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Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

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Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por mspatricio » 8/9/2017 18:21

Boa tarde a todos,

Relativamente à questão das entradas em espécie, o Código das Sociedades Comerciais, estipula no n.º 1 do artigo 28.º que: "As entradas em em bens diferentes de dinheiro devem ser objecto de um relatório elaborado por um revisor oficial de contas sem interesses na sociedade, designado por deliberação dos sócios na qual estão impedidos de votar os sócios que efectuam as entradas.".

Acrescento ainda que, o n.º 3 do referido artigo estipula que o relatório do revisor deve, pelo menos:

"a) Descrever os bens;
b) Identificar os seus titulares;
c) Avaliar os bens, indicando os critérios utilizados para a avaliação;"
d) Declarar se os valore encontrados atingem ou não o valor nominal da parte, quota ou acções atribuidas aos sócios que a efectuaram tais entradas, acrescido dos prémios de emissão, se for caso disso, ou a contrapartida a pagar pela sociedade.
e) No caso de acções sem valor nominal, declarar se os valores encontrados atingem ou não o montante do capital social correspondentemente emitido."
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Mr_Magoo » 8/9/2017 18:40

MarcoAntonio Escreveu:Eu penso que percebi o teu equívoco (ou pelo menos parte dele), tu terás "lido" que eu teria escrito:

"depende da competência de um único Revisor Oficial de Contas"

quando eu escrevi:

"a competência depende de um único Revisor Oficial de Contas"

(em resposta aos posts anteriores que discutiam a quem competia fazer a avaliação).


livra! até parece que és bruxo! vá de retro!
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Lion_Heart » 8/9/2017 19:26

A avaliação que eles e o ROC dão a mim pouco interessa , o que pergunto é qual foi a conservatória que admitiu como capital social um bem "intangível" , e em especial em Portugal .

Os aumentos de capital podem ser feitos de duas formas diferentes:

Aumento de capital por incorporação de reservas:

Neste caso, o aumento de capital implica uma mera operação contabilística, na qual se pega nas reservas (ou seja, nos lucros obtidos no passado e ainda detidos) e transferem-se estes montantes para o capital social da organização. Não há uma mudança da situação líquida da empresa. Esta operação implica a “distribuição gratuita de algumas ações aos atuais acionistas. O número de ações distribuídas é determinado proporcionalmente a partir das ações detidas”, adianta a Associação Portuguesa de Bancos (APB) no seu site.



Emissão de novas ações por novas entradas (em dinheiro ou em bens):

Neste caso, a realização da operação implica um processo diferente, porque há uma alteração da situação líquida da empresa, devido à entrada de dinheiro (ou de bens) na empresa. Em termos resumidos, os acionistas das empresas adquirem as novas ações emitidas pela empresa e o resultado dessa operação serve para reforçar o capital social da organização. A emissão de novas ações é feita a um preço definido e o número de ações que cada acionista tem direito a subscrever é proporcional às ações detidas na data do aumento de capital, explica a APB.

In http://saldopositivo.cgd.pt/empresas/um ... o-capital/


Eu admito que sirva para avaliar uma empresa como é obvio , assim como se fosse comprar a mc donals queria a marca big mac mas não estou a ver big mac como capital social na mc donalds
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Thoth » 11/9/2017 11:28

Yupido: “Isto não é uma empresa fantasma. Nós existimos”

https://eco.pt/2017/09/11/yupido-isto-nao-e-uma-empresa-fantasma-nos-existimos/ Escreveu:Responsável da Yupido, a tecnológica que diz valer 29 mil milhões de euros, revelou ao ECO que a empresa quer registar 42 patentes. A empresa está disponível para falar com a Polícia Judiciária.

[...]

https://eco.pt/2017/09/11/yupido-isto-n ... existimos/
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Dr Tretas » 11/9/2017 13:38

Sempre quero ver essas patentes... até lá não acredito numa palavra desses tipos, principalmente porque já se estão a armar em vítimas.
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por umXdois » 11/9/2017 20:55

Devem pensar que eu sou Yúpido ou loiro
Eu não nasci ontem ...
Investigue-se ...
A ciência do palpite certeiro está no momento em que é feito ... como diria João Pinto "prognósticos ... só no fim do jogo"
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por fabiomlferreira » 12/9/2017 9:37

Isto cheira a esquema por todos os lados.
Curiosamente nos muitos artigos que já escreveram ainda não vi ninguém a referir um facto, se eles não têm empregados, se não contrataram serviços a empresas/pessoas externas, pelo menos as despesas deles nos anos anteriores não mostram isso, como é que desenvolvem uma tecnologia revolucionária? Como é que ninguém lhes pergunta quem são as pessoas que estão a desenvolver essa tecnologia? Porque pelo que percebi têm uma equipa enorme mas é pessoal de finanças, advocacia, agora engenheiros e pessoal ligado às tecnologias não têm nem de perto nem de longe o suficiente para criar algo revolucionário.
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Thoth » 12/9/2017 12:07

“Valor da Yupido não é muito alto para o mercado”, diz presidente da empresa

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/valor-da-yupido-nao-e-muito-alto-para-o-mercado-diz-presidente-da-empresa-207760 Escreveu:Em entrevista ao Jornal Económico, Torcato Jorge, co-fundador e 'chairman' da empresa, diz que a Yupido não pode ser comparada a outras empresas do PSI20, porque é uma startup de tecnologia, com outra estrutura.

O presidente da Yupido defende, em entrevista ao Jornal Económico, que os 28,7 mil milhões de euros de capital social da empresa não podem ser comparados com as valorizações de empresas industriais portuguesas, mas sim com as das tecnológicas globais, como a Microsoft, Facebook, ou Snapchat.

“Fomos muitas vezes comparados à Galp, mas esta é uma empresa que dentro do seu setor, a nível mundial, é pequena. Nós não somos uma Galp, somos uma startup tecnológica que se concentra única e exclusivamente a criar serviços e tecnologias que vão servir as empresas, as pessoas, e que vão criar novas formas de interação entre empresas, pessoas e governos”, diz Torcato Jorge.

“Nós podemo-nos comparar com a Google, a Microsoft, a Apple. Por isso, esta questão com o capital inicial e, depois, com o aumento [de capital] é pública e, penso, está clara”, reforça.

Torcato Jorge diz que a Yupido é uma “startup tecnológica, que tem uma operação completamente distinta de todas as empresas portuguesas”.

A Yupido foi constituída em julho de 2015, já com um capital social superior a 243 milhões de euros. A criação deveu-se, segundo Torcato Jorge, a “um grupo de empreendedores, de diversas áreas”, onde se inclui.

Depois, o seu capital social foi aumentado em 28,5 mil milhões de euros, através da incorporação de ativos intangíveis.

Estes ativos são, segundo foi agora noticiado, têm por base uma plataforma digital – os serviços relacionados – que foram avaliados naquele montante por um revisor oficial de contas em Portugal.

Uma avaliação “exaustiva”

Ao Jornal Económico, Torcato Jorge explica que se tratou de “um processo de avaliação exaustivo, esgotante, e extensivo para as pessoas que trabalham na empresa, porque foi praticamente um ano de constante auditoria, revisão, explicação de técnica, apresentações a várias pessoas e constantes validações, por ser um valor interessante para nós”.

“Não é um valor muito alto para o mercado porque, se formos ver, o valor do Netflix é três vezes maior”, disse.

A avaliação foi feita por António Alves da Silva, que foi presidente da Sociedade Portuguesa de Contabilidade, é membro do Conselho Superior da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e consultor da Rogério Fernandes Ferreira e Associados, uma sociedade de advogados.

“É uma das pessoas mais respeitadas da área e nós procurámos uma pessoa com uma visão única”, diz Torcato Jorge. “O ROC [revisor oficial de contas] utilizou os métodos que à data eram os mais corretos para avaliar um ativo intangível desta espécie, que é o discounted cash flow, que é o mais utilizado tanto aqui [em Portugal] como nos Estados Unidos, para avaliar este tipo de conteúdos tecnológicos”, acrescenta.

“Por exemplo, o Snapchat foi avaliado em 15 mil milhões quando faturava zero, tinha três anos de idade e tinha 20 empregados. Também tiveram os seus auditores. Como nós fomos os primeiros a ter este tipo de avaliação em Portugal, é normal as pessoas quererem saber porquê. Em cinco anos, o Snapchat foi para bolsa, sem ter lucro, com prejuízos e não se sabe quantos funcionários tem. Não tem nenhuma sede construída, tem escritórios espalhados pela Califórnia inteira e não dizem onde, protegem os investidores ao máximo. Então porquê esta avaliação? Porque a tecnologia que está incorporada no modelo de negócio deles e a possibilidade de ganhos futuros faz com que a empresa à data esteja assim avaliada”, justifica.

Em entrevista ao Jornal Económico, Torcato Jorge diz que as investigações que estão a ser feitas pelas autoridades à Yupido vão dissipar dúvidas.

“Está em processo uma análise para averiguar quais são as medidas que têm de ser tomadas pelo Ministério Público, pela Procuradoria-geral da República e pela Polícia Judiciária e isso é ótimo. Tenho a certeza de que no final da análise ou investigação – se existir – se vai concluir que efetivamente está tudo bem e nós vamos ganhar força com isso. As pessoas vão perceber que esta situação não é esquisita”, afirma.

“Informámos a PJ na passada sexta-feira, através de email e de uma carta registada, da nossa predisposição para cooperar com eles com qualquer tipo de informação que queiram. E até pedimos ajuda porque estamos a ser assolados com contactos, mas no final tenho a certeza absoluta que não vão ter nada a apontar”, sublinha.

“Portugal tem um potencial incrível”

O presidente da Yupido diz que a empresa é um player tecnológico português, mas de operação global, independentemente de uma futura sede se situar, ou não, em Portugal.

“Apesar de termos iniciado atividade em Portugal, não quer dizer que operemos só em aqui. Decidimos abrir em Portugal porque acreditamos que tem um potencial incrível, além do português ser uma das línguas mais faladas no mundo”, diz, justificando: “Portugal é o país da europa mais próximo dos EUA. Os fusos horários são excelentes, relativamente à Irlanda, Reino Unido, e até à Rússia. O mercado português é sempre um bom mercado para fazer testes, é um bom mercado piloto”. “No entanto, o nosso serviço nunca vai ser nacional, vai ser sempre um serviço a nível mundial”.

Torcato Jorge diz que a empresa já iniciou contactos para a construção de uma sede, mas não garante que seja em Portugal, apesar de ser essa a intenção.

“Já iniciámos algumas diligências relativamente ao projeto da construção de uma sede. Mas somos uma startup – como o próprio nome indica estamos a iniciar e a formar as nossas equipas. E temos, sim, vários escritórios, espalhados”, explica, recusando, no entanto, revelar os locais exatos de operação. “Não nos interessa estar a divulgar onde esses escritórios estão. Para efeitos legais existe uma sede social da empresa e cumprimos os requisitos legais. A Apple, por exemplo, tem uma sede enorme, mas os projetos mais secretos não acontecem dentro da sede – têm edifícios espalhados em várias cidades, onde colocam os funcionários, com contratos de confidencialidade muito grandes e é lá que nascem os projetos, que depois vão para a sede para serem comercializados”, diz.

O responsável pela Yupido, que é, simultaneamente, o seu segundo maior acionista, com 29,4% do capital, diz que Portugal tem muitas coisas interessantes, “mesmo do ponto de vista fiscal”.

“O nosso sistema fiscal é um dos mais evoluídos da Europa, o fisco é altamente automatizado; o Governo português é super tecnológico e é ótimo trabalhar com eles. É claro que empresas desta dimensão são ‘aliciadas’, mas nós queremos ficar aqui”, diz
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por daniel__ » 12/9/2017 12:21

“Não é um valor muito alto para o mercado porque, se formos ver, o valor do Netflix é três vezes maior”, disse.


Tirando que o Netflix em 2016 teve de lucro líquido US$ 186,6 milhões.
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Mr_Magoo » 12/9/2017 12:48

quando alguém tenta fazer algo fora da caixa lá vem o português típico mesquinho com o seu bota abaixo e vendo trafulhices em todo o lado...se calhar deve estar a olhar para o seu umbigo...bem merece a sorte que tem nos investimentos...curioso notar que tanto dinheiro envolvido e ainda ninguém se queixou...se fossem americanos ui seriam os maiores uns visionários!!!!
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por NirSup » 12/9/2017 13:06

Qual o interesse fiscal ou outro de manter em estado zen uma empresa com 29 mil milhões de capital social? Fraude em grande escala? Branqueamento de capitais? Fuga ao fisco?
Se as taxas de registo fossem ad valorem como eram antigamente, tenho a CERTEZA ABSOLUTA que este aumento de capital não teria ocorrido.
O meu feeling diz-me que a história está mal contada. E um dia vamos conhecer-se as verdadeiras razões que levaram a esta aberração estratosférica com €29 mil milhões em tecnologia secreta.
Só peço uma coisa: quem estiver de má-fé ou quem foi conivente com os responsáveis da empresa que sejam castigados e bem castigados. Não as poupem.
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Ogratuito » 12/9/2017 13:36

Como operação de marketing está a funcionar perfeitamente.
Toda a gente conhece o nome da empresa. Ela não existe, mas toda a gente manda palpites.
É fantástico.
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Thoth » 12/9/2017 14:09

Ogratuito Escreveu:Como operação de marketing está a funcionar perfeitamente.
Toda a gente conhece o nome da empresa. Ela não existe, mas toda a gente manda palpites.
É fantástico.
Cumpts.


Penso o mesmo, se o negócio vai ser tipo netflix até pode ser prometedor
Vamos ter de esperar por 2018 para ver ...

Cumprimentos e bons negócios
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Dr Tretas » 12/9/2017 14:46

A Uber também diz que vale 60 mil milhões e poucos acreditam. E esses, pelo menos, têm um negócio a funcionar.
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Thoth » 12/9/2017 15:10

Os 243 milhões iniciais da Yupido eram um software de gestão para empresas

O capital social inicial da Yupido, de 243 milhões, também teve na base um bem intangível. Só havia 35 mil euros em dinheiro. Pouco depois, valia 29 mil milhões e o ROC que fez a avaliação foi o mesmo

[...]

http://observador.pt/2017/09/12/os-243- ... -empresas/
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por p3droPT » 12/9/2017 16:31

NirSup Escreveu:Qual o interesse fiscal ou outro de manter em estado zen uma empresa com 29 mil milhões de capital social? Fraude em grande escala? Branqueamento de capitais? Fuga ao fisco?
Se as taxas de registo fossem ad valorem como eram antigamente, tenho a CERTEZA ABSOLUTA que este aumento de capital não teria ocorrido.
O meu feeling diz-me que a história está mal contada. E um dia vamos conhecer-se as verdadeiras razões que levaram a esta aberração estratosférica com €29 mil milhões em tecnologia secreta.
Só peço uma coisa: quem estiver de má-fé ou quem foi conivente com os responsáveis da empresa que sejam castigados e bem castigados. Não as poupem.


Creio que amortizações de bens intangíveis desse valor cobrem qualquer resultado liquido que seja apresentado.

Das duas uma e com uma valorização destas não vejo meio termo: ou vamos ter um monstro tecnológico a ser criado em Portugal ou isto vai virar piada. Ambos os cenários em 2018. 29 mil milhões não pode ser um produto normal. Menos do que totalmente inovador e disruptor e com potencial de mercado enorme é piada.
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por MarcoAntonio » 12/9/2017 22:30

Existe pelo menos um documento da empresa que diz que o capital foi totalmente realizado em dinheiro (o que entretanto se percebe, quer pela investigação jornalística como por outros documentos da conservatória, que não é verdade).
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
....amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por MarcoAntonio » 12/9/2017 22:34

Aqui está ele, já agora:

https://www.yupido.com/assets/bylaws.pdf

(na página 4, logo no início)
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2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
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3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Dr Tretas » 13/9/2017 0:12

Os contratos de sociedade são todos "copy-paste", nem devem ter reparado nessa parte do capital social totalmente realizado em dinheiro, nem no montante absurdo. É que nessas conservatórias, há pessoal muitíssimo competente, pelo menos é o que me dizem por aqui muitas vezes, que os FPs são todos competentes à brava.
Deixem-me agora rir um bocado: :lol: :lol: :lol: :lol:
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por goodmoney » 13/9/2017 0:29

A empresa obviamente foi bem avaliada. A prova é que a avaliação foi feita até ao cêntimo. Isto sim é ser rigoroso!

De resto, admiro quem espera ver a nova Apple a nascer em Carnaxide...
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Lion_Heart » 13/9/2017 2:14

El misterio de la mayor empresa de Portugal que no tiene empleados

Yupido, una sociedad con 29.000 millones de capital social que no hace nada pero anuncia servicios para miles de millones de personas

JAVIER MARTÍN DEL BARRIO

12 SEP 2017 - 12:28 CEST


De no ser por un ratón de biblioteca de la universidad del Miño nada se sabría de Yupido. En realidad solo se sabe que es una empresa radicada en Lisboa y que tiene un capital social de 29.000 millones de euros, el 15% del PIB de Portugal; la empresa más capitalizada del país.

El ratón de biblioteca es un profesor universitario que prefiere no dar su nombre. Realizaba una investigación sobre la productividad de las empresas con la base de datos de Amadeus cuando una destacó sobre todas, Yupido, una sociedad con 243 millones y ningún empleado, eso sí que era extraordinario. El profesor siguió buscando en bancos de datos públicos y en redes sociales y lo que descubrió, aún fue más espectacular. Yupido acababa de ampliar capital de los originales 243 millones a 29.000 millones de euros. Pero el ratón de biblioteca aún no ha conseguido saber qué hace esta empresa, aunque parece que, de momento, no hace nada.

Yupido existe desde hace dos años. Tiene la sede en una torre de oficinas de la capital portuguesa donde nadie responde; también tiene una página web donde se expone toda la cháchara común a las empresas dedicadas a las tecnologías de la información: “La misión de Yupido es dar a nuestro clientes la infraestructura y apoyo que necesitan para operar con menos costes y mayor eficiencia”.

Hay dos socios principales, Cláudia Sofía Pereira (69% del capital) y Torcato Caridade da Silva (30%) más Filipe Besugo (1%) y un comité ejecutivo de diez personas presidido por un consejero delegado y un director de ventas aunque, de momento, no ha vendido nada. También anuncia la contratación de personas "alegres y motivadas" para crear grandes servicios “que serán usados por miles de millones de personas de todo el mundo”.

Todo, salvo lo que hacen, está claro en los registros oficiales. Hay un balance anual público, donde dice que se perdieron 21.000 euros el pasado año, dos auditores y el informe de un reputado revisor externo de cuentas, clave para valorar esa ampliación de capital, pues no se movió dinero sino que fue en bienes en especies. Ese revisor rubricó que lo que le enseñaron valía 29.000 millones aunque, aclara en el escrito, “el valor real puede ser mayor”. El revisor no explica cómo llegó a la conclusión del valor económico de esos bienes en especies.

En declaraciones al Observador, el revisor de cuentas señala que los socios le enseñaron un televisor y que se quedó maravillado con lo que vio. Aunque reconoce que no sabe nada de tecnologías dice que le vino a la cabeza Steve Jobs, el genio fundador de Apple. Según el portavoz de la empresa, el próximo año el mundo ya empezará a disfrutar de sus milagrosos servicios, pero mientras, la Fiscalía del Estado, la Comisión del Mercado de Valores y el Colegio de Contables han abierto investigaciones.





https://elpais.com/internacional/2017/0 ... 05251.html
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Lion_Heart » 13/9/2017 2:21

MarcoAntonio Escreveu:Aqui está ele, já agora:

https://www.yupido.com/assets/bylaws.pdf

(na página 4, logo no início)


Exacto , eu quando comecei a comentar esta noticia foi com base nisso , que tinha sido realizado em dinheiro!!! 8-) 8-) 8-) 8-) 8-) Mas já vi que é tudo treta, mas agora quem se atravessa? a conservatória que aprovou uma fraude? ou o ROC?
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Lion_Heart » 20/9/2017 17:18

Acionistas da Yupido obrigados a declarar os 29 mil milhões no IRS
16/9/2017, 16:40

Acionistas da Yupido eram obrigados a declarar o software de 28,8 mil milhões que compõe o capital social da empresa na declaração de IRS de 2017. Arriscam-se a ser tributados em valores milionários.

A Yupido tem estado em destaque na imprensa desde que um investigador da Universidade do Minho descobriu o capital social da empresa num programa de investigação

Os fundadores da Yupido entregaram um software e uma plataforma digital à empresa que constituíram, em troca de ações sobre o capital social. Quando o fizeram, transmitiram à sociedade um bem que é tributável em sede de IRS. Ou seja, eram obrigados a incluir estes rendimentos na declaração de impostos que entregaram em 2016 (depois de em 2015 terem entregue um “software de gestão avaliado em 243 milhões) e na que entregaram em 2017 (depois do aumento de capital de cerca de 28,5 mil milhões de euros).

Os fiscalistas contactados pelo Observador explicam que os rendimentos que estes acionistas obtiveram são tributados quer a tecnologia tenha sido desenvolvida por eles, quer tenha sido adquirida a outras pessoas. O código do IRS é claro, só mudam as percentagens:

Quando alguém contribui com um bem para a realização do capital social de uma empresa existe uma transmissão jurídica. Se este bem se insere na categoria de propriedade intelectual ou industrial — como é o caso do software e da plataforma digital — pode ser taxado até 56% da avaliação que foi feita ao bem, caso os acionistas sejam os criadores da tecnologia. Se a tiverem adquirido a outras pessoas, são tributados em 28%.
A explicação vem de Ricardo da Palma Borges, advogado especialista em Direito Fiscal e sócio administrador da Ricardo da Palma Borges & Associados.

O IRS não tributa todos os rendimentos das pessoas. As mais-valias obtidas através da venda de património particular, como as coisas que vendemos no OLX, não são tributáveis. Mas aquelas pessoas tiveram de desenvolver um software que depois transmitiram à empresa. Esta venda de software é considerada um rendimento da propriedade intelectual“, afirmou ao Observador.

A partir daqui, há duas hipóteses: quem vendeu a tecnologia foram os seus criadores ou foi adquirida a terceiros. Aqui, os 28% vão recair sobre a mais-valia que os acionistas obtiveram com a venda (diferença entre o valor que deram por ela e aquele que mais tarde venderam à Yupido). “Estas pessoas arriscam-se a ser tributadas em valores milionários pela contribuição que declararam efetuar a favor da sociedade“, explicou Ricardo Borges.

O Observador questionou os fundadores da empresa, através do porta-voz Francisco Mendes, para apurar se tinham declarado estes valores ao Fisco, mas até à data a que este artigo foi publicado não obteve resposta.

A única exceção pode ir para a sócia maioritária

Só há uma pessoa que pode não ter sido obrigada a incluir estes rendimentos na declaração entregue em maio de 2017 às Finanças: Cláudia Alves, a sócia marioritária da Yupido, que detém 69% do capital social. Ricardo Borges explica que nos casos em que um dos acionistas tem mais de 50% do capital social pode optar por diferir a tributação para o dia em que vender as suas ações. No caso de Torcato Jorge e de Filipe Besugo (os outros dois acionistas da empresa), esta exceção não se aplica.

Carla Matos, advogada especialista em Direito Fiscal da CCA Ontier, confirma: “No caso de haver um sócio com pelo menos 50% do capital social, é possível acionar um regime de suspensão da tributação, desde que cumpridas determinadas condições (como os elementos ativos e passivos que foram objeto da transmissão estarem em conta com os valores a que foram registados na contabilidade ou nos livros de escrita da pessoa singular)”.

Carla Matos concorda com o colega: a “plataforma digital inovadora de armazenamento, proteção, distribuição e divulgação de todo o tipo de conteúdo media” — que se destaca “pelos algoritmos que a constituem” — é um bem intangível que se insere na categoria da propriedade intelectual. E, assim sendo, nem sequer era preciso que este bem tivesse sido patenteado para ser tributável.

Um software é sempre um direito de propriedade intelectual. É como se fosse a história de um livro, é um direito que existe independentemente de ser registado ou não. Mesmo que não tenha sido, é um direito que existe. Assumindo que isto se afigura como um direito de propriedade intelectual, a transferência para a empresa, mesmo a título de aumento de capital social seria uma operação tributável”, acrescenta.
Porta-voz e presidente da Yupido contradizem-se

Em julho de 2015, o revisor oficial de contas (ROC) Alves da Silva avaliou o bem intangível que Cláudia Alves e Torcato Jorge entregaram à empresa por 243 milhões de euros. Tratava-se de um “software de gestão para empresas, que funciona em multi-plataforma e é disponibilizado como um serviço SaaS”, dos quais eram titulares. Ela ficou com 70,86% do capital acionista e ele com 29,13%.

Nesta altura, houve também dinheiro envolvido: Cláudia Alves entrou com 10 mil euros para a constituição da empresa, Torcato Jorge com outros 10 mil e Filipe Besugo com 15 mil euros.

Seis meses depois, o mesmo ROC avaliou a “plataforma digital inovadora”, que os fundadores entregaram para efetuar um aumento de capital, por 28,8 mil milhões de euros. Aqui, já eram os três titulares do bem: Cláudia Alves manteve-se como sócia maioritária, com 69% do capital social, Torcato Jorge fica com 30% e Filipe Besugo com 1%.

Ao Eco, Francisco Mendes, disse que a tecnologia já tinha passado da fase de protótipo e que a plataforma já estava praticamente a funcionar, garantindo que não fazem parte das duas marcas que foram registadas pela mesma empresa (a Quaquado e a Kuaboca), porque estas serviriam para o lançamento de outros serviços. Francisco Mendes disse ainda que a empresa estava a trabalhar no desenvolvimento de 42 patentes.

Contudo, ao Jornal Económico, Torcato Jorge afirmou que o primeiro serviço a ser comercializado está sob a marca Quaquado e que vai ser lançado a nível mundial em 2018, ficando disponível para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo. “O objetivo do serviço é dar apoio aos empreendedores a criar novas empresas e a gerir as suas empresas”, afirmou. Depois, acrescentou que há outro serviço em preparação, que usará a marca Kuaboca, e que a base para estes serviços é a tal “plataforma digital inovadora”

Quando a Yupido lançar a plataforma, tenho a certeza absoluta de que toda a gente vai pelo menos experimentar uma vez. Acho que é a plataforma de media mais bonita e mais poderosa que o mundo já viu. É uma coisa brutal”, disse à mesma publicação.
O Observador tinha uma entrevista com os fundadores da Yupido, mas foi cancelada pelo porta-voz da empresa. A avaliação que permitiu à Yupido fazer o maior aumento de capital de que há memória em Portugal está a ser alvo de averiguações por parte do supervisor do mercado e da Ordem dos revisores de contas. Mas o porta-voz da empresa disse ao Eco que está tudo legal e que já se mostraram disponíveis para colaborar com a Polícia Judiciária, que está a analisar o caso, segundo o Expresso.

In http://observador.pt

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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por Dr Tretas » 20/9/2017 20:04

Eh pá, o défice vai ficar resolvido com este imposto :lol: :lol: :lol:
 
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Re: Há uma empresa portuguesa que diz valer 28 mil milhões

por MarcoAntonio » 20/9/2017 21:44

Resultaria (ou resultará) na falência da empresa se for exigido. Correcção, seria a falência das pessoas singulares uma vez que seriam estas que deveriam ou imposto.

Mas...

como são estas que detêm a empresa, esta acabava penhorada e nas mãos do Estado.


Querem ver que o Estado vai acabor dono da Yupido?

:D
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
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3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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