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Caldeirão da Bolsa

MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Opcard » 16/6/2020 23:24

Cem.pt pois nenhum sistema pode antecipar as experiências que o bancos centrais tem na manga , vão fazer de banca comercial , tesouro , estado , ministério do trabalho , segurança social ...

Isto vai ser antes da compra de ações , o último trunfo será pagar salários .

“ policy support for banks then no longer increases lending or supports activity, because bank lending conditions become restrictive.
There are then only two ways to restore the transmission of monetary policy to the economy:
 Either central banks lend directly to companies (purchase bonds, commercial paper and even loans);
 Or the government guarantees bank loans.
This has been characterised as switching from “Wall Street QE”
(support for banks) to “Main Street QE” (direct support for companies).
 
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Cem pt » 17/6/2020 23:04

Amigo Op:

Pois, alguns dos argumentos que apontaste poderão de alguma forma tentar explicar o que se vai passando.

A acompanhar!

Abraço.

-----

Uma sessão marcada por um optimismo moderado, talvez seja a melhor forma de definir o que se passou no dia de hoje.

Portanto, vamos andando calmamente!

Quanto ao sistema de trading lá vai tendo de se adaptar a esta ”anormalidade” dos tempos que correm:

Em Portugal,
Jerónimo Martins – Passa de neutral a comprada.

Na Europa,
ENI – Passa de neutral a vendida.

O gráfico do dia representa o Ouro, que leva nesta altura o pobre título do carro vassoura, ou melhor, o papel da carteira que até agora possui a pior rentabilidade entre todos. O certo é que as cotações actuais do Ouro, quando atingem a zona dos 1750 aos 1800, são logo bombardeadas pelo mercado, obrigando o metal amarelo a bater de novo em retirada para a sua zona de partida nos 1650 aos 1700, para preparar novo ataque de ciclo às subidas. No actual nível das cotações do Ouro a tendência é naturalmente positiva, mas o ciclo de trading encontra-se estancado há cerca de 3 semanas dando a sensação que não existe força suficiente para levar o Ouro a níveis de outra dimensão acima dos 1800 onde possa voar. Actualmente vai mantendo um sinal global comprado.

BN


Gold Osc MI5 Week 20200617.png
Ouro: Sistema de trading Osc MI5 / Gráfico Semanal
O autor não assume responsabilidades por acções tomadas por quem quer que seja nem providencia conselhos de investimento. O autor não faz promessas nem oferece garantias nem sugestões, limita-se a transmitir a sua opinião pessoal. Cada um assume os seus riscos, incluindo os que possam resultar em perdas.


Citações que me assentam bem:


Sucesso é a habilidade de ir de falhanço em falhanço sem perda de entusiasmo – Winston Churchill

Há milhões de maneiras de ganhar dinheiro nos mercados. O problema é que é muito difícil encontrá-las - Jack Schwager

No soy monedita de oro pa caerle bien a todos - Hugo Chávez


O day trader trabalha para se ajustar ao mercado. O mercado trabalha para o trend trader! - Jay Brown / Commodity Research Bureau
 
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Cem pt » 18/6/2020 22:57

Se tiver de estabelecer um ranking de optimismo na carteira os States aparecem claramente à cabeça, seguido da Europa e de Portugal.

De facto é difícil arranjar argumentos para os nossos papéis do PSI não passarem da cepa torta, salvo algumas excepções em períodos de tempo muito limitado, como terão sido por exemplo as EDPs.

A conclusão simplista que se pode extrair para já é que os investidores portugueses se encontram em situação difícil no que diz respeito à disponibilização de capitais para investimentos e os estrangeiros não querem saber da nossa Bolsa para nada.

O sistema de trading “Osc MI5” vai também reflectindo em parte essa dificuldade de ver uma maioria de posições longas sobre as curtas. Num apanhado muito rápido constato que apenas na primeira semana de junho foi possível obter, durante um nicho pontual de poucos dias, uma maioria de sinais comprados sobre vendidos no mercado português. Caminhando mais para trás essa situação mais optimista só encontra uma maioria de acções positivas contra negativas antes de 17 de janeiro deste ano, uma verdadeira raridade realmente curiosa!

Deixo uma pergunta perturbadora: será que só é possível ganhar dinheiro no mercado português apostando essencialmente em “shorts”? Seria muito mau se isto for verdade, mas é o que temos!

-----

No final do dia aqui fica mais uma actualização do programa de trading, num dia marcado por algumas correcções:

Em Portugal,
Mota Engil – Passaria de neutral a vendida, se a corretora o permitisse, o que não é o caso, pelo que na prática continua neutral. O gráfico mostra que o ciclo de trading voltou a apontar o sentido descendente na escala diária, o que, associado à tendência com o mesmo sentido, não augura um comportamento positivo da construtora para o curto prazo.

Na Europa,
Banco Santander – Passa de neutral a vendida.

BN


Mota-Engil Osc MI5 20200618.png
Mota-Engil: Sistema de trading Osc MI5 / Gráfico Diário
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Cem pt » 19/6/2020 23:32

Para variar um pouco hoje tivemos um dia razoavelmente positivo na Europa, apesar da parte da tarde se ter desenrolado num regime de declive decrescente ao ritmo dos States, em dia limite de roll-over de futuros, certamente na mira de realização de mais-valias por parte do “smart money” e na perspectiva de que existe um reconhecimento generalizado que os mercados em geral se encontram já num nível bem gorducho no avanço das suas cotações.

Pelo menos os fechos positivos europeus contribuíram para alegrar um pouco mais o fim-de-semana e fazer esquecer as agruras de algumas correcções dolorosas daquela fatídica sessão da 5ª feira negra de 11 de junho da semana passada, que ainda estão bem frescas na memória de quem estava carregado de posições longas, como era o caso da carteira “Osc MI5”. Evidentemente que ainda se encontra maioritariamente comprada, embora num nível mais moderado à data presente.

Só que as Bolsas são mesmo assim, só o passar do calendário fará esfumar os tempos menos bons, e também os melhores, que comporta esta actividade de risco permanente.

-----

Na sequência dos ditames do sistema de trading temos agora algumas actualizações, desta feita maioritariamente em regime de upgrading:

Em Portugal,
EDP Renováveis – Passa de neutral a comprada.
EDP - Passa de neutral a comprada.

Na Europa, nada a alterar.

O gráfico do dia recaiu na SAP. Há cerca de um mês ininterrupto que a escala diária continua a apontar para cima no ciclo de trading e na tendência, a marcar a força topo da tabela, num clima bastante marcado pelo optimismo dos sectores congéneres e concorrenciais norte-americanos. Numa altura muito marcada pelo escândalo da gigantesca fintech alemã Wirecard, concorrente no mercado dos cartões empresariais e pagamentos online que rivalizam com a Visa e Mastercard, recordo que a Wirecard entrou de rompante que nem um leão no índice DAX-30 em 2006. Agora tentou enganar de forma aparentemente fraudulenta o auditor das contas de 2019 alegando a existência de contas bilionárias que não existiam, deixando vago um lugar confortável à SAP para se assumir como o papel de refúgio favorito tecnológico nas carteiras dos fundos de investimento europeias. Ano após ano a SAP tem aguentado bem a pressão da liderança no sector das bases de dados de gestão empresariais.

BN

-----

Finda a semana cá vai mais uma actualização dos parâmetros e rácios acumulados neste ano. Se virem duas parcelas de somatório significa que se referem respectivamente ao sistema de trading original da carteira e ao sistema complementar de hedging das opções:

- Quantidade de negócios encerrados ganhos (win close trades) = 56 + 13 = 69
- Quantidade de negócios encerrados perdidos (lost close trades) = 107 + 1 = 108
- Quantidade de negócios em curso com ganhos (win open trades) = 12 + 1 = 13
- Quantidade de negócios em curso com perdas (lost open trades) = 3 + 3 = 6
- Rácio de Número de Negócios Ganhos / Total Número de Negócios Totais = 82 / 196 = 41.8%
- Ganho médio líquido por trade = ( 49.74% + 39.61% ) / ( 68 + 14 ) = 1.09%
- Perda média líquida por trade = - ( 40.84% + 5.96% ) / ( 110 + 4 ) = -0.41%
- Rácio de Total Ganhos Líquidos / Total Perdas Líquidas =
= ( 49.74% + 39.61% ) / ( 40.84% + 5.96% ) = 1.91
- Critério de Kelly (Percentagem máxima permitida de alavancagem na carteira) = 11.3%
- Percentagem actual da carteira em utilização de margem da conta = 12.9% ( > 11.3% Critério de Kelly --> não verifica; há necessidade de reduzir alavancagem)
- Alavancagem actual: Valor dos activos em risco / Valor actual da carteira = 1.90
- Drawdown máximo registado na carteira em 2020 = 17.1%, de 19 de março a 6 de abril
- Alavancagem máxima via drawdown [fórmula “Cem”] = 100% / (K Segurança x Drawdown máximo registado x Raiz quadrada ( Tempo de trading passado e futuro previsível / Tempo de trading passado)) = 100% / (1,477 x 17,1% x Sqrt (120/5,63)) = 100% / 120,6% = 85,8% (  não verifica; há necessidade de reduzir alavancagem)
- Média de dias de calendário por cada trade e em cada papel = 23 dias
- Trade de maior duração em dias de calendário = 105 dias
- Número de papéis da carteira com retorno positivo ( > 0.20% ) em 2020 = 14 + 2 = 16
- Número de papéis da carteira com retorno neutral ( > -0.20% e < 0.20% ) em 2020 = 2
- Número de papéis da carteira com retorno negativo ( < -0.20% ) em 2020 = 9
- Rentabilidade YTD da carteira em 2020 (sistema de trading Osc MI5 + sistema de hedging Osc MI5) = +8.90% + 33.65% = +42.55%
- “Alpha” da carteira Osc MI5 = +42.55% - (-7.19%) = +49.74%


Em matéria de money management a diminuição da alavancagem continua em curso, face às condições de não verificação da alavancagem actual usada na carteira. Trata-se dum assunto que será objeto de maior pormenorização futura.

Entretanto na parte defensiva da carteira ou falando do seguro do hedging, pelo facto da carteira ter baixado a sua exposição ao risco, comparando com a semana passada, a cobertura do hedging da carteira subiu substancialmente contra possíveis futuras descidas, .

Este facto explica-se facilmente uma vez que o valor actual das Puts em termos percentuais da carteira exposta ao mercado vale quase o dobro da semana passada, ou seja, 16.77% actuais da actual carteira alavancada contra os 8.52% anteriores.

Ver o resumo no quadro final correspondente mais abaixo.

-----

Entretanto este tópico aproxima-se do seu fim, no final da última semana de junho darei por encerrado o assunto desta carteira porque tudo o que considero essencial para negociar nos mercados terá sido de alguma forma abordado, procurando simular a carteira a um fundo de investimento do tipo "hedge-fund" com posicionamento activo "long-short" essencialmente em acções e índices.

Fui juntando vários assuntos relacionados com técnicas de trading e hedging da carteira. Até ao final de junho ainda espero abordar pelo menos o tema que acho ser o principal ou a chave duma carteira deste tipo bem sucedida a longo prazo: a alavancagem óptima a utilizar e a questão sempre premente da defesa perante cenários catastróficos que redundem num drawdown excessivo ou até mesmo na falência duma carteira que corra grandes riscos.

Procurei ser o sucinto quanto possível e procurar transmitir os “segredos” que fui aprendendo, com o tempo, com a leitura e com a prática das técnicas utilizadas para benefício de todos os que têm participado nesta comunidade, e neste tópico em particular, sobre como negociar nos mercados financeiros. Excepto um único detalhe: a linguagem de programação do sistema de trading “Osc MI5”; esse é apenas um segredo exclusivo do agente secreto!

No entanto lá mais para trás estão outras ideias que lancei para explorar e abordagens a sugestões de métodos ou sistemas de trading alternativos em que me foquei nos conceitos e na respectiva linguagem, para quem quiser usar ou melhorar para seu próprio benefício.

Espero que no global tenham gostado até agora de acompanhar o tópico, tanto quanto eu que me diverti bastante a enchê-lo de trades, gráficos, desabafos, estados de espírito e curiosidades relacionadas à volta do trading.

Até final de junho cá iremos continuando nesta caminhada.

Aproveito para agradecer a todos os que de alguma forma, passiva que seja, contribuíram para que este tópico tenha sido bastante profícuo em troca de ideias, sugestões e sobretudo muito agradável a todos os níveis, porque não recordo ao longo dos diferentes posts qualquer falta de civismo ou sequer críticas daquelas maldizentes e muito menos atropelos para deitar abaixo, que infelizmente foram ou vão sendo comuns por outros lados!

Bem hajam a todos pela grande elevação manifestada, o que muito contribuiu para que este tópico tenha sido exemplar na sua evolução comportamental de quase meio ano diário de intervenções constantes.


SAP Osc MI5 20200619.png
SAP: Sistema de trading Osc MI5 / Gráfico Diário


Pos Osc MI5 20200619.png
Posicionamento da carteira "Osc MI5" + Podium ROI 2020 + Cobertura de hedging da carteira
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por rsacramento » 19/6/2020 23:46

Cem pt Escreveu:(...) Excepto um único detalhe: a linguagem de programação do sistema de trading “Osc MI5”; esse é apenas um segredo exclusivo do agente secreto!

creio que te querias referir ao código, já que a linguagem é a do metaStock 8-)

obrigado por tudo, semStops!
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por icemetal » 21/6/2020 16:44

Caro Cem,
Grato pela partilha e informação prestada
Grande Abço
Alex
 
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Cem pt » 22/6/2020 20:08

Meus caros:

Obrigado pela correcção e mensagens.

Abraços.

-----

Uma constatação dos números dos retornos da carteira na sua componente do hedging é o facto da rentabilidade das opções Put ser superior à das opções Call.

Aliás um factor bastante comum às carteiras que fazem hedging é a utilização exclusiva de opções Put. As Calls são praticamente ignoradas nesta modalidade de seguros duma carteira contra descidas quando estamos comprados ou longos e, no caso particular das Calls, contra subidas quando estamos vendidos ou curtos.

Qual a razão das Calls ficarem quase esquecidas ou serem relegadas para um segundo plano nesta forma de trading defensivo?

Pois a resposta é muito simples: em primeiro lugar é bom lembrar que o preço das opções é composto exclusivamente pelo peso da volatilidade implícita, na modalidade das opções OTM e ATM (out-of-the-money e at-the-money), o que significa que os preços de mercado das opções Puts e Calls serão mais baratos em regime de baixa volatilidade e mais caros quando a volatilidade atinge valores mais elevados.

Em que altura temos baixas volatilidades? Quando os mercados se encontram em subida há muitas sessões consecutivas.

E quando temos altas volatilidades? Quando os mercados corrigem de forma significativa.

Então, uma vez que as opções que estamos a tratar na altura das compras são todas do tipo OTM (out-of-the-money), basta concluir que:


- Melhor altura para comprar Puts e vender Calls: quando os mercados estão eufóricos. Baixa volatilidade. Preço de compra baixo para comprar Puts e preço de venda baixo para vender Calls.
- Melhor altura para comprar Calls e vender Puts: quando os mercados estão deprimidos em forte correcção. Alta volatilidade. Preço de compra elevado para comprar Calls e preço de venda elevado para vender Puts.

Ou seja, os cenários estão montados para que as Puts estejam no melhor dos mundos: compras baratas e vendas caras. Em contrapartida a vida é muito mais difícil neste panorama parar as Calls: compras a preços caros e vendas a preços baratos.

A conclusão do parágrafo anterior parece ir no sentido de que não faz sentido negociar Calls nestes cenários tão adversos.

Realmente podemos dizer que os retornos serão naturalmente superiores no caso das Puts devido ao que foi afirmado, a carteira “Osc MI5” confirma este postulado.

Contudo não podemos concluir que as Calls não sejam negociadas como forma de hedging positivo, ou melhor, para fazer face a subidas excessivas quando a carteira negoceia maioritariamente do lado curto ou “short” do mercado.

Para garantir um retorno positivo na negociação das Calls é necessário deixar que estas entrem em território ITM (in-the-money) para que a sua componente intrínseca do preço prevaleça na altura da venda, somando o respectivo valor à sua parcela da volatilidade implícita. Só assim se pode garantir que o preço de venda das Calls, nesta modalidade de hedging, seja superior ao seu preço de compra.

Para isso é também necessário deixar passar o tempo para que essas oportunidades de movimentos acentuados a nosso favor venham previsivelmente a aparecer. Daí ser imperioso que a maturidade das opções em causa sejam compradas com uma vida existencial potencial superior a 6 meses de virem a expirar.

-----

Na entrada da nova semana a Europa em geral acordou bastante ensonada, a registar baixas generalizadas um pouco por todo o lado.

Tivemos portanto o sistema de trading a corrigir a mira em determinadas coordenadas:

Em Portugal,
EDP Renováveis – Passa de comprada a neutral.

Na Europa,
Anheuser Busch Inbev – Passa de neutral a vendida. No gráfico abaixo existe algo repetitivo em relação ao passado na semana anterior: a tendência e o ciclo de trading da maior companhia cervejeira europeia passam para descendentes. Passa para o exterior a mensagem que a venda de bebidas alcoólicas será um flop, durante este verão que aí está a chegar. Oportunidade quente para shortar o papel. Conclusão marginal: os grandes movimentos turísticos e as animações dos bares abertos irão ter de esperar por ...2021. Será mesmo?
Allianz – Possibilidade de passar de neutral a vendida, a confirmar até ao final da semana.

BN


ABI Osc MI5 20200622.png
Anheuser Busch Inbev: Sistema de trading Osc MI5 / Gráfico Diário
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Cem pt » 23/6/2020 19:24

Finalmente um dia bem positivo para quem estava touro!

Começa a ser difícil acreditar em correcções significativas com as intervenções da magnitude gigantesca dos Bancos Centrais a segurar os mercados.

Para o caso da carteira “Osc MI5” o caso em questão tem uma importância cada vez mais marginal, apenas pelo facto de pertencer ao grupo dos “CTA managed funds” ou, para ser mais específico, para obedecer à estratégia de gestão activa dos “hedge-funds” seguidores de tendências.

Para o sentido onde os mercados se dirigirem assim irá também a maioria dos papéis que fazem parte da conta, pelo menos é esta a forma teórica como esta geringonça se encontra artilhada.

-----

Como sempre haverá que proceder a novos ajustamentos para amanhã, em função da actualização efectuada no final da sessão de hoje pelo sistema de trading, tudo com ordens de upgrading:

Em Portugal,
EDP Renováveis – Passa de neutral a comprada.

Na Europa,
Anheuser Busch Inbev – Passa de vendida a neutral.
ENI – Passa de vendida a neutral.

Apesar da força tendencial dos CTT ter melhorado um pouco de -90% para -70% na escala diária, a fraqueza dos seus principais indicadores em ambas os períodos negociais é um facto confrangedor. Esperemos que melhores tempos cheguem rapidamente já que, como é possível constatar no gráfico abaixo, a última barra do indicador de ciclo de trading positivo só aparece há mais de 5 meses para trás em 15 de janeiro, numa altura em que a cotação dos Correios se encontrava mais de 50% acima dos níveis actuais.

BN


CTT Osc MI5 20200623.png
CTT: Sistema de trading Osc MI5 / Gráfico Diário
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Cem pt » 24/6/2020 21:02

Num dia de realização clara de mais-valias em quantidades importantes, um pouco por todo o lado, voltou de novo a colocar-se a questão importante sobre se estaremos ou não a enfrentar valorizações dos mercados bem acima dos valores a que se encontram cotados face às perspectivas sombrias de resultados futuros empresariais que se projectam para os anos mais próximos.

Estamos ou não a navegar em águas turvas? Irão ou não os Bancos Centrais intervir mais uma vez em força para conseguir aguentar a avalanche do actual movimento de forte correcção?

Respostas a que só o futuro responderá!

A carteira “Osc MI5” obviamente ressentiu-se desta forte correcção mas por outro lado a componente defensiva das opções, que agora se encontra mais reforçada na sua cobertura do hedging negativo pelo facto de conter apenas opções Put com maior peso ponderado face à semana transacta, destinadas a valorizarem-se com as descidas dos mercados, ajuda pelo menos para já a esbater o montante percentual diário reflectido na queda do valor da carteira.

As Puts estão lá para isso, para subir em dias negativos e aliviar nessas alturas o valor das quedas da carteira.

Para já temos novas e importantes actualizações do sistema de trading num aparente início de ciclo de baixa que parece aproximar-se:

Em Portugal,
PSI – Passa de neutral para vendido.
Galp – Passa de neutral a vendida. No gráfico pode-se observar de novo a tendência e o ciclo diários a voltarem a terreno negativo.
EDP – Possibilidade de passar de comprada a neutral, a confirmar até ao final da semana.

Na Europa,
Anheuser Busch Inbev – Passa de neutral a vendida.
ENI – Passa de neutral a vendida.
BASF – Passa de neutral a vendida.

BN


Galp Osc MI5 20200624.png
Galp: Sistema de trading Osc MI5 / Gráfico Diário


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Muita gente julga que para ganhar no trading basta ter um método com algumas regras que gere sinais de compra e venda e, preferívelmente, que tenha feito meia dúzia de negócios positivos no passado para se auto-convencer que tem ali uma excelente ferramenta. Depois é só ir gerindo essas regras.

Na teoria parece certo, na prática o que foi dito acima não poderia estar mais longe da verdade!

Para quem resolve começar com uma forma de abordar os mercados com esse espírito tem de ter uma paciência férrea em cumprir “sempre” as regras, conhecer a fundo o método para ganhar a sua confiança e afastar a ideia do “eu é que sei e decido o que fazer” e que o método está ali para ser apenas usado de vez em quando ou para fazer dele uma assessoria para funcionar como um conselheiro em caso de dúvidas.

Na verdade ao fim de duas ou três trades em que o método registe perdas ou que a compra tenha sido feita umas velas mais tarde, “caramba, eu já tinha entrado muito lá mais atrás, ganhava bastante mais!”, a atitude mais comum é mudar regras ou pôr de lado o sistema com o argumento de que “desta vez pensei por mim e ganhei”. Está dada a machadada final no sistema! Dali para a frente ficará para ser recordado ou usado como mero auxiliar de curiosidade para tentar confirmar qualquer coisa, menos os negócios futuros da carteira.

Há que reconhecê-lo, só mesmo uma minoria dos traders que andam pelos mercados usam de alguma forma sistemas de trading ou similares associados a figuras, canais de quebra e linhas de tendência.

O problema maior resulta do método usado não ter sido devidamente testado para lhe ganhar a confiança, significando que, mesmo que determinado trader seja bastante disciplinado e procure usar o método da forma mais correcta, o resultado acabará sempre num desfecho de grande desilusão e perdas na carteira.

-----

Vamos agora ser mais positivos e imaginar um cenário em que alguém finalmente teve acesso ou descobriu um método jeitoso que lhe dará uma “edge” favorável com lucros a longo prazo no horizonte ao fim dumas dezenas largas de negócios.

Excelente, estará no caminho certo. Mas será suficiente para ganhar dinheiro de forma sistemática nesta actividade?

Pois aqui está a resposta óbvia, ter um acesso a um bom sistema de trading dará certamente dinheiro a ganhar a prazo mas... atenção, por melhor que seja o dito sistema de trading, ou método equivalente similar, por muito que se esforce para o aplicar de forma certinha e sem se desviar da rota de cumprir sempre com o avanço dos sinais de compra e venda, o nosso herói juntará seguramente uma maquia razoável.

Ganhará aqui, perderá além, volta a juntar uns cobres de novo, mas jamais ganhará aquilo que chamamos uma fortuna para chegar a milionário à custa do método que usa!

Então não basta ganhar dinheiro pouco a pouco para ir construindo uma boa carteira de forma paulatina? Infelizmente não, vão-me desculpar mas falta ali uma componente essencial que aqui ainda não falámos, ou melhor, abordámos um pouco pela rama lá mais para trás neste tópico do trading com o “Osc MI5”!

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O tema que hoje aqui trago é de longe aquele que considero o mais importante do trading e suplanta, ou melhor, superioriza-se claramente quer ao sistema de trading usado nesta carteira quer ao sistema de hedging defensivo que tem sido aplicado.

Quem aspirar a retornos colossais, a um nível poucas vezes imaginável em sonhos, pode ler com atenção a minha reflexão pessoal que aqui deixo abaixo e que constitui uma procura permanente sobre a forma mais rápida de ganhar dinheiro neste negócio altamente arriscado dos mercados financeiros.

É isso tudo: riscos enormes, alavancagens assustadoras, perdas abissais de capital.

Se conseguirmos sobreviver com uma carteira que lide com alavancagens superiores à unidade significa que a simples capitalização anual dum retorno que seja o dobro duma carteira simples não alavancada, é equivalente ao fim de 10 anos podermos obter um capital final comparável, com as mesmas trades, mais de 1000 vezes superior (2^10 = 1024)!

Este post é para mim o mais importante de todo o conjunto deste tópico, dominar o tema das alavancagens é um factor crítico para se ter sucesso nesta actividade do trading de alto risco!

Nada melhor que abordar o tema do money management precisamente num dia de fortes correcções, para lembrar aos mais afoitos que jogar com fortes alavancagens é um caminho seguro para sofrer queimaduras a níveis que poderão ser insuportáveis de todo.

-----


Acreditem, ter um bom sistema ou um bom método é ir para uma corrida apenas com um bom carro com que andamos no dia-a-dia, um Ford, um Volkswagen ou um BMW para aí com 1800 cm3 de cilindragem. É claro, vão acabar a corrida naqueles lugares incógnitos da segunda metade a que só o piloto e os mecânicos um dia vagamente recordarão!

Falta nesta corrida o principal: disporem dum fórmula 1! Exactamente, sem tirar nem pôr.


Mas que raio é isso no trading, para além das regras bem definidas para comprar e vender materializadas pelo sistema ou método de trading a utilizar?

Pois aqui está, o fórmula 1 a que me refiro tem um nome simples mas um pouco complicado, chama-se “money management”.

Obviamente, dispondo dum bólide destes, é o mesmo que ir para a corrida e aspirar atingir o podium dos lugares de topo! Mas se não tiver mãozinhas para ele, ou não o souber guiar com mestria e juízo, a probabilidade da morte pode espreitar mais rápido do que pensamos, ao virar rápido demais numa curva traiçoeira!

Esta é a grande verdade: um bom sistema de trading pode gerar bom dinheiro mas juntar ao bom sistema de trading um método eficiente e comprovado de money management, adaptado exclusivamente ao método de trading empregue nesta actividade de alto risco, poderá ser a diferença de conseguir transformar um bom dinheiro numa fortuna colossal!

Por favor não confundir com “risk management”, ou gestão de risco, que é um assunto também importante mas que tem mais a ver com estratégias defensivas de trading, normalmente mais associadas às formas de gerir as colocações das ordens de stop-loss para prevenir movimentos contrários demasiado violentos contra o trader e que se possam materializar em perdas de valor excessivo.

Usar técnicas de money management implica usar alavancagens, ou seja, utilizar um risco bastante maior porque aposta em quantidades de dinheiro permitidas pelas corretoras que quase sempre excedem o nosso capital da conta de trading!

Trata-se de acelerar riscos e isso implica aumentar as probabilidades de êxito mais rápido ou aumentar também o risco dum desastre de perda muito significativa de capital, que no limite poderá ser a falência duma conta de trading.

Usar alavancagens não é certamente para toda a gente, estamos a falar de exposição a riscos excessivos mas, sabendo utilizar com critério as técnicas correctas de money management, será equivalente a multiplicar os lucros iniciais esperados sem alavancagem através dum factor superior à unidade, devidos ao sistema de trading utilizado, por um coeficiente acelerador exponencial mas devidamente controlado que não nos conduza à falência pelo efeito de “overtrading”.

Trata-se de lidar com o nosso dinheiro e sujeitá-lo a perdas em quantidades excessivas, sob condições de risco que se estendem para além do normal. Perder um percentual excessivo do nosso capital será sempre uma experiência dolorosa e marcante, que poderia desaguar na decisão última de nunca mais querermos ouvir falar em mercados.

Alguns provavelmente ainda se lembrarão, para perceberem melhor o que é o money management, que no passado aqui no fórum publiquei um post, que na altura deu pano para mangas, a que dei um título algo “bombástico”, chamado: “A bomba atómica do money management?!”.

Desse artigo escrito há mais duma década atrás retiro abaixo alguns excertos esclarecedores e agora adaptados aos tempos do presente. O artigo inicial continha algumas imprecisões e alguns conceitos pouco correctos em certas passagens, situação que desta vez procuro rectificar.

Devo contudo adiantar que o tema continua a ser bastante polémico. Os considerados grandes gurus mundiais no assunto mudam de opinião vezes sem conta e um caso paradigmático é o caso do maior especialista mundial no assunto, seguramente o Ryan Jones na minha opinião, cujos livros e artigos publicados revelam sempre dúvidas constantes e sugestões de melhorias e pistas diversas que são em muitos casos bastante divergentes em relação à sua opinião de alguns anos atrás.

Eu considero-me também um pouco a navegar na mesma onda, o que hoje penso sobre o money management foi evoluindo com o passar dos anos e neste tema é bom termos sempre algumas ideias básicas formadas em que possamos confiar e ir consolidando e afinando com o passar dos anos.

É um pouco dessa minha evolução, sobre os conceitos básicos que temos de alinhavar e colocar em prática no trading alavancado, que procuro abordar em seguida.

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A perda limitada de parte do capital deve ser sempre o princípio geral que deve nortear a estratégia colocada em cada negócio.

Apostar em alavancagens exageradas pode desembocar em duas vias distintas: uma pode levar o trader ao paraíso dos milionários em alguns poucos lances de sorte, sem saber ler nem escrever, onde verdadeiras fortunas podem ser construídas em poucos anos através da capitalização dos lucros de rentabilidades quase inacreditáveis em breves apostas altamente alavancadas de simples sorte; mas a outra via possível da utilização de “overtrading” ou uso de alavancagens altamente aceleradas, infelizmente mais frequente que o caminho anterior, poderá desembocar numa falência indesejável na maioria das vezes.

A alavancagem deve portanto ser moderada quanto baste, de modo a evitar riscos elevados de falência mas há um postulado importante: deverá ser tanto maior quanto menos tempo negociarmos nos mercados porque assim evitamos ter de enfrentar as perdas resultantes de muitos movimentos contra as nossas posições!

A Bolsa não pode ser encarada numa perspectiva de casino de tudo ou nada. Isto não é poker de jogadas de “all-in”, temos de colocar sempre as probabilidades no topo da nossa estratégia e segui-la sempre de acordo com as regras estudadas pré-estabelecidas.

A opinião hoje dominante pelos gurus desta temática do money management é quase unânime: a alavancagem a aplicar nos mercados deverá preferencialmente ser do tipo “fixo fraccional” dependendo da performance esperada em testes intensivos e da aplicação em tempo real do sistema de trading a usar de forma mecanizada, ao qual se associa um coeficiente de money management do tipo antimartingale.

Trocando por miúdos, isto significaria que à medida que o valor da carteira aumenta, devemos aumentar também a quantidade de dinheiro proporcional a colocar em risco daí para a frente por forma a proporcionar um crescimento exponencial ao capital inicial da carteira, a famosa capitalização.

De facto não faz sentido usar 1 contrato de futuros para uma conta de 10.000 € ou o mesmo contrato para a mesma conta que entretanto subiu para mais de 100.000 €, seria um desperdício para os verdadeiros traders profissionais. “Time is money” e o tempo de trading sério dum profissional limita esta actividade a períodos entre os 30 e os 50 anos de negócios de risco considerável, que no final podem ser a diferença entre uma conta que ganhou algum dinheiro ou acumulou uma fortuna invejável multiplicada por 100 ou 1000 vezes mais do que a primeira, obviamente devido aos riscos assumidos por causa das alavancagens usadas, mesmo que por moderadas ou cautelosas que tenham sido, como manda a prudência.

A alavancagem tem necessariamente um limite prático no campo dos mercados accionistas. Pensem um pouco: quem deixa posições de futuros abertas de um dia para o outro não se pode dar ao luxo de usar, nunca, alavancagens superiores a 4. Porquê? Simples, porque se existe um acontecimento de proporções aterradoras durante um período em que os mercados se encontram fechados, um crash na abertura da sessão seguinte superior a 25% seria o suficiente para atirar este trader à falência instantânea: fecho automático das suas posições e ainda ficava a dever dinheiro na conta de futuros! É possível suceder este cenário durante a nossa actividade de trading ao longo de, digamos, uns 20 anos? Resposta: sim, é muito provável que tal possa ocorrer!

Temos então uma primeira constatação: por muito bom que seja um sistema de trading, a alavancagem optimizada calculada por fórmulas de money management não deve ser aplicada a índices accionistas onde as emoções, ou acontecimentos excepcionais exteriores que não controlamos, podem redundar em descalabros incontroláveis para além do racionalmente admissível.

Que activos escolher então e qual a alavancagem a imprimir em termos realistas que não levem à falência provável ou à sujeição inevitável de uma margin call?

Antes de responder à questão anterior uma coisa é certa: só faz sentido aplicar regras de money management a métodos ou sistemas de trading que retornem lucros no longo prazo, a curva de capital tem de estar com uma pendente de regressão linear claramente virada para cima.

A corrente dominante tem-se centrado assim na teoria das estratégias de jogo do tipo antimartingale: a aposta deve ser proporcional ao capital disponível, aumentando quando o capital aumenta ou diminuindo quando o capital diminui e o seu valor deve ser tanto maior quanto mais performante for o método ou o sistema de trading escolhido, para acelerar as hipóteses de ganho para o mesmo horizonte temporal futuro.

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Para tentar obter o maior retorno possível a prazo o conceito estatístico utilizado foi o do “Optimal f” ou do critério de Kelly, usado inicialmente pelos apostadores profissionais das corridas de cavalos e hoje amplamente divulgado e usado entre a comunidade dos traders profissionais do CTA / Commodity Trading Advisory.

A fórmula de Kelly é dada por:

Percentagem optimizada a colocar em risco = W – (1-W) / R

Em que:

W = Percentagem de sucesso de cada negócio em relação ao total
R = Rácio de ganhos / perdas

Se repararem com atenção nos parâmetros que são actualizados no final de cada semana, também a carteira “Osc MI5” segue de forma bastante estrita estas técnicas de money management, usando como veículo o mercado accionista através de posições longas / curtas com alavancagens que em geral rondam a zona dum leque de utilização dum coeficiente cujo valor raramente ultrapassa a barreira dos 2 a 2,5.

Ou seja, quanto maior é a expectativa de retornos de um determinado jogo, leia-se sistema de trading, em que a relação entre ganhos e perdas simulados ao longo do tempo aumenta, pode-se alavancar mais o valor da aposta para se obter a prazo um lucro superior.

Uma diferença importante na aplicação da fórmula de Kelly nos dias de hoje ou no passado da década anterior, na óptica do risco da carteira, é que preferivelmente haverá que não concentrar em um único papel ou activo as apostas em tudo que exceda mais de 25% do total da conta em risco, que se resume ao valor da conta multiplicada pela alavancagem média utilizada.

Daí que no caso desta carteira “Osc MI5” eu tenha procurado utilizar como valor da aposta máxima individual o índice S&P-500 limitados a 40% da conta simples não alavancada no caso das posições longas. Como a alavancagem média da carteira se situa por volta da zona dos 1.5 aos 2.5, pode-se usar como alavancagem referencial um valor a rondar os 2.0, o que significa que o produto mais exposto da carteira terá uma exposição de 0.40 / 2.0 = 20%, ou seja, menor que os 25% tomados como limite individual dum único papel da carteira exposto ao risco.

Há no entanto um limite ainda mais problemático no mundo do trading real que impede de considerar o critério de Kelly como o único factor para o cálculo da alavancagem a longo prazo, tendo em conta o sistema de trading com os seus parâmetros e rácios conhecidos.

A verdade é que não podemos cegamente confiar apenas na fórmula de Kelly, e esse factor limitativo chama-se drawdown!

Digamos que a fórmula de Kelly é apropriada para gerar o limite superior da alavancagem utilizada para optimizar o maior lucro possível a longo prazo mas o cutelo do drawdown estará lá sempre para nos fazer lembrar que a carteira não pode exceder em perdas mais que um valor limite estabelecido à partida pelo perfil do trader gestor da sua carteira ao longo dos anos em que for negociar nos mercados ou, em alternativa, mais do que o drawdown histórico do sistema ocorrido no passado.

Um ponto curioso contado pelo lendário recordista mundial de traders profissionais, o Larry Williams, aparece contado no seu “best-seller” “Long-term secrets to short-term trading” na página 179 do famoso capítulo 13 em que fala da aplicação da fórmula de Kelly no ano em que ganhou o campeonato do mundo com uma valorização certificada da sua conta real que subiu de 10.000 Usd para 1.100.000 Usd num único ano de trading.

Nesse excerto o Larry Williams reconhece que a fórmula de Kelly é bastante “suicida” quando o mercado se vira contra ele, chegou a estar a ganhar durante esse campeonato para cima de 2.000.000 Usd e, mantendo apenas a fórmula de Kelly como técnica empregue de money management, esse valor voltou a descer abaixo dos 700.000 Usd. Ou seja, enfrentou um drawdown monstruoso superior a 65%, antes de voltar a recuperar para o montante final alcançado.

Acrescenta ele que esse episódio lhe provocou uma enorme angústia, sim, mesmo os grandes traders que usam sistemas de trading confiáveis enfrentam grandes stresses. Nessa altura teve a ajuda e assessoria do maior guru do money management e seu amigo, o Ryan Jones, que passou a estudar aquele case-study em particular para procurar soluções que no futuro evitassem um evento similar.

Uma das conclusões a que chegou o Ryan Jones já foi aqui abordada, centrava-se em aplanar o risco distribuindo a ponderação das apostas de modo a evitar concentrar um grande peso apenas num único papel preponderante, que pudesse estar sujeito a uma grande queda no futuro. A sua segunda conclusão foi a descoberta da influência dos efeitos nocivos que o drawdown exerce sobre a carteira.

Para evitar que a carteira pudesse ficar sujeita a um risco de quebra por falência, Ryan Jones sugeriu ao Larry Williams que utilizasse como limitação da alavancagem uma abordagem diferente, baseada na seguinte fórmula, a qual, volto a repetir, não foi usada na dita competição do campeonato do mundo:

Alavancagem a utilizar < 100% / ( Percentagem de margem usada + Percentagem histórica do maior drawdown sofrido pelo sistema de trading usado no passado)

Evidentemente que nada impedia que o sistema pudesse sofrer um drawdown superior ao que ocorreu no passado e portanto a fórmula foi melhorada posteriormente usando um coeficiente de segurança de 1.5 para majorar o pior drawdown ocorrido no passado, pelo que foi alterada para:

Alavancagem a utilizar < 100% / ( Percentagem de margem de corretagem usada + 1.5 x Percentagem histórica do maior drawdown sofrido pelo sistema de trading usado no passado)

Ou seja, se a simples aplicação da fórmula de Kelly der origem a uma linha de capital com lucros tremendos mas com drawdowns excessivos que são verdadeiros sustos, esqueçam! Guiem-se por ambas as vias, a da optimização dos lucros e a que dê origem a um drawdown limite que procure não ultrapassar preferencialmente dois tipos de percentuais de base: o seu valor histórico e o valor admissível pelo trader.

Quando falamos dum valor de drawdown admissível, que aqui ainda não tinha sido referido até agora, depende muito do grau e perfil de risco de cada um. Há quem ache que perder mais de 20% do seu capital seria uma desgraça inimaginável e há quem esteja na disposição de aceitar um limite “aterrador”, bem próximo de por exemplo 50%, desde que esteja a considerar a hipótese de poder lidar em simultâneo de forma credível com retornos médios anuais que possam rondar ou ultrapassar esse valor.

De preferência, digo isto por experiência própria, sugere-se para os drawdowns admissíveis a adopção dum número que não exceda mais de metade dos lucros médios anuais esperados. Se esperarem obter realisticamente 100% ao ano, atenção à alavancagem enorme que vão imprimir à conta, só que nesse cenário um drawdown admissível de 50% terá de ser seriamente considerado! Mas fica o aviso: a vossa linha de capital com o risco tremendo associado vai ser um verdadeiro pesadelo constante, parecendo uma montanha russa altamente perigosa. Isso é no mínimo garantido, mas quanto a alcançar os 100% também garanto que poderá ser uma quimera dum sonho!

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No estágio actual da minha reflexão pessoal sobre o tema importantíssimo do money management a questão quantitativa do risco não coincide na sua conclusão final nas reflexões a que chegaram Larry Williams e Ryan Jones sobre a fórmula ideal a adoptar.

Pessoalmente acho que, por razões de segurança, deverão sempre existir dois critérios de alavancagem que deverão ser satisfeitos numa carteira que aspire a altos voos: o critério de Kelly e o de evitar que um drawdown histórico ou admissível possa ser suplantado o risco de falência da carteira a gerir.

Também no caso do critério do drawdown estou em desacordo com a fórmula proposta por Ryan Jones. Mais do que considerar na fórmula de segurança o maior drawdown histórico obtido npo passado, na minha opinião interessa saber duas coisas: para a obtenção desse pior valor histórico quanto tempo passou desde que o sistema de trading associado começou a ser utilizado, quantos anos de testes usou e quanto tempo futuro espera o trader negociar com o sistema de trading em causa?

Não podemos em boa verdade usar um valor de referência com um drawdown de valor baixo e apenas usado na prática por um período de, digamos, menos de 3 meses. Seria altamente insuficiente e poderia criar uma dose de confiança exagerada que não corresponde à realidade de situações de elevado stress emotivo que incluam situações de mercados em regime de crash ou quebras muito acentuadas.

Se estivermos a usar papéis ligados aos mercados accionistas e passarmos por cenários de pesadelos com crashes à mistura, como foi o caso já ocorrido este ano no período de fevereiro a março, aí poderemos aferir os drawdowns obtidos como muito mais confiáveis, uma vez que estas quebras terríveis de capital ocorrem quase sempre em regimes de altíssima volatilidade em que os crashes costumam estar presentes.

Nesta eventualidade poderemos por exemplo considerar que o drawdown obtido num cenário deste tipo não é nada vulgar, podendo ser assimilado a uma ocorrência esperada uma única vez por exemplo num período entre 2 a 3 anos.

De qualquer forma, no caso geral de não ter sucedido tal evento excepcional dum regime de altas volatilidades durante a aplicação prática do sistema de trading usado em tempo real, sugiro que o segundo critério para o cálculo da alavancagem seja dado pela fórmula:

Alavancagem permitida < 100% / [Coeficiente de Segurança K x Percentagem do maior drawdown histórico sofrido pelo sistema de trading no passado x Raiz quadrada (Tempo total esperado para usar no futuro o sistema de trading / Tempo já passado usado com o sistema de trading)]

A primeira diferença que se pode constatar em relação à ideia de Ryan Jones tem a ver com a eliminação da parcela da margem de corretagem usada. Na minha opinião este factor tem mais a ver com a chamada duma margin call do que com a falência da carteira.

É certo que as margin calls são um primeiro aviso de que a carteira está a entrar na zona vermelha duma baixa de capital muito significativa, que poderá conduzir à falência se não forem tomadas medidas drásticas na altura da margin call, como sejam o fecho de posições para evitar a exposição a um risco excessivo. No entanto as margin calls não refletem de forma directa o risco a que a carteira se encontra exposta, digamos que a melhor forma de definir estes avisos será a equivalência a um primeiro sinal amarelo por parte do árbitro ou da corretora.

Ou seja, a versão da ideia de Ryan Jones é um pouco mais segura que a versão que proponho, assegurando menos alavancagem. Logo, isso implica mais segurança contra quebras da carteira, por forma a prevenir que a corretora atinja o nível perigoso em que as margin calls serão disparadas, e menos retornos potenciais por utilização de níveis de “undertrading”.

Na fórmula atrás proposta sugiro também introduzir um coeficiente de segurança “K” que poderá variar algures entre 1 a 2, consoante o grau de risco associado ao trader que está a lidar com o seu trading real e respectivo método de negociação usado. Na minha opinião esse mesmo coeficiente de segurança poderia começar por exemplo em 1.5 e iria baixando sucessivamente com o tempo até chegar a 1 no último dia de aplicação do sistema de trading, o que poderia traduzir nesse caso o valor de “K” pela fórmula seguinte:

K = 1 + 0.5 x (Tempo futuro estimado que falta para usar o sistema de trading / Tempo total passado e futuro em que o sistema de trading foi e vai ser usado)

A defesa do capital tem de ser sempre o nosso objectivo número um, muito mais do que os lucros que gostaríamos de um dia vir a obter, daí a importância de reter sempre um coeficiente de segurança que nos proporcione esse conforto adicional contra uma possível falência teórica que possa acontecer algures no futuro.

Só teremos este capital uma vez na vida e recuperá-lo aos níveis actuais para muitos de nós poderá ser tarde demais, depende da idade de cada um e da vontade de retomar esta actividade depois de um descalabro traumático.

Essas catástrofes que nos poderão vir a afectar, ou não, ocorrerão com maior probabilidade quanto maior for o período que iremos dedicar ao trading.

O cuidado permanente em ter de adoptar um método qualquer de alavancagem deve ter sempre em conta este cutelo da falência, temos de ter consciência que se encontra tanto mais perto da nossa cabeça quanto maior a alavancagem a imprimir!


Um tema sem dúvida fascinante e de elevada responsabilidade pessoal. Como diria o outro, cada um lá saberá de si!

Como ía dizendo cada um tem de estar consciente que a alavancagem a adotar terá de obedecer a um controlo que tem de levar em conta os dois grandes factores considerados: a optimização dos lucros e evitar a falência duma carteira alavancada, que são caminhos contrários que se entrechocam.

Evidentemente que se formos sempre pelo caminho mais defensivo e restrito, o de evitar permanentemente que seja seguido um rumo que permita drawdowns excessivos, o valor da respectiva alavancagem vai ser necessariamente bastante pequeno, seguramente jamais seremos milionários!

O que acontece nesse caso é que nunca mais poderemos usar uma alavancagem suficientemente elevada que permita rápidas valorizações na carteira, que sabemos poderem ser calculadas pela fórmula do “Optimal f” ou fórmula de Kelly.

Ficaremos nessa indecisão num cenário em que parecemos um tolo parado no meio da ponte, sem saber se havemos de ir para a frente ou para trás. O que fazer então?

Cada caso será um caso diferente, a aversão ou permissão ao risco de cada um varia de indivíduo para indivíduo. No meu caso pessoal enveredei pelo meio termo dos dois factores, o que na prática se traduz pela fórmula genérica:

Alavancagem ideal a utilizar = (Alavancagem calculada pelo critério de Kelly + Alavancagem permitida pelo cálculo do drawdown) / 2

Substituindo na fórmula atrás pelos factores conhecidos, isto traduz-se por:

Alavancagem ideal a utilizar = { Alavancagem actual da carteira x Percentagem do sistema de trading da carteira actual calculada pelo critério de Kelly / Percentagem de margem actual usada pela carteira junto da corretora + 100% / [ 1 + 0.5 x ( Tempo futuro estimado que falta para usar o sistema de trading / Tempo total passado e futuro em que o sistema de trading foi e vai ser usado ) x Percentagem do maior drawdown histórico sofrido pelo sistema de trading no passado x Raiz quadrada ( Tempo total esperado para usar no futuro o sistema de trading / Tempo já passado usado com o sistema de trading ) ] } / 2

Evidentemente que a aplicação prática desta fórmula no dia a dia tem um “pequeno grande” problema: é que a utilização de margem da conta e a alavancagem diária vão variando constantemente em função das compras e vendas executadas na carteira, pelo que a melhor forma de ir verificando se a fórmula estará, ou não, a ser bem usada deveria ser através duma monitorização de ajustamento periódica, por exemplo semanal ou mensal.

Se a alavancagem utilizada estiver, na maioria das semanas, acima do valor da fórmula proposta, significará que os nossos activos na carteira terão de ser obrigatoriamente reduzidos, em função da segurança que deveria estar sempre presente, seja em quantidade dos activos seja no valor de risco em cada negócio.

Quem tem a acompanhado a carteira “Osc MI5"sabe que os ajustamentos têm sido feitos de vez em quando nesse sentido, quando se constata que a alavancagem usada apresenta valores superiores aos aconselhados.

Mas afinal como deve ser empregue o money management? Desde que altura o devemos seguir?

Estas são perguntas com fácil resposta: o money management deve ser empregue por todos aqueles que estão dispostos a correr riscos elevados, é como ir competir numa corrida de fórmula 1 com um verdadeiro carro de competição, tendo consciência permanente desses riscos enormes de acidentes graves, que conheçam a fundo a performance histórica do método de trading que vão empregar, desde que retorne em média, num conjunto de trades aleatórias, um resultado expectável claramente positivo a prazo.

Deve ser utilizado pelos que querem acelerar no menor período de tempo possível os seus lucros para patamares quase inimagináveis à partida, mas ter sempre a consciência que existem riscos enormes que podem descambar na morte ou acidente muito grave como na falência da carteira ou num rombo de proporções monumentais.

O money management é aplicável a qualquer activo que permita ser alavancado nos mercados: contas margem em acções, futuros, opções, warrants, CFD, etc. Os activos podem ser de qualquer natureza: câmbios, commodities, acções, obrigações, etc, e a melhor altura de começar a aplicar regras de money management deveria ter sido desde… ontem!
O autor não assume responsabilidades por acções tomadas por quem quer que seja nem providencia conselhos de investimento. O autor não faz promessas nem oferece garantias nem sugestões, limita-se a transmitir a sua opinião pessoal. Cada um assume os seus riscos, incluindo os que possam resultar em perdas.


Citações que me assentam bem:


Sucesso é a habilidade de ir de falhanço em falhanço sem perda de entusiasmo – Winston Churchill

Há milhões de maneiras de ganhar dinheiro nos mercados. O problema é que é muito difícil encontrá-las - Jack Schwager

No soy monedita de oro pa caerle bien a todos - Hugo Chávez


O day trader trabalha para se ajustar ao mercado. O mercado trabalha para o trend trader! - Jay Brown / Commodity Research Bureau
 
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Cem pt » 25/6/2020 22:13

Hoje foi dia de alguma recuperação nos mercados, um pouco a lamber as feridas dos estragos da véspera.

Como tal a história resume-se a umas quantas pequenas recuperações que não contam certamente para aquilo que agora mais interessa a toda a gente, ou seja, ao direccionamento predominante que os mercados vão tomar daqui em diante.

Aqui vai então o diagnóstico actualizado do sistema de trading no final do dia:

Em Portugal,
PSI – Passa de vendido a neutral.
Sonae – Passa de vendida a neutral. No gráfico abaixo a tendência continua inalterável no sentido descendente mas o ciclo de trading no mesmo sentido foi dado pelo programa como terminado, pelo que é altura do papel ter agora a chance de poder respirar um pouco das quedas a que nos tinha habituado.
Galp – Passa de vendida a neutral.

Na Europa,
Banco Santander – Passa de vendido a neutral.

BN


SON Osc MI5 20200625.png
Sonae: Sistema de trading Osc MI5 / Gráfico Diário
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por Cem pt » 26/6/2020 23:28

Ao terminar este tópico já tive alguém a perguntar-me o que achava do conjunto do método negociado, ou seja, do novo sistema de trading “Osc MI5” + sistema de hedging com opções.

Pois o que eu gostava de auscultar era a opinião de quem acompanhou a carteira, não a minha.

Mas está bem, então é assim: posso concluir por enquanto que estou satisfeito até agora. Alcançar níveis de rentabilidade na ordem dos 40% a meio do ano significa que estou a lidar com uma performance bastante elevada, tendo em consideração um cenário muito complicado no exterior em que os mercados e os papéis da carteira apresentam resultados quase todos negativos desde o início do ano.

Se comparar com o panorama da indústria dos hedge-funds a conclusão é ainda mais positiva uma vez que a média dos retornos geridos pelos melhores profissionais do sector no mesmo período apresenta uma rentabilidade média YTD a rondar os -9% até agora.

A criação dum “Alpha” bem positivo a rondar o nível dos 50% em perto de 6 meses é uma marca que obviamente não me deixa indiferente, bem pelo contrário! Sabe-se que em cada ano apenas perto de 10% a 15% dos gestores de fundos profissionais conseguem obter um “Alpha” maior que zero, ou seja, criam verdadeira riqueza nos seus capitais de partida, obtendo retornos superiores aos índices accionistas de comparação que servem de referência aos mercados.

Quer o sistema de trading original “Osc MI5” quer o sistema de hedging com opções vão avançando de forma gradual com retornos positivos, quando analisados isoladamente.

Se a visão for do conjunto de ambos diria que o resultado é ainda mais animador porque as opções permitem não só anular eventuais perdas do sistema de trading original como ainda acrescentar lucros substanciais à carteira dentro dum regime de trading mais lato do tipo “contrarian”, desde que não constituam a parcela mais importante da carteira porque essa terá necessariamente de seguir uma estratégia de seguimento da tendência dominante, um factor crítico essencial para sobreviver no trading dos mercados de capitais.

Continuar a manter um sistema de hedging complementar com as características que o constituem passa a ser uma necessidade vital para o futuro da carteira, se pretender uma continuação de retornos positivos mais ou menos constantes.

Há quem prefira o investimento passivo, seguindo simplesmente um ou alguns índices de referência, cada vez estou mais céptico sobre essa opção mas são gostos e estilos de investimento diferentes e portanto só há que respeitar todas as opiniões.

Evidentemente que apenas meio ano passado a negociar com este mix do sistema de trading e sistema de hedging poderá ainda ser prematuro para extrair taxativamente as conclusões que acima tirei.

No entanto o potencial está lá, creio ser bastante elevado e um bom caminho para sacar dos mercados rentabilidades bem acima da média. Nesse aspecto espero ter contribuído com boas ideias para quem quiser construir carteiras similares.

Será possível no futuro continuar a manter valores médios de retorno a rondar a rentabilidade actual do conjunto da carteira que aqui apresentei? Claro que não, isto só acontece de vez em quando e mais a mais num ambiente de investimento altamente volátil e sem uma direcção tendencial bem definida e sempre a alterar-se. Seria totalmente irrealista pensar nessa eventualidade de manter retornos desta grandeza, mas é sempre bom estabelecermos objectivos ambiciosos para nós próprios.

Se mantiver a actual rentabilidade até ao final do ano já será bastante bom mas se a mesma subir para novos patamares, tanto melhor!

Costumo dizer que o grande objectivo anual da minha parte é procurar obter um resultado de cerca de 40% ao ano numa carteira. Até agora essa meta interna só foi atingida algumas raras vezes mas em média reconheço ser um objectivo inalcançável.

Trata-se apenas duma forma de me incentivar a mim mesmo, procurando formas mais ambiciosas e imaginativas de conseguir boas marcas de retorno, através de melhorias constantes na forma de abordar as armadilhas traiçoeiras dos movimentos gerados pelos mercados. Pelo menos isto serve para estabelecer um desafio permanente com uma meta difícil bem definida. Por exemplo, outro objectivo “impossível” de cumprir terá sido o desejo tipo totobola de chegar ao fim do ano com a totalidade dos 27 papéis da carteira todos com retorno positivo, uma nova quimera.

Enfim, sonhos e realidade misturam-se e acabam por tornar todos os desafios sempre vivos e aliciantes!

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Até porque esta história das rentabilidades tem muito que se lhe diga.

Não esqueço uma primeira chamada de atenção que me foi feita por um Administrador da Dragados, uma das maiores construtoras espanholas, que me ensinou o conceito de oportunidade na obtenção de ganhos nos negócios. Nos anos 90 exemplificou que preferia ganhar 10% em 5 anos do que 30% ao fim de 10 anos. Estranho, não é? Há que focarmo-nos e trabalhar para os objectivos de curto prazo. No mundo dos negócios a espera é um empecilho, tempo é dinheiro!

Também recordo uma reunião que me marcou bastante havida com Assessores Financeiros, que na altura representavam os departamentos do Corporate e Project Finance de alguns dos Bancos de topo internacionais e nacionais que trabalhavam para um dos maiores grupos de empresas de engenharia, onde eu trabalhava, com toda a sua panóplia de modelos financeiros, estratégias de montagem de propostas de financiamento optimizadas e de soluções imaginativas de captação das melhores taxas de juro que se podiam obter nos mercados financeiros internacionais.

Tratavam-se dos “Arrangers” de capitais alheios a trabalhar para um consórcio de engenharia, que na altura tinham sido contratados para lidar com a área financeira dos negócios relacionados com concessões de auto-estradas SCUT lançadas pelo Estado Português em regime de DBFO (Design, Build, Finance and Operate).

Essa elite das equipas dos Bancos de Investimento que colaboravam directamente com o consórcio eram as mentes mais brilhantes dos Bancos que representavam e portanto tive o privilégio de trabalhar, e aprender muitíssimo, duma forma bastante útil e frutífera com esses verdadeiros craques da Banca que trabalhavam em exclusivo para o nosso consórcio: UBS Warburg Dillon Read, WestLB, HypoVereinsbank e a equipa ainda contava com os ramos da Banca de investimento de 3 dos grandes Bancos nacionais: Caixa Investimento, BPI e BCP Investimento.

Pois todos estes crâneos, em particular os Assessores internacionais do grupo UBS suiço do “London branch”, que lidavam todos os dias com modelos financeiros na preparação de negócios inimagináveis de MBI, MBO, lançamentos de OPAs amigáveis e hostis, estudos de origem para criação de empresas bilionárias, lidando sempre com montantes desde dezenas de milhões até vários milhares de milhões de Euros em cada dossier, ensinaram-me uma coisa que nunca imaginei ser possível: que não trabalhavam nunca, no que dizia respeito aos retornos dos capitais próprios arriscados pelos accionistas, com rentabilidades anualizadas brutas superiores a 20%, em qualquer negócio ou, excepcionalmente no máximo dos máximos, algo entre 22% a 23%.

Este valor último dos 23% de retorno anual bruto era um tecto estabelecido como limite possível prático para qualquer negócio no mundo inteiro há 20 anos atrás e que se mantém nos dias de hoje! Tudo o que ultrapassasse os 25% estava claramente fora do alcance dos negócios caracterizados como “legais”. Seguramente os Bancos não lidam com negócios de alto risco ilegais no campo das armas ou das drogas!

Aliás se formos buscar os históricos dos negócios de elevado sucesso em mercados financeiros, que duraram umas dezenas de anos e deram a conhecer grandes nomes de lendas que ficaram célebres: Buffett, Soros, etc (há que ser justo e ressalvar fora deste âmbito dos ultra-excepcionais pelo menos o professor Jim Simons que montou e geriu o lendário Medallion Fund, com resultados de outro mundo), é fácil constatar que nenhum deles ultrapassou a média anual dos tais 23%, e com excepção feita a meia dúzia de gestores de alto risco, que não são a norma, que em certo ponto do seu percurso conduziram negócios muito pontuais com resultados que por vezes alcançaram altíssimos retornos inacreditáveis.

Felizmente existem euromilhões em vários anos e em todos os ramos de negócio empresariais. Só que os modelos financeiros comuns dos Bancos de Investimento para o estudo de novos negócios, onde é necessário captar fundos de capitais próprios e alheios numa escala muito elevada, lidam com matrizes de ocorrência para análises de sensibilidade de probabilidades de ocorrência frequentes e não excepcionais abaixo de 0.1%, neste caso inesperadas e de altíssima eficácia de sucesso.

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Finalmente uma história real bem curiosa que me foi contada por um engenheiro director de Project Finance para a América Latina duma grande empresa de engenharia globalizada, que esteve no início dos anos 90 a constituir um consórcio internacional para concorrer a uma concessão do tipo PPP (Parceria Público-Privada, embora na Colômbia este termo se chame APP – Asociaciones Público Privadas) de uma auto-estrada que passaria numa zona complicada de terrorismo na Colômbia, um país que continua infelizmente a manter uma rede de estradas miserável. Uma verdadeira aventura num país onde na altura se podia mandar matar alguém por menos 50 dólares, era esse o valor duma vida humana que os bandos e mafias criminais na altura se encarregavam de eliminar com a maior das facilidades.

À data em causa o homem mais rico do país era o célebre Pablo Escobar, o barão da droga na zona de Medellín.

Os Bancos internacionais que prometeram financiar o empreendimento da futura concessionária na sua fase de Capex, ou na fase inicial de investimento da construção, avisaram que só iriam propiciar no melhor dos cenários 80% dos capitais necessários aos custos da construção da auto-estrada ao consórcio construtor (capitais alheios), numa estrutura de capitais em Capex limitada ao rácio 80/20, o que significava que os restantes 20% teriam de vir dos capitais próprios provenientes dos accionistas do consórcio. Digo o melhor dos cenários porque no pior cenário, se não houver tráfego suficiente para cobrir as receitas da concessionária previstas no Caso Base do modelo financeiro, os accionistas teriam de providenciar garantias bancárias adicionais de novos capitais contingentes para cobrir as necessidades da concessionária, para pelo menos cobrirem o valor em falta do serviço da dívida da remuneração dos capitais alheios dos Bancos financiadores. Daí que este tipo de negócios seja na fase de preparação das propostas uma permanente guerra com os Bancos, já que estes exigem que os accionistas metam no negócio o máximo dinheiro possível e estes só querem lá pôr em capitais próprios o mínimo dos mínimos para os montantes sujeitos aos maiores riscos mas também, compreensivelmente, aos maiores retornos.

Mesmo sendo 20% do total tratava-se dum montante na ordem de cerca de 600 milhões de dólares, dum investimento total de 3 bi, que a totalidade das construtoras do consórcio tinha dificuldade em angariar ou garantir entre si na altura.

Para tentar resolver a questão dos capitais próprios em falta reuniram então em Bogotá com um potencial accionista local, que se dizia estar de alguma forma ligado aos negócios da droga colombiana. Para surpresa geral, ou talvez não, o dito personagem ofereceu-se para ficar com metade do consórcio, assegurando pelo menos 10% da totalidade dos capitais próprios necessários, garantindo a oferta dum montante total à disposição do consórcio na ordem dos 300 milhões Usd mas... contra garantia solidária “first demand” dos restantes accionistas, se a concessionária não lhe devolvesse a massa toda com juros inflacionados até ao final da concessão, e na condição da futura concessão lhe garantir, após passado o período da construção, um retorno sem risco na ordem dos 35% ao ano (!!!) acrescidos do valor da inflação oficial do país e ainda com prioridade sobre os pagamentos do futuro serviço da dívida sénior.

Ou seja, os primeiros pagamentos da concessionária quando entrasse em operação seriam reservados ao amigo “barão” e passavam à frente na prioridade dos pagamentos de capital e juros dos capitais alheios da parcela dos 80% dos Bancos internacionais.

Uma bela amostra duma forma perfeita de pretender branquear capitais sem risco e ainda por cima sujeitos a altíssimas rentabilidades! Obviamente o negócio foi considerado inaceitável por parte dos Bancos envolvidos e além do mais essa taxa de rentabilidade seria sempre muito pouco atractiva face à restante concorrência. Atiraria o consórcio em causa seguramente para o último lugar no referido concurso, caso a proposta fosse aceite pelo Estado Concedente.

Mas aí está: os barões da droga só estavam dispostos a fazer reentrar parte dos seus capitais no mercado legal através de retornos impensáveis, confortavelmente acima dos 30%. Uma história inacreditável!

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Os mercados continuam em modo de alguma indefinição, alternando ao longo do dia passagens pelas zonas verdes e vermelhas. No entanto as quedas nos States no final da sessão não foram nada meigas.

No fundo é esse o comportamento normal que se espera, a habilidade será contornar as armadilhas de compras e vendas precoces e tentar aguentar o máximo de tempo possível dentro da tendência predominante.

De todas as formas cheira-me a que não venha aí boa coisa a curto prazo, desculpem o desabafo mas isto acaba por ser um mero feeling pessoal, já que também tenho o direito de opinar!

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Temos então uma nova actualização do sistema de trading para o início da próxima semana, com algumas mudanças assinaláveis em regime de despromoção:

Em Portugal,
BCP – Passa de neutral a vendido. É a primeira vez desde o início do mês que a tendência diária volta de novo a terreno negativo, aliás também acompanhado pelo ciclo de trading. Ainda não é desta que aparecem notícias técnicas positivas por bandas deste papel, sempre tão badalado e analisado por muitos entusiastas esperançosos.
Sonae – Passa de neutral a vendida.
Galp – Passa de neutral a vendida.
EDP - Não se confirmou o alerta de eventual passagem a neutral, pelo que continua comprada.

Na Europa,
Allianz – Confirmada a passagem prevista durante a semana, de comprada para neutral.
Bayer – Passa de comprada a neutral.
Santander – Passa de neutral a vendido.

BN

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Abaixo fica então o último reporte deste tópico sobre os rácios e parâmetros actualizados da carteira “Osc MI5”. Se virem duas parcelas de somatório significa que se referem respectivamente ao sistema de trading original da carteira e ao sistema complementar de hedging das opções:

- Quantidade de negócios encerrados ganhos (win close trades) = 58 + 13 = 71
- Quantidade de negócios encerrados perdidos (lost close trades) = 111 + 1 = 112
- Quantidade de negócios em curso com ganhos (win open trades) = 16 + 1 = 17
- Quantidade de negócios em curso com perdas (lost open trades) = 2 + 3 = 5
- Rácio de Número de Negócios Ganhos / Total Número de Negócios Totais = 88 / 205 = 42.9%
- Ganho médio líquido por trade = ( 47.21% + 39.66% ) / ( 74 + 14 ) = 0.99%
- Perda média líquida por trade = - ( 41.23% + 5.98% ) / ( 113 + 4 ) = -0.40%
- Rácio de Total Ganhos Líquidos / Total Perdas Líquidas =
= ( 47.21% + 39.66% ) / ( 41.23% + 5.98% ) = 1.84
- Critério de Kelly (Percentagem máxima permitida de alavancagem na carteira) = 11.9%
- Percentagem actual da carteira em utilização de margem da conta = 15.1% ( > 11.9% Critério de Kelly --> não verifica; há necessidade de reduzir alavancagem)
- Alavancagem actual: Valor dos activos em risco / Valor actual da carteira = 2.07
- Drawdown máximo registado na carteira em 2020 = 17.1%, de 19 de março a 6 de abril
- Alavancagem máxima via drawdown [fórmula “Cem”] = 100% / (K Segurança x Drawdown máximo registado x Raiz quadrada ( Tempo de trading passado e futuro previsível / Tempo de trading passado)) = 100% / (1,475 x 17,1% x Sqrt (120/5,93)) = 100% / 120,6% = 88,1% (  não verifica; há necessidade de reduzir alavancagem)
- Alavancagem média ideal actualizada = (2.07 x 11.9 / 15.1 + 0.881) / 2 = 1.26
- Média de dias de calendário por cada trade e em cada papel = 23 dias
- Trade de maior duração em dias de calendário = 112 dias
- Número de papéis da carteira com retorno positivo ( > 0.20% ) em 2020 = 13 + 2 = 15
- Número de papéis da carteira com retorno neutral ( > -0.20% e < 0.20% ) em 2020 = 4
- Número de papéis da carteira com retorno negativo ( < -0.20% ) em 2020 = 8
- Rentabilidade YTD da carteira em 2020 (sistema de trading Osc MI5 + sistema de hedging Osc MI5) = +5.98% + 33.68% = +39.66%
- “Alpha” da carteira Osc MI5 = +39.66% - (-9.42%) = +49.08%



BCP Osc MI5 20200626.png
BCP: Sistema de trading Osc MI5 / Gráfico Diário


Pos Osc MI5 20200626.png
Posicionamento actual da carteira de acordo com o sistema de trading "Osc MI5" + Podium ROI 2020 + Hedging de cobertura da carteira


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Sem mais comentários o tópico termina então por aqui, espero que tenham gostado.

Um abraço e um agradecimento generalizado aos que de alguma forma contribuíram para que este espaço tivesse sido agradável e simultaneamente útil para todos os que o seguiram com alguma atenção.

Da minha parte podem ter a certeza que foram horas e dias bem divertidos e temperados com o stresse normal das emoções que bem caracterizam as grandes quedas e subidas das Bolsas, que aqui fui procurando transmitir nessa área e numa óptica mais personalizada.

O agente secreto vai-se agora dedicar à continuação da sua missão, só que desta vez camuflado, sem dar nas vistas e totalmente anónimo neste mundo louco dos mercados financeiros.


THE END
O autor não assume responsabilidades por acções tomadas por quem quer que seja nem providencia conselhos de investimento. O autor não faz promessas nem oferece garantias nem sugestões, limita-se a transmitir a sua opinião pessoal. Cada um assume os seus riscos, incluindo os que possam resultar em perdas.


Citações que me assentam bem:


Sucesso é a habilidade de ir de falhanço em falhanço sem perda de entusiasmo – Winston Churchill

Há milhões de maneiras de ganhar dinheiro nos mercados. O problema é que é muito difícil encontrá-las - Jack Schwager

No soy monedita de oro pa caerle bien a todos - Hugo Chávez


O day trader trabalha para se ajustar ao mercado. O mercado trabalha para o trend trader! - Jay Brown / Commodity Research Bureau
 
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Re: MI5 - Missão: 007 / Sistema de Trading

por rsacramento » 27/6/2020 0:29

o semStops, para além de ser um trader galático, ainda consegue ter uma escrita cativante

grandes parabéns!
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