O Be Ah Ba de Analise Fundamental

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: pata-hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental-leituras

por Artista Romeno » 23/4/2017 19:28

tenho andado desaparecido deste tópico vai algum tempo :oh: ainda assim voltei e deixo aqui algumas leituras interessantes
:arrow: Dream Big (Sonho Grande): How the Brazilian Trio behind 3G Capital - Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles and Beto Sicupira Acquired Anheuser-Busch, Burger King and Heinz Hardcover – 2014
:arrow: Outsiders: Eight Unconventional CEOs and Their Radically Rational Blueprint for Success Hardcover – 23 Oct 2012
:arrow: Stress Test: Reflections on Financial Crises Paperback – 12 Mar 2015
:arrow: The Power of Habit: Why We Do What We Do, and How to Change
Duhigg, Charle
:arrow: Predictably Irrational: The Hidden Forces that Shape Our Decisions
Ariely, Dan
:arrow: How Google Works
Schmidt, Eric
:arrow: Thinking, Fast and Slow Paperback – 10 May 2012
by Daniel Kahneman (Author)
acabei de ler o outsiders este fim de semana, e foi extremamente interessante, oito ceos que tiveram retornos muito acima do jack welch partilharam as seguintes caracteristicas: Foco na contenção de despesas, estruturas organizacionais com headquarters pequenos em termos de pessoas e em localizações humildes, ausencia de experiencia previa no setor :!: , quase inexistencia de dividendos, presença de buybacks acima de 30% das ações no mercado, e distribuição de mais valias por metodos fiscalmente inteligentes, compras que correspondem a criterios retorno nomeadamente associados ao cash flow
As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental-leituras

por rollingsnowball » 24/4/2017 21:47

Artista Romeno Escreveu:tenho andado desaparecido deste tópico vai algum tempo :oh: ainda assim voltei e deixo aqui algumas leituras interessantes
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acabei de ler o outsiders este fim de semana, e foi extremamente interessante, oito ceos que tiveram retornos muito acima do jack welch partilharam as seguintes caracteristicas: Foco na contenção de despesas, estruturas organizacionais com headquarters pequenos em termos de pessoas e em localizações humildes, ausencia de experiencia previa no setor :!: , quase inexistencia de dividendos, presença de buybacks acima de 30% das ações no mercado, e distribuição de mais valias por metodos fiscalmente inteligentes, compras que correspondem a criterios retorno nomeadamente associados ao cash flow


Só li os primeiros dois, e já foi há 2 ou 3 anos. Gostei bastante. Uma conjunção interessante é o double your profits in 6 months or less. Embora não ajude muito para os nossos investimentos a verdade é que o double your profits é basicamente o método do Sonho Grande (salvo erro é de leitura obrigatória para os executivos deles) e se repares uma boa parte dos outsiders também tinha o mesmo foco na eficiência. Se conseguires juntar o método double your profits com o Outsiders: \:D/ \:D/ \:D/

ps: paguei 50 centimos mais portes de envio pelo double your profits...
As opiniões traduzem uma interpretação pessoal da realidade não se constituindo como sugestões de investimento. Por serem uma interpretação pessoal, estas opiniões vão obrigatoriamente estar erradas por vezes, pelo que cada um deve efectuar a sua própria análise.
 
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental-leituras

por Artista Romeno » 24/4/2017 22:28

rollingsnowball Escreveu:
Artista Romeno Escreveu:tenho andado desaparecido deste tópico vai algum tempo :oh: ainda assim voltei e deixo aqui algumas leituras interessantes
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Só li os primeiros dois, e já foi há 2 ou 3 anos. Gostei bastante. Uma conjunção interessante é o double your profits in 6 months or less. Embora não ajude muito para os nossos investimentos a verdade é que o double your profits é basicamente o método do Sonho Grande (salvo erro é de leitura obrigatória para os executivos deles) e se repares uma boa parte dos outsiders também tinha o mesmo foco na eficiência. Se conseguires juntar o método double your profits com o Outsiders: \:D/ \:D/ \:D/

ps: paguei 50 centimos mais portes de envio pelo double your profits...


double your profits in six months é um bocado sensasionalista..... :mrgreen: mas vou ler :-k
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental-leituras

por rollingsnowball » 24/4/2017 22:47

Artista Romeno Escreveu:
rollingsnowball Escreveu:
Artista Romeno Escreveu:tenho andado desaparecido deste tópico vai algum tempo :oh: ainda assim voltei e deixo aqui algumas leituras interessantes
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acabei de ler o outsiders este fim de semana, e foi extremamente interessante, oito ceos que tiveram retornos muito acima do jack welch partilharam as seguintes caracteristicas: Foco na contenção de despesas, estruturas organizacionais com headquarters pequenos em termos de pessoas e em localizações humildes, ausencia de experiencia previa no setor :!: , quase inexistencia de dividendos, presença de buybacks acima de 30% das ações no mercado, e distribuição de mais valias por metodos fiscalmente inteligentes, compras que correspondem a criterios retorno nomeadamente associados ao cash flow


Só li os primeiros dois, e já foi há 2 ou 3 anos. Gostei bastante. Uma conjunção interessante é o double your profits in 6 months or less. Embora não ajude muito para os nossos investimentos a verdade é que o double your profits é basicamente o método do Sonho Grande (salvo erro é de leitura obrigatória para os executivos deles) e se repares uma boa parte dos outsiders também tinha o mesmo foco na eficiência. Se conseguires juntar o método double your profits com o Outsiders: \:D/ \:D/ \:D/

ps: paguei 50 centimos mais portes de envio pelo double your profits...


double your profits in six months é um bocado sensasionalista..... :mrgreen: mas vou ler :-k

Esqueceste-te do "or less", isso é que é sensacionalista! Mas aquilo lê-se rápido, é um micro livro com letras grandes com truques para cortar custos ao mesmo tempo que se aumenta as vendas. Mas diz-se que é o guia da 3G e a verdade é que aquilo faz tudo lógica... Basicamente para teres retornos desproporcionais (como os dos da 3G) o ideal é juntares excelência operacional com de alocação de capital. O outsiders foca mais na segunda, mas a primeira é onde tudo começa. Os gajos da 3G não pagam assim tão barato (à primeira vista por vezes até parecem estar loucos) mas transformam tudo em pechinchas.
edit: embora possivelmente seja para mim o menos útil dos 3, li o double your profits umas 3 ou 4 vezes e os outros dois apenas uma
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental-leituras

por Artista Romeno » 25/4/2017 0:03

a 3G faz LBO, quem faz um LBO, não compra desportivas, nem empresas ciclicas tens que comprar empresas com moats grandes, marcas muito fortes, assim como posições de mercado fortes, e isso em grandes empresas custa dinheiro, tu não alavancas empresas ciclicas nem sem vantagens aparentes senão quase de certeza vai correr muito mal :oh:
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por Artista Romeno » 7/5/2017 19:25

este fim de semana estive a ler o common stocks and uncommon profits, um livro por sinal muito interessante :idea:
deixo aqui os 15 pontos resumidos pela morningstar há uns anos a procurar numa ação:

All good principles are timeless, and Fisher's famous "Fifteen Points to Look for in a Common Stock" from Common Stocks and Uncommon Profits remain as relevant today as when they were first published. The 15 points are a qualitative guide to finding superbly managed companies with excellent growth prospects. According to Fisher, a company must qualify on most of these 15 points to be considered a worthwhile investment:
1. Does the company have products or services with sufficient market potential to make possible a sizable increase in sales for at least several years? A company seeking a sustained period of spectacular growth must have products that address large and expanding markets.
2. Does the management have a determination to continue to develop products or processes that will still further increase total sales potentials when the growth potentials of currently attractive product lines have largely been exploited? All markets eventually mature, and to maintain above-average growth over a period of decades, a company must continually develop new products to either expand existing markets or enter new ones.
3. How effective are the company's research-and-development efforts in relation to its size? To develop new products, a company's research-and-development (R&D) effort must be both efficient and effective.
4. Does the company have an above-average sales organization? Fisher wrote that in a competitive environment, few products or services are so compelling that they will sell to their maximum potential without expert merchandising.
5. Does the company have a worthwhile profit margin? Berkshire Hathaway's BRK.B vice-chairman Charlie Munger is fond of saying that if something is not worth doing, it is not worth doing well. Similarly, a company can show tremendous growth, but the growth must bring worthwhile profits to reward investors.
6. What is the company doing to maintain or improve profit margins? Fisher stated, "It is not the profit margin of the past but those of the future that are basically important to the investor." Because inflation increases a company's expenses and competitors will pressure profit margins, you should pay attention to a company's strategy for reducing costs and improving profit margins over the long haul. This is where the moat framework we've spoken about throughout the Investing Classroom series can be a big help.
7. Does the company have outstanding labor and personnel relations? According to Fisher, a company with good labor relations tends to be more profitable than one with mediocre relations because happy employees are likely to be more productive. There is no single yardstick to measure the state of a company's labor relations, but there are a few items investors should investigate. First, companies with good labor relations usually make every effort to settle employee grievances quickly. In addition, a company that makes above-average profits, even while paying above-average wages to its employees is likely to have good labor relations. Finally, investors should pay attention to the attitude of top management toward employees.
8. Does the company have outstanding executive relations? Just as having good employee relations is important, a company must also cultivate the right atmosphere in its executive suite. Fisher noted that in companies where the founding family retains control, family members should not be promoted ahead of more able executives. In addition, executive salaries should be at least in line with industry norms. Salaries should also be reviewed regularly so that merited pay increases are given without having to be demanded.
9. Does the company have depth to its management? As a company continues to grow over a span of decades, it is vital that a deep pool of management talent be properly developed. Fisher warned investors to avoid companies where top management is reluctant to delegate significant authority to lower-level managers.
10. How good are the company's cost analysis and accounting controls? A company cannot deliver outstanding results over the long term if it is unable to closely track costs in each step of its operations. Fisher stated that getting a precise handle on a company's cost analysis is difficult, but an investor can discern which companies are exceptionally deficient--these are the companies to avoid.
11. Are there other aspects of the business, somewhat peculiar to the industry involved, which will give the investor important clues as to how outstanding the company may be in relation to its competition? Fisher described this point as a catch-all because the "important clues" will vary widely among industries. The skill with which a retailer, like Wal-Mart WMT or Costco COST, handles its merchandising and inventory is of paramount importance. However, in an industry such as insurance, a completely different set of business factors is important. It is critical for an investor to understand which industry factors determine the success of a company and how that company stacks up in relation to its rivals.
12. Does the company have a short-range or long-range outlook in regard to profits? Fisher argued that investors should take a long-range view, and thus should favor companies that take a long-range view on profits. In addition, companies focused on meeting Wall Street's quarterly earnings estimates may forgo beneficial long-term actions if they cause a short-term hit to earnings. Even worse, management may be tempted to make aggressive accounting assumptions in order to report an acceptable quarterly profit number.
13. In the foreseeable future will the growth of the company require sufficient equity financing so that the larger number of shares then outstanding will largely cancel the existing stockholders' benefit from this anticipated growth? As an investor, you should seek companies with sufficient cash or borrowing capacity to fund growth without diluting the interests of its current owners with follow-on equity offerings.
14. Does management talk freely to investors about its affairs when things are going well but "clam up" when troubles and disappointments occur? Every business, no matter how wonderful, will occasionally face disappointments. Investors should seek out management that reports candidly to shareholders all aspects of the business, good or bad.
15. Does the company have a management of unquestionable integrity? The accounting scandals that led to the bankruptcies of Enron and WorldCom should highlight the importance of investing only with management teams of unquestionable integrity. Investors will be well-served by following Fisher's warning that regardless of how highly a company rates on the other 14 points, "If there is a serious question of the lack of a strong management sense of trusteeship for shareholders, the investor should never seriously consider participating in such an enterprise."
deixo também o que nao fazer:
Important Don'ts for Investors
1.Investment advisors and the financial media constantly expound the virtues of diversification with the help of a catchy cliche: "Don't put all your eggs in one basket." However, as Fisher noted, once you start putting your eggs in a multitude of baskets, not all of them end up in attractive places, and it becomes difficult to keep track of all your eggs.
Fisher, who owned at most only 30 stocks at any point in his career, had a better solution. Spend time thoroughly researching and understanding a company, and if it clearly meets the 15 points he set forth, you should make a meaningful investment. Fisher would agree with Mark Twain when he said, "Put all your eggs in one basket, and watch that basket!"
2. Don't follow the crowd.
Following the crowds into investment fads, such as the "Nifty Fifty" in the early 1970s or tech stocks in the late 1990s, can be dangerous to your financial health. On the flip side, searching in areas the crowd has left behind can be extremely profitable. Sir Isaac Newton once lamented that he could calculate the motion of heavenly bodies, but not the madness of crowds. Fisher would heartily agree.
3. Don't quibble over eighths and quarters.
After extensive research, you've found a company that you think will prosper in the decades ahead, and the stock is currently selling at a reasonable price. Should you delay or forgo your investment to wait for a price a few pennies below the current price?
Fisher told the story of a skilled investor who wanted to purchase shares in a particular company whose stock closed that day at $35.50 per share. However, the investor refused to pay more than $35. The stock never again sold at $35 and over the next 25 years, increased in value to more than $500 per share. The investor missed out on a tremendous gain in a vain attempt to save 50 cents per share.
Even Warren Buffett is prone to this type of mental error. Buffett began purchasing Wal-Mart many years ago, but stopped buying when the price moved up a little. Buffett admits that this mistake cost Berkshire Hathaway shareholders about $10 billion. Even the Oracle of Omaha could have benefited from Fisher's advice not to quibble over eighths and quarters.
link:http://news.morningstar.com/classroom2/course.asp?docId=145662&page=4&CN=sample
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental- South Sea Bubble 2!

por Artista Romeno » 23/5/2017 0:11

"Una de las características inherentes de los 'cisnes negros' de los mercados es su impredecibilidad. El rally del bitcoin por encima de los 2.000 dólares es una excepción.

Cada vez que se aproxima el cierre de un año, varias firmas de inversión enumeran una serie de acontecimientos "altamente improbables" que, de producirse, tendrían un gran impacto en los mercados financieros.

El informe de Saxo Bank sobre los posibles cisnes negros del próximo ejercicio se ha convertido en un clásico de los últimos años. Desde la propia firma apuntaban que estas predicciones rara vez se cumplen. Pero también recordaban que en 2016 se materializaron algunos 'cisnes negros'. En este sentido destacaba que "después de un año en el que la realidad ha logrado superar incluso a las predicciones aparentemente más improbables -con la sorpresa del Brexit y el resultado de las elecciones estadounidenses- el tema común de nuestros cisnes negros para 2017 es que los tiempos desesperados provocan acciones desesperadas".

El pasado mes de diciembre la firma danesa publicaba su informe con diez acontecimientos atípicos y sorprendentes que podrían materializarse a lo largo de 2017. El listado lo conformaban un resurgir del PIB de China con el consiguiente rally de la Bolsa de Shanghai; un nuevo QE de la Fed; una tasa disparada de impagos en la deuda corporativa; una marcha atrás en el 'Brexit' que dé lugar al 'Bremain'; un desplome del cobre a mínimos de 2009; el pánico en el sector sanitario de EEUU por la reforma el sector; una subida del peso mexicano de hasta el 30% respecto al dólar canadiense; una escalada del 100% en las acciones de los bancos italianos; el lanzamiento de eurobonos; y un rally del bitcoin hasta los 2.100 dólares.

De todos estos probables cisnes negros, sólo se ha materializado uno. En las últimas jornadas las subidas de vértigo del bitcoin han disparado su precio hasta los 2.100 dólares. Este nivel no sólo supone un nuevo récord histórico.

Casi un 400% de subida en 12 meses
La revalorización sólo en lo que va de año supera ya con creces los triples dígitos. Al cierre de 2016 la cotización de la divisa virtual se situaba justo por debajo de los 1.000 dólares. Las cifras son más espectaculares aún si se toma como referencia el acumulado de los 12 últimos meses. En este periodo, y a pesar de su extrema volatilidad, está cerca de multiplicar por cinco su cotización.

Nada más comenzar 2017 la continua oleada de compras situó la cotización del bitcoin en paralelo a la de la onza de oro. La divisa virtual, para sorpresa de gran parte de los analistas, pujaba por desbancar a uno de los activos refugio por excelencia como alternativa de inversión más valiosa. Con el paso del ejercicio el rally del bitcoin no ha encontrado competencia por parte del oro, y el valor de la divisa virtual (con máximos de 2.100 dólares) se sitúa ya casi un 70% por encima de la onza de oro (alrededor de los 1.250 dólares).

La 'criptodivisa' ha disparado su escalada con la entrada de nuevos perfiles de inversor. Incluso a comienzos de este año su rally se basaba en las compras especulativas realizadas en China. El goteo bajista en el yuan provocaba que hasta el 90% de la negociación de bitcoins se concentrara en plataformas de negociación del gigante asiático.

En las últimas semanas esta circunstancia ha cambiado drásticamente. El mayor volumen, próximo por momentos al 50% del total, se ha concentrado en Japón, un mercado donde los inversores tienen una formación muy superior a la de sus homólogos en China.

Los analistas atribuyen este renovado auge por el bitcoin en Japón a la decisión de las autoridades niponas de autorizar la divisa virtual como forma de pago válida. Pero van más allá y apuntan a la posibilidad de que el bitcoin se haya convertido en una opción atractiva para inversores a largo plazo.

Los partidarios del bitcoin insisten en valorar su perfil de 'refugio', a pesar de su extrema volatilidad, y destacan que el último rally de la divisa virtual ha coincidido con la debilidal del dólar, en zona de mínimos anuales tanto frente al euro como frente a la libra británica." :shock:
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por LEOBEL » 13/6/2017 17:07

Caro Artista Romeno,

Estás em "falta" para connosco.....aguardámos a tua AF sobre o BCP.

As tuas projecções para 2017-2020, serão lidas com toda a minúcia, não só pelos que estão dentro bem como pelos que ponderam entrar.

Um abraço.
 
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por Artista Romeno » 13/6/2017 18:29

LEOBEL Escreveu:Caro Artista Romeno,

Estás em "falta" para connosco.....aguardámos a tua AF sobre o BCP.

As tuas projecções para 2017-2020, serão lidas com toda a minúcia, não só pelos que estão dentro bem como pelos que ponderam entrar.

Um abraço.


eu relativamente ao bcp, estou moderadamente otimista, mas só moderadamente, pontos a favor o banco livrou-se dos cocos e melhorou a sua eficiencia operacional, além de que a economia de toda a zona euro está em clara recuperação. Ponto fraco do bcp o ainda elevado montante de NPE que para ser desfeito vai continuar a comer resultados, resumindo, o bcp ainda tem assuntos de um legado pesado para resolver que lhe vão continuar a comer provisões, a este preço a minha visão para o titulo é neutra, previsões não faço, não conheço a carteira de NPE do bcp em detalhe para saber se aquilo é só lixo ou muito lixo, e por isso reservo a minha a opiniao a isso. Mas por outro lado há ainda há bastante gente curta, esses normalmente não brincam e devem acreditar que o bcp ainda tem problemas
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental- Walmart KO

por Artista Romeno » 28/6/2017 22:38

http://www.eleconomista.es/distribucion ... vicio.html
"Walmart está amenazando a las grandes compañías de logística que le prestan servicio con romper sus acuerdos si continúan moviendo mercancía de Amazon. Tras la adquisición de Whole Foods, Walmart está maniobrando para perjudicar a la compañía de Jeff Bezos intentando que sus proveedores dejen de utilizar el servicio de la nube de la tecnológica.

La adquisición de los supermercados Whole Foods por parte de Amazon ha desatado un enfrentamiento encarnecido con el gigante de la distribución Walmart. El rey de los grandes almacenes en Estados Unidos está intentando proteger su territorio con medidas desesperadas y poco elegantes.

Si la semana pasada se conoció que la compañía había pedido a sus proveedores que dejarán de utilizar los servicios de la nube de Amazon, los analistas de Deutsche Bank ha aireado en una conferencia de logística que los responsables de Walmart han amenazado a los camioneros con romper relaciones comerciales si continúan moviendo la mercancía de Amazon.

Amit Mehrotra, analista de logística de Deutsche Bank, ha enviado una nota a clientes advirtiendo que la batalla entre Walmart y Amazon "se está calentando" y explica el encuentro que tuvieron las distintas compañías de transporte con los grandes almacenes, según informa la web Zero Hedge."
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por ricardmag » 28/6/2017 23:25

Artista Romeno Escreveu:
LEOBEL Escreveu:Caro Artista Romeno,

Estás em "falta" para connosco.....aguardámos a tua AF sobre o BCP.

As tuas projecções para 2017-2020, serão lidas com toda a minúcia, não só pelos que estão dentro bem como pelos que ponderam entrar.

Um abraço.


eu relativamente ao bcp, estou moderadamente otimista, mas só moderadamente, pontos a favor o banco livrou-se dos cocos e melhorou a sua eficiencia operacional, além de que a economia de toda a zona euro está em clara recuperação. Ponto fraco do bcp o ainda elevado montante de NPE que para ser desfeito vai continuar a comer resultados, resumindo, o bcp ainda tem assuntos de um legado pesado para resolver que lhe vão continuar a comer provisões, a este preço a minha visão para o titulo é neutra, previsões não faço, não conheço a carteira de NPE do bcp em detalhe para saber se aquilo é só lixo ou muito lixo, e por isso reservo a minha a opiniao a isso. Mas por outro lado há ainda há bastante gente curta, esses normalmente não brincam e devem acreditar que o bcp ainda tem problemas


Moderadamente otimista ou neutro?

Cumprimentos
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por Artista Romeno » 28/6/2017 23:38

ricardmag Escreveu:
Artista Romeno Escreveu:
LEOBEL Escreveu:Caro Artista Romeno,

Estás em "falta" para connosco.....aguardámos a tua AF sobre o BCP.

As tuas projecções para 2017-2020, serão lidas com toda a minúcia, não só pelos que estão dentro bem como pelos que ponderam entrar.

Um abraço.


eu relativamente ao bcp, estou moderadamente otimista, mas só moderadamente, pontos a favor o banco livrou-se dos cocos e melhorou a sua eficiencia operacional, além de que a economia de toda a zona euro está em clara recuperação. Ponto fraco do bcp o ainda elevado montante de NPE que para ser desfeito vai continuar a comer resultados, resumindo, o bcp ainda tem assuntos de um legado pesado para resolver que lhe vão continuar a comer provisões, a este preço a minha visão para o titulo é neutra, previsões não faço, não conheço a carteira de NPE do bcp em detalhe para saber se aquilo é só lixo ou muito lixo, e por isso reservo a minha a opiniao a isso. Mas por outro lado há ainda há bastante gente curta, esses normalmente não brincam e devem acreditar que o bcp ainda tem problemas


Moderadamente otimista ou neutro?

Cumprimentos

é moderadamente otimista pela recuperação da economia, neutro pelo facto do bcp ainda ter lá muito lixo :mrgreen:
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por ricardmag » 28/6/2017 23:56

E isso dá quanto ? :mrgreen:
"Quando a música acaba, apagam-se as luzes." The Door's
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental-tempos loucos!

por Artista Romeno » 10/8/2017 23:37

quanto dá o BCP mais que 22 centimos não dá
http://www.zerohedge.com/news/2017-08-1 ... t-4-charts
Imagem
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As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental-Porque caiu a AIR Berl

por Artista Romeno » 15/8/2017 19:16

O problema da air berlim era uma estrutura de custos excluindo combustivel e juros mais cara que as receitas por passageiro assim sendo era facil falir :-k, no fundo a ryanair voa para aeroportos manhosos muito baratos e mal localizados, paga uma ninharia aos empregados, dilui os custos de estrutura por ser muito grande, a air berlim tem custos de ownership and maintenance muito altos pois também possivelmente como tem longo curso tem alguns avioes mais caros, tudo junto conclui-se que a AIR Berlin operacionalmente era lixo, se em casos muito falados por mim como a OI o problema era também muito a divida elevada, aqui o problema é mesmo que nem as operações geram dinheiro quanto mais :pray:
Anexos
ryanair fares.png
tarifas aereas na europa
ryanair fares.png (236.76 KiB) Visualizado 4644 vezes
ryanair fares.png
estrutura de custos
ryanair fares.png (86.88 KiB) Visualizado 4644 vezes
Editado pela última vez por Artista Romeno em 15/8/2017 20:17, num total de 1 vez.
As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por EAGLETRADER20 » 15/8/2017 19:45

Este caso da Air Berlin ( Pede insolvência e acções afundam mais de 50% ) é só mais um que demonstra que no longo prazo , independentemente do que diga o gráfico , se o balanço é muito mau, no longo prazo, o Grafico acaba por acompanhar a analise fundamental, independente de alguns spikes pontuais no gráfico porque o dinheiro para fazer as empresas funcionar está na atividade e no balanço não no gráfico.

No inicio de 2017 a cotação foi dos 0.50 aos 1.33 num forte spike , claro com muita gente a entrar para ganhar algum lucro na subida.
Mas as fortes subidas se não tiverem forte sustentação no balanço, acabam por ter recuos fortes no gráfico.
Nas portuguesas também temos casos em que tiveram spikes fortíssimos no gráfico , mas de forma alguma são sustentadas no medio prazo pelo balanço.

Mas o mercado e o gráfico a seu tempo se encarregarão de corrigir isso.
Anexos
air berlin.PNG
 
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por Artista Romeno » 15/8/2017 20:20

EAGLETRADER20 Escreveu:Este caso da Air Berlin ( Pede insolvência e acções afundam mais de 50% ) é só mais um que demonstra que no longo prazo , independentemente do que diga o gráfico , se o balanço é muito mau, no longo prazo, o Grafico acaba por acompanhar a analise fundamental, independente de alguns spikes pontuais no gráfico porque o dinheiro para fazer as empresas funcionar está na atividade e no balanço não no gráfico.

No inicio de 2017 a cotação foi dos 0.50 aos 1.33 num forte spike , claro com muita gente a entrar para ganhar algum lucro na subida.
Mas as fortes subidas se não tiverem forte sustentação no balanço, acabam por ter recuos fortes no gráfico.
Nas portuguesas também temos casos em que tiveram spikes fortíssimos no gráfico , mas de forma alguma são sustentadas no medio prazo pelo balanço.

Mas o mercado e o gráfico a seu tempo se encarregarão de corrigir isso.


Podem meter dinheiro em certas porcarias e dizer que estão a investir, investir é colocar dinheiro em ativos relativamente aos quais se espera um retorno adequado tendo em conta a existencia de margem de segurança :idea:
As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por EAGLETRADER20 » 15/8/2017 20:31

Excerto de uma boa entrevista, onde se fala sobre o investimento em valor .

As minhas 2 primeiras regras de investimento são exatamente as mesmas do warren buffet aqui mencionadas , embora as tivesses interiorizado através de outros notáveis investidores .


"Emília Vieira: “O caminho menos percorrido é o que leva ao sucesso”
Filipe Alves e António Sarmento
Emília Vieira é a presidente da Casa de Investimentos, instituição sediada em Braga que gere cerca de 100 milhões de euros e com um retorno médio anual na casa dos 12%. Em entrevista ao Jornal Económico, esta admiradora de Warren Buffet lamenta a destruição de valor ocorrida em Portugal com os sucessivos escândalos bancários e propõe a filosofia do investimento em valor como a opção certa para quem procura retornos atrativos com baixo risco.
……..
Quais são os princípios básicos do investimento em valor?
Costumamos dizer que são necessários quatro filtros. Primeiro, é preciso que tenhamos capacidade de entender e conhecer bem um determinado ativo. Segundo, é preciso que seja um ativo com enormes vantagens competitivas, aquilo que chamamos de “moat” – o fosso que protegia os castelos medievais. A ‘moat’ é exatamente isso, um fosso económico que uma empresa tem e que a distingue da concorrência. O que nós queremos é exatamente isso, que uma empresa tenha ativos de excelente qualidade e tenha capacidade para manter essas características competitivas para o futuro. Porque quando a compramos hoje, estamos a comprar um ativo que nos vais dar direito a lucros futuros.
O terceiro filtro é que sejam geridas por gente competente, íntegra e trabalhadora. Essas três qualidades fazem falta porque quando há competência e trabalho mas não há integridade, é um desastre, sobretudo em áreas como o sector financeiro.


O quarto filtro é que, independentemente de um ativo reunir todas estas qualidades, não há um preço infinito. Deve ser comprado a um preço sensato, com uma margem de segurança que consiste na diferença entre aquilo que vale o activo e o seu preço no mercado. Esta diferença entre o valor e o preço é o que nos dá uma margem de segurança para o caso de existir um erro de cálculo ou outro imprevisto. Se o ativo vale 10, nós compramos a 6 ou 6,5, de preferência até menos, para poder ter aqui uma margem grande que nos permita reduzir o risco. E por isso é que a filosofia de investimento em valor tem muito menos risco. É uma filosofia de baixo risco. Aliás, a regra número um do investimento em valor é não perder dinheiro e a número dois é não esquecer a primeira. Esta é uma frase do Sr. Warren Buffet, que faz todo sentido. "

……
 
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Value investment o que é?

por Artista Romeno » 19/9/2017 21:29

com inicio a data de hoje, passo a colaborar com o espaço na WEB do tiago esteves o surfar a tendencia, na medida das minhas possibilidades, desde já fiz um artigo a explicar o value investment, do qual e eu cito uma passagem que considero importante

"Em suma, a definição de investimento para Benjamin Graham passava por comprar negócios por um preço que desse margem de segurança ao comprador face ao seu valor intrínseco. Será esse o princípio a aplicar nas análises que serão aqui apresentadas, e que terão como foco a apreciação de capital no longo prazo.

Para Graham, An investment operation is one which, upon thorough analysis, promises safety of principal and a satisfactory return. Operations not meeting these requirements are speculative"
o artigo completo está disponivel em: http://surfaratendencia.pt/uma-introducao-aos-principios-de-investimento-em-valor/
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Re: Value investment o que é?

por Dinamicadomercado » 19/9/2017 22:12

Artista Romeno Escreveu:com inicio a data de hoje, passo a colaborar com o espaço na WEB do tiago esteves o surfar a tendencia, na medida das minhas possibilidades, desde já fiz um artigo a explicar o value investment, do qual e eu cito uma passagem que considero importante

"Em suma, a definição de investimento para Benjamin Graham passava por comprar negócios por um preço que desse margem de segurança ao comprador face ao seu valor intrínseco. Será esse o princípio a aplicar nas análises que serão aqui apresentadas, e que terão como foco a apreciação de capital no longo prazo.

Para Graham, An investment operation is one which, upon thorough analysis, promises safety of principal and a satisfactory return. Operations not meeting these requirements are speculative"
o artigo completo está disponivel em: http://surfaratendencia.pt/uma-introducao-aos-principios-de-investimento-em-valor/


Votos de muito sucesso para esse projecto!
Um abraço,
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Re: Value investment o que é?

por Artista Romeno » 19/9/2017 23:01

Dinamicadomercado Escreveu:
Artista Romeno Escreveu:com inicio a data de hoje, passo a colaborar com o espaço na WEB do tiago esteves o surfar a tendencia, na medida das minhas possibilidades, desde já fiz um artigo a explicar o value investment, do qual e eu cito uma passagem que considero importante

"Em suma, a definição de investimento para Benjamin Graham passava por comprar negócios por um preço que desse margem de segurança ao comprador face ao seu valor intrínseco. Será esse o princípio a aplicar nas análises que serão aqui apresentadas, e que terão como foco a apreciação de capital no longo prazo.

Para Graham, An investment operation is one which, upon thorough analysis, promises safety of principal and a satisfactory return. Operations not meeting these requirements are speculative"
o artigo completo está disponivel em: http://surfaratendencia.pt/uma-introducao-aos-principios-de-investimento-em-valor/


Votos de muito sucesso para esse projecto!
Um abraço,

Obrigado, posso adiantar que a primeira empresa analisada será a Ibersol, analise da qual postarei aqui alguns pontos chave
As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
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Analise á Ibersol & Caso Agrokor queda do imperio dos balcãs

por Artista Romeno » 25/9/2017 20:31

:arrow: em primeiro lugar quero deixar uma analise que efetuei para o blog surfar a tendencia sobre a ibersol http://surfaratendencia.pt/ibersol-com- ... -de-valor/
sobre esta analise quero destacar os pontos que já destaquei no topico da cotada
"-justo valor de 15,36 euros, assumindo um crescimento em perpetuidade de 2,25%
-aumento expressivo da geração de caixa no H1 mascarado por um aumento de depreciações em edificios entre 2016 e 2017, que mesmo com significativos investimentos de expansao e distribuição de 2,1 M€ em dividendos levaram a uma redução de divida de 6,4 M€
- A integração da EAT OUT que desde ja quero retificar o facto de ter sido em 2016 não em 2015 e acrescentar que os 203 M€ se referem a vendas, vai aumentar os lucros mesmo após o custo de financiamento desde o ano 1
- A ibersol deverá continuar a beneficiar da recuperação economica na peninsula ibérica
- desde já aviso que estou investido nesta ação para evitar aqui potenciais conflitos de interesses"
e acrescentar que a empresa terá alguma exposição a catalunha diria que cerca de 5% do total do EBITDA no maximo dos maximos
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Caso Agrokor, porque não se deve investir em empresas excessivamente alavancadas
https://www.bloomberg.com/news/articles ... black-hole
este artigo contextualiza a questão"t’s because the Croatian government has intervened to put the interests of almost 5,000 domestic businesses ahead of international financiers in the wake of an aborted Russian-led reorganization and allegations that its books were cooked. It was the latest twist in the saga of the retail chain that went down owing more than 6 billion euros ($6.5 billion). In a little over three months, the value of Agrokor securities evaporated after lenders pulled the plug on its debt-fueled expansion. And now politicians across the region are making sure local interests are protected.

“Agrokor has transformed itself from the biggest private company into one of the biggest systemic risks to the Croatian economy,” Morgan Stanley’s economist Georgi Deyanov wrote in a note to clients. “The government’s action resulted in the implicit state guarantee of Agrokor’s short-term debt and arrears to suppliers.”"
Imagem
Imagem
feita a contextualização do caso vamos agora aos indicadores de perigo :mrgreen:
-taxa de juro altissima a rondar os 10%
-alta alavancagem
- baixa cobertura de juros menos que 2x é sempre péssimo indicador, sendo que a cobertura do cash flow era insuficiente
-Baker tilly a auditar uma empresa desta dimensão se com as big 4 já se sabe com as menos conhecidas a terem um cliente destes com um peso brutal ui
- por isto tudo venham me dizer que motas tdus e afins é muito fixe que eu digo não obrigado :mrgreen:
resumindo as contas desta agrokor estavam falseadas, mas só caiu nela quem foi muito pateta :mrgreen:
Anexos
agrokor DR.jpg
DR
agrokor DR.jpg (97.79 KiB) Visualizado 4003 vezes
agrokor Balanço.jpg
Balanço Agrokor
agrokor Balanço.jpg (115.15 KiB) Visualizado 4003 vezes
agrokor Cash flow.jpg
CF statement
agrokor Cash flow.jpg (187.3 KiB) Visualizado 4003 vezes
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por Dr Tretas » 25/9/2017 23:01

Eh pá faz lembrar as obrigações subordinadas do BES. Quem se terá queimado com isto?
Anexos
agrokor.png
agrokor.png (11.75 KiB) Visualizado 3925 vezes
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Re: O Be Ah Ba de Analise Fundamental

por Artista Romeno » 25/9/2017 23:26

Dr Tretas Escreveu:Eh pá faz lembrar as obrigações subordinadas do BES. Quem se terá queimado com isto?

T W rowe, Axa fidelity, esta malta anda sempre em busca do paraiso, 10% agora é nada :mrgreen: e bancos russos, mas eu com o mal desses posso bem :lol:
Dizer também que Payment in Kind bonds, são outro pessimo sinal :shock:
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Estoril Sol & artigo da economist

por Artista Romeno » 6/10/2017 23:07

Deixo o link para a minha analise da ESO http://surfaratendencia.pt/estoril-sol-com-potencial-de-valorizacao-que-pode-ultrapassar-os-30-analise-de-valor/
destaco na ESO:
-propriedade do casino de Lisboa
-Forte Cash flow até á renovação da licença de jogo
-jogo online que vale cerca de 44 M€ assumindo o multiplo da dona da BWIN
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
:arrow: Deixo também este artigo da economist que deve servir de alerta a muita gente........... que fala ai pela net em tenbaggers na cofina e tretas que tais :mrgreen:

IN HIS classic, “The Intelligent Investor”, first published in 1949, Benjamin Graham, a Wall Street sage, distilled what he called his secret of sound investment into three words: “margin of safety”. The price paid for a stock or a bond should allow for human error, bad luck or, indeed, many things going wrong at once. In a troubled world of trade tiffs and nuclear braggadocio, such advice should be especially worth heeding. Yet rarely have so many asset classes—from stocks to bonds to property to bitcoins—exhibited such a sense of invulnerability.

Dear assets are hardly the product of euphoria. No one would mistake the bloodless run-up in global stockmarkets, credit and property over the past eight years for a reprise of the “roaring 20s”, or even an echo of the dotcom mania of the late 1990s. Yet only at the peak of those two bubbles has America’s S&P 500 been higher as a multiple of earnings measured over a ten-year cycle. Rarely have creditors demanded so little insurance against default, even on the riskiest “junk” bonds. And rarely have property prices around the world towered so high. American house prices have bounced back since the financial crisis and are above their long-term average relative to rents. Those in Britain are well above it. And in Canada and Australia, they are in the stratosphere. Add to this the craze for exotica, such as cryptocurrencies (see Free exchange), and the world is in the throes of a bull market in everything.

Asset-price booms are a source of cheer, but also anxiety. There are two immediate reasons to worry. First, markets have been steadily rising against a backdrop of extraordinarily loose monetary policy. Central banks have kept short-term interest rates close to zero since the financial crisis of 2007-08 and have helped depress long-term rates by purchasing $11trn-worth of government bonds through quantitative easing. Only now are they starting to unwind these policies. The Federal Reserve has raised rates twice this year and will soon start to sell its bondholdings. Other central banks will eventually follow. If today’s asset prices have been propped up by central-bank largesse, its end could prompt a big correction. Second, signs are appearing that fund managers, desperate for higher yields, are becoming increasingly incautious. Consider, for instance, investors’ recent willingness to buy Eurobonds issued by Iraq, Ukraine and Egypt at yields of around 7%.

But look carefully at the broader picture, and there is some logic to the ongoing rise in asset prices. In part it is a response to an improving world economy. In the second quarter of this year global GDP grew at its fastest pace since 2010, as a recovery in emerging markets added impetus to longer-standing upswings in Europe and America. As our special report this week argues, emerging-market economies have come out of testing times in far more resilient shape.

More significant still is the behaviour of long-term interest rates. They have fallen steadily since the 1980s and remain close to historic lows. And that underpins all sorts of other asset prices (see article). A widespread concern is that the Fed and its peers have grossly distorted bond markets and, by extension, the price of all assets. Warren Buffett, the most famous disciple of Ben Graham, said this week that stocks would look cheap in three years’ time if interest rates were one percentage-point higher, but not if they were three percentage points higher. But if interest rates and bond yields were unjustifiably low, inflation would take off—and puzzlingly it hasn’t. This suggests that factors beyond the realm of monetary policy have been a bigger cause of low long-term rates. The most important is an increase in the desire to save, as ageing populations set aside a larger share of income for retirement. Just as the supply of saving has risen, demand for it has fallen. Stagnant wages and the lower price of investment goods mean companies are flush with cash. All this suggests that interest rates will stay low by historical standards.
Beware of the bull
Still the most dangerous, anti-Graham motto of investing is “this time is different”. It would be daft to assume that asset prices must remain high come what may. Many hazards could derail the economy and financial markets, from a debt crisis in China to an American-led trade war or an outbreak of fighting on the Korean peninsula. And when the next recession comes, policymakers have less fiscal and monetary ammunition to fight it than they had in previous downturns. Prudence therefore suggests caution.

One option is for central bankers to raise rates more enthusiastically and less predictably, to jolt financial markets and remind investors that the world is volatile. Yet there are obvious perils with this course. The tightening might prove excessive, tipping economies into recession. And with inflation in most big economies below central bankers’ target, sharply higher rates are hard to square with their mandate.

Instead, caution calls for gradualism. To minimise disruption, the reversal of quantitative easing should be stretched out. The Federal Reserve has set a good precedent by proposing to reduce its bondholdings at a leisurely pace and flagging the change well in advance. When the time comes, its peers should follow suit. Of these, the European Central Bank faces the trickiest challenge, because it has acted as, in effect, the backstop to euro-zone bond markets, a mechanism that otherwise the currency bloc still lacks.

But the main safety valve lies elsewhere, with banks and investors. Bitter experience has shown that debt-funded assets can magnify losses, causing financial crises. For this reason banks must be able to withstand any reversal of today’s high asset prices and low defaults. That means raising bank capital in places where it is too low, especially the euro zone, and not backsliding on strenuous “stress tests” as America’s Treasury proposes. In the end, however, there may be no escape for investors from the low future returns and even losses that high asset prices imply. They and regulators should take a leaf out of “The intelligent Investor”, and make sure that they have a margin of safety.
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