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O que devemos fazer caso Portugal volte ao Escudo.

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Como garantir que o dinheirinho não se esfuma todo?

por Terdeco » 7/6/2012 14:46

Pelo que se lê por aqui, morre-se por ter cão e por não o ter.

Assim, a solução mais simples (mesmo com perdas de juros :( ) e eficaz, não será comprar moeda fisica estrangeira (USD) , pegar nas notinhas e guardá-las no colchão????

não há juros, mas não se perde tudo...

ou estou a ver mal a questão?

cumptos
 
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por trillion » 7/6/2012 14:53

Não tenho acompanhado o tópico mas não me parece, qd eles ligarem as impressoras esse teu dinheiro fisico desvaloriza ... Uma moeda q tenho andado a acompanhar é o dolar australiano, alguém tem opiniões sobre esta moeda?
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Os alemães não deixam imprimir... e estão certos

por Terdeco » 7/6/2012 14:58

acho que os alema~es não vão deixar imprimir euros. não lhe interessa.

E os alemães é que mandam nisto tudo (mas o mérito é de deles!), quer se queira quer não
 
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Dólares debaixo do colchão?

por Icaro00 » 7/6/2012 15:04

Boas,

A ideia de ter dólares até é interessante, mas quanto pagas de transação para passar de euros a dólares? E o risco cambial? Ou seja qual o risco e qual a despesa desse investimento?
Já alguém fez essas contas?
Outra hipótese seria comprar antes francos suíços.
Este parece ser um investimento isento de risco, senão vejamos: O banco Central Suíço defende o franco de subidas relativamente ao Euro (paridade), pelo que o risco cambial desaparece. Se não sobe também não cai. Mas será que aguenta, ou será que os “especuladores” são mais fortes? E se forem mais fortes, o que acontece ao franco no caso de o Banco central não aguentar???

Bons negócios?
 
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compra de moeda fisica estarngeira

por Terdeco » 7/6/2012 15:12

em qualquer loja de cambios se pode comprar a moeda estrangeira.

no site da CGD, pode fazer a simulação dos custos. o dinheiro fisico estrangeiro, é entregue ao fim de poucos dias, segundo me disseram. :)
 
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por trillion » 7/6/2012 21:36

Terdeco, obviamente q estava a falar de imprimir dolares, uma vez q tinhas perguntado o q achava-mos de dolares fisico, no entanto o Bernanke parece q para já não está para aí virado ...
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por alfred0 » 10/6/2012 20:19

como assim?

Suponha que tinha mil acções da JMT. Suponha que hoje valiam 13.00 euros (2600 escudos)
Acha então que elas ficavam a valer 600 escudos
cada?
E mesmo que assim fosse, não lhe parece que o seu valor se aproximaria tendo pelo menos em conta o seu valor intrínseco se adaptaria? E se fossem acções da bayer, pensa que passariam a valer cinco vezes menos? Acha mesmo que se uma carcassa que agora custa 0.20 euros passaria a custar 8 escudos?

Há algo que me escapa?
Cumprimentos.
Alfred0
 
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Re: Como garantir que o dinheirinho não se esfuma todo?

por aefernandes » 10/6/2012 23:30

Terdeco Escreveu:Pelo que se lê por aqui, morre-se por ter cão e por não o ter.

Assim, a solução mais simples (mesmo com perdas de juros :( ) e eficaz, não será comprar moeda fisica estrangeira (USD) , pegar nas notinhas e guardá-las no colchão????

não há juros, mas não se perde tudo...

ou estou a ver mal a questão?

cumptos


Pode haver juros sim senhora ou senhor... penso eu de que...

Exemplo: eu ter conta no Big mas em dolares e nenhum cão ou cadela me obriga a mudar para escudos se esse for o caminho...
Ou será que obriga???

Ter os depositos em dolares,,, quem me obrigaria a mudar para outra moeda...???

Dei exemplo Big por ser cliente e se poder ter a conta em dolares.
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Re: Como garantir que o dinheirinho não se esfuma todo?

por Automech » 11/6/2012 1:11

aefernandes Escreveu:Ter os depositos em dolares,,, quem me obrigaria a mudar para outra moeda...???

Dei exemplo Big por ser cliente e se poder ter a conta em dolares.


Na Argentina converteram também as contas em moeda estrangeira. É uma decisão política.
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por SMALL1969 » 11/6/2012 12:23

alfred0 Escreveu:como assim?

Suponha que tinha mil acções da JMT. Suponha que hoje valiam 13.00 euros (2600 escudos)
Acha então que elas ficavam a valer 600 escudos
cada?
E mesmo que assim fosse, não lhe parece que o seu valor se aproximaria tendo pelo menos em conta o seu valor intrínseco se adaptaria? E se fossem acções da bayer, pensa que passariam a valer cinco vezes menos? Acha mesmo que se uma carcassa que agora custa 0.20 euros passaria a custar 8 escudos?

Há algo que me escapa?
Cumprimentos.
Alfred0


Escapa escapa......mesmo com acções de títulos a cotar no estrangeiro, em que obviamente o valor da empresa não desaparece, o que pode acontecer é o Estado português decretar um imposto especial sobre o rendimento. Numa transição de moedas, o céu é p limite para a imaginação em investar formar de apanhar os espertos.

Só se safa quem cometer ilegalidades (esconder dinheiro para depois trocar ilegalmente nas casas de câmbios) ou tiver massa em paraísos fiscais e não a quiser voltar a introduzir no País. Porque para a colocar cá novamente de forma legal, teria que passar na fronteira e pagar os impostos.

Po exemplo, ao venderes títulos de acções estrangeiras, pagarias em vez dos atuais 25% sobre o lucro, poderias pagar 50% ou 75% ou 100% do lucro. Claro que mesmo assim existia a protecção do capital, mas o imposto até pode ser 150%, porque não? Se a moeda desvaloriza por exemplo 50%, porque não acrescentar 50% de imposto sobre o total da venda a investimentos obtidos no estrangeiro, e depois outros 25% de imposto sobre a mais-valia?

Só pagavas se vendesses, mas também só poderias usufruir da massa se vendesses, não seria? E mais tarde ou mais cedo...terias que vender.
 
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por jomaso » 11/6/2012 14:10

E por exemplo, para quem tem investimentos em obrigações estrangeiras? o que acontece?
 
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Duas moedas numa mesma economia?

por darkvader » 11/6/2012 17:45

Está-se a ver que a nossa economia não irá aguentar muito mais tempo, neste grau de destruição, sem que seja feita alguma coisa.

É certo que é preciso "purgar" as empresas ineficientes, para dar lugar a novas empresas, etc, etc.

Mas o que se vê é que apenas está a ser levada a cabo uma parte da equação. O lado da "destruição".

O lado da "criação" não existe, pelo menos por enquanto.

E não existirá enquanto não houver investimento (Português ou Estrangeiro).

O Estado não tem mais dinheiro, nem tão cedo lhe irão emprestar, mesmo que se continuasse a considerar um bom investidor (coisa que já se viu que não é). Essa memória não se apagará tão cedo das cabeças dos Portugueses, pelo menos enquanto as mão do fisco ocuparem todos os nosso bolsos.

Continuar a pensar que viveremos de mão estendida à Europa, é uma ilusão. Esse tempo acabou, tal como acabou o Brasil, as colónias Africanas e a famosa CEE.

Será necessário ter condições de atractividade. Menos custos para quem investe.

Este Governo não tem demonstrado, pelo menos por enquanto, a capacidade de poder criar esse ambiente.

Começa a perder força reformista. Veja-se como continua com o mesmo "Estado", as mesmas Câmaras, os mesmos Institutos, Fundações, Sistema Político e Eleitoral, mordomias de políticos e ex-políticos, vícios e mais vícios de tentar disfarçar o indisfarçável, etc, etc).
Enfim o mesmo "fardo" pesado e bafiento de que já estamos fartos há muito.

Estarão a pensar que por golpe de magia "alguém" há-de resolver o problema para que essa classe que hoje vive "entrincheirada" num Estado cada vez mais falido?

Bem, uma hipótese é "roubar". Sim roubar os cidadãos. Veja-se a perseguição pelo fisco a quem porventura não pagou uma portagem, a que tem carro acima de um determinado valor, a quem tem mais isto e mais aquilo.

Enfim deitar ao "mão ao pescoço", como se costuma dizer.

Mas isso não é eterno, pois há limites. E quando as pessoas perceberem que se quer passar com esses abusos a "modo de vida", qualquer dia veremos a abertura de um Telejornal, com más notícias a respeito dos "zelosos" serventes dessa dita autoridade.

D. Sebastião? Não, não me parece que apareça algum "D. Sebastião" ou coisa parecida.

Mais uma vez será por imposição de fora que alguma coisa será feita, para variar.

E não estou a ver outra senão a introdução de moeda própria : O velho Escudo.

O Escudo conviverá na nossa economia com o Euro. Os "custos" serão pagos em Escudos. Leia-se "custos" como os salários, pensões, etc.

O Euro não acabará. Ficará ali à espera que o Escudo faça o seu trabalho e se chegue à frente.

Os políticos, nacionais e europeus não perderão a face. Afinal não saímos do Euro, mas agora até passaremos a ter duas moedas: o Escudo e o Euro.

É à escolha do freguês!

As dívidas ficarão em Euros. Os credores negociarão uma dilatação de prazo, mas não abdicarão do pagamento. Como garantia, ficarão com muitos "bens" em mais que saldo. A banca Portuguesa, detentora da maior parte dos crédito sobre os Portugueses, será vendida por uma tuta e meia as esses credores.

As importações tornar-se-ao caríssimas. Andar de carro será um luxo. Adquirir carros novos , nem pensar. O mercado da segunda mão será bem dinamizado, não ao estilo de Cuba, isso também seria um exagero, mas voltaremos de certo a dar mais valor ao que temos e não "amachucar" e deitar para o "lixo", para comprar outro novo, como acontecia num passado recente.

Irá ser necessário produzir cá dentro, para consumir cá dentro. E muito mais, produzir cá dentro para vender lá fora.

Terrenos agrícolas, por muito tempo abandonados, votados ao ostracismo e contemplados com desprezo por muitos, começarão a ser "trabalhados" e a serem vistos com outro olhar.

Em seguida a indústria voltará, nova classe média aparecerá e novos comerciantes abrirão lojas.

Assim o "investimento" aparecerá e o desemprego começará a cair.

Quanto tempo demorará este ciclo?

Quanto mais travões a esta inevitabilidade, mais tarde tornaremos a levantar a cabeça.
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por A330-300 » 12/6/2012 3:57

É uma visão interessante.E parece-me plausível.Neste momento tudo é possível.

A330
 
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por SMALL1969 » 12/6/2012 10:27

É interessante e possível. E no papel então até parece uma fórmula mágica do género da que o nosso Governo tão bem pensou a regra e esquadro. e de tanto fala nela, qualquer dia vendem-nos esta ideia como se fosse a boa solução.

O pior é a realidade: juntem lá a esta visão idílica de recuperação pelo escudo, a falta de eletricidade, convulsões por falta de pão, hospitais de portas fechadas, velhos e animais e lixo na rua, assaltos, o trabalho na terra mas como se fazia ineficientemente há 50 anos, e tudo o resto.
 
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por mfsr1980 » 12/6/2012 10:48

Acho este título lamentável e só serve para criar pânico numa situação já de si instável.
A hipótese de saida do Euro não faz sentido nenhum (já fez mas agora não!) porque Portugal não é o único País com problemas, já temos a Espanha e a Itália com Yields em máximos e em breve teremos a França.
Poderiamos então pensar na Alemanha a regressar ao Marco mas isso também não faz sentido nenhum, penso que 40% do mercado alemão é para a Europa, esse ficava sériamente afectado e a valorização do futuro Marco punha em causa também as exportações para os outros mercados.
 
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Re: Dólares debaixo do colchão?

por richardj » 12/6/2012 11:25

Eduardo99 Escreveu:Boas,

A ideia de ter dólares até é interessante, mas quanto pagas de transação para passar de euros a dólares? E o risco cambial? Ou seja qual o risco e qual a despesa desse investimento?
Já alguém fez essas contas?
Outra hipótese seria comprar antes francos suíços.
Este parece ser um investimento isento de risco, senão vejamos: O banco Central Suíço defende o franco de subidas relativamente ao Euro (paridade), pelo que o risco cambial desaparece. Se não sobe também não cai. Mas será que aguenta, ou será que os “especuladores” são mais fortes? E se forem mais fortes, o que acontece ao franco no caso de o Banco central não aguentar???

Bons negócios?


a tendência tem sido uma queda muito forte do euro- franco suíço e isso é que motivou a entrada do banco central suíço. Por outras palavras, o franco suiço tem valorizado muito, o que dificulta as exportações da suiça dai a intervenção do BCS. Penso que actualmente o BCS está a lutar para manter o euro-franco suiço nos 1,2 (mas a tendência do ultimo ano foi vir dos 1,9 para os 1,2).

Ou seja se o banco central suíço deixar de intervir o franco suíço valoriza
 
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por gorgo » 12/6/2012 12:33

Tem sentido pensar em vários cenários, positivos intermédios e negativos. Não podemos olhar só para a desgraça, que é o mesmo erro que olhar só para o paraiso.

O cenário mais negativo é o colapso, todavia a inovação acumulada não permite regressar ao passado. Um maior controlo da tecnologia e da energia, aumentou a eficiencia das operações. A alimentação representa apenas 20% dos consumos das famílias.

Haverá outros cenários negativos intermédios:

Criação de duas moedas, uma para o SUL: Itália, Espanha, Portugal e eventualmente a França.

Apenas a saída da Grécia.

Cenários mais neutros a positivos:

O BCE e as linhas para os bancos conseguem estabilizar a situação.

Emissão de Eurobonds com maior integração orçamental e financeira.

Não podemos esquecer o aspeto aleatório na evolução das crises, relacionadas por eventos que não foram previstos como guerras, inovações disruptivas e por exemplo descoberta de petróleo no mar português.

A minha sugestão vai no sentido da condução à vista com redução da exposição a riscos e contratação de seguros.
 
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por MarcoAntonio » 14/6/2012 1:15

mfsr1980 Escreveu:Acho este título lamentável e só serve para criar pânico numa situação já de si instável.
A hipótese de saida do Euro não faz sentido nenhum (já fez mas agora não!) porque Portugal não é o único País com problemas, já temos a Espanha e a Itália com Yields em máximos e em breve teremos a França.



Eu não reparei neste post ontem mas...

Bom, não é líquido que o facto de existirem mais países com problemas afaste a hipótese de saída de Portugal do Euro ou não.

Quanto muito poderá dizer-se que altera expectavelmente a forma (ou em virtude de que é que) sai: se é mais ou menos provável é meramente uma questão de opinião pois se é razoável afirmar que passa a ser menos provável uma saída isolada (do país X ou Y) em contrapartida crescem as hipóteses de uma desintegração do Euro e nesse caso saiem todos.



Eu não acho o título lamentável sobre qualquer perspectiva: é simplesmente algo que pode ocorrer; é algo que ninguém pode garantir que não ocorre. Título este e post que estão escritos em linguagem perfeitamente comedida.

Naturalmente, uns poderão optar por "enfiar a cabeça na areia" e ignorar o cenário, mas ele é possível e pode vir a verificar-se (em condições que não é possível aferir ao certo de momento) sendo que não é sequer claro (no imediato) se nos estamos a afastar do cenário ou a aproximar dele.
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Um guia argentino para a crise grega

por darkvader » 14/6/2012 13:38

um artigo no Negócios:


Os responsáveis pelas políticas europeias parecem estar surpreendidos com a actual corrida aos depósitos na Grécia (e com a que está a começar em Espanha). Não deveriam. Quem está familiarizado com os colapsos nos mercados emergentes sabe que, depois de uma crise orçamental, quase sempre se segue uma crise financeira.
Os responsáveis pelas políticas europeias parecem estar surpreendidos com a actual corrida aos depósitos na Grécia (e com a que está a começar em Espanha). Não deveriam. Quem está familiarizado com os colapsos nos mercados emergentes sabe que, depois de uma crise orçamental, quase sempre se segue uma crise financeira.

O ‘default’ (incumprimento) da Argentina em 2001 é um exemplo útil. Na crise argentina, a economia contraiu 18% e o desemprego disparou para os 22% da população activa. A Grécia já está próxima desses níveis.

A Argentina enfrentou um ‘default’ total e caótico na sua dívida pública. Na Grécia, a reestruturação imposta aos credores tem sido gerida pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, com uma dívida ainda insustentável, a próxima ronda do ‘default’ grego pode fazer o caso da Argentina parecer positivamente teutónico na sua regularidade.

Na Argentina, a banca esteve próxima do colapso, o que levou o governo a proibir a retirada de dinheiro dos bancos – introduzindo o chamado corralito para os depósitos – e estabelecendo mecanismos de controlo dos movimentos de capitais. Esta parece ser a etapa em que a Grécia está a entrar agora. Assim, se o precedente da Argentina e de outros mercados emergentes é um guia útil, o que se pode esperar da Grécia?

Para responder a essa pergunta é pertinente recordar os circuitos que ligam as crises orçamentais às crises financeiras. Os bancos têm créditos ao governo e às empresas na qualidade de activos. A crise orçamental e a situação de incumprimento reduzem o valor dos primeiros, ao mesmo tempo que a recessão subsequente mina o valor dos segundos.

Esta é a ligação entre os problemas orçamentais e os problemas bancários. Mas existe também uma ligação no sentido inverso: à medida que os bancos procedem à desalavancagem para compensar as perdas, limitam o crédito e a economia contrai, o que faz cair a receita do Estado. Se, e quando, os bancos requerem uma injeção de capital proveniente de fundos públicos, a despesa adicional – que pode ser grande – enfraquece ainda mais as finanças públicas.


Estas forças que se reforçam mutuamente podem resolver-se a si próprias num longo processo de recessão e desalavancagem. Ou então podem levar a uma súbita corrida aos bancos, causando a implosão do sistema financeiro. O resultado depende da confiança.

Os economistas entenderam há muito tempo que, na ausência de um emprestador credível de última instância, os bancos são vulneráveis a crises de confiança. Esse credor pode ser monetário ou fiscal, e na Grécia ambos os tipos estão em dúvida.


Se o acordo grego com a União Europeia e o FMI se quebra, o Banco Central Europeu não vai mais aceitar títulos gregos como garantia. E o Estado grego não tem meios para salvaguardar os seus bancos. Nestas circunstâncias, seria mais surpreendente se os depositantes não corressem para retirar os seus fundos dos bancos gregos.


A experiência argentina sugere que, depois da corrida aos depósitos bancários, o capítulo seguinte da saga é o colapso monetário. Com a receita em queda livre e o crédito cortado, as províncias argentinas tiveram que recorrer à impressão de letras para pagar salários e pensões. A certa altura havia em circulação mais de mais de uma dúzia de "quase-moedas".

O que acontecerá se a Grécia perder o acesso ao crédito da União Europeia e do FMI? Os optimistas assinalam que é suposto o país eliminar o seu défice primário (o Saldo orçamental menos o pagamento de juros) em 2013, o que implica a possibilidade de pagar as suas obrigações não relacionadas com a dívida com os seus próprios recursos depois de um ‘default’.

Mas esta visão sobrestima a capacidade do Estado para arrecadar receitas numa situação de pânico financeiro. Com a economia em queda livre e um clima de incerteza generalizada, muitas famílias e empresas deixam simplesmente de pagar os seus impostos. Assim, mesmo que o governo grego não pague os compromissos relacionados com a dívida, pode não ter alternativa se não imprimir pedaços de papel para cumprir as suas obrigações.

Isso não constituiria um abandono oficial do euro mas, com o tempo, a diferença poderia tornar-se mais formar do que real. A letra ou vale recém-emitido – chamemos-lhe neo-dracma – seria transaccionável e altamente líquido. Mesmo que transaccionado com um grande desconto, como certamente aconteceria, mais tarde ou mais cedo seria utilizado para efectuar todos os tipos de transacções.

Aqui, a história da Argentina sugere que a crise volta a atacar os bancos: em breve as empresas começam a reclamar que os seus rendimentos são agora denominados em neo-dracmas enquanto os seus créditos permanecem denominados em euros, e começam a pressionar insistentemente para que os seus créditos sejam neo-dracmatizados (“pesificados” no jargão da Argentina). Um parlamento ávido da aprovação do público só pode estar ansioso por cumprir estas exigências. No entanto, isto apenas acelera a corrida aos bancos, com as famílias e empresas a perceber que os seus depósitos não estão apoiados em activos sólidos.

Pagar aos trabalhadores do sector público com neo-dracmas desvalorizados implica um corte nos salários reais que recebem. O passo final do processo chega com a neo-dracmatização dos salários do sector privado. As empresas voltam a exigi-lo, alegando que, de outra forma, não poderão exportar. Inicialmente os sindicatos opõem-se, mas eventualmente acabam por ceder, assustados pelo fantasma de um desemprego ainda maior. A promessa de controlos de preços selectivos adoça o acordo.

Quão profunda será a desvalorização do neo-dracma? Na Argentina, o número de pesos necessários para comprar um dólar aumentou mais de 300%. A Grécia registou um défice de conta corrente de quase 10% do PIB em 2011, apesar da depressão económica interna. A desvalorização real necessária para restaurar o equilíbrio externo será enorme, talvez maior do que na Argentina.

A Grécia tem actualmente o seu terceiro governo em menos de um ano, e brevemente terá um quarto. A Argentina teve quatro presidentes em menos de dois anos, antes de a situação política e económica estabilizar. Também a Grécia acabará, eventualmente, por estabilizar. Neste ponto, é praticamente o único precedente de esperança que a história da Argentina conta.

Andrés Velasco, antigo ministro das Finanças do Chile, é professor convidado da Universidade de Columbia.

Direitos de Autor: Project Syndicate, 2012.
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por Dilson Costa » 14/6/2012 18:03

Muito bom darkvader..

O problema maior no sistema financeiro actual resume-se a uma palavra, confiança!

E o que a comunicação social e neste caso os mais diversos fóruns têm feito é inverter esta máxima, fazemdo que essa falta de confiança que está (sempre esteve) latente no sistema financeiro, atinja agora também o povo, o cidadão comum...

Mas agora pergunto eu, a falta de confiança não existiu sempre?
O problema é quando o objectivo é empolar tudo isso, fazendo chegar ao simples cidadão desinformado, criando o pânico geral.

Marco, tenho de concordar em boa parte com o mfsr1980.
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por Elias » 5/7/2012 14:40

"Guia prático" para sair do euro ganha prémio de Economia
05 Julho 2012 | 11:26
Eva Gaspar - egaspar@negocios.pt

Os londrinos da Capital Economics foram os vencedores do "Wolfson Economics Prize", o mais generoso prémio de Economia, depois do Nobel. O "menino da pizza" também teve uma menção honrosa no concurso para o melhor plano para sair do euro.

Neste ano, o desafio foi dirigido ao melhor plano de contingência para a eventualidade de um ou vários países abandonarem a união monetária europeia. A Capital Economics, empresa de consultoria e “research” de macroeconomia, sedeada em Londres, foi a vencedora do cheque de 250 mil libras (cerca de 310 mil euros).


O plano vencedor - “Sair do euro, um guia prático” – foi coordenado pelo economista Roger Bootle. Assume, como pressuposto, que a saída do euro de um país muito endividado, como é o caso da Grécia, teria de ser seguida de uma queda acentuada de salários e preços reais. A questão é como fazê-lo com a menor dose de instabilidade e ruptura possível.

A transição que promete ser a mais suave, proposta pelo Capital Economics, assenta em três grandes etapas. No primeiro dia do fim do euro, as novas notas e moedas seriam introduzidas, com a paridade de 1 para 1 face ao euro, mantendo-se em circulação as notas e moedas europeias durante um período de “phasing-out” de seis meses, apenas para as pequenas transacções. Ao mesmo tempo, preços, salários, empréstimos e depósitos seriam convertidos para a nova moeda com a mesma paridade, de 1 para 1.

Sair do euro = Rigor orçamental e combate à inflação + perdão de dívida

As autoridades do país recém-saído do euro anunciariam de imediato um regime assente na fixação de um objectivo para a taxa de inflação (estratégica semelhante à seguida, por exemplo, pelo Banco de Inglaterra), adoptariam um Orçamento de rigor, acompanhado de um conjunto de regras orçamentais bem firmes, que passariam a ser vigiadas por peritos independentes (uma espécie de Conselho de Finanças Públicas). A indexação dos salários à inflação seria proibida e o Governo passaria a financiar-se através da emissão de títulos de dívida com remuneração, essa sim, dependente da taxa de inflação, o que serviria de incentivo extra a uma política focada o mais possível na estabilidade dos preços.

O "stock" acumulado de dívida pública seria também redenominado na nova moeda, com paridade de 1 para 1 face ao euro, mas a Capital Economics recomenda que o Governo que saia do euro anuncie a sua intenção de renegociar a dívida para a trazer em linha com o máximo recomendado equivalente a 60% do PIB, o que deverá conduzir a incumprimentos substanciais.

Foi neste concurso que Jurre Hermans, o rapaz holandês de 11 anos, apresentou o seu plano de saída ordeira do euro assente na metáfora das fatias de pizza, o que lhe valeu uma menção honrosa e cerca de 100 euros de prémio.
 
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por paulop2009 » 6/7/2012 8:49

SMALL1969 Escreveu:
alfred0 Escreveu:como assim?

Suponha que tinha mil acções da JMT. Suponha que hoje valiam 13.00 euros (2600 escudos)
Acha então que elas ficavam a valer 600 escudos
cada?
E mesmo que assim fosse, não lhe parece que o seu valor se aproximaria tendo pelo menos em conta o seu valor intrínseco se adaptaria? E se fossem acções da bayer, pensa que passariam a valer cinco vezes menos? Acha mesmo que se uma carcassa que agora custa 0.20 euros passaria a custar 8 escudos?

Há algo que me escapa?
Cumprimentos.
Alfred0


Escapa escapa......mesmo com acções de títulos a cotar no estrangeiro, em que obviamente o valor da empresa não desaparece, o que pode acontecer é o Estado português decretar um imposto especial sobre o rendimento. Numa transição de moedas, o céu é p limite para a imaginação em investar formar de apanhar os espertos.



Isso aconteceu na argentina?

Na minha perspectiva, deter acções americanas, em dólares, é relativamente seguro. Ainda que o dólar se venha abaixo devido ao hipotético "fim do euro e crise da europa" de certeza que o escudo se vai muito mais abaixo. Portanto, a valorização cambial será positiva.
 
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por Elpikas » 3/8/2012 10:23

Draghi está mais pessimista com a recuperação da Zona Euro.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=571739&pn=1
 
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por Elias » 20/8/2012 22:04

Why Portugal Should Be Most Worried About ‘Grexit’
Published: Monday, 20 Aug 2012 | 8:22 AM ET Text Size
By: Holly Ellyatt
Assistant News Editor

The markets’ focus should be firmly on Greece — and Portugal’s — immediate economic future, according to the research by economists in the bank’s global research group.

According to Citi, Portugal’s economy is shrinking and, like Greece, it will “probably require an extension of its bailout package despite the fact that the government has dutifully reduced its expenditure and diligently implemented most of the measures mandated under the Troika program.”

The report notes, however, that unlike Greece which could leave the euro “as early as September”, the prospect of a Portugal exit is slim. Rather, Portugal could face a flight of bank deposits and a reduction in consumer confidence, trade and foreign investment because of a Greek exit.

“In our base case scenario, we expect that Portugal will remain a member of EMU, in contrast to Greece, for which we see a 90% probability that it exits the euro area,” the report states.

“We continue to expect the contraction in [Portuguese] GDP in 2012 and 2013 to be deeper than the consensus view,” the report states, “and believe that Portugal will miss this year’s deficit target (of 4.5 percent), despite having met the target in the first half of 2012.”

The researchers at Citi note that despite reducing government expenditure, such as the suspension of 13th monthly payments for public sector workers’ wages and pension benefits in line with targets, Portugal’s tax revenues have been much weaker than expected and it will most likely remain in recession until 2014.

Though Portugal has fulfilled most of its commitments to the troika austerity program, the report states Portugal is unlikely to “return to fiscal sustainability” and forthcoming sovereign debt restructuring – and haircuts- are increasingly likely.

“While an upcoming extension of the bailout package would be unlikely to come with debt restructuring, we expect that, in the next 1 to 3 years [that] debt restructuring, including private-sector involvement (PSI) and official sector involvement (OSI), will take place as the Troika program likely fails to return Portugal to fiscal sustainability.”

Portugal’s contracting economy, means it will most likely be pressured to request an extension of the current rescue package, or a second bailout from the troika (the European Central Bank , IMF and European Commission), a fate similar to that of Greece. (link)

This scenario would provide a “test case” for the solidarity of the euro area creditor countries, says Citi. Should Greece leave the euro in September, Citi expects that Portugal would still be able to renegotiate its austerity program and place within the single currency, but the future would not look bright for Portugal, or indeed for the euro itself.

“If Portugal were to be forced out of the euro for not meeting the deficit targets, despite having implemented the required structural reforms and austerity measures, it would be a sign that the creditor countries are not willing to expand their support for the periphery countries in general,” the report states, ominously adding, “This probably then would lead to broader dismantling of the euro.”

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Re: Duas moedas numa mesma economia?

por Bart Simpson » 21/8/2012 10:13

darkvader Escreveu:Está-se a ver que a nossa economia não irá aguentar muito mais tempo, neste grau de destruição, sem que seja feita alguma coisa.

É certo que é preciso "purgar" as empresas ineficientes, para dar lugar a novas empresas, etc, etc.

Mas o que se vê é que apenas está a ser levada a cabo uma parte da equação. O lado da "destruição".

O lado da "criação" não existe, pelo menos por enquanto.

E não existirá enquanto não houver investimento (Português ou Estrangeiro).

O Estado não tem mais dinheiro, nem tão cedo lhe irão emprestar, mesmo que se continuasse a considerar um bom investidor (coisa que já se viu que não é). Essa memória não se apagará tão cedo das cabeças dos Portugueses, pelo menos enquanto as mão do fisco ocuparem todos os nosso bolsos.

Continuar a pensar que viveremos de mão estendida à Europa, é uma ilusão. Esse tempo acabou, tal como acabou o Brasil, as colónias Africanas e a famosa CEE.

Será necessário ter condições de atractividade. Menos custos para quem investe.

Este Governo não tem demonstrado, pelo menos por enquanto, a capacidade de poder criar esse ambiente.

Começa a perder força reformista. Veja-se como continua com o mesmo "Estado", as mesmas Câmaras, os mesmos Institutos, Fundações, Sistema Político e Eleitoral, mordomias de políticos e ex-políticos, vícios e mais vícios de tentar disfarçar o indisfarçável, etc, etc).
Enfim o mesmo "fardo" pesado e bafiento de que já estamos fartos há muito.

Estarão a pensar que por golpe de magia "alguém" há-de resolver o problema para que essa classe que hoje vive "entrincheirada" num Estado cada vez mais falido?

Bem, uma hipótese é "roubar". Sim roubar os cidadãos. Veja-se a perseguição pelo fisco a quem porventura não pagou uma portagem, a que tem carro acima de um determinado valor, a quem tem mais isto e mais aquilo.

Enfim deitar ao "mão ao pescoço", como se costuma dizer.

Mas isso não é eterno, pois há limites. E quando as pessoas perceberem que se quer passar com esses abusos a "modo de vida", qualquer dia veremos a abertura de um Telejornal, com más notícias a respeito dos "zelosos" serventes dessa dita autoridade.

D. Sebastião? Não, não me parece que apareça algum "D. Sebastião" ou coisa parecida.

Mais uma vez será por imposição de fora que alguma coisa será feita, para variar.

E não estou a ver outra senão a introdução de moeda própria : O velho Escudo.

O Escudo conviverá na nossa economia com o Euro. Os "custos" serão pagos em Escudos. Leia-se "custos" como os salários, pensões, etc.

O Euro não acabará. Ficará ali à espera que o Escudo faça o seu trabalho e se chegue à frente.

Os políticos, nacionais e europeus não perderão a face. Afinal não saímos do Euro, mas agora até passaremos a ter duas moedas: o Escudo e o Euro.

É à escolha do freguês!

As dívidas ficarão em Euros. Os credores negociarão uma dilatação de prazo, mas não abdicarão do pagamento. Como garantia, ficarão com muitos "bens" em mais que saldo. A banca Portuguesa, detentora da maior parte dos crédito sobre os Portugueses, será vendida por uma tuta e meia as esses credores.

As importações tornar-se-ao caríssimas. Andar de carro será um luxo. Adquirir carros novos , nem pensar. O mercado da segunda mão será bem dinamizado, não ao estilo de Cuba, isso também seria um exagero, mas voltaremos de certo a dar mais valor ao que temos e não "amachucar" e deitar para o "lixo", para comprar outro novo, como acontecia num passado recente.

Irá ser necessário produzir cá dentro, para consumir cá dentro. E muito mais, produzir cá dentro para vender lá fora.

Terrenos agrícolas, por muito tempo abandonados, votados ao ostracismo e contemplados com desprezo por muitos, começarão a ser "trabalhados" e a serem vistos com outro olhar.

Em seguida a indústria voltará, nova classe média aparecerá e novos comerciantes abrirão lojas.

Assim o "investimento" aparecerá e o desemprego começará a cair.

Quanto tempo demorará este ciclo?

Quanto mais travões a esta inevitabilidade, mais tarde tornaremos a levantar a cabeça.


Bem, eu já dizia para os meus botões ... bolas, só eu penso que o regresso ao escudo, com o apoio da Europa seria a melhor solução para invertermos esta situação de destruição do(já pequeno) aparelho produtivo e do emprego ? Pelo menos já há mais um a pensar assim ... :)

Não podemos continuar ad eternum a produzir 60% das nossas necessidades, o que nos obriga a ter um défit primário crónico de 115%. Temos que encolher os pés à medida do lençol ... e como não podemos colocar impostos aduaneiros à importação dos bens que poderíamos perfeitamente produzir internamente, só com uma desvalorização monetária é que conseguimos matar 2 coelhos ( nada de analogias ao N/ 1º eheh) c/ uma cajadada - tornar competitiva as n/ exportações e tornar impeditivo as importações, o que iria quase instantaneamente estimular a produção interna.

Portugal padece de uma "doença prolongada" e não vai c/ aspirinas ... tem que levar um tratamento a sério para sair desta morte lenta, penso eu de que ...

Edit: - A meu ver o melhor modo de proteção das poupanças para a perda cambial na passagem para o escudo, seria a compra de ouro físico.
 
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