Viver de rendimentos

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Re: Viver de rendimentos

por Artista Romeno » 16/9/2018 9:23

Dr Tretas Escreveu:
Sr_SNiper Escreveu:Sinto-me mesmo um mega toto !!!

Possivelmente sou a única pessoa aqui que não vive os rendimentos!!! E sou um gajo poupado e tive umas rendibilidades interessantes nos últimos 6 anos !!!

Mesmo assim ganham mais em 2 meses em rendimentos da bolsa do que eu em 12 meses...


Eu demorei 15 anos até me sentir, como diz o Rolling, "confortável". Isso aconteceu quando tinha rendimentos de capital (só dividendos, as mais-valias não conto porque não são fiáveis) de aprox. 1500€ limpos por mês.

Para um tipo que prefere obrigações como tu, seria receber digamos 25000€ ilíquidos em cupões por ano com razoável certeza que não vão haver incumprimentos. Para quem prefere imobiliário, seriam as rendas.

Não creio que nos possamos reformar com base em mais-valias, isso tão depressa vem como vai...

Chega, ou não chega, para deixar de trabalhar? Depende de cada qual, suponho.

Sinceramente e ja disse isto ao sr sniper em pessoa ele pode la chegar, mas no proximo bear vai ter que sair das bonds e ir as acoes que nesse cenario tem rentabilidades potenciais muito mas muito superiores se bem escolhidas e ja nem falo de desportivas atencao...
O atual bull numa perspetiva meramente pessoal que so dura no maximo 2 anos vejam curva das treasuries com a inflacao a supply de bonds e as taxas diretoras a subir, mais olhem bem para a china para a sua divida nao financeira imobiliario anbangs hnas a defaultarem e fosuns cujas contas sao meio indecifraveis to start with. A juntar a isto o trump ta a lancar chamas..
Creio ainda que o proximo bull sera mais curto que este que foi o mais longo de sempre
As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
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Re: Viver de rendimentos

por rollingsnowball » 16/9/2018 9:47

SERRA LAPA Escreveu:Sniper:

Aplico 1/3 em acções e 2/3 em depósitos .
Rentabilidades de 10%? Onde e como?ia
Sinto-me burro, sem ofensa, quando vejo rentabilidades constantes de 10%.
Agradecia que me esclarecessem, sem ironia.

O problema está implícito no teu post:
1- Com os depósitos a 0% o que estás a pedir é 30% ao ano.

2- Com a palavra "constantes" o que estás a pedir é uma bond (ou stocks bondlike), que em circunstâncias excepcionais poderão dar esses rendimentos (10%, dificilmente 30%), mas na maior parte das situações tal não acontece.
As opiniões traduzem uma interpretação pessoal da realidade não se constituindo como sugestões de investimento. Por serem uma interpretação pessoal, estas opiniões vão obrigatoriamente estar erradas por vezes, pelo que cada um deve efectuar a sua própria análise.
 
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Re: Viver de rendimentos

por Beruno » 16/9/2018 10:32

As utilities podem dar dividendos com essa yield, se as apanharmos num bear market. A própria Nestlé já estaria a pagar o equivalente a 7%/ano se a tivessem comprado em 2009. Procurem pelo conceito de "dividend aristocrats", que basicamente são boas empresas que teem política de aumentar o dividendo todos os anos
 
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Re: Viver de rendimentos

por Dr Tretas » 16/9/2018 11:47

SERRA LAPA Escreveu:Rentabilidades de 10%? Onde e como?ia
Sinto-me burro, sem ofensa, quando vejo rentabilidades constantes de 10%.
Agradecia que me esclarecessem, sem ironia.


Claro que 10% não se conseguem sem risco. Obrigações que dão 10%, como sabemos, são quase sempre armadilhas. Imobiliário é possível, mas muito difícil. Penso que com ações é o método mais fácil, escolhendo bem o momento da compra e a empresa. Por exemplo, os CTT dão mais de 10% mas ninguém me apanha nessa :mrgreen: (por agora)

E claro que temos que arriscar a massa (quase) toda em activos de risco. O Buffet de certeza que nunca teve 70% em cash.

Edit: e volto a frisar que os 10% é o objectivo para rendimento passivo, não incluo mais-valias. De momento, perto do topo de um bull é praticamente impossível obter, eu pelo menos não estou a conseguir manter.
Nesta fase, provavelmente a maioria dos rendimentos de capital do pessoal vão ser mais valias, tanto em títulos como em imobiliário. É uma situação pouco saudável.
Falo por mim, eu este ano até realizo mais-valias contra vontade :!: devido à CIPAN ter sofrido venda potestativa.
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Re: Viver de rendimentos

por Beruno » 16/9/2018 13:30

E o cash que o buffet tem não está à ordem. Está investido em tbills e money market funds, que no momento deve estar a dar-lhe pelo menos 1%/ano. E também tem dívida pública a prazos mais longos
 
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Re: Viver de rendimentos

por ativo » 16/9/2018 15:52

Rentabilidade líquida de 10 % de todo o "cash" ao longo dos anos?

Uma coisa é aplicar todo o "cash" e outra coisa, bem diferente, é aplicar uma pequena parte dele em aplicações financeiras. A obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, com aplicações financeiras, só pode ser conseguida com aplicações em ativos de risco.
Ora, não se aplica todo o "cash" (o Tesouro Familiar) em ativos deste tipo. :shame: Assim a obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, para todo o "cash" não é realista!!!
Contentei-me com uma rentabilidade mais baixa. De dezembro de 2010 a abril de 2011 interessei-me pela aquisição de Certificados do Tesouro, com taxa de juro de 6,4 %, 6,5 % e 7,1 %. Foi uma excelente aplicação familiar, uma jogada do tipo "all in"!!! \:D/ \:D/ \:D/
 
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Re: Viver de rendimentos

por rg7803 » 16/9/2018 16:59

ativo Escreveu:Rentabilidade líquida de 10 % de todo o "cash" ao longo dos anos?

Uma coisa é aplicar todo o "cash" e outra coisa, bem diferente, é aplicar uma pequena parte dele em aplicações financeiras. A obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, com aplicações financeiras, só pode ser conseguida com aplicações em ativos de risco.
Ora, não se aplica todo o "cash" (o Tesouro Familiar) em ativos deste tipo. :shame: Assim a obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, para todo o "cash" não é realista!!!
Contentei-me com uma rentabilidade mais baixa. De dezembro de 2010 a abril de 2011 interessei-me pela aquisição de Certificados do Tesouro, com taxa de juro de 6,4 %, 6,5 % e 7,1 %. Foi uma excelente aplicação familiar, uma jogada do tipo "all in"!!! \:D/ \:D/ \:D/


o que estás a falar são CTPM, e esse tipo valores somente e aplicavel no 4 e 5 ano (5%+ 80% do PIB)
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Re: Viver de rendimentos

por rollingsnowball » 16/9/2018 17:20

ativo Escreveu:Rentabilidade líquida de 10 % de todo o "cash" ao longo dos anos?

Uma coisa é aplicar todo o "cash" e outra coisa, bem diferente, é aplicar uma pequena parte dele em aplicações financeiras. A obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, com aplicações financeiras, só pode ser conseguida com aplicações em ativos de risco.
Ora, não se aplica todo o "cash" (o Tesouro Familiar) em ativos deste tipo. :shame: Assim a obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, para todo o "cash" não é realista!!!
Contentei-me com uma rentabilidade mais baixa. De dezembro de 2010 a abril de 2011 interessei-me pela aquisição de Certificados do Tesouro, com taxa de juro de 6,4 %, 6,5 % e 7,1 %. Foi uma excelente aplicação familiar, uma jogada do tipo "all in"!!! \:D/ \:D/ \:D/

Depende da definição de risco. Pela minha definição (risco de perda definitiva de capital), os certificados do tesouro eram (e talvez ainda sejam) mais arriscados do que muitas acções, para além de estas últimas conferirem retornos muito superiores.

Quanto ao não se aplicar todo o cash, não vejo porque não (excepto um fundo para emergências que convém haver). Claro que convém ter noção do risco que realmente se está a correr e do risco que não se está a correr mas está a ser pago.

Ps: claro que tudo depende da idade, dependentes, rendimentos obtidos do trabalho e sua relação com as poupanças, mas regra geral todo o cash que não se prevê precisar durante vários anos é utilizável
As opiniões traduzem uma interpretação pessoal da realidade não se constituindo como sugestões de investimento. Por serem uma interpretação pessoal, estas opiniões vão obrigatoriamente estar erradas por vezes, pelo que cada um deve efectuar a sua própria análise.
 
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Re: Viver de rendimentos

por SFT » 16/9/2018 18:39

Uma pergunta para todos, quantas horas por semana dispensam na identificação de investimentos potenciais?

Seja através do estudo (vídeos ou livros), leitura ou visionamento de notícias, leitura de gráficos ou relatórios e contas, troca de impressões com um grupo de amigos, etc.
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Re: Viver de rendimentos

por Artista Romeno » 16/9/2018 19:04

rollingsnowball Escreveu:
ativo Escreveu:Rentabilidade líquida de 10 % de todo o "cash" ao longo dos anos?

Uma coisa é aplicar todo o "cash" e outra coisa, bem diferente, é aplicar uma pequena parte dele em aplicações financeiras. A obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, com aplicações financeiras, só pode ser conseguida com aplicações em ativos de risco.
Ora, não se aplica todo o "cash" (o Tesouro Familiar) em ativos deste tipo. :shame: Assim a obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, para todo o "cash" não é realista!!!
Contentei-me com uma rentabilidade mais baixa. De dezembro de 2010 a abril de 2011 interessei-me pela aquisição de Certificados do Tesouro, com taxa de juro de 6,4 %, 6,5 % e 7,1 %. Foi uma excelente aplicação familiar, uma jogada do tipo "all in"!!! \:D/ \:D/ \:D/

Depende da definição de risco. Pela minha definição (risco de perda definitiva de capital), os certificados do tesouro eram (e talvez ainda sejam) mais arriscados do que muitas acções, para além de estas últimas conferirem retornos muito superiores.

Quanto ao não se aplicar todo o cash, não vejo porque não (excepto um fundo para emergências que convém haver). Claro que convém ter noção do risco que realmente se está a correr e do risco que não se está a correr mas está a ser pago.

Ps: claro que tudo depende da idade, dependentes, rendimentos obtidos do trabalho e sua relação com as poupanças, mas regra geral todo o cash que não se prevê precisar durante vários anos é utilizável

cheira me que este topico foi tirado do bau das memorias por alguem do mundo empirico :mrgreen: não falo do tretas rolling etc que tem feito otimas contribuições... só digo uma coisa se fosse mesmo muito rico nao tinha o dinheiro em portugal nem nos CTPM nem nos DP acreditam voces mesmo no FGD fiem-se na virgem e nao corram :mrgreen:
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Re: Viver de rendimentos

por rg7803 » 16/9/2018 19:09

SFT Escreveu:Uma pergunta para todos, quantas horas por semana dispensam na identificação de investimentos potenciais?

Seja através do estudo (vídeos ou livros), leitura ou visionamento de notícias, leitura de gráficos ou relatórios e contas, troca de impressões com um grupo de amigos, etc.


2 a 4 h (não dá para mais, actualmente)
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Re: Viver de rendimentos

por ativo » 16/9/2018 19:59

rg7803 Escreveu:
ativo Escreveu:Rentabilidade líquida de 10 % de todo o "cash" ao longo dos anos?

Uma coisa é aplicar todo o "cash" e outra coisa, bem diferente, é aplicar uma pequena parte dele em aplicações financeiras. A obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, com aplicações financeiras, só pode ser conseguida com aplicações em ativos de risco.
Ora, não se aplica todo o "cash" (o Tesouro Familiar) em ativos deste tipo. :shame: Assim a obtenção de uma rentabilidade líquida de 10 % por ano, para todo o "cash" não é realista!!!
Contentei-me com uma rentabilidade mais baixa. De dezembro de 2010 a abril de 2011 interessei-me pela aquisição de Certificados do Tesouro, com taxa de juro de 6,4 %, 6,5 % e 7,1 %. Foi uma excelente aplicação familiar, uma jogada do tipo "all in"!!! \:D/ \:D/ \:D/


o que estás a falar são CTPM, e esse tipo valores somente e aplicavel no 4 e 5 ano (5%+ 80% do PIB)

:shame:

Não, não me referi aos Cerificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM). Referi-me, sim, aos Certificados do Tesouro vendidos no tempo em que José Sócrates foi primeiro-ministro e o Governo deste país estava à rasca para conseguir que emprestassem dinheiro ao país. Referi-me, portanto, aos Certificados do Tesouro originais, emitidos a taxas de 6,4 %, 6,5 % e 7,1 %!!! Depois estes Certificados do Tesouro deixaram de serem emitidos e mais tarde é que apareceram os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) já com uma taxa de juro bem mais baixa.
Eu sei o que digo e o que digo é verdade!!!
 
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Re: Viver de rendimentos

por Dr Tretas » 16/9/2018 21:09

SFT Escreveu:Uma pergunta para todos, quantas horas por semana dispensam na identificação de investimentos potenciais?

Seja através do estudo (vídeos ou livros), leitura ou visionamento de notícias, leitura de gráficos ou relatórios e contas, troca de impressões com um grupo de amigos, etc.


É difícil fazer uma média... eu ando muito de transportes públicos, e se não levar qualquer coisa para ler no caminho considero tempo desperdiçado. Tanto pode ser um romance como um texto sobre investimento ou outro tema que me interesse.
De vez em quando estou um dia ou 2 só dedicado a procurar investimentos. O tempo que passo aqui no Caldeirão também conta. Raramente falo de investimentos com família ou amigos, a menos que insistam (acontece de vez em quando).
Vendo bem as coisas deve dar uma meia dúzia de horas por semana.
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Re: Viver de rendimentos

por rollingsnowball » 16/9/2018 21:16

Apagado por: repetido
Editado pela última vez por rollingsnowball em 16/9/2018 21:21, num total de 1 vez.
As opiniões traduzem uma interpretação pessoal da realidade não se constituindo como sugestões de investimento. Por serem uma interpretação pessoal, estas opiniões vão obrigatoriamente estar erradas por vezes, pelo que cada um deve efectuar a sua própria análise.
 
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Re: Viver de rendimentos

por rollingsnowball » 16/9/2018 21:18

SFT Escreveu:Uma pergunta para todos, quantas horas por semana dispensam na identificação de investimentos potenciais?

Seja através do estudo (vídeos ou livros), leitura ou visionamento de notícias, leitura de gráficos ou relatórios e contas, troca de impressões com um grupo de amigos, etc.

Isso era um bom assunto para um tópico aparte.

(Se algum moderador quiser transferir os vários posts :clap: )

Se incluirmos notícias e leitura/participação em de fóruns de bolsa e blogs, leitura de relatórios de contas, entrevistas e comunicações ao mercado, as horas que consigo arranjar (sem sacrificar a família, pelo que nem sempre dá muito tempo): é um hobby. Agora tempo que realmente conta (para leitura de relatórios de contas) é preciso tempo com cabeça, mesmo sendo um hobby, por isso acaba por ser muito pouco tempo (ultimamente passam-se às vezes semanas... O que a médio prazo não é comportável por não me permitir abrir novas posições de longo prazo em acções que não conheça bem de antemão, já que me permite apenas andar atualizado sobre as acções que já tenho).
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Re: Viver de rendimentos

por Ugly bull » 16/9/2018 22:07

Boa noite a todos

Já assisto aos debates neste forum desde 2010, altura em que comecei a olhar para os mercados como uma fonte alternativa de rendimento. Adorava ler os posts de alguns dos membros deste forum, alguns dos quais infelizmente daqui desaparecidos.
Na altura achava que era trader e investia sobretudo em tw's e fc's. Lembro-me da euforia que sentia quando via os números na conta a subir e o pânico e as noites mal dormidas quando tinha dd's de 20% e/ou deixava posições abertas durante o fim de semana. Não precisei de ler livros para perceber que não sou trader: não tenho o perfil psicológico.

Depois entrei numa outra fase, a de investidor passivo. Na altura, os ETF's anda não estavam tão massificados, pelo que investi numa carteira de FIM's. Durante 30 meses apenas olhava esporadicamente para a carteira (nem fiz rebalanceamentos) e apenas a desmobilizei para efectuar obras de remodelação na minha casa com as mais-valias geradas. Por esta altura, e durante 5 anos, trabalhei deslocado, o que implicava que receber praticamente o dobro do salário. Também durante estes 5 anos, aproveitando o tempo de sobra que tinha por estar deslocado, efectuei trabalhos como trabalhador independente. Durante 5 anos não tive fins de semana ou férias. Dado que estava deslocado, fazia vida de monge franciscano e a minha taxa de poupança disparou. Foi nesta altura que comecei a ler alguns blogs sobre 'early retirement' como o 'The money moustache' ou o 'Get rich slowly'.

No último trimestre de 2014, inspirado pou um amigo meu, comprei um t2 na Damaia por €28k que era propriedade de uma senhora que o tinha tido arrendado nos últimos 40 anos ao preço da uva mijona. Realizei obras de reabilitação no valor de 20k€ e coloquei-o no mercado de arrendamento (início de 2015) por 400€, num contrato de 1 ano. Ainda as obras não tinham terminado e já o tinha arrendado a um casal com um filho pequeno. Nos primeiros tempos o casal era muito simpático; depois começaram a colocar defeitos na casa e a derrapar nos pagamentos. Neste meio tempo, apercebo-me que o condomínio é complicado: dívidas de alguns dos condóminos; problemas de infiltrações na cobertura; vizinho okupa no sótão; administrador de condomínio complacente. Por outro lado, ao nível político, a geringonça chega ao poder. Estava na altura de realizar mais-valias. Coloco o imóvel no mercado, na altura ainda com os inquilinos. Eventualmente percebendo que a venda do imóvel seria uma forma de pressão, o casal decide rescindir no final do contrato de arrendamento pelo que consigo vender em junho de 2016 o imóvel desocupado por 67k€.

Porque o bichinho do imobiliário fica, enquanto tinha a casa da Damaia à venda, encontrei um outro imóvel T2 na freguesia da Parede, a 2km da praia de S. Pedro, entre a ESHTE e a futura NovaSBE, em Carcavelos. A escritura é realizada em janeiro de 2017 com recurso a crédito bancário (taxa fixa) e realizo obras de beneficiação. Capital próprio investido: 35k€ para um investimento global de 1500€/m2 (neste momento, naquele local, não há casas à venda por menos de 2000€/m2). Como a sala tem áreas generosas, divido-a e transformo o apartamento num T3. Em setembro de 2017 arrendo 3 quartos a estudantes da ESHTE, obtendo uma receita bruta mensal de 700€x12meses (+ utilities) ao qual subtrai-se a mensalidade+condomínio+seguros. Como as inquilinas gostaram da casa, tornaram-se amigas e a vizinhança gosta delas, há uma elevada probabilidade de se manterem na casa durante todo o período da licenciatura (para manterem a casa reservada pagam os quartos no período das férias, mas podem cá vir passar férias, se assim o entenderem). O condomínio é uma paz de espírito, com contas todas saldadas, vizinhança tolerante e simpática e sem surpresas em termos de obras.

Ou seja, penso que terei aprendido a lição com o 1º imóvel ao reduzir o risco associado ao imobiliário, adquirindo um imóvel numa zona mais premium (menos condóminos problemáticos) e ao optar pelo arrendamento de média duração com inquilinos que não são picuinhas, que estimam o apartamento e que não fazem má vizinhança. É uma paz de espírito, quase ao nível de um depósito a prazo.

Com a restante liquidez investi uma parte num doutoramento na área da biotecnologia e na frequência de algumas formações na área do deep learning usando tensorflow, nomeadamente keras.
A maior parte da liquidez esteve investida, no ano passado, no ETF IWDA. Este ano, estive a maior parte do tempo investido em ações da REN (dividend yield de 6%) e agora estou 100% líquido (50% em usd e 50% em EUR).
Neste ano fiscal, com arrendamento e dividendos (não contabilizo algumas mais-valias), conseguirei obter 75% do rendimento bruto que obtenho como trabalhador por conta de outrem.

Neste momento mantenho uma taxa de poupança anual de cerca de 40%, perto de 10k€.

A médio/longo prazo (até 5 anos) pretendo:
- concluir o doutoramento (se a minha ideia vingar, espero em 5 anos ter uma startup na área dos biosensores transdérmicos para monitorização contínua de parâmetros bioquímicos) e, desejavelmente, aumentar o meu valor/hora;
- manter o nível de gastos ao nível frugal, como tenho vindo a fazer ao longo dos últimos anos sem, contudo, abdicar de alguns 'docinhos' para me ir mantendo motivado;
- continuar a investir em utilities com o propósito de obtenção de dividendos;
- aguardar pela correcção do imobiliário para comprar (com mínimo de crédito) um t3/t4 para arrendamento a estudantes, ficando com um total de 6/7 quartos arrendados em regiões premium ou na borda do premium;
- reduzir para 1/2 o tempo que actual vendo à minha actual entidade patronal e espero poder ter a capacidade de escolher os trabalhos que quero fazer;

Tenho aprendido à minha custa e ainda tenho muito a aprender. Não acredito, nem nunca acreditei, nos livros de auto-motivação e similares (como diz o ditado "Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina."). Leio muito, e praticamente todos os dias, jornais e foruns internacionais, nomeadamente os financeiros e, claro, este forum. Só invisto em cursos que permitam aumentar as minhas competências técnicas e, por conseguinte, a minha mais-valia profissional.

____________________________

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Re: Viver de rendimentos

por SFT » 17/9/2018 8:21

A questão das horas é um mero exercício: o número de horas aplicadas ao investimento é compatível com os resultados obtidos?

No meu caso pessoal não é. Para as horas que dispenso ainda não obtenho o que pretendo.

Acho a discussão de taxas de rentabilidades um pouco subjectiva porque se calhar andamos em mercados diferentes, investimos de formas diferentes, dedicamo.nos de formas diferentes e a informação/conhecimento circula de forma diferente.

Pode parecer treta mas acredito que mais importante que a rentabilidade é a operacionalidade do que fazemos. Temos uma forma de agir no mercado com uma taxa de sucesso superior à taxa de insucesso? No final do dia é isso que conta.
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Re: Viver de rendimentos

por Artista Romeno » 17/9/2018 8:59

SFT Escreveu:A questão das horas é um mero exercício: o número de horas aplicadas ao investimento é compatível com os resultados obtidos?

No meu caso pessoal não é. Para as horas que dispenso ainda não obtenho o que pretendo.

Acho a discussão de taxas de rentabilidades um pouco subjectiva porque se calhar andamos em mercados diferentes, investimos de formas diferentes, dedicamo.nos de formas diferentes e a informação/conhecimento circula de forma diferente.

Pode parecer treta mas acredito que mais importante que a rentabilidade é a operacionalidade do que fazemos. Temos uma forma de agir no mercado com uma taxa de sucesso superior à taxa de insucesso? No final do dia é isso que conta.

Eu sei que gostas muito das big4 mas olha que isto aqui nao e pano a metro nem a hora looool...por exemplo ja paras te pa pensar no positivo e negativo que fizes te, sinceramente tenho imensas duvidas o facto de me lembrar de ti no topico da pt e agora dos ctt diz tudo...se calhar perderes uma ou 2 horas a pensar nisso e chave...no fundo rc muitos cromos sabem analisar, mas investir poucos o fazem bem pork sera?
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Re: Viver de rendimentos

por SFT » 17/9/2018 9:25

Artista Romeno Escreveu:Eu sei que gostas muito das big4 mas olha que isto aqui nao e pano a metro nem a hora looool...por exemplo ja paras te pa pensar no positivo e negativo que fizes te, sinceramente tenho imensas duvidas o facto de me lembrar de ti no topico da pt e agora dos ctt diz tudo...se calhar perderes uma ou 2 horas a pensar nisso e chave...no fundo rc muitos cromos sabem analisar, mas investir poucos o fazem bem pork sera?


Podes concretizar?

O que foi que disse no tópico da PT e dos CTT que te ofendeu assim tanto?

Tenho alguma dificuldade em credibilizar uma crítica não concretizada.
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Re: Viver de rendimentos

por Artista Romeno » 17/9/2018 9:44

SFT Escreveu:
Artista Romeno Escreveu:Eu sei que gostas muito das big4 mas olha que isto aqui nao e pano a metro nem a hora looool...por exemplo ja paras te pa pensar no positivo e negativo que fizes te, sinceramente tenho imensas duvidas o facto de me lembrar de ti no topico da pt e agora dos ctt diz tudo...se calhar perderes uma ou 2 horas a pensar nisso e chave...no fundo rc muitos cromos sabem analisar, mas investir poucos o fazem bem pork sera?


Podes concretizar?

O que foi que disse no tópico da PT e dos CTT que te ofendeu assim tanto?

Tenho alguma dificuldade em credibilizar uma crítica não concretizada.

A mim nada nao me ofendeu nada, mas na resposta continuas a nao perceber o ponto... Tanto a pt como os ctt sao 2 dividend traps clarinhas teres andado numa ao que parece e ido a segunda demonstra que nada aprendes te com o exemplo da pt
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Re: Viver de rendimentos

por SFT » 17/9/2018 10:23

Artista Romeno Escreveu:A mim nada nao me ofendeu nada, mas na resposta continuas a nao perceber o ponto... Tanto a pt como os ctt sao 2 dividend traps clarinhas teres andado numa ao que parece e ido a segunda demonstra que nada aprendes te com o exemplo da pt


Ah! Pensava que era mais grave! Assustaste.me.

Posso explicar.te ambas.

PT:

De todo o meu historial de investimento foi a minha 6ª acção comprada!

Vamos ser honestos,
Conhecimento de análise gráfica? Zero.
Conhecimento de análise fundamental? Zero.

Confiança no futuro: 100%!

Depois disto ainda entrei mais duas vezes.

Objectivo: baixar o preço-médio.
Confiança no futuro: 90%
Nível de maçarico (visto com os olhos de hoje): 100%

Ainda me lembro do dia em que foi anunciada a fusão com a Oi. Cheguei a estar a ganhar 500 eur e voltava a ter no máximo os níveis de confiança (claro que ao fim do dia os 500 eur eram passado e voltava à crença que "isto vai para cima de certeza!").

Claro que não foi e desfiz.me delas passados uns anos para compensar as mais valias.

Em suma, e obrigado por me recordares, a PT tem tudo o que é exigido para aprender a evitar:
1. empresa cancerígena: são muito bons para fora, uma lástima lá dentro;
2. faca em queda - evitar preços-médios a todo o custo;
3. total ausência de leitura de mercado/gráfica da minha parte;
4. Muito cuidado com os montantes que se investe.

CTT
Compra feita no meu sétimo ano de andar nisto. Sim leste bem, compra.

A entrada tem uma explicação gráfica que, vendo agora, não era coisa nenhuma.

Se ainda a tenho? Sim.
Se me preocupo? Não, porque devido à PT não acho preocupante:
1. é cancerígena? Não sei, é atacada por todos (a PT era completamente bajulada ao ponto de ter os governos português e brasileiro a dar.lhe empresas. OS CTT tem o governo, a oposição, os accionistas, os colaboradores, os clientes tudo e mais alguma coisa a mandar pedras)
2. é uma faca em queda? Talvez sim, talvez não. É uma empresa em fase de investimento, em alteração de sector (completamente distinta da PT). Faço preço médio? Até à data não fiz, confesso. No futuro não sei.
3. Leitura do mercado, houve? Aquando da entrada, visto agora, fui estúpido porque tem ali um gap a seguir. Deve ter sido saída de resultados e jogos de totobola dão sempre mal resultado. (por isso, hoje em dia evito a fase da apresentação de resultados para operar).
4. Tamanho da mão, muito reduzido. Não se compara nem de longe nem de perto com a mão da PT.

Em suma de tudo, dizeres que não aprendi é um pouco forçado. Acho que são companhias diferentes e a minha forma de operar mudou.

São um bom exemplo de como a experiência é um processo acumulativo e o erro é a forma mais bela e completa de aprender.

Se tu achas que ambas as empresas são a mesma coisa, respeito. Já te disse isto uma vez, o que aconteceu na PT foi criminoso: se achas que acontece o mesmo nos CTT vai ao Ministério Público. Se ligas para a tv para falar do Montepio também podes muito bem enviar um mail ao Ministério Público. E eu não defendo os CTT, apenas acho que a realidade actual dos CTT em nada têm a ver com a realidade da PT (independentemente do desfecho).

E não ando atrás de dividendo algum. A estratégia do dividendo não é para mim, não gosto.

Para finalizar, se só tivesse perdido dinheiro na PT e se só perder dinheiro nos CTT, considerar.me.ei uma personagem cheia de sorte :)

Espero que seja suficiente.

Abraço!
Quando a esmola é muita, o pobre desconfia.
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Re: Viver de rendimentos

por GamesOver » 17/9/2018 11:08

Aqui está mais um totó. (eu é mais na categoria do cromo).

Ando nisto faz anos, já é mais por vicio do que para realização pessoal.

No entanto, para me justificar a mim mesmo, os meus pobres resultados, Tenho poucos estudos, pouco rendimento, comecei com 0,00€, e os meus progenitores apenas me deixaram a habitação já tarde na vida.

Logo aceito que o defeito é meu., pois incorro nos seguintes pecados

1 - Pecado, pouca instrução
2 - Pecado, aversão ao estudo, aprendizagem ou melhoramento pessoal.
3 - Pecado, acomodado no "emprego" na função pública.
4 - Pecado, Casmurro de antes quebrar que dobrar.
5 - Pecado, derivado dos anteriores ou os outros resultados deste, muito pouco ambicioso.

E deixei os meus 0,50€, neste tópico que gostei de ler.


.
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Re: Viver de rendimentos

por Dr Tretas » 17/9/2018 11:31

Ugly bull Escreveu:(...)

Neste momento mantenho uma taxa de poupança anual de cerca de 40%, perto de 10k€.

A médio/longo prazo (até 5 anos) pretendo:
- concluir o doutoramento (se a minha ideia vingar, espero em 5 anos ter uma startup na área dos biosensores transdérmicos para monitorização contínua de parâmetros bioquímicos) e, desejavelmente, aumentar o meu valor/hora;
- manter o nível de gastos ao nível frugal, como tenho vindo a fazer ao longo dos últimos anos sem, contudo, abdicar de alguns 'docinhos' para me ir mantendo motivado;
- continuar a investir em utilities com o propósito de obtenção de dividendos;
- aguardar pela correcção do imobiliário para comprar (com mínimo de crédito) um t3/t4 para arrendamento a estudantes, ficando com um total de 6/7 quartos arrendados em regiões premium ou na borda do premium;
- reduzir para 1/2 o tempo que actual vendo à minha actual entidade patronal e espero poder ter a capacidade de escolher os trabalhos que quero fazer;

Tenho aprendido à minha custa e ainda tenho muito a aprender. Não acredito, nem nunca acreditei, nos livros de auto-motivação e similares (como diz o ditado "Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina."). Leio muito, e praticamente todos os dias, jornais e foruns internacionais, nomeadamente os financeiros e, claro, este forum. Só invisto em cursos que permitam aumentar as minhas competências técnicas e, por conseguinte, a minha mais-valia profissional.

____________________________

"the time to buy is when there's blood in the streets."


Estás a fazer um percurso quase idêntico ao meu, incluindo o detalhe da startup. A diferença é que tenho aversão ao imobiliário porque na minha família sempre se perderam muitas noites de sono devido a problemas com os inquilinos, manutenção das propriedades, disputas familiares, enfim...

Por isso eu só ações, que dão menos trabalho. Mas força nisso, vais ver que sem dar por ela o rendimento de capital um dia vai ser maior que o do trabalho e nessa altura podes pensar como queres fazer no futuro.

Só um aviso com a startup: uma empresa dá muito trabalho, requer dedicação total, não tenhas a ilusão que se pode ser empresário em part-time. E quanto menos sócios tiveres melhor, um total de 3 sócios no máximo. Foi uma experiência interessante, a minha startup (a nossa, que tinha sócios, sócios a mais :mrgreen: ), mas não deu, como acontece com a maioria :(
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Re: Viver de rendimentos

por rg7803 » 17/9/2018 11:57

GamesOver Escreveu:Aqui está mais um totó. (eu é mais na categoria do cromo).

Ando nisto faz anos, já é mais por vicio do que para realização pessoal.

No entanto, para me justificar a mim mesmo, os meus pobres resultados, Tenho poucos estudos, pouco rendimento, comecei com 0,00€, e os meus progenitores apenas me deixaram a habitação já tarde na vida.

Logo aceito que o defeito é meu., pois incorro nos seguintes pecados

1 - Pecado, pouca instrução
2 - Pecado, aversão ao estudo, aprendizagem ou melhoramento pessoal.
3 - Pecado, acomodado no "emprego" na função pública.
4 - Pecado, Casmurro de antes quebrar que dobrar.
5 - Pecado, derivado dos anteriores ou os outros resultados deste, muito pouco ambicioso.

E deixei os meus 0,50€, neste tópico que gostei de ler.


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Admitir os nossos erros, falhas, limitações já é meio caminho andado para os corrigirmos.
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Re: Viver de rendimentos

por Ugly bull » 17/9/2018 19:44

Dr Tretas Escreveu:
Ugly bull Escreveu:(...)

Neste momento mantenho uma taxa de poupança anual de cerca de 40%, perto de 10k€.

A médio/longo prazo (até 5 anos) pretendo:
- concluir o doutoramento (se a minha ideia vingar, espero em 5 anos ter uma startup na área dos biosensores transdérmicos para monitorização contínua de parâmetros bioquímicos) e, desejavelmente, aumentar o meu valor/hora;
- manter o nível de gastos ao nível frugal, como tenho vindo a fazer ao longo dos últimos anos sem, contudo, abdicar de alguns 'docinhos' para me ir mantendo motivado;
- continuar a investir em utilities com o propósito de obtenção de dividendos;
- aguardar pela correcção do imobiliário para comprar (com mínimo de crédito) um t3/t4 para arrendamento a estudantes, ficando com um total de 6/7 quartos arrendados em regiões premium ou na borda do premium;
- reduzir para 1/2 o tempo que actual vendo à minha actual entidade patronal e espero poder ter a capacidade de escolher os trabalhos que quero fazer;

Tenho aprendido à minha custa e ainda tenho muito a aprender. Não acredito, nem nunca acreditei, nos livros de auto-motivação e similares (como diz o ditado "Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina."). Leio muito, e praticamente todos os dias, jornais e foruns internacionais, nomeadamente os financeiros e, claro, este forum. Só invisto em cursos que permitam aumentar as minhas competências técnicas e, por conseguinte, a minha mais-valia profissional.

____________________________

"the time to buy is when there's blood in the streets."


Estás a fazer um percurso quase idêntico ao meu, incluindo o detalhe da startup. A diferença é que tenho aversão ao imobiliário porque na minha família sempre se perderam muitas noites de sono devido a problemas com os inquilinos, manutenção das propriedades, disputas familiares, enfim...

Por isso eu só ações, que dão menos trabalho. Mas força nisso, vais ver que sem dar por ela o rendimento de capital um dia vai ser maior que o do trabalho e nessa altura podes pensar como queres fazer no futuro.

Só um aviso com a startup: uma empresa dá muito trabalho, requer dedicação total, não tenhas a ilusão que se pode ser empresário em part-time. E quanto menos sócios tiveres melhor, um total de 3 sócios no máximo. Foi uma experiência interessante, a minha startup (a nossa, que tinha sócios, sócios a mais :mrgreen: ), mas não deu, como acontece com a maioria :(


Obrigado Dr Tretas pela tua opinião, umas das que mais estimo neste fórum.

Tenho os quartos arrendados há 1 ano e sem qualquer chatice, nem com as raparigas nem com os pais. Idem com os vizinhos. Nunca participei em reuniões de condóminos tão pacíficas (o prédio também é pequeno- 3x2 inquilinos, sobretudo idosos). Admito que terei tido alguma sorte...Mas compreendo perfeitamente a tua aversão. Ficaste vacinado...

O imobiliário é, para mim, uma forma de parquear valor, garantindo uma yield constante que me permita dormir sem pesadelos. Num arrendamento a estudantes o risco de os pais das 3 estudantes falirem em simultaneo é inferior ao de um casal com um filho pequeno com a vantagem adicional de ter a casa vaga no final do ano lectivo. No caso deste apartamento, dada a localização, posso ainda diversificar arrendando quartos a estudantes surfistas estrangeiros da Nova SBE e colocar no Airbnb nos meses de férias. Nesta fase, optei por não registar o meu apartamento no AL.

Os dividendos, sobretudo de utilities, utilizo como veículo para ir construindo valor até chegar ao momento de investir num imóvel.

Ainda estou longe de alcançar a minha independencia da 'rat race', mas o caminho que tenho vindo a trilhar já mudou a forma como vivo a minha relação de dependencia laboral, nomeadamente a ansiedade face ao desemprego.

No ano curricular levei uma ensaboadela de seminários com startuppers falhados e de outros mais ou menos bem sucedidos. Um dos oradores do MIT referiu que existe uma diferença na forma como os norte-americanos e os europeus encaram o falhanço: nos EUA falhar faz parte do caminho, mas se cais tens que te levantar. Serão uma minoria as startups norte-americanas que não tenham algum, ou mais, falhanços às costas.

Inscrevi-me como voluntário na próxima Web Summit e espero no próximo ano inscrever-me no programa da CreativeDestructionLab se conseguir ter até lá o projecto mais avançado, nomeadamente ao nível de protótipo. Nesta fase não há sócios, apenas a ideia, o professor, o 1º a quem tive de vender a ideia, e um plano de trabalho.

PS: Um artigo do NYTsobre early retirement (https://www.nytimes.com/2018/09/01/styl ... early.html)

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