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O que devemos fazer caso Portugal volte ao Escudo.

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e também para a História de um país

por mcarvalho » 2/5/2013 20:25

J neg
Editado pela última vez por mcarvalho em 2/5/2013 20:43, num total de 1 vez.
mcarvalho
 
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Re: Um pouco de História.. a quem interessar

por mcarvalho » 2/5/2013 20:42

mcarvalho Escreveu:De uma forma clara e sintética

com uma vénia

O Capital Financeiro: Carlos Fiúza


O Capital Financeiro

Temas:
1- O conceito de Capital Financeiro
2- Preconceitos populares, mistificações pequeno-burguesas e antissemitismo
3- O Capital Financeiro e o marxismo tradicional
4- Trabalho, crédito e crise
5- Funções do Capital, crédito estatal e pequena burguesia secundária

Parte 1

1- O conceito de Capital Financeiro
2- Preconceitos populares, mistificações pequeno-burguesas e antissemitismo

http://pensar-ansiaes.blogspot.pt/2013/ ... fiuza.html

Parte 2


3. O Capital Financeiro e o marxismo tradicional

4. Trabalho, crédito e crise



http://pensar-ansiaes.blogspot.pt/2013/ ... fiuza.html



Parte 3



5. Funções do capital, crédito do Estado e pequena burguesia secundária


http://pensar-ansiaes.blogspot.pt/2013/ ... fiuza.html


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desculpem a repetição mas é só para integrar

cump

..



e mais para a História


Paulo Morais: Crise foi provocada pela corrupção, não pelos excessos dos portugueses

02/05/2013

"Há duas mentiras que têm sido repetidas na sociedade portuguesa: que os portugueses andaram a gastar acima das suas possibilidades e que não há alternativa à austeridade para expiarem os pecados (que não cometeram)", disse.

Segundo Paulo Morais, que falava sobre a "Origem da Crise" numa conferência sobre o modelo do Estado Social, promovida pela Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal, "grande parte da divida pública e privada é fruto da corrupção e não dos alegados excessos dos portugueses".

Paulo Morais destacou o peso do caso BPN e das Parcerias Público-Privadas (PPP), entre outros, na dívida pública e lembrou que 68% da dívida privada é resultante da especulação imobiliária, salientando que só cerca de 15% da divida privada se pode atribuir aos alegados excessos dos portugueses.

Os resultantes 15% da divida privada, disse Paulo Morais, correspondem a todo o dinheiro disponível na banca para apoiar a economia portuguesa, que considerou insuficiente.
Para o antigo vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, a verdadeira explicação para a crise em Portugal está nos fenó9menos de corrupção na administração central e local, que têm permitido a "transferência de recursos públicos para grandes grupos económicos".

"Seis a sete por cento dos recursos do Orçamento de Estado vão para grandes grupos económicos", disse Paulo Morais, referindo o grupo Espírito Santo, o grupo Mello e o grupo Mota Engil, como alguns dos principais beneficiários.

"Em 2011, as PPP custaram 1.700 milhões de euros, ou seja, mais do dobro dos 799 milhões de euros que estavam previstos inicialmente", disse Paulo Morais, considerando incompreensível que tivesse havido um desvio com um custo superior ao preço que estava inicialmente previsto.
"O que o Estado pagou a mais às PPP só é possível porque a sede da política - Assembleia da República - está transformada num centro de negócios", disse.

Como exemplo da gestão danosa dos dinheiros públicos, Paulo Morais referiu uma fórmula de cálculo inserida no contrato de uma PPP, numa auto-estrada em Viana do Castelo, em que o concessionário paga multas, ou recebe prémios do Estado, em função da taxa de sinistralidade.
"Se a sinistralidade aumentar 10%, o concessionário tem de pagar uma multa de 600 mil euros, mas, se houver uma redução de 10% na sinistralidade, o Estado tem de pagar à empresa 30 milhões de euros", disse.

"Quem assinou o contrato, só por isso, devia estar preso", sentenciou.

Referindo-se à nacionalização do BPN, Paulo Morais lembrou que o anterior governo socialista nacionalizou apenas os prejuízos, que estão a ser pagos pelo povo português, e permitiu que os acionistas da SLN - Sociedade Lusa de Negócios (agora com o nome Galilei), detentora do banco, ficasse com os ativos e com todas as empresas lucrativas.

Paulo Morais garantiu, no entanto, que "se houver vontade política e se a justiça actuar como deve, o Estado ainda pode recuperar três ou quatro mil milhões de euros, através dos activos do grupo Galilei e das contas bancárias dos principais accionistas".

A aquisição de dois submarinos à Alemanha é, segundo Paulo Morais, mais uma caso de "corrupção comprovada", não pelos tribunais portugueses, mas pelos tribunais da Alemanha.
"Na Alemanha há pessoas [acusadas de corrupção] a dormirem todos os dias na cadeia", disse.
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por mcarvalho » 3/5/2013 19:19

e.. Porque não sai a Alemanha do Euro??


http://expresso.sapo.pt/alemanha-tem-qu ... os=f800356


Alemanha tem que decidir se quer sair do euro", diz George Soros
Trigésimo homem mais rico do mundo critica a gestão alemã da crise das dívidas soberanas e diz que é a altura do país decidir se quer ou não sair do euro.
Liliana Coelho
12:54 Segunda feira, 15 de abril de 2013
EPA/Alejandro Garcia George Soros acredita que só é possível parar a espiral recessiva na União Europeia alterando a política
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O multimilionário e investidor George Soros, numa entrevista publicada hoje pelo jornal "El País", tece duras críticas ao papel da Alemanha na gestão das crises europeias e defende a necessidade de se recuperar o espírito de cooperação e solidariedade entre os países-membros da União.

"A Alemanha deve decidir se quer refazer a Europa da forma em que originalmente estava destinada a ser, que pressupõe aceitar as responsabilidades necessárias para avançar nessa direção, ou deve considerar sair do euro e deixar o resto dos países que acreditam nos eurobonds e podem combater a crise", diz George Soros ao "El País".

Segundo o investidor, que está na 30ª posição do ranking dos bilionários da revista "Forbes", só é possível parar a espiral recessiva na União Europeia alterando as políticas.

"A política atual leva a uma dinâmica que consiste em sofrer uma crise atrás da outra, porque só quando o quadro se torna muito feio os países credores liderados pela Alemanha extendem apoio aos devedores", acrescenta Soros, sublinhando que essa política não funciona porque peca por ser demasiado tardia.

Saída não significaria fim do euro

Questionado sobre se a saída da Alemanha da zona euro significaria o fim da moeda única, George Soros diz claramente que não, apontando para o papel importante do Banco Central Europeu. Na visão do investidor, os países devedores teriam necessariamente de seguir uma política comum para manter o euro, caso contrário pagariam um "preço terrível."

George Soros diz também acreditar que se a Alemanha saísse do euro, os países devedores de transformariam em economias competitivas e as suas dívidas diminuiriam fortemente face à desvalorização da moeda única. O principal prejudicado seria o próprio país, defende.

"O preço do ajuste recairia sobre a Alemanha, que teria que lidar com dificuldades, porque de repente os seus mercados seriam inundados por importações do resto da Europa", explica Soros.

Alemanha deve aceitar eurobonds

O investidor húngaro-americano volta ainda a defender a necessidade de converter a dívida existente em eurobonds para se sair da crise, frisando que cabe à Alemanha mudar de direção e aceitar os eurobonds o mais breve possível, a fim de evitar que a situação se deteriore ainda mais.

Neste sentido, George Soros defende a necessidade de se recuperar o espírito de "cooperação" na União Europeia, entre países credores e devedores, salvaguardando o futuro.

"A crise do euro transformou a União Europeia numa associação voluntária entre Estados iguais numa relação entre credor e devedor. E em situação de crise, os credores ditam o fim da relação, que leva a que os devedores fiquem sempre numa pior situação. E isso condena a União Europeia a um futuro muito sombrio", remata.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/alemanha-tem-qu ... z2SFsHsv91
mcarvalho
 
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por mcarvalho » 4/5/2013 23:01

rtp1 Herman e Ferreira do Amaral. a brincar a brincar..

vão-nos mentalizando

:(
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por rg7803 » 4/5/2013 23:31

Boa entrevista hoje no Expresso ao Ferreira Amaral. Vale a pena ler, independentemente de concordarmos ou não.
“Buy high, sell higher...”.
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por mcarvalho » 6/5/2013 14:50

Fundador alemão do euro invoca o fim da moeda "catastrófica"

06/05/2013

Oskar Lafontaine, ministro das Finanças alemão em 1999, ano em que entrou em circulação a moeda única, defende agora o fim da moeda, que apelida de “catastrófica”, como forma de permitir a recuperação económica dos países da periferia europeia.

“A situação económica piora de mês para mês e o desemprego atingiu um nível que coloca as estruturas democráticas em questão”, afirmou Lafontaine, citado pelo “The Telegraph” O antigo ministro referiu ainda que os esforços de 1999 em torno da criação do euro, como ferramenta para impulsionar “um comportamento económico racional” foram “em vão”. Lafontaine considera também que a política de forçar Espanha, Portugal e Grécia a realizar desvalorizações internas foi uma “catástrofe”.

Num comunicação alocada no portal online do Partido de Esquerda alemão, na última semana, Lafontaine advoga que “os alemães ainda não perceberam que o sul da Europa, incluindo a França, vai ser forçado pela sua miséria actual a lutar, mais cedo ou mais tarde, contra a hegemonia alemã”.

O antigo ministro considera ainda que Angela Merkel só “vai despertar do seu sono hipócrita” quando “os países europeus unirem esforços para forçar uma mudança de política”, às custas da Alemanha.

No documento, Lafontaine defende ainda uma reestruturação do sistema bancário europeu, medidas de controlo mais estritas sobre os credores e o regresso ao sistema monetário europeu que antecedeu a divisa comunitária.

Lafontaine está afastado das lides políticas, contudo, continua a ser um membro influente do Partido de Esquerda alemão, formado em 2007, resultado da fusão do antigo “Partido do Socialismo Democrático” com a “Alternativa Eleitoral para o Trabalho e a Justiça Social”.
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por Elpikas » 3/7/2013 12:33

Agora com o Governo quase morto, "governado" por estes garotos que estão mais preocupados em olhar para o seu umbigo e planear jogadas tacticas, julgo que muito rapidamente vamos ser corridos do Euro.
 
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