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Dívida da República Portuguesa

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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Re: Dívida da República Portuguesa

por EAGLETRADER20 » 27/6/2017 15:17

Discurso do Draghi provocou para já uma inversão das Tx Juro.

E para aqueles que defendiam que a forte descida tx juro, se devia só á governação , é melhor dizerem ao Nosso Primeiro para voltar a governar bem, para tx voltarem a descer .

Por coincidência na co-relação com a subida tx juro europeias em geral , a US 10Yield dos USA hoje também sobe , 2.70% , mas é só coincidência .
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 28/6/2017 15:30

Portugal já tem luz verde para antecipar reembolsos ao FMI

http://www.jornaldenegocios.pt//mercados/detalhe/portugal-ja-tem-luz-verde-para-antecipar-reembolsos-ao-fmi?ref=CaldeiraoDaBolsa_Destaques Escreveu:O Governo português conseguiu esta quarta-feira o ok das instituições europeias para antecipar reembolsos ao FMI. Até final de Agosto serão pagos 3,5 mil milhões de euros.

O Governo português já tem luz verde de todas as instituições europeias para reembolsar o Fundo Monetário Internacional antecipadamente, sabe o Negócios. O ok que faltava foi formalmente concedido esta quarta-feira.

Até ao fim de Junho serão pagos mil milhões de euros, estando calendarizado para Julho e Agosto o pagamento de 2,5 mil milhões de euros (cerca de 1,25 mil milhões de euros em cada mês).

A 16 de Junho, o ministro das Finanças revelou a intenção de antecipar o pagamento de mil milhões até ao final deste mês. A informação foi avançada por Mário Centeno, em entrevista à Bloomberg TV, no Luxemburgo, onde se realizou o encontro dos ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin).

Em Maio, numa reunião mensal do Ecofin, o Governo português havia formalizado o pedido aos parceiros europeus para antecipar o pagamento de cerca de 10 mil milhões de euros ao FMI, que cobra pelos seus empréstimos juros mais altos do que as instituições europeias e exige ser reembolsado em prazos mais curtos.

Depois dessa reunião, o IGCP fez uma nota aos investidores onde já tinha em conta a nova informação transmitidada por Mário Centeno.

Como noticiou o Negócios, a 26 de Maio, a nota a investidores do Tesouro já referia que o reembolso de mais 10 mil milhões está em linha com o plano em que estava a trabalhar e a apresentar a investidores. O Tesouro prevê pagar antes do prazo 6.500 milhões até 2018 e 3.200 milhões de euros em 2019.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por djovarius » 28/6/2017 16:30

Boas,

Já estamos mais longe do sonho dos 200 pontos-base acima do título alemão.
Bastou o BCE falar umas bobagens que o mercado interpretou de outra maneira.
Portugal não pode contar com o BCE para sempre. Solução: continuar a controlar o défice com mãos de ferro.
Como conciliar isso com as faltas que o Estado português apresenta nas suas funções de soberania? Um quebra-cabeças complexo para a equipa das Finanças...

Abraço

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 3/7/2017 14:25

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 5/7/2017 11:12

Fitch atenta à dívida pública e à banca para subir ‘rating’ a Portugal

http://expresso.sapo.pt/economia/2017-07-04-Fitch-atenta-a-divida-publica-e-a-banca-para-subir-rating-a-Portugal Escreveu:Uma das fraquezas, segundo a agência de notação, é um fraco crescimento do PIB potencial, o que reflete “o alto endividamento do sector privado, a fragilidade da banca, que prejudica o investimento”

A agência de notação financeira Fitch está atenta à elevada dívida pública portuguesa, às fraquezas da banca e ao desemprego, alertando para que, nestes aspetos, Portugal fica muito abaixo de outros países com 'rating' de investimento.

Em 16 de junho, a Fitch melhorou a perspetiva da dívida pública portuguesa de estável para positiva, mas manteve a nota em 'BB+' (lixo). Isto significa que, na próxima revisão, a agência de notação pode rever, positivamente, o 'rating' atribuído a Portugal, para uma nota do patamar 'BBB', o primeiro nível acima de ‘lixo’.

Numa nota aos investidores divulgada hoje, a agência norte-americana afirma que as "sensibilidades do ‘rating’" são a descida da dívida (o que "seria positivo" para o ‘rating’ atribuído, enquanto, em sentido contrário, falhar essa redução seria "negativo") e o apoio à banca (sendo que a ausência de novos "fatores de stress" seria positiva e que, em contraste, qualquer problema que envolva custos para a dívida pública seria negativo).

Entre as fraquezas apontadas pela Fitch a Portugal está a elevada dívida pública, de 130,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2016, "bem acima da mediana dos países com notação 'BB'", o último patamar do lixo, que é de 52%, mas também da média da zona euro, que é de uma dívida pública de 90% do PIB.

Outra das fraquezas é, segundo a agência, um crescimento do PIB potencial inferior dos seus pares, o que reflete "o alto endividamento do sector privado, a fragilidade da banca, que prejudica o investimento", e o envelhecimento da população.

Também o desemprego se mantém "bem acima da mediana dos países com notação 'BB'", embora tenha caído desde 2013, impulsionado pelo aumento do emprego no sector dos serviços.

Por outro lado, os pontos fortes para a Fitch são o desenvolvimento humano, os indicadores de governança e de rendimento ‘per capita’, que "estão todos acima dos pares com ‘ratings’ 'BB' e 'BBB' [o primeiro patamar de investimento], o que sublinha a força das instituições do país".

Além disso, a agência de notação financeira destaca as reformas estruturais (para a liberalização do mercado de trabalho) durante o programa de ajustamento, considerando que a facilidade em fazer negócios em Portugal tem pontuações também superiores às medianas dos países com notas 'BB' e 'BBB'.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 6/7/2017 14:24

Risco da divida a 10 anos da Alemanha sobe 15%

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 7/7/2017 16:19

Juros portugueses aceleram com leilão de obrigações à vista

https://eco.pt/2017/07/07/juros-portugueses-aceleram-com-leilao-de-obrigacoes-a-vista/ Escreveu:Taxas da dívida portuguesa avançam com a notícia de que o IGCP se prepara para anunciar novo leilão de dívida. Commerzbank antecipa financiamento a 5 e 10 anos num montante até 1.250 milhões.

Os juros das obrigações portuguesas estão a acelerar ao início da tarde com as notícias de que o IGCP se prepara para anunciar um novo leilão de dívida a realizar na próxima semana.

A yield associada às obrigações a dez anos somam 6,5 pontos base para 3,127%, o que corresponde ao nível mais elevado desde o final de maio. Também a cinco a taxa avança 2,6 pontos para 1,345%.

O ECO confirmou junto da agência que gere a dívida pública que está previsto o anúncio de uma nova operação de financiamento durante a tarde desta sexta-feira. Isto depois de dois operadores do mercado em Londres terem dito à Bloomberg que o IGCP estava a preparar-se para revelar nova ida aos mercados, com uma diferença: em vez de anunciar pelas 13h00, como costuma fazer normalmente, desta vez fará o anúncio pelas 16h30.

O banco alemão Commerzbank espera um leilão de títulos a cinco e dez anos, num montante entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros.

Em antecipação a este anúncio, as taxas da dívida portuguesa sobem de forma considerável face a outros países da periferia. Embora a tendência de agravamento se verifique desde a manhã, intensificou-se nas primeiras horas da tarde desta sexta-feira. Os juros das obrigações espanholas a dez anos ganham três pontos base. Na mesma maturidade, Itália via as suas taxas agravarem-se em 5,5 pontos.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 7/7/2017 16:50

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 12/7/2017 9:54

Não sei se o leilão já aconteceu mas parece sintomático os juros subirem até ao dia do leilão e depois recuarem.

Cumprimentos e bons negócios

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 12/7/2017 12:29

Resultado do leilão

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 14/7/2017 10:43

Pode estar a mudar de tendência.

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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 14/7/2017 17:28

Thoth Escreveu:Pode estar a mudar de tendência.

Cumprimentos e bons negócios

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1 -
A Tx de juro a 10anos da divida Portuguesa desceu entre março e meados de junho.
Depois de junho inverteu novamente a tendência e os juros têm vindo a aumentar.
Prevejo que esta última tendência, de aumento da Tx de Juro a 10A, volte a inverter, ainda este ano.
Diria que à medida que se caminhe para o final do ano e se veja que as metas do défice anual sejam atingíveis.
Mas mesmo antes do final do ano, mais lá para o final do verão as agências Moodys e a SP irão rever o rating da divida Portuguesa.
Se as previsões de cumprimento do défice não forem alteradas e com uma mudança da perspectiva das agências (ou como se diz in English uma mudança do Outlook) sobre a divida soberana espero que os juros baixem consideravelmente.

2 -
Esta semana Portugal financiou-se através da emissão de OT que vencem em 2045. Eu sei que este leilão era só para institucionais, mas alguma vez estas obrigações serão transaccionadas no mercado secundário da euronext, permitindo ao investidor particular comprar as mesmas? Deixo a pergunta.

Bom fds
A ciência do palpite certeiro está no momento em que é feito ... como diria João Pinto "prognósticos ... só no fim do jogo"
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 20/7/2017 11:29

Portugal sofre o maior corte na compra de dívida do BCE

http://www.dn.pt/dinheiro/interior/portugal-sofre-o-maior-corte-na-compra-de-divida-do-bce-8650032.html Escreveu:BCE reúne-se hoje para avaliar a fraqueza da inflação da zona euro, que voltou a cair. O mercado espera por sinais sobre o fim, "lento e cauteloso", do pacote de estímulos à economia

Portugal foi, no primeiro semestre deste ano, o país do euro que registou a maior redução no volume de compras de dívida pública feitas pelo Banco Central Europeu (BCE) ao abrigo do programa de compra de ativos aos bancos comerciais (quantitative easing).

O corte nas aquisições de obrigações do Tesouro (OT) foi, segundo a instituição de Frankfurt, de 55,4% face ao primeiro semestre de 2016, caindo para apenas 3,5 mil milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano.

Imagem

O segundo país mais penalizado pela retração do BCE foi Malta (menos 51%) e o terceiro foi a Lituânia (46%). As compras de dívida apenas foram reforçadas nos títulos de dívida pública de três países: Áustria (mais 2,5% no primeiro semestre), Bélgica (1,7%) e França (0,7%).

No geral, o Eurossistema (BCE e bancos centrais da moeda única) está de facto a tirar o pé do acelerador do quantitative easing. Comprou menos 6% em OT dos países da zona euro e isso reflete já o plano oficial, anunciado em março, de reduzir o ritmo de compras mensais de 80 mil milhões de euros (que inclui alguma dívida privada) para 60 mil milhões de euros.

Mas o que se nota nos novos dados libertados pelo BCE é que Portugal está a ser especialmente marcado pelo recuo no programa de compras de dívida.

No mês de junho, Frankfurt adquiriu apenas 498 milhões de euros em obrigações portuguesas. É o valor mais baixo desde que o QE foi ativado, em março de 2015. Atualmente, o BCE tem na sua posse mais de 28,1 mil milhões de euros em dívida pública portuguesa.

Podia ter mais, mas como explicou fonte oficial da instituição ao DN/Dinheiro Dinheiro Vivo, existem limites legais que têm de ser respeitados. Primeiro, o BCE só pode comprar, grosso modo, 33% da dívida de um país. Não pode ficar com mais de um terço das OT de um soberano para não ser o credor dominante.

Mas há outro travão. É que o BCE ainda terá cerca de nove mil milhões de euros de dívida portuguesa do tempo da crise soberana. Tem que ver com compras realizadas em 2010 e 2011, no âmbito de um programa antigo chamado Securities Markets Programme (SMP).

Portanto, na realidade, o BCE terá na sua posse mais de 39 mil milhões de euros em ativos portugueses "para propósitos de política monetária", indica o último censo publicado este mês. Isto inclui a fatia de leão da dívida pública, mas também alguma privada de empresas como EDP, REN e Brisa, por exemplo, que também terão sido abrangidas pelo QE.

O BCE trava nas compras de dívida de Portugal, mas as taxas de juro quase não se ressentem. "Não é apenas a chave de capital que importa, mas também os limites do emitente. O programa de compras respeita e reflete os limites do emissor e as chaves de capital. Temos desvios temporários, que devem ser compensados de forma relativamente rápida", explicou Mario Draghi, presidente do BCE.

Entre meados de março e de junho, a taxa das OT a dez anos no mercado secundário deslizou de 4,2% para 2,8%. Depois subiu um pouco até 3,2% no meio deste mês e atualmente está a aliviar outra vez. Ontem, negociava nos 3,1%.

Certo é que o BCE tem dito que se a inflação regressar para perto de 2% de forma duradoura, o quantitative easing terá de acabar. Mas os últimos dois meses mostram que o objetivo voltou a afastar-se. Em abril, a inflação homóloga da zona euro estava nuns apetecíveis 1,9%, mas depois veio por aí abaixo. Esta semana, o Eurostat disse que abrandou para 1,3% em junho.

Hoje, o BCE volta a reunir-se em Frankfurt e os mercados esperam mais sinais para perceberem se o programa de dinheiro ultrabarato acaba, como dito, em março de 2018. É possível que não.

Franck Dixmier, diretor da Allianz Global Investors para área das obrigações, diz numa nota que "partilhamos a visão de consenso de que o tapering [redução gradual do QE] deve começar no início do próximo ano, com uma primeira subida nos juros dos depósitos a partir daí", mas tudo o que for feito será, como disse Draghi, "gradual, lento e cauteloso".


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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 21/7/2017 15:44

De volta ás quedas ...

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Re: Dívida da República Portuguesa

por djovarius » 21/7/2017 15:55

Boas,

Vá lá, vá lá... esse canal estava a ficar perigoso. A dívida só terá juros mais baixos à medida que o mercado procura renda fixa. Assim, todos os juros descem. E aqui na Europa estão todos em queda, Portugal não é exceção.
Seja como for, continuamos acima de 200 pontos base. O "spread" entre o título alemão a 10 anos e lusitano está acima de 240 pontos base. Em relação ao espanhol são mais de 100 pontos base.
Enquanto isto não mudar não sinto a confiança que deveria sentir. Seja como for, é de aproveitar para tentar rolar dívida com juros mais elevados por nova dívida com juros mais baixos. Ah, e não esquecer de fazer cair o défice abaixo de 1.5% do PIB. Falta pouco.
É que não queremos, no futuro, pagar estas faturas com mais austeridade... queremos, sim, dólares na mesa e bom senso.

Abraço

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 21/7/2017 16:55

Sim, o canal estava a ficar perigoso mas também podia ser visto como uma bear flag.

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 31/7/2017 14:29

Dívida portuguesa na moda. Spread face à Alemanha em mínimos de 18 meses

https://eco.pt/2017/07/31/divida-portuguesa-na-moda-spread-face-a-alemanha-em-minimos-de-18-meses/ Escreveu:O juros da dívida nacional a dez anos caem pela quarta sessão consecutiva, com o spread face às bunds alemãs no prazo a dez anos a cair para 233 pontos. Um mínimo de 18 meses.

Os juros da dívida soberana nacional estão novamente a aliviar, com o spread da taxa a dez anos face à dívida alemã a estreitar-se para um novo mínimo de 18 meses. O movimento de queda é transversal a todas as maturidades, num dia em que a dívida nacional é também a que mais recua na Europa. O juros nacionais beneficiam do bom momento da economia nacional e do apetite que a dívida portuguesa está a despertar junto dos investidores institucionais.

A taxa a dez anos da dívida soberana nacional cai pela quarta sessão consecutiva, para níveis de há um mês. Nesse prazo, a yield recua 3,3 pontos base, para os 2,894%, em contraciclo com as bunds alemãs, que agravam em 1,5 pontos base, para os 0,557%. Essa evolução, faz com que o spread entre a dívida soberana nacional e a alemã se estreite para novos mínimos de 18 meses. O spread entre as taxas da dívida a dez anos dos dois países está nos 233,57 pontos, o patamar mas baixo desde o fecho de 19 de janeiro de 2016.

Nos restantes países periféricos, o sentimento geral é também de alívio das yields, mas com quebras mais curtas face ao que acontece com a dívida soberana nacional. A taxa a dez anos da dívida espanhola desliza 1,6 pontos base, para os 1,509%, enquanto a yield italiana na mesma maturidade cai 1,8 pontos base, para os 2,104%.

O alívio das yields nacionais acontece num período em que a economia portuguesa dá sinais de forte recuperação, com o PIB a crescer ao ritmo mais elevado desde o ano de 2007 e o Governo a proceder a reembolsos antecipados do empréstimo do FMI. Este bom momento da economia nacional que se reflete nos juros da dívida está a atrair investidores institucionais internacionais a investirem novamente nas obrigações soberanas nacionais. Entre estes grandes investidores estão, por exemplo, o Nomura.

“As dinâmicas estão a mudar” para Portugal, afirmou neste domingo Richard Hodges, responsável pelo investimento em taxa fixa do Nomura Asset Management, relativamente às perspetivas sobre a dívida nacional, citado pela Bloomberg. Para além das perspetivas económicas favoráveis e os reembolsos antecipados ao FMI, “estão de alguma forma com acesso aberto aos mercados de financiamento” acrescentou o mesmo responsável.

Richard Hodges afirmou ainda que cerca de 10% do seu fundo consiste em obrigações de Portugal, metade das quais denominadas em dólares. “Temos vindo a aumentar a exposição e tem sido uma aposta bem-sucedida”, conclui o gestor.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por EAGLETRADER20 » 1/8/2017 11:33

Como é possível , se a coligação diz que está tudo maravilhoso e fantástico e no futuro só se veem unicórnios e arco-íris como perspetivas para a economia portuguesa e finanças para os próximos anos , e quiçá vamos liderar o crescimento mundial , estando á frente da revolução industrial 4.0 e 5.0 ( por falar disso alguém voltou a ouvir falar do desenvolvimentos destes chavões ) ?



"Dívida pública atinge novo máximo em Junho e aproxima-se dos 250 mil milhões
A dívida pública portuguesa voltou a crescer em Junho, aumentando 1.800 milhões de euros para 249,1 mil milhões de euros, um novo máximo, de acordo com dados do Banco de Portugal."

"A dívida pública portuguesa voltou a crescer em Junho, aumentando 1.800 milhões de euros para 249,1 mil milhões de euros, um novo máximo, de acordo com dados do Banco de Portugal."

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Re: Dívida da República Portuguesa

por MCB » 1/8/2017 14:35

EAGLETRADER20 Escreveu:Como é possível , se a coligação diz que está tudo maravilhoso e fantástico e no futuro só se veem unicórnios e arco-íris como perspetivas para a economia portuguesa e finanças para os próximos anos , e quiçá vamos liderar o crescimento mundial , estando á frente da revolução industrial 4.0 e 5.0 ( por falar disso alguém voltou a ouvir falar do desenvolvimentos destes chavões ) ?



"Dívida pública atinge novo máximo em Junho e aproxima-se dos 250 mil milhões
A dívida pública portuguesa voltou a crescer em Junho, aumentando 1.800 milhões de euros para 249,1 mil milhões de euros, um novo máximo, de acordo com dados do Banco de Portugal."

"A dívida pública portuguesa voltou a crescer em Junho, aumentando 1.800 milhões de euros para 249,1 mil milhões de euros, um novo máximo, de acordo com dados do Banco de Portugal."

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Quer-me parecer que vamos estar sempre na mesma conversa...
Alguém vem com a conversa do diabo sempre que estamos a pedir empréstimos a juros mais baixos e depois quando for feito o pagamento ao FMI (e a divida baixar) vem alguém a dizer que a Geringonça é a maior. :roll: Nem as coisas estão tão más agora nem vão estar maravilhosas quando for feito o pagamento ao FMI...
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 1/8/2017 15:06

Comunicado do banco de Portugal em relação à noticia que o eagle publicou.

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Rango » 1/8/2017 19:44

Tanta gente preocupada com a dívida de Portugal... e tanta gente a ganhar dinheiro com ela... :roll:

Risco de Portugal face a Itália cai para metade

Os prémios de risco da dívida portuguesa face a Itália, Alemanha e Espanha têm descido nos últimos meses.

De dívida de alto risco, a grande aposta de algumas gestoras internacionais. As obrigações portuguesas apresentam um dos melhores desempenhos desde o início do ano na Europa, o que permitiu que os prémios de risco baixassem. Face à Alemanha, o "spread" renovou esta segunda-feira mínimos de 18 meses. E, em relação a Itália, o diferencial cai mais de metade em 2017.

 Apesar de no arranque do ano as dúvidas sobre Portugal terem levado os juros a dez anos a superar a fasquia de 4%, nos últimos meses a tendência tem sido de descida.  A taxa a dez anos transaccionou esta segunda-feira em 2,881%.

A diferença face à "yield" alemã é de 234 pontos base, o valor mais baixo em 18 meses. No final de 2016, os investidores exigiam mais 355 pontos base a Portugal do que à Alemanha, que é vista como a referência na Zona Euro.  Mas a maior recuperação da dívida portuguesa foi face a Itália. O prémio de risco caiu mais de metade. Era de 195 pontos base no final de 2016 e situa-se actualmente em 79 pontos base.

Além de o mercado atribuir um maior risco político a Itália, os investidores temem o efeito da retirada dos estímulos no valor das obrigações desse país. Já Portugal, que desde meados do ano passado vê o BCE comprar menos dívida que a meta implícita, não está tão dependente das compras do banco central. Em relação a Espanha, o "spread" baixa de 238 para 138 pontos base desde o início do ano.

Se no início do ano, a dívida portuguesa era olhada com desconfiança pelo mercado, actualmente a história parece ser diferente,  já que  grandes gestoras têm apostado forte. O Capital Group, uma das dez maiores gestoras de activos do mundo, reforçou em obrigações nacionais, construindo uma posição superior a 500 milhões de euros. Mas não foi a única.

A Nomura Asset Management referiu, esta segunda-feira, à Bloomberg que continua a aumentar a exposição a dívida portuguesa. Richard Hodges, gestor de fundos de obrigações do Nomura Asset Management, referiu que está "gradualmente a aumentar a exposição e tem sido um negócio com muito sucesso". Um décimo do fundo está alocado em dívida portuguesa, incluindo obrigações nacionais denominadas em dólares.

Na base destas apostas estão a recuperação da economia portuguesa e a trajectória de descida do défice. Factores que levam o mercado a acreditar que o "rating"  acabará por sair de "lixo", perspectiva reforçada com a melhoria do "outlook" da Fitch em Junho para positivo. Essa agência volta a pronunciar-se em Dezembro. Já a Moody’s e a S&P, que têm uma notação a um nível de sair de "lixo", manifestam-se em Setembro. 

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Rango » 3/8/2017 14:17

Portugal já cumpriu todos os reembolsos ao FMI previstos para 2017

Empréstimo negociado com Totta no acordo para normalização dos swaps financiou novo reembolso antecipado de 2,6 mil milhões junto do Fundo

O Governo já avançou com o reembolso antecipado de mais 2,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) prometido para agosto, valor que soma aos mil milhões já pagos em junho. “Informa-se que já foram pagos ao FMI os cerca de 3,6 mil milhões de euros previstos pagar até início de agosto”, confirmou fonte oficial do Ministério das Finanças ao Dinheiro Vivo.

Depois de, em maio, os pares europeus terem aprovado o pedido português para avançar com novos pagamentos antecipados ao FMI, o governo avançou em junho com mil milhões de euros e, já nos primeiros dias deste mês, reembolsou os remanescentes 2,6 mil milhões, “fechando” os pagamentos antecipados que anunciou querer fazer em 2017. Com este novo reembolso antecipado, o país já terá saldado cerca de 70% do empréstimo do FMI, segundo contas do DV.

A estratégia de antecipar pagamentos ao fundo surge à conta dos elevados juros, cerca de 4,4%, cobrados pela instituição pela sua parte do resgate (28 mil milhões), um “preço” que compara com os juros de 1,9% a 2,7% pagos pelos empréstimos dos credores europeus. E a diferença pode ser grande: a autorização de maio permite a Portugal antecipar ao FMI um total de 9,4 mil milhões de euros em 30 meses e de acordo com Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças, só a antecipação destes 9,4 mil milhões permite poupar 660 milhões.

De acordo com a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), os reembolsos efetuados este ano visaram amortizações “originalmente devidas entre junho de 2019 e março de 2020”, diz o boletim de julho desta entidade.

Acordo nos swaps pagou ao FMI

O reembolso antecipado de 2,6 mil milhões ao FMI agora concretizado foi sobretudo financiado pelo empréstimo negociado entre a República portuguesa e o Santander Totta aquando do acordo para a normalização dos contratos swaps assinados pelas empresas públicas.

“O empréstimo do Banco Santander à República Portuguesa já foi concretizado, tal como previsto no acordo que permitiu pôr termo aos litígios judiciais instaurados por aquele banco e relacionados com a contratação de swaps pelas empresas públicas de transporte”, confirmaram a este propósito as Finanças, em resposta ao DV.

Conforme foi divulgado em abril, e depois de perder um processo e o respetivo recurso sobre a validade destes swaps, o Estado e o Santander Totta chegaram a acordo para a normalização do pagamentos destes contratos tóxicos. No âmbito do acordo, o banco aceitou ceder um empréstimo de 2,3 mil milhões de euros a 15 anos ao Estado, em condições mais favoráveis que as existentes no mercado.

Na altura, a tutela apontou que este empréstimo permitiria poupar 442 milhões em juros – uma previsão que deverá ser hoje mais baixa, dado a descida dos juros nos títulos de dívida portuguesa a 15 anos entretanto verificada. Independentemente desta variação, as condições negociadas com o Santander Totta – taxa swap a 15 anos acrescida de 185 pontos -, implica um juro inferior ao do FMI.

O IGCP já tinha dado conta que o empréstimo então negociado com o Santander Totta iria ter precisamente este destino, referindo o mesmo nas últimas notas publicadas sobre os reembolsos ao FMI. “Estes repagamentos serão financiados pelo empréstimo a 15 anos do Banco Santander, que resultou do acordo extrajudicial para a disputa entre o banco e as empresas públicas de transporte” apontava no final de junho a Agência, sobre os 2,6 mil milhões que seriam saldados em agosto. Esta é a razão para que a antecipação desta nova tranche não tenha qualquer impacto em termos de necessidades de financiamento do país.

Conforme referiu o governo aquando do acordo com o banco, este permitiu reduzir em 36,8% os encargos associados aos swap, sendo que parte desta poupança vem então do menor gasto com juros graças ao novo reembolso ao FMI.

https://www.dinheirovivo.pt/banca/portu ... para-2017/
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Ana » 3/8/2017 20:04

Aqui no Brasil a dívida pública também provoca fortes receios. Eu mesma estava pensando em investir em títulos públicos do Tesouro Direto, mas fiquei com medo de não ser interessante devido à ligação com o governo. Após alguns dias estudando essa modalidade, vi que não havia riscos grandes riscos para o meu dinheiro.

Abraços,

Ana
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Opcard » 3/8/2017 23:03

Bom artigo para enteder a dívida :

"Endividámo-nos para construir estradas inúteis no meio do nada e proteger sectores ineficientes, e agora a dívida é trocada pela melhor propriedade nas nossas cidades e pelas empresas mais eficientes.

http://observador.pt/opiniao/sobre-a-cr ... na-europa/
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 8/8/2017 11:41

Será que vai ficar a marinar neste range até a divida começar a diminuir?

Cumprimentos e bons negócios

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