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Dívida da República Portuguesa

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 8/8/2017 15:19

Thoth Escreveu:Será que vai ficar a marinar neste range até a divida começar a diminuir?

Cumprimentos e bons negócios

10ypt.png


Boas tardes,

Parece-me que NIM
I.E, vai marinar? sim.
Até a divida começar a diminuir? no imediato o mais "importante",salvo melhor opinião, são as próximas revisões do rating de Portugal (datas importantes)
1/9 (Moody's),
15/9 (S&P)
20/10 (DBRS) e
15/12 (Fitch)
havendo uma mudança do Outlook das 3 que ainda consideram o investimento como lixo os juros da divida a 10anos vão descer abaixo do patamar atual.
Esta é a m/convicção tal como escrevi atrás quando os juros inverteram a tendência descendente e passaram para uma tendência ascendente.
Mas, e há sempre um MAS, ou dois até, que é/são o Programa de compra de divida pública do BCE e o outro é a confirmação ou não das previsões do orçamento de Estado.
Neste caso, já li que a UTAO (unidade técnica de apoio orçamento) da Assembleia da república, disse que a receita fiscal está aquém das previsões ... e derrapagens destas podem significar à não alteração do rating, aumento dos juros e com a hipotética agravante da política monetária do BCE alterar diminuindo a compra da divida pública.
Esta é a m/leitura, façam o favor de discurdar :wink:
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 8/8/2017 17:14

Tinha ideia que o outlook já foi alterado e que o rating só em 2018.

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 8/8/2017 17:21

Dívida Pública: os “90%” são os novos “60%”

https://eco.pt/opiniao/divida-publica-os-90-sao-os-novos-60/ Escreveu:Temos de chegar à próxima recessão com uma dívida pública abaixo dos 100%. De outra forma, com uma dívida nos 130% e com um défice estrutural de 2,5%, Portugal estará condenado a pedir ajuda externa.

Na discussão que houve relativamente à divida pública aquando da apresentação do relatório da esquerda e extrema-esquerda em maio e do relatório que coordenei na PCS em junho, creio que um dos pontos que emergiu foi o da impossibilidade de uma reestruturação.
Assim, a gestão da dívida pública a médio e longo prazo deve assentar num perfil de risco muito conservador, optando por uma gestão de portfólio de risco muito reduzido. Essa gestão passa por:
Sermos capazes de emitir dívida para pagar a dívida anterior, fazendo assim o “roll-over” da dívida antiga, não tendo “estrangulamentos” em termos de refinanciamento da dívida pública.
Este “roll-over” ser feito com taxas de juro mais baixas na dívida que vai ser emitida face à divida que se vence, reduzindo o custo da dívida, ou seja, os montantes que pagamos de juros.
Como tal, a gestão da dívida, ao assumir esse perfil de risco baixo e ao ter estes dois objetivos, deve pautar-se por um aumento das maturidades de emissão (aumentado a maturidade média), o que permite “alisar” a dívida pública em reembolsos anuais de 6-8 mil M€. Este montante é perfeitamente gerível, mesmo com turbulência nos mercados financeiros. E a nossa capacidade de aguentar choques externos será ainda mais reforçada, se a esta medida, adicionarmos depósitos (ou seja, a “almofada financeira”), que nos permitam estar pelo menos um ano sem recorrer ao mercado de médio e longo prazo (ou seja, depósitos em torno dos 8 mil M€).
Para que se possa emitir dívida em maturidades mais longas e, ao mesmo tempo, ver a taxa de juro dessas maturidades reduzir-se (bem como o spread, ou seja, o risco da divida pública, face a Espanha, Itália e Alemanha), é necessário:
Um equilíbrio orçamental, gerando saldos primários em torno dos 3%-4% (dependendo aqui da segunda condição que é o crescimento económico e do próprio nível da taxa de juro média). Refira-se que para se alcançar os objetivos orçamentais previstos no Tratado Orçamental (cumprindo assim as regras orçamentais da zona Euro), Portugal terá de ter, pelo menos, um saldo estrutural de -0,5% (é verdade que a Comissão impôs em 2015 um valor mais exigente, de um superavit estrutural de 0,25%, mas estou em crer que reduzindo a divida pública e o risco orçamental de Portugal, voltaremos ao objetivo de -0,5%), é necessário um excedente primário de 4%. Como tal, rigor orçamental é condição necessária para a nossa permanência na zona Euro.
A redução da taxa de juro média da dívida pública, alargando-se a sua maturidade média, depende muito da redução do risco da dívida pública portuguesa e da subida de notação das agências de rating. Daí que me parece fundamental reduzir ASAP (ou seja, o mais rápido possível), a dívida pública abaixo dos 100% do PIB.
Tal decorre, como afirmo no título deste artigo, do seguinte: os “90% são os novos 60%”.
Ou seja, embora do ponto de vista formal o Tratado de Maastricht e o Tratado Orçamental continuem a ter como limiar da dívida pública os 60% do PIB, creio que o novo paradigma, institucional e dos mercados, será de que os países terão de ter uma dívida pública abaixo dos 90%.
Isto porque, conforme se mostra no gráfico abaixo, em 2016, a maioria dos países da zona euro tinha dívidas públicas entre os 80% e os 100% do PIB (a média da zona Euro é de 91%). Entre esses países está a Alemanha (que apesar dos excedentes orçamentais não prevê reduzir muito substancialmente a sua dívida), a França, a Espanha e a Áustria.

Imagem

Fonte: AMECO
Desta forma, atingindo Portugal um valor de dívida pública abaixo dos 100%, e de preferência em torno dos 90%, permitirá enfrentar choques externos numa posição muito mais robusta. Ainda a semana passada, a Comissão Europeia ressalvava que o ponto de partida orçamental exige uma consolidação orçamental mais exigente que aquela que o governo prevê para os próximos anos. Adicionalmente, reduzirá o custo da dívida, não apenas pelo efeito de redução do stock, mas sobretudo pela maior confiança que dará aos investidores.
Urge assim colocar Portugal no “novo paradigma” da dívida pública em termos Europeus: os 90%. A questão é como e em quanto tempo?
O ideal seria atingir os 90% até 2030 no máximo. Mas, para isso, teríamos de ter um plano concreto, exequível e credível, que convença os nossos credores. Desta forma, procurando fazer o que a Bélgica fez durante os anos 90 e primeira década do século XXI, iríamos começando a beneficiar de melhores condições de mercado.
Como é que isso se faz? A minha “tática” preferida até 2030 seria um 4-3-3. Passo a explicar: ter 4% de saldo primário (este ano de 2017 teremos um valor em torno dos 2,5% a 3%, pelo que é um esforço de 1,5 pontos percentuais (p.p.), em linha com a redução do défice estrutural de 2% para 0,5%), assumindo 3% de crescimento nominal (bastante conservador) e uma taxa de juro média de 3% (ambicioso, dado que a taxa de juro média neste momento é de 3,5%, mas realista, mesmo com um aumento de maturidades).
Se formos mais otimistas no crescimento nominal, então podemos jogar um pouco mais ao “ataque, com uma tática 3-4-3. Ou seja, um excedente primário de 3%, assumindo 4% de crescimento nominal e 3% de taxa de juro média.
Com estas duas “táticas”, atingimos os 100% do PIB próximo de 2025 e os 90% antes de 2030. Mas, atenção, mesmo com um crescimento nominal de 4% ao ano, um saldo primário de 2% não chega para os objetivos (ou seja, a “tática” 2-4-3 é “jogar com um jogador a menos”).
Reduzir a dívida pública para 100% do PIB em 6-7 anos e para 90% do PIB no prazo de 10 anos depende apenas de uma estratégia de rigor e consolidação orçamental, de promoção do crescimento económico e de gestão prudente da dívida pública. Mas é imperioso para assegurar estabilidade económica e financeira para as próximas décadas.
A grande questão é se teremos tempo para chegar aos 90%-100% antes da próxima recessão. Sejamos claros, ninguém duvide que haverá nova recessão. A questão é quando. Pode ser daqui a 2 anos como pode ser daqui a 6 ou 8 ou 10 anos. Ninguém pode prever.
Assim, temos de chegar à próxima recessão com uma dívida pública abaixo dos 100%. De outra forma, se a próxima recessão nos apanhar com uma dívida nos 130% e com um défice estrutural de 2,5%, o efeito dos estabilizadores automáticos colocará o défice nominal acima dos 5% e Portugal estará outra vez condenado a pedir ajuda externa. E desta vez ela pode não chegar.
O meu próximo artigo será exatamente sobre os impactos de uma próxima recessão no atual quadro orçamental de 130% de dívida pública e 2,5% de défice estrutural versus os impactos num cenário de 90% de dívida pública e um saldo estrutural equilibrado. Veremos como as diferenças são abismais.
Não duvidem: Os “90% são os novos 60%”. E como escrevi aqui há umas semanas: “feliz o país que em tempos de (alguma) bonança pensa na próxima crise”.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 9/8/2017 9:40

Thoth Escreveu:Tinha ideia que o outlook já foi alterado e que o rating só em 2018.

Cumprimentos e bons negócios


Bom dia,
De facto não consultei a informação nas páginas das agências de rating para confirmar se a notícia que vi estava correta ou não.
Aceitei como boa a notícia dada por ocasião da última revisão da Fitch que manteve o investimento na dívida PT com o grau lixo, mas com mudança do outlook de estável para positivo.
E a acrescentar aos outros MAS que acima referi que podem influenciar os juros, há ainda outros 3 pelo menos.
- A questão Coreia do Norte vs USA (2 imbecis à frente das potências nucleares)
- O futuro do Novo Banco
- E a CGD
A acompanhar, em especial, para quem investiu nas OT´s
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 14/8/2017 16:48

Looking good http://www.jornaldenegocios.pt//mercado ... _Destaques

"As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;(..)"

Esperemos que efectivamente seja edificado esse Novo Reino em que o PIB cresce, os Juros descem tal qual como a dívida soberana ... :D
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 15/8/2017 12:45

http://www.jornaldenegocios.pt//economi ... _Destaques
Coincidência ou não mas os juros da divida a 10A, após chegarem a novos mínimos este ano, hoje voltaram a subir :roll:
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Re: Dívida da República Portuguesa

por trend=friend » 16/8/2017 9:18

Até aos 2,70 (suporte importantíssimo ao longo de 2016 e "zona de combate" em 2015) tem margem para descer mais um pouco. A partir daí é que vamos ver se é possível continuar a descer.

Só de pensar que em inícios de 2015 os juros estiveram nuns irreais 1,50...

PS Os da Irlanda estão a 0,77 :shock:
If you want a guarantee, buy a toaster.
Clint Eastwood
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 24/8/2017 19:15

trend=friend Escreveu:Até aos 2,70 (suporte importantíssimo ao longo de 2016 e "zona de combate" em 2015) tem margem para descer mais um pouco. A partir daí é que vamos ver se é possível continuar a descer.

Só de pensar que em inícios de 2015 os juros estiveram nuns irreais 1,50...

PS Os da Irlanda estão a 0,77 :shock:


Esteve lá perto. Desceu até tocar nos 2,72% e as 3 sessões seguintes foi subir até chegar hoje aos 2,87%.
Está tudo na expectativa para ouvir a música de Jackson
Amanhã têm "open Mic" o Mário e a Janet.
Vamos ver se a política monetária do BCE na zona euro se mantém.
Veremos. As noticias dizem que é para manter pelo menos até ao final do ano. Os "Boschs" pressionam para que seja alterada.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 25/8/2017 21:40

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Re: Dívida da República Portuguesa

por EAGLETRADER20 » 1/9/2017 11:27

"Dívida pública sobe para novo recorde e aproxima-se de 250 mil milhões

Apesar do novo reembolso ao FMI, a dívida pública voltou a agravar-se em Julho, estando cada vez mais próxima dos 250 mil milhões de euros. "

"O Banco de Portugal só publica dados da dívida pública em percentagem do PIB nos finais de trimestre. Em Junho situava-se em 132,2% do PIB, abaixo do recorde de 133,1% fixado em Setembro de 2016."

"No que diz respeito à dívida pública líquida de depósitos, em Julho registou-se um acréscimo de 900 milhões de euros para 230,3 mil milhões de euros."



http://www.jornaldenegocios.pt//economi ... _Destaques
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 1/9/2017 21:40

http://www.jornaldenegocios.pt//economi ... _Destaques

Deixo aqui o link da notícia do camarada Jerónimo .. onde se constata que a "cassete" alterou (ainda que ligeiramente) e se faz uma espécie de elogio ao OE

o tal contentamento do camarada pode não ser o contentamento da divida da República, ou pelo menos das taxas de juro
Alias como se diz na noticia "(..) A fixação no défice das contas públicas não pode ser transformada, na opinião de Jerónimo de Sousa, "no alfa e no ómega da política económica e financeira nacional". (..)"

E é assim, por esse motivo, que convém, digo eu, amotinar os trabalhadores da Auto Europa para criar "(..)mais riqueza, mais produção nacional, com mais, melhor aparelho produtivo e mais desenvolvido, que o país encontrará a saída para a solução dos seus principais problemas e atraso", concluiu.(..") :lol:
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 2/9/2017 0:14

A Moody's abre caminho a rever o rating de Portugal
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados ... e-portugal
Haverá por ai velhos do Restelo que andam pelo fórum (neste e noutros tópicos) sempre com inputs negativos. Os quais dada a sua reiteração diria que mais se assemelham à cassete (tipo camarada do Avante) :)
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 5/9/2017 11:09

BCE diminui compra de dívida portuguesa para valor mais baixo de sempre

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/bce-voltou-a-diminuir-compra-de-divida-portuguesa-em-agosto-204922 Escreveu:Depois de um rápido aumento no mês de agosto, o banco central liderado por Mario Draghi voltou a diminuir o valor da compra de dívida nacional para 414 milhões de euros. No total da zona euro, comprou 42,839 milhões de euros em obrigações no mês passado.

O Banco Central Europeu (BCE) comprou 414 milhões de euros em obrigações portuguesas em agosto, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pela instituição. O valor representa uma diminuição em relação ao mês passado e é o valor mais baixo desde que o banco liderado por Mario Draghi lançou o programa de compras de dívida pública em março de 2015.

O programa foi iniciado como parte do esforço para estimular a inflação e o crescimento económico na zona euro. Em relação à compra de bonds portugueses, o BCE já comprou 29.076 milhões em dívida pública portuguesa no âmbito do programa.

No mês passado, o BCE tinha adquirido 517 milhões de euros, aumentando o montante, depois de três meses de diminuição da compra. O máximo adquirido foi em maio de 2016 (1.451 milhões de euros).

O total comprado pelo BCE em agosto foi de 42.839 milhões de euros, sendo que a Alemanha continua a liderar a lista de países da zona euro, com a aquisição de 9.803 milhões de euros em Bunds em agosto.

O programa prossegue com um valor mensal máximo de 60 mil milhões de euros por mês desde abril. Para já, o plano é manter o programa, pelo menos, até dezembro deste ano.

Os analistas e os investidores têm estado focados sobre o chamado tapering, ou seja, uma redução gradual do programa de compras, um assunto que Draghi disse, em julho, irá ser discutido no outono. No entanto, a recente valorização do euro e a resistência da inflação têm sido preocupações, que poderão ter implicações no momento de delinear os pormenores do fim dos estímulos.

Esta quinta-feira, há nova reunião de política monetária do BCE e os analistas esperam que Draghi possa dar mais pistas sobre alterações futuras.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 7/9/2017 14:14

Risco da divida a cair em todos os prazos enquanto o eur/usd dá mais uma galopada depois do tio Mário falar.

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Re: Dívida da República Portuguesa

por Thoth » 13/9/2017 10:53

Portugal paga juros mais baixos do ano em emissão com prazo a 10 anos

http://observador.pt/2017/09/13/portugal-paga-juros-mais-baixos-do-ano-em-emissao-com-prazo-a-10-anos/ Escreveu:Emissão de dívida a 10 anos saiu com os juros mais baixos dos últimos meses, a beneficiar as decisões favoráveis das agências de "rating" e da expectativa em torno do programa de compras do BCE.

O Tesouro português emitiu esta quarta-feira 850 milhões de euros em dívida a 10 anos ao custo mais baixo do ano. As obrigações do Tesouro foram colocadas junto dos investidores com uma taxa de 2,79%, ligeiramente abaixo dos 3,09% pagos em julho e dos 2,85% pagos em junho.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) não colocou, contudo, o máximo previsto em termos de montante: o intervalo ia de 750 milhões de euros até 1.000 milhões de euros. Emitir mais dívida implicaria aceitar ofertas de mais investidores, com juros mais altos, o que penalizaria o custo final desta operação.

Imagem

A descida dos custos de financiamento do Estado explica-se pelo facto de duas agências de rating terem atribuído uma perspetiva positiva à notação de crédito de Portugal — e a S&P pode tornar-se a terceira, na próxima sexta-feira –, o que torna mais provável que a notação deixe de ser considerada um investimento de alto risco (vulgo, lixo). Isso teria um efeito muito importante nos juros da dívida, desde logo porque Portugal passaria a constar dos principais índices de obrigações e muitos investidores teriam de comprar títulos portugueses para simplesmente acompanhar a composição desses índices.

Tão ou mais importante do que a expectativa em relação ao rating é a discussão sobre os estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE), não só as compras diretas de grandes volumes de dívida mas, também, os juros baixos (e, mesmo, negativos, no caso dos juros dos depósitos, o que pressiona em baixa os juros de quase todos os instrumento financeiros na zona euro).

Mario Draghi disse, após a reunião do Conselho do BCE da semana passada, que já houve um debate “muito, muito preliminar” sobre o caminho de retirada desses estímulos. Mas a expectativa entre os investidores é que o programa de compra de dívida vai continuar ativo, mesmo após o final deste ano, mesmo que com montantes inferiores. A próxima reunião, agendada para finais de outubro, será decisiva.
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 16/9/2017 8:06

Todos já sabem que S&P retirou o rating de Portugal de lixo.
Mas convém que fique para a posteridade aqui no tópico esta boa notícia :D
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Goya777 » 18/9/2017 10:06

Divida a 10 anos nos 2.5%. Quanto deste valor é sustentável? Quando é que os mercados vao começar a incorporar o final do QE?

Nao que me queixe, estou longo em obrigaçoes PT2030...
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 19/9/2017 7:56

Goya777 Escreveu:Divida a 10 anos nos 2.5%. Quanto deste valor é sustentável? Quando é que os mercados vao começar a incorporar o final do QE?

Nao que me queixe, estou longo em obrigaçoes PT2030...


O quantitative easing está previsto durar até pelo menos ao final deste ano. A Fitch vai rever a dívida em 15/Dez. Com todos os indicadores positivos como estão agora e se a percentagem da dívida baixar para os 127,7% do PIB como disse o super Mário parece-me que os juros podem ainda descer mais. Mas a alteração da política monetária do BCE no que diz respeito ao QE pode fazer cair também o valor das OT's. Para quem comprou OT's no mercado secundario e vê as mesmas valorizarem 10% ou mais neste momento está aqui uma boa hipótese de encaixar mais valias. Mas de resto não tenho a certeza como o final do programa do QE irá repercutir-se no valor das OT's...
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Goya777 » 19/9/2017 9:38

É exactamente o meu caso, possibilidade de encaixar 10% de mais valia em menos de 12 meses.

Mas o meu interesse é se puder recomprar mais abaixo. Para esta parte da minha carteira os 3.885% em juros anuais são razoáveis.

2.4% a 10 anos nao me parece sustentável quando se acabar o suporte do BCE. Recomprar daqui a 9/12 meses talvez seja possível, com as OT ao par ou perto
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 19/9/2017 11:02

Goya777 Escreveu:É exactamente o meu caso, possibilidade de encaixar 10% de mais valia em menos de 12 meses.

Mas o meu interesse é se puder recomprar mais abaixo. Para esta parte da minha carteira os 3.885% em juros anuais são razoáveis.

2.4% a 10 anos nao me parece sustentável quando se acabar o suporte do BCE. Recomprar daqui a 9/12 meses talvez seja possível, com as OT ao par ou perto


A Tx de Juro das OT's 2030 é bastante boa. Eu próprio investi pela Tx de Juro, mas face à valorização fico tambem tentado em encaixar as + valias. Para já é estar atento aos sinais do BCE e ao Mário Draghi. Sendo certo que após ele falar pode dar-se o caso de as OT's caírem em valor na mesma proporção que subiram ontem. neste momento vou deixar "correr o marfim" .. (mas se passar os 110% não sei não)
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Re: Dívida da República Portuguesa

por DIXIE2020 » 19/9/2017 11:11

http://observador.pt/2017/09/19/rating- ... bloomberg/ Para refrear espíritos mais eufóricos...
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Re: Dívida da República Portuguesa

por PC05 » 19/9/2017 14:00

Mercados Financeiros
“Rating” acima de “lixo”? “Agradeçam ao BCE”, diz colunista da Bloomberg

19/9/2017, 10:58

Colunista da Bloomberg não alinha em euforias. A dívida (de perto de 130%) é "completamente insustentável" e isso só não é um problema porque o banco central já é dono de quase um terço da dívida..


http://observador.pt/2017/09/19/rating- ... bloomberg/
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Goya777 » 19/9/2017 14:58

O Mario Draghi vai anunciar em Outubro o esperado pelo mercado.

Penso que o spread das OT face às bund vai estreitar um pouco, mas quando as taxas implicitas a 5/10/etc anos começarem a subir a rentabilidade desta OT (e outras) vai baixar.
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por umXdois » 19/9/2017 17:36

Goya777 Escreveu:O Mario Draghi vai anunciar em Outubro o esperado pelo mercado.

Penso que o spread das OT face às bund vai estreitar um pouco, mas quando as taxas implicitas a 5/10/etc anos começarem a subir a rentabilidade desta OT (e outras) vai baixar.


Exacto. E está prevista uma data em especifico em Outubro?

p.s - apesar de não ter chegado aos 110% e ter dito que ia deixar "correr o marfim" fechei parte da m/posição hoje (não que isso interesse a ninguém excepto à m/carteira) Mas tinha as datas das comunicações da agências de rating em mente para tomar uma decisão. A subida de ontem do valor das OT's foi das mais expressivas de uma sessão para a outra. Até ao final do ano só a DBRS vai emitir um comunicado em 20/10 e depois a Fitch a 15/12. Não espero que a comunicação da DBRS gere um movimento tão acentuado até porque era a única que já não considerava a n/divida lixo. Por isso esperar por uma alteração por parte da Fitch para fazer + valias pode revelar-se tarde demais exactamente porque até lá o BCE pode vir dizer que vai acabar com o programa de compras da divida pública.
A ciência do palpite certeiro está no momento em que é feito ... como diria João Pinto "prognósticos ... só no fim do jogo"
 
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Re: Dívida da República Portuguesa

por Goya777 » 20/9/2017 12:29

Reuniao BCE dia 26 Outubro.

Com o upgrade de mais uma agencia as OT podem passar a integrar os grandes fundos mundiais de obrigaçoes investment grade. Com os cupoes que têm certamente vao gerar interesse...
 
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