CoronaVirus, panico justificado...?
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
mais_um Escreveu:Discordo, por vezes (demasiadas na minha opinião) fazem-se juízos precipitados sem ter em conta todas as variáveis.
Como é fácil de verificar neste tópico e não só, somos mesmo muito bons a dizer mal e a apontar o dedo, muitas vezes sem motivo, só porque sim.
Não é o meu caso certamente, obviamente que posso estar enganado mas fundamento o que digo/escrevo.
mais_um Escreveu:Em relação ao plano de vacinação agradeço que expliques o que na tua opinião está a ser mal feito.
Eu não disse que estava a ser mal feito, disse apenas que quando foi anunciado que iriam ser formada a equipa que iria estabelecer executar o plano já a maioria dos paíeses tinham um plano há 2 ou 3 meses... e estavam as vacinas quase a chegar!
mais_um Escreveu:Em relação às escolas, parece-me que és defensor de também encerrarem mas mais uma vez diz-me o que pensas que deveria ter sido feito.
Se leres o post anterior verificas facilmente que até estou mais inclinado para que continuem abertas... o que referi neste post é que andamos a correr atrás do prejuízo e que penso que o governo teria muita dificuldade em avançar agora para o ensino à distância no 3º Ciclo e secundário. Teria porque rapidamente se perceberia que está tudo igual ao que estava em março de 2020, há muitos alunos que não têm acesso à internet e não têm computador, por exemplo. Mas há outro dado, que me esqueci de referir antes, que é muito revelador. Na semana passada foi enviado para todas as escolas um inquérito obrigatório para todos os docentes, de preenchimento on-line até ao dia 18. O inquérito tem o nome de «check in» para um «Plano de Capacitação Digital dos Docentes», pretende definir em que grau se encontra cada professor para que lhes seja dada formação adequada.... vem pelo menos 4 meses atrasado, para ser simpático! A realidade é que este governo não tem as coisas preparadas, confiou na sorte, acreditou que nunca seria necessário voltarmos a um confinamento do género do de março de 2020... mas eles não têm de acreditar, tem de se preparar para qualquer cenário que venha a ocorrer!
Fica o e-mail dirigido aos diretores das escolas:
Exmo(a) Sr.(a) Diretor(a),
É com grande entusiasmo que informamos que está em curso o Plano de Capacitação Digital dos Docentes, promovido pela Direção-Geral da Educação, no qual estarão envolvidos todos os professores.
O processo inicia-se com uma autorreflexão por parte dos docentes, através do preenchimento do questionário de diagnóstico Check-In. Esta primeira etapa é fundamental para aferir o nível de proficiência digital dos docentes e lhes proporcionar a formação mais adequada, de forma a garantir o desenvolvimento das suas competências digitais.
Como sabemos, docentes com elevado nível de competência digital são capazes de aproveitar o potencial das tecnologias digitais para melhorar e inovar em educação. É inegável a capacidade dos docentes para utilizarem as tecnologias digitais, colocando-as ao serviço da melhoria do processo de ensino e de aprendizagem, bem como do trabalho colaborativo docente. A capacitação digital dos professores assume, pois, um papel central no desenvolvimento das organizações educativas, para que estas possam oferecer uma resposta eficaz aos desafios atuais.
Nesse sentido, vimos solicitar a V. Exa a sensibilização de todos os docentes quanto à pertinência do preenchimento do Check-In. Para dar início ao processo, até ao próximo dia 11 de janeiro de 2021, será enviado o código de respondente e o endereço do Check-In diretamente a cada docente.
Deixamos uma ligação para um pequeno vídeo sobre o Plano de Transição Digital:
https://www.youtube.com/watch?v=vCtyxb51eec
Engraçado, reparei agora que o video refere o dia 18 como data limite para o preenchimento do questionário, mas na carta enviada aos diretores a data limite é dia 11... por ser apenas um lapso!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Para não ser só más noticias..
“Estava grávida e quando saí do coma da covid-19, a minha barriga tinha desaparecido. Fiquei desesperada”
Uma história única, rara e, sobretudo, positiva, e por isso, mais importante em tempos de más notícias. Elisângela desenvolveu uma forma muito grave de covid-19, estava grávida e às 27 semanas de gravidez foi internada, ligada a um ventilador e a uma máquina que substituiu os pulmões. Quase morreu, mas uma vasta equipa multidisciplinar do Hospital de Santa Maria salvou-a e ao filho. Esta semana, de partida do hospital com o seu bebé, Elisângela só quer deixar uma mensagem: “É possível vencer a doença. Não desistam”
"Avião sem asa, fogueira sem brasa, futebol sem bola, amor sem beijinho". Grávida sem barriga. "Porque é que tem de ser assim? Porquê?" Porque em outubro, Elisângela Neves, 31 anos, foi infetada com o vírus SARS CoV-2 e quase ia morrendo. Estava grávida, mas uma equipa alargada de médicos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, fez tudo para a salvar e ao seu bebé. Tiveram de realizar uma cesariana às 29 semanas de gestação, embora a mãe tivesse o tubo de um ventilador introduzido na traqueia e estivesse ligada a uma máquina que lhe substituía os pulmões. Os elevadores do hospital pararam e os corredores foram esvaziados para a maca de Elisângela passar. O pesadelo custou a acabar, mas já é memória. Um caso de estudo científico e, principalmente, uma história bonita para se ler em tempos negros da pandemia.
Era outubro, o frio aumentava e a máscara já devia ser mais do que uma rotina. Mas quando um amigo da família, com febre há três dias, pediu ao marido de Elisângela, Adalberto Neves, 33 anos, lhe levasse medicamentos, este não tardou. Voltou infetado, sem saber. Em casa, rapidamente o vírus alcançou a mulher grávida e a sogra. O filho, de cinco anos, escapou. Depois da febre dele chegar e partir, a alta de temperatura não deixou a mulher, que, preocupada, foi ao Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. A unidade estava lotada, incapaz de a receber, voltou para casa, para regressar no dia a seguir. "Lembro-me de ter ido à casa de banho e não me recordo de mais nada. Só acordei 24 dias mais tarde e já não estava grávida, não tinha a minha barriga. Fiquei desesperada", conta-nos Elisângela, já em 2021.
O que ela não sabe foi que, entretanto, a transferiram de Loures para o Hospital de Santa Maria, onde uma equipa de intensivistas, obstetras, neonatologistas e anestesistas se reuniu para a salvar a ela e ao seu bebé, então um feto com 27 semanas. "O problema era complexo, aquele feto já tinha identidade jurídica, colocáva-nos uma questão ética", explica João Ribeiro, diretor dos Cuidados Intensivos do Santa Maria. Até porque o feto apresentava-se em boas condições, apesar da gravidade da situação materna. Desistir foi uma palavra excluída do dicionário da vasta equipa de cerca de 20 profissionais de saúde, que incluiu ainda enfermeiros, perfusionistas (especialistas no ECMO, equipamento de circulação extra corpórea que substituiu os pulmões de Elisângela, respirando por ela, porque nem o ventilador lhe bastava), assistentes operacionais.
Desistir, não, mas planear até o cenário mais negativo, em que mãe e filho morriam, sim. "Tudo foi ponderado", assumem os três médicos intensivistas que acompanharam a situação - Gustavo Jesus, Pedro Gaspar da Costa e José Trindade Nave. A grande dúvida no início era perceber se o ECMO, cuja cânula foi introduzida na virilha e no pescoço de Elisângela, seria suficiente, não só para oxigenar o corpo dela, como para garantir a oxigenação do bebé. "Este foi um caso particularmente desafiante, não devido à pandemia causada pelo SARS CoV-2, mas pela forma grave e refratária da doença nesta paciente e pela sua necessidade de um suporte adicional de ECMO, ainda por cima numa mulher que era jovem e estava grávida", resume Gustavo Jesus.
Inédito em tudo
Os três jovens médicos intensivistas, que se conhecem há 16 anos, desde os bancos do primeiro ano da faculdade, não tinham onde se amparar - "Na altura em que o caso chegou, não havia na literatura internacional outros exemplos de situações semelhantes", partilha José Trindade Nave. Os problemas eram imensos: Elisângela não pôde fazer uma tomografia, porque este exame, importante para avaliar a situação pulmonar, não é aconselhado a grávidas, nem todos os fármacos podiam ser-lhe administrados, porque poderiam causar malformações ao feto, e quer a doença, quer a ligação ao ECMO, dificultam a coagulação sanguínea. E ela nunca foi colocada de barriga para baixo, como muitos doentes infetados, devido à gravidez - "Foi extraordinariamente difícil e usámos a abordagem clássica, apenas com recurso à farmacologia para a qual havia evidência científica", assume Pedro Gaspar.
O agravamento da situação de Elisângela, que piorou antes de melhorar e que, entretanto, contraíra uma infeção bacteriana e desenvolvera pré-eclâmpsia, acelerou a decisão. O feto deu sinais de desconforto, a placenta poderia não estar a ser tão eficaz como deveria. Já não era possível esperar que ele amadurecesse no útero. Elisângela tinha os pulmões tomados (ver imagem). Sobrava-lhe uma pontinha superior, mas mesmo essa, estava doente. "A decisão foi consensual", garante José Trindade Nave.
A empatia que foi se estabelecendo com a equipa de profissionais de saúde foi enorme. "Vivemos a situação de forma muito intensa. Todos os dias, quando chegávamos ao serviço, a primeira pergunta era - Como está a mãe? E a segunda era - Vai nascer hoje?", partilham as médicas e enfermeiras de Neonatologia que acompanharam o caso. Até que foi a hora de tomar decisões fundamentais porque o agravamento do estado de Elisângela e do filho levou os médicos a ponderarem os efeitos da cesariana na situação materna e na capacidade de resistência do feto. E então foi quando Adalberto recebeu um telefonema determinante: "Temos de fazer a cesariana." Quando? "Daqui a duas horas." Tinha acabado de deixar o filho mais velho na escola e voltou para casa - "Fui orar com a minha sogra."
O transporte daquela grávida em estado crítico para a sala de partos, associada à sala de reanimação dos recém-nascidos, foi essencial para o desfecho positivo do caso da criança. "Foi muito importante. Esta sala foi criada especificamente já no âmbito da pandemia e a sua utilização foi fundamental", explicam as médicas Paula Costa e Margarida Abrantes. Até lá chegar, contudo, foi necessária cerca de uma hora e meia de preparação, conta José Trindade Nave. E combinar com o segurança do hospital que teriam de ser retiradas todas as pessoas dos corredores por onde a maca iria passar e que os elevadores tinham de ficar com as portas abertas, à espera de serem usados. "A tensão era grande, mas fez-se tudo como o planeado", explica o médico. À chegada, desabafou com a enfermeira Diana Eustáquio, da Neonatologia: "Acho que não a vamos conseguir levar de volta para os Intensivos."
Cesariana de risco
"A doente estava muito instável e atravessava uma fase muito grave da doença, tinha uma sepsis e tendência a desenvolver hemorragias, o que nos exigia cuidados adicionais. Poderia ter acontecido o pior na mesa cirúrgica", explica Mónica Centeno, a obstetra que realizou a cesariana. A intervenção durou pouco mais de uma hora e foi acompanhada por oito pessoas, de várias especialidades.
Quando foi extraído do ventre da mãe o bebé pesava 1040 gramas e precisou de ser reanimado: afinal, nascera completamente sedado e curarizado (sem capacidade de reação muscular devido aos fármacos administrados à mãe para a manter quieta, suportando a ventilação invasiva e a ligação à ECMO). Também teve de ser entubado e ventilado, mas passadas 24 horas de ter nascido, começou a respirar sozinho. Ao fim de um dia de vida foi-lhe realizado um teste diagnóstico para saber se estava infetado e o resultado foi negativo. Mesmo assim, durante 48 horas permaneceu em isolamento. Com o segundo teste negativo, pôde juntar-se aos outros bebés prematuros da unidade.
esde o início em que foi acompanhado na Neonatologia, o bebé de Elisângela foi sendo fotografado, filmado e, sobretudo, acarinhado pela equipa médica e de enfermagem. Sem a mãe, ainda em coma e em situação crítica - "Ligávamos para os Cuidados Intensivos e a resposta era sempre a mesma: 'Está em risco de vida'" -, e sem o pai, foram elas que trataram da criança. A enfermeira Nádia Santos lembrou-se a certa altura de que se um vídeo com a imagem e, sobretudo, o som do bebé a chorar fosse colocado ao lado do ouvido de Elisângela, isso a pudesse ajudar a acordar. Fizeram-no, embora nada comprove que tenha alcançado aquela mãe para lá dos pesados medicamentos que a mantinham em coma. Durante o período em que esteve inconsciente, Elisângela recorda-se apenas de "ter viajado muito". Nestas viagens regressou à terra natal, São Tomé, e chegou a molhar-se na chuva da Amazónia, floresta que nunca visitou presencialmente, mas para onde a sua mente a levou durante o coma.
Regressar à consciência
Durante algumas semanas, a vida de Elisângela continuou em risco, até que lhe foi retirado o ventilador, depois desligaram-na do ECMO. Foi quando chegou À Neonatologia a novidade dos Cuidados Intensivos: "A mãe acordou!". À sua volta, Elisângela tinha fotografias do seu bebé, mas faltava-lhe algo fundamental: a barriga de grávida. Quando entrou em coma esta era parte da sua identidade; 24 dias depois, ao acordar, sentiu o vazio. "Fiquei desesperada sem a minha barriga. Não percebia o que se tinha passado." Aos poucos, as enfermeiras foram-lhe explicando o que se tinha ocorrido e, finalmente, as imagens da criança fizeram eco e Elisângela percebeu que o seu bebé estava bem. Contudo, precisou de esperar três semanas até poder visitar o filho pela primeira vez.
"Quando acordei, não tinha força muscular, nem me conseguia virar na cama, não conseguia falar. Foi muito difícil", conta agora. Um mês após a cesariana, Elisângela teve alta médica e ainda conseguiu ir para casa a tempo do Natal, como Adalberto pedira a Deus. "Não me vejo sem ela, estamos juntos há 20 anos, a alegria agora é imensa. Não sei explicar", diz o marido, entre sorrisos. Mas é este o ponto fundamental para o casal e Elisângela faz questão de afirmar: "Quero deixar uma mensagem. A covid é grave, mas não se pode desistir. Lutar contra a doença é meio caminho andado. Não é fácil, mas é possível."
Nesta segunda-feira, Elisângela, Adalberto e o pequeno bebé, agora com cerca de dois quilos, foram para casa. Daqui para a frente, a médica Paula Costa vai acompanhar o desenvolvimento do filho mais novo de Elisângela, como faz com todos os grandes prematuros. A história clínica dos dois será contada num artigo científico. E a equipa nunca mais vai esquecer que, durante a pandemia, com tanta morte à volta, aquela mãe e aquela criança representam uma mensagem positiva, um sinal de trabalho bem feito, resultado da articulação da vontade e da perícia de muitos profissionais de saúde. Tudo indica que nem mãe nem filho terão sequelas. Agora, é seguir em frente. O pior, naquele caso, parece ter ficado para trás.
https://expresso.pt/coronavirus/2021-01 ... com-video#
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao universo ainda não tenho a certeza" Einstein
“Com os actuais meios de acesso à informação, a ignorância não é uma fatalidade, mas uma escolha pessoal" Eu
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
artista_ Escreveu:Ainda em relação às escolas, alguém disse ontem algo com que concordo. Este governo andou sempre a reboque dos acontecimentos, espera pelos outros para tomar decisões, vai a reboque dos acontecimentos. Na primeira vaga correu bem, tivémos a sorte de ter uma base de infetados relativamente pequena quando todos começaram a fechar e ficaram bem na foto. Mas não aprenderam nada, continuaram à espera que a sorte nos fosse favorável. Quando as vacinas estavam a chegar, já uma série de países tinham um plano de vacinação há uns meses, fomos nós, à pressa, construir um plano de vacinação. Agora, em relação às escolas, o governo não tinha realmente grande alternativa, se as fechasse ficaria mais do que visível que não prepararam nada para se mudar para o Ensino à distância, isso seria certamente visto como uma falha grave, não colocar a hipótese de um eventual regresso para esse tipo de ensino, no contexto atual, revelaria uma incompetência grande, algo que me parece terá pesado na decisão de manter as escolas abertas....
Discordo, por vezes (demasiadas na minha opinião) fazem-se juízos precipitados sem ter em conta todas as variáveis.
Como é fácil de verificar neste tópico e não só, somos mesmo muito bons a dizer mal e a apontar o dedo, muitas vezes sem motivo, só porque sim.
Em relação ao plano de vacinação agradeço que expliques o que na tua opinião está a ser mal feito.
Em relação às escolas, parece-me que és defensor de também encerrarem mas mais uma vez diz-me o que pensas que deveria ter sido feito.
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao universo ainda não tenho a certeza" Einstein
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
artista_ Escreveu:Ainda em relação às escolas, alguém disse ontem algo com que concordo. Este governo andou sempre a reboque dos acontecimentos, espera pelos outros para tomar decisões, vai a reboque dos acontecimentos. Na primeira vaga correu bem, tivémos a sorte de ter uma base de infetados relativamente pequena quando todos começaram a fechar e ficaram bem na foto. Mas não aprenderam nada, continuaram à espera que a sorte nos fosse favorável. Quando as vacinas estavam a chegar, já uma série de países tinham um plano de vacinação há uns meses, fomos nós, à pressa, construir um plano de vacinação. Agora, em relação às escolas, o governo não tinha realmente grande alternativa, se as fechasse ficaria mais do que visível que não prepararam nada para se mudar para o Ensino à distância, isso seria certamente visto como uma falha grave, não colocar a hipótese de um eventual regresso para esse tipo de ensino, no contexto atual, revelaria uma incompetência grande, algo que me parece terá pesado na decisão de manter as escolas abertas....
Essa questão de não terem preparado nada para o ensino à distância é uma realidade!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
artista_ Escreveu:Ulisses Pereira Escreveu:Todos os alunos continuam na escola. Para mim, isto é surpreendente.
Também fiquei surpreendido, ontem tinha dado aulas e quase toda a gente (incluido pais e alunos) estava convencida que iamos para E@D. Ontem, depois de comunicada a decisão de não fechar as escolas comentei com alguns amigos, nunca me passou pela cabeça que chegaria o dia em ficaria contente por ser obrigado a trabalhar e os outros não.
Não tinha e não tenho uma opinião definida sobre o assunto, por um lado parece difícil pensar num lockdown com alguma efetividade mantendo as escolas abertas. Não é só o problema dos alunos estarem nas escolas todos juntos, é isso e todos os movimentos que as escolas geram, para os alunos irem e virem da escola, comerem, brincarem fora da escola quase sempre sem máscara, etc.... mas há um dado que me faz pensar que talvez eles tenham razão em manter as escolas abertas (não tendo eu todos os dados que os políticos devem ter para fundamentar as decisões). Acho que já escrevi aqui isto, nos casos de alunos com covid19 na minha escola, todos os colegas da turma e professores ficaram em isolamento e foram testados. Em 4 ou 5 turmas não houve um único caso de aluno, professor ou funcionário que tenha tido resultado positivo no teste. Eu devo ter tido Covid, estive uma semana a dar aulas na fase em que estaria com a carga viram mais alta, nenhum aluno ou colega meu foi contagiado por mim. Isto faz-me crer que nas escolas o nível de contágio será muito baixo... faltam-me obviamente muitos dados, sobre outras escolas e sobre o nível de contágio em transportes e outras situações que envolvem contactos com alunos quando estão em ensino presencial.
Acho que a questão das escolas é uma questão económica!
Se as escolas fecharem , alguem vai ter de suportar um custo muito maior para se conseguirem ter os alunos em casa com um dos progenitores!
Para além disso, embora não tenha decisão formada, o facto de muitos alunos ficarem em casa, seria um problema social, pois uma pequena parte não teria provavelmente o que comer (dado que muitos comem na escola), muitos não teriam acesso a computadores e internet...(o que hoje em dia não é aceitável, dado que se existem livros para todos, a internet e computador deveriam ser algo básico e universal).
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Ainda em relação às escolas, alguém disse ontem algo com que concordo. Este governo andou sempre a reboque dos acontecimentos, espera pelos outros para tomar decisões, vai a reboque dos acontecimentos. Na primeira vaga correu bem, tivémos a sorte de ter uma base de infetados relativamente pequena quando todos começaram a fechar e ficaram bem na foto. Mas não aprenderam nada, continuaram à espera que a sorte nos fosse favorável. Quando as vacinas estavam a chegar, já uma série de países tinham um plano de vacinação há uns meses, fomos nós, à pressa, construir um plano de vacinação. Agora, em relação às escolas, o governo não tinha realmente grande alternativa, se as fechasse ficaria mais do que visível que não prepararam nada para se mudar para o Ensino à distância, isso seria certamente visto como uma falha grave, não colocar a hipótese de um eventual regresso para esse tipo de ensino, no contexto atual, revelaria uma incompetência grande, algo que me parece terá pesado na decisão de manter as escolas abertas....
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Ulisses Pereira Escreveu:Todos os alunos continuam na escola. Para mim, isto é surpreendente.
Também fiquei surpreendido, ontem tinha dado aulas e quase toda a gente (incluido pais e alunos) estava convencida que iamos para E@D. Ontem, depois de comunicada a decisão de não fechar as escolas comentei com alguns amigos, nunca me passou pela cabeça que chegaria o dia em ficaria contente por ser obrigado a trabalhar e os outros não.
Não tinha e não tenho uma opinião definida sobre o assunto, por um lado parece difícil pensar num lockdown com alguma efetividade mantendo as escolas abertas. Não é só o problema dos alunos estarem nas escolas todos juntos, é isso e todos os movimentos que as escolas geram, para os alunos irem e virem da escola, comerem, brincarem fora da escola quase sempre sem máscara, etc.... mas há um dado que me faz pensar que talvez eles tenham razão em manter as escolas abertas (não tendo eu todos os dados que os políticos devem ter para fundamentar as decisões). Acho que já escrevi aqui isto, nos casos de alunos com covid19 na minha escola, todos os colegas da turma e professores ficaram em isolamento e foram testados. Em 4 ou 5 turmas não houve um único caso de aluno, professor ou funcionário que tenha tido resultado positivo no teste. Eu devo ter tido Covid, estive uma semana a dar aulas na fase em que estaria com a carga viram mais alta, nenhum aluno ou colega meu foi contagiado por mim. Isto faz-me crer que nas escolas o nível de contágio será muito baixo... faltam-me obviamente muitos dados, sobre outras escolas e sobre o nível de contágio em transportes e outras situações que envolvem contactos com alunos quando estão em ensino presencial.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Muitos conhecidos meus estão sendo despedidos hoje.. E querem lhe dizer que é pelo bem deles?? pra preservar a saúde deles etc??Porque alguém não tem cama num hospital??
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Marco Martins Escreveu:freitax Escreveu:Marco Martins Escreveu:Em Março quando houve o maior confinamento os supermercados estavam abertos também durante a tarde nos fins de semana!
Agora como vai ser? Estarão novamente abertos ou terão na mesma de fechar as 13?
(considero uma estupidez o horário ser reduzido pois isso só promove uma aglomeração de pessoas)
Os supermercados neste novo confinamento passam a estar abertos em horário completo mesmo aos fins de semana.
Isso a acontecer, só vem dar razão a que os serviços/establecimentos com bens de primeira necessidade, que nunca deveriam ter estar confinados a um horário mais reduzido!! Isto só mostra o desgoverno das nossas medidas!!!
"Já dou razão ao ditado: preso por ter cão, preso por não ter!!!!"
E não percebo como é que o António Costa ainda diz que as medidas implementadas nos últimos fins de semana foram um sucesso...
m-m Escreveu:As escolas deveriam ter fechado por 2 semanas, nomeadamente porque estamos com uma vaga de frio e por isso é impossível cumprir com a regra da ventilação das salas de aula.
Em segundo lugar, olhando para os nº de contágios nota-se que o crescimento começa exatamente com o regresso às aulas. No entanto, os nº dizem que são raros os surtos em escolas. Isto explica-se pelo facto de a generalidade das infeções nas crianças passar despercebida, depois contagiam outras crianças e depois estas levam as infeções para casa infetando pais e avós.
Acresce ainda o facto de no pré-escolar e no 1º ciclo não ser obrigatório o uso de máscara, pelo que não encerrando estes graus de ensino, este confinamento terá um efeito muito limitado. Só me ocorre uma justificação para o Governo não decretar o fecho, poupar nos custos com os apoios aos pais com crianças até aos 12 anos.
Segundo a pediatra da minha filha, a transmissão de crianças pequenas para adultos é muito rara, o que normalmente acontece é contágio de pais para filhos em casa que depois transmitem na creche/escola a outras criançass.. vale o que vale.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
As escolas deveriam ter fechado por 2 semanas, nomeadamente porque estamos com uma vaga de frio e por isso é impossível cumprir com a regra da ventilação das salas de aula.
Em segundo lugar, olhando para os nº de contágios nota-se que o crescimento começa exatamente com o regresso às aulas. No entanto, os nº dizem que são raros os surtos em escolas. Isto explica-se pelo facto de a generalidade das infeções nas crianças passar despercebida, depois contagiam outras crianças e depois estas levam as infeções para casa infetando pais e avós.
Acresce ainda o facto de no pré-escolar e no 1º ciclo não ser obrigatório o uso de máscara, pelo que não encerrando estes graus de ensino, este confinamento terá um efeito muito limitado. Só me ocorre uma justificação para o Governo não decretar o fecho, poupar nos custos com os apoios aos pais com crianças até aos 12 anos.
Em segundo lugar, olhando para os nº de contágios nota-se que o crescimento começa exatamente com o regresso às aulas. No entanto, os nº dizem que são raros os surtos em escolas. Isto explica-se pelo facto de a generalidade das infeções nas crianças passar despercebida, depois contagiam outras crianças e depois estas levam as infeções para casa infetando pais e avós.
Acresce ainda o facto de no pré-escolar e no 1º ciclo não ser obrigatório o uso de máscara, pelo que não encerrando estes graus de ensino, este confinamento terá um efeito muito limitado. Só me ocorre uma justificação para o Governo não decretar o fecho, poupar nos custos com os apoios aos pais com crianças até aos 12 anos.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
freitax Escreveu:Marco Martins Escreveu:Em Março quando houve o maior confinamento os supermercados estavam abertos também durante a tarde nos fins de semana!
Agora como vai ser? Estarão novamente abertos ou terão na mesma de fechar as 13?
(considero uma estupidez o horário ser reduzido pois isso só promove uma aglomeração de pessoas)
Os supermercados neste novo confinamento passam a estar abertos em horário completo mesmo aos fins de semana.
Isso a acontecer, só vem dar razão a que os serviços/establecimentos com bens de primeira necessidade, que nunca deveriam ter estar confinados a um horário mais reduzido!! Isto só mostra o desgoverno das nossas medidas!!!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Marco Martins Escreveu:Em Março quando houve o maior confinamento os supermercados estavam abertos também durante a tarde nos fins de semana!
Agora como vai ser? Estarão novamente abertos ou terão na mesma de fechar as 13?
(considero uma estupidez o horário ser reduzido pois isso só promove uma aglomeração de pessoas)
Os supermercados neste novo confinamento passam a estar abertos em horário completo mesmo aos fins de semana.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Em Março quando houve o maior confinamento os supermercados estavam abertos também durante a tarde nos fins de semana!
Agora como vai ser? Estarão novamente abertos ou terão na mesma de fechar as 13?
(considero uma estupidez o horário ser reduzido pois isso só promove uma aglomeração de pessoas)
Agora como vai ser? Estarão novamente abertos ou terão na mesma de fechar as 13?
(considero uma estupidez o horário ser reduzido pois isso só promove uma aglomeração de pessoas)
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Apesar das diversas opiniões/divergências entre os especialistas quanto ao encerramento das escolas, sou da mesma opinião abaixo exposta, o número de contágios atual não são iguais aquando o inicio do ano letivo, temos uma nova variante com mais 60% a 70% de transmissão do que o vírus "antigo" (falta saber a percentagem atual existente em Portugal), incidência do contágio nessas faixas etárias, sendo grupos que negam o risco de contágio, negação ao uso de máscara, etc...
Escolas encerradas a alunos autos-suficientes, aulas à distância através das novas tecnologias, assim que os números permitissem com risco reduzido, regressavam.
Apesar de se ter outro conhecimento do virus (apesar de subsistir dúvidas...), com outras condições, as circunstâncias neste confinamento são diferentes em relação ao de março/abril, no número de infectados...
,alias já aqui mencionado e bem. É triste.
Escolas encerradas a alunos autos-suficientes, aulas à distância através das novas tecnologias, assim que os números permitissem com risco reduzido, regressavam.
Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, explicou esta terça-feira que, entre os grupos que mais negam o risco de contrair a doença, estão os homens (28,6%), os jovens (44%) e as pessoas com menor escolaridade.
O uso de máscara é um dos indicadores "mais preocupantes". O "Sempre" perdeu espaço nas últimas duas semanas, e são mais homens, jovens e com menor escolaridade os grupos que mais facilitam neste cuidado.
Pessoas a dizer não ao uso da máscara quando estão num grupo de dez ou mais pessoas passaram de 25% para 60%, com destaque nos grupos até aos 25 anos.
https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/muitos-portugueses-deixaram-a-mascara-de-parte-no-natal-e-ano-novo-13221007.html
Encerramento das escolas "devia manter-se relativamente aos alunos autossuficientes"
Fernando Maltez defendeu, em declarações à TSF, que as medidas anunciadas esta quarta-feira pelo Governo já pecam por atraso.
O diretor do serviço de Infecciologia do Hospital Curry Cabral, Fernando Maltez, não concorda com a decisão do Governo, que esta quarta-feira decidiu não fechar as escolas portuguesas no âmbito do combate à Covid-19.
Em declarações à TSF, Fernando Maltez explica que o contágio é elevado, mas o problema não está dentro das escolas.
"Situa-se na mistura dos estudantes com uma população altamente infetada, onde a transmissão está muito enraizada", alerta o médico, que explica o percurso feito pelo vírus: os alunos "levam a infeção para dentro das escolas e transmitem ao staff, que por sua vez a vai transmitir nos seus domicílios, onde existem outras pessoas, que por sua vez vão transportar a infeção para outros locais".
Assim, Fernando Maltez defende que o encerramento das escolas "deveria manter-se relativamente aos alunos autossuficientes, capazes de estar em ensino à distância" e aponta que, perante a decisão do Governo, "o futuro dirá se irá ser necessário voltarmos a encerrar as escolas".
É já a partir das 00h00 de sexta-feira, 15 de dezembro, que os portugueses voltam a estar sujeitos ao dever geral de recolhimento domiciliário, uma opção que Fernando Maltez diz ser a única possível perante "estes números e esta pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde".
"O novo confinamento era mandatório, obrigatório", sustenta o médico que deixa, ainda assim, críticas ao timing do executivo. "No meu ponto de vista, peca por vir com algum atraso. Não compreendo, por exemplo, se já vem com atraso, porque é que não para se iniciar às 00h00 de hoje, mas apenas no dia 15", esclarece.
Sobre a gravidade das medidas anunciadas, Fernando Maltez defende que estas "nunca poderiam ser menos intensas e rigorosas do que aquelas que se aplicaram em março e abril", até porque nessa altura "os números não se comparavam, nem de perto nem de longe, com os que estamos a viver atualmente".
Portugal ultrapassou esta quarta-feira os 500 mil casos de infeção com o novo coronavirus registados desde o início da pandemia, em março de 2020, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).
De acordo com o boletim epidemiológico da DGS, com o registo de 10.556 novos casos nas últimas 24 horas, Portugal atingiu hoje os 507.108 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19.
https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/encerramento-das-escolas-devia-manter-se-relativamente-aos-alunos-autossuficientes-13228168.html
Apesar de se ter outro conhecimento do virus (apesar de subsistir dúvidas...), com outras condições, as circunstâncias neste confinamento são diferentes em relação ao de março/abril, no número de infectados...
Abraço,
Pepe
Querer é poder.
Pepe
Querer é poder.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Espero que OMS de forma independente faça um relatório ( algo em que não acredito ninguém mais é neutro todos servem os seus senhores ) da origem do Covid a vacinação qual foram as boas práticas que devem ser seguidas quando vier a nova pandemia .
A nossa Task Force é composta ( dizia-me um médico nesse grupo não há um médico com experiência no terreno ) ???
Francisco Ramos
Almirante Henrique Gouveia e Melo, representante do Ministério da Defesa Nacional
José Gamito Carrilho, representante do Ministério da Administração Interna
Representante do SIS
Valter Fonseca, representante da Direção Geral da Saúde
António Faria Vaz, representante do INFARMED, IP
Luís Goes Pinheiro, representante da SPMS, EPE
A nossa Task Force é composta ( dizia-me um médico nesse grupo não há um médico com experiência no terreno ) ???
Francisco Ramos
Almirante Henrique Gouveia e Melo, representante do Ministério da Defesa Nacional
José Gamito Carrilho, representante do Ministério da Administração Interna
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Conselho de ministros:
Comunicado do Conselho de Ministros de 13 de janeiro de 2021
1. O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto que regulamenta a modificação e a prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, em todo o território nacional continental, no período entre as 00h00 do dia 15 de janeiro de 2021 e as 23h59 do dia 30 de janeiro.
Tendo por base a reavaliação da situação epidemiológica no país, o Governo determinou um conjunto de medidas extraordinárias que têm por objetivo limitar a propagação da pandemia e proteger a saúde pública, assegurando as cadeias de abastecimento de bens e serviços essenciais:
estabelece-se o dever geral de recolhimento domiciliário, exceto para um conjunto de deslocações autorizadas, designadamente: aquisição de bens e serviços essenciais, desempenho de atividades profissionais quando não haja lugar a teletrabalho, participação no âmbito da campanha eleitoral ou da eleição do Presidente da República, a frequência de estabelecimentos escolares, o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, a prática de atividade física e desportiva ao ar livre, a fruição de momentos ao ar livre e o passeio dos animais de companhia, os quais devem ser de curta duração e ocorrer na zona de residência;
prevê-se a obrigatoriedade de adoção do regime de teletrabalho, sempre que as funções em causa o permitam, sem necessidade de acordo das partes, não sendo obrigatório o teletrabalho para os trabalhadores de serviços essenciais;
aplica-se o regime excecional e temporário de exercício de direito de voto antecipado para os eleitores que estejam em confinamento obrigatório, nomeadamente os cidadãos residentes em estruturas residenciais para idosos e em outras respostas dedicadas a pessoas idosas;
determina-se o encerramento de um alargado conjunto de instalações e estabelecimentos, incluindo atividades culturais e de lazer, atividades desportivas (salvo a prática de desportos individuais ao ar livre e atividades de treino e competitivas) e termas;
ficam suspensas as atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com exceção daquelas que disponibilizem bens ou prestem serviços de primeira necessidade ou outros considerados essenciais;
prevê-se que os estabelecimentos de restauração e similares funcionam exclusivamente para efeitos de atividade de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento através de entrega ao domicílio ou take-away;
estabelece-se que os serviços públicos prestam o atendimento presencial por marcação, sendo mantida e reforçada a prestação dos serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto;
permite-se o funcionamento de feiras e mercados, nos casos de venda de produtos alimentares;
está proibição a realização de celebrações e de outros eventos, à exceção de cerimónias religiosas e de eventos no âmbito da campanha eleitoral e da eleição do Presidente da República.
2. Foi aprovado na generalidade o decreto-lei que procede à criação de medidas extraordinárias de apoio aos trabalhadores e à atividade económica, aos contribuintes, ao setor da cultura, aos consumidores e ao comércio, no contexto do estado de emergência.
3. Foi aprovado o decreto-lei que altera o regime contraordenacional no âmbito da situação de calamidade, contingência e alerta e agrava a contraordenação relativa ao teletrabalho obrigatório durante o estado de emergência.
Face ao seu efeito predominantemente dissuasor e com vista ao reforço da consciencialização da necessidade do cumprimento dessas medidas, o atual regime sancionatório é agravado, elevando as respetivas coimas para o dobro.
Estabelece-se também que o incumprimento da obrigação de adoção do regime de teletrabalho durante o estado de emergência, independentemente do vínculo laboral, da modalidade ou da natureza da relação jurídica, sempre que as funções em causa o permitam, passa a constituir contraordenação muito grave.
4. Foi aprovado o decreto-lei que prorroga o regime excecional de medidas aplicáveis às autarquias locais no âmbito da pandemia da doença Covid-19, com vista a manter a agilização de procedimentos de caráter administrativo bem como a simplificação do regime financeiro das autarquias locais e das entidades intermunicipais com vista a manter a sua capacidade de resposta às necessidades impostas pela pandemia nos respetivos territórios.
5. O Governo apresentou à Assembleia da República uma proposta de resolução para aprovar a Decisão (UE, Euratom) 2020/2053 do Conselho, relativa ao sistema de recursos próprios da União Europeia. Esta Decisão constitui um instrumento jurídico indispensável para que a União Europeia possa dispor dos recursos necessários ao financiamento do seu orçamento e à execução das suas políticas, devendo o sistema de recursos próprios pautar-se pelos objetivos gerais de simplicidade, transparência e equidade.
Comunicado do Conselho de Ministros de 13 de janeiro de 2021
1. O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto que regulamenta a modificação e a prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, em todo o território nacional continental, no período entre as 00h00 do dia 15 de janeiro de 2021 e as 23h59 do dia 30 de janeiro.
Tendo por base a reavaliação da situação epidemiológica no país, o Governo determinou um conjunto de medidas extraordinárias que têm por objetivo limitar a propagação da pandemia e proteger a saúde pública, assegurando as cadeias de abastecimento de bens e serviços essenciais:
estabelece-se o dever geral de recolhimento domiciliário, exceto para um conjunto de deslocações autorizadas, designadamente: aquisição de bens e serviços essenciais, desempenho de atividades profissionais quando não haja lugar a teletrabalho, participação no âmbito da campanha eleitoral ou da eleição do Presidente da República, a frequência de estabelecimentos escolares, o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, a prática de atividade física e desportiva ao ar livre, a fruição de momentos ao ar livre e o passeio dos animais de companhia, os quais devem ser de curta duração e ocorrer na zona de residência;
prevê-se a obrigatoriedade de adoção do regime de teletrabalho, sempre que as funções em causa o permitam, sem necessidade de acordo das partes, não sendo obrigatório o teletrabalho para os trabalhadores de serviços essenciais;
aplica-se o regime excecional e temporário de exercício de direito de voto antecipado para os eleitores que estejam em confinamento obrigatório, nomeadamente os cidadãos residentes em estruturas residenciais para idosos e em outras respostas dedicadas a pessoas idosas;
determina-se o encerramento de um alargado conjunto de instalações e estabelecimentos, incluindo atividades culturais e de lazer, atividades desportivas (salvo a prática de desportos individuais ao ar livre e atividades de treino e competitivas) e termas;
ficam suspensas as atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com exceção daquelas que disponibilizem bens ou prestem serviços de primeira necessidade ou outros considerados essenciais;
prevê-se que os estabelecimentos de restauração e similares funcionam exclusivamente para efeitos de atividade de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento através de entrega ao domicílio ou take-away;
estabelece-se que os serviços públicos prestam o atendimento presencial por marcação, sendo mantida e reforçada a prestação dos serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto;
permite-se o funcionamento de feiras e mercados, nos casos de venda de produtos alimentares;
está proibição a realização de celebrações e de outros eventos, à exceção de cerimónias religiosas e de eventos no âmbito da campanha eleitoral e da eleição do Presidente da República.
2. Foi aprovado na generalidade o decreto-lei que procede à criação de medidas extraordinárias de apoio aos trabalhadores e à atividade económica, aos contribuintes, ao setor da cultura, aos consumidores e ao comércio, no contexto do estado de emergência.
3. Foi aprovado o decreto-lei que altera o regime contraordenacional no âmbito da situação de calamidade, contingência e alerta e agrava a contraordenação relativa ao teletrabalho obrigatório durante o estado de emergência.
Face ao seu efeito predominantemente dissuasor e com vista ao reforço da consciencialização da necessidade do cumprimento dessas medidas, o atual regime sancionatório é agravado, elevando as respetivas coimas para o dobro.
Estabelece-se também que o incumprimento da obrigação de adoção do regime de teletrabalho durante o estado de emergência, independentemente do vínculo laboral, da modalidade ou da natureza da relação jurídica, sempre que as funções em causa o permitam, passa a constituir contraordenação muito grave.
4. Foi aprovado o decreto-lei que prorroga o regime excecional de medidas aplicáveis às autarquias locais no âmbito da pandemia da doença Covid-19, com vista a manter a agilização de procedimentos de caráter administrativo bem como a simplificação do regime financeiro das autarquias locais e das entidades intermunicipais com vista a manter a sua capacidade de resposta às necessidades impostas pela pandemia nos respetivos territórios.
5. O Governo apresentou à Assembleia da República uma proposta de resolução para aprovar a Decisão (UE, Euratom) 2020/2053 do Conselho, relativa ao sistema de recursos próprios da União Europeia. Esta Decisão constitui um instrumento jurídico indispensável para que a União Europeia possa dispor dos recursos necessários ao financiamento do seu orçamento e à execução das suas políticas, devendo o sistema de recursos próprios pautar-se pelos objetivos gerais de simplicidade, transparência e equidade.
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Os médicos e outros profissionais de saúde infectados que não manifestam sintomas podem tratar de doentes covid, o que já ocorreu mais do que uma vez e em mais do que um local em situação de crise extrema. Além disso, pensa-se que as vacinas reduzem a transmissão pelo menos (muito embora não esteja claramente demonstrado, uma vez que basicamente ainda não houve tempo suficiente para determinar isso claramente) e os dados de uma das vacinas sugerem isso.
Julgo que é algo que cada país terá de avaliar e determinar, pois existem potencialmente vantagens. É uma questão dos países avaliarem qual é o risco de ficarem sem determinados recursos.
Julgo que é algo que cada país terá de avaliar e determinar, pois existem potencialmente vantagens. É uma questão dos países avaliarem qual é o risco de ficarem sem determinados recursos.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
O que deixo em, cima é um sentimento de médicos jovens com quem tenho contacto , dizem os doentes de covid com 30 , 40 anos sem problemas de saúde e peso normal, praticamente não tem sintomas.
Juntando que ainda não há a evidência que a vacina impeça a contaminação, ( assim o médico irá parar na mesma ) sabem-se que atenua os efeitos e a hospitalização .
Baseado neste pressuposto vários países começaram pelos doentes de maior risco .
Juntando que ainda não há a evidência que a vacina impeça a contaminação, ( assim o médico irá parar na mesma ) sabem-se que atenua os efeitos e a hospitalização .
Baseado neste pressuposto vários países começaram pelos doentes de maior risco .
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Algum dia tínhamos de estar de acordo!!!
As vacinas têm de ser dadas ao pessoal médico, porque eles estão expostos e podem contagiar outros também.
As vacinas têm de ser dadas a quem tem mais de 40 anos e outros com comorbidades.
Convém esclarecer que mesmo 50% de imunidade é bom, pois tal não significa apenas menos 50% de casos ou de doentes ou de mortos.
É como uma pirâmide de casos: com metade de imunidade que seja, quebram-se mais de metade de cadeias.
Exemplo prático que eu vi na semana passada: dez gajos das obras a beberem minis (nada de especial
O mesmo ocorre depois para os novos infetados. Em vez de infetarem mais uns 3 ou 4 cada um, vão infetar depois apenas um ou dois.
Isto foi um exemplo radical, com um R de 3, que nunca ocorreu. Na prática, o R de 1 pode rapidamente cair para 0,5 e menos do que isso.
Assim, o vírus diminui CONSISTENTEMENTE.
Abraço
dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
A vacinação dos profissionais de saúde interessa primeiro porque o pessoal técnico/médico é um recurso precioso no meio de uma pandemia, para além de estarem particularmente expostos.
Não obstante isto, as opiniões variam um pouco sobre qual a melhor abordagem.
Não obstante isto, as opiniões variam um pouco sobre qual a melhor abordagem.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Cada país na Europa para a vacinar escolheu público alvo diferente, se como dizem a vacina não impede o Covid mas atenua o seu efeito evitando a hospitalização o que é bom , assim a escolha certa devia ser idosos e doentes crónicos .
Sendo assim é um erro vacinar profissionais de saúde sem risco com menos de 60 anos a mortalidade com doentes covid com menos de 60 e em forma é quase nula .
Sendo assim é um erro vacinar profissionais de saúde sem risco com menos de 60 anos a mortalidade com doentes covid com menos de 60 e em forma é quase nula .
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
djovarius Escreveu:Correr atrás do prejuízo!!
Desta vez, concordo contigo...
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Correr atrás do prejuízo!!
Como eu já disse, o mal foi não se olhar para o exemplo da China, NZ e Austrália. O resto é teoria.
Se tens 10 mil casos, o que adianta passar para mil, para depois começar a brincar? Para depois voltar a subir, um mês depois já são 2 mil outra vez, depois 3 mil, etc...
Temos um carrossel, em vez de uma diminuição substantiva.
Pior que sacrifícios para descer os casos, são sacrifícios que não dão em nada no longo prazo.
O que teria sido melhor? Arruinar a economia por 3 meses, ou arruinar a economia por mês e meio, para depois arruinar outra vez por umas semanas e depois outro mês e meio? Arruína-se tudo devagarinho para doer menos?
Não, depois do exemplo da última primavera, a lição teria de ter sido aprendida: "full deployment" ou seja, empenhamento total de meios, tal como fizeram os países de sucesso. Poucos, infelizmente.
Um plano para debelar o problema, exige-se, mais que nunca, para ganharmos tempo para que a soma das vacinas + imunidade natural + adquirida represente valores acima de 60% lá mais para o Verão. Só que o Verão ainda vem longe. A atuação é agora e já vem tarde.
Tivessem tomado medidas entre 15 de Novembro e 15 de Dezembro, aí sim, poderíamos ter tido um Natal e Ano Novo mais descansado e evitar tudo o que vem aí agora. Cortar o mal pela raiz.
Lá vou eu voltar para o campo, para os meus (muitos) gatos
Abraço
dj
Como eu já disse, o mal foi não se olhar para o exemplo da China, NZ e Austrália. O resto é teoria.
Se tens 10 mil casos, o que adianta passar para mil, para depois começar a brincar? Para depois voltar a subir, um mês depois já são 2 mil outra vez, depois 3 mil, etc...
Temos um carrossel, em vez de uma diminuição substantiva.
Pior que sacrifícios para descer os casos, são sacrifícios que não dão em nada no longo prazo.
O que teria sido melhor? Arruinar a economia por 3 meses, ou arruinar a economia por mês e meio, para depois arruinar outra vez por umas semanas e depois outro mês e meio? Arruína-se tudo devagarinho para doer menos?
Não, depois do exemplo da última primavera, a lição teria de ter sido aprendida: "full deployment" ou seja, empenhamento total de meios, tal como fizeram os países de sucesso. Poucos, infelizmente.
Um plano para debelar o problema, exige-se, mais que nunca, para ganharmos tempo para que a soma das vacinas + imunidade natural + adquirida represente valores acima de 60% lá mais para o Verão. Só que o Verão ainda vem longe. A atuação é agora e já vem tarde.
Tivessem tomado medidas entre 15 de Novembro e 15 de Dezembro, aí sim, poderíamos ter tido um Natal e Ano Novo mais descansado e evitar tudo o que vem aí agora. Cortar o mal pela raiz.
Lá vou eu voltar para o campo, para os meus (muitos) gatos
Abraço
dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Para mim essa era uma certeza, pagar aos pais para ficarem em casa era um custo que o estado não queria suportar.Ulisses Pereira Escreveu:Todos os alunos continuam na escola. Para mim, isto é surpreendente.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Este governo vai acabar com o que falta da economia portuguesa.
Das duas, uma, ou eles sabem algo que nós não sabemos ou então todas as medidas tomadas até hoje são medidas "cegas".
Como é possivel não haver conhecimento das formas de contaminação mais comuns? No Natal eram as reuniões familiares e á volta da mesa, agora é o quê? É nas empresas? É por isso que vamos fechar tudo? Nas escolas não há contaminação?
Sinceramente, acho este confinamento um reflexo do falhanço TOTAL deste governo na gestão da pandemia. Estamos há uma ano a lutar contra o vírus. Já deveríamos ter mais conhecimentos sobre a forma de transmissão e locais mais comuns. Rastreamento? ZERO!
Rastreamento é essencial!
E as vacinas onde andam? Tanta publicidade televisiva nas primeiras, e agora acabaram-se? Também me parece que fizeram uma escolha pouco acertada na escolha das vacinas. Optaram preferencialmente pela vacina mais barata mas que vai demorar mais tempo.
E os hospitais privados ainda não chegaram a acordo com eles porquê? Ideologia parva?
Já nem sei que mais diga. Sei que não vejo nada de positivo na gestão da pandemia deste governo. E vamos pagar muito caro isto!
Das duas, uma, ou eles sabem algo que nós não sabemos ou então todas as medidas tomadas até hoje são medidas "cegas".
Como é possivel não haver conhecimento das formas de contaminação mais comuns? No Natal eram as reuniões familiares e á volta da mesa, agora é o quê? É nas empresas? É por isso que vamos fechar tudo? Nas escolas não há contaminação?
Sinceramente, acho este confinamento um reflexo do falhanço TOTAL deste governo na gestão da pandemia. Estamos há uma ano a lutar contra o vírus. Já deveríamos ter mais conhecimentos sobre a forma de transmissão e locais mais comuns. Rastreamento? ZERO!
Rastreamento é essencial!
E as vacinas onde andam? Tanta publicidade televisiva nas primeiras, e agora acabaram-se? Também me parece que fizeram uma escolha pouco acertada na escolha das vacinas. Optaram preferencialmente pela vacina mais barata mas que vai demorar mais tempo.
E os hospitais privados ainda não chegaram a acordo com eles porquê? Ideologia parva?
Já nem sei que mais diga. Sei que não vejo nada de positivo na gestão da pandemia deste governo. E vamos pagar muito caro isto!
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