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Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

por Açor3 » 26/11/2008 13:57

Pedro Braz Teixeira
Demitam-se, sff

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No caso do BPN comecemos pelos primeiros culpados, as sucessivas administrações deste banco. Parece que a procissão ainda nem sequer saiu da igreja, mas o que se conhece já é de meter medo ao Adamastor. Já foi detido o ex-presidente e esperemos que o processo seja concluído num prazo decente e que tenhamos decisões judiciais inteligíveis e "entendíveis" como justas.


Entretanto, estranha-se o silêncio do PSD perante tantos ex-governantes envolvidos nesta longa e penosa novela. No mínimo, deveria haver uma declaração pública de repúdio abstracto de todas as ilegalidades. Gostaria ainda da promessa de que todos os que venham a ser condenados por tribunais levarão como pena adicional a expulsão do PSD.

Parece também óbvio que Dias Loureiro se deveria demitir do seu lugar de conselheiro de Estado, para evitar mais lama no PR. Mesmo que Dias Loureiro se sinta o maior dos inocentes, deveria ter esse gesto para preservar as instituições (o Conselho de Estado e a Presidência da República).

Passemos agora ao segundo grupo de culpados, no Banco de Portugal (BdP). Vítor Constâncio durante anos a fio avisou (e bem) que muitos responsáveis em Portugal não tinham interiorizado as implicações estruturais da participação no euro. É extraordinariamente irónico que o próprio Constâncio não tenha percebido a profunda alteração estrutural que a mesma participação implicava para o próprio BdP. Antes do euro, a principal tarefa do BdP era a gestão macroeconómica e Constâncio até tinha um excelente perfil para essa tarefa.

Uma vez no euro, a gestão macroeconómica passou para um "secundaríssimo" plano, tendo a supervisão bancária passado para o primeiro plano. Com a redefinição de prioridades, Constâncio já não tinha o perfil ideal para a "nova" instituição. Mas o mais grave de tudo foi que Constâncio não soube ou não quis fazer a reestruturação profunda de que o BdP carecia. Manteve o banco à sua imagem e semelhança, em vez de o transformar em função das novas prioridades decorrentes do euro. Esta incapacidade de liderança estratégica é gravíssima e parece que vai custar aos contribuintes largas centenas de milhões de euros.

Se isto não justifica a demissão, o que há poderia justificar? Parece que há para aí quem veja na eventual demissão de Constâncio um problema grave para o BdP. Mas uma instituição não fica mais fragilizada quando tem uma liderança ferida de morte? Mais ainda, Constâncio pretende que cometamos com ele o mesmíssimo erro que ele cometeu com os banqueiros: o de os considerar acima de qualquer suspeita ou necessidade de fiscalização exigente.

Também não faz sentido dizer que o BdP precisa de mais meios na supervisão. Precisa, isso sim, de "reafectar" os vastíssimos recursos gastos noutras áreas para a área prioritária: a supervisão, coisa que é do mais elementar sentido de gestão.

Finalmente, as acusações de "chicana" política. Quando um alto responsável abusa do seu poder e da sua independência, para favorecer o governo em exercício, quem faz "chicana" política? Quem pratica o abuso ou quem denuncia o abuso praticado? No caso do défice de 2005 "previsto" de 6,83% quem fez "chicana" política?

No Boletim Económico de Outono de 2008, o BdP não apresenta uma previsão do PIB para 2009, quando o FMI, a CE e a OCDE já a publicaram. Esta situação inédita de estarmos quase a entrar a 2009 sem um cenário macro por parte do BdP é um "frete" ao Governo, para não pôr em causa o cenário idílico do Governo? Porque é que não há uma palavra em relação ao défice de 2009? Se o défice de 2008 corrigido é de 2,8% do PIB, segundo o BdP, e o cenário macro pior do que o do Governo, qual é a estimativa do BdP para o défice de 2009? Estamos em presença de dois pesos e duas medidas? E "desorçamentação"? Também estamos como na supervisão, que o BdP não vê "desorçamentação" porque o Governo não informou o BdP das trafulhices que anda a fazer por baixo da mesa? Quando Constâncio até o melhor activo do BdP (o gabinete de estudos) destrói, o que é preciso mais acontecer?
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por Flying Turtle » 26/11/2008 14:47

:clap: :clap: :clap: :clap: :clap: Pedro Braz Teixeira!

FT
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por Açor3 » 27/11/2008 10:42

Filho de Oliveira Costa destituído de director do BPN
Francisco Bandeira, novo presidente do Banco Português de Negócios (BPN), já começou a "expurgar" a instituição, tendo decidido destituir José Augusto Costa, filho de Oliveira Costa.

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Francisco Bandeira, novo presidente do Banco Português de Negócios (BPN), já começou a "expurgar" a instituição, tendo decidido destituir José Augusto Costa, filho de Oliveira Costa.

Segundo o “Diário de Notícias”, ontem, José Augusto Costa foi chamado à administração para lhe ser comunicado que a partir daquele momento estava destituído do cargo de director de organização do banco. Funções que exercia há poucos meses, pois foi Miguel Cadilhe, presidente do BPN até à nacionalização, que o escolheu para desempenhar o cargo.

Antes, o filho de Oliveira e Costa , ex-presidente e fundador do BPN, chegou a ser administrador do banco, responsável pelo pelouro financeiro. Cargo que exerceu até ao afastamento de José Oliveira Costa da liderança do BPN em Fevereiro último.

Fonte do “Diário de Notícias” admite que José Augusto Costa, engenheiro de formação, ficou desolado com a decisão da administração e que não esperava que tal viesse a acontecer
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por JPtuga » 27/11/2008 11:07

Temos pena... :twisted:
 
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por pedrom » 27/11/2008 11:11

JPtuga Escreveu:Temos pena... :twisted:


Não tenhas, pois já deve ter garantido lugar em outro banco ou até no estado..... :mrgreen:
De que vale a pena correr quando estamos na estrada errada?
 
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por Bocciardi » 27/11/2008 11:19

O que mais me choca nisto tudo é que esta gente não tem vergonha na cara... Depois de isto tudo estar a acontecer, em primeiro lugar o Cadilhe vem dizer que os ex-adiministradores do BPN deveriam ser chamados à responsabilidade, quando tem na sua equipa o filho do CEO que mais tempo geriu esse banco.

Depois vem o "coitado" (coitado por ser intelectualmente demente, para tecer este tipo de comentários):

ficou desolado com a decisão da administração e que não esperava que tal viesse a acontecer


do filho do Oliveira e costa dizer isto... Mas será que não lhe é claro que estando num orgão de gestão, ainda por cima ex-director financeiro da instituição, que não lhe iriam chamar à responsabilidade?!?!? E que estando numa posição de chefia não poderia destruir e/ou ocultar informação?!?!?

A passividade com que esta gente demente da cabeça diz estas coisas é escandalosa, parece que estamos no país da alice das maravilhas e estamos a ver a banda passar...

É revoltante, deveriam-lhe nacionalizar todos os bens e dos familiares directos (sendo "ex-mulher" ou não..."

Um abraço
 
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BPP

por Bocciardi » 27/11/2008 11:51

O Banco de Portugal (BdP), liderado por Vítor Constâncio, e os restantes bancos do sector concertaram-se para salvar o Banco Privado Português (BPP) e afastar a actual administração liderada por João Rendeiro, avança o jornal «Público».

O objectivo é salvar os activos que o banco ainda possui em carteira e evitar que a falência impeça que o BPP salde os seus compromissos internacionais e contamine o resto do sistema.

Esta solução, que surge como a única possível em contraponto com a falência da instituição, está a ser conduzida pelo BdP, que se prepara para anunciar uma proposta de recuperação no âmbito do regime geral das instituições de crédito.

Com esta decisão, a solução para o BPP passa pela nomeação de administradores provisórios por parte do BdP e o consequente afastamento de João Rendeiro.

@ IOL Diário
 
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por Açor3 » 28/11/2008 8:55

28 Novembro 2008 - 00h30

CGD
Caixa levou quadros do BPN
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) mandou várias camionetas recolher os 82 quadros do autor espanhol, Juan Miró, que estavam na sede do Banco Português de Negócios (BPN), logo após a concessão do primeiro empréstimo de 200 milhões de euros, concedido em 15 de Outubro. A decisão de recolher os quadros teve por objectivo "garantir os interesses do banco do Estado", afirmou ao CM uma fonte ligada ao processo, e aconteceu vinte dias antes do Governo ter decretado a nacionalização do BPN.
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por Açor3 » 28/11/2008 9:27

Miguel Cadilhe já aprovou a venda de sete empresas da SLN
O conselho de administração da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), liderado por Miguel Cadilhe, aprovou ontem a venda de sete empresas do grupo, adiantou a instituição em comunicado. Neste grupo estarão sociedades da área vitivinícola (Murganheira, Raposeira e Tapada do Chaves) e empresas de tecnologias, entre outras.

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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt


O conselho de administração da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), liderado por Miguel Cadilhe, aprovou ontem a venda de sete empresas do grupo, adiantou a instituição em comunicado. Neste grupo estarão sociedades da área vitivinícola (Murganheira, Raposeira e Tapada do Chaves) e empresas de tecnologias, entre outras.

Ao que o Negócios apurou, a lista de activos cuja alienação foi aprovada não inclui a Real Seguros, nem qualquer sociedade do Grupo Português de Saúde.
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por Açor3 » 28/11/2008 9:37

Plano de Cadilhe prevê venda parcial de activos


PEDRO FERREIRA ESTEVES
Sociedade Lusa de Negócios. Os próximos dias vão ser decisivos para a liderança de Cadilhe na antiga proprietária do BPN. Ontem, foram aprovadas as novas "opções estratégicas" do grupo, agora que não conta com o seu 'braço' financeiro. Numa primeira fase vão avançar sete operações de venda

Accionistas questionam gestão da sociedade

O presidente da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) deu ontem o primeiro passo formal na reestruturação do grupo, com a aprovação em conselho de administração das "Opções estratégicas da SLN pós-nacionalização do BPN". No entanto, Miguel Cadilhe vai agora enfrentar a fase mais difícil da sua curta liderança da sociedade: convencer os accionistas da eficácia do seu plano, numa altura em que só a venda rápida de activos conseguirá evitar situações de ruptura da sociedade.

Segundo apurou o DN, depois de um processo de análise da situação financeira da SLN - onde foram identificados défices graves de liquidez em várias empresas -, a equipa de Cadilhe redefiniu as linhas centrais do plano apresentado a 10 de Setembro. Um efeito da nacionalização do "braço" financeiro do grupo.

Assim, o novo plano prevê que as áreas de actividade que tinham sido identificadas como potenciais objectos de alienações sejam colocadas à venda de forma parcial. A ideia é que a SLN defina uma actividade estratégica nuclear e que venda activos que possam ajudar a cobrir as necessidades iminentes de tesouraria. Necessidades calculadas em 150 milhões de euros até ao início do próximo ano, sob a forma de pagamentos de créditos e despesas com salários e fornecedores. Refira-se que a dívida acumulada pelo grupo - na sua maioria de curto e médio prazo - ascende a 800 milhões, dos quais 500 milhões estão no BPN.

Num comunicado enviado ontem, a SLN deu conta de que foram aprovadas pelos administradores "as primeiras sete operações de alienação de empresas do grupo". A área de seguros Não Vida está a ser vendida em conjunto com a Vida, que ficou no BPN, numa operação conduzida em parceria com a nova gestão do banco. A actividade de saúde - que já despertou o interesse dos concorrentes HPP (CGD) e Grupo Mello - também deverá ser vendida, embora de forma apenas parcial. À imagem do que poderá acontecer com a agro-indústria e cimentos.

Tensão interna aumenta

O novo plano de Cadilhe procura apaziguar, de certa forma, alguma contestação interna, de accionistas e administradores. Nos últimos dois meses, mais de uma dezena de executivos de topo pediram a demissão, acusando Cadilhe de só se preocupar com o banco. Uma ideia partilhada por alguns accionistas, revoltados também pelas perdas que sofreram no aumento de capital entretanto suspenso. O futuro desta operação, a gestão de Cadilhe e até a sua remuneração deverão ser pontos de discussão acesa no conselho geral da próxima terça-feira. Um encontro que antecipará a assembleia-geral de accionistas, marcada para o próximo dia 18 de Dezembro, em Lisboa.
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por Açor3 » 28/11/2008 14:59

sexta-feira, 28 de Novembro de 2008 | 13:09

BPN: PS quer análise a incompatibilidades e impedimentos


O PS propõe que a comissão de inquérito ao caso BPN analise as alterações à lei das incompatibilidades e impedimentos dos titulares de cargos públicos.
«Deve ser aferido com rigor se eventualmente há regras de incompatibilidade que devam ser aprofundadas para evitar situações que sejam menos adequadas», afirmou o líder parlamentar dos socialistas, Alberto Martins, sem entrar em muitos pormenores.

O CDS-PP propôs uma comissão de inquérito ao caso BPN, cujo objectivo é «aferir da existência de falta grave» do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, no desempenho dos seus deveres estatutários, enquanto presidente da entidade supervisora.

A bancada do PS anunciou ontem que iria propor que a comissão de inquérito analisasse «a gestão e administração do BPN».
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por Açor3 » 28/11/2008 18:43

Diz Bloco de Esquerda
BPN compromete já 200 euros por cada contribuinte
2008/11/28 17:28Carla Pinto SilvaAAAA
Tendo em conta que instituição já gastou mil milhões
O Bloco de Esquerda disse esta sexta-feira que o Banco Português de Negócios (BPN) já gastou, desde que entrou em colapso por «operações delinquentes», cerca de mil milhões de euros.

Segundo afirmou o deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, este valor equivale a comprometer desde já 200 euros de cada contribuinte, disse no final da discussão do Orçamento de Estado para 2009, que decorre no Parlamento.

«Este Governo ajuda os afortunados. O BPN entrou em colapso por operações delinquentes e logo vem o estado para salvar as contas. O banco público já gastou mil milhões de euros na operação, o que equivale a comprometer desde já 200 euros de cada contribuinte, e mesmo assim ainda está a pedir dinheiro emprestado para ir cobrindo o buraco», rematou.
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por Açor3 » 29/11/2008 9:47

29 Novembro 2008 - 02h07

Banqueiro colabora com a Justiça
Patrão do BPN negociou detenção
A prisão de Oliveira e Costa, o ex-banqueiro que durante anos administrou o Banco Português de Negócios (BPN), foi negociada nas mais altas esferas do Ministério Público (MP) e da própria Polícia Judiciária.


O único factor de surpresa, para o próprio, foi mesmo a determinação da prisão preventiva, que acabou por resultar do interrogatório presidido pelo juiz Carlos Alexandre. Oliveira e Costa sabia que iria ser detido e estaria consciente da estratégia do MP.
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por Açor3 » 29/11/2008 10:01

Dias Loureiro manteve ligações à SLN até dia 15 deste mês
Dias Loureiro manteve ligações à Sociedade Lusa de Negócios até 15 de Novembro deste ano, noticia a TVI, através de uma das empresas detidas pela SLN, a SPPM


Dias Loureiro manteve ligações à Sociedade Lusa de Negócios até 15 de Novembro, noticia hoje a TVI. Na altura, o antigo administrador demitiu-se do cargo que detinha na SPPM, uma das empresas detida pela SLN, a principal accionista do Banco Português de Negócios.

Dias Loureiro tinha afirmou várias vezes nos últimos dias que cortou todos os vínculos com a Sociedade Lusa de Negócios em 2005.

Os documentos a que a TVI teve acesso mostram que Dias Loureiro entregou a carta de demissão da SPPM - uma empresa que produz componentes para automóveis - a 15 de Novembro, um dia antes do PS lhe negar uma audição no Parlamento, para prestar declarações sobre o BPN.

Em entrevista à RTP, Dias Loureiro garantiu que deixou a SLN em 2005, tendo dito na altura a Oliveira e Costa, presidente do BPN, que queria voltar à política.

Dias Loureiro afirmou ainda que, enquanto administrador da SLN, nunca teve ligações ao BPN.

SOL
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por Açor3 » 29/11/2008 12:38

Caso BPN
Estado quer anular divórcio de Oliveira e Costa
Por Felícia Cabrita e Manuel Agostinho Magalhães
O Ministério Público (MP) está a estudar a impugnação da partilha de bens que Oliveira e Costa e a mulher fizeram, em Fevereiro, com o objectivo de recuperar todo o património do ex-presidente do BPN



Ao contrário do que se pensava, o ex-líder do BPN não está divorciado, mas separado de pessoas e bens – uma modalidade mais rápida do que o divórcio, em que o casamento pode continuar por tempo indefinido, mas a partilha dos bens é feita de imediato.

Caso o Ministério Público tenha sucesso, os dois apartamentos em Lisboa, os dois imóveis no Algarve e as duas quintas (uma no Cartaxo e outra em Aveiro), que agora estão em nome da mulher, poderão voltar à esfera patrimonial de Oliveira e Costa (que ficou com as acções do BPN e da SLN).
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por Zenith » 30/11/2008 14:54

Açor3 Escreveu:29 Novembro 2008 - 02h07

Banqueiro colabora com a Justiça
Patrão do BPN negociou detenção
A prisão de Oliveira e Costa, o ex-banqueiro que durante anos administrou o Banco Português de Negócios (BPN), foi negociada nas mais altas esferas do Ministério Público (MP) e da própria Polícia Judiciária.

.


Alguem me consegue explicar isso?
Trata-se de uma encenação com actores escolhidos para montar uma novela?
O Oliveira e Costa recebe algum cachet?
Estamos pelos vistos num país já tão avançado no capitalismo que até as detenções da polícia são negociadas.
 
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por Açor3 » 1/12/2008 9:54

Abdool Vakil e José Oliveira e Costa eram os dirigentes do Banco Efisa e do BPN, que controlava aquela instituição bancária01 Dezembro 2008 - 00h30

Negócios
Estado negociou 2,3 mil milhões com o BPN
O Grupo Banco Português de Negócios (BPN) tem relações importantes com empresas do Estado português: desde 2004 o Efisa, banco de investimento que pertenceu ao Grupo liderado por José Oliveira e Costa ao longo da última década, organizou e assessorou operações de financiamento para 18 empresas e instituições públicas, com destaque para Carris, RTP, TAP, Águas de Portugal e até Câmara Municipal de Lisboa. Ao todo, entre empresas do Continente, Açores e Madeira, as verbas envolvidas totalizam, segundo os relatórios e contas dos últimos quatro anos, quase 2300 milhões de euros.
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por Açor3 » 1/12/2008 12:24

Estado negociou 2,3 mil milhões com o BPN
O Grupo Banco Português de Negócios (BPN) tem relações importantes com empresas do Estado português: desde 2004 o Efisa, banco de investimento que pertenceu ao Grupo liderado por José Oliveira e Costa ao longo da última década, organizou e assessorou operações de financiamento para 18 empresas e instituições públicas, com destaque para Carris, RTP, TAP, Águas de Portugal e até Câmara Municipal de Lisboa.

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O Grupo Banco Português de Negócios (BPN) tem relações importantes com empresas do Estado português: desde 2004 o Efisa, banco de investimento que pertenceu ao Grupo liderado por José Oliveira e Costa ao longo da última década, organizou e assessorou operações de financiamento para 18 empresas e instituições públicas, com destaque para Carris, RTP, TAP, Águas de Portugal e até Câmara Municipal de Lisboa.

Ao todo, entre empresas do Continente, Açores e Madeira, as verbas envolvidas totalizam, segundo os relatórios e contas dos últimos quatro anos, quase 2.300 milhões de euros, avança joje o “Correio da Manhã”.

A extensão das relações do Grupo BPN com o Estado português está bem patente nos e-mails, a que o CM teve acesso, trocados entre um funcionário do Banco Efisae Abdool Vakil, actual presidente interino do banco. A 11 de Junho de 2003, Abdool Vakil era informado do seguinte:“A RTP sondou-nos ontem, através de contacto telefónico, sobre a possibilidade de podermos conceder um [empréstimo] intercalaradicional de 20milhões de euros, até 15 de Agosto, em virtude de a 30 de Junho a empresa ter liquidado uma prestação do financiamento do CSFB (18,5milhõesdeeuros) e outra do BBVA (4,98 milhões de euros),havendo, por via destes factos, um défice pontual de tesouraria.”
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por Açor3 » 1/12/2008 17:33

BPN: Pinto Monteiro impedido de ir ao Parlamento por "razões médicas"
01 de Dezembro de 2008, 14:34

Lisboa, 01 Dez (Lusa) - O Procurador-Geral da República está impedido de ir na próxima terça-feira ao Parlamento falar sobre as investigações ao Banco Português de Negócios por "razões médicas", disse à agência Lusa fonte da Procuradoria.

Segundo a mesma fonte, os deputados da Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças já foram informados e a audiência será adiada para data que ainda não foi comunicada.

A ida de Pinto Monteiro ao Parlamento, pedida pelo PS, teve o apoio de todos os grupos parlamentares.

O deputado socialista Afonso Candal justificou a ida do PGR ao Parlamento pela "máxima importância de saber quais são os processos em curso, quando tiveram início, qual foi a entidade que deu à PGR os elementos para abrir os processos, qual foi o percurso de cada um desses dossiers, quais são os meios envolvidos e que perspectivas para que haja algum desfecho".

APN.
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por Açor3 » 2/12/2008 10:00

Administração do BPN continua a afastar directores
As mudanças continuam no BPN. Depois do filho de Oliveira e Costa, os afastamentos chegam agora aos directores, adianta o "Diário de Notícias".

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As mudanças continuam no BPN. Depois do filho de Oliveira e Costa, os afastamentos chegam agora aos directores, adianta o “Diário de Notícias”.

Depois do afastamento de José Augusto Costa, filho de Oliveira e Costa, na semana passada, a direcção do BPN continua a fazer mudanças em vários departamentos, afastando mesmo alguns chefes de gabinete. Miguel Cadilhe já enviou um documento a Francisco Bandeira, vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), a informá-lo dos vários afastamentos.

Segundo o “Diário de Notícias”, uma das chefias que será alterada é a directora de Recursos Humanos, Ana Paula Adão, cujo cargo será ocupado por Henrique Melo, que acumula a direcção central dos Recursos Humanos da CGD com o BPN a partir de hoje.

Também o director central de Operações, Aníbal Sousa, e Emanuel Peixoto, chefe de operações informáticas, deixaram de desempenhar as respectivas funções na semana passada. Ambos ficam agora afectos aos Recursos Humanos até a direcção decidir o que fazer. Por sua vez, António Coito viu reforçada a confiança e, com o cargo de director de controlo e gestão, vai acumular a contabilidade.
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por Açor3 » 2/12/2008 15:33

Madeira quer nacionalização do BPN inconstitucional
Parlamento invoca incumprimento da audição dos órgãos próprios da região


A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) requereu esta terça-feira ao Tribunal Constitucional a inconstitucionalidade do anexo à lei que nacionaliza o BPN por incumprimento de audição dos órgãos próprios da região, refere a Lusa.

O projecto de resolução requerido pelo PSD-M («Pedido de inconstitucionalidade da Lei 62-A/2008, de 11 de Novembro - Nacionaliza todas as acções representativas do capital social do Banco Português de Negócios, S.A, e aprova o regime jurídico de apropriação pública por via de nacionalização») foi aprovado pelos deputados sociais-democratas e teve o voto contra do PS-M e a abstenção do CDS/PP-M, CDU-M, BE-M, MPT-M e PND-M.

Com a aprovação pelos deputados do PSD-M, a ALM decidiu requerer ao Tribunal Constitucional a declaração «com força obrigatória geral, da inconstitucionalidade do regime jurídico de apropriação pública por via da nacionalização, aprovado em anexo à Lei 62 - A/2008, de 11 de Novembro, por violação do dever de audição consagrado no artigo 229, n/o 1 da Constituição da República Portuguesa» e do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira.

«O PSD-M não está contra a nacionalização do BPN mas está contra leis que não respeitam o direito de audição dos madeirenses», disse no parlamento o deputado do PSD-M, Tranquada Gomes, que considerou a intervenção do Estado «razoável e proporcionada».

O deputado socialista Carlos Pereira questionou qual «o interesse regional em pedir a inconstitucionalidade» quando o BPN tem apenas um balcão na Madeira e dois mil depositantes.

Os restantes partidos da oposição - CDS/PP-M, CDU-M, BE-M, MPT-M e PND-M - defenderam o respeito do direito de audição dos órgãos de governo próprio da região mas manifestaram preocupação por eventuais danos que esta decisão possa causar aos mais de 200 mil depositantes daquele banco.
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por Açor3 » 2/12/2008 17:33

Finanças
Salienta Teixeira dos Santos
Ministro das Finanças diz que BBP é problema menor que BPN
2008/12/02 16:07Redacção / SPPAAAA
Sistema financeiro continua a ter estabilidade e solidez para enfrentar situação que não é fácil
O ministro das Finanças reconheceu esta terça-feira, em Bruxelas, que o caso do BPP é um problema de menor dimensão que o do BPN, mas que «não vale a pena correr o risco de perturbação» do sistema financeiro português.

«Havendo um risco, por mais pequeno que seja, penso que é preferível fazer de mais do que de menos. Não vale a pena correr o risco de perturbação no nosso sistema financeiro e daí a necessidade dessa intervenção», disse Fernando Teixeira dos Santos no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE), avança a «Lusa».

Para o ministro, a prudência aconselha a que o governo faça esforços para impedir que eventos que afectem bancos como o BPP (Banco Privado Português) possam ter «efeitos de contágio e perturbar não só o funcionamento do sistema, mas também a imagem, a credibilidade externa do sistema financeiro».

Seis bancos salvam Banco Privado

As decisões que visam o salvamento do BPP foram tomadas conjuntamente pelo Ministério das Finanças e da Administração Pública, o Banco de Portugal e um consórcio de seis Instituições de Crédito que formaram um consórcio para emprestar ao Banco Privado Português um montante de 450 milhões de euros, com maturidade de 6 meses renováveis, e que tem a garantia do Estado.

Esse montante está distribuído pela Caixa Geral de Depósitos e Banco Comercial Português, com 120 milhões de euros cada um o Banco Espírito Santo com 80 milhões de euros, o Banco Santander Totta com 60 milhões de euros, o Banco BPI com 50 e Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo com 20 milhões de euros.

Teixeira dos Santos sublinhou que o Estado disponibilizou-se a dar um aval à operação de injecção de liquidez no BPP «tendo em vista proteger exclusivamente o balanço bancário do banco e não as suas responsabilidades extra patrimoniais associadas a outros tipos de actividades ou serviços bancários, nomeadamente de gestão de carteiras ou fortunas a que o banco esteja associado».

Continua a haver estabilidade

«O sistema, no seu conjunto, creio que continua a ter estabilidade e solidez para enfrentar esta situação que não é fácil, como sabemos», concluiu o ministro das Finanças.

Fernando Adão da Fonseca é novo presidente do BPP e liderará a equipa formada ainda por João Eduardo de Noronha Gamito de Faria, Carlos Eduardo Garcia Lemos Santos e Sérgia Maria Gonçalves Narciso Fernandes Farrajota, de acordo com a deliberação do Conselho de Administração do Banco de Portugal, adoptada esta segunda-feira.

Recorde-se que o Governo anunciou, no passado dia 2 de Novembro, a nacionalização do BPN (Banco Português de Negócios) para assegurar os depósitos nesse banco que acumulou perdas no valor de 700 milhões de euros.
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por barnabe447 » 2/12/2008 18:07

hehe.. isto é o que se chama distribuir o mal pelas aldeias :D
barnabé
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por Açor3 » 2/12/2008 18:55

Deutsche Bank e Deloitte vão avaliar BPN
O Deutsche Bank e a Deloitte foram as entidades seleccionadas pelo Governo para avaliarem a situação patrimonial e financeira do Banco Português de Negócios, anunciou hoje o Ministério das Finanças. É com base nessa avaliação que serão calculadas as indemnizações devidas aos accionistas do banco que está a ser nacionalizado.

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Maria João Soares
mjsoares@mediafin.pt


O Deuttsche Bank e a Deloitte foram as entidades seleccionadas pelo Governo para avaliarem a situação patrimonial e financeira do Banco Português de Negócios, anunciou hoje o Ministério das Finanças. É com base nessa avaliação que serão calculadas as indemnizações devidas aos accionistas do banco que está a ser nacionalizado.

Em comunicado, as Finanças dizem que quando a Assembleia da República procedeu à nacionalização da BPN “aprovou o regime jurídico para o efeito nos termos do qual se estabelece a necessidade de proceder à avaliação da situação patrimonial e financeira daquela instituição de crédito por duas entidades independentes”.

Na sequência da selecção efectuada, tendo em conta as propostas apresentadas, o Governo designou o Deutsche Bank e a Deloitte como as entidades responsáveis pela realização das avaliações independentes necessárias nos termos da Lei, segundo a mesma fonte.

As Finanças referem que as avaliações deverão estar concluídas no prazo de 30 dias, prorrogável por igual período por pedido devidamente justificado pelas entidades avaliadoras.
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por Açor3 » 2/12/2008 18:57

João Cândido da Silva
Os pesos do BPP
joaosilva@mediafin.pt

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Há alguns dias, o ministro das Finanças declarou que o Banco Privado Português não apresentava risco sistémico. Com estas palavras, Fernando Teixeira dos Santos clarificava a posição do Governo em relação à possibilidade de a instituição financeira em dificuldades vir a ser alvo de uma operação de salvamento, enquadrada no sistema de garantias e de recapitalização dos bancos anunciado quando da nacionalização do Banco Português de Negócios.


Se a eventual falência do BPP não ameaçava criar um clima de desconfiança em relação ao sistema financeiro português, oferecendo escassas hipóteses de contaminar os restantes bancos que operam em Portugal, parecia poder tirar-se a conclusão de que o Governo não iria comprometer-se com uma operação de resgate, optando por deixar o problema nas mãos dos accionistas. Afinal, não era bem assim.

Apenas numa semana, o Ministério das Finanças deu o dito por não dito. Em articulação com o Banco de Portugal, decidiu dar a mão ao BPP por intermédio das instituições financeiras que se dispuseram, agora, a dar a sua contribuição para uma causa que, anteriormente, tinham achado, também, pouco estimulante. Ao argumento de que a potencial insolvência do Banco Privado poderia ferir a imagem de Portugal no exterior, quando o país depende largamente do crédito externo para se manter à superfície, as autoridades juntaram o reconhecimento de que, bem vistas as coisas, o BPP tinha risco sistémico. Se assim é, há quem fique muito mal na fotografia.

O rumo que o caso tomou fere a credibilidade do ministro das Finanças, já perturbada por um Orçamento do Estado para 2009 construído com a base num cenário macroeconómico que não resiste ao confronto com as tendências de agravamento da conjuntura mundial expressas nas sucessivas revisões em baixa efectuadas pelo FMI ou pela OCDE. Ao deixar-se cair numa contradição tão evidente, declarando a sua convicção sobre a ausência de risco sistémico no BPP para, pouco tempo depois, se empenhar na busca de uma solução em que o Estado presta garantias, ainda que indirectas, à instituição, Teixeira dos Santos revela ter falado antes de tempo.

Das duas, uma: ou o ministro das Finanças não conhecia a verdadeira situação do BPP e os perigos que poderiam advir para os concorrentes de uma eventual falência, o que deixa fundadas dúvidas sobre a sua capacidade para lidar com os temas delicados de uma crise financeira como a actual, ou sabia do que estava a falar mas viu-se forçado a fazer uma espectacular pirueta por motivos que poderão estar para além da mera racionalidade económica.

O que parece, na operação montada para prestar socorro ao Banco Privado, é que a escassa importância do banco no crédito à economia foi neglicenciada para dar lugar à acomodação de outros pesos mais sensíveis. Se as aparências não iludirem, uma das lições que pode ser tirada deste caso é a de que a pequena dimensão de um banco pode ser inversamente proporcional à dos accionistas que nele investiram. Mas há outra.

O BPP aplicava os seus recursos e o dinheiro de clientes em activos de risco. Procurava rendibilidades acima das alternativas de investimento mais conservadoras, consciente da volatilidade dos mercados em que apostava, arriscando, até, adquirir posições relevantes em empresas cotadas em Lisboa, numa estratégia de concentração que lhe aumentava a exposição aos humores das bolsas. Fazia isto, não por desconhecimento, mas por se tratar da sua razão de existir.

É aqui que surge a segunda lição. Os investidores podem continuar a confiar na "economia de casino" que o dinheiro dos contribuintes não faltará quando a descida das cotações empalidecer as fortunas e a respectiva gestão.
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