Novidade: Entrevista ao Dr. Fernando Braga de Matos

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Novidade: Entrevista ao Dr. Fernando Braga de Matos

por Ulisses Pereira » 19/7/2007 1:39

Publicámos na Primeira Página a "fresquinha" entrevista que nos concedeu o Dr. Fernando Braga de Matos, autor do "Ganhar em Bolsa", cuja nova edição tem sido um enorme sucesso de vendas:

www.caldeiraodebolsa.com

Espero que gostem ;)

Um abraço,
Ulisses

Entrevista ao Dr. Fernando Braga de Matos

20 Jul 2007

Três anos depois, o Dr. Fernando Braga de Matos volta a dar uma entrevista ao Caldeirão. Alguns dias depois do lançamento da nova edição do "Ganhar em Bolsa", colocámos algumas questões ao seu autor sobre o livro, sobre a saúde do actual "Bull Market" e sobre alguns temas mais intemporais relacionados com os mercados.



Ulisses Pereira: Parabéns por esta nova edição do "Ganhar em Bolsa". Depois de tantos anos esgotado, a nova edição tem sido um fantástico sucesso de vendas. A que atribui o sucesso da sua obra?

Fernando Braga de Matos: A capa é muito atraente.

UP: Eu considero que a verdadeira essência do livro está na primeira edição. Que diferenças entre esta edição e a primeira, já que muitos anos passaram desde a sua obra original?

FBM: Na essência nada se modificou, como é óbvio. O que se passou nos quase 15 anos subsequentes apenas veio confirmar, mesmo reforçar, o que eu sustentava em análise de mercados e decorrente estratégia.

Afinal, o livro começa por ser uma obra de investigação, com grande ênfase no estudo estatístico e evidência empírica. Com a minha base de dados de 20 anos da Nyse e 17 de Bolsa portuguesa, milhares de gráficos tirados, tudo acoplado a estudos académicos e obras práticas dos últimos 100 anos (sim!) como poderiam as coisas ser diferentes?

Agora, há muita novidade, mas principalmente de actualização. A Internet e a globalização modificaram o ambiente, influenciando coisas importantíssimas como o acesso a outras Bolsas, a relevância dos mercados emergentes, a internacionalização das empresas (de tal forma que as cotadas já pouco têm a ver com a economia nacional). Depois, temos uma nova Bolsa, o desenvolvimento de um outro Bull Market, novas ênfases na teoria financeira, que os Nobel vieram realçar, etc…

UP: Para aqueles que já tinham a edição anterior, vale a pena comprar esta nova?

FBM: Ao fim e ao cabo, 150 páginas a mais não hão-de ser só frivolidades. Pelo menos o editor achou que não. Eu, se investisse na Bolsa e tivesse 25 euros na carteira, comprava o livro.

UP: Os mercados mudaram muito desde a primeira edição até hoje?


FBM: Os emergentes, como era o nosso, alteraram-se muitíssimo, em eficiência dita interna e externa. Portugal, que é o que nos interessa, é hoje outra coisa. Quem, como eu, percorreu 35 anos de Bolsa e sistema financeiro associado, até julga que mudou de país. Quando comecei a escrever o livro só havia 3 títulos a negociar "em contínuo" e era uma novidade!


De resto e em geral, os mercados mudaram muito em rapidez de operação e informação, no alargamento de plataformas, na intermediação e na apetência por produtos derivados.

UP: A abordagem da Bolsa como um "Jogo" é uma constante no seu livro. Por que razão encara assim os mercados, ao invés da palavra politicamente correcta: "investimento"?

FBM: Não é "ao invés", os conceitos ajustam-se, pois se trata do jogo do investimento em acções. Porém, o uso do conceito de Jogo é essencial para o meu fito de analisar o mercado de acções, percebê-lo e, então, definir a estratégia decorrente.

As pessoas às vezes ficam perplexas porque associam a palavra "jogo" necessariamente aos ditos de fortuna, ou sorte e azar. Ora, não é nada disso, tudo vai na senda do que Von Neumann definiu como Teoria dos Jogos e que, desde a 1ª edição do meu livro, já recebeu dois prémios Nobel, em 1994 e 2005. Isto é, conforme escrevi no meu livro, "uma actividade humana racional que se desenvolve em interacção dos participantes, exigindo destes conhecimentos e perícia, dos quais o resultado depende, tendo por finalidade um ganho ou uma vantagem".

Tentei então devassar o específico Jogo das Acções, a tal dedicando um capítulo. Se bem compreendido, grande parte das questões ficam resolvidas e seguramente as essenciais.


O primeiro dos pontos é, aliás, perceber que se trata de um jogo de soma positiva, isto é, um jogo em que todos podem ganhar. Parece milagre? Pois é matemática pura. Daí a minha afirmação que, "qualquer pessoa, e não necessariamente um perito, desde que dotada dos conhecimentos adequados e informação suficiente, pode seguramente ganhar em Bolsa, possivelmente muito, e eventualmente de um modo extraordinário, mesmo usando uma estratégia avessa ao risco". (Falo de acções e não de outros produtos financeiros).

UP: Tem sucesso como investidor? Qual o seu maior erro em todos estes anos em que negoceia?

FBM: Felizmente que o meu sucesso não é como os da astrologia que ganham os dracmas a vender livros e horóscopos, não a fazer previsões fidedignas.


No perfil de risco que escolhi, o meu êxito é notório. Basta dizer-lhe que na 1ª edição do livro já previa o início do Bull dos anos 90; que larguei tudo em princípios de 2000; e que reentrei em Bolsa no dia em que os marines derrubaram a estátua de Saddam, em 9 de Abril de 2003, depois de enxergar os sinais que o meu livro assinala como de rompimento do Bull Market. Quer melhor?

O meu maior erro - citando um estratégico claro está - foi não ter largado os cabedais em 1973, com a crise do petróleo e , por isso, deixar-me "nacionalizar" (salvo seja!) no 25 de Abril. Perdi couro e cabelo e fiquei "a descoberto". Quer pior?


Por isso escrevi o livro: para na investigação perceber como um cidadão inteligente pode ser tão estúpido. (Para sossego da minha auto-estima, até averiguei que, entre outros infelizes com idêntico fado, se destacavam Newton e Keynes, nada menos)

UP: Há 3 anos, concedeu-nos uma entrevista onde afirmava estarmos num "Bull Market". Até hoje, ele prosseguiu o seu imparável caminho. Acredita que ainda há espaço para mais ganhos?

FBM: Os PER ainda não estão exagerados, as empresas cotadas são boas e continuam a ter excelentes ganhos num mercado global em fantástica expansão. Por isso, o Bull vai continuar. Com uma saudável rectificação lá mais para diante se continuar a ascensão, ou um sossegado rumo para tendência lateral. Vamos a ver como será o sentimento e a apetência pelo risco dos investidores.

UP: Como vê, a crescente popularidade da negociação das "commodities"?

FBM: Com as novas economias emergentes, com 4 biliões de pessoas, a crescerem desmesuradamente, já se sabia que as commodities iam entrar no bom tempo. As pessoas acorrem às oportunidades, voila. E depois há tantos produtos para todos os perfis de risco - Futuros, Fundos abertos, ETFs, Hedge Funds, até as simples acções de empresas mineiras ou de energia.

UP: Cada vez mais, os pequenos investidores têm acesso a produtos altamente alavancados. Entre o potencial de retorno e o risco de utilização abusiva, aconselha o seu uso?

FBM: Um dos meus mentores intelectuais, o extraordinário Peter Lynch , dizia: - "Os derivados são para quem odeie ficar rico lentamente e prefira ficar pobre rapidamente".

Isso é para profissionais e semi-profissionais, ou alguém julga que um amador part-time tem qualquer hipótese de ganhar consistentemente?


A alavancagem que eu defendo passa pelo efeito multiplicador do reinvestimento de dividendos e mais-valias e pelo o uso de conta-margem nos primórdios do Bull Market. E esta última sugestão é com muita cautela, com sistemas protectivos a funcionar, seja "stop loss", seja alguma forma de "hedging".

UP: O aparecimento de OPA`s muito importantes no mercado português, a lentidão na sua resolução e o seu falhanço por questões estatutárias retiram credibilidade ao mercado português?

FBM: Claro que tira, e refiro-me principalmente à PT. Ficou visto que o Estado (e a nomenklatura dos gestores públicos ou aparentados) é que riscam e, como habitualmente, mal. Até o insigne personagem que representou a CGD na AG é dos de curriculum duvidoso.


Toda a gente, menos os interesses corporativos, ficou a perder, e para tanto basta recordar as cotações da Sonae.com , da Sonae e o preço da oferta da PT, tal como estavam quando o lance subiu: o valor accionista cresceu desmesuradamente e depois voltou à modorra "institucional". Como se viu, todos perderam, tanto os accionistas da Sonae como os da PT (os da Sonae mais, claro) , porque Belmiro criava valor e os residentes não. Isto não digo eu, disse o mercado.


Também se refira, porém, em abono da verdade, que o que a gente vê frequentemente na Europa continental é mais ou menos a mesma droga, embora menos escabroso.

UP: Aprecia a estratégia de "comprar em baixa e vender em alta" ou "comprar em alta e vender ainda mais em alta"?

FBM: A estratégia fundamental que preconizo é a "Timing the Market " e seguir a Tendência. Isto dito, não há mal nenhum, pelo contrário, em acoplar uma estratégia oportunística, a que eu chamo "ir aos saldos".

UP: Porque é que tantos investidores perdem no mercado?

FBM: Não percebem nada do assunto e enganam-se a si próprios porque, enquanto ganham, não atribuem o facto à fortuna do bom momento, mas a uma presumida competência. Então, até a inibição da ignorância perdem, e isso era a melhor salvaguarda que detinham.


Alias, o benfazejo Jogo das Acções, que por ser de soma positiva é inelutavelmente de ganhar como vimos, é também traiçoeiro, porque alicia quando fica perigoso e repele quando tudo é favorável (mas não parece). A vertente das aparências é uma faceta interessantíssima do jogo. Daí, no livro, um capítulo dedicado à "Arte do pensamento contrário".

UP: O que pode um investidor perdedor fazer para se transformar num investidor ganhador?


FBM: Adquirir o "Ganhar em Bolsa", como não podia deixar de ser. Mas como a osmose não chega, também é preciso ler.

UP: Cada mercado tem as suas próprias características ou, com a globalização e a fusão de diferentes Bolsas mundiais, os investidores e os padrões de negociação são cada vez mais semelhantes?

FBM: Os mercados tendem todos para a perfeita eficiência, embora ao contrário do que sustenta a teoria do mesmo nome, nunca a consigam alcançar. No entretanto, igualizam--se claramente na operacionalidade, e as distinções só se continuam a processar no acesso à informação, o chamado domínio da eficiência externa.

UP: O que é que jamais faria em Bolsa?

FBM: Comprar acções das SAD`s dos clubes de futebol.

UP: De que tem saudades em relação ao mercado?

FBM: O do antigamente? Nada, era tudo pior, excepto eu ser mais novo.
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por jozeca » 19/7/2007 2:05

parabens pela entrevista
 
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por The Mechanic » 19/7/2007 2:10

Boa entrevista . Simples e agradável de ler , ao bom estilo do próprio livro . Este é do melhor, senão o melhor que se pode encontrar sobre o assunto em Portugal , em Português e por um Português.

Um abraço ,

The Mechanic
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por brakeza » 19/7/2007 2:41

Parabéns pela entrevista caro Ulisses . Tal como já foi referido agradável de ler . Gostei particularmente da referência à CGD e ao seu administrador conhecido pelo famoso "salto à Vara" . Definitivamente vou comprar a nova edição .
Abraços
 
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por pata-hari » 19/7/2007 7:09

Adorei a frase: ""Os derivados são para quem odeie ficar rico lentamente e prefira ficar pobre rapidamente". Vou tentar lembrar-me para o futuro :). E, já agora, a outra frase acerca do que tem saudades: " Nada, era tudo pior, excepto eu ser mais novo."
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por Camisa Roxa » 19/7/2007 8:28

sempre que clico no link para a página da entrevista o meu firefox/explorer crasham...
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por Auditor » 19/7/2007 8:42

Parabéns. Excelente entrevista.
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por Jim Beam » 19/7/2007 8:44

Camisa Roxa Escreveu:sempre que clico no link para a página da entrevista o meu firefox/explorer crasham...


Tenta ir directamente por aqui:
http://www.caldeiraodebolsa.com/article.php?iId=509
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por carrancho » 19/7/2007 8:53

Muito bom...

Parabéns Ulisses e Caldeirão.

A 1ª edição nunca li, esta estou a ler e realmente destaca-se a forma descontraida como é tratado o assunto. Mesmo para quem tenha umas noções muito básicas dos mercados é de fácil compreensão e quem não tem noções nenhumas não deixa de ser uma forma de começar a ter embora com uma leitura mais lenta com muita pesquisa pelo meio.

Abraço,

Carrancho
Abraço,
Carrancho
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por Camisa Roxa » 19/7/2007 9:05

Jim Beam Escreveu:
Camisa Roxa Escreveu:sempre que clico no link para a página da entrevista o meu firefox/explorer crasham...


Tenta ir directamente por aqui:
http://www.caldeiraodebolsa.com/article.php?iId=509


nice ;)
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por zezus » 19/7/2007 9:34

Muito boa a entrevista. Parabéns
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por vitor79 » 19/7/2007 9:35

Li e gostei.
È impressão minha ou ele amb´m defende uma descida agora para que o bull market possa continuar?
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por dakshinamurti » 19/7/2007 10:34

Von Matos no seu estilo inconfundível.
A goal without an action plan is a daydream.

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por Auditor » 19/7/2007 10:37

Ele defende correcções e não um Bear Market, algo aliás que todos nós esperamos.
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por vitor79 » 19/7/2007 10:42

Ele defende correcções e não um Bear Market, algo aliás que todos nós esperamos[/quote]

Exacto, foi isso que percebi, é que existe quem defenda bear market devido ao crédito que por aí anda.[/quote]
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por americo » 19/7/2007 11:02

Parabens pela entrevista,

não conheço o sr, mas fiquei com boa impressão,

acho que vou comprar o livro.

Cumptos,
 
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por MarcoAntonio » 19/7/2007 13:01

americo Escreveu:Parabens pela entrevista,

não conheço o sr, mas fiquei com boa impressão,

acho que vou comprar o livro.

Cumptos,


Tendo por referência a primeira edição, é um excelente livro que aconselho vivamente especialmente a quem se estiver a iniciar.

De leitura e abordagem muito acessível, dá uma excelente da natureza dos mercados e da psicologia do investidor.

De resto como a descontraída e bem-humorada entrevista deixa antever...
:wink:
Bons Negócios,
Marco Antonio
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
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por vitor79 » 19/7/2007 14:44

Uma coisa importante, que venham mais artigos destes ou outros de forma a dinamizar mais o próprio site.

Obrigado e continua, Ulisses.
Excelente trabalho.
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por Barra » 19/7/2007 17:23

Muito bom.

Gostei da 1ª edição e já comprei este novo.

Aliás o Caldeirão (todos os intervenientes, leia-se) tem promovido tanto o livro que difícil é resistir a comprá-lo.
 
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comentário

por jotabil » 19/7/2007 18:46

Caro Barra

Já tinha uma fotocópia da primeira edição mas comprei agora o livro que espero seja autografado pelo autor. Um amigo comum parece que joga umas partidas de bridge com ele.
Mas o livro está excelentemente escrito e muito bem estruturado de tal modo que nos dá um conhecimento muito conciso da realidade da bolsa....a nós que não somos profissionais nem temos meios para manipular os títulos...fornece-nos a dimensão psicológica para nos podermos mover nessa condição.
Estou a reler...houve partes que não aprofundei na primeira leitura por defeito das fotocópias...mas penso agora ler com mais alguma profundidade.
É um bom investimento dado que é uma obra elaborada por um período longo de reflexão por parte do autor que escreve com toda a simplicidade.

cumps
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
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por scpnuno » 19/7/2007 18:55

(Bem que o nosso amigo Ulissinho nos podia arranjar uma sessão de autografos para caldeireistas, não?)

Debaixo daquelas barbas há um coração de ouro e eu acredito que ele ainda vai meter uma cunha ao autor..nem que a gente tenha que pagar o almoço aos dois...

Fica a sugestão

P.S. Eu não pago, que a ideia foi minha

P.S.2 - o almoço pode ser no macdonalds...
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
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parabens

por pinhal » 19/7/2007 19:52

Gostei da entrevista e ainda mais do livro.
Reconheci ao ler o livro, alguns erros que andava a cometer neste meu inicio de investidor na bolsa. Não há nada como aprender com quem sabe.
parabens mais uma vez e extensivo a todos que aqui fazem opinião. :lol:
 
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por valves » 19/7/2007 20:46

mto bom já o comprei tinha a primeira edição e como já aqui referi deve ter sido sem qualquer exagero o melhor investimento que fiz em termos de rentabilidade na pura acepção do termo. Mto interessante o Prof Braga de Matos realçar a teoria dos jogos de decisão e a importancia que essa teoria tem para o investimento em bolsa. Muito interessante também na parte final em que o Prof remata no seu estilo de que saudades de antigamente não tinha nenhumas excepto ser mais novo :mrgreen: o que no fundo deve ser interpretado como a quantidade de oportunidades que no prinicipio do sec XXI existem para ser agarradas e que se pode viver hoje para quem saiba viver neste mundo novo incomparavelmente melhor do que se vivia antigamente ... embora esta ultima parte do antigamente fale sem conhecimento de causa. :)

Parabens
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
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por Resina » 19/7/2007 21:31

Parabéns Ulisses pela excelente entrevista que nos pudeste facultar...
Acho que as perguntas que colocaste ao Dr. Fernando Braga de Matos foram as adequadas, e digo-te que responderam a muitas questões que até precisava que fossem respondidas.
Já adquiri o livro, mas por razões pessoais ainda não consegui ler, apenas folheei algumas paginas, e já achei muito interessante. Vai ser a minha leitura de férias...
Abraço e agradeço por todos os que ainda não fizeram!
H.P.Resina
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És fraco, junta-te aos fortes!
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por Pintodoiro » 19/7/2007 21:46

Boa noite

Depois de ter lido a primeira edição à já algum tempo
e agora esta entrevista não posso estar mais que ansioso por ler a última obra deste Senhor.



"uma actividade humana racional que se desenvolve em interacção dos participantes, exigindo destes conhecimentos e perícia, dos quais o resultado depende, tendo por finalidade um ganho ou uma vantagem". Prof.Braga de Matos.

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