GALP/combustiveis - Desmontando o mito (analise semanal)

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: pata-hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

GALP/combustiveis - Desmontando o mito (analise semanal)

por MarcoAntonio » 5/8/2008 21:37

Solicitaram-me um post que sintetizasse a já longa e dispersa análise ao longo do tópico e que assim funcionasse como resumo. O conteúdo deste post-resumo ficará também no início do tópico (mantendo o texto original igualmente em separado).



Factores a considerar na comparação de preços


Antes de passar à análise e resposta às questões mais frequentes, é importante resumir os diversos factores a tomar em linha de conta para que qualquer comparação seja correcta e completa:

:arrow: Factor Cambial: o primeiro e mais evidente factor de todos a considerar é o factor cambial uma vez que o petróleo se encontra cotado em USD e por norma é em USD que o seu preço é divulgado junto da opinião pública. Contudo, o produto final é vendido em Euros pelo que é indispensável traduzir o seu valor em dolars para euros. Infelizmente, continuamos a ser premeados com "análises comparativas" veículadas pelos média baseadas nos valores em USD, com um efeito enviezante junto da opinião pública que nem sempre tem presente a questão cambial ou mesmo tendo presente, não lhe sendo fácil fazer a contabilidade do factor. Dado que existe uma correlação positiva entre o EURUSD e o Crude, as subidas e as descidas dos preços da matéria prima têm sido atenuados, sendo que as atenções se vão prender praticamente em exclusivo na atenuação das descidas.

:arrow: Factor Lag: é absolutamente indispensável para que a análise seja correcta/equilibrada que se considere um período de atraso na transposição dos preços da matéria-prima para os combustíveis na bomba. Os combustíveis que estão a ser vendidos hoje na "bomba" não são preçados com base nos preços de hoje do petróleo, nem tão pouco produzidos a partir desse petróleo, como é óbvio. Os preços de hoje só reflectirão em combustível que será vendido dias depois. Isto é válido nas subidas e nas descidas. Com a agravante de que se não considerarmos o lag, tenderemos a considerar durante a subida valores mais altos que o correcto e na descida valores mais baixos que o correcto. Exemplificando, quando a semana passada o petróleo cotava a 60USD e hoje cota a 55USD, se eu considero que os preços de hoje na bomba correspondem (ou deviam corresponder) ao preço de hoje - os 55 USD - estou a fazer uma análise totalmente incorrecta. Qualquer comparação deve passar pela determinação de qual o lag que existe na prática na transposição nos preços da matéria-prima para o preço de venda ao público nas bombas. Uma "irregularidade" neste capítulo terá de passar por "diferentes lags" entre subidas e descidas e não pela existência ou não do lag. Esse existe e tem de ser contabilizado. Se não for contabilizado, a análise comparativa simplesmente não tem qualquer valor por ser inadequada.

:arrow: Factor Impostos: na comparação de preços no longo-prazo ou entre diferentes países é pertinente descontar os valores dos impostos ao PVP obtendo assim o que neste tópico é designado por Preço Base (ou seja, preço antes de impostos). Também na comparação com a matéria prima será preferível/desejável que os mesmos sejam retirados (muito embora não seja absolutamente necessário, incluir os impostos é incluir um factor de distorção adicional completamente desnecessário quando o objectivo é comparar evoluções de preços). Mais uma vez, dado que existe uma forte componente fixa nos impostos (ISP), a variação do preço dos combustíveis sai atenuada seja nas subidas seja nas descidas. As atenções vão-se focar quase em exclusivo na atenuação das descidas.

:arrow: Factor Margem Bruta: de forma semelhante, as alterações na matéria prima bruta e/ou no combustível refinado nos mercados internacionais não tem grande impacto na margem bruta (que cobrirá as despesas correntes do negócio e outras); expectavelmente esta é uma parcela do preço que se deverá manter praticamente constante numa base semanal (afinal, os custos com salários dos colaboradores da petrolífera não seguem o petróleo, como não seguem o petróleo outros custos associados à actividade).

:arrow: Comparação descidas versus subidas: ao longo deste processo continua a assistir-se a análises francamente incompletas e com resultados obviamente enviezantes da opinião publica ao comparar as descidas dos preços dos combustíveis com as descidas do preço do petróleo sem contudo efectuar o mesmo exercício para o período de subida e assim ficando por verificar se o mesmo tipo de relação se verificou durante o período de subida. Ora, o preço dos combustíveis (mesmo antes de impostos) varia menos que o petróleo, seja nas subidas seja nas descidas. Quando um orgão de comunicação ou uma qualquer entidade apresenta as baixas dos preços dos combustíveis e a compara com os preços do petróleo "mostrando" que os combustíveis desceram menos que o petróleo sem contudo efectuar o mesmo exercício para a subida mostrando que o mesmo ocorreu durante as subidas, está a iludir a opinião pública por incompetência ou por má fé.

Em Resumo: uma análise completa e correcta terá de considerar o cambio, o lag, os impostos e quer períodos de subida quer períodos de descida. Uma análise onde algum destes factores esteja em falta corre o sério risco de estar totalmente incorrecta e mais do que um risco, por certo vai ter um efeito enviezante da opinião pública uma vez que, como é fácil de compreender e como já ficou explicado na descrição de cada um dos factores, qualquer um dos factores referidos, ao estar em falta, ajudará a tornar o processo de formação do preço "menos transparente" ou mesmo (aparentemente) "desonesto".

Até aqui, tentou-se apresentar de forma sucinta mas explícita os vários factores a considerar e o tipo de exercício a realizar para que uma análise à evolução do preço esteja correcta e não promova uma conclusão enviezada por falta de informação pertinente.


Posto isto, convém antes de passar à análise propriamente dita esclarecer que aqui não se pretende discutir de forma alguma se a GALP tem grandes ou pequenos lucros, se devia seguir esta ou aquela política de preços, se podia/devia vender mais caro ou mais barato mas apenas se os preços seguem os valores expectáveis tendo em conta os valores praticados noutros países (antes de impostos) e a evolução da matéria prima. Ou seja, o que se pretende saber é se os preços em Portugal seguem de alguma forma uma progressão desadequada que sugerisse um abuso de posição dominante por parte da GALP, isto é, a prática de um monopólio/cartel que levasse os preços para valores desadequados quando em comparação com o petróleo ou mesmo os preços dos combustíveis nos países mais próximos.

Neste contexto convém ainda sublinhar que não será adequado comparar preços com entidades cuja dimensão e objectivos sejam completamente diferenciados da GALP, nomeadamente postos que funcionem como "chamariz" como ocorre por exemplo em diversas redes de super/hiper-mercados. Tratam-se de empresas cujo "core business" não é vender combustíveis pelo que uma comparação de preços só pode ser injusta e inadequada. Essas empresas não montam postos isolados e muito menos com cobertura nacional, não instalam refinarias, não investem na extracção do petróleo, etc.

Por último, também convém referir e esclarecer que aqui não se pretende explicar o preço até "à terceira casa decimal". Isto é, não se pretende demonstrar que o preço é o certo o tempo todo e ao mais ínfimo pormenor pois tal é, admitamos, impossível. O que se pretende procurar/verificar é se existem desvios relevantes como aqueles que continuam a ser sugeridos pela opinião pública, pelos média e diversas entidades ligadas ao sector.




Os preços seguem a matéria-prima?

O primeiro exercício neste tópico foi o de verificar quando e quantas vezes os preços eram actualizados seja durante a fase altista do petróleo seja na fase descendente mais recente. Desde logo, buscando notícias passadas das subidas de preço se verificou que os preços afinal subiam sensivelmente uma vez por semana e por norma, na madrugada de terça para quarta-feira. Apesar da "noção popular" entender que os preços subiam todos os dias e reflectiam o preço do petróleo "ao minuto", tal noção é totalmente falsa e não corresponde à verdade. Desde as notícias independentes que notificavam cada uma das subidas até uma notícia que fazia a sumula das subidas de várias semanas (ver o post original mais abaixo), a verdade é que os preços subiam aproximadamente uma vez por semana. Ora, tem sido exactamente esse o procedimento durante a fase descendente do petróleo, nem mais nem menos como de resto se foi aqui confirmando ao longo de muitas semanas numa acompanhamento semanal e onde, a certa altura, tomei a liberdade de começar a "prever" os valores aproximados para a semana seguinte que foram estando sempre bastante próximos dos correctos.

Obviamente comparar a frequência das actualizações não chega pelo que teremos de comparar as amplitudes das actualizações. Quando comparamos o preço dos combustíveis refinados como a Gasolina ou o Gasóleo com o Crude ou o Brent, convém notar que se trata sempre de uma aproximação. Estes combustíveis são derivados do petróleo, apenas alguns dos seus produtos finais (embora dos mais importantes) e seguem curvas de preço próprias. Como é óbvio existe uma relação e essa relação é até por sinal bastante forte, mas obviamente não é perfeita e ainda mais importante, seja para subir seja para descer, as variações não se reflectem a 100% no preço final dos combustíveis pois existem componentes do preço (custos) que não acompanham a evolução do petróleo. Portanto, as variações saiem atenuadas.


Combustíveis versus Crude

Comparemos então a progressão dos preços dos combustíveis face ao petróleo em perto de 2 anos:

Imagem

Existe uma notável divergência do preço entre a Gasolina e o Gasóleo em virtude do fenómeno que dá pelo nome de "dieselização", a crescente percentagem de automóveis a Diesel nas estradas (a este propósito convém recordar que um barril de petróleo produz aproximadamente apenas metade de gasóleo do que produz de gasolina). Por essa razão, acrescentou-se um valor médio para os dois combustíveis permitindo uma comparação global dos preços mais clara, pois em termos gerais a gasolina está a embaratecer e o gasóleo a encarecer.

Como podemos verificar, à parte de pequenas e temporais divergências, a correlação de preços é bastante elevada e os preços actuais são perfeitamente comparáveis com os preços passados para os respectivos preços do petróleo. Não existe portanto um desnivelamento do preço com tendência a encarecer como é percepcionado pela opinião pública, pelo menos quando avaliados no seu conjunto.

No gráfico seguinte compara-se unicamente a média dos dois combustíveis com o preço do petroleo (em euros) tendo a escala sido ajustada verticalmente por forma a que os gráficos ficassem sobrepostos (a relação é de 2/3) e podemos assim avaliar quer a manutenção dessa relação quer os tempos de resposta às variações do crude em diferentes fases de mercado:

Imagem

Quanto ao encarecimento do gasóleo, mais adiante comparamos com a evolução do preço do gasóleo em Espanha e na Europa para assim verificarmos se este fenómeno é nacional ou global.

É importar sublinhar que se verifica uma correlação nos preços mas obviamente, seja para subir seja para descer, o preço base dos combustíveis não varia na mesma proporção do petróleo (nem tão pouco dos combustíveis já refinados) uma vez que até ao fim do processo, isto é, até abastecer um automóvel, existem custos fixos (por exemplo, com pessoal) ou praticamente fixos (como os custos de transporte) que não acompanham nem pouco mais ou menos a evolução do preço do petróleo. A verdadeira relação, na prática, é de aproximadamente 2/3 para a média dos dois combustíveis (ver gráfico anterior).

Com elevada frequência encontramos pseudo-análises comparativas de preços que inferem que os preços não estão correctos porque não decairam na mesma proporção do petróleo ou mesmo dos refinados nos mercados internacionais. Isto é um absurdo, porque não é suposto cairem na mesma proporção. Nem tão pouco subiram na mesma proporção quer como mostra o gráfico quer como adiante demosntraremos categoricamente para um prazo ainda mais alargado.


Gasolina versus Futuros Gasolina

Como aproximação ao preço da gasolina à saída da refinaria temos os Futuros da Gasolina cotados no NYMEX por exemplo. É portanto extremamente pertinente verificar se as divergências que se notam na comparação gasolina versus crude se verificam também quando comparamos o preço da gasolina nos postos de venda com o preço da gasolina nos mercados internacionais.

Imagem

O quadro compara o preço de venda dos combustíveis em Portugal com o valor dos Futuros da Gasolina cotados no NYMEX (média bi-semanal e convertida em euros). É bem evidente que a correlação é ainda maior, praticamente perfeita e explicando algumas das divergências mais notáveis na comparação directa com o Crude.

O que atrás se disse para o petróleo é válido para os combustíveis já refinados, uma vez que até chegarem aos veículos os combustíveis vão gerar uma série de custos praticamente fixos.



Como comparam os preços actuais e passados com o petróleo a valores semelhantes?


Podemos ainda efectuar o exercício (pontual) de comparar o preço dos combustíveis hoje com o preço dos combustíveis no passado para momentos em que o petróleo se encontrava a valores semelhantes aos actuais:

Data | Gasolina | Gasóleo | (Média) | Crude

20-10-06 | 0.447 | 0.493 | (0.470) | 46.88

05-01-07 | 0.467 | 0.490 | (0.478) | 46.61

16-03-07 | 0.472 | 0.485 | (0.478) | 46.42

20-04-07 | 0.510 | 0.508 | (0.509) | 46.61

25-05-07 | 0.553 | 0.509 | (0.531) | 46.82

18-11-08 | 0.416 | 0.569 | (0.492) | 46.60

______________________________________

Data | Gasolina | Gasóleo | (Média) | Crude

19-01-07 | 0.429 | 0.467 | (0.448) | 41.96

26-11-08 | 0.375 | 0.535 | (0.455) | 42.42




Todos os valores se encontram em euros. O valor entre parentisis é a média do preço entre a gasolina e o gasóleo. O que se verifica é que os valores actuais são comparáveis aos de 2006/2007 quando o petróleo se encontrava em níveis semelhantes, logo o suposto encarecimento não existe desde que se entre em linha de conta com o lag, o cambio e se efectue uma média de preços para a gasolina e o gasóleo.



Como têm evoluído as Margens entre os Refinados e o PVP?


Podemos estimar a evolução da margem de lucro dos combustíveis na Distribuição e Retalho por comparação com as Cotações Internacionais dos Combustíveis Refinados, nomeadamente as Cotações ARA:


Imagem


À parte de um ligeiro aumento da margem (estamos a falar de 1~2 centimos acima da média e parte desse aumento pode ser descontado via inflacção), a evolução das margens é bastante consistente ao longo do tempo.

Esta é uma estimativa muito aproximada das margens reais: o cambio é calculado numa base diária e desde Agosto o preço que estou a considerar é o preço GALP (faço isto por duas razões: primeiro, porque permite-me actualizar - e até antecipar - os preços muito mais em cima do acontecimento em detrimento de a aguardar pelos preços disponibilizados pela DGEG; segundo porque quem tem estado mais em xeque na opinião pública é claramente a GALP e de resto os restantes preços seguem de forma muito aproximada os preços GALP). De resto, essa é até uma das "acusações", que os preços praticamente não diferem...

Isto pode introduzir pequenos desvios mas são praticamente insignificantes.

Uma última nota: de acordo com o relatório da AdC e com o que eu já aqui tinha constatado neste mesmo tópico, utilizei um lag de duas semanas para 2007 e um lag de uma semana para 2008.

Naturalmente, as diversas análises que têm vindo a público com enorme projecção mediática e que apontam para aumentos da margem da ordem dos 10 centimos e até superior desde o Verão (e que caíriam algures no topo da escala no gráfico apresentado) estão totalmente erradas!



Como comparam os preços base em Portugal e em Espanha?


Comparar o preço com a matéria-prima não chegará: será também pertinente verificar como evoluiram os preços nos nossos países vizinhos, o que é feito neste e no ponto seguinte. Neste primeiro ponto comparamos a evolução dos preços com o nosso vizinho mais próximo, a Espanha:


Imagem

Este quadro é especialmente útil, não só para verificar que grosso modo os preços em Portugal antes dos impostos seguem semelhantes aos de outros países, mas também para verificar (tal como o quadro abaixo do ponto seguinte) que o fenómeno de encarecimento do Gasóleo é perfeitamente global.



A Evolução dos Impostos em Portugal e na Europa


Uma análise dos preços não estaria completa sem incluir a análise de uma componente tão importante no preço final quanto a carga fiscal: valores aproximados, cerca de 55% do preço no caso da gasolina e cerca de 45% do preço no caso do gasóleo são impostos, sendo ainda a maior parcela devida a uma componente fixa (normalmente actualizada anualmente em função da inflacção) - o ISP (imposto sobre produtos petrolíferos).

Nos dois quadros que se seguem podemos verificar qual foi o tipo de evolução que seguiu o ISP em Portugal e na Europa dos 15, quer para a Gasolina quer para o Gasóleo bem como a evolução do preço base dos combustíveis no mesmo período:

Gasolina

....................IMPOSTO ISP..................PETROLÍFERAS

2004: ..........0.52 vs 0.53....................0.38 vs 0.36
2005: ..........0.53 vs 0.53....................0.41 vs 0.42
2006: ..........0.56 vs 0.53....................0.55 vs 0.53
2007: ..........0.58 vs 0.54....................0.55 vs 0.53
2008: ..........0.58 vs 0.54....................0.65 vs 0.64

Aumento .......11% vs 3%....................71% vs 78%


Gasóleo

....................IMPOSTO ISP..................PETROLÍFERAS

2004: ..........0.31 vs 0.37....................0.35 vs 0.34
2005: ..........0.31 vs 0.37....................0.45 vs 0.47
2006: ..........0.34 vs 0.38....................0.54 vs 0.54
2007: ..........0.36 vs 0.39....................0.52 vs 0.51
2008: ..........0.36 vs 0.39....................0.80 vs 0.79

Aumento .......18% vs 4%..................129% vs 132%

Evolução do ISP em Portugal e na Europa dos 15. Valor em eur/litro, arredondado à décima. Preços na Bomba antes dos Impostos tirados no mês de Junho de cada ano. Fonte de todos os dados: Direcção Geral de Energia e Geologia.

Nesta comparação não está incluído o IVA que é um imposto genérico, não específico dos combustíveis e que se aplica sobre o Preço Base mais ISP.

Preço_Final = ( Preço_Base + ISP ) x IVA

Actualmente o IVA está em 20% (até Julho passado era de 21%) sendo a média europeia um pouco abaixo dos 20% (especial atenção para Espanha onde é de 16%)%. Vale a pena sublinhar que no prazo de 4 anos em questão na tabela acima o crude aumentou 160%.

Mais uma vez sublinhamos que o preço dos combustíveis sobe/desce menos do que o preço do petroleo dado que existem componentes do preço que não variam na mesma proporção nem seguem as mesmas tendências.

Em resumo: nos últimos 4 anos os impostos sobre os combustíveis cresceram significativamente mais em Portugal do que na Europa. Os combustíveis são ligeiramente mais caros em Portugal, quando em comparação com a média europeia (poderá explicar-se eventualmente por custos maiores de transporte num país periférico como o nosso) mas mantiveram contudo a relação sensivelmente constante, não se verificando em termos comparativos um encarecimento notável.



Uma questão de Percepção

A génese do mito tem por base por certo factores como memória selectiva (distorção dos factos entre subidas e descidas e como foram memorizados) e a utilização de referências próximas dos preços sem a devida consideração dos factores relevantes (cambio, lag, impostos, etc).

Por um lado, durante vários anos os preços foram subindo sem que os consumidores tomassem a devida atenção à forma como realmente subiam, nem tão pouco os média. Apenas subiam e quando se trata de subidas, qualquer subida "é sempre enorme e rápida". Quando a tendência inverteu, todas as descidas passam a ser "reduzidas e tardias".

Por outro lado, temos como país vizinho a Espanha onde os combustíveis apresentam preços abaixo da média europeia graças a uma carga fiscal mais reduzida. Desde o IVA (16%) ao ISP quer para o Gasóleo quer para a Gasolina, a carga fiscal em Espanha sobre os combustíveis é francamente inferior à nacional agravando a percepção de preços "altos" em Portugal.

A percepção pública do comportamento dos preços acabou ainda por ser amplificada por uma série de entidades, que com recurso a análises enviezadas ou francamente incompletas/desadequadas, alimentaram o mito até à exaustão. Por sistema, todas as análises veículadas nos média que tenha tido conhecimento "esquecem" pelo menos um dos factores atrás referidos, sendo que por vezes "esquecem" vários. A ajudar, desde há cerca de um ano atrás que correm e-mails em cadeia (posteriormente reproduzidos em foruns e blogs) com valores passados totalmente incorrectos do petróleo, que o utilizador comum não vai confirmar.

Em resumo: o público está já de si receptivo a considerar que "algo de anormal" se passa nos preços, apesar de não realizar uma análise cuidada, comparando registos e desmontando o preço nas suas componentes. Tende a acreditar naturalmente que "os preços sobem mais do que descem" e que os preços "sobem mais depressa do que descem". Como se não bastasse, não faltam factores adicionais como os atrás referidos a consolidar um mito com pés-de-barro.



Conclusão

Os preços dos combustíveis em Portugal seguem os preços da matéria-prima e seguem os preços dos combustíveis nos restantes países Europeus.

Os preços dos combustíveis antes dos impostos são ligeiramente superiores à média europeia, excesso de preço que se tem mantido sensivelmente constante ao longo do tempo não sendo recente.

A carga fiscal sobre os combustíveis tem nos últimos anos crescido mais em Portugal do que a média europeia.

Não se verifica uma prática significativamente diferente nas actualizações dos preços durante as descidas recentes do petróleo daquela que se verificou durante a fase de alta.






Fontes dos Dados

Para esta análise foram utilizadas diversas fontes: desde o portal da Direcção Geral de Energia e Geologia (http://www.dgge.pt), o Portal da Energia da União Europeia (http://ec.europa.eu/energy), o site governamental espanhol para os combustíveis (http://oficinavirtual.mityc.es/carburantes/index.aspx), históricos do crosse cambial eur-usd, históricos dos Futuros da Gasolina cotados no NYMEX e preços de referência da GALP conforme disponibilizados nos média (desde Agosto/2008). Para os valores da matéria prima, nas comparações mais recentes, foram consideradas médias semanais.



Tratamento dos Dados

Todos os valores cujos originais estão cotados em dolars são convertidos em euros tendo em conta o cambio eur-usd nas respectivas datas. Nas comparações entre matérias primas e produtos de venda ao publico, é aplicado um lag. Conforme os casos foram utilizados lags de 1 semana, 2 semanas e médias de 1 e 2 semanas conforme o lag que apresentasse a melhor correlação sendo que, obviamente, para cada caso o respectivo lag é aplicado a todo o período em análise. A dedução de impostos tem por base os valores respectivos nas respectivas datas e cujos valores podem ser confirmados quer no Portal da Energia da União Europeia quer no site da Direcção Geral de Energia e Geologia.



Segue o post original do tópico:


A GALP realizou 3 descidas nas últimas 3 semanas (uma descida por semana): dias 23 de Julho, 29 de Julho e 5 de Agosto.


Podemos recordar este tópico de Maio mais uma vez, para verificar que em 20 semanas a GALP tinha realizado 18 subidas (ou seja, aproximadamente uma subida por semana em média).

Portanto, o ritmo (frequência) das subidas e das descidas é perfeitamente semelhante e o mito de que as subidas se faziam "ao minuto" e que as descidas eram mais espaçadas não passa disso mesmo, um flagrante mito. A análise fria e cruel dos números mostra algo bem diferente!




Mas se de frequência estamos falados (e de que maneira), falemos da amplitude das subidas e das descidas. O outro mito...

No gráfico anexo do crude temos uma linha que marca o valor de referência do crude tomando em consideração um delay mínimo de uma semana. A linha começa com o valor correspondente ao primeiro preço da tabela abaixo (29 de Abril e termina com valor correspondente ao último preço da tabela, 5 de Agosto).

............. 29/04. 14/05 ...... 23/07. 29/07. 05/08

Gasolina 1.431 1.479 1.523 1.503 1.473 1.468
Gasoleo. 1.299 1.369 1.447 1.433 1.393 1.368

Vemos portanto, que tomando um delay mínimo da ordem de uma semana, os preços de referência do crude estão ainda acima dos preços para a actualização a 29 de Abril (o primeiro preço da tabela), pelo que é de esperar que os combustíveis estejam ainda ligeiramente mais caros.


Podemos ainda verificar que desde essa data aos máximos do crude a gasolina subiu 10 centimos até atingir o seu máximo de 1.53 euros. Desde os máximos a gasolina corrigiu 7 centimos então, o que está em linha com as respectivas variações do crude (116->145->125).

No caso do gasóleo há um pequeno desvio, ainda que nada de de terrivelmente flagrante mas é sabido que a relação do gasoleo e da gasolina não tem sido perfeitamente linear com prejuízo para aquele primeiro cujo preço tem tendido a aumentar nos mercados internacionais. Nada que diga respeito a Portugal ou à GALP em particular, é uma tendência geral do mercado e que já dura de resto há varios anos.




Conclusão:

1) A frequência com que se verificavam as subidas dos combustíveis durante a escalada do crude é semelhante à frequência com que os preços têm sido actualizados durante a correcção do crude;

2) A relação das amplitudes das descidas e das subidas são semelhantes nos combustíveis e no crude, portanto as gasolineiras não estão a aplicar uma regra diferente para as descidas daquela que aplicaram para as subidas.


Estas são as duas reclamações que surgem com elevada frequência. Contudo, nenhuma delas reflecte a realidade dos factos e dos números. É apenas mera percepção (distorcida) que deriva do quanto custa largar tanto euro na bomba...

E noutros casos (não sejamos ingénuos) existem também outros motivos por detrás dessa atitude crítica como por exemplo motivações políticas.



Nota: Neste período de vários meses em análise o cambio EURUSD tem-se mantido relativamente estável, a oscilar em torno dos 1.56 e por uma questão de simplificação, ignorei esse factor. De notar ainda que na tabela não estão incluídas todas as actualizações excepto as 3 últimas.
Anexos
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Crude-galp.png (13.38 KiB) Visualizado 50716 vezes
Editado pela última vez por MarcoAntonio em 3/12/2008 19:40, num total de 15 vezes.
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por dvck » 5/8/2008 21:54

De louvar esta atitude pedagógica do Marco. :clap: O que é certo é que se fosse um post a chamar nomes às gasolineiras já teria imensas respostas. Assim...
Pior cego é aquele que não quer ver :wink:
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por vold » 5/8/2008 22:02

Marco, não sei se te lembras, mas digamos que me abriste os olhos há um tempo lolol

realmente é bem mais simples falar contra do que procurar compreender os movimentos.

agora sou eu, que a alguns amigos que têm a mesma atitude que tinha, tento demonstrar que de facto não existe uma orquestração dos preços para "roubar" o consumidor :mrgreen:

"ténquiuuuuu" very much
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por majomo » 6/8/2008 0:30

Olá Marco,

regresso de férias e arranjaste logo trabalho para a malta se entreter... :)

Também ando a acompanhar os preços, mas faltam-me os preços da Galp... tens os preços semanais da galp?

Cumps. :wink:
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por MarcoAntonio » 6/8/2008 0:39

Estão no post. Os valores utilizados são exactamente os da GALP.


Constam do post os 4 últimos preços e as datas das 3 últimas actualizações (para além de outros valores mais antigos para termo de comparação).
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por majomo » 6/8/2008 0:44

Não há valores intermédios de actualização entre maio e julho?
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por MarcoAntonio » 6/8/2008 0:53

Há, mas não os tenho.

Sei que o máximo (IO95) foi 1.53 e qq coisa e este é já pelo menos a quarta descida desde os máximos (houve uma descida de 1 centimo ou coisa semelhante anterior a estes 3 indicados no primeiro post).

Estes valores são mais do que suficientes para análise e comparação.
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por charles » 6/8/2008 0:58

Bem vindo de férias mais uma vez, porque é que saltas-te o Junho :?:

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Preços da gasolina vs preços do petróleo

por jtsm888 » 6/8/2008 1:05

Boa noite
Peço desculpa mas gostava de alertar para o seguinte:
-Alguem neste forum ainda acredita que a gasolina/gasóleo que a galp está a colocar no mercado agora é a que resulta das aquisições de barris de petróleo feitas agora e aos preços actuais??
-Alguem neste forum acredita que a GALP não detem posições no mercado de futuros deste produto como cobertura para necessidades actuais e futuras?
-Alguem neste forum acredita que a GALP não faz cobertura de risco contra as flutuações $US vs €?
-Se assim fosse como se explica o aumento brutal dos resultados do 1º trimestre ( +-70% ) e os que vamos ver agora no 2º trimestre??
PS: Não detenho qq posição na GALP. Vendi GALP nos primeiros dias pós OPV ( com um lucro anualizado muito simpático....) :P
 
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por MarcoAntonio » 6/8/2008 1:06

Charles, primeiro, não são precisos. Segundo, eu já referi que não tenho todas as datas e respectivas actualizações.


Já está mais do que demonstrado que no longo-prazo a evolução está correcta. E o propósito deste post era demonstrar que comportamento da GALP durante esta correcção do crude (ultimas 3 ou 4 semanas) é perfeitamente semelhante ao comportamento que teve ao longo de muitos meses de subida.
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Marco Antonio
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2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
....amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
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por charles » 6/8/2008 1:13

Prometo que vou continuar a seguir este tópico com interesse, e que vou tentar perceber os valores da gasolina vs crude ali naquele fundo do junho do teu gráfico, eu sei que tens sido bastante justo com a Galp e que a Galp merece o respeito de todos, pelo que só com dados precisos e com graficos cruzados é que se pode perceber melhor o evoluir dos preços, o tal grafico que colocas-te da outra vez é que foi util.

No meu caso eu compro a sem chumbo 95 a 1,416€ na BP ou GALP é sempre com talão de desconto :).

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Dá que pensar ...

por joao bravo » 6/8/2008 1:53

Queria apenas aqui adicionar o seguinte:
Uma subida de preço não significa maiores lucros para a GALP dado que ocorre diminuição do consumo e o inverso também é verdade. Assim seguindo a lei do mercado a GALP provavelmente rocura ajustar sempre os preços no sentido de maximizar [Lucro por litro X litros vendidos]. Cumprimentos a todos :)
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Re: Preços da gasolina vs preços do petróleo

por MarcoAntonio » 6/8/2008 3:07

jtsm888 Escreveu:Alguem neste forum ainda acredita que a gasolina/gasóleo que a galp está a colocar no mercado agora é a que resulta das aquisições de barris de petróleo feitas agora e aos preços actuais?


Existe um delay, como é óbvio, e isso já foi aqui esclarecido diversas vezes. É o facto de muitas pessoas não se aperceberem disso que reforça a sua crença numa suposta "cabala"/"marosca" que obviamente não resiste ao escrutíneo minimamente cuidado dos números.

Como é óbvio, os preços de hoje nas bombas reflectem os preços do crude de há pelo menos uma ou duas semanas. Isso explica porque os combustíveis não descem logo quando o crude desce e não sobem logo quando o crude sobe (claro que nesta segunda parte "ninguém" repara, só reparam que não desce logo).


jtsm888 Escreveu:-Alguem neste forum acredita que a GALP não detem posições no mercado de futuros deste produto como cobertura para necessidades actuais e futuras?


Não sei ao certo quantas e quais posições a GALP detém, se é que detém alguma.

O core business da GALP que eu sabia é refinação e tem também uma parcela de produção.

Por certo que não vai pôr o negócio em risco especulando nos Futuros, especialmente tendo um negócio lucrativo.


jtsm888 Escreveu:-Alguem neste forum acredita que a GALP não faz cobertura de risco contra as flutuações $US vs €?


Falsa questão que não tem expressão a prazo. Houve de resto há não muito tempo um longo e exaustivo tópico sobre hedging que ajuda a perceber porquê.

Mais uma vez e tal como na alínea anterior, o negócio da GALP não é especular no mercado cambial e também não há interesse em "bloquear" os preços por longos prazos (quer porque tem custos quer porque não tem utilidade prática neste tipo de mercado).

Esse tipo de cobertura faz sentido noutro contexto: por exemplo, uma transportadora que tem um preço/contrato estabelecido com os clientes para um determinado prazo.


Mais ainda, se a GALP o fizesse, ao longo destes meses teria de ter subido os combustíveis muito mais do que subiu dado que o aumento em USD's foi bem maior. Ora, a subida dos combustíveis é menor que a subida do crude em euros (e muito menor que a subida em USD).


jtsm888 Escreveu:-Se assim fosse como se explica o aumento brutal dos resultados do 1º trimestre ( +-70% ) e os que vamos ver agora no 2º trimestre?


Por certo a margem bruta da GALP aumentou no ultimo ano (o que faz todo o sentido face à evolução do preço do crude). Em todas as áreas de negócio quando o produto que se comercializa varia de tal forma, as margens brutas também tendem a variar. Faz sentido. Para além da GALP não ser a Santa Casa da Mesericórdia mas sim uma empresa cotada em bolsa, com accionistas e com empresas a concorrer com ela, os riscos envolvidos também aumentam quando aquilo que produzimos e vendemos encarece.

Para além disso, a GALP também é em parte produtora pelo que beneficia do aumento do preço do crude também por essa via.

A GALP é apenas uma empresa no meio de um mercado enorme, não se vai agora culpar a GALP por ganhar como produtora quando o crude sobe em todo o lado.





Aproveito ainda e deixo, tanto como complemento a este post como ao primeiro, uma comparação de preços da gasolina e do crude entre o momento actual e o fim de 2007. Um prazo bastante razoável mas o suficiente (acredito) para surpreender alguns...




Preço no final de 2007 (IO95) c/ ISP 0.583 e IVA 21%

1.369 euros na bomba
0.55 euros antes dos impostos

Preço do crude: 96 USD / 63 euros




Preço actual Ago/2008 (IO95) c/ ISP 0.583 e IVA 20%

1.468 euros na bomba
0.64 euros antes dos impostos

Preço do crude: 125 USD / 79 euros


No espaço de cerca de 7 meses, verifica-se uma subida relativa de 16% (9 centimos) no preço base da gasolina 95 face a uma subida no crude de 25% (já cotado em euros).



Num cenário destes é caso para perguntar: como é possível as pessoas protestarem tanto!...
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Marco Antonio
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Re: Preços da gasolina vs preços do petróleo

por leazinho » 6/8/2008 9:56

No espaço de cerca de 7 meses, verifica-se uma subida relativa de 16% (9 centimos) no preço base da gasolina 95 face a uma subida no crude de 25% (já cotado em euros).



Num cenário destes é caso para perguntar: como é possível as pessoas protestarem tanto (Marco Antonio)


Estou de acordo em tudo menos na comparação do preço final. Não nos podemos esqucer que os custos fixos são mesmo fixos quer o petroleo estejam a $10 ou a $100 por isso a partir de determinada altura há os custos decrescentes em relação aos preços fixos nunca pode o aumento ser igual ao da materia prima.
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por Martins_Braz » 6/8/2008 12:58

dvck Escreveu:De louvar esta atitude pedagógica do Marco. :clap: O que é certo é que se fosse um post a chamar nomes às gasolineiras já teria imensas respostas. Assim...
Pior cego é aquele que não quer ver :wink:


Então vejam-se os meus posts nesta página... http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocio ... 4&start=50

Uma semana depois voltei. A realidade dos factos é bem diferente da realidade assim-assim.
 
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por bullsista » 6/8/2008 13:11

Martins_Braz Escreveu:
dvck Escreveu:De louvar esta atitude pedagógica do Marco. :clap: O que é certo é que se fosse um post a chamar nomes às gasolineiras já teria imensas respostas. Assim...
Pior cego é aquele que não quer ver :wink:


Então vejam-se os meus posts nesta página... http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocio ... 4&start=50

Uma semana depois voltei. A realidade dos factos é bem diferente da realidade assim-assim.



se queres dizer alguma coisa, fazias uma tabelinha com os preços de há uns meses atrás do crude e da gasolina, comparavas com os preços actuais e tentavas achar um delay entre variação do crude e variação da gasolina. É esse tipo de pensamento do "diz que se diz" e "tenho a impressão de que" que o Marco António está a tentar combater. Por isso, para mim, não disseste nada de relevante. Não há argumentos.
Abraços e bons negócios
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por rmachado » 6/8/2008 14:08

É sempre bom basear as coisas em números e factos como fez o Marco, mas seria interessante ver o quadro todo, isto é:

Um quadro de valores com o preço das gasosas e da crude mas com mais amplitude de dias.

O problema da galp e que cai mal na opinião pública é dizerem que tem de subir o preço pelo custo da máteria prima e depois apresentarem lucros brutais, dizerem que compram spot quando não é verdade, e o facto de na prática não termos concorrência...
 
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por silvaxico » 6/8/2008 14:47

Já sem culpa da Galp (acho eu), mas torna-se aborrecido ver que quem tem carros a gasolina anda a pagar para o gasóleo ser mais barato...

A carga de impostos em cima da gasolina é absurda. Ao menos criem o tal gasóleo profissional (ao preço actual) e coloquem sobre o gasóleo para os particulares a mesma taxa de imposto que tem a gasolina.

Não percebo porque é que tenho de pagar mais pela gasolina para o meu carro (de baixa cilindrada) para que os senhores com as grandes máquinas (a gasóleo) possam pagar menos.
 
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por Eneias » 6/8/2008 15:42

Marco

Parabéns pelo tópico e pelos gráficos! :wink:

Ajuda a desmistificar alguma coisa, mas não contraria um facto: a Golp tem posição dominante no mercado nacional!

Não digo que é bom ou mau, nem sequer tenho acções da dita, mas o facto é que os outros "grandes" operadores do mercado actuam sempre reactivamente, que é como quem diz: " a Golp sobe... nós subimos e o oposto idem".

Dito de outra forma, não havendo verdadeira concorrência, haja ou não manipulação de preços, nunca se vão livrar da suspeita!

Ânimo! A tendência tem sido para as descidas dos combustíveis! São eles e a Bolsa! :? :oops: :cry:
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por MarcoAntonio » 6/8/2008 16:35

Martins_Braz Escreveu:Então vejam-se os meus posts nesta página... http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocio ... 4&start=50


Mas que má ideia teres-te lembrado de ir puxar esse tópico de quando eu estava de férias e não estava cá para responder a tanto disparate. Mas pronto, tiveste a ideia e agora eu vou responder...


Martins_Braz Escreveu:Subiu 16% e a gasolina só subiu 4%?? Bem, mais uma roubalheira da GALP... é que dado a GALP ter acordos de aquisição com a Venezuela e Angola (pela TOTAL) parece que afinal o custo da sua matéria-prima não subiu 16%


Mas que grande confusão. O que é que os acordos de aquisição têm a ver com o assunto. Não estarás a fazer confusão com o subsídio interno praticado na venezuela com outra coisa qualquer?

O acordo de fornecimento que a GALP fez agora com a venezuela é para fornecimento de crude a preços obviamente dentro dos preços do mercado internacional.

Ou achas mesmo que os venezuelanos são estúpidos e vão exportar subsídios?



Martins_Braz Escreveu:17% de IVA.... bolas, eu também quero esse Cód. fiscal porque o que aqui tenho no escritório tens outras margens


Segundo post, segundo disparate. Estava explicado em todos os posts onde o valor estava referido que eram 17% de carga fiscal de IVA no preço final. A discussão sobre esses valores vinham de um post do limpaesgotos em que ele argumentava que 70% do preço dos combustíveis era impostos. Esse numero estava totalmente errado e eu estava a mostrar quanto desse preço era IVA e quanto desse preço era ISP e quanto dava o total.

Não leste com atenção e saiu disparate...


Martins_Braz Escreveu:Mas que grande erro... a não ser que estejas a imaginar um estado de estabilidade cambial absoluta.


Terceiro post, terceiro disparate. Está escrito no post que o único factor é o factor cambial. Não estás a corrigir nada nem há erro nenhum pois isso está referido no post. Além do mais, no período em análise praticamente não houve variação cambial, o que também está referido nos meus posts.


Martins_Braz Escreveu:Ah o mentiroso... não incide nada :) Em Portugal não existe dupla tributação ;)


Mais um post, mais uma correcção.

A tributação nos combustíveis funciona desta forma:

(PB+ISP)+IVA

O IVA aplica-se em cima do preço base mais o ISP e sim, ocorre aquilo que designas de dupla tributação (pagas IVA do ISP).

Se tens duvidas consulta o site da Direcção Geral de Energia e Geologia (www.dgge.pt).


Martins_Braz Escreveu:Eu gostava era de reparar quando é que DESCEM


A GALP respondeu-te no dia 23 e 29 de Julho e no dia 5 de Agosto. E não podes dizer que não sabes que desceram prontamente pois até vieste dizer presente...

Para subir, não foram mais rápidos do que para descer.



Martins_Braz Escreveu:Uma semana depois voltei. A realidade dos factos é bem diferente da realidade assim-assim.


Passado uma semana voltaste e disseste presente. Nada mais. E não é preciso puxar muito pela cabeça para perceber porquê...



Eu também voltei (de férias) e o resultado do meu regresso é o post do ínicio deste tópico.

Alguma semelhança é fruto de uma imaginação muito fértil...

lol
Editado pela última vez por MarcoAntonio em 6/8/2008 17:02, num total de 1 vez.
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por Martins_Braz » 6/8/2008 17:02

bullsista Escreveu:
Martins_Braz Escreveu:
dvck Escreveu:De louvar esta atitude pedagógica do Marco. :clap: O que é certo é que se fosse um post a chamar nomes às gasolineiras já teria imensas respostas. Assim...
Pior cego é aquele que não quer ver :wink:


Então vejam-se os meus posts nesta página... http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocio ... 4&start=50

Uma semana depois voltei. A realidade dos factos é bem diferente da realidade assim-assim.



se queres dizer alguma coisa, fazias uma tabelinha com os preços de há uns meses atrás do crude e da gasolina, comparavas com os preços actuais e tentavas achar um delay entre variação do crude e variação da gasolina. É esse tipo de pensamento do "diz que se diz" e "tenho a impressão de que" que o Marco António está a tentar combater. Por isso, para mim, não disseste nada de relevante. Não há argumentos.


Sim, não pretendia, nem pretendo fazer uma duplicação do tópico anterior. Contudo, se leres a página para que remeto verás que os argumentos estão lá: simplesmente fundamentam-se no facto de alguém ter dito que o preço da gasolina estava mais caro encontrando-se o preço do crude ao mesmo nível. A isso alguém opôs o facto das alterações de preços nas gasolineiras sentirem-se apenas decorrido que fosse uma semana. Fo nesse sentido, que uma semana DEPOIS, voltei... e para "espanto" o preço da gasolina ainda continuava acima (fiquei mesmo espantado - ESTOU A SER IRÓNICO, CLARO)

Isto de investir não é só fazer dinheiro... é também saber para onde é que o nosso dinheiro vai.

Cada qual terá a sua opinião, mas o meu dinheiro não vai para gentinha desse género.
 
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por Flying Turtle » 6/8/2008 17:11

Martins_Braz, não sei se usas óculos mas porventura já reparaste que se pintarmos as lentes dos óculos de verde vemos tudo verde, se as pintarmos de encarnado vemos tudo encarnado, se as pintarmos de cinzento vemos tudo cinzento... se as pintarmos de negro provavelmente não vemos nada...

Ou seja, não há "pior" cego do que aquele que não quer ver...

Abraço
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P.S.: ainda estou à espera, noutro tópico, da "tua" estrutura accionista da GALP...
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por MarcoAntonio » 6/8/2008 17:12

Martins_Braz Escreveu:Contudo, se leres a página para que remeto verás que os argumentos estão lá: (...)


Sim... e é cada post, cada erro.

O rebatimento dos teus posts está atrás.


Martins_Braz Escreveu:A isso alguém opôs o facto das alterações de preços nas gasolineiras sentirem-se apenas decorrido que fosse uma semana. Foi nesse sentido, que uma semana DEPOIS, voltei... e para "espanto" o preço da gasolina ainda continuava acima.



Onde estão os teus números, onde está a tua comparação?

Tu não fazes comparação nenhuma, limitas-te a dizer que está sem utilizar um único número.



Eu fiz essa comparação, tu não: os preços actuais dos combustíveis estão ligeiramentea abaixo dos preços de 14 de Maio.

Consulta a tabela dos preços do primeiro post e o gráfico do crude.
Anexos
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por Martins_Braz » 6/8/2008 17:33

Bem, agora que li tamanha anedota vou tentar ensinar-lhe alguma coisa, se é que me permite:

Marco António Escreveu:Mas que má ideia teres-te lembrado de ir puxar esse tópico de quando eu estava de férias e não estava cá para responder a tanto disparate. Mas pronto, tiveste a ideia e agora eu vou responder...


O Colega de Forum é meu empregado? Trabalha para mim? Notificou-me das suas férias?

Peço imensas desculpas por ter colocado esse assunto neste fórum público quando o Sr. estava de férias...
[/quote]

Marco António Escreveu:Mas que grande confusão. O que é que os acordos de aquisição têm a ver com o assunto. Não estarás a fazer confusão com o subsídio interno praticado na venezuela com outra coisa qualquer?

O acordo de fornecimento que a GALP fez agora com a venezuela é para fornecimento de crude a preços obviamente dentro dos preços do mercado internacional.

Ou achas mesmo que os venezuelanos são estúpidos e vão exportar subsídios?

Nada estúpidos, bem inteligentes elo contrário. Não sei se estará informado (se não estiver, poderá consultar o Aviso publicado em D.R.) mas a Venezuela, à semelhança dos acordos celebrados com Angola em 1999 e com os que estão em fase de preparação com a República de S. Tomé e Nigéria, encontra-se a vender crude mais barato do que o preço de mercado. Isto sucede porque Portugal tem um limite mínimo de exportação de serviços e bens de equipamento para a Venezuela, o que impede que a Venezuela ultrapasse o limit máximo de por barril que é definido, semestralmente, por ambas as Secretarias de Estado da Energia/Transportes.

Isto não me parece estupidez nenhuma: têm mercado garantido com um preço tabelado (mas com incrementos possíveis dado que o acordo prevê a possibilidade de anualmente existir compensação de parte da descida ou subida do preço do crude), a que acresce o facto de conseguirem importar serviços a preço reduzido.

Aliás, esta medida muito inteligente do Chavez já tinha sido parcialmente adoptada em relação à cidade de Londres. Caso não saiba, pelos vistos não sabe mesmo, a Venezuela encontra-se a FORNECER GRATUITAMENTE os transportes públicos londrinos. Em troca têm em implementação um plano rodoviário e de controlo de tráfego que se encontra a ser coordenado (e por enquanto gerido) pelas autoridades londrinas.

Marco António Escreveu:
Martins_Braz Escreveu:17% de IVA.... bolas, eu também quero esse Cód. fiscal porque o que aqui tenho no escritório tens outras margens


Segundo post, segundo disparate. Estava explicado em todos os posts onde o valor estava referido que eram 17% de carga fiscal de IVA no preço final. A discussão sobre esses valores vinham de um post do limpaesgotos em que ele argumentava que 70% do preço dos combustíveis era impostos. Esse numero estava totalmente errado e eu estava a mostrar quanto desse preço era IVA e quanto desse preço era ISP e quanto dava o total.

Não leste com atenção e saiu disparate...

Infelizmente, a redacção nestes foruns encontra-se, por demasiadas vezes, errada. Foi o caso. A verdade é que não são "17% de carga fiscal de IVA no preço final", mas sim "o IVA representa 17% no preço final". Porque obviamente, são SEMPRE 19% de carga fiscal de (ou a título de) IVA.

Quem não sabe ler assume o disparate como certo... por vezes o disparate está em não pensar no que se lê ou no que se escreve.


Marco António Escreveu:
Martins_Braz Escreveu:Mas que grande erro... a não ser que estejas a imaginar um estado de estabilidade cambial absoluta.


Terceiro post, terceiro disparate. Está escrito no post que o único factor é o factor cambial. Não estás a corrigir nada nem há erro nenhum pois isso está referido no post. Além do mais, no período em análise praticamente não houve variação cambial, o que também está referido nos meus posts.


Voltamos ao erros... mas será que já ninguém sabe escrever ou ler português decentemente. Ora, vamos novamente explicar (como lhe devia ter feito alguém na escola primária) que a expressão " a não ser que" indica, manifestamente, um estado de excepção. Nesse sentido, a expressão anterior (o erro) aplica-se a tudo menos à excepção que é introduzida logo de seguida ("a estabilidade cambial absoluta" ou de pequena monta).

P.S.: "monta" tem o significado de quantidade.

Marco António Escreveu:
Martins_Braz Escreveu:Ah o mentiroso... não incide nada :) Em Portugal não existe dupla tributação ;)


Mais um post, mais uma correcção.

A tributação nos combustíveis funciona desta forma:

(PB+ISP)+IVA

O IVA aplica-se em cima do preço base mais o ISP e sim, ocorre aquilo que designas de dupla tributação (pagas IVA do ISP).

Se tens duvidas consulta o site da Direcção Geral de Energia e Geologia (www.dgge.pt).


Isto realmente é só RIR. Não sei se és um bom investidor ou não, agora aconselhava a aproveitares umas férias para te dedicares à leitura. Não sei o que lhe disseram, mas acredite em mim quando lhe digo que a ignorância não é virtude.

Não conheces, certamente, a IRONIA. Obviamente estava a ser irónico - facilmente perceptível se reparares nos :) e ;) ali colocados.

Aliás, penso que só o governo de Sócrates é que ainda teima (mas só publicamente) na tese de que não existe dupla tributação. Em sentido contrário encontramos toda a equipa de Direito Fiscal da FDL, bem como o Tribunal Comunitário de 1.º Instância e, apenas falta proferirem a decisão, o TJCE.

Martins_Braz Escreveu:Eu gostava era de reparar quando é que DESCEM


A GALP respondeu-te no dia 23 e 29 de Julho e no dia 5 de Agosto. E não podes dizer que não sabes que desceram prontamente pois até vieste dizer presente...

Para subir, não foram mais rápidos do que para descer.



Martins_Braz Escreveu:Uma semana depois voltei. A realidade dos factos é bem diferente da realidade assim-assim.


Passado uma semana voltaste e disseste presente. Nada mais. E não é preciso puxar muito pela cabeça para perceber porquê...



Eu também voltei (de férias) e o resultado do meu regresso é o post do ínicio deste tópico.

Alguma semelhança é fruto de uma imaginação muito fértil...

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A isso respondi no post anterior... é só ler. Mas leia com atenção e pense no que está a ler. Ler não é apenas juntar letras com letras e palavras com palavras.

Bons negócios e melhores leituras
 
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por Martins_Braz » 6/8/2008 17:35

Flying Turtle Escreveu:

Ou seja, não há "pior" cego do que aquele que não quer ver...


P.S.: ainda estou à espera, noutro tópico, da "tua" estrutura accionista da GALP...


concordo plenamente.

Mas não entendi essa última parte (o post scriptum). Esclarece-me qual o tópico e se, possível, coloca o link

P.S.: O post anterior tem os QUOTES trocados, mas penso que dá para entender...
Editado pela última vez por Martins_Braz em 6/8/2008 17:45, num total de 1 vez.
 
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