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Caldeirão da Bolsa

A minha estratégia de investimento no longo-prazo

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

por vset » 9/6/2012 22:00

Boa noite,

E o problema cambial USD-EUR?

Cumprimentos.
 
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por Metallising_ » 11/6/2012 0:08

vset Escreveu:Boa noite,

E o problema cambial USD-EUR?

Cumprimentos.


Tocas-te na ferida! Sobre esse matéria ainda não sei o que fazer ao certo.
Vários membros do forum recomendam abrir uma posição FX EURUSD num valor equivalente à parte da carteira cotada em USD.
A questão é que não há forma de prever o FX rollover (juro pago/debitado diariamente), o que pode resultar num custo elevado pelo seguro cambial.

Para ilustrar os efeitos nocivos deste custos, imaginemos que num período de 25 anos, numa carteira com crescimento médio anual de 9%, pago em média 1% de juros para a manutenção da posição FX EURUSD. No final do período, a parte da carteira em USD teve uma valorização 21% inferior comparativamente à mesma carteira sem posição FX EURUSD. A história dos "compound interest" no longo prazo podem fazer moça.

Não sei ao certo o que fazer. Aceitam-se sugestões!
 
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por Supermann » 11/6/2012 0:59

Adoptares uma espécie de posição que cubra o risco de desvalorização significativa da moeda.

Um filtro de tendencia de longo prazo por exemplo. Vais ter algumas perdas pequeninas, mas os movimentos grandes irás estar protegido.

Tendencia de alta no EURUSD, estar coberto. o cotrário deixar andar.
 
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por MDC2011 » 11/6/2012 9:21

Aproveitando esta questão sobre a cobertura cambial gostaria ainda de trazer uma outra; esta situação não poderia ser resolvida através da aquisição de ETFs adquiridos em euros?

Os mesmos não fazem hedging por modo a não serem sensíveis às taxas de câmbio?

Curiosamente existem diversos ETFs comercializados em euros contudo os respetivos prospetos mencionam a utilização do USD como moeda do fundo...o que quer isto dizer na prática? Que continuam a ser sensíveis às variações de câmbio?
 
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por Tridion » 11/6/2012 9:44

Metallising, já optaste pela corretora? Será que corretoras como a Zecco ou MB Trading ainda estarão cá daqui a 25 anos!?

Thanx.[/b]
 
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por Corto_Maltese » 11/6/2012 12:42

Eis um Tópico que decididamente irei acompanhar. Parabens....

Caro Metallising, na escolha da sua carteira, deverá ter tido em consideração a correlação dos varios activos de investimento... `

A minha duvida é se a maior convergencia de correlações entre activos que se tem vindo a verificar num passado recente, influenciou a sua escolha de activos ou não ?
Nomeadamente, estou interessado em saber qual foi o periodo de análise para o calculo da correlação de activos (10 Year / 1Year / 6Months).
 
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por Supermann » 11/6/2012 13:35

OSPF Escreveu:Aproveitando esta questão sobre a cobertura cambial gostaria ainda de trazer uma outra; esta situação não poderia ser resolvida através da aquisição de ETFs adquiridos em euros?

Os mesmos não fazem hedging por modo a não serem sensíveis às taxas de câmbio?

Curiosamente existem diversos ETFs comercializados em euros contudo os respetivos prospetos mencionam a utilização do USD como moeda do fundo...o que quer isto dizer na prática? Que continuam a ser sensíveis às variações de câmbio?


Pouco interessa estar cotado em dólares ou em euros.

Se o ETF estiver em euros, e investir nos EUA, e não fizer cobertura cambial, obviamente estás exposto ao risco cambial.

É a mesma coisa que comprar ETF no EUA. Lá por estarem em dólares, se o euro valorizar não há problema, dado que os activos que detêm estão cotados em euros logo haverá um reajustamento.
 
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por gorgo » 11/6/2012 13:49

[quote="Metallising

Não sei ao certo o que fazer. Aceitam-se sugestões![/quote]

Não fazes nada. Estás deversificado a ativos em vários paises e moedas. Nos emergentes estás a correr o risco de várias moedas. Corres o risco desses ativos. O risco também é positivo se esses ativos gerarem maiores lucros. O custo de eventuais coberturas é maior que a variação. Os seguros cobram-se. Pode ter sentido cobrir risco no curto prazo, mas não no longo.
 
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por Metallising_ » 12/6/2012 0:19

Supermann, mais especificamente, como sugeres que proceda?
Como não posso prever a tendência nem a curto, nem a longo prazo no par EURUSD, sou obrigado a abrir a posição no Forex no momento em que constituir a carteira. Caso abra a posição FX com algum atraso pode acontecer o par já ter valorizado significamente, assim, garantidamente já estarei a perder.


OSPF, não, um ETF só por estar cotado em EUR não significa que está protegido ao nível do câmbio. Na imagem em baixo podes observar diferentes performances de dois ETFs sobre o mesmo activo, MSCI Emerging Markets, sendo que este índice é originalmente cotado em USD.
A linha laranja corresponde a um ETF cotado em USD, a verde a um ETF em EUR e a amarela o par EURUSD. Penso que o gráfico é conclusivo.

<center>Imagem</center>

Um ETF em EUR que segue um activo cotado em USD, não faz hedge. Contudo, existem ETFs que além de estarem cotados em EUR, também fazem hedge.


Tridion, no meu primeiro post fiz referência à corretora optada.
Teoricamente, se uma corretora terminar, as posições serão liquidadas e o dinheiro transferido para o cliente, ou, com alguma sorte, as posições são transferidas para outra corretora. Felizmente, não tenho conhecimento de nenhum caso.
Em nome da velha máxima "Não meter os ovos todos na mesma cesta" também tenho uma corretora na Europa, na qual tenciono abrir todas as posições em EUR. No investimento, já que se pondera ao detalhe a exposição ao risco, parece-me pertinente aplicar os mesmos princípios na escolha da(s) corretora(s). Inegavelmente, ter os activos dividos em duas ou mais corretoras acarreta menos riscos do que tudo numa só corretora, ainda que à partida a probabilidade de ter problemas seja muito baixa.


Corto_Maltese, sinceramente, não fui muito meticuloso nesse aspecto. Através da leitura e do conhecimento geral que tenho sobre economia e mercados (muito ou pouco) concluí o seguinte:

- Commodities têm baixa correlação com acções e obrigações.
- Obrigações têm baixa correlação com acções.
- Obrigações têm correlação imperfeita dentro de diferentes maturidades e regiões geográficas.
- Acções de mercados desenvolvidos têm correlação imperfeita com mercados emergentes.
- Acções dos mercados desenvolvidos, têm correlação imperfeita consoante a localização geográfica (ex - Europa vs USA)
- Acções dos mercados emergentes, têm correlação imperfeita consoante a localização geográfica (ex - Ásia vs América do Sul)
- REITs têm correlação imperfeitaa (muito) com o mercado de acções.
- Empresas de baixa capitalização têm correlação imperfeita com empresas de grande capitalização.

Haverão métodos mais técnicos para analisar a correlação entre activos e definir a alocação de cada um.

É possível que a correlação entre os vários activos sofra algumas alterações nos próximos anos, mesmo assim, com uma carteira amplamente diversificada não me parece ser motivo de grande preocupação.


gorgol, é verdade que os países emergentes têm vários moedas e é impossível cobrir o risco em todas elas, a questão é que o benchmark MSCI Emerging Markets é cotado em USD. Logo, penso que para garantir que nunca fico abaixo do benchmark é necessário fazer cobertura cambial. Concordas?
Existem vários estudos que de facto confirmam que o factor cambial, no longo prazo, adiciona/retira zero de valor. Contudo, não consigo compreender isso quando vejo por exemplo a evolução do par GBPCHF nos últimos 27 anos.

<center>Imagem</center>
 
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por Mkpt » 12/6/2012 1:24

Metallising Escreveu:
gorgol, é verdade que os países emergentes têm vários moedas e é impossível cobrir o risco em todas elas, a questão é que o benchmark MSCI Emerging Markets é cotado em USD. Logo, penso que para garantir que nunca fico abaixo do benchmark é necessário fazer cobertura cambial. Concordas?

Julgo que não é necessário essa cobertura.

Se o USD desvalorizar face às moedas dos mercados em que incide o ETF, o valor do ETF replica isso em dolares, valorizando. E o mesmo sucede na situação inversa [USD valorizar].

Para cobrir a diferença cambial só mesmo cobrindo todas as moedas.
 
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por gorgo » 12/6/2012 12:49

[quote="Mkpt
Se o USD desvalorizar face às moedas dos mercados em que incide o ETF, o valor do ETF replica isso em dolares, valorizando. E o mesmo sucede na situação inversa [USD valorizar].

Para cobrir a diferença cambial só mesmo cobrindo todas as moedas.[/quote]

Complementando:

Os lucros traduzidos em USD serão maiores, logo valorização do ETF em USD, mas igual quando convertido para euros se as moedas das empresas mantiverem a paridade com o Euro. Também não podes garantir essa paridade com o Euro.

Por outro lado a cobertura terá um custo que no longo prazo se equilibra com a variação do Euro/usd.

Só tem sentido fazer coberturas/seguros para acontecimentos muito destrutivos dos nossos ativos. Os prémios a pagar serão sempre superiores ao risco médio, visto ter de existir a margem da seguradora
 
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por vset » 13/6/2012 19:09

Boa tarde a todos e viva PORTUGAL!

É-me algo dificil compreender porque não há que fazer hedging aos activos que dependem do USD.

Ainda me confundiram mais :|

Expliquem lá isso melhor por favor

Abraço a todos!
 
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por LTCM » 17/6/2012 15:54

Metallising Escreveu: A questão é que não há forma de prever o FX rollover (juro pago/debitado diariamente), o que pode resultar num custo elevado pelo seguro cambial.


O que pediste por MP (tenho a caixa cheia):

http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2010/wp10151.pdf

https://www.vanguardinvestments.eu/cont ... gement.pdf
Remember the Golden Rule: Those who have the gold make the rules.
***
"A soberania e o respeito de Portugal impõem que neste lugar se erga um Forte, e isso é obra e serviço dos homens de El-Rei nosso senhor e, como tal, por mais duro, por mais difícil e por mais trabalhoso que isso dê, (...) é serviço de Portugal. E tem que se cumprir."
 
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por Metallising_ » 18/6/2012 23:21

Obrigado pelos links LTCM.


Criei uma carteira de teste composta exactamente pelos activos que mencionei no primeiro post. Como maior parte dos ETFs que a compõem são algo recentes, o período de análise disponível é demasiado curto para poder tirar conclusões elucidativas acerca da estratégia.
De qualquer forma, os gráficos que coloco são ilustrativos de algumas vantagens de um portefólio diversificado como o que sugeri. A carteira teste tem início em 01/04/2009.

Verde - Índice S&P500
Amarelo - Índice EAFE (Australasia/Europa/Médio Oriente)
Vermelho - Eurostoxx 50
Laranja - Portefólio teste rebalanceado semestralmente.

A volatilidade do portefólio em teste é claramente inferior a qualquer um dos índices de referência. A nível de rentabilidade está 15% abaixo do S&P500 e 50% acima do Eurostoxx 50. Parece-me um bom compromisso tendo em conta que apenas 70% dos activos do portefólio são de natureza volátil (acções / commodities).

No gráfico a um ano a presença de ouro e obrigações no portefólio é bastante expressiva ao analisar-se o valente tombo de Agosto 2011. Da mesma forma que se instaurou o pânico nos mercados, o ouro em sintonia perfeita valorizou 20%.
Anexos
paraforum3anos.jpg
Gráfico 3 anos
paraforum3anos.jpg (70.72 KiB) Visualizado 6549 vezes
paraforum1anos.jpg
Gráfico 1 ano
paraforum1anos.jpg (75.96 KiB) Visualizado 6555 vezes
 
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por LTCM » 2/8/2012 15:41

Metallising Escreveu:
Defini a liquidação de 5% anuais, mesmo que estagne o crescimento ou até reduza ligeiramente o valor do portofólio, é impossível chegar a 0€ antes de eu morrer. :)



If you plan on being retired for 20 years, have an allocation of 60% stocks and 40% bonds and plan to take 6% inflation-adjusted withdrawals, you have a 73.8% chance that your assets will outlast your 20-year horizon.

This means that when we ran 1,000 Monte Carlo simulations, your assets lasted at least 20 years in 738 simulations and you ran out of money in 262. What is an acceptable probability that your assets will last through your retirement?

0%–75% Confidence is low; significant changes to goals may be necessary now and into the future. You may want to adjust your plan.

75%–90% Confidence is sufficiently high without undue sacrifice; changes to goals are likely to be minor and manageable.

90%–100% Confidence is high; may imply unnecessary sacrifice to lifestyle or undue investment risk. You may want to adjust your plan.
Anexos
W_R.png
W_R.png (69.22 KiB) Visualizado 6353 vezes
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"A soberania e o respeito de Portugal impõem que neste lugar se erga um Forte, e isso é obra e serviço dos homens de El-Rei nosso senhor e, como tal, por mais duro, por mais difícil e por mais trabalhoso que isso dê, (...) é serviço de Portugal. E tem que se cumprir."
 
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por Supermann » 2/8/2012 16:47

Eu sou mesmo muito conservador ou melhor pessimista.

Sempre que planeio montantes considero WR de não mais que 3,5% :lol:
 
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por Metallising_ » 6/8/2012 6:23

Bom contributo.

Convém referir que o "withdrawal rate" ideal depende bastante da idade de reforma. Alguém que se reforme aos 50 anos deverá ser bem mais conservador quanto ao WR comparativamente a alguém que se reforme aos 65.

Em posts anteriores falei sobre "mini-reformas", "reformas antecipadas" e "independência financeira". Conceitos cada vez mais palpáveis e com mais seguidores.
Deixo links de dois blogs importantes que tratam o tema. Em qualquer um deles existem centenas de sugestões, boas ideias, excelentes dissertações filosóficas sobre a vida e dinheiro.
O criador de cada um destes blogs atingiu o estado de "independência financeira" pelos 30 anos e relatam ao detalhe com o fizeram e, como presentemente gerem as suas vidas pessoal e financeiramente tendo em consideração que dependem a 100% das suas poupanças. Estes blogs atraem bastantes seguidores e nos seus foruns é possível encontrar outros users com mais relatos das suas experiências pessoais e boas sugestões.
Ambos os criadores dos blogs construiram uma carteira composta por fundos de investimento passivo (que seguem exactamente a mesma filosofia dos ETFs) dos quais dependem a 100% a nível financeiro. Embora liquidem uma porção dos investimentos para a suas despesas do quotidiano, os fundos continuam a crescer e a sua riqueza a aumentar.


http://earlyretirementextreme.com/
http://www.mrmoneymustache.com
 
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por quez » 23/8/2012 17:30

Quanto a fazer-se, ou não, hedging das moedas, pensei na seguinte solução de compromisso:
Se não se fizer hedging, o simples facto de adquirir periodicamente USD vai fazer com que, a longo prazo, o preço EUR/USD se encontre a níveis médios, num cenário de flutuações normais (esta teoria deixa de funcionar se uma das moedas iniciar uma depreciação de muito longo prazo). Aquilo que poderia, então, fazer-se, seria ter-se em consideração periodos em que o EUR/USD estivesse favorável e ir adquirindo USDs para, mais tarde, utilizar no rebalanceamento dos ETF em USD que tenhamos no nosso portfolio. Assim, se por exemplo, no final de cada mês se avaliasse a cotação EUR/USD e se adquirisse ou não USD consoante fosse ou não favorável, então poderíamos ter até um ganho extra. Que vos parece?
Editado pela última vez por quez em 12/9/2013 9:47, num total de 1 vez.
 
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Re: A minha estratégia de investimento no longo-prazo

por andre.santos » 7/8/2013 12:05

Metallising era interessante colocares a evolução da tua carteira.
Este é um dos post que mais atenção me chamou.

abraço
Cumprimentos,
André dos Santos
 
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Re: A minha estratégia de investimento no longo-prazo

por mpp21 » 2/9/2013 12:59

andre.santos Escreveu:Metallising era interessante colocares a evolução da tua carteira.
Este é um dos post que mais atenção me chamou.

abraço


x2
 
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Re: A minha estratégia de investimento no longo-prazo

por Metallising_ » 11/9/2013 23:13

Lamento a falta de feedback. Um post estará para vir.

Em poucas linhas, actualmente estou a seguir a estratégia praticamente como a descrevi no tópico inicial. Fiz algumas alterações na alocação de activos e em alguns casos optei por ETFs emitidos por outras instituições por uma questão de custos (TER e impostos) e também por uma questão de simplificação na gestão do portfolio. Actualmente as coisas estão em modo automático, limito-me a seguir o curso.
 
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Re: A minha estratégia de investimento no longo-prazo

por PSI53 » 11/9/2013 23:55

hummm, estão tramados...agora é que nunca mais largo o Forum do JNeg , óh que indíce! :clap: :clap:
 
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Re: A minha estratégia de investimento no longo-prazo

por PSI53 » 12/9/2013 0:07

PSI53 Escreveu:hummm, estão tramados...agora é que nunca mais largo o Forum do JNeg , óh que indíce! :clap: :clap:

:arrow: :arrow: Sempre ACC. :wall:
 
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Re: A minha estratégia de investimento no longo-prazo

por Metallising_ » 20/11/2014 0:47

Boa noite,

Já lá vão dois anos e meio desde que iniciei o tópico para vos falar da minha carteira passiva de longo-prazo. Ao longo deste tempo as linhas gerais da estratégia de investimento em nada se alteraram, a seleção e alocação dos fundos está ligeiramente diferente, mas nada de muito significativo.
De qualquer maneira, considero que o mais importante para esta estratégia de investimento funcionar é ir alocando religiosamente novo capital no portefólio e ir comprando fundos sempre que possível. A selecção e alocação de fundos é importante, mas mais importante é começar por algum lado.
Pois bem, deixo-vos algumas imagens da evolução do portefólio.

Evolução do portefólio desde 02-2012 até 11-2014.

Untitled11.png
Evolução do portefólio desde 02-2012 até 11-2014


Alocação de activos actual. Desde o início da constituição do portefólio a alocação tem vindo a manter-se relativamente estável sendo que até à data ainda não fiz nenhum grande rebalanceamento, às vezes adiciono novo capital nos fundos perdedores para assegurar que não ficam muito abaixo da alocação inicial.

Untitled11.png
Alocação de activos
Untitled11.png (23.31 KiB) Visualizado 4037 vezes


Uma questão muito usual: "Ok, certo! Mais quais os fundos??" Ora cá estão todos os ETFs que detenho. Nem sempre a resposta é clara quanto ao melhor fundo para determinada exposição, por esse motivo tenho por exemplo 3 fundos diferentes para os Emerging Markets. Tendo em conta a minha estratégia de investimento, deter mais fundos não implica mais gastos/comissões.

Untitled11.png
ETFs selecionados


Pois é, tal como previsto esta estratégia não me está a dar rentabilidades espetaculares acima dos mercados. Na imagem seguinte o meu portefólio aparece a roxo e podem-no comparar com outros benchmarks, a legenda está no topo do gráfico. Neste momento o meu retorno é de 18% incluindo dividendos e comissões.

Untitled11.png
Benchmarks


Se por um lado as rentabilidades não são fenomenais, por outro lado as oscilações também são mais suaves do que os restantes benchmarks, no gráfico dá para perceber que a linha roxa é mais "smooth" com menos movimentos bruscos. Isto é resultado da mistura de activos com diferentes correlações e níveis de risco.
O período específico exposto no gráfico favorece pouco o meu portefólio uma vez que estou fortemente alocado nos mercados emergentes, os quais têm andado murchos. Esperemos que nos próximos anos me tragam melhores retornos.

Num futuro próximo tenciono aumentar ligeiramente a exposição a bonds e small caps, para isso irei reduzir a exposição as large caps. Pouco mais há fazer, é só deixar andar e continuar a acrescentar fundos sempre que possível. Neste momento está tudo em piloto automático, dou uma vista de olhos de dois em dois meses e o resto do tempo dedico à pesca :D

Para aqueles que seguem estratégias passivas de investimento, aqui fica o meu contributo.
 
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Re: A minha estratégia de investimento no longo-prazo

por Metallising_ » 20/11/2014 1:26

Para uma representação mais precisa da evolução do portefólio, acho melhor selecionar o período de 04-2013 até 11-2014. Antes de 03-2013 o meu portefólio não estava completo e era constituído apenas por dois fundos, 60% EMU e 40% Emerging Markets, os quais não reflectem de forma fidedigna o meu portefólio.

Portefólio completo de 04-2013 até 11-2014 (linha verde)


Untitled11.png
 
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