Outros sites Cofina
Caldeirão da Bolsa

A minha estratégia de investimento no longo-prazo

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

A minha estratégia de investimento no longo-prazo

por Metallising_ » 7/6/2012 2:56

Boas!

Qual o meu objectivo ao investir na bolsa? Ganhar dinheiro, óbvio. Mas para quê? O meu salário é suficiente para cobrir todas as despesas fixas, adquirir todos os bens que preciso e, viajar com frequência e para onde me apetecer. Então, para quê sujeitar-me ao risco de perda de capital e stress dos mercados, se tudo o que preciso já está assegurado com o meu salário?

Foi com esta linha de pensamento que concluí que estava a fazer tudo errado.

Estou activo nos mercados financeiros há 3 anos. Até à data todos os trades têm sido planeados com horizontes de curto/médio-prazo, o balanço da minha actividade embora positivo (provavelmente por sorte…), não justifica o tempo perdido nem o stress a que esta actividade me sujeita. Interesso-me por economia e finanças, mas monitorizar todos os dia os mercados à procura de oportunidades de trade, é algo distinto.

Um fabuloso dia cheguei à conclusão que não faz sentido investir a curto-prazo, simplesmente, porque não preciso de “rendimento extra” a curto-prazo. Não faz sentido gastar o meu tempo e saúde mental a lutar por algo que não preciso. Se ganhar 2000€ num trade é óptimo, mas não vai mudar nada significativo na minha vida.

O que é que tem valor para mim e que só é alcançável com dinheiro? O meu tempo livre. A única coisa que ambiciono e não posso comprar é o meu tempo livre.

O meu objectivo de longo-prazo é ganhar tempo livre. Reformar-me 20 ou 30 anos antecipadamente ou fazer pausas de 2 ou 3 anos ao longo da minha vida profissional.

Para poder viver sem um salário que cai todos os meses na conta, implica atingir um estado de independência financeira, ou seja, poder viver das poupanças. Eu calculo o valor que necessito de acumular para atingir independência financeira da seguinte forma: Total portfolio = Débito anual / 5%. Exemplo – Se preciso de 10000€ anuais, então, 10000 / 5% = 200000, ou seja, 200000€ é o valor que preciso de atingir para me poder retirar com 10000€ anuais. O tipo de carteira que pretendo constituir historicamente tem tido rendimentos superiores a 5% anuais, portanto, mesmo que liquide 5% do meu portfolio anualmente, a carteira continuará a crescer.

Tendo um objectivo pessoal a longo-prazo torna mais fácil manter uma estratégia de investimento a longo-prazo, torna-se mais suportável assistir a movimentos bruscos na valorização da carteira. Quando o mercado cair 20% ou 30%, eu posso estar tranquilo porque tenho muito tempo para assistir a uma recuperação, na pior da hipóteses, reformo-me um pouco mais tarde.
Agora focando-me um pouco mais na estratégia de investimento pela qual procuro enveredar.

Começo por citar um post do LTCM, um prestável membro cá do fórum.

Que é uma estratégia de investimento. Isso significa que qualquer tipo de análise técnica, leitura de gráficos, palpites e coisas do género estão totalmente fora do pretendido; o que se exige é aumentar a exposição a activos perdedores (dentro da lógica desenhada), comprar e manter, tendo como norma o valor, em vez do preço. A nossa parte de “trader” tem de ser esquecida.

Que é uma estratégia Passiva. Devido ao fraco desempenho do universo de gestores activos como um todo e, em especial, investidores individuais que utilizam métodos discricionários de “market timing”, vamos optar por uma abordagem puramente passiva com base em fundos negociados em bolsa (ETFs). Os ETFs são instrumentos financeiros que replicam a composição de um índice ou de um cabaz de activos de forma simples, oferecem transparência e eficiência de custos na exposição a uma grande variedade de activos e mercados financeiros e reúnem as vantagens de diversificação dos fundos de investimento com a flexibilidade das acções cotadas em bolsa.

Assim o investimento passivo tem diversos benefícios:
Não requer nenhum conhecimento profundo acerca do mercado, excepto a compreensão dos conceitos básicos de investimento.

É de baixo custo. Os ETFs têm taxas globais de custos mais baixas do que os fundos de gestão activa.
No longo prazo, os ETFs sobre índices, superam a grande maioria dos fundos de gestão activa, e quase todos os investidores individuais.
É uma estratégia simples, fácil de executar e com total ausência de stress.


A minha estratégia passiva de longo prazo, consiste em obter exposição através de ETFs a diferentes classes de activos, diversificando geograficamente e em grande/pequena capitalização. O objectivo ao diversificar é procurar activos com diferentes correlações, assim, enquanto um desvaloriza, o outro valoriza, reduzindo o risco. Quanto maior o número de activos com baixa correlação, menor o risco. Aqui invoco a velha máxima: Não meter os ovos todos na mesma cesta.

A carteira que pretendo adquirir é composta por um número elevado de activos, o que por um lado é bom por obter grande diversificação, tendo como lado negativo um aumento de custos de transação.

Além do valor inicialmente investido, irei fazer reforços mensalmente com as sobras do salário, aproveitando o momento para analisar a carteira e caso seja necessário, fazer o rebalanceamento. Rebalancear a carteira significa repor a exposição a cada activo para os valor originais, não para maximizar os retornos, mas para controlar o risco. Exemplo – Se inicialmente defini 10% de exposição sobre o ouro e chegada a altura de rebalanceamento, esse activo valorizou passando a representar 15% da carteira, então, é altura de vender os 5% em excesso.

Como intermediário, tenciono utilizar a Interactive Brokers uma vez que me oferece acesso a todos os activos dentro de praticamente todos os mercados financeiros e apresenta o melhor preçário das corretoras que conheço (1$ por transacção nos USA). Os reforços e eventuais rebalanceamentos mensais não serão um custo adicional uma vez que esta corretora “obriga” a uma despesa mínima de 10$ mensais em comissões. Na prática irei gastar 120$ anualmente em comissões, quer hajam transacções ou não. Comparativamente ao preçário de outras corretoras, parece-me um bom negócio pagar 120$ anuais e poder rebalancear e reforçar o portfólio mensalmente (até 10 transacções por mês nos USA – 1$ por transacção x 10 transacções = 10$).

Existem muitos ETFs no mercado com exposição aos mesmos activos, por exemplo, existem dezenas de ETFs que replicam o índice SP500. O meu critério de selecção dos ETFs que constituirão a minha carteira foi baseado na liquidez (quanto maior, menor o spread), nas management fees (custos do fundos), na estrutura dos ETF (tenho preferência por ETFs Physical-based em vez de Swap-based) e finalmente nas bolsas onde são transacionados (maior parte da correctoras oferecem custos de transacção inferiores no mercado norte-americano).

Tenho 23 anos, tenho poucas despesas fixas e não tenho dividas, o que me dá liberdade para investir sem estar preocupado na rentabilidade a curto-prazo. Como tal, optei por uma carteira moderada/agressiva, com apenas 30% de exposição a obrigações. Defini 15% de exposição a commodities, que devido à baixa correlação com obrigações e acções serve como atenuador de movimentos bruscos na carteira, excelente forma de diversificar e reduzir o risco (Exemplo – Regra geral, o Ouro tende a valorizar em períodos de pânico nos mercados). 49% da exposição destina-se a acções, sendo que 19% alocados em mercados emergentes e os restantes 30% em mercados desenvolvidos. Por fim, os restantes 6% obterão exposição ao mercado imobiliário global.

Nos últimos 40 anos uma carteira semelhante àquela que vou apresentar teve um rentabilidade média anual de 12,51%, sendo que o pior ano foi o de 2008 com uma desvalorização de 21,25%. Ver gráfico.

<center>
Imagem</center>


Fonte: http://www.riskcog.com/portfolio-theme2.jsp#5e80e8d


A carteira que defini, é a seguinte:


<center>Imagem</center>


Procurei reduzir os custos dos fundos ao máximo, sendo que acebei por conseguir um TER% médio de 0,35%.

Imaginemos então que o plano é colocado em prática. Como será que o dinheiro vai crescer? E quando será que finalmente atinjo o “patamar” da independência financeira e deixo de ser um escravo do trabalho? Bom…. Não tenho alergia ao trabalho mas não me conformo com o facto de ter apenas um mês de férias por ano, com tanta coisa para fazer e tantos sítios para conhecer não aceito despender parte significativa da minha vida a trabalhar. (Um investidor hippie?! pensarão alguns... :) )

A tabela seguinte serve para ilustrar o meu plano. Hipoteticamente, através do investimento de 18000€ anuais, durante um período de 10 anos e, obtendo um retorno anual de 9%, ao concluir o 10º de investimento, a carteira teria um valor total de 298000€. A partir deste momento poderia viver da rentabilidade do portfólio. Mesmo que liquidasse 15000€ por ano o portfólio continuaria a crescer, como prova a matemática.
Porquê os 9% em vez dos anteriormente referidos 12,51%? Aos 12,51% subtraí 3% para efeitos de inflação, mais, 0,5% para custos de transação e management fees. Assim, os valor apresentados na tabela já se encontram ajustados ao valor real do Euro daqui a 10 anos.

<center>Imagem</center>

Escrever tanto texto é bom porque ajuda a cimentar ideias (para o bem ou para o mal). O objetivo ao partilhar este meu plano de investimento é obter todo o género de criticas, comentários ou sugestões. Trata-se de um plano de investimento que ainda não foi colocado em prática, daí procurar algum feedback para poder reajustar algum ponto, se for caso disso, antes de meter o plano em marcha.

Para terminar, não poderia deixar de referir o tópico que me introduziu este tipo de estratégia de investimento - Enriquecer Devagar: Perguntas & Respostas http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocio ... sc&start=0 (Obrigado LTCM)

Thanks in advance.

(Edit: Editei o BBCode para tornar as imagens compatíveis com todos browsers.)
Editado pela última vez por Visitante em 9/6/2012 18:31, num total de 6 vezes.
 
Mensagens: 196
Registado: 21/7/2010 12:52
Localização: 16

por Sr_SNiper » 7/6/2012 4:50

23 anos, nos mercados desde os 20 e já com todo o dinheiro que queres...Posso pergutar-te que profissão tens? Curiosidade apenas
Um abraço, vai postando aqui a tua carteira.
Boa sorte
Lose your opinion, not your money
 
Mensagens: 8910
Registado: 27/6/2009 22:08
Localização: Sniper World

por Metallising_ » 7/6/2012 10:24

Sou residente na Suiça, trabalho na indústria relojoeira. Não tenho todo o dinheiro que quero, mas o meu salário chega para cobrir todas as despesas e ainda sobra mais de metade que destino ao investimento. Mesmo assim, o meu salário é significativamente inferior aos 5800CHF (4800EUR) que são a média na Suiça. A parte má é que viver neste país é um atraso de vida.
 
Mensagens: 196
Registado: 21/7/2010 12:52
Localização: 16

por gorgo » 7/6/2012 12:33

Metallising Escreveu: A parte má é que viver neste país é um atraso de vida.

Trabalhei em Lucerna, durante um pequeno periodo de tempo em 1982. Foi uma experiência fabulosa para os meus 21 anos dessa altura, mesmo com um salário muito inferir à média. Porque dizes que viver neste pais é um atraso de vida. Estás a referir-te à Suiça?

No geral parece-me teres uma estratégia bem fundamentada, todavia para a tua idade poderias passar as ações para 70 a 90% desde que emocionalmente consigas gerir as quedas. Para um jovem a exposição ao risco deve ser maior, visto dar retornos a muito longo prazo garantidos. Tens de prever a possibilidade de perder o rendimento fixo do ordenado.

Poderias diversificar mundialmente de forma simples:

3 ETF apenas de ações:

Um sobre o S&P 500 (spy) - 41%
Um ETF sobre o mercado europeu, australásia e Extremo oriente (EFA) - 47%
Um ETF dos emergentes (EEM) - 12%

As empresas europeias e americanas também têm operações nos emergentes, logo a exposição é maior do que os 12%.

Não te esqueças que mesmo depois de te reformares, os teus capitais ainda deverão continuar em ações visto a esperança de vida ir para lá dos 85 anos.

Quem me dera eu ter tido esta visão tão clara como tu já tens, quando eu tinha 25 anos, sobre investimentos nos mercados financeiros. Estás no bom caminho e principalmente pela abordagem que fazes à poupança. Um dia poderás concluir que a reforma é apenas mais uma fase da vida e que até poderás ter outras atividades em que afinal nunca te reformarás. Eu ainda estou longe da mesma e já não a vejo como um fim, talvez um período da vida com outra independência financeira.
Editado pela última vez por Visitante em 7/6/2012 14:50, num total de 2 vezes.
 
Mensagens: 551
Registado: 26/8/2007 20:40
Localização: 16

por EuroVerde » 7/6/2012 13:20

Metallising Escreveu: A parte má é que viver neste país é um atraso de vida.


Podes explicar melhor? Atraso em que sentido? :shock:
 
Mensagens: 4960
Registado: 29/11/2007 11:19

por Supermann » 7/6/2012 13:31

gorgol Escreveu:
Metallising Escreveu: A parte má é que viver neste país é um atraso de vida.

Trabalhei em Lucerna, durante um pequeno periodo de tempo em 1982. Foi uma experiência fabulosa para os meus 21 anos dessa altura, mesmo com um salário muito inferir à média. Porque dizes que viver neste pais é um atraso de vida. Estás a referir-te à Suiça?

No geral parece-me teres uma estratégia bem fundamentada, todavia para a tua idade poderias passar as ações para 70 a 90% desde que emocionalmente consigas gerir as quedas. Para um jovem a exposição ao risco deve ser maior, visto dar retornos a muito longo prazo garantidos. Tens de prever a possibilidade de perder o rendimento fixo do ordenado.

Poderias diversificar mundialmente de forma simples:

3 ETF apenas de ações:

Um sobre o S&P 500 (spy) - 41%
Um ETF sobre o mercado europeu (IVV) - 47%
Um ETF dos emergentes (EFA) - 12%

As empresas europeias e americanas também têm operações nos emergentes, logo a exposição é maior do que os 12%.

Não te esqueças que mesmo depois de te reformares, os teus capitais ainda deverão continuar em ações visto a esperança de vida ir para lá dos 85 anos.

Quem me dera eu ter tido esta visão tão clara como tu já tens, quando eu tinha 25 anos, sobre investimentos nos mercados financeiros. Estás no bom caminho e principalmente pela abordagem que fazes à poupança. Um dia poderás concluir que a reforma é apenas mais uma fase da vida e que até poderás ter outras atividades em que afinal nunca te reformarás. Eu ainda estou longe da mesma e já não a vejo como um fim, talvez um período da vida com outra independência financeira.


Nao porque ele já tem outros activos de risco.

Nomeadamente matérias-primas, mercado imobiliario, etc.

Quanto aos países individuais, sinceramente eu não iria pelo canadá.

Iria para países com mais promessas a nível futuro. O Canadá assim como a Austrália deverão passar maus bocados económicos na próxima década um pouco como acontecue recentemente com os EUA.

Tenho predilecção por países como Taiwan, Coreia do Sul, Indonésia, India, Brazil, Singapura, Chile, Colombia, etc.

Quanto a ETF de matérias-primas não vi nenhum.

É o x-trackers? Qual a alocação nas matérias primas?

Encontrei recentemente um por acaso do Commerzbank bastante interessante.

O problema da maioria dos ETFs de commodities é que praticamente estão concentrados numa ou outra commodity. Por exemplo o DBC salvo erro é quase tudo energia.

Este do Commerzbank, tá alocado em 18 commodities e todas a 6,25% numa espécia de Equal Weight.

Tem também preferência pelos ETFs TOTAL RETURN que não distribuam dividendos. Assim não és taxado nessa componente e acabam por capitalizar esse remanescente.

Quanto aos 5% de Withdrawal digo-te que isso é um valor arriscado para a sobrevivência de um portfólio.
 
Mensagens: 1750
Registado: 18/12/2009 18:54
Localização: 16

por gorgo » 7/6/2012 15:01

Supermann Escreveu:
gorgol Escreveu:
Metallising Escreveu: A parte má é que viver neste país é um atraso de vida.

Trabalhei em Lucerna, durante um pequeno periodo de tempo em 1982. Foi uma experiência fabulosa para os meus 21 anos dessa altura, mesmo com um salário muito inferir à média. Porque dizes que viver neste pais é um atraso de vida. Estás a referir-te à Suiça?

No geral parece-me teres uma estratégia bem fundamentada, todavia para a tua idade poderias passar as ações para 70 a 90% desde que emocionalmente consigas gerir as quedas. Para um jovem a exposição ao risco deve ser maior, visto dar retornos a muito longo prazo garantidos. Tens de prever a possibilidade de perder o rendimento fixo do ordenado.

Poderias diversificar mundialmente de forma simples:

3 ETF apenas de ações:

Um sobre o S&P 500 (spy) - 41%
Um ETF sobre o mercado europeu (IVV) - 47%
Um ETF dos emergentes (EFA) - 12%

As empresas europeias e americanas também têm operações nos emergentes, logo a exposição é maior do que os 12%.

Não te esqueças que mesmo depois de te reformares, os teus capitais ainda deverão continuar em ações visto a esperança de vida ir para lá dos 85 anos.

Quem me dera eu ter tido esta visão tão clara como tu já tens, quando eu tinha 25 anos, sobre investimentos nos mercados financeiros. Estás no bom caminho e principalmente pela abordagem que fazes à poupança. Um dia poderás concluir que a reforma é apenas mais uma fase da vida e que até poderás ter outras atividades em que afinal nunca te reformarás. Eu ainda estou longe da mesma e já não a vejo como um fim, talvez um período da vida com outra independência financeira.


Nao porque ele já tem outros activos de risco.

Nomeadamente matérias-primas, mercado imobiliario, etc.

Quanto aos países individuais, sinceramente eu não iria pelo canadá.

Iria para países com mais promessas a nível futuro. O Canadá assim como a Austrália deverão passar maus bocados económicos na próxima década um pouco como acontecue recentemente com os EUA.

Tenho predilecção por países como Taiwan, Coreia do Sul, Indonésia, India, Brazil, Singapura, Chile, Colombia, etc.

Quanto a ETF de matérias-primas não vi nenhum.

É o x-trackers? Qual a alocação nas matérias primas?

Encontrei recentemente um por acaso do Commerzbank bastante interessante.

O problema da maioria dos ETFs de commodities é que praticamente estão concentrados numa ou outra commodity. Por exemplo o DBC salvo erro é quase tudo energia.

Este do Commerzbank, tá alocado em 18 commodities e todas a 6,25% numa espécia de Equal Weight.

Tem também preferência pelos ETFs TOTAL RETURN que não distribuam dividendos. Assim não és taxado nessa componente e acabam por capitalizar esse remanescente.

Quanto aos 5% de Withdrawal digo-te que isso é um valor arriscado para a sobrevivência de um portfólio.


Editei, visto os códigos dos ETF´s estarem trocados e incompletos. É uma visão passiva e exposta e diversificada ao mundo, logo menos volátil de que apenas um mercado regional.

Não sou apologista de ter comodities e obrigações para o muito longo prazo (25 anos ou mais). Historicamente as rendibilidades são muito inferiores às ações. Então o ouro é fraco. Não esquecer que as comodities não pagam dividendos e estão sujeitas à inflação. É a exponencial dos dividendos (juros compostos) que potencia as ações.
 
Mensagens: 551
Registado: 26/8/2007 20:40
Localização: 16

por cbslbstr » 7/6/2012 15:09

EuroVerde Escreveu:
Metallising Escreveu: A parte má é que viver neste país é um atraso de vida.


Podes explicar melhor? Atraso em que sentido? :shock:
Realmente, também fiquei curioso. Na Suiça, apenas estive como turista, não deu para ter percepção da realidade diária de quem vive e trabalha lá (aí 8-) ).
 
Mensagens: 115
Registado: 19/2/2007 21:50

por Automech » 7/6/2012 15:12

Na minha opinião era melhor deixar este tópico para falar da estratégia de investimento do Metallising e continuar a discussão sobre a Suiça noutro tópico como por exemplo:
http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocio ... c&start=25
No man is rich enough to buy back his past - Oscar Wilde
 
Mensagens: 9360
Registado: 4/6/2010 12:12
Localização: 16

por Mnvalente » 7/6/2012 19:28

Excelente topico!

Tenho algumas perguntas quanto 'a escolha da Interactive brokers?
- Onde fica domiciliada a conta?
- Onde pagas impostos sobre as mais valias?

Abraco
 
Mensagens: 150
Registado: 20/11/2006 23:11
Localização: Emigrante

por Corto_Maltese » 7/6/2012 23:59

Interessante !!!

Tenho uma duvida...

Se inicialmente defini 10% de exposição sobre o ouro e chegada a altura de rebalanceamento, esse activo valorizou passando a representar 15% da carteira, então, é altura de vender os 5% em excesso.


E no caso de ter uma desvalorização num determinado activo, na altura de rebalanceamento irá vender outros activos e investir o valor no activo que desvalorizou a fim de manter a exposição defenida de 10% ?
 
Mensagens: 5
Registado: 22/6/2010 18:09

por cbslbstr » 8/6/2012 0:25

Corto_Maltese Escreveu:Interessante !!!

Tenho uma duvida...

Se inicialmente defini 10% de exposição sobre o ouro e chegada a altura de rebalanceamento, esse activo valorizou passando a representar 15% da carteira, então, é altura de vender os 5% em excesso.


E no caso de ter uma desvalorização num determinado activo, na altura de rebalanceamento irá vender outros activos e investir o valor no activo que desvalorizou a fim de manter a exposição defenida de 10% ?
... ou comprar mais do activo que desvalorizou?
Diria que (também) depende das condições pessoais e do mercado, na altura.
 
Mensagens: 115
Registado: 19/2/2007 21:50

por Metallising_ » 8/6/2012 0:50

Antes de mais, agradeço o vosso feedback.

gorgol:
Luzern é na minha opinião a cidade mais catita da Suiça. :)

Tens de prever a possibilidade de perder o rendimento fixo do ordenado


Essa acaba por ser uma razão pela qual eu considero que não devo ter tanta exposição a activos voláteis. Se fosse despedido e ao mesmo tempo a carteira estivesse a desvalorizar 40% antes de ter isónias dava um tiro na cabeça. Daí outras classes de activos serem convenientes para atenuar movimentos bruscos na carteira, dando estabilidade, não só financeira, mas essencialmente emocial. Contudo, é certo que no muito longo prazo a rentabilidade das acções é superior a qualquer outra activo.

A carteira que sugeres, nos últimos 40 anos teve uma valorização média anual de 11.04% e uma queda de -41.03% em 2008. A carteira que sugeri foi mais rentável (12.51%) e a queda foi de "apenas" -21,25%. Por mais incrível e contra-senso que possa parecer, a verdade é que uma carteira constituída 100% por acções é menos rentável que uma carteira constituída por 55% em acções, 15% em commodities e 30% bonds. Os mistérios da diversificação...

Sim concordo. A reforma não significa dar despesa ao estado, não trabalhar e ser inútil para a sociedade. Vejo a reforma apenas como a fase da vida em que não preciso de acordar todos os dias às 6h da manhã e levar com um superior idiota só para poder chegar ao final do mês e pagar as contas.

Supermann:

Escolhi o Canadá porque é a única grande economia que através dos outros activos não consegui incluir no portofólio. As prespectivas económicas para o país parecem ser positivas devido à grande oferta de matérias-primas e à respectiva procura pelas economias emergentes. Porque achas que o Canadá irá passar por um mau bocado?

Quantos aos países que sugeres, todos eles já estão incluídos nos ETFs que sugeri referentes aos mercados emergentes. Investir num deles isoladamente iria causar sobreposição.

Sim, o ETF de matérias-primas é o x-trackers. Mais informação sobre o fundo, aqui - http://www.etf.db.com/UK/pdf/EN/factshe ... _04_30.pdf
Este activo é o que mais dúvidas me suscita. Existem vários ETFs que seguem o índice AIG, outros o CRB, outros o DBLCI e por aí diante. (Cada índice distrubui o peso de cada matéria-prima de forma diferente). Não sei qual o índice mais apropriado para a estratégia de longo-prazo.
Porque consideras equal weighting a melhor forma de investir em matérias-primas?

Curioso essa dos ETFs Total Return. Já vasculhei milhares de ETFs e pouco ou nada existe nessa categoria. Há alguma instituição financeira específica que emita esses ETFs?
De qualquer forma, provavelmente o expense ratio de um ETF total return deve ser muito elevado uma vez que os dividendos devem ser aplicados pelo fundo através da compra de mais activos, logo, custos de transacção mais elevados. Ainda assim, tenho que dar uma vista de olhos nisso. Agradeço a sugestão.

Defini a liquidação de 5% anuais, mesmo que estagne o crescimento ou até reduza ligeiramente o valor do portofólio, é impossível chegar a 0€ antes de eu morrer. :)

mnvalente:
Não vasculhei ao pormenor, mas tendo em conta que a Interactive Brokers é uma empresa americana, diria que a conta fica lá domiciliada.
Utilizes a Interactive Brokers ou qualquer outra correctora, pagas os impostos sempre no teu país de residência fiscal.


Para os que me questionaram sobre a Suiça.
Uma resposta decente levaria-me horas e horas, por isso vou encurtar. Resumidamente, a mentalidade e o temperamento da Europa Central é bastante diferente da Europa do Sul. Uma pessoa proveniente da Europa do Sul está habituada a uma liberdade e um estilo de vida bem mais dinâmico. Na Europa Central as pessoas são muito mais fechadas e com um estilo de vida muito mais rotineiro. Penso que o clima é que torna esta regiões tão destintas.
Trabalho com muitos portugueses e espanhóis e não há um que diga que vive melhor na Suiça do que no seu país de origem.
Estando no centro da Europa já tive oportunidade de viajar bastante e conhecer outros países, depois de ter passado por tanto lado e ter visto tanta coisa, uma coisa tomo como certa, excluindo a actual situação económica, não há melhor país na Europa para viver que Portugal. (O típico choradinho do emigrante quando se aproxima o Verão)
 
Mensagens: 196
Registado: 21/7/2010 12:52
Localização: 16

por Metallising_ » 8/6/2012 1:07

Corto_Maltese Escreveu:Interessante !!!

Tenho uma duvida...

Se inicialmente defini 10% de exposição sobre o ouro e chegada a altura de rebalanceamento, esse activo valorizou passando a representar 15% da carteira, então, é altura de vender os 5% em excesso.


E no caso de ter uma desvalorização num determinado activo, na altura de rebalanceamento irá vender outros activos e investir o valor no activo que desvalorizou a fim de manter a exposição defenida de 10% ?


Exactamente. É muitas vezes aconselhado fazer este rebalanceamento apenas uma vez por ano de forma a manter os custos de transacção baixos. A não esquecer que cada vez que se liquida uma posição pode estar-se a realizar mais-valias, que serão sujeitas a impostos. O ideal é reforçar o portofólio com novo capital de forma a equilibrar as posições perdedoras.

cbslbstr, este tipo de estratégia é passiva, logo não é suposto incluir análises de mercado.
 
Mensagens: 196
Registado: 21/7/2010 12:52
Localização: 16

por Mnvalente » 8/6/2012 11:14

Obrigado pela resposta e aqui vai mais uma pergunta.

Esse portfolio no passado teria tido um rendimento como o que investigaste. Sera' que os proximos anos serao identicos? E se estivermos num momento de mudanca de paradigma? E se o crescimento continuo das ultimas decadas e a valorizacao do mercado accionista nao se mantiver?

Eu sei que e' uma daquelas visoes que nao nos deixa sair do sofa, mas nao consigo encontrar uma solucao que me deixe descansado.

Abraco
 
Mensagens: 150
Registado: 20/11/2006 23:11
Localização: Emigrante

por gorgo » 8/6/2012 13:08

Metallising Escreveu:Antes de mais, agradeço o vosso feedback.

Curioso essa dos ETFs Total Return. Já vasculhei milhares de ETFs e pouco ou nada existe nessa categoria. Há alguma instituição financeira específica que emita esses ETFs?


Agora também estou a ficar baralhado. Para mim os ETF´s incorporam os dividendos, o que singifica que são total return depois de impostos. Nos ETF´s sobre o PSI é assim. O mesmo se passa com os fundos. A diferença está nas comissões e não serem transacionados como instrumento.
 
Mensagens: 551
Registado: 26/8/2007 20:40
Localização: 16

por Supermann » 8/6/2012 13:57

gorgol Escreveu:
Metallising Escreveu:Antes de mais, agradeço o vosso feedback.

Curioso essa dos ETFs Total Return. Já vasculhei milhares de ETFs e pouco ou nada existe nessa categoria. Há alguma instituição financeira específica que emita esses ETFs?


Agora também estou a ficar baralhado. Para mim os ETF´s incorporam os dividendos, o que singifica que são total return depois de impostos. Nos ETF´s sobre o PSI é assim. O mesmo se passa com os fundos. A diferença está nas comissões e não serem transacionados como instrumento.


Não. Existem mutiso ETF's que distribuem o rendimento os dividendos, ou seja, para ti acaba por ser contraproducente em teremos de capital dado que somos taxados novamente a 25%.

O ETF do PSI sim penso que seja TR, mas vais a qualquer ETF no mercado americano e a grande maioria está em regime distribuição dos dividendos.
 
Mensagens: 1750
Registado: 18/12/2009 18:54
Localização: 16

por gorgo » 8/6/2012 23:14

Metallising Escreveu:Sim concordo. A reforma não significa dar despesa ao estado, não trabalhar e ser inútil para a sociedade. Vejo a reforma apenas como a fase da vida em que não preciso de acordar todos os dias às 6h da manhã e levar com um superior idiota só para poder chegar ao final do mês e pagar as contas.


Dito assim parece ser uma vida dura aí na Suiça. Então, o superior idiota não dura para sempre. Ou nós o substituimos ou mudamos de trabalho. Com a pedalada que tens as oportunidades vão aparecer de certeza. Sugestão aproveita tempos livres para formação específica. Com a dimensão do sistema bancário e mercados financeiros deve haver por aí muita oportunidade de formação e rodar de setor. O melhor investimento é a formação, permitido ganhar mais e fazer aquilo que gostamos.
 
Mensagens: 551
Registado: 26/8/2007 20:40
Localização: 16

por vset » 8/6/2012 23:31

mnvalente Escreveu:Obrigado pela resposta e aqui vai mais uma pergunta.

Esse portfolio no passado teria tido um rendimento como o que investigaste. Sera' que os proximos anos serao identicos? E se estivermos num momento de mudanca de paradigma? E se o crescimento continuo das ultimas decadas e a valorizacao do mercado accionista nao se mantiver?

Eu sei que e' uma daquelas visoes que nao nos deixa sair do sofa, mas nao consigo encontrar uma solucao que me deixe descansado.

Abraco



É verdade, há autores que defendem que tendo no passado boas rentabilidades será mais díficil de o conseguir no futuro.


Metalising : não consigo ver as imagens do 1º post

Abraço.
Editado pela última vez por vset em 9/6/2012 15:32, num total de 1 vez.
 
Mensagens: 1029
Registado: 11/1/2004 13:37

por Celsius-reloaded » 9/6/2012 11:23

Interessante estratégia. Mas tb sou jovem (ñ tanto qto tu) e ñ me vejo a ter uma postura tão passiva.
Ñ estarás e replicar o "atraso de vida " para a tua carteira de investimentos?
31 de Julho: dia de São Stop.
 
Mensagens: 2006
Registado: 29/11/2007 2:35
Localização: Coimbra

por Supermann » 9/6/2012 15:33

Celsius Escreveu:Interessante estratégia. Mas tb sou jovem (ñ tanto qto tu) e ñ me vejo a ter uma postura tão passiva.
Ñ estarás e replicar o "atraso de vida " para a tua carteira de investimentos?


A maior parte das pessoas não bate os mercados, logo ele está é a ser inteligente.
 
Mensagens: 1750
Registado: 18/12/2009 18:54
Localização: 16

por gorgo » 9/6/2012 17:27

Supermann Escreveu:
Celsius Escreveu:Interessante estratégia. Mas tb sou jovem (ñ tanto qto tu) e ñ me vejo a ter uma postura tão passiva.
Ñ estarás e replicar o "atraso de vida " para a tua carteira de investimentos?


A maior parte das pessoas não bate os mercados, logo ele está é a ser inteligente.


Estamos a aplicar a curva de Gauss. Será que não há cisne negro nos investimentos financeiros? O futuro é aleatório e não pode ser previsto no passado? O Nassim Taleb ia aos arames de certeza! O Warren Buffet tem batido sempre os mercados. Um pouco de cético empírico não fica mal.
 
Mensagens: 551
Registado: 26/8/2007 20:40
Localização: 16

por Metallising_ » 9/6/2012 17:30

mnvalente, de facto, não há nada que me garante que o retorno dos mercados accionistas será idêntico durante os próximos anos. De qualquer forma, com a carteira que sugeri, tem-se exposição a todos os mercados, o que significa que todo o crescimento que haja, muito ou pouco, será absorvido pela carteira. Independentemente da taxa de crescimento da economia durante os próximos anos e o respectivo retorno nos mercados financeiros, uma estratégia passiva irá continuar a bater todos os investidores individuais e a grande maioria dos fundos de gestão activa.
Será que a alocação de activos que defini para a minha carteira é a mais rentável? Não sei, mas está bem diversificada.

gorgol, todos os ETFs sobre índices de acções que referi distribuem dividendos. O mesmo se aplica a todos os ETFs de obrigações.
Na Suiça a carga fiscal é bem inferior, as mais-valias não são sujeitas a impostos e sobre os dividendos pago 8%. A taxa varia em função do ordenado e do cantão (semelhante a um estado nos USA) de residência.
Sim concordo com o que dizes sobre a formação. Para já é impossível uma vez que sou pouco fluente no francês e não pesco nada de alemão.


Mais alguém teve o mesmo problema que o vset relativamente às imagens do 1º post?

Celsius, a mim interessa-me poupar tempo, ausência de stress e boas rentabilidades. Se não te vês a ter uma postura tão passiva o mais certo é que acabes com menos tempo livre, mais stress e menores rentabilidades. Não sou eu que o digo.
 
Mensagens: 196
Registado: 21/7/2010 12:52
Localização: 16

por PMACS » 9/6/2012 18:03

Metallising Escreveu:

Mais alguém teve o mesmo problema que o vset relativamente às imagens do 1º post?


Sim, com o Firefox não se vê a não ser clicando em cima do símbolo com o botão direito do rato e escolher,ver imagem!
Com o Chrome vêem-se as imagens.
“When it is obvious that the goals cannot be reached, don't adjust the goals, adjust the action steps.”
― Confucius
 
Mensagens: 1045
Registado: 30/9/2009 12:27
Localização: Savana Alentejana

por Metallising_ » 9/6/2012 18:33

Ok. Editei o BBCode para tornar as imagens compatíveis com todos browsers.

Agora a malta mais old-school - os que ainda não instalaram o google chrome :mrgreen: - também pode visualizar as imagens.
 
Mensagens: 196
Registado: 21/7/2010 12:52
Localização: 16

Próximo

Quem está ligado:
Utilizadores a ver este Fórum: Andre vez, Bing [Bot], kidd, leomiguel77, LoneWolf, pattern, renarolo e 45 visitantes