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Dívida da República Portuguesa

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Rango » 1/6/2017 19:53

DIXIE17 Escreveu:O Risco da divida diminue? Mas se a divida aumenta em 4 mil milhões num mês(abril) o seu risco diminui, já n estou a perceber nada disto?
Então se eu devo mais dinheiro,o risco de entrar em incumprimento diminui?... essa será a logica da batata...quem n deve gostar nada da brincadeira, devem ser os credores. :oh:


A dívida absoluta aumentou em 4 mil milhões de euros... a dívida líquida aumentou cerca de mil milhões de euros. Na posse do Estado existem em depósitos cerca de 20 mil milhões de euros, parte dos quais contribuiu para a subida dessa dívida e que, na sua maioria, vão ser utilizados para pagar parte do empréstimo do FMI. Está-se a trocar dívida com juros elevados por dívida com juros mais baixos. Quando Portugal utilizar esse dinheiro que foi buscar ao mercado para pagar a dívida ao FMI, a dívida portuguesa vai baixar e é natural que acabe o ano com uma percentagem de dívida muito mais baixa.
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Perito » 1/6/2017 20:32

Rango Escreveu:A dívida absoluta aumentou em 4 mil milhões de euros... a dívida líquida aumentou cerca de mil milhões de euros.


Exato. A dívida está a crescer à mesma velocidade que a economia. Tanto em termos absolutos como em termos relativos. Continua-se nos 130%.

Rango Escreveu:Quando Portugal utilizar esse dinheiro que foi buscar ao mercado para pagar a dívida ao FMI, a dívida portuguesa vai baixar e é natural que acabe o ano com uma percentagem de dívida muito mais baixa.


Se a dívida nominal e relativa está a subir ao mesmo tempo que a economia como é que a percentagem da dívida vai descer abruptamente com os pagamentos que não vão acontecer (na sua totalidade)?

http://www.dn.pt/lusa/interior/centeno- ... 16209.html
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 1/6/2017 21:37

O défice de 2016 foi o mais baixo desde 1974.
Mas o défice de 2016 vai somar aos défices dos anos anteriores.
Eu se ganhar 100 e gastar 102 tenho um balanço negativo em 2 pontos.
Se a isto somarmos anos a fio a viver a crédito teremos 2 pontos somados a todos os outros défices.
Honestamente julgo que só no tempo da outra senhora terão existido excedentes orçamentais.
A divida não está a diminuir antes pelo contrário. E com os juros que o Estado paga p.ex ao FMI 4% (superior ao valor que o Estado paga actualmente para colocar divida a 10 anos) e a todos os outros credores que emprestaram dinheiro quando existia um risco de default sabemos que dificilmente conseguiremos baixar o défice estrutural.
A questão dos juros não é de somenos. O défice de 2016 em termos de saldo primário foi positivo. Tivemos um orçamento superavit.
Se pensarmos na situação dos juros como a de alguém que consta nas listas negras do banco de Portugal (p.ex ter passado um cheque sem cobertura) e dessa forma ter dificuldade em aceder a um crédito num banco normal. A tendência para essa pessoa será ter de se financiar fora dos circuitos normais e com juros bastante mais caros tipo créditos ao consumo ou pior tipo usurários.

Mesmo não estando aqui em defesa do governo nem tão pouco a fazer politica, não posso deixar de trazer à colação uma noticia de há 3 meses atrás do Jornal de Negócios onde vem dito exactamente que "Excluindo o pagamento de juros da dívida pública, Portugal fechará este ano com um excedente orçamental equivalente a 2,5% do PIB. A previsão é da Comissão Europeia (inserida na actualização das suas projecções publicadas esta segunda-feira, 13 de Fevereiro) e coloca Portugal com o melhor registo entre todos os países da Zona Euro.".

http://www.jornaldenegocios.pt/economia ... -zona-euro

Ou seja, os juros que o Estado paga pela divida contraída ao longo de 40 anos, desde o 25 de Abril, torna a divida um peso muito grande para Portugal. Mas isso não invalida o esforço do Governo em inverter a tendência. Agora se as agências de "rating" não alterarem a notação considerando "lixo" o investimento em divida Portuguesa dificilmente acederemos a crédito mais barato, i.e, com juros menores. Ou seja, no exemplo da pessoa que viu o seu nome colocado nas listas do BdP e enquanto não o retirarem de lá via-se na impossibilidade de aceder a um crédito bancário com juros menores comparativamente com créditos ao consumo ou donas brancas. Basta pensar em querer comprar uma casa com um empréstimo a pagar juros de crédito ao consumo. Nunca na vida a casa ficará paga, mesmo que a duração do empréstimo seja 100 anos.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por bogos » 1/6/2017 22:17

Perito Escreveu:
Rango Escreveu:A dívida absoluta aumentou em 4 mil milhões de euros... a dívida líquida aumentou cerca de mil milhões de euros.


Exato. A dívida está a crescer à mesma velocidade que a economia. Tanto em termos absolutos como em termos relativos. Continua-se nos 130%.

Rango Escreveu:Quando Portugal utilizar esse dinheiro que foi buscar ao mercado para pagar a dívida ao FMI, a dívida portuguesa vai baixar e é natural que acabe o ano com uma percentagem de dívida muito mais baixa.


Se a dívida nominal e relativa está a subir ao mesmo tempo que a economia como é que a percentagem da dívida vai descer abruptamente com os pagamentos que não vão acontecer (na sua totalidade)?

http://www.dn.pt/lusa/interior/centeno- ... 16209.html


Welcome to Geringonça Illusion... :lol: :lol: :lol:

O mundo da ilusão...típico de socialistas.... e é uma verdadeira religião....

Enquanto não houver uma séria, e digo SÉRIA, revolução estruturan na sociedade Portuguesa, jamais esta dívida será paga. Para voltar de novo aos 60% com governos, como este, nem daqui a 20.000 anos....
Esta gente não quer fazer sacrificios, porque não quer perder os direitos adquiridos.....

Ninguem percebe que o único direito adquirido, depois de nascer é morrer?
Ah!....Mas há aqueles que descobrirar que antes de morrer, matam meia sociedade para sobreviver, quando podiam facilmente sobreviver ele, a sociedade e os próximos que aí venham....

Este tipo de governos socialistas é de uma visão tão fechada que realmente dá ouras.... Mas tem muitos seguidores......
I need all you blood....

Cumprimentos

Nota: Para relembrar os mais incautos, a dívida está nos 130%......é somente para relembrar.
Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer que as coisas não pareçam o que são.
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No outro lado de cada medo está a liberdade.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por JohnyRobaz » 2/6/2017 0:13

bogos Escreveu:
Perito Escreveu:
Rango Escreveu:A dívida absoluta aumentou em 4 mil milhões de euros... a dívida líquida aumentou cerca de mil milhões de euros.


Exato. A dívida está a crescer à mesma velocidade que a economia. Tanto em termos absolutos como em termos relativos. Continua-se nos 130%.

Rango Escreveu:Quando Portugal utilizar esse dinheiro que foi buscar ao mercado para pagar a dívida ao FMI, a dívida portuguesa vai baixar e é natural que acabe o ano com uma percentagem de dívida muito mais baixa.


Se a dívida nominal e relativa está a subir ao mesmo tempo que a economia como é que a percentagem da dívida vai descer abruptamente com os pagamentos que não vão acontecer (na sua totalidade)?

http://www.dn.pt/lusa/interior/centeno- ... 16209.html


Welcome to Geringonça Illusion... :lol: :lol: :lol:

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Enquanto não houver uma séria, e digo SÉRIA, revolução estruturan na sociedade Portuguesa, jamais esta dívida será paga. Para voltar de novo aos 60% com governos, como este, nem daqui a 20.000 anos....
Esta gente não quer fazer sacrificios, porque não quer perder os direitos adquiridos.....

Ninguem percebe que o único direito adquirido, depois de nascer é morrer?
Ah!....Mas há aqueles que descobrirar que antes de morrer, matam meia sociedade para sobreviver, quando podiam facilmente sobreviver ele, a sociedade e os próximos que aí venham....

Este tipo de governos socialistas é de uma visão tão fechada que realmente dá ouras.... Mas tem muitos seguidores......
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Cumprimentos

Nota: Para relembrar os mais incautos, a dívida está nos 130%......é somente para relembrar.


Grande bogos!

Epa, na verdade também não compreendo estes socialistas, sempre a celebrar o que não tem nada para celebrar! Défice mais baixo da democracia? Juros a cair a pique?? Crescimentos cada vez maiores?? Bah, nada relevante, continuamos a caminho dos infernos!

Mas gostava era mesmo de saber qual a solução para este enorme problema que é a nossa dívida??

Tip: "não vale dizer apenas "liberalizar a economia", é preciso algo mais concreto para me saciar a curiosidade. :mrgreen:

Abraço!
“E assim como sonho, raciocino se quero, porque isso é apenas uma outra espécie de sonho.”, Fernando Pessoa
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 2/6/2017 8:10

JohnyRobaz Escreveu:
bogos Escreveu:
Nota: Para relembrar os mais incautos, a dívida está nos 130%......é somente para relembrar.

Mas gostava era mesmo de saber qual a solução para este enorme problema que é a nossa dívida??


Certo, mas Interrogo-me se serei eu o único a ver que tivemos um saldo primário positivo em 2016,i.e, tivemos um orçamento superavit (de 2,5% do PIB) ?

http://www.jornaldenegocios.pt/economia ... -zona-euro

Será difícil ver que em 2016 o Orçamento foi positivo em 2,5% e passou para um orçamento com 2% de défice por causa dos juros?

A Solução?
pagar menos juros ajudava. Iria resolver os problemas todos? não.


n/b
1 - Não me ilude nem estou aqui em defesa de nenhum partido. Aliás tenho dificuldades em me identificar com qualquer um que seja.
2 - Não tenho duvidas de que a divida é insustentável para Portugal.
3 - É uma questão que devia preocupar a todos nós era o Estado Português pagar menos de juros pela divida de 40 anos de democracia
4 - Transformar isto num debate politico/partidário é tb uma das razōes porque será mto dificil sair da cepa torta. Ouvir partidários do que seja e não sair do registo é a razão de não acreditar a médio/longo prazo na diminuição da divida.
Laranjinhas/centristas vêem o lado insustentável da divida (com razão. mas pedir juros mais baixos nada)
Comunistas e Bloquistas vêem o saldo primário positivo (e pensam logo em aumentar as despesas agravando ainda mais o défice. basta ver que as greves voltaram em força. todos querem mais dinheiro)
Socialistas vivem na euforia de terem baixado o défice no ano passado (quando chegarem as eleiçōes veremos se o orçamento continuará superavit pré juros)
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Goya777 » 2/6/2017 8:29

ricardmag Escreveu:Sou da opinião de que lucros é para deixar correr desde que bem acautelados.

Penso que estão a falar destas obrigações a 15 anos.
O risco a 15 anos neste momento está a 3,389% e a de 10 anos a 3%.
Estas pagam juro anual de 3.875% ?

Cumprimentos

ot15.PNG


Correcto. Agora até sao mais obrigaçoes a 12.75 anos 8-)

Também entrei abaixo do par... Mas devo deixar ir andando
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 2/6/2017 11:18

Goya777 Escreveu:Correcto. Agora até sao mais obrigaçoes a 12.75 anos 8-)
Também entrei abaixo do par... Mas devo deixar ir andando



Eu tb vou cont. com elas
(não entrei pelo lado especulativo da coisa .. embora com a valorização sucessiva começo a ponderar de outra forma).

n/b (outra)
Mas ainda relativamente à sustentabilidade da divida posso partilhar o m/ex: para chamar a atenção para a questão dos juros altos que ainda são pagos pelo Estado
(tenho a certeza que a ninguém interessa, mas não resisto).
DEIXEI DE PAGAR IRS.
Olhando só para as contribuições em sede de IRS (desconsiderando as contribuições obrigatórias p/ SS, IMI´s, IUC´s) posso dizer que após o reembolso, o Estado cobrou-me (a mim e ao m/agregado) 1/3 do imposto retido na fonte.
Desse 1/3 eu fui, e continuarei pelos parâmetros actuais até 2030, a ir buscar ao Estado em juros 3/4 do IRS que efectivamente cobrou (através dos dividendos das OT).
Na prática não deixei de pagar impostos.
Pago, mas no final do dia, o dinheiro que me foi cobrado está do meu lado(ou quase todo) e não sou capitalista.
(se aplicasse o mesmo dinheiro num DP no banco, o capital que investi estava mais que garantido pelo fundo de garantia de depósitos. nem de perto nem de longe chego aos 100.000€)
Desvalorizar o saldo primário positivo ignorando os juros pagos pelo Estado que contribuem para que no ano de 2016 haja défice só pode ser entendido como motivado por simpatias partidárias com outros quadrantes políticos.
O défice aumentou e se pagasse menos de juros quiça poderia mesmo diminuir.

Assim, como uns olham para os factos através dos óculos dos partidos eu também olho para os meu interesses ..
E os m/ interesses dizem-me que o Estado paga bons juros e eu ponho-me na fila para os receber ..
mas isso não invalida que sendo intelectualmente honesto de achar que face às taxas actuais o Estado paga mais do que os outros.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 6/6/2017 14:22

Comunicado do Banco de Portugal sobre o Relatório de Estabilidade Financeira de junho de 2017

https://www.bportugal.pt/comunicado/comunicado-do-banco-de-portugal-sobre-o-relatorio-de-estabilidade-financeira-de-junho-de Escreveu:O Banco de Portugal publica hoje o Relatório de Estabilidade Financeira de junho de 2017.

Vulnerabilidades e riscos
A natureza dos riscos para a estabilidade financeira praticamente não se alterou em relação à edição de novembro do Relatório de Estabilidade Financeira.

Embora as perspetivas para a economia portuguesa tenham melhorado e pareça existir uma perceção mais favorável dos investidores internacionais relativamente à situação orçamental, económica e ao setor bancário em Portugal, o elevado endividamento do setor público e do setor privado e o baixo crescimento potencial continuam a colocar riscos para a estabilidade financeira.

Num cenário de aumento das taxas de juro, a qualidade de crédito das instituições financeiras nacionais poderá ser negativamente afetada, sobretudo se a recuperação económica em Portugal não acompanhar o desempenho da área do euro.

É essencial persistir na redução sustentada da dívida pública, assente numa trajetória de consolidação orçamental, prosseguir a desalavancagem das empresas e das famílias e, simultaneamente, privilegiar políticas que estimulem a competitividade e o crescimento potencial da economia.

O setor financeiro nacional também continua a apresentar vulnerabilidades, não obstante os importantes progressos alcançados ao longo dos últimos anos na redução do rácio de transformação, no reforço da solvabilidade e na promoção da eficiência operacional.

O elevado nível de ativos não produtivos, a fraca rendibilidade e a exposição ao soberano e a economias de mercado emergentes com quebra de atividade tendem a agravar a perceção dos investidores acerca da qualidade dos ativos das instituições de crédito e, desta forma, a condicionar o acesso aos mercados financeiros internacionais.

O ambiente prolongado de baixas taxas de juro coloca pressão adicional sobre a margem financeira e a rendibilidade do setor bancário nacional, dada a relevância nas carteiras de crédito dos empréstimos concedidos a taxas de juro indexadas e maturidades longas.

São, todavia, de assinalar os desenvolvimentos positivos registados recentemente na solvabilidade e na base acionista de algumas instituições de importância sistémica e que vieram reforçar a resiliência do sistema bancário em Portugal perante os riscos identificados.

Política macroprudencial
Num ambiente prolongado de baixas taxas de juro e perante requisitos contabilísticos e regulamentares mais exigentes, poderão gerar-se incentivos a uma maior assunção de riscos por parte das instituições financeiras. É fundamental que as instituições financeiras avaliem corretamente e de forma prospetiva o risco inerente aos novos fluxos de crédito, principalmente a capacidade de crédito dos mutuários para além do colateral dado em garantia, garantam o cumprimento estrito dos planos de redução do stock de créditos não produtivos e prossigam o ajustamento do modelo de negócio e da estrutura de custos.

Uma vez que o crédito ao setor privado não financeiro em Portugal continuou a apresentar taxas de variação negativas, o Banco de Portugal decidiu manter inalterada a reserva contracíclica de fundos próprios, em 0% dos ativos ponderados pelo risco.

De acordo com a introdução faseada prevista na regulação bancária europeia, a reserva de conservação de fundos próprios aumentou em 2017 para 1,250% do montante total das exposições em risco (0,625% em 2016).

Artigos e temas em destaque
O Relatório de Estabilidade Financeira apresenta três temas em destaque, com relevância para a estabilidade financeira:

“Rendibilidade do sistema bancário português – determinantes e análise prospetiva”
“IFRS 9 – Principais alterações e impactos previstos para o sistema bancário e para a estabilidade financeira”.
Exposição do setor bancário ao crédito à habitação: análise dos LTV e LTI/DSTI e implicações para a estabilidade financeira
Inclui ainda três caixas:

“Alterações ao enquadramento de política macroprudencial da União Europeia: principais prioridades na perspetiva do Banco de Portugal”;
“A evolução recente da exposição das instituições de crédito residentes às sociedades não financeiras”;
“A supervisão bancária no âmbito da estratégia abrangente para lidar com o elevado stock de NPL”.

Relatório: https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/pdf-boletim/ref_06_2017_pt.pdf
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 6/6/2017 14:45

Dívida em percentagem do PIB

divida.png


Superávit/déficit do governo geral em porcentagem do PIB

sd.png
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 6/6/2017 15:25

Compras de dívida portuguesa por parte do BCE atingem novo mínimo

http://www.jornaldenegocios.pt//mercados/obrigacoes/detalhe/compras-de-divida-portuguesa-por-parte-do-bce-atingem-novo-minimo?ref=CaldeiraoDaBolsa_Destaques Escreveu:O Eurosistema voltou a reduzir o ritmo das compras de obrigações portuguesas ao abrigo do programa alargado de compra de activos.

O BCE intensificou a tendência de redução das compras de obrigações portuguesas. Em Maio, o Eurosistema comprou 504 milhões de euros em títulos de dívida soberana nacional, o que compara com o valor de 526 milhões de euros verificado em Abril. É um novo mínimo desde que a entidade liderada por Mario Draghi arrancou com o programa alargado de compra de activos, em Março de 2015. Em Maio do ano anterior, esse valor tinha sido de 1.451 milhões de euros.

O valor é de menos de metade da meta implícita pela chave de capital de Portugal no banco central. E compara com a média mensal de 1.150 milhões de euros verificada entre Março de 2015 e Março de 2016, período em que o objectivo das compras mensais globais era semelhante ao actual, de 60.000 milhões de euros por mês.

Imagem

O BCE compra menos dívida portuguesa que a meta implícita devido a uma limitação do programa alargado de compras de activos. O banco central não pode deter mais de 33% do total de uma linha de obrigações ou da dívida total considerada para efeitos do programa. E como uma parte significativa da dívida portuguesa não é transaccionável, já que está nas mãos de credores oficiais, não entra para esses cálculos.

Além disso, o BCE já detinha obrigações portuguesas ao abrigo do antigo programa de mercado de títulos de dívida (SMP), que vigorou entre 2010 e 2012, e que também limita o raio de acção do Eurosistema na compra de obrigações portuguesas. No final de 2016, o BCE detinha 9.500 milhões de euros em dívida portuguesa ao abrigo do SMP.

Apesar de ter flexibilizado algumas das regras do programa, o BCE não pretende suavizar o limite de 33%, com Mario Draghi a ter argumentado essa decisão com constrangimentos legais e institucionais.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 7/6/2017 19:21

Caro Thoth e amigos deste tópico,

A compra de obrigações da divida Portuguesa é feita no mercado secundário ou ocorre noutro plano?

Quem vê a pagina da euronext lisboa na parte OT vê que durante o período de negociação estão sempre presentes ordens de compra e de venda de 100.000obr ou até de 200.000.
Essas ordens, no caso de compra, têm alguma correspondência com o programa do BCE ou nada tem a ver. Se não está relacionado pergunto quem são as entidades que põem essas ordens? Bancos?

Obrigado
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 7/6/2017 21:57

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 8/6/2017 9:09

umXdois, pelo pouco que sei o mercado primário de divida é exclusivo para institucionais. Não sei se haverá exceções.
Particulares só podem comprar no mercado secundário.

As ordens que aparecem podem ser de qualquer institucional ou particular.
Sei que no passado o BCE já foi ao mercado secundário, não sei se é o modo operandi ...

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 9/6/2017 15:05

Segurança Social: Tribunal de Contas vê inversão na estratégia de investimento em dívida pública
https://eco.pt/2017/06/09/seguranca-social-tribunal-de-contas-ve-inversao-na-estrategia-de-investimento-em-divida-publica/

Portugal volta a testar mercado com dívida a dez anos
https://eco.pt/2017/06/09/portugal-volta-a-testar-mercado-com-divida-a-dez-anos/

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 12/6/2017 12:24

Ensaio: Que caminhos para a dívida pública portuguesa?

Os economistas Joaquim Miranda Sarmento e Ricardo Santos assinam, no ECO, um ensaio sobre os caminhos para a redução da dívida pública.

https://eco.pt/2017/06/11/ensaio-que-caminhos-para-a-divida-publica-portuguesa/
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 14/6/2017 12:00

Juros mínimos na emissão a cinco anos e abaixo de 3% nos títulos a dez anos

http://www.jornaldenegocios.pt//mercados/obrigacoes/detalhe/tesouro-financia-se-a-cinco-e-a-dez-anos-com-juros-mais-baixos?ref=CaldeiraoDaBolsa_Destaques Escreveu:O Tesouro financiou-se em 1.250 milhões de euros a cinco e a dez anos. Na maturidade mais curta foi a taxa mais baixa desde pelo menos 2006. No prazo a dez anos os juros ficaram em mínimos de Novembro de 2015.

Foi o leilão de dívida com menores custos dos últimos anos. O Tesouro foi ao mercado e colocou o montante máximo pretendido: 1.250 milhões de euros em títulos a cinco e a dez anos. Na maturidade mais curta, a taxa da operação foi de 1,198%, a mais baixa desde, pelo menos 2006, data dos últimos dados disponibilizados pelo IGCP. Já nas Obrigações do Tesouro (OT) a dez anos, o juro foi de 2,851%, o mais baixo desde Novembro de 2015. Isto dias antes da Fitch se manifestar sobre o "rating".

Os juros pedidos pelos investidores tiveram quedas significativas face a operações anteriores. No prazo a cinco anos, Portugal tinha pago, no passado mês de Maio, 1,828%. Nessa altura a agência que gere o crédito público também emitiu a dez anos, com a taxa a ficar em 3,386%. Neste prazo, num mês, Portugal poupa quase meio ponto percentual para se financiar.

Imagem

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Nas OT a cinco anos, além dos juros mais baixos a procura também aumentou. Triplicou o montante em oferta. No mês passado, esse indicador tinha sido do dobro do montante a emitir. Já no prazo a dez anos, a procura ficou em linha com a emissão de Maio.

Com esta operação o Estado aumenta para 9.550 milhões de euros o montante colocado em Obrigações do Tesouro (OT), quase 65% do valor pretendido para o total do ano. O valor angariado no duplo leilão deverá servir já para assegurar necessidades de financiamento de 2018.

Numa nota feita a investidores, em Maio, a agência liderada por Cristina Casalinho referia que "as próximas emissões servirão para sustentar a confortável posição de liquidez e para pré-financiar as necessidade de financiamento de 2018", referia o documento. O IGCP pretende chegar ao final de 2017 com uma almofada de liquidez de 7.100 milhões de euros.

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 14/6/2017 17:57

Continua no bom caminho

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 16/6/2017 11:32

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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 16/6/2017 11:54

Alguém sabe a que horas é que hoje a Fitch divulga o "rating" da avaliação sobre a divida Portuguesa?
A ciência do palpite certeiro está no momento em que é feito ... como diria João Pinto "prognósticos ... só no fim do jogo"
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 21/6/2017 12:15

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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 21/6/2017 12:23

Goya777 Escreveu:Correcto. Agora até sao mais obrigaçoes a 12.75 anos 8-)

Também entrei abaixo do par... Mas devo deixar ir andando


Desde a mudança do "outlook" para positivo da parte da Fitch, na passada 6f, que no mercado secundário as OT´s têm vindo a baixar o valor ou será impressão minha?
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 21/6/2017 14:14

Pequenas oscilações são normais nos mercados.
A tendência de queda do risco da divida continua intacta.

Cumprimentos e bons negócios
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 21/6/2017 14:25

Comunicado do Banco de Portugal sobre o Boletim Económico de junho de 2017

https://www.bportugal.pt/comunicado/comunicado-do-banco-de-portugal-sobre-o-boletim-economico-de-junho-de-2017 Escreveu:O Banco de Portugal publica hoje o Boletim Económico de junho de 2017. O Boletim atualiza as projeções macroeconómicas para o período 2017-2019.



Projeções para a economia portuguesa 2017-2019
A atividade económica em Portugal deverá crescer ao longo do horizonte de projeção a um ritmo superior ao da área do euro e ao registado desde o início da recuperação económica. Após um crescimento de 1,4% em 2016, o produto interno bruto (PIB) deverá aumentar 2,5% em 2017, 2,0% em 2018 e 1,8% em 2019, valores superiores aos projetados pelo Banco de Portugal em março. Em 2019, o nível do PIB português deverá superar o observado antes da crise financeira internacional.

A recuperação da atividade económica no horizonte de projeção deverá resultar de um maior dinamismo das exportações, num quadro de melhoria do enquadramento internacional, e da recuperação da procura interna, nomeadamente do investimento.

Antecipa-se uma forte aceleração das exportações de bens e serviços em 2017 e um crescimento robusto nos dois anos seguintes, com ganhos adicionais de quota de mercado.

Na procura interna, o crescimento do consumo privado deverá ser ligeiramente inferior ao crescimento da atividade ao longo do horizonte da projeção. Ainda assim, em 2019 o consumo privado deverá estar acima do registado antes da crise financeira internacional.

Depois de ter virtualmente estabilizado em 2016, a formação bruta de capital fixo (FBCF) deverá crescer 8,8% em 2017 e ligeiramente acima de 5% nos dois anos seguintes. A FBCF empresarial deverá crescer acima de 6% ao longo do horizonte de projeção, atingindo, em 2019, um peso no PIB próximo do registado antes da crise financeira internacional.

Projeta-se uma evolução favorável do mercado de trabalho. Depois de ter aumentado 1,6% em 2016, o emprego deverá crescer 2,4% em 2017 e 1,3% em 2018 e em 2019. A taxa de desemprego também deverá cair ao longo do horizonte, atingindo 7% em 2019.

A evolução da atividade económica e do emprego deverá, contudo, continuar a traduzir-se numa recuperação muito modesta da produtividade do trabalho, o que poderá ser explicada em parte pelas sucessivas quebras no investimento registadas entre 2009 e 2013.

As projeções apontam ainda para uma relativa estabilização da inflação ao longo do horizonte de projeção. Depois de um aumento de 0,6% em 2016, os preços no consumidor deverão crescer 1,6% em 2017, 1,4% em 2018 e 1,5% em 2019.

O padrão de crescimento económico projetado é consistente com uma recuperação sustentada da economia portuguesa. No entanto, subsistem importantes constrangimentos a um crescimento sustentável a longo prazo, com destaque para o forte endividamento dos agentes económicos, o baixo nível de capital produtivo por trabalhador, a evolução demográfica desfavorável e o elevado nível de desemprego de longa duração.

É necessário prosseguir a orientação de recursos para empresas mais expostas à concorrência internacional e mais produtivas, aumentando os incentivos à inovação, à mobilidade de fatores e ao investimento em capital físico e humano, num quadro institucional e fiscal previsível. Simultaneamente, é importante concretizar uma redução sustentada do endividamento público, o que requer a manutenção do esforço de consolidação orçamental. Todos estes progressos estruturais são ainda mais prementes em virtude da natureza temporária das medidas não convencionais de política monetária na área do euro e da persistência de riscos descendentes para a atividade económica no médio prazo.

Imagem

Destaque: Dinâmica de poupança e investimento das empresas portuguesas
O Boletim Económico de junho inclui um tema em destaque – “Dinâmica de poupança e investimento das empresas portuguesas” – e cinco caixas:

Caixa 1 | Hipóteses do exercício de projeção;
Caixa 2 | Uma perspetiva sobre a evolução do stock de bens de consumo duradouro em Portugal;
Caixa 3 | Grau de abertura da economia portuguesa: evolução recente e perspetivas;
Caixa 4 | Perspetivas orçamentais a médio prazo;
Caixa 5 | As regras orçamentais no braço preventivo do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Inclui ainda dois conjuntos de séries sobre a economia portuguesa:

Séries trimestrais para a economia portuguesa: 1977-2016;
Séries anuais do património dos particulares: 1980-2016.


https://www.bportugal.pt/sites/default/ ... ho17_p.pdf
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Re: Dívida da República Portuguesa

por djovarius » 21/6/2017 14:47

Boas,

Vamos ver se o Governo não perde a cabeça, continuando a dar um sinal de sustentação dos futuros défices:
estamos quase a atingir o "spread" beningno, seja, apenas (apenas) 200 pontos base acima do título alemão.
Aí, podemos finalmente retomar algum controlo sobre nós próprios. Mas penso que, num ambiente favorável, isso será possível.

Abraço

dj
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