Políticas para Portugal

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Re: Políticas para Portugal

por PXYC » 26/11/2019 1:05

Eu concordo com a Catarina Martins quando diz que os impostos sobre o rendimento do trabalho não devem ser superiores aos impostos de capital, de facto os governos "sociais" não têm outra a não ser começar a ir buscar impostos aos rendimentos de capital. Onde não concordo é no pensar que 28% de impostos sobre rendimento capital é pouco.. e usado para quê se nem sequer pagam a dívida?

De todas formas, penso que esta medida visa atacar mais os rendimentos prediais e não tanto os ganhos de bolsa, pois o problema de acesso à habitação nas grandes cidades é bem real.

Dúvida: sabem qual o imposto de rendimentos prediais noutros países europeus?
 
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 26/11/2019 16:56

PXYC Escreveu:Eu concordo com a Catarina Martins quando diz que os impostos sobre o rendimento do trabalho não devem ser superiores aos impostos de capital, de facto os governos "sociais" não têm outra a não ser começar a ir buscar impostos aos rendimentos de capital. Onde não concordo é no pensar que 28% de impostos sobre rendimento capital é pouco.. e usado para quê se nem sequer pagam a dívida?

De todas formas, penso que esta medida visa atacar mais os rendimentos prediais e não tanto os ganhos de bolsa, pois o problema de acesso à habitação nas grandes cidades é bem real.

Dúvida: sabem qual o imposto de rendimentos prediais noutros países europeus?


É inaceitável pagarmos tantos impostos... o maximo deveria ser 15% e o estado teria de gerir a sua vida com isso...
Todas as empresas deveriam ser obrigadas a ter pagamentos/recebimentos pelo banco (sem taxas ou uma coisa mínima)...
Após isso, certamente teremos uma distribuição maior da riqueza e menor fuga de impostos...
 
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Re: Políticas para Portugal

por ativo » 5/12/2019 14:54

In Negócios Online, hoje:

«Só quatro países da UE crescem menos que Portugal.

Apesar de estar a crescer acima da média da Zona Euro, a economia nacional está entre as que regista um ritmo mais lento da atividade económica. Só quatro outros países crescem ainda mais devagar.

A economia portuguesa tem estado a crescer acima da média da Zona Euro. Porém, só quatro outros Estados-membros estão a avançar a um ritmo mais lento do que a economia nacional.
Os dados foram publicados esta quinta-feira, 5 de dezembro, pelo Eurostat.

No terceiro trimestre deste ano, o PIB português cresceu 0,3% em termos trimestrais. Como os dados estão corrigidos de sazonalidade, a comparação trimestral é a ótica de análise que melhor permite avaliar o rumo do crescimento de um país, num determinado momento. O que diz o ritmo de Portugal é que a economia nacional vai em abrandamento: face ao primeiro semestre o crescimento passou para metade.

Comparado com os restantes Estados-membros, verifica-se que quase todos estão a crescer mais depressa. Só a Alemanha, Itália, Áustria e Lituânia crescem mais lentamente. Sendo a maior economia na União Europeia, a Alemanha puxa a média para baixo, ajudada pelo comportamento de Itália, outra das maiores economias. Assim, apesar de ser dos mais lentos, Portugal cresce acima da média da Zona Euro e iguala a média da União Europeia.

Ao mesmo ritmo que a economia portuguesa avançam a Dinamarca, França, Suécia e Reino Unido. Todos os outros 16 países para os quais há dados crescem mais depressa. Irlanda, Luxemburgo e Malta ainda não apresentaram dados para o terceiro trimestre.

País cria emprego a bom ritmo.

Apesar de o crescimento da atividade económica estar agora mais lento, Portugal continua a criar emprego a um ritmo comparativamente acelerado. Os dados do Eurostat mostram que o número de pessoas empregadas em território nacional aumentou 0,3% entre julho e setembro, em termos ajustados de sazonalidade. De entre os restantes 22 países da União Europeia para os quais há dados, este foi o quinto maior ritmo de criação de emprego.

Só a Bélgica, a Eslovénia, a Estónia e a Letónia criaram mais emprego no mesmo período de tempo. A Estónia e a Letónia destacaram-se, com um aumento de 1% no número de pessoas empregadas.

Tanto a média da União Europeia como da Zona Euro, ficaram-se por aumento de 0,1% do emprego, em termos trimestrais.


Antes ainda havia uma "geringonça" a governar. Agora nem "geringonça" há … :lol:
 
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Re: Políticas para Portugal

por lfhm83 » 18/12/2019 13:44

Se o Centeno é o Ronaldo das finanças certamente que é na arte de depenar em modo ninja. Depena os grupos com menos poder voto e com recurso ao sentimentalismo da causa ambiental. No final os impostos e a burocracia voltam a aumentar mais uma vez, não fosse esta mesquinhez teríamos o pais a crescer 4-5% ao ano :wall:

Tributação: a “arte de tirar a um ganso o máximo de penas com o mínimo de barulho”

Do ponto de vista da política fiscal, o Orçamento do Estado para 2020 pretende promover políticas fiscais que, de acordo com o relatório apresentado pelo Governo, visam dar resposta a vários desafios, os demográficos, as alterações climáticas, o combate às desigualdades e a transformação digital.

Para dar resposta aos desafios referidos o Governo lançou políticas de apoio às famílias, às empresas e ao investimento, ao desenvolvimento de uma fiscalidade ambiental e às políticas públicas.

Estas medidas políticas e desagravamentos foram distribuídas por medidas constantes dos diversos códigos fiscais. No IRS uma isenção parcial com progressividade para sujeitos passivos que não sejam considerados dependentes com idades entre os 18 e os 26 anos. Na prática representa uma poupança fiscal que não excederá os 1.800 euros em três anos. Do mesmo modo, as deduções à coleta do IRS atribuídas aos agregados familiares com mais de dois dependentes que não ultrapassem os 3 anos de idade até 31 de dezembro do ano a que respeita o imposto, passam de 126 euros para 300 euros.

Estas medidas são compensadas com um aumento da base tributável no caso dos rendimentos auferidos ao abrigo do regime do alojamento local quando sujeitos ao regime simplificado, onde a base tributável aumenta dos 35% do rendimento bruto para os 50% nas zonas de contenção (alteração acompanhada pelo regime simplificado no IRC). Pode parecer até justo, contudo devemos considerar que o alojamento local não é uma atividade passiva como o arrendamento e que é uma atividade que contribuiu para a reabilitação dos centros das cidades.

O que é "dado" com uma mão depressa é retirado com duas. Desagravam-se uns e agravam-se outros num país em que os rendimentos acima de 80.000 euros são tributados a taxas bastante elevadas.

Mas nem tudo é mau para os sujeitos passivos que exploram bens imobiliários, ainda que peque por defeito. Como medida de fomento ao arrendamento, apesar de, cada vez mais, desvirtuar a estrutura dogmática do Código do IRS, assinala-se a exclusão de tributação das mais-valias imobiliárias resultantes da desafetação de um imóvel da atividade empresarial quando o imóvel seja afeto imediatamente à obtenção de rendimentos prediais. Contudo, poder-se-ia ter ido mais longe e, eventualmente, terminar com a presunção de venda dos imóveis quando estes regressam à esfera particular do empresário.

No IRC, o estímulo de 400 euros às PME (pelo alargamento da matéria coletável sujeita à taxa reduzida de 17%, de 15.000 euros para 25.000 euros), e de 450 euros para as PME em territórios do interior são medidas sonantes quando ouvimos falar em percentagens e bases tributáveis, mas que são pouco expressivas no dia a dia.

Do lado ambiental, como seria de esperar, aumentam-se os Impostos Especiais sobre o Consumo, em especial o ISV e o IUC, deixando os automóveis ligeiros de passageiros que utilizam exclusivamente o GPL de beneficiar de uma taxa intermédia. Se, de acordo com a frase atribuída a Colbert, a tributação é a "arte de tirar a um ganso o máximo de penas com o mínimo de barulho", as preocupações ambientais na tributação automóvel, são sempre uma boa forma de calar um ganso que já de si não faz muito barulho e se encontra quase sem penas.

No fundo o desenho do OE traduz-se em benefícios pouco expressivos, alguns com latitude de interpretação considerável, e que acabam por, na prática, ser esbatidos com aumentos de impostos em outras áreas.

O OE 2020 acaba, assim, por ter um impacto mais simbólico do que estrutural, devido à necessidade de manutenção do esforço de consolidação orçamental.

Não obstante todo este cenário, há alterações de pormenor importantes, como a autonomização da isenção de Imposto do Selo aos contratos de gestão centralizada de tesouraria, bem como a clarificação de que a isenção de Imposto do Selo aplicável a operações de reorganização societária se aplica mesmo quando há trespasses, contrariando aquilo que, mal, vinha sendo defendido pela Autoridade Tributária.

Estas medidas e alterações de pormenor são extremamente bem-vindas por evitarem contencioso.


Socialismo sonhado,: Hospitais gràtis e acessiveis a todos por tempo inderteminado sempre que necessàrio.
Socialismo real:Governo quer que os hospitais cobrem por doentes abandonados
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Re: Políticas para Portugal

por lfhm83 » 30/12/2019 10:20

Sem qualquer surpresa a carga fiscal elevada é inimiga do crescimento económico.


Ficando para trás, o quarto de século socialista
Anexos
carga_fiscal.JPG
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Re: Políticas para Portugal

por lfhm83 » 7/1/2020 17:14

Resolver problemas à la socialist criando um novo tacho ora pois. :twisted:


Governo cria gabinete de segurança na saúde para problemas de violência contra profissionais
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