30% ao mês não obrigado...

Colecção de Artigos Didácticos do Caldeirão de Bolsa.

30% ao mês não obrigado...

por MarcoAntonio » 4/1/2008 17:42



30% ao mês não obrigado...

São essencialmente duas as formas de tentar obter valorizações mensais fantásticas: o trading de muito curto-prazo e a alavancagem. Antes de optar por uma destas vias medite bem nas questões aqui apresentadas pois nem tudo o que parece, é...


A procura de acções especulativas e voláteis ou de produtos financeiros agressivos que envolvam alavancagem como os warrants, os futuros ou os CFD's são um lugar comum nos mercados. Poucos são, entre os pequenos investidores, aqueles que de uma forma ou de outra conseguem resistir aos encantos dessas sereias.

Arrumada na prateleira e quase sempre desdenhada é a opção por um trading mais conservador, com a imposição de «pesados» limites ao risco, às acções e produtos negociados bem como aos respectivos pesos no global da carteira e na procura de time-frames menos agressivos e imediatistas.

A justificação recorrente é a velha frase do «aah mas eu não tenho paciência para isso»...

Bem, é certo que cada investidor deve encontrar o tipo de negociação mais adequada ao seu perfil. Mas em muitos casos esta frase não é mais do que um baixar dos braços. Na realidade, a maioría dos que a proferem nunca o chegaram verdadeiramente a tentar e partem do princípio que não são capazes. Ou ainda, entendem simplesmente que que não vale a pena tentar dada a falta de adrenalina implícita numa postura mais conservadora, «temendo» o prazer do trading que iríam perder numa abordagem de trading mais conservadora.


No entanto há algo que gostaría de sublinhar: a paciência educa-se. Além do mais, compensa...

Nos mercados a teimosia é um defeito, a paciência uma virtude.


Na ansia de extrairem mais do mercado do que aquilo que eles realmente lhes podem fornecer, grande parte dos investidores colocam a fasquia demasiado alta, com objectivos anuais impracticáveis e quase - nalguns casos - virtualmente inatingíveis, pelo menos de forma consistente e continuada.

A verdade é que um investidor que coloque, por exemplo, a sua fasquia na casa de algumas dezena de pontos percentuais ao ano não só tem muito maiores probabilidades de sucesso do que aquele que o tenta atingir os mesmos valores mas numa base semanal ou mesmo mensal como ainda ao fim de alguns anos - sim, porque é numa base de vários anos que se mede realmente a performance de um investidor - terá obtido muito provavelmente uma melhor performance.



Quais as vantagens palpáveis de um trading mais conservador face ao trading de muito curto-prazo ou à alavancagem?


> Custos de negociação

Muito Curto-Prazo: neste caso temos comissões cujo o peso, por mais pequenas que sejam, tendem a pesar de forma de terminante em cada trade já que, o potencial de subida ou descida num activo no muito curto-prazo é bem menor. Assim sendo, e tomando como exemplo despesas por trade (compra + venda) da ordem dos 0.5%, o peso destas despesas é muito superior em trades cuja expectativa de ganho ou de perda é da ordem dos 2 a 5% do que em trades cujas expectativas de ganho ou de perda são da ordem dos 10 a 50%, por exemplo.

As despesas (comissões, spreads, etc) subtraiem-se a todos os trades ganhadores e somam-se a todos os trades perdedores. O seu impacto é bem maior no trading de muito curto-prazo. Num trading de muito curto-prazo são por vezes o suficiente para transformar uma estratégia ganhadora numa estratégia perdedora. No trading de médio-prazo dificilmente fará a diferença...

Outra perspectiva para a mesma questão:

Um trader A (muito-curto prazo) faz em média 3 trades por semana com despesas totais médias por trade da ordem dos 20 euros; um trader B (médio prazo) faz uma média de 5 trades anuais com as mesmas despesas médias da ordem dos 20 euros por trade.

O trader A tem de «retirar do mercado» cerca de 3.000 euros por ano apenas para cobrir as despesas enquanto que o trader B tem de retirar do mercado apenas 100 euros por forma a cobrirem as despesas. O trader A parte em clara desvantangem...


Alavancagem: aqui os problemas são de ordem ligeiramente diferente já que a expectativa de ganhos não é necessariamente limitada. O problema são os spreads enormes que por vezes os investidores se vêm a negociar (por exemplo em warrants cotados abaixo dos 10 centimos) ou o facto, normalmente ignorado, de que a alavancagem no caso dos CFD's por exemplo também alavanca o spread. Ao alavancar terrivelmente (na ordem das 40 ou 100 vezes) o trader parte para o trade com um prejuízo significativo que terá realizar para cobrir a despesa.

Tomemos com exemplo o trader A que negoceia no Forex (por exemplo no cross Euro-Dolar) com uma alavancagem de 40x ou 100x e o trader B com uma alavancagem de 10x partindo ambos com a mesma margem inicial (por exemplo, 10.000 euros). Tomemos ainda um spread de 5 pips para exemplo...

O trader B iria comprar cerca de 100.000 euros, o que com o euro-dolar a cerca de 1.25 e um spread da ordem dos 5 corresponderá a um prejuízo inicial da ordem dos 40€ enquanto o trader A alavancando a 40x terá um prejuízo inicial da ordem dos 160€ e a 100x o terá na ordem dos 400€. Este prejuízo é assumido logo que o trade é aberto e é tanto maior quanto maior é a alavancagem. O trader A parte mais uma vez em clara desvantagem...

Em sumula, o trader agressivo parte sempre em desvantagem, logo à partida com maiores obstaculos para vencer.


> Lucro versus Prejuízo

Muito Curto-Prazo: um trader que negoceia no muito curto-prazo tem maiores dificuldades em definir uma relação (um objectivo) francamente favorável entre as expectativas de ganho e as perdas máximas a assumir. Isto porque quando o objectivo de ganhos é da ordem dos 2, 3 ou 5% os prejuízos possíveis nunca poderão ser muito inferiores a 1 ou 2% (e já mantê-los nesta fasquia é extremamente difícil). Os traders mais agressivos acabam muitas vezes a realizar trades em que a expectativa de ganho e o prejuízo assumível são practicamente da mesma ordem de grandeza. Um trader de médio-prazo pode perfeitamente estabelecer relações muito mais favoráveis como por exemplo expectativas de ganho da ordem dos 20 ou 30% e de perdas assumíveis até aos 5%.

O trader de médio-prazo tem mais uma vez a vantagem de não ter a necessidade de obter uma elevada taxa de acerto para garantir o sucesso. Na realidade, se bem desenvolvida e aplicada a estratégia, ele pode chegar à situação em que lhe bastará um trade ganhador por cada dois falhados, por exemplo.


> Volatilidade

Alavancagem e títulos voláteis: a volatilidade não é tão positiva quanto a maioría dos traders a julga. Na realidade, a volatilidade tem um efeito pernicioso nos resultados tendendo a baixar a performance do investidor dado que este tende, normalmente, a reinvestir os lucros. A performance de um trader não se mede por uma média aritmética dos trades mas sim por uma média geométrica. Ora, esta média tende a baixar no caso em que a variância dos resultados é maior (mesmo que o seu valor médio seja idêntico).

Exemplificando: o trader A realiza trades a uma média de 5% mas os seus resultados variam entre os -15% e os +25% enquanto o trader B, alavancando menos ou negociando títulos menos voláteis, realiza trades a uma média de 5% mas com os resultados a variarem entre os -5% e os +15%. O facto é que o trader B (menos agressivo) obtém uma melhor performance.

A questão é que, em termos prácticos, é mais difícil recuperar de uma grande perda do que de uma pequena perda. Com o aumento da volatilidade (ou com o recurso à alavancagem) tendem a surgir perdas mais pesadas das quais é bastante mais difícil recuperar quer do ponto de vista práctico quer do ponto de vista psicológico.


> Ruído

Alavancagem e Muito Curto-Prazo: provavelmente um dos problemas mais graves mas dos mais imperceptíveis é o facto de, à medida que se negoceiam planos temporais cada vez mais apertados, nos vemos a negociar cada vez mais o ruido inerente ao mercado e cada vez menos os movimentos realmente analisáveis e aproveitáveis.

A negociar em planos temporais muito apertados e movimentos de muito pequena amplitude (tornados aparentemente negociáveis via alavancagem, por exemplo) estamos a negociar movimentos errácticos e na maioría dos casos altamente imprevisíveis. São ainda, na maior parte dos casos igualmente facilmente anuláveis...

Negociando planos temporais mais alargados, o ruído é filtrado - na maior parte dos casos o que se passa numa sessão é desprezável quanto mais o que se passa no «interior» dessa sessão. A filtragem do ruído é muito superior e é possível detectar padrões e tendências com um maior grau de fiabilidade. Tem ainda a vantagem de tais padrões demorarem-se a formar, dando tempo ao investidor para os detectar e agir, e a desfazerem-se, dando tempo ao investidor para reagir.

Um movimento de uma hora no euro-dolar pode ser desfeito na hora seguinte, o movimento de um ano num qualquer índice precisará de outro ano para se desfazer (obviamente trata-se de uma aproximação grosseira). Mas resulta evidente que o trader menos agressivo tem claras vantagens na hora de proteger o investimento e de sair do trade, com uma muito menor pressão sobre a decisão e o seu timing. Dito de outra forma, 100.000€ realizados ao longo de um ano num qualquer índice ou numa qualquer Portugal Telecom são muito mais fáceis de proteger do que 100.000€ realizados num qualquer cross euro-usd ao longo de de um ou dois dias de trading.


> Stress

Para terminar o artigo, uma vantagem de ordem psicologica mas com efeitos reais e que certamente muitos já sentiram na pele, é o stress a que estão submetidos quando realizam um trading muito agressivo. Não há comparação possível entre o stress e a pressão a que estão sujeitos um trader muito agressivo e um trader conservador que negoceia por exemplo no médio-prazo, recorrendo apenas marginalmente a alavancangem e a títulos de volatilidade moderada.

O stress reflecte-se no melhor ou pior bem estar do investidor, na sua boa condição emocional ou mesmo física o que acaba por ter reflexos na performance do investidor.

Provavelmente a maior vantagem de todas será o facto de um movimento, por brusco que seja, raramente «fazer mossa» nos investimentos de um trader conservador e portanto o impacto desses movimentos - possivelmente até inesperados - ser reduzido ao contrário do trader agressivo no qual o impacto é enorme e o influencia constantemente quando não o obriga a actuar contra a sua vontade (exemplo: margin calls).




Estas são vantagens reais com implicações reais na performance de um investidor. O artigo vai longo e muito embora alguns pontos podessem ser mais desenvolvidos penso que o essencial está dito. Ao contrário do que se possa pensar, optar por um trading conservador não assenta na falta de ambição mas antes a duas coisas:

> Na maior preocupação com a protecção do capital;

> No saber de que lentamente se pode chegar mais longe do que aquilo que realmente se é capaz quando se pretende ir demasiado longe e demasiado rapidamente.

É tudo o que posso dizer pois a partir daqui está nas mãos de cada um elaborar uma estratégia que tire partido destas vantagens... ou não!



Marco António


Bons Negócios,
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
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3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por empirico » 4/1/2008 18:00

Com todo o resprito que me mereçes, e é muito para quem não anda nestas lides há muito tempo e possa não saber, concordo e descordo.

Acho que não é ser um trade de curto prazo e de alavancagem que pode levar ao insucesso.

Eu sou um trade de curto prazo há vários anos e dou-me bem :)

O que eu não tenho é objectivos, nunca traçei objectivos de rentabilidade. O mey objectivo é não perder. Acho que é aqui que está o meu segredo e garanto a todos que a bolsa não me causa stress!

Abraço e parabéns pelo artigo :wink:
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por Alvo » 4/1/2008 18:07

Exelente artigo Marco.
E já agora alerto para os mais novos acerca das rentabilidaes que alguns dizem que têm. Eu também quando comecei ouvia alguns gabarem-se em forums que obtinham rentabilidades mirabolantes e sentia-me de alguma forma pressionado, porque achava que era normal atingir essas rentabilidaes, a conseguir também essas percentagens. Mas a verdade, é que quando comecei a ter alguma experiência e a falar com pessoas que andam nisto já há muitos anos apercebi-me que de facto isso, embora não seja impossivel, é altamente improvável.
E termino com uma afirmação polémica mas que já a disse aqui uma vez: uma grande parte do que aqui se diz( neste e noutros forum ) acerca de rentabilidades e de trades é pura mentira. E até me dá vontade de rir alguns que aqui divulgam os seus trades que, por anormal coincidência compram sempre nos mínimos e vendem sempre nos máximos. E só compram aquelas, que também por coincidência certamente, mais sobem.Impressionante. :mrgreen:
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por empirico » 4/1/2008 18:18

Alvo Escreveu:Exelente artigo Marco.
E já agora alerto para os mais novos acerca das rentabilidaes que alguns dizem que têm. Eu também quando comecei ouvia alguns gabarem-se em forums que obtinham rentabilidades mirabolantes e sentia-me de alguma forma pressionado, porque achava que era normal atingir essas rentabilidaes, a conseguir também essas percentagens. Mas a verdade, é que quando comecei a ter alguma experiência e a falar com pessoas que andam nisto já há muitos anos apercebi-me que de facto isso, embora não seja impossivel, é altamente improvável.
E termino com uma afirmação polémica mas que já a disse aqui uma vez: uma grande parte do que aqui se diz( neste e noutros forum ) acerca de rentabilidades e de trades é pura mentira. E até me dá vontade de rir alguns que aqui divulgam os seus trades que, por anormal coincidência compram sempre nos mínimos e vendem sempre nos máximos. E só compram aquelas, que também por coincidência certamente, mais sobem.Impressionante. :mrgreen:


Concordo com o que dizes é por isso que dou os meus trades práticamente em real-time (diferença de segundos)

Abraço
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por Cali » 5/1/2008 0:49

Alvo Escreveu:E termino com uma afirmação polémica mas que já a disse aqui uma vez: uma grande parte do que aqui se diz( neste e noutros forum ) acerca de rentabilidades e de trades é pura mentira.


Pronto... tinha que ser. :roll: Suponho que isso tambem incluirá a grande parte daqueles que ocasionalmente confessam que perderam uma pipa de massa em determinada altura, porque compraram quase nos máximos e venderam quase nos minimos, certo? Sim, porque afinal, é tudo exageros!

Partes, portanto, do principio que quem tem a iniciativa de partilhar com os companheiros de forum (e ainda por cima generalizas a todos os fóruns) as suas grandes alegrias, ou conquistas nesta actividade, são quase todos individuos cheios de problemas de afirmação, mentirosos compulsivos, ansiosos por atrair atenção, não é? De facto, nem é preciso dar-lhes o beneficio da duvida! Levam logo como o carimbo de aldrabões e mai'nada!
Diz-se por aí que há gajos que dão '8 seguidas' numa noite! Como, por mais que tentemos, não conseguimos passar das 4, é óbvio que não há ninguem no planeta que o consiga fazer! Ou, se há, não pode ser o gajo aparentemente normal, quiçá até feio e atarracado da porta ao lado (ou, no nosso caso, do nick ao lado).

Caro Alvo, este assunto é recorrente e chateia-me um bocado, e por isso reajo sempre que vejo afirmações deste tipo. Existem aldrabões, pois com certeza. Mas a ligeireza com que se mete a tal 'grande parte' no saco dos aldrabões, só porque achamos que as alegrias que conosco partilham são inatingiveis, sem que ao menos tentemos perceber de que modo foram conquistadas essas alegrias, e se o discurso é coerente com a conjuntura em que é efectuado, é tudo menos razoável. Olha, espero que um dia tambem tu possas vir a passar por um grande aldrabão! Era do melhorzinho que te podia acontecer! :wink:
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por Branc0 » 5/1/2008 0:59

Há de tudo, já vi forums a mesma pessoa dizer que entra a 1.5 e depois quando a cotação esta a 1.4 diz que o stop loss foi activado em break even :lol:

Mas por acaso acho que aqui no Caldeirão estamos bem servidos. Não acompanho todas as carteiras mas vou vendo algumas como a do JAS e não me parece que ande a enganar quem quer que seja.

Mas só acredita e só segue quem quer. As minhas operações no FX são publicadas aqui todas as semanas, mas como não estou a ganhar 300% se calhar já é mais facil acreditarem... se algum dia me acontecer passarei a aldrabão claro :roll:
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por longBlackCandle » 5/1/2008 1:59

Excelente artigo Marco.

Eu sou basicamente um position trader, a maior parte das minhas posições têm em média 1 ano.
Durante todo o ano de 2007, executei apenas duas ordens. Uma de venda de Martifer ('cause never let a profit turn into a loss ;)) e uma compra de SON já no ultimo trimestre. A rentabilidade liquida da minha carteira foi em 2007 cerca de 56%.
Comparando com outras carteiras bastante mais agressivas, e tomando como benchmark a carteira JAS, a rentabilidade obtida por mim não me deixa nada envergonhado.

No entanto, sinto que poderia obter melhores resultados, se executasse na pratica muitos dos movimentos que consigo antecipar com sucesso, com base em AT principalmente. E isso deixa-me insatisfeito e muitas vezes frustrado, gostava de ser um trader um bocado mais agressivo e penso que este feeling é também partilhado por outros traders ... será?

bn
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por Alvo » 5/1/2008 2:01

Épa. Vocês não se sintam atingidos porque eu não falei de ninguém em particular. De qualquer maneira eu não disse que era impossivel atingir essas rentabilidades mirabolantes, apesar do JAS ( que vocês citaram não fui eu)que não é própriamente um inexperiente, tenha conseguido rentabilidades de apenas dois dígitos que eu já considero aos alcance de poucos.
Eu referia-me à banalidade com que vejo dizer-se que se têm rentabilidades extraordinárias (fazendo das rentabildades do próprio JAS pouco mais do que mediocres )parecendo que isso é apenas o normal.
E não foste tu Branc0, que nos contaste que afinal não é fácil ganhar os tais 300% ( desculpa se não foste tu ).[/i]
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por arnie » 5/1/2008 10:37

:clap: :clap: :clap: :clap:

Marco, o artigo está 5 estrelas.

É muito bonito saber ler um grafico ou um relatorio de contas mas tantos os AT's e os AF's necessitam obrigatoriamente de saber gerir.

Os custos de negociação, o possivel lucro versus o possivel prejuizo quando incorporado os custos de negociação, a volatilidade a que o titulo tem estado sujeito dentro do time frame em que estamos a pensar negociar, o ruido que está intimamente ligado ao time frame referido atras e a parte psicologica(stress) fazem parte dessa gestão que todos nós somos obrigados a incorporar no nosso sistema de negociação seja por AT, seja por AF.

Quantas e quantas vezes o trade perfeito no final se torna não tão perfeito aquando adicionado uma simples coisa chamada custos de negociação?

Quantas e quantas vezes uma entrada perfeita acaba por se revelar desastrosa à saida?

Quantas e quantas vezes uma saida precipitada devido à má colocação de um stop loss?

Obrigado Marco pelo artigo e POR FAVOR continua com eles pois é necessário alguém que fale/ensine o que existe para além de um grafico e de um relatorio de contas.

um abraço
arnie
Bons negocios,
arnie
 
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por C.N. » 6/1/2008 11:34

Ola MarcoAntonio,

Obrigado por teres feito o re-post de um artigo teu de Outubro de 2004 :P Continua a ser de actualidade e, muito util para quem esta a procura de si proprio nos mercados.

Apesar da utilidade, parece-me necessario completar o artigo com o seguinte. Nos mercados (sejam de capitais ou nao) existem 4 tipos de posturas por parte dos intervenientes (sejam governamentais, institucionais, ou individuais). Esses 4 tipos de posturas sao:

:arrow: Poupanca - risco zero, retorno zero
:arrow: Investimento - risco medio, retorno medio ou perca media
:arrow: Especulacao - risco alto, retorno alto ou perca total
:arrow: Jogo - risco alto, perca total

Eu creio que os tres primeiros tipos de postura tem lugar na carteira de qualquer individuo (e tambem governo ou instituicao). O "Jogo" fica excluido por motivos obvios. Ou seja, em modos gerais, se um individuo tiver pouco ou nenhum conhecimento e pouca ou nenhuma experiencia nos mercados, deveria assumir uma postura do tipo

:arrow: "Poupanca".

Se no entanto tiver algum conhecimentos e alguma experiencia nos mercados, entao

:arrow: "Investimento"

seria o correcto. Como e obvio

:arrow: "Especulacao"

so e apenas com muitos conhecimentos e experiencia.

Voltando ao lead do artigo, as estrategias de curto-prazo e a arma da alavancagem. Estas, quanto a mim, so devem ser utilizadas no campo da "Especulacao". A especulacao, repito, e para quem esta disposto a correr o risco de tudo perder, com vista a ter retornos altos. Como o especulador arrisca tudo perder, entao a % do patrimonio (net worth) a ser alocada a este tipo de postura devera ser calculada em funcao da idade, situacao familiar, situacao profissional, valor do patrimonio actual, objectivos pessoais, objectivos financeiros, outros.

Para terminar, as estrategias de curto prazo e a arma da alavancagem tem um lugar proprio, e devem ser utilizadas para maximizar os ganhos sem perder de vista que todo o capital pode ser perdido.

Abraco

CN
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Re: 30% ao mês não obrigado...

por NM_2 » 23/9/2015 17:03

Muito interessante o artigo e pedagógico. Obrigado.
 
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