de inquérito, em especial o notável trabalho de Nuno Melo (CDS), mas também de Honório Novo (PCP) e João Semedo (BE). E interrogo-me por que não houve igual empenhamento por parte de deputados do PSD e do PS.

João Cotrim de Figueiredo, Gestor

joao.cotrim.opiniao@gmail.com

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