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Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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por Açor3 » 15/1/2009 9:25

15 Janeiro 2009 - 00h30

Investimento: Por incumprimento de uma ordem de venda de acções em 2000
BPN: João Rocha pede indemnização de 9,4 milhões
João Rocha, ex-presidente do Sporting e administrador em Portugal da Sky Holding Limited, empresa sediada no Reino Unido, pediu uma indemnização de 9,45 milhões de euros ao BPN e à administração do banco liderada por José Oliveira e Costa em 2000. A Sky acusa o BPN e, por solidariedade, os sete administradores de então de causarem "um prejuízo efectivo de 5 960 920 euros", acrescido de 3 495 567 euros em juros de mora, por não terem cumprido a ordem de venda da sua carteira de acções do PSI 20, em Junho de 2000.
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por Açor3 » 15/1/2009 9:27

Administrador do BPN colabora com a justiça


CARLOS RODRIGUES LIMA e PEDRO FERREIRA ESTEVES
Caso BPN. O processo do Ministério Público contra Oliveira Costa está a ter uma ajuda preciosa: António Franco, ex-director de Operações do banco, está a cooperar com as autoridades no apuramento das responsabilidades pelo 'buraco' nas contas

'Braço direito' de ex-banqueiro é testemunha-chave

O antigo director de operações do BPN, homem de confiança de José de Oliveira Costa, é peça-chave no processo que o Ministério Público está a constituir contra o antigo presidente do banco. António Franco, segundo o próprio confirmou ao DN, está a colaborar com os procuradores responsáveis pela investigação em torno dos procedimentos internos que provocaram um "buraco" financeiro de 700 milhões de euros e que terá estado na origem da nacionalização do BPN.

Segundo apurou o DN, Franco tem vindo a reunir-se com o procurador Rosário Teixeira, que lidera a investigação ao caso BPN. E já terá prestado declarações como testemunha no referido processo. Sobre o conteúdo das mesmas, o antigo administrador não quis pronunciar-se, alegando "segredo de justiça".

Nas inquirições no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) António Franco tem procurado colocar-se à margem de todas as suspeitas, revelando que alertou, no passado, para algumas práticas que levantavam dúvidas.

Do ponto de vista da investigação, António Franco poderá enquadrar-se numa espécie de arrependido. Uma figura que não existe na lei portugusa, mas esta dá ao MP algumas escapatórias. Mesmo que seja constituído arguido, no final do inquérito os procuradores poderão arquivar as suspeitas, ou propor a suspensão do processo, caso, como diz a lei, a colaboração tenha sido "decisiva para a descoberta da verdade material".

Segundo informações recolhidas pelo DN, no início de 2007, Franco terá tido algumas conversas com alguns accionistas, manifestando-lhes preocupação com a situação já então verificada no BPN.

O antigo director de operações teve acesso privilegiado a grande parte dos dossiers que terão, alegadamente, levado ao desequilíbrio financeiro da instituição, nomeadamente aqueles relacionados com o cabo verdiano Banco Insular. Uma entidade onde terão sido encobertos créditos concedidos mas não contabilizados pelo BPN.

O antigo "braço direito" de Oliveira Costa viu, recentemente, os seus bens arrestados em simultâneo com os de Oliveira Costa e da sua ex-mulher, num processo levantado pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN) em nome do BPN.

Contactados pelo DN, alguns accionistas da SLN, que pediram para não ser identificados, consideraram que António Franco sempre teve uma conduta irrepreensível. "Está a ser injustamente prejudicado pelo que se passou", confidenciou um accionista.
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por Açor3 » 15/1/2009 10:16

BPN: Miguel Cadilhe é hoje ouvido na comissão parlamentar de inquérito
15 de Janeiro de 2009, 06:10

Lisboa, 15 Jan (Lusa) - O antigo presidente do Banco Português de Negócios (BPN), Miguel Cadilhe, vai ser hoje ouvido na comissão parlamentar de inquérito à nacionalização da instituição, naquela que será a segunda audição realizada por este orgão.

Miguel Cadilhe, que deixou de ser presidente do BPN aquando da nacionalização do banco (mas que permanece à frente da Sociedade Lusa de Negócios, a 'holding' onde este estava integrado), vai ser ouvido pelos deputados às 18 horas, no final do plenário.

O antigo ministro das Finanças assumiu publicamente a sua oposição à nacionalização do banco, que teve lugar em Novembro, considerando-a uma decisão "radical" e de natureza "política".

A Comissão Parlamentar de Inquérito à Situação que levou à Nacionalização do BPN e sobre a Supervisão Bancária Inerente é presidida pela deputada socialista Maria de Belém Roseira.

Na terça-feira, a Comissão recebeu o antigo presidente do BPN, José de Oliveira e Costa, que se encontra detido em prisão preventiva por suspeitas de burla agravada, branqueamento de capitais e infidelidade, entre outros crimes alegadamente cometidos durante a década em que liderou a instituição.

Durante a audição com os deputados, Oliveira e Costa invocou o seu estatuto de arguido para recusar responder às questões que lhe foram colocadas.

Por sua vez, Abdool Vakil, que ocupou a presidência interina do grupo SLN/BPN após a saída de José de Oliveira e Costa, em Fevereiro do ano passado, vai ser ouvido pela comissão na sexta-feira às 15 horas.

FAL

Lusa/Fim
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por Açor3 » 15/1/2009 11:13

Finanças
Hipótese conta de plano de reestruturação
Montepio interessado na rede de agências do BPN
2009/01/15 09:44Redacção / PGM
Presidente do mutualista garante que contactos ainda não começaram
O Montepio Geral está interessado em comprar a rede de agências do Banco Português de Negócio (BPN), em parte ou na totalidade, de acordo com o «Público».

Esta era uma das hipóteses colocadas pelo plano de reestruturação entregue pela equipa de gestão do banco nacionalizado ao Ministério das Finanças, segundo avançou a Lusa na quarta-feira, e permitiria à instituição mutualista ganhar dimensão no mercado bancário.

A proposta de reestruturação propõe ainda a alienação dos serviços centrais ao espanhol Sabadell.

«Se esta hipótese (venda de parte ou da totalidade da rede de retalho do BPN) se vier a colocar, o Montepio Geral olhará para ela com toda a atenção e empenho», disse ao jornal o presidente do Montepio, Tomás Correia.

Conheça as propostas do plano

Miguel Cadilhe ouvido hoje no Parlamento

O ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos e actual presidente executivo do Montepio esclareceu que «está disponível para verificar se a operação se encaixa nas prioridades» estratégicas fixadas, e que não contemplam a aquisição do Banco Efisa (banco de investimento do BPN). Ou seja: antes de se pronunciar, Tomás Correia quer analisar o dossier em concreto, de modo a avaliar a qualidade e a natureza dos activos do BPN que vierem a ser vendidos. Questões que continuam por definir.

Se a compra se concretizar, o Montepio passa a dispor de mais de 550 balcões, aproximando-se do grupo dos cinco grandes grupos do sector (CGD, BCP, BES, Santander e BPI), que já é disputado pelo Grupo Crédito Agrícola, com 660 balcões. O BPI e o Santander, os mais pequenos dos maiores, contam com mais de 700 agências. A eventual absorção pelo MG das 213 agências do BPN deixaria para trás o Banif que opera através de 265 postos de venda.

Para já, Tomás Correia garante que ainda não existem negociações com o ministro das Finanças ou com Faria de Oliveira (presidente da Caixa Geral de Depósitos). «O Montepio não contactou o Ministério ou a CGD, ou vice-versa», assegurou.
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por artista_ » 15/1/2009 12:19

Açor3 Escreveu:15 Janeiro 2009 - 00h30

Investimento: Por incumprimento de uma ordem de venda de acções em 2000
BPN: João Rocha pede indemnização de 9,4 milhões
João Rocha, ex-presidente do Sporting e administrador em Portugal da Sky Holding Limited, empresa sediada no Reino Unido, pediu uma indemnização de 9,45 milhões de euros ao BPN e à administração do banco liderada por José Oliveira e Costa em 2000. A Sky acusa o BPN e, por solidariedade, os sete administradores de então de causarem "um prejuízo efectivo de 5 960 920 euros", acrescido de 3 495 567 euros em juros de mora, por não terem cumprido a ordem de venda da sua carteira de acções do PSI 20, em Junho de 2000.


Não percebo é como é que um problema destes ainda não está resolvido 9 anos depois!!??? Ou será que agora que o estado meteu lá o capital aparecem todos e mais alguns a pedinchar?

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por Açor3 » 15/1/2009 20:00

Audição de Cadilhe
PSD quer saber porque nacionalização do BPN foi considerada acto político
O Partido Social Democrata colocou a Miguel Cadilhe uma série de questões sobre a nacionalização do Banco Português de Negócios, questionado o anterior líder do banco porque considerou a nacionalização um acto político.

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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt


O Partido Social Democrata colocou a Miguel Cadilhe uma série de questões sobre a nacionalização do Banco Português de Negócios, questionado o anterior líder do banco porque considerou a nacionalização um acto político.

O deputado Miguel Macedo, na comissão parlamentar de inquérito que decorre esta tarde, perguntou Cadilhe quem mandou efectuar a auditoria ao BPN, de modo a ficar claro se foi por exclusiva responsabilidade do banco ou por sugestão do Banco de Portugal.

O PSD quer ainda ver esclarecido quais foram as propostas do Governo para resolver o problema do banco e porque é que Cadilhe disse que a nacionalização foi um acto político e que tinha a ver com o sistema democrático.
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por Açor3 » 15/1/2009 20:03

BPN: Cadilhe acusa Banco de Portugal de fechar olhos perante irregularidades
18h20m

Lisboa, 15 Jan (Lusa) - O antigo presidente do BPN, Miguel Cadilhe, criticou hoje no Parlamento o Banco de Portugal pela forma como lidou com as alegadas irregularidades praticadas pela antiga administração da instituição.

"[Quando assumi funções] Não sabia da situação do banco. Sabia que havia problemas sérios, mas não sabia da sua situação patrimonial e financeira, nem da densidade, do grau de incidência, do carácter sistemático de práticas evasivas, de negócios ruinosos, sem que contra as expectativas normais, um tal estado continuado e auto-alimentado de situações irregulares e de casos danosos sem que isso a seu tempo tivesse sido detectado e travado por quem tinha deveres de o fazer", afirmou Miguel Cadilhe.

O antigo presidente do BPN, que liderou o banco durante quatro meses (entre Julho e Novembro de 2008), está neste momento a ser ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito à Nacionalização da instituição.

FAL/NVI

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por Açor3 » 15/1/2009 20:13

Cadilhe diz que a sua proposta remunerava o capital público
"A nacionalização é que se pendura no dinheiro dos contribuintes"
Miguel Cadilhe voltou hoje a explicar o porquê de ser contra a nacionalização do Banco Português de Negócios, afirmando que esta vai penalizar os contribuintes, ao contrário da sua proposta, que até remunerava o capital público.

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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt


Miguel Cadilhe voltou hoje a explicar o porquê de ser contra a nacionalização do Banco Português de Negócios, afirmando que esta vai penalizar os contribuintes, ao contrário da sua proposta, que até remunerava o capital público.

“A primeira vez que se estava a levantar as imparidades, que se estava a chamar as pessoas às suas responsabilidades, que se estavam a travar as práticas ilícitas. Quanto tudo isto estava a acontecer, vem o Governo e lança a bomba atómica”,afirmou Cadilhe, na comissão parlamentar de inquérito, hoje no Parlamento.

O mesmo responsável revelou que todas as propostas feitas pelo Governo eram de nacionalização, através da compra do BPN pela CGD ou da operação harmónio em que o Estado ficaria com a maioria do capital.

Cadilhe diz que o Governo devia ter ouvido consultor independente antes de decidir a nacionalização, mas só ouviu o Banco de Portugal. Cadilhe diz que esta consulta era importante porque o BdP já sabia que a administração do BPN achava que tinha havido falha grave da supervisão.

"A nacionalização foi uma operação com fundamento político. Seria sempre uma decisão política. Mas há decisões políticas com fundamento económico e financeiro, que não vejo ter havido na nacionalização do BPN".

"Não vimos fundamento económico para a nossa proposta ser rejeitada. O ministro das Finanças disse que a nossa proposta se pendurava no dinheiro dos contribuintes, mas ela remunerava o capital público. A nacionalização é que se pendura no dinheiro dos contribuintes”, adiantou
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por Açor3 » 15/1/2009 20:15

Cadilhe sobre a remuneração no BPN
"Só um benemérito ou um mártir, que não sou, aceitaria o convite"
Miguel Cadilhe disse hoje na comissão parlamentar de inquérito que não tem nenhum interesse relacionado com o facto de ser contra a nacionalização do Banco Português de Negócios, negando também a existência de um PPR. Revelou que substituiu a reforma vitalícia no BCP por rendimentos futuros equivalentes.

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Maria João Gago
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Miguel Cadilhe disse hoje na comissão parlamentar de inquérito que não tem nenhum interesse relacionado com o facto de ser contra a nacionalização do Banco Português de Negócios, negando também a existência de um PPR. Revelou que substituiu a reforma vitalícia no BCP por rendimentos futuros equivalentes.

O antigo ministro das Finanças, , na comissão parlamentar de inquérito ao BPN, disse esta tarde aos deputados que substituiu a reforma vitalícia no Banco Comercial Português por rendimentos futuros equivalentes.

Caso contrário, “só um benemérito ou um mártir, que não sou, aceitaria o convite” para liderar o BPN, adiantou Cadilhe.

Cadilhe estava a responder às questões do PS, que questionou o gestor sobre a remuneração do antigo líder do banco, colocando em causa a sua oposição à nacionalização decidida pelo Governo.


O deputado Ricardo Rodrigues questionou Cadilhe se este tinha um plano poupança reforma de 12 ou 15 milhões de euros e se ganhava 70 mil euros por mês. “Um deputado teria que trabalhar 200 anos para ter uma reforma desse valor”, adiantou Ricardo Rodrigues.

Sobre o seu salário, disse que correspondia à média dos salários dos administradores de bancos cotados.

O anterior presidente do BPN esclareceu ainda que a auditoria ao banco foi da sua única e exclusiva responsabilidade, alegando que “não sabia” que a situação era tão grave.

“Sabia que havia problemas sérios mas não da situação patrimonial e financeira. Nem da incidência e do carácter sistemático de práticas ilícitas e negócios ruinosos sem que isso tivesse, a seu tempo, sido travado por quem tinha dever de o fazer”, acrescentou.

O antigo líder do BPN adiantou que as imparidades no banco eram de 750 milhões incluindo o Banco Insular. Adiantou que “não conseguimos assumir, sem riscos jurídicos, a titularidade do Insular. Formalmente, o Insular é detido por pessoas singulares.

“O insular correu mal, se tivesse corrido bem tenho duvidas que os seus accionistas viessem a atribuir a titularidade do banco ao BPN”, adiantou.
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por Nyk » 15/1/2009 20:15

"Houve falha grave e demorada do Banco de Portugal"
Miguel Cadilhe afirmou hoje que recusou por diversas vezes o convite para liderar o BPN mas a supervisão do Banco de Portugal deu-lhe confiança para aceitar o desafio. Agora diz que "houve falha grave e demorada do BdP".

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Miguel Cadilhe afirmou hoje que recusou por diversas vezes o convite para liderar o BPN mas a supervisão do Banco de Portugal deu-lhe confiança para aceitar o desafio. Agora diz que “houve falha grave e demorada do BdP”.

“Recusei diversas vezes o convite que me foi feito” para liderar o BPN, revelou Cadilhe na comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do banco, afirmando que “exigi uma auditoria externa e independente”

"Por mais mirabolante que seja o convite, pensámos, está lá a supervisão do BdP que é razão de alguma confiança", disse Cadilhe afirmando que é por isso que “digo que houve falha grave e demorada do BdP”.

"Houve falha de muitos lados, dos órgãos de fiscalização e de administração”, acrescentou. “Se o crescimento [do BPN] foi mirabolante durante anos, então como é que o Banco de Portugal não fez nada?”, questionou.


Cadilhe disse ainda que a maioria dos accionistas do banco “acreditava que o seu dinheiro estava bem aplicado”
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
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por Açor3 » 15/1/2009 20:47

Montepio tem meios para comprar negócio de retalho do BPN
O Montepio Geral tem meios próprios e interesse em comprar o negócio de retalho do Banco Português de Negócios (BPN) e considera essa possível solução positiva para a instituição e para o país, disse hoje o seu presidente.

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Jornal de Negócios com Lusa


O Montepio Geral tem meios próprios e interesse em comprar o negócio de retalho do Banco Português de Negócios (BPN) e considera essa possível solução positiva para a instituição e para o país, disse hoje o seu presidente.

Tomás Correia, presidente do Montepio Geral, disse à agência Lusa que ainda não teve nenhum contacto negocial mas reafirma que a instituição "olhará com grande empenho qualquer solução que se venha a colocar".

Sendo o retalho a sua área de actuação, a rede de mais de 200 balcões do BPN e algum outro negócio associado é o que desperta o interesse do Montepio.

Além de mostrar interesse, a associação mutualista tem meios próprios, ou seja "disponibilidade financeira, sem recurso a empréstimo" para concretizar o negócio e vê vários aspectos positivos nesta solução, se o cenário da venda for a opção adoptada.

"Manter os postos de trabalho" é uma das razões apontadas por Tomás Correia, que diz ser uma questão de interesse nacional sobretudo neste momento.

O responsável salienta que o negócio seria positivo para o Montepio sobretudo pela complementaridade da rede de agências e também para o sistema financeiro nacional.

Esta quarta-feira foi entregue ao Ministério das Finanças, como a Lusa noticiou, o plano de reestruturação do BPN que pode passar, segundo fontes bancárias, pela venda das dependências ao Montepio e dos serviços centrais ao banco espanhol Sabadell.

O Banco Sabadell, obteve em Fevereiro do ano passado a autorização para abrir uma sucursal em Lisboa, iniciando assim a sua actividade directa em Portugal, um mercado que considera estratégico.
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por Açor3 » 16/1/2009 0:54

Finanças
Governador tinha poderes para intervir
Cadilhe diz que BdP deveria ter evitado a sua entrada no BPN
2009/01/15 22:37Lara FerinAAAA
Auditoria era solução
Miguel Cadilhe disse esta quinta-feira, em audição no Parlamento, que o Governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, poderia ter evitado a sua entrada no Banco Português de Negócios (BPN).

«O BdP tinha o dever de evitar que uma nova administração entrasse no BPN», alertou.

Conforme referiu Cadilhe, «o governador, sabendo muito mais do que nós, esperava que tivesse tido o gesto de me chamar e de me dar uma palavra sobre o modo como o grupo estava e os problemas que eu iria encontrar».

O responsável adiantou mesmo que Vítor Constâncio «tinha condições e poderes para intervir, mandando fazer uma auditoria, designando o auditor e substituindo a administração, no todo ou em parte».
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por Açor3 » 16/1/2009 9:37

É absolutamente fundamental nesta crise que se ataque as offshores»
João Cravinho diz que esta prática permite toda a espécie de malfeitorias

O presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, João Cravinho, defendeu que a regulação do sistema financeiro mundial terá de incluir um «ataque» ao «problema dos offshores», baseados, no seu entender, numa «prática de malfeitores», refere a Lusa.

Durante um debate promovido quinta-feira à noite pelo clube de reflexão político A Linha, no Centro Cultural de Cascais, Cravinho afirmou que o recurso a «offshores» tem sido o elemento fundamental da crise financeira, em todos os seus aspectos, e de todos os «escândalos» dos últimos anos.

«Temos o caso BCP, o caso BPN, em todos esses casos percebemos que os offshores estão no centro. É absolutamente fundamental nesta crise que se ataque o problema dos offshores, porque a sua razão de existir é o segredo que permite toda a espécie de malfeitorias. Não há outra razão», afirmou João Cravinho.

Segundo o presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento o incumprimento deste desafio tornará todas as outras medidas reguladoras «coxas».

Para o antigo ministro, o executivo de José Sócrates tem capacidade de intervir sobre a matéria, não só devido à cooperação internacional, mas também por existir em Portugal, nomeadamente na ilha da Madeira, um «centro financeiro com vigência aprazada».

«O Governo português terá aqui uma palavra a dizer, não só sobre a Madeira, mas sobretudo sobre o regime internacional. O próprio Governo tem material extremamente importante - em breve através do caso Furacão, do caso BPN - demonstrativo da bondade dos offshores», ironizou.

Sublinhando que a fuga aos impostos concretizada através desta estratégia representa anualmente 40 por cento do défice dos Estados Unidos, João Cravinho alertou para a necessidade do presidente norte-americano manter a mesma linha de pensamento que tinha enquanto senador: «Se Obama não mudar, haverá uma revolução no controlo dos offshores».
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por Bocciardi » 16/1/2009 9:44

Açor3 Escreveu:Finanças
Governador tinha poderes para intervir
Cadilhe diz que BdP deveria ter evitado a sua entrada no BPN
2009/01/15 22:37Lara FerinAAAA
Auditoria era solução
Miguel Cadilhe disse esta quinta-feira, em audição no Parlamento, que o Governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, poderia ter evitado a sua entrada no Banco Português de Negócios (BPN).

«O BdP tinha o dever de evitar que uma nova administração entrasse no BPN», alertou.

Conforme referiu Cadilhe, «o governador, sabendo muito mais do que nós, esperava que tivesse tido o gesto de me chamar e de me dar uma palavra sobre o modo como o grupo estava e os problemas que eu iria encontrar».

O responsável adiantou mesmo que Vítor Constâncio «tinha condições e poderes para intervir, mandando fazer uma auditoria, designando o auditor e substituindo a administração, no todo ou em parte».


Coitadinho, o nome dele parece que ficou manchado e o governador do BdP não o avisou... Sniff sniff...

Pelo menos tem o PPR de 10 milhões de euros para gozar...

Na vida o factor risco tem de ser assumido sempre, com certeza que ele sabia que as coisas estavão muito mal, daí ter negociado o tal PPR milionário, correcto?!?!? Agora foge às responsabilidades...

Sem grandes comentários, mais...

Um abraço
 
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por Açor3 » 16/1/2009 10:27

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Pedro Elias / Jornal de Negócios

Cadilhe diz que as auditorias ao BPN revelaram 94 offshores16 Janeiro 2009 - 00h30

Banca: Cadilhe critica falta de supervisão do Banco de Portugal
400 milhões em perdas no BPN
Os maiores prejuízos do grupo Sociedade Lusa de Negócios (SLN), num total de quase 400 milhões de euros, estão no Banco Português de Negócios (BPN), no BPN Imofundos, no Banco Efisa e na seguradora Real Vida, revelou ontem Miguel Cadilhe.


O antigo presidente do nacionalizado BPN foi ontem ao Parlamento explicar perante a Comissão de Inquérito à supervisão bancária na instituição, por que continua a ser contra a decisão de nacionalização. 'A primeira vez que se estava a levantar as imparidades, que se estava a chamar as pessoas às suas responsabilidades, que se estava a travar as práticas ilícitas. Quanto tudo isto estava a acontecer, vem o Governo e lança a bomba atómica', afirmou Cadilhe, que acusa o ministro das Finanças de provocar um 'curto-circuito' com a decisão.

Miguel Cadilhe, que criticou por diversas vezes o Banco de Portugal (BdP), referiu que considerava mais sensato que o Governo tivesse ouvido um consultor independente antes de decidir a nacionalização e não exclusivamente o Banco de Portugal. No seu entender, esta consulta era importante porque o BdP sabia na altura das críticas que a administração do BPN fez: nomeadamente falha grave da supervisão.

Sobre a proposta apresentada ao Governo para evitar a nacionalização, o antigo ministro das Finanças garante que sua solução remunerava o capital público e a ' nacionalização é que se pendura no dinheiro dos contribuintes'.

ABDOOL VAKIL OUVIDO HOJE

Abdool Vakil é o próximo a ser ouvido na Comissão de Inquérito Parlamentar sobre a situação que levou à nacionalização do BPN e supervisão bancária inerente. O presidente do banco Efisa e que assumiu a presidência interina do grupo SLN/BPN, em Fevereiro do ano passado durante a transição de Oliveira e Costa para Miguel Cadilhe, vai explicar hoje aos deputados o que apurou sobre ilícitos. Recorde-se que Abdool Vakil informou o Banco de Portugal sobre os indícios de ilícitos praticados pela anterior administração. A comissão presidida por Maria de Belém vai ouvir outros responsáveis mas o PS recusou a ida do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, do presidente do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, e do actual presidente da administração do BPN, Francisco Bandeira ao Parlamento.

SAIBA MAIS

BANCO INSULAR

Miguel Cadilhe explicou que a sua administração não quis assumir a titularidade do Banco Insular de Cabo Verde por existirem dúvidas jurídicas a este respeito.

2

Houve dois contactos entre Cadilhe e o governador do Banco de Portugal antes da tomada de posse da sua administração do BPN.

200

Anos é, segundo o PS, o tempo que um deputado teria de trabalhar para ter uma reforma no valor que recebe Cadilhe. O responsável respondeu apenas que não é 'um benemérito ou mártir'.

LABICER

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por Açor3 » 16/1/2009 15:40

BPN

Banco de Portugal só comenta acusações de Cadilhe «em sede própria»
Hoje às 12:54
O Banco de Portugal recusou-se, esta sexta-feira, a comentar as declarações de Miguel Cadilhe na comissão de inquérito ao BPN, na qual acusou o regulador de falhas graves na supervisão. O Banco de Portugal remete, deste modo, explicações para «a sede própria», a comissão parlamentar.
Contactada esta manhã pela agência Lusa, fonte oficial do Banco de Portugal afirmou que «o banco não tem nada a comentar» em relação às declarações do presidente do conselho de administração da SLN, Niguel Cadilhe, na comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do BPN.

«Qualquer comentário que o Banco tenha a fazer fá-lo-á na sede própria, neste caso concreto, e como tem sido habitual no passado, na comissão parlamentar», adiantou a mesma fonte.

«É aí que o Banco tem ido dar explicações, noutras matérias e noutros contextos. O Governador [do Banco de Portugal, Vítor Constâncio] já lá foi e tem sempre dado resposta às que perguntas que lhe são feitas» pelos deputados, acrescentou.

O presidente do grupo SLN, Miguel Cadilhe, considerou esta quinta-feira no Parlamento que se o Banco de Portugal (BdP)tivesse feito o que devia, os actuais problemas do BPN não teriam acontecido.

Miguel Cadilhe revelou ainda que «ao contrário do que disseram o BdP e o Governo, as imparidades [perdas, de 750 milhões de euros] foram descobertas pelas auditorias» mandadas fazer pela sua administração.

Entretanto, os deputados que integram a comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do BPN já manifestaram intenção de ouvir o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio
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por Açor3 » 16/1/2009 17:41

Caso BPN
Vakil diz que respondeu a 120 pedidos do Banco de Portugal
Abdool Vakil disse hoje na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BPN que respondeu a 120 pedidos do Banco de Portugal no período em que exerceu funções como presidente interino do banco.

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Maria João Gago
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Abdool Vakil disse hoje na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BPN que respondeu a 120 pedidos do Banco de Portugal no período em que exerceu funções como presidente interino do banco.

Abdool Vakil, que esteve à frente do BPN antes de Miguel Cadilhe, começou a audição na Assembleia da República com uma declaração inicial sobre as suas funções e experiência no grupo BPN, dizendo que sempre concentrou as suas funções executivas no Banco Efisa.

O responsável avançou que, em Fevereiro de 2008, havia 157 pedidos do Banco de Portugal pendentes de resposta e que, durante a sua liderança, respondeu a 120 pedidos e recebeu mais de 100 novos pedidos da instituição liderada por Vítor Constâncio.
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por Açor3 » 16/1/2009 18:00

Abdool Vakil
"Há anos que o Insular tinha relações com o BPN, mas não sei desde quando"
Há anos que o Insular tinha relações com o BPN, mas não sei desde quando , disse hoje Abdool Vakil na comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN.

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Maria João Gago
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Abdool Vakil diz que a sua actuação levou à detecção de relações comerciais entre o BPN e o Banco Insular, o que logo comunicou aos supervisores e aos accionistas.

Antes da Assembleia Geral que elegeu a equipa de Cadilhe, "prestei informação relevante a actualizada ao conselho superior e à AG, sobre a seriedade da situação", disse hoje na comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN acrescentando que fez algumas sugestões de resolução dos problemas encontrados à nova gestão.

O responsável, que assumiu funções como presidente interino do BPN antes de Miguel Cadilhe ter sido nomeado disse que o caso do Insular foi paradigmático quanto às dificuldades de se perceber o que se passava.
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por Açor3 » 16/1/2009 18:37

Abdool Vakil
Banco de Portugal ameaçava BPN com sanções devido a falta de informação
O Banco de Portugal ameaçava impossibilitar o BPN de angariar depósitos ou fazer operações de crédito devido à falta de informação fornecida pelo banco, revelou hoje Abdool Vakil.

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Maria João Gago
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O Banco de Portugal ameaçava impossibilitar o BPN de angariar depósitos ou fazer operações de crédito devido à falta de informação fornecida pelo banco, revelou hoje Abdool Vakil.

“E Março fui ao Banco de Portugal dizer que queria entrar numa nova página nas relações”, disse Abdool Vakil depois de ter sido questionado pelo deputado do PSD, Hugo Velosa, sobre desde quando é que o Banco de Portugal estava a pedir informações referentes a 157 factos e se a anterior administração já tinha tomado medidas para resolver a difícil relação dificil entre o banco central e o BPN.

O ex-presidente do BPN disse que “sei que a tal crispação [entre o BPN e o BdP] começou a acontecer desde 2007, cerca de um ano antes de eu entrar, mas admito que tivesse havido perguntas do BdP por responder de antes disso”.

"Tive muita dificuldade em obter informação, pelo que o BdP ameaçava com sanções, como a impossibilidade de angariar depositos ou de fazer operações de crédito”, disse Vakil explicando que respondeu a 60 pedidos da instituição liderada por Vítor Constâncio durante o seu mandato, que durou quatro meses.
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por Açor3 » 16/1/2009 19:16

Abdool Vakil
"Em Março não havia certezas de que o Insular era do grupo"
O ex-presidente do BPN, Abdool Vakil disse hoje que "em Março não havia certezas de que o Insular era do grupo".

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Maria João Soares
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O ex-presidente do BPN, Abdool Vakil disse hoje que “em Março não havia certezas de que o Insular era do grupo”.

O deputado do CDS-PP, Nuno Melo, questionou hoje Vakil sobre a informação prestada ao Banco de Portugal sobre as operações entre o BPN e o banco Insular.

“Em Março de 2008, num documento que distribuiu aos acionistas, falava no banco Insular, que tinha 585 milhões de euros em depósitos do BPN e onde havia operações fora de balanço e em que sugeria a venda do banco”, disse Nuno Melo, na comissão parlamentar de inquérito ao BPN.

O CDS quer saber porque é que Vakil não falou nisso mais cedo ao BdP, por exemplo, na carta que enviou a 15 de Maio à instituição.

Vakil respondeu que foi “inibido de tomar quaisquer medidas extraordinárias mas fiz um trabalho de pesquisa e apresentei informação relevante aos accionistas”.

O responsável acrescentou que “não havia certezas em Março de que o Insular era do grupo” e que "não podia vender o que não era nosso".
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por Açor3 » 16/1/2009 20:36

Empresas do grupo não eram reconhecidas
Dona do BPN avisou accionistas de irregularidades
2009/01/16 19:24Redacção / PGMAAAA
Créditos eram dados a veículos offshore do grupo para financiar actividade própria

A Sociedade Lusa de Negócios (SLN) alertou os seus accionistas entre Março e Junho de 2008 que o grupo estava a atribuir créditos a veículos offshore cujo dono efectivo era a própria SLN, «como forma de financiamento de actividades do grupo».

A informação consta de um documento interno do grupo que detinha o banco Português de Negócios (BPN) com que o CDS-PP confrontou o ex-presidente do banco, Abdool Vakil, na comissão parlamentar de inquérito, onde está a ser ouvido, e a que a Lusa teve acesso.

Constâncio pediu informações 157 vezes
Insular já era reconhecido como problema

O documento, que Vakil disse ter mandado fazer e apresentado aos accionistas, apresenta vários problemas, entre eles «Compromissos Extra Patrimoniais não assumidos». E aqui, aponta que foram identificados «créditos a veículos offshore cujo dono efectivo é o Grupo SLN como forma de financiamento de actividades do grupo» bem como «garantias bancárias não carregadas no sistema».

Vakil disse que o documento em questão foi discutido pelo Conselho Superior da SLN e foi apresentado aos accionistas antes de sair de funções, em Junho de 2008.

O documento interno aponta como um problema que a EREI, a Jespersen, a Abnerka, a Verida (OPI 92) e a All Gold sejam «sucessivamente indicados como pertencentes a terceiros quando de facto são do Grupo SLN».

O mesmo documento interno identifica que o BPN tinha «insuficiências de provisões» de 70 milhões de euros e que o «BPN Cayman e BPN IFI» tinham «insuficiências de provisões de 80 milhões de euros».
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por Açor3 » 16/1/2009 22:11

Auditoria da Deloitte revela novos dados
Buraco financeiro do BPN é quase o dobro do estimado
2009/01/16 20:55Redacção / PGMAAAA
700 milhões tinham sido já denunciados por Miguel Cadilhe

O buraco financeiro do Banco Português de Negócios (BPN) é afinal muito superior do que se pensava. De acordo com uma nova auditoria da Deloitte, pode ascender aos 1.300 milhões de euros.

De acordo com as contas da auditora, citadas pelo «Sol», e entregues na passada semana à administração de Francisco Bandeira, estão em falta muito mais do que os 700 milhões de euros indicados por Miguel Cadilhe.

A quase duplicação do buraco financeiro é explicada pelo facto de alguns activos estarem sobreavaliados, ou seja, que tinham sido comprados por valores superiores ao seu valor real de mercado.

A auditora aponta ainda as perdas financeiras de participadas do BPN causadas pela queda das bolsas mundiais e a forte desvalorização dos mercados imobiliários, que levaram à desvalorização dos fundos institucionais do banco.
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por Açor3 » 16/1/2009 22:15

Abdool Vakil mantém interesse no banco Efisa
Abdool Vakil mantém o interesse no banco Efisa, disse ao Negócios o ex-presidente do BPN à saída da comissão parlamentar de inquérito. "O Efisa é o meu bébé".

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Maria João Gago
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Abdool Vakil mantém o interesse no banco Efisa, disse ao Negócios o ex-presidente do BPN à saída da comissão parlamentar de inquérito. “O Efisa é o meu bébé”, disse.

"Continuo interessado no banco Efisa", disse Vakil avançando que o "Efisa é o meu bébé mas depende das condições".

O responsável que antecedeu a Miguel Cadilhe como presidente interino do BPN disse hoje que apresentou uma proposta pelo banco Efisa mas que Cadilhe nun deu uma reposta.

"Não voltei a falar com ninguém desde que apresentei a proposta a Cadilhe", disse.
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por Açor3 » 18/1/2009 0:12

Auditoria aponta para perdas maiores
‘Buraco’ do BPN sobe a 1,3 mil milhões
Por Luís Rosa
Uma nova auditoria da consultora Deloitte, entregue na passada semana à administração de Francisco Bandeira, revela que o ‘buraco’ do BPN subiu dos 700 milhões indicados por Miguel Cadilhe para 1,3 mil milhões de euros.

Esta quase duplicação é explicada pelos consultores com os activos sobreavaliados (bens que eram comprados acima do valor real de mercado), as perdas financeiras de empresas participadas do BPN, devido à queda das bolsas mundiais, e a forte desvalorização dos mercados imobiliários, que provocou uma diminuição abrupta do valor dos fundos institucionais do banco.
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por Pata-Hari » 18/1/2009 1:22

Infelizmente, parece ser prática comum de alguns gestores de património e bancos "inventar" preços para os activos que têm em carteira...
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