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Dívida da República Portuguesa

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 15/12/2017 22:40

Viva os juros baixos !!

http://www.jornaldenegocios.pt//mercado ... _Destaques

A ver se nao vem nenhum iluminado dizer que temos de renegociar a divida para os juros se manterem baixos... mas não basta é preciso começar a baixar o défice estrutural (penso eu)

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Re: Dívida da República Portuguesa

por ricardmag » 16/12/2017 2:01

O custo médio da dívida ainda deve rondar os 3%.
Era bom que conseguissem baixar para metade.
E também não era menos mau baixarem a divida para para cerca de 60% do PIB.

Cumprimentos
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Artista Romeno » 16/12/2017 3:21

ricardmag Escreveu:O custo médio da dívida ainda deve rondar os 3%.
Era bom que conseguissem baixar para metade.
E também não era menos mau baixarem a divida para para cerca de 60% do PIB.

Cumprimentos

eu duvidava da sustentabilidada da divida pela % do pib, mas agora terás a chance de emitir no pico da bolha das obrigações divida baratissima a largo prazo e rolar tudo, mesmo assim só chegas a 60% se houver mais inflação prolongada e crescimento alto, mesmo assim pode demorar 2 decadas, e com a esquerda no poder nao vai ser facil a pedir isto e aquilo
As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Beruno » 16/12/2017 5:48

Ainda hoje o louça disse que teríamos que emitir mais divida a curto prazo para trocar pela divida que temos mais cara. É maiis barata é certo, so que tambem ja temos muita divida, especialmente ate 2021 que precisa de ser rolada.

Eu acho que deveriam fazer uma mega emissao repartida entre 10, 20 e 30 anos e liquidar o resto do empréstimos ao fmi e recomprar divida que esteja a vencer nos proximos anos, e que tenha juro mais alto

Onde é que ja se viu portugal pagar menos que 2% a 10 anos. Eu acho que era de aproveitar ja.

Ou entao fazer como alguns paises ja fizeram, uma emissao a 50 ou ate a 100 anos e oferecer tipo 2,75%
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por ricardmag » 16/12/2017 14:39

Artista Romeno Escreveu:
ricardmag Escreveu:O custo médio da dívida ainda deve rondar os 3%.
Era bom que conseguissem baixar para metade.
E também não era menos mau baixarem a divida para para cerca de 60% do PIB.

Cumprimentos

eu duvidava da sustentabilidada da divida pela % do pib, mas agora terás a chance de emitir no pico da bolha das obrigações divida baratissima a largo prazo e rolar tudo, mesmo assim só chegas a 60% se houver mais inflação prolongada e crescimento alto, mesmo assim pode demorar 2 decadas, e com a esquerda no poder nao vai ser facil a pedir isto e aquilo


Eu sei que não é fácil mas pedir não custa nada :twisted:
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 19/12/2017 18:25

Porque Portugal está a reembolsar o FMI tão rapidamente?

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/respostas-rapidas-porque-portugal-esta-a-reembolsar-o-fmi-tao-rapidamente-246825 Escreveu:O ministério das Finanças tem estado a antecipar o pagamento do empréstimo de 26,3 mil milhões de euros contraído junto do FMI, no quadro do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), em 2011 e que durou até 30 de junho de 2014.

Porque é que o Governo tem antecipado os pagamentos ao FMI?

O Governo tem procurado antecipar o pagamento do empréstimo contraído junto do FMI, porque o seu custo é mais elevado do que aquele que a República Portuguesa paga, atualmente, no mercado. O custo anual do empréstimo do FMI é superior a 4,2%, mais do dobro dos juros a que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) consegue financiamento.

Em novembro, o Tesouro concretizou uma emissão de obrigações a 10 anos, captando 1,25 mil milhões de euros, a uma taxa de 1,939%, a mais baixa de sempre. O custo médio implícito em 2017 de toda a emissão de nova dívida desceu para 2,6%.

Quanto é que já foi reembolsado?

Com o anúncio de que foram reembolsados mais 1.001 milhões de euros, o ministério das Finanças informa que já ficou pago cerca de 80% do empréstimo (cerca de 21 mil milhões de euros).

Segundo o boletim mensal do IGCP de novembro, a dívida de Portugal ao FMI era de 9.004 milhões de euros, a 31 de outubro. Com o reembolso feito, passa para 8.003 milhões de euros. Só este ano, o Tesouro português reembolsou o FMI em 10.013 milhões de euros. No ano passado tinham sido 4.500 milhões de euros.

Estão previstos mais reembolsos?

No próximo ano, o Estado prevê reembolsar mais 800 milhões de euros e outros 1,8 mil milhões de euros em 2021.


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Re: Dívida da República Portuguesa

por KRYPTO-1970 » 27/12/2017 15:30

Como é que um pais pobre doente e velho consegue taxas de juro da sua divida mais baixas do que a Itália?
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 27/12/2017 15:39

Porque a dívida é menor
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Ulisses Pereira » 27/12/2017 15:39

Pela trajectória do défice e crescimento dos últimos anos.

Abraço,
Ulisses
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 3/1/2018 18:13

Fim de ressalto? Há ali um gap entre os 2,13 <-> 2,15.

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 3/1/2018 18:18

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 3/1/2018 18:40

BCE corta compras de dívida portuguesa para metade em 2018

https://www.dinheirovivo.pt/economia/bce-termina-2017-a-comprar-mais-divida-portuguesa/ Escreveu:BCE decidiu andar mais tempo às compras em 2018, mas vai gastar metade do que gastava por mês. Corte nas aquisições começa agora em janeiro

As compras de dívida pública portuguesa realizadas no âmbito do programa de dinheiro barato e taxas de juro quase zero do Banco Central Europeu (BCE) aumentaram em dezembro para 516 milhões de euros, naquela que é a primeira subida desde setembro. Tinha comprado 488 milhões em novembro. Mas em termos anuais, o quadro é bem diferente: as compras caíram para menos de metade. Foram 13,4 mil milhões em 2016; em 2017, as aquisições não chegam a 6,5 mil milhões de euros.

Face a dezembro de 2016, o BCE está a cortar nas compras de obrigações nacionais: a redução é de 29%. O mínimo adquirido ao abrigo deste programa de compra de ativos aos bancos comerciais da zona euro aconteceu em agosto último, mês em que o BCE comprou 414 milhões de euros de dívida portuguesa. O máximo foi em maio de 2016, com 1.451 milhões de euros. Três vezes mais, portanto. Ao nível da zona euro, a autoridade monetária europeia indica que foram comprados 1,9 biliões (milhões de milhões de euros) em títulos de dívida de 18 países da zona euro (a Grécia não está elegível pois tem um programa de resgate e ajustamento em curso). Aquele valor reflete a exata medida do dinheiro a custo zero que o BCE injetou na economia europeia através da banca, ficando com as obrigações no seu balanço. De acordo com dados divulgados esta quarta-feira, ao abrigo deste programa também conhecido por quantitative easing (QE), o BCE já adquiriu mais 31 mil milhões de euros em dívida nacional, sendo uma ajuda fundamental para fazer descer as taxas de juro da República, hoje abaixo de 2% (a dez anos), níveis que são mínimos históricos. Mais tempo às compras, mas gastando metade por mês Em outubro passado, Mario Draghi, o presidente do BCE, anunciou que até final de 2017 iria manter as compras mensais de ativos aos bancos, especialmente dívida pública, na ordem dos 60 mil milhões de euros (na zona euro) ao mês. No entanto, decidiu cortar a intensidade do programa de QE (quantitative easing) para metade a partir deste mês de janeiro inclusive (compras de 30 mil milhões de euros ao mês), mas prolongou por mais nove meses a duração do QE. Ou seja, em vez de acabar em dezembro, o apoio à dívida soberana continua até setembro de 2018, pelo menos, mantendo assim as taxas de juro muito baixas por muito mais tempo. Portugal é dos países que mais beneficia deste QE, tendo em conta a fatura enorme de juros que já tem de pagar por causa da dívida pública tão elevada (quase 130% do PIB), uma das maiores do mundo desenvolvido.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 9/1/2018 15:50

Tesouro planeia ir buscar 15 mil milhões aos mercados este ano

Além da emissão de Obrigações do Tesouro, a agência que gere a dívida pública prevê um contributo positivo das famílias.

O Estado conta financiar-se nos mercados, através de Obrigações do Tesouro (OT), em 15 mil milhões de euros durante 2018, segundo uma nota da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), que confirma os valores da dívida a emitir este ano. O valor a emitir durante 2018 em OT é semelhante ao verificado em 2017. No ano passado, este instrumento permitiu ao Estado um financiamento bruto de 15,1 mil milhões de euros. “Um montante de 15 mil milhões de euros será obtido via emissão bruta de OT, combinando sindicatos e leilões, assegurando emissões mensais”, refere a nota da agência liderada por Cristina Casalinho. A este valor, o IGCP prevê “ainda uma contribuição positiva de 1,8 mil milhões de euros de produtos de retalho”. As necessidades líquidas de financiamento previstas são de 10,9 mil milhões de euros.

Já os Bilhetes do Tesouro (BT), instrumentos de dívida de curto prazo, deverão ter um impacto nulo no financiamento líquido. Ou seja, as novas emissões servirão para refinanciar linhas de BT que vão atingir a maturidade. O IGCP vai arrancar com os leilões de BT já a 17 de janeiro, pretendendo captar entre 1,5 e 1,7 mil milhões de euros em títulos a seis e 12 meses. No total do primeiro trimestre, o Tesouro conta financiar-se em entre 3,75 mil milhões e 4,5 mil milhões de euros através destes instrumentos. Em relação às OT, o Commerzbank antecipa que esta semana o Estado arranque com uma emissão sindicada. Geralmente, Portugal faz uma operação desse tipo no início do ano, de forma a dar início ao plano de financiamento.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 9/1/2018 16:50

Portugal avança para emissão de dívida a dez anos através de sindicato bancário

https://eco.pt/2018/01/09/portugal-avanca-para-emissao-sindicada-a-dez-anos/ Escreveu:IGCP mandatou o Barclays, Citigroup, Crédit Agricole, Goldman Sachs, JPMorgan e Novo Banco para o lançamento de uma nova linha de referência de obrigações do Tesouro a dez anos.

O rumor já corria na semana passada e, embora ainda não tenha sido oficializado, a agência Bloomberg adianta que Portugal vai avançar para uma emissão sindicada de obrigações do Tesouro a dez anos. A operação será lançada em breve, sujeita às condições do mercado, frisa a agência de informação económica.

Foram já mandatos os bancos Barclays, Citigroup, Crédit Agricole, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Novo Banco para o lançamento desta nova linha de referência de obrigações do Tesouro a dez anos. Estes novos títulos de dívida da República portuguesa terão a maturidade em 17 de outubro de 2028 e chegarão ao mercado com um rating de Ba1/BBB-/BBB.

O montante a levantar pelo IGCP será anunciado em breve, diz a Bloomberg. Os analistas do Commerzbank, que tinham antecipado a realização desta emissão sindicada para esta quarta-feira, apontavam para um montante entre os 3.000 milhões de euros e os 3.500 milhões de euros, o que se encontra em linha com uma operação semelhante realizada há um ano.

A 11 de janeiro de 2017, o Tesouro português levantou 3.000 milhões de euros em títulos com maturidade a dez anos e pelos quais pagou um juro de 4,227%. Desta vez, a taxa de juro deverá ficar bem abaixo devido ao comportamento das yields o em mercado secundário e que reflete o bom momento de Portugal quanto à confiança que consegue transmitir junto dos investidores, sobretudo depois de duas agências de rating terem colocado a dívida nacional num patamar de investimento de qualidade.
Atualmente, a taxa de juro implícita nas obrigações a dez anos segue nos 1,859%.

Falta apenas a oficialização da operação pelo IGCP, a agência do Estado que faz a gestão da dívida pública que ainda esta segunda-feira apresentou o programa de financiamento da República para 2018. A entidade liderada por Cristina Casalinho prevê a emissão de 15 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro ao longo deste ano. Isto para fazer face a necessidades de financiamento que se situam em cerca de 10,9 mil milhões de euros.

Em termos de leilões de títulos de curto prazo, já há datas para as operações a realizar no primeiro trimestre. Na próxima semana conta levantar até 1.750 milhões em bilhetes do Tesouro a a seis e 12 meses. Estão ainda previstos leilões de bilhetes a 21 de fevereiro e a 21 de março, com os montantes indicativos a superarem os 1.000 milhões de euros

(Notícia atualizada às 15h09)
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 10/1/2018 13:27

Forte procura baixa juro da emissão sindicada para 2,05%

http://www.jornaldenegocios.pt//mercados/obrigacoes/detalhe/portugal-deve-pagar-juro-acima-de-2-para-emitir-divida-a-10-anos?ref=CaldeiraoDaBolsa_Destaques Escreveu:A emissão sindicada de até 3 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro a 10 anos atraiu uma forte procura, o que contribuiu para baixar o custo do financiamento para 2,05%.

O IGCP está esta quarta-feira no mercado com uma emissão de dívida sindicada a 10 anos (maturidade em Outubro de 2028), sendo que o preço final da operação ficou ligeiramente acima de 2%, beneficiando com uma forte procura por parte dos investidores.



O "initial pricing talks" (IPT), segundo a agência de notícias Bloomberg, arrancou nos 120 pontos base acima da taxa mid-swap do euro, que está hoje em 0,91%. O "guidance" foi revisto em baixa para 117 pontos base e o preço final acabou por ser fixado nos 114 pontos base.

Esta evolução positiva beneficiou com a evolução da procura, que superava os 17,2 mil milhões de euros no fecho do livro de ordens. Este valor inclui 1,975 mil milhões de euros de ordens dos bancos que fazem parte do sindicato bancário responsável pela operação.

Se o IGCP optar por colocar 3 mil milhões de euros, a procura superará em quase 6 vezes a oferta.


Tendo em conta o "spread" de 114 pontos base, a taxa final ficou nos 2,05%.


O custo da emissão vai assim situar-se acima da taxa a 10 anos no mercado secundário (está hoje em 1,85%), o que é natural neste tipo de emissões com recurso a um sindicato bancário e de abertura de uma nova linha, pois os investidores exigem um prémio adicional nestas circunstâncias.

Imagem

Esta taxa ficará acima do custo de financiamento de 1,939% suportado na emissão de dívida a 10 anos realizada em Novembro, quando o IGCP angariou 1.250 milhões de euros através de um leilão. Este foi o custo de financiamento mais baixo de sempre numa emissão de dívida a 10 anos.



Ainda assim, o custo que Portugal vai suportar hoje para emitir dívida representa cerca de metade da taxa registada na última emissão sindicada realizada há precisamente um ano. Em Janeiro de 2017 o IGCP pagou 4,227% para colocar 3 mil milhões de euros.


Além disso, os títulos a emitir hoje têm a maturidade em Outubro de 2018 (quase 11 anos), pelo que a taxa reflecte este tempo adicional face aos títulos a 10 anos.


A Bloomberg noticiou ontem que Portugal mandatou o Barclays, o Citi, o Crédit Agricole, o Goldman Sachs, o JPMorgan e o Novo Banco para realizar a operação.



O Negócios sabe que a operação tem como objectivo máximo angariar três mil milhões de euros em obrigações a 10 anos, com o tesouro a tirar partido da descida recente dos juros da dívida portuguesa para mínimos de 2015 depois da S&P e da Fitch terem retirado o "rating" de Portugal do "lixo".


De acordo com a Bloomberg, o livro de ordens ascende já a 13 mil milhões de euros, o que supera em mais de quatro vezes a oferta máxima indicativa.


Na segunda-feira a agência que gere a dívida pública divulgou o programa de financiamento do Estado, antecipando um reforço do financiamento através do retalho, ou seja, das famílias. Isto num ano em que as necessidades de financiamento do Estado serão inferiores em 1,5 mil milhões de euros face às previsões do ano passado. No mesmo documento era admitida a possibilidade de se realizarem emissões sindicadas, sem nunca especificar qualquer data.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Ulisses Pereira » 10/1/2018 13:30

Nos últimos anos (mesmo no difícil mandato do anterior Governo), o IGCP tem feito um excelente trabalho de colocação de dívida, com bons "timings". Neste momento, o desafio é conseguir colocar nos próximos tempos o máximo de dívida possível mas é preciso ser feito de uma forma tranquila, para o mercado não ficar inundado. Mas quem tem estado à frente do IGCP tem feito um excelente trabalho e decerto gerirá da melhor forma este dilema.

Abraço,
Ulisses
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 11/1/2018 11:48

O trabalho tem de ser no sentido de trocar a divida mais cara por mais barata, parece que tem sido esse o caminho.

Cumprimentos e bons negócios

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 17/1/2018 12:52

Portugal colocou 1.750 milhões de euros de dívida às taxas mais baixas de sempre

http://expresso.sapo.pt/economia/2018-01-17-Portugal-colocou-1.750-milhoes-de-euros-de-divida-as-taxas-mais-baixas-de-sempre Escreveu:Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na agência Bloomberg, a 12 meses foram colocados 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT) à taxa de juro média de -0,398%, de novo negativa e inferior à registada em 15 de novembro de 2017, quando foram colocados 1.100 milhões de euros a uma taxa de juro média de -0,349%

Portugal colocou hoje 1.750 milhões de euros, montante máximo anunciado, em Bilhetes do Tesouro a seis e a 12 meses às taxas de juro mais baixas de sempre, novamente mais negativas do que as dos anteriores leilões comparáveis.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na agência Bloomberg, a 12 meses foram colocados 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT) à taxa de juro média de -0,398%, de novo negativa e inferior à registada em 15 de novembro de 2017, quando foram colocados 1.100 milhões de euros a uma taxa de juro média de -0,349%.

A seis meses foram colocados 500 milhões de euros em BT à taxa média de -0,425%, mais negativa do que a verificada também em 15 de novembro, quando foram colocados 400 milhões de euros a -0,4%.

A procura atingiu 2.130 milhões de euros para os BT a 12 meses, 1,70 vezes superior ao montante colocado, e 1.095 milhões de euros para os BT a seis meses, 2,19 vezes o montante colocado.

Num comunicado divulgado na semana passada, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) anunciou a realização hoje de dois leilões das linhas de Bilhetes do Tesouro com maturidades em 20 de julho de 2018 (seis meses) e 18 de janeiro de 2019 (12 meses), com um montante indicativo global de entre 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões de euros.

Esta foi a primeira ida ao mercado do ano para emitir dívida a curto prazo, sendo que, neste primeiro trimestre o IGCP conta realizar mais dois duplos leilões de Bilhetes do Tesouro, um em fevereiro e outro em março, procurando arrecadar mais 2.750 milhões de euros.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Celsius-reloaded » 17/1/2018 16:22

Estou a ver mal ou a nossa divida a 10 anos disparou para cima de 2% e tb acima da de Itália?
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 17/1/2018 16:44

Em investing

1,778 -0,003 -0,17%
15:44:10 - Dados actuais.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por fjcbolsa » 17/1/2018 17:53

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Celsius-reloaded » 17/1/2018 20:57

Obrigado.

Foi a app da bloomberg que se passou então.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 18/1/2018 16:36

IGCP acredita em novas subidas de rating em 2018

https://eco.pt/2018/01/18/igcp-acredita-em-novas-subidas-de-rating-em-2018/ Escreveu:Cristina Casalinho acredita que Portugal poderá receber mais avaliações positivas por parte das agências de rating nos próximos meses. Moody's pronuncia-se em abril.

Portugal poderá receber mais avaliações positivas por parte das agências de rating nos próximos meses. A convicção é da presidente do IGCP.

Cristina Casalinho disse ao Jornal de Negócios (acesso pago) esta quinta-feira, acreditar que a notação poderá evoluir favoravelmente isto depois de duas das três grandes agências de notação financeira terem voltado a classificar Portugal com grau de investimento. A 15 de setembro de 2017 a Standard & Poor’s, inesperadamente, retirou Portugal de lixo e três meses mais tarde, a Fitch melhorou a notação do país em dois níveis, de BB+ para BBB.

Agora, a 20 de abril é a vez de a Moody’s se pronunciar. E, como avançou esta quinta-feira o Diário de Notícias, a agência avalia como baixo o risco político em Portugal e acredita na capacidade de redução da dívida. A analista Sarah Carlson disse que a Moody’s espera que “o crescimento potencial modesto de Portugal acelere quando o investimento for orientado para oportunidades produtivas e quando os problemas económicos da dívida elevada do setor privado e do elevado desemprego forem respondidos”. E acrescenta que “a fraqueza do setor bancário também limita o potencial de crescimento por causa dos altos níveis de NPL [créditos não produtivos, entre eles o malparado], não obstante a recapitalização dos bancos”.

No capítulo da dívida, Cristina Casalinho avança ao Negócios que deverá terminar 2018 com um excedente de liquidez inferior ao do ano passado. “No final do ano de 2018, o IGCP projeta a existência de uma almofada de liquidez no valor de cerca de oito mil milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo face aos 9,8 mil milhões de euros com que se encerrou o ano passado. Assim, a variação do excedente de tesouraria irá ser negativo em cerca de 1,8 mil milhões de euros”, frisou.

"No final do ano de 2018, o IGCP projeta a existência de uma almofada de liquidez no valor de cerca de oito mil milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo face aos 9,8 mil milhões de euros com que se encerrou o ano passado. Assim, a variação do excedente de tesouraria irá ser negativo em cerca de 1,8 mil milhões de euros."
Cristina Casalinho
Presidente do IGCP

O IGCP tem aproveitado as boas condições de mercado para se financiar a taxas mais baixas e desta forma substituir dívida mais cara. É no âmbito deste exercício que se insere os pagamentos antecipados ao Fundo Monetário Internacional. Este ano não só já foi realizada a operação sindicada “com maior procura e, no prazo dos 10 anos, com a taxa mais baixa”, diz Casalinho, como também na quarta-feira foram emitidos 1.750 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses, e as taxas a renovarem mínimos históricos.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 23/1/2018 18:31

Portugal reembolsa 800 milhões ao FMI amanhã e livra-se da penalização nos juros

https://eco.pt/2018/01/23/portugal-reembolsa-800-milhoes-ao-fmi-amanha/ Escreveu:Com este reembolso antecipado, Centeno e o Governo livram-se de uma penalização de 300 pontos base que o FMI aplicava à dívida portuguesa por esta se situar acima da quota "permitida" pelo Fundo.

É já esta quarta-feira que Portugal faz o reembolso antecipado de 800 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), apurou o ECO. Com esta devolução, o Governo livra-se de uma penalização de 300 pontos que o Fundo aplica no empréstimo que concedeu a Lisboa em 2011, tal como frisou o secretário de Estado das Finanças esta segunda-feira, em Bruxelas.

Se tudo correr como planeado, o IGCP deverá libertar amanhã mais uma “tranche” da ajuda prestada pelo FMI há sete anos. Esta é uma operação que está prevista no calendário da agência que gere a dívida pública e que só não se concretizará em caso de algum imprevisto de última hora. Depois deste pagamento, Portugal ficará a dever apenas cerca de 4.500 milhões de euros, um montante que já se situa dentro da quota do país no Fundo — aquilo que o país paga para pertencer à instituição — e que permitirá baixar o custo do empréstimo oficial. Como?

Conforme explicou o ECO, Portugal paga uma taxa de juro de referência de cerca de 1,7% pelo empréstimo. A esta taxa soma-se um spread (prémio de risco) de 100 pontos base. Porém, este spread é agravado no caso de dívidas muito elevadas face à quota do país no FMI. O que acontece é que, ao montante de dívida que supera o limite estabelecido pelo Fundo, o spread aplicado é de 200 pontos. Que sobe para os 300 pontos se essa fasquia for ultrapassada por um período de 51 meses (quatro anos e três meses). Era o caso de Portugal.

O limite é definido como 187,5% da quota de país. Para Portugal, isto corresponde a 3,86 mil milhões de SDR (Direitos Especiais de Saque, a moeda internacional do Fundo), ou aproximadamente 4,7 mil milhões de euros. Mas como a dívida do país junto do FMI se manteve acima do limiar por mais de 51 meses, o spread que se aplicava era de 300 pontos. Vai agora desaparecer.

Esta foi uma das razões que levou os responsáveis portugueses a acelerar as devoluções à instituição liderada por Christine Lagarde nos últimos tempos. Só em 2017 Portugal reembolsou antecipadamente dez mil milhões de euros ao FMI, aproveitando as condições de financiamento mais favoráveis no mercado para substituir o empréstimo do Fundo.

No ano passado, o custo médio de toda a dívida pública portuguesa baixou para os 3%, o mais baixo da década.

Missão vai continuar a visitar Lisboa
Além do fim da penalização extra no empréstimo oficial, antecipar os reembolsos aos FMI também vai libertar Lisboa das visitas regulares (nem sempre simpáticas) da equipa técnica do Fundo no âmbito das avaliações pós-programa de assistência financeira internacional. Mas isso não deverá acontecer este ano, ao que tudo indica.

O FMI, que por várias vezes se revelou uma voz crítica face a algumas opções políticas do atual Governo, como o aumento do salário mínimo ou a reversão de algumas medidas implementadas pelo anterior Executivo, tem duas regras para manter maior vigilância em relação a um país:

se o país detém um montante de dívida com o FMI superior a 200% da quota;
se o país deve mais de 1,5 mil milhões de SDR (cerca de 1.750 milhões de euros);
Se Portugal cumpre o primeiro requisito, com a quota a baixar inclusivamente dos 187,5%, já o segundo requisito fica por cumprir. Assumindo as cotações atuais do SDR, Portugal terá de pagar aproximadamente 2,7 mil milhões de euros para se “livrar” destes exames regulares. E, tendo em conta que não estão previstos mais reembolsos antecipados em 2018, os especialistas do FMI vão continuar a aterrar em Lisboa este ano.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 23/1/2018 18:34

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