P2P Lending

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: pata-hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

P2P Lending

por matos_1 » 20/5/2013 18:49

Em tempos tomei conhecimento deste tipo de lending e fiquei interessado pela ideia inovadora, pelo facto de dispensar instituições financeira e pelas elevadas rendibilidade oferecidas aos "investidores". No entanto o P2P lending era apenas oferecido fora de Portugal e estava barrado a estrangeiros.

Gostava de iniciar um debate sobre o lugar que este tipo de aplicação pode ter numa carteira diversificada.

Algumas definições:

Peer-to-peer lending (also known as person-to-person lending, peer-to-peer investing, and social lending; abbreviated frequently as P2P lending) is the practice of lending money to unrelated individuals, or "peers", without going through a traditional financial intermediary such as a bank or other traditional financial institution. This lending takes place online on peer-to-peer lending companies' websites using various different lending platforms and credit checking tools.

http://en.wikipedia.org/wiki/P2P_lending

Alguns exemplos:

http://www.lendingclub.com/
http://www.prosper.com/
http://www.forbes.com/sites/groupthink/ ... r-lenders/
Linha de Tendência Análise da evolução dos principais indicadores macroeconómicos que afetam a economia portuguesa e europeia.
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por Allaphor » 21/5/2013 9:45

Isto é um beco sem saída evolucionário... Antes de existirem bancos, já existiam pessoas com dinheiro, que o emprestavam a troco de juros (talvez por isso existam leis religiosas contra a usura desde a antiguidade). Esse modelo de financiamento desapareceu porque cada indivíduo que empresta assume a totalidade do risco de default. Isto quer dizer que a menos que se seja incrivelmente rico (com um capital semelhante a um banco), basta um crédito mal parado, para que uma fracção significativa do nosso capital seja perdida.
Esta ideia tem o apelo libertário de sermos nós a escolher quais os créditos que são aprovados, mas essa deveria ser a função da banca em si, uma vez que esse é o seu negócio. Se acharmos que somos melhores a avaliar o risco de um crédito que um banco, força, caso contrário há outros investimentos com uma rentabilidade semelhante, mas com um risco menor, como as acções.
 
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por mst-1 » 21/5/2013 12:46

Allaphor Escreveu:Isto é um beco sem saída evolucionário... Antes de existirem bancos, já existiam pessoas com dinheiro, que o emprestavam a troco de juros (talvez por isso existam leis religiosas contra a usura desde a antiguidade). Esse modelo de financiamento desapareceu porque cada indivíduo que empresta assume a totalidade do risco de default. Isto quer dizer que a menos que se seja incrivelmente rico (com um capital semelhante a um banco), basta um crédito mal parado, para que uma fracção significativa do nosso capital seja perdida.
Esta ideia tem o apelo libertário de sermos nós a escolher quais os créditos que são aprovados, mas essa deveria ser a função da banca em si, uma vez que esse é o seu negócio. Se acharmos que somos melhores a avaliar o risco de um crédito que um banco, força, caso contrário há outros investimentos com uma rentabilidade semelhante, mas com um risco menor, como as acções.


Isso não é bem assim, os sites permitem diversificares, se emprestares 5€ a 1000 users o risco de default, torna-se em princípio insignificante

Já alguém experimentou?
 
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por Allaphor » 21/5/2013 14:28

Sim, mas avaliar 1000 contratos de crédito de 5€ não é propriamente uma ocupação de tempos livres fantástica... Além disto, este tipo de empréstimo atrai, tipicamente, quem não consegue financiamento por vias convencionais, nomeadamente por ter um histórico de incumprimento.
 
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por ruicarlov » 21/5/2013 15:42

O caso que conheço é de um site que permite fazer pequenos empréstimos a micro negócios em países subdesenvolvidos.
Não prometem assim grandes rentabilidades, já que o principal objectivo é mais de solidariedade. As taxas de juro que recebemos são para tentar contrabalançar o risco cambial.
O site é este https://www.zidisha.org/
Sei que existem mais alguns semelhantes, mas nem todos dão para utilizadores de Porutgal.
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por HLopes4 » 21/5/2013 17:09

Salvo erro, este foi o primeiro do género...

http://www.kiva.org/start
 
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por rmachado » 21/5/2013 17:43

HLopes4 Escreveu:Salvo erro, este foi o primeiro do género...

http://www.kiva.org/start


Este não "dá" juros.

Eu uso e recomendo a quem queira ser solidário.
 
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Zopa

por dr_sedento » 21/5/2013 18:01

Deixo o meu contributo: http://uk.zopa.com/

Conheço bastante bem a empresa e o negócio. É um case study de sucesso no UK.

Duvido que em Portugal se consiga montar um negocio destes sem o envolvimento de um parceiro bancário devido às garantias e licenças envolvidas.

É semelhante ao crowdfunding mas o retorno são juros.
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Re: Zopa

por rmachado » 21/5/2013 18:31

dr_sedento Escreveu:Deixo o meu contributo: http://uk.zopa.com/

Conheço bastante bem a empresa e o negócio. É um case study de sucesso no UK.

Duvido que em Portugal se consiga montar um negocio destes sem o envolvimento de um parceiro bancário devido às garantias e licenças envolvidas.

É semelhante ao crowdfunding mas o retorno são juros.


Parece interessante. Mas é so UK certo?
 
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Re: Zopa

por dr_sedento » 21/5/2013 18:37

rmachado Escreveu:
dr_sedento Escreveu:Deixo o meu contributo: http://uk.zopa.com/

Conheço bastante bem a empresa e o negócio. É um case study de sucesso no UK.

Duvido que em Portugal se consiga montar um negocio destes sem o envolvimento de um parceiro bancário devido às garantias e licenças envolvidas.

É semelhante ao crowdfunding mas o retorno são juros.


Parece interessante. Mas é so UK certo?





Sim, apenas no UK.

Para este negócio funcionar num país desenvolvido tem de estar bem regulado. No caso da Zopa tão ou mais importante que a regulação são os "partners":

http://uk.zopa.com/about-zopa/meet-the-team

Por exemplo têm empresas que avaliam o risco de quem solicita o empréstimo.
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por MAV8 » 22/5/2013 19:56

No meu caso concreto estaria muito mais interessado em investimento do mesmo género mas em Start Up's, para já também só se encontra disponível no UK...

Mais um Português empreendedor a investir no estranjeiro:

http://www.seedrs.com/

Segue a noticia do Público

Carlos Silva, 33 anos, foi tirar um MBA para Oxford, em Inglaterra, porque queria lançar a própria empresa. Qualquer que fosse a ideia que viesse a ter, sabia que um dos obstáculos era angariar dinheiro para avançar. Acabou por transformar este problema, comum entre muitos empreendedores, num negócio. Abriu uma empresa para ajudar outras empresas a arranjar fundos para arrancarem.

O site da Seedrs foi lançado em meados do ano passado. É uma plataforma que permite a praticamente qualquer pessoa investir numa start-up – e esperar que esta se torne o próximo Google ou Facebook.

O conceito é simples. Por um lado, a Seedrs quer facilitar o acesso a capital por parte de empresas que estão a mesmo a começar e que ainda têm dificuldade em atrair investidores. “Aqueles primeiros 50 mil euros, 40 mil euros, nem que seja só para criar o protótipo”, explica Carlos Silva. “Empresas de capital de risco investem valores muito maiores numa fase muito mais adiantada dos projectos. E, portanto, a não ser que haja alguém com dinheiro na família ou algum amigo rico, é muito difícil financiar esses projectos”. Por outro lado, a Seedrs pretende democratizar o acesso à possibilidade de investir numa start-ups em troca de parte do capital social, algo que tipicamente está reservado a investidores profissionais.

A ideia foi amadurecida no âmbito do próprio MBA, onde os estudantes tinham de se juntar em grupos e desenvolver um projecto. Foi também aí que conheceu o outro co-fundador da Seedrs, um advogado americano radicado em Inglaterra, com um percurso ligado a negócios de fusão e aquisição de empresas.

Em 2009, terminado o curso, os dois abriram a empresa com um capital social de 100 libras, recorda Carlos Silva numa conversa nas instalações portuguesas da Seedrs. Em Lisboa, a empresa funciona num escritório espaçoso, com várias salas mas sem luxos, num velho prédio de apartamentos. Trabalham aqui nove pessoas, essencialmente ligadas ao desenvolvimento tecnológico da plataforma. Em Inglaterra, está o resto da equipa, que trata das questões financeiras, legais e institucionais. Na altura da entrevista, Carlos Silva está a poucas horas de apanhar um voo para Londres: viaja frequentemente entre as duas capitais.

Um bom senhorio
Criada a empresa, o problema imediato era arranjar dinheiro que sustentasse os dois fundadores durante os primeiros passos do projecto. Calcularam que iam precisar de 40 mil libras. Foi neste ponto que um conhecimento quase acidental se tornou útil.

Carlos Silva alugara uma casa em Oxford quando decidira fazer o MBA. Tudo fora tratado através de uma agência imobiliária e nem sequer sabia quem era o senhorio. Um dia, este enviou uma carta porque queria visitar a casa e verificar se se tudo estava em ordem. Carlos Silva, “no bom espírito de um MBA”, foi “imediatamente ao LinkedIn” tentar perceber quem era o senhorio. Descobriu que se tratava de um business angel (o nome dado a quem investe em empresas numa fase muito inicial, quando o risco é muito elevado) e convidou-o para um chá.

Na altura do chá na casa em Oxford, a Seedrs ainda não existia. Mas, meses depois, quando os dois sócios procuravam capital para arrancar, Carlos Silva ligou ao senhorio. “O facto de nos conhecermos antes dava alguma confiança”. Convenceu-o a investir 20 mil libras na Seedrs. Cada um dos fundadores desembolsou mais dez mil libras.

O senhorio não foi o único. Carlos Silva diz já ter perdido a conta às distribuições de capital que fez por amigos e família que aceitaram investir. Mais tarde, vieram a conseguir um milhão de libras de investimento, em troca de 25% do capital. Actualmente, os dois co-fundadores têm uma quota “um pouco acima dos 45%”.

Micro-investimentos
Na Seedrs, é possível investir muito pouco (o mínimo são dez libras, cerca de 12 euros) e o dinheiro pode ser distribuído por mais do que um projecto.

Há semelhanças com os sites de angariação colectiva de fundos, como o conhecido Kickstarter, onde qualquer pessoa pode apoiar os projectos que quiser – mas, nestes casos, é mais frequente o utilizador recebe um agradecimento, um pin, uma t-shirt ou uma versão inicial do produto. Nas start-ups listadas na Seedrs, o investidor recebe uma quota na empresa, que tanto pode vir valorizar-se como acabar a não valer nada. A ideia foi também inspirada no Kiva, um site onde qualquer pessoa pode fazer um empréstimo (sem juros) a pequenos projectos de empreendedorismo em países em desenvolvimento.

Qualquer start-up pode estar listada na plataforma. No site, estão desde emprendedores que querem lançar aplicações e serviços online, até uma empresa da Irlanda do Norte que quer fazer queijos artesanais.

A empresa decide que investimento pretende e que parte do capital social está disposta a dar em troca. Tipicamente, para um financiamento de 100 mil libras, as empresas na Seedrs vendem 20% a 30%. Em média, os utilizadores investem 700 libras, distribuídas por dois ou três projectos. Se as start-ups não conseguirem o financiamento a que se propõem, o dinheiro é devolvido. Caso tenham sucesso em angariar os fundos, a Seedrs fica com uma comissão de 7,5%.

Por ora, tanto as empresas como os investidores têm de estar no Reino Unido. Ainda este ano, a Seedrs pretende abrir a plataforma a utilizadores do resto da Europa. Mas, por questões legais, as empresas financiadas terão de ter sede, ou uma subsidiária, no Reino Unido – um processo que já não é estranho no meio do empreendedorismo português, pelo menos na área das tecnologias de informação, onde várias start-ups foram abrir formalmente o negócio em Inglaterra, frequentemente com o objectivo de se tornarem mais atractivas para capital de risco.

O site da Seedrs avisa os potenciais investidores de que há muitos riscos e que o retorno no investimento, se chegar, pode ser demorado. E a equipa não faz qualquer triagem ou avaliação do potencial do negócio, nota Carlos Silva. “Apenas uma apreciação muito leve, para perceber que não é algo completamente ridículo.”

Ao todo, 21 start-ups já conseguiram os respectivos objectivos de angariação de fundos, em valores que foram das 17.500 às 150 mil libras, o máximo permitido na plataforma.
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Online funding

por dr_sedento » 23/5/2013 19:55

hummm... um pouco tarde...

Google’s venture investments reveal future trends

What do you do if you are an individual, or a small business, that is in need of a loan? Turning to your bank is the common answer. Well, Google’s recent investments suggest a different route; crowd and online funding platforms.

Recently, Google Ventures participated in a $17M funding tranche in On Deck Capital (Businessweek), an online platform offering almost instantaneous loans to small businesses. The investment supplemented a February round D of $42M. That same week, Google’s VP of Corporate Development, David Lawee, led a $125M investment in LendingCLub, a prominent peer-to-peer crowdfunding platform (New York Times). The deal included purchase of shares form existing shareholders, placing the crowdfunder value at over $1.5B.

The news caught my attention immediately. It brought together two of my main areas of research; corporate venture capital (think Google Ventures, Intel Capital, Siemens Venture Capital, Unilever Ventures, GSK’s SR One, and others), and online funding platforms (e.g., LendingClub, On Deck, Prosper, Zopa, as well as numerous recent upstarts).

The practice of Corporate Venture Capital (CVC) is on the rise, with more and more corporations pursuing equity investment in innovative startups (background). The investments are often managed by a dedicated CVC unit as a way to secure a balance of financial and strategic gains. My decade long research suggests that the exact balance varies across industries and corporations. Over the past few years Google Ventures has built a reputation of an independent, sophisticated, financially-orientated, investor. A first glance at last week’s activity seems to resonate with many of the common benefits associated with corporate venturing:

1. Consider an innovative startup. A corporate investor can offer invaluable support to its innovation and expansion goals. As alluded to by the CEOs of LendingClub and On-Deck, a corporate investor can critically support scaling up of operation. The well-respected Google brand can do wonders to grow awareness – and legitimacy – to the products of these online platforms. Beyond endorsement, corporate investors bring functional expertise in managing large scale operations, and rich and deep talent pools. Indeed, in a recent study into the biotechnology sector, I find that corporate-back startups performance at least as good as VC-backed peers on key innovation indicators (See Nature Biotechnology article).

2. The gains to the corporation can be plentiful too. While it is beyond the scope of this write-up to cover all potential benefits, the aforementioned investments showcase how CVC activity can expose – and develop – new markets. Consequently, corporate venture capital can augment the product line, uncover new revenue streams, and drive the innovativeness of the corporation itself (see study).

Maybe equally interesting are the insights last week’s investments offer the crowdfunding space.

1. Google’s investments target online platforms specializing in the provision of debt. Yet we often think of equity funding as the way to finance highly innovative ventures. Indeed, the recent JOBS Act passed in the USA in November 2011, and similar policies in many other countries, have removed some legal hurdles around platforms specializing in the provision of equity. It would be interesting to observe whether – and when – will equity crowdfunding platforms experience the same level of attention and valuation as their debt-oriented peers.

2. Google Ventures is known to operate across a wide range of investment stages, ranging from seed rounds to growth funding. It is noteworthy that Google’s moves in the online funding space have focused on late stage ventures.

More time, and data, is needed to fully understand the impact of these corporate venture capital investments on crowdfunding. I welcome your insights and observation as I continue to explore these themes.


Gary Dushnitsky (gdushnitsky@london.edu )is London Business School Term Associate Professorship of Strategy and Entrepreneurship
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por matos_1 » 26/5/2013 0:59

Allaphor Escreveu:...avaliar 1000 contratos de crédito de 5€ não é propriamente uma ocupação de tempos livres fantástica...


A própria plataforma faz avaliação e classificação de quem pede o crédito. O modelo de negócio da plataforma assenta em receber comissões de quem pede empréstimo.

Allaphor Escreveu:Além disto, este tipo de empréstimo atrai, tipicamente, quem não consegue financiamento por vias convencionais, nomeadamente por ter um histórico de incumprimento.


Ou consegue mas a taxas mais elevadas. Os cartões de crédito praticam taxas de juro de aprox 20%. Se conseguiram por 15% estão a ganhar dinheiro e a proporcionar rendimento a investidores.
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por Allaphor » 27/5/2013 10:54

fernmato Escreveu:A própria plataforma faz avaliação e classificação de quem pede o crédito. O modelo de negócio da plataforma assenta em receber comissões de quem pede empréstimo.


Se é a plataforma que faz a avaliação do crédito voltamos ao modelo do banco tradicional, em que o dinheiro dos depositantes é investido de acordo com os critérios do banco e não os seus.

fernmato Escreveu:Ou consegue mas a taxas mais elevadas. Os cartões de crédito praticam taxas de juro de aprox 20%. Se conseguiram por 15% estão a ganhar dinheiro e a proporcionar rendimento a investidores.


Se o mercado oferece ao indivíduo X uma taxa de 20% à partida essa é a taxa que reflete o seu risco de default (mais o lucro esperado da instituição). Para eu, Zé, oferecer uma taxa mais baixa tenho de ter mais informação que o mercado ou um processo superior de avaliação da informação existente. Não me podendo arrogar de nenhuma das duas, não posso oferecer uma taxa mais competitiva, sem estar a incorrer num risco maior para o meu capital.

A minha ideia é que a banca evoluiu para uma máquina altamente eficiente de concessão de crédito, que (exceptuando nas situações em que há distorções de mercado), maximiza os lucros dos investidores/depositantes. Pensar que um particular pode fazer melhor é uma fantasia.
Se é para fazer caridade mais vale dar directamente o dinheiro às pessoas e não pensar mais nisso. Se é para ganhar dinheiro mais vale fazer um depósito num banco sólido e com uma boa política de investimento e fazer um depósito com uma taxa atractiva ou comprar obrigações/acções do dito banco.
 
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por mst-1 » 27/5/2013 15:02

Allaphor Escreveu:
fernmato Escreveu:A própria plataforma faz avaliação e classificação de quem pede o crédito. O modelo de negócio da plataforma assenta em receber comissões de quem pede empréstimo.


Se é a plataforma que faz a avaliação do crédito voltamos ao modelo do banco tradicional, em que o dinheiro dos depositantes é investido de acordo com os critérios do banco e não os seus.

fernmato Escreveu:Ou consegue mas a taxas mais elevadas. Os cartões de crédito praticam taxas de juro de aprox 20%. Se conseguiram por 15% estão a ganhar dinheiro e a proporcionar rendimento a investidores.


Se o mercado oferece ao indivíduo X uma taxa de 20% à partida essa é a taxa que reflete o seu risco de default (mais o lucro esperado da instituição). Para eu, Zé, oferecer uma taxa mais baixa tenho de ter mais informação que o mercado ou um processo superior de avaliação da informação existente. Não me podendo arrogar de nenhuma das duas, não posso oferecer uma taxa mais competitiva, sem estar a incorrer num risco maior para o meu capital.

A minha ideia é que a banca evoluiu para uma máquina altamente eficiente de concessão de crédito, que (exceptuando nas situações em que há distorções de mercado), maximiza os lucros dos investidores/depositantes. Pensar que um particular pode fazer melhor é uma fantasia.
Se é para fazer caridade mais vale dar directamente o dinheiro às pessoas e não pensar mais nisso. Se é para ganhar dinheiro mais vale fazer um depósito num banco sólido e com uma boa política de investimento e fazer um depósito com uma taxa atractiva ou comprar obrigações/acções do dito banco.


Ah ah ah, nunca imaginei ver banca e eficiente na mesma frase, diz me estas a falar do BES, BPI, BCP, BPN? Eficientes a serem resgatados pelo estado? Será isso??? Não serão os estrangeiros? Bankia, os cipriotas? Ingleses? Lolol, sao mais uma máquina de queimar €€€

Portanto, que fique claro, não vejo nenhuma eficiência incrível na banca, antes pelo contrario.

A razão pela qual o pessoal usa estas Tretas tb me parece obvia, a principal é porque é fácil, não precisam de ir a um banco e tal, não me parece que tenha a ver com a taxa que pagas, ja que alguém que tenha juízo, certamente não tem empréstimos, nem a 15 nem a 20 nem a 30%

Finalmente, a razão pela qual eu tenciono arriscar 500 € para ver o que acontece, tb é simples, a rentabilidade, parece me elevada, se diluires o risco, ou seja emprestar 5€ a 100 pessoas. Mais, os pagamentos mensais permitem um reinvestimento rapidíssimo dos juros, e ainda tem apelo para mim como experiencia sociologica

Mas continua, na realidade estou a seguir este tópico, para ler as criticas, mas terás de fazer melhor para me conveceres que é uma má ideia
 
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por Allaphor » 27/5/2013 15:30

mst-1 Escreveu:Ah ah ah, nunca imaginei ver banca e eficiente na mesma frase, diz me estas a falar do BES, BPI, BCP, BPN? Eficientes a serem resgatados pelo estado? Será isso??? Não serão os estrangeiros? Bankia, os cipriotas? Ingleses? Lolol, sao mais uma máquina de queimar €€€

O facto de serem resgatados é irrelevante para o depositante... Repara, se tiveres menos de 100K no banco a única coisa que interessa são os juros dos depósitos e o facto de serem 100% garantidos, coisa que não acontece num empréstimo P2P. Eles podem ser máquinas de queimar euros, mas não são os euros dos depositantes...

E já que damos exemplos, o Santander está bem e recomenda-se, assim como muitos bancos mais pequenos. A questão é saber escolher e evitar instituições demasiado agressivas ou facilmente manipuladas por políticos/outros grupos económicos.
 
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por mst-1 » 27/5/2013 22:16

Allaphor Escreveu:
mst-1 Escreveu:Ah ah ah, nunca imaginei ver banca e eficiente na mesma frase, diz me estas a falar do BES, BPI, BCP, BPN? Eficientes a serem resgatados pelo estado? Será isso??? Não serão os estrangeiros? Bankia, os cipriotas? Ingleses? Lolol, sao mais uma máquina de queimar €€€

O facto de serem resgatados é irrelevante para o depositante... Repara, se tiveres menos de 100K no banco a única coisa que interessa são os juros dos depósitos e o facto de serem 100% garantidos, coisa que não acontece num empréstimo P2P. Eles podem ser máquinas de queimar euros, mas não são os euros dos depositantes...

E já que damos exemplos, o Santander está bem e recomenda-se, assim como muitos bancos mais pequenos. A questão é saber escolher e evitar instituições demasiado agressivas ou facilmente manipuladas por políticos/outros grupos económicos.


Não me interpretes mal, um dp, será certamente mais seguro que um P2P, daí os juros serem duas coisas completamente diferentes, isso é indiscutível, embora tenhas o exemplo do Chipre, e nota que na minha opinião os dps abaixo dos 100 mil se safaram por pouco... Podia ter dado para o outro lado.

A minha duvida e daí querer experimentar, é em comparação com activos de risco/rentabilidade potencial semelhantes, como acções.

Curiosamente, na minha opinião o maior risco, nem é tanto, as pessoas individuais não pagarem, isso deve ficar acautelado com a diversificação, será o intermediário falir, isso é a única coisa que me assusta realmente.

De resto, conto com uma taxa de incumprimento máxima de 10% o que será pacifico já que estamos a falar de juros na ordem dos 20%

Daí a minha curiosidade em aparecer alguém que já tenha experimentado, para saber o nível de incumprimento que teve, porque o incumprimento médio que eles falam nos vários intermediários, é tão baixo que me deixa desconfiado.

Uma última nota, no UK, existe P2P com garantia (http://uk.zopa.com/lending/lend-money-safely), mas aí os juros já são razoavelmente semelhantes a Dps 5%+-
 
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Re: P2P Lending

por matos_1 » 22/9/2013 16:25

Em junho registei-me neste site - https://www.isepankur.ee/home

Trata-se do único site que eu consegui encontrar que permitia investimento por parte de estrangeiros e com montantes reduzidos. Este outro site (https://www.fixura.com/eu) também permite mas para investimentos mais elevados.

Eis os resultados dos últimos três meses.

isepankur.jpg
isepankur.jpg (26.58 KiB) Visualizado 6762 vezes


Espero que a rendibilidade efetiva aumente uma vez que ainda não recebi qualquer pagamento de muitos dos investimentos emitidos recentemente. Dos 100 investimentos emitidos, 5 estão com atraso e um desses a mais de 60 dias.
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Re: P2P Lending

por Muhammad3010 » 22/9/2013 16:29

Espero que a rendibilidade efetiva aumente uma vez que ainda não recebi qualquer pagamento de muitos dos investimentos emitidos recentemente. Dos 100 investimentos emitidos, 5 estão com atraso e um desses a mais de 60 dias.


Qual é que é o Average Repayment Rate nesse site? Em média ronda os 100%?

Cumprimentos,
Muhammad
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Re: P2P Lending

por matos_1 » 22/9/2013 16:41

Muhammad, desculpa a minha ignorância mas que indicador é esse?
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Re: P2P Lending

por mpp21 » 22/9/2013 22:20

Boas,

Também tenho andado interessado neste tipo de investimento, desde que li um artigo na Fortune (na edição de Agosto) a falar disto.

Acho que o Muhammad3010 se refere a isto:

According to our statistics, overdue loans have only missed the principal investment payment plan by no more than 2.3%. This means that overdue loans are generally repaid however with a delay that can generate interest and penalty income to the lender.
 
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Re: P2P Lending

por matos_1 » 22/9/2013 22:27

mpp21, ainda não decorreu tempo suficiente para ter uma noção desses valores. Pesquisa no site, talvez encontres algo.

Há mais alguém que já investiu? Há poucos sites que permitem o investimento por parte de estrangeiros. Realmente nos states o negócio está mais desenvolvido...
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Re: P2P Lending

por Muhammad3010 » 23/9/2013 18:01

mpp21 Escreveu:Boas,

Também tenho andado interessado neste tipo de investimento, desde que li um artigo na Fortune (na edição de Agosto) a falar disto.

Acho que o Muhammad3010 se refere a isto:

According to our statistics, overdue loans have only missed the principal investment payment plan by no more than 2.3%. This means that overdue loans are generally repaid however with a delay that can generate interest and penalty income to the lender.


Obrigado. Exacto. Depois fui ver o site. Pareceu-me interessante até, só que a maioria dos prazos dos empréstimos são 60 meses. Falta saber é porque que instituição é que eles são regulados, senão pode não passar de um esquema pirâmide em que são criados perfis fictícios de pessoas com necessidades de financiamento....
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Re: P2P Lending

por matos_1 » 23/9/2013 18:38

Muhammad3010 Escreveu:Obrigado. Exacto. Depois fui ver o site. Pareceu-me interessante até, só que a maioria dos prazos dos empréstimos são 60 meses. Falta saber é porque que instituição é que eles são regulados, senão pode não passar de um esquema pirâmide em que são criados perfis fictícios de pessoas com necessidades de financiamento....


Nunca preocupei-me em saber quem regula a atividade desta entidade, seria prudente... Não acredito que este site seja esquema. Foi referenciada na Forbes e em vários outros blogs e sites sobre P2P lending.

http://www.forbes.com/sites/groupthink/ ... r-lenders/
Linha de Tendência Análise da evolução dos principais indicadores macroeconómicos que afetam a economia portuguesa e europeia.
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Re:

por mrod0 » 25/11/2013 12:07

MAV8 Escreveu:No meu caso concreto estaria muito mais interessado em investimento do mesmo género mas em Start Up's, para já também só se encontra disponível no UK...

Mais um Português empreendedor a investir no estranjeiro:

http://www.seedrs.com/


http://gigaom.com/2013/11/24/seedrs-bec ... 1-35981861

Alguém a considerar?
A minha dúvida é sempre a tributação. Tenho receio que leve boa parte dos lucros.
O ideal seria uma seedrs mas domiciliada em Portugal.
 
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