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por Pata-Hari » 26/12/2008 23:47

Isto bate exactamente certo com o que eu tinha ouvido dizer: os clientes terão sido aliciados verbalmente e em documentos informais para algo a que chamavam Depositos a Prazo mas assinavas documentos para uma gestão discricionária, que aplicava os montantes em dívida high yield (entre outras coisas, como acções preferenciais), mas cujo capital era garantido pelo banco (ou seja, com puro risco instituição). Em lugar algum os clientes assinavam que tinham subscrito um DP, pelo contrário, assinavam aplicações financeiras com capital garantido pelo banco.

Eu só vejo mesmo como via de tentativa de recuperação de montantes, o processar o banco por aliciar e induzir em erro os clientes, usando os documentos manuscritos pelos empregados do banco. O problema é que isto só pode ter alguma probabilidade de sucesso se o banco entretanto não se decidir declarar insolvente. Ou seja, nesse caso a garantia do banco valerá zero. E não tendo subscrito depósitos, não vejo como é que os clientes poderão apelar ao fundo de garantia dos depósitos.



Queixosos vão apresentar processos-crime contra instituição bancária
Advogado de clientes do BPP quer impedir o banco de utilizar 450 milhões de euros
26.12.2008 - 19h55
Por Lusa
Nelson Garrido (arquivo)

Segundo Luís Miguel Henriques, o banco vendia alguns dos seus produtos como depósitos a prazo
O advogado que representa a associação de clientes do Banco Privado Português (BPP) quer impedir a utilização pelo banco de 450 milhões de euros concedidos por seis instituições financeiras. Luís Miguel Henriques vai apresentar uma providência cautelar na segunda-feira para este efeito.

O advogado queria reunir-se até hoje com a administração do banco, mas soube através dos advogados do BPP que a administração só terá disponibilidade para uma reunião a 06 de Janeiro. Assim, Luís Miguel Henrique decidiu avançar segunda-feira com a providência cautelar, como estava inicialmente previsto.

O advogado dos clientes pretendia apresentar na reunião uma série de documentos de troca de correspondência entre gestores de conta e clientes do banco que, no seu entender, mostram que o próprio banco vendia alguns dos seus produtos como depósitos a prazo.

Nos documentos, a que a Lusa teve acesso, o produto financeiro Private Investment High Yeald era descrito por uma das gestoras de conta, numa nota escrita à mão, como um "depósito a prazo a 12 meses".

Noutras cartas que foram enviadas por outro gestor de conta a um segundo cliente, ao lado das siglas do mesmo produto aparecia escrito à mão "DP a 12 meses", "DP a 6 meses", e "DP a 3 meses", com as respectivas taxas de juro. "Na gíria bancária, DP significa depósito a prazo. Era isto que estavam a vender às pessoas", afirmou Luís Miguel Henrique.

Na providência cautelar, que vai dar entrada nos tribunais na segunda-feira, o advogado vai incluir esta documentação para tentar provar que estes clientes, alguns com “75 e 80 anos, nunca optariam por um produto que não fosse 100 por cento garantido".

Luís Miguel Henrique é advogado da sociedade “MHG e associados”, e representa um grupo de 122 clientes do BPP. O advogado reiterou que até ao final do ano, destes 122 clientes, "entre 15 a 20" vão avançar com processos-crime contra o BPP.

O representante dos clientes acrescentou que tem vindo a pedir acesso ao balanço de 24 de Novembro do BPP que, alegadamente, fundamenta a não devolução imediata do dinheiro a todos os depositantes.


http://economia.publico.clix.pt/noticia ... idCanal=57

Já agora, alguém tem conhecimento de que algum cliente tenha conseguido tirar de lá dinheiro?
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por mais_um » 27/12/2008 0:08

Boas!

Não conheço ninguém com depositos/produtos no BPP, no entanto as pessoas que estão a queixar-se, não terão recebido remunerações durantes anos mais elevados que os depositos a prazo? Se assim for e a situação chegar a tribunal vai ser interessante verificar o desenrolar do caso.

Já agora alguém sabe qual é a taxa de IRS que é aplicada a este tipo de produtos? Nos depositos é 20%, se nestes produtos for diferente, dificilmente conseguem que esses produtos sejam considerados DP.

Pelos poucos dados que tem vindo a publico, parece-me que vai ser uma batalha dificil, já que se o banco for impedido de utilizar o emprestimo (que se destina a pagar um emprestimo ao JP Morgan) então é que vai à falência e nesse caso, é que os clientes ficam a ver navios..... :(


Um abraço

Alexandre Santos
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por charles » 27/12/2008 0:25

http://dn.sapo.pt/2005/09/19/suplemento ... ontra.html


Nesta data dizia-se o seguinte:

Segunda, 19 de Setembro de 2005
Edição Papel Director interino: João Morgado Fernandes




João Rendeiro prepara crédito contra a pobreza

Rendeiro foi convidado pela Clinton Global Initiative enquanto presidente da Fundação Luso-Brasileira

nmárcio alves candoso DN-Paulo Spranger

Cimeira Clinton. A Global Initiative é um projecto do ex-presidente dos EUA

O presidente da Fundação Luso- -Brasileira, João Rendeiro, propôs ao grupo de trabalho que coordena na Clinton Global Initiative que se crie um modelo de financiamento para que as pequenas empresas dos países mais pobres possam, no futuro, aceder a empréstimos de capital. Um dos esquemas prováveis de financimento terá como pano de fundo o exemplo já testado do microcrédito, uma ideia original do Prémio Nobel da Economia indiano Amar tya Sen, e que já deu alguns frutos em Portugal.

A Clinton Global Initiative é um projecto lançado pelo ex-presidente Bill Clinton que já conta com um fundo de 100 milhões de doláres, doados por Bill Clinton e pelo empresário escocês Tom Hunter.

João Rendeiro esteve em Nova Iorque (onde a conferência se realizou) para formar o grupo de trabalho que deverá avançar com o plano de acção para implementar a ideia, a qual, aliás, foi proposta pela própria instituição. Em declarações ao DN, João Rendeiro - ele próprio um homem do mundo do crédito, actualmente presidente do Banco Privado Português - disse que para além das questões sociais associadas, a pobreza "impossibilita que mais pessoas tenham acesso ao consumo". "A erradicação ou diminuição da pobreza levaria a um maior crescimento económico a nível mundial", diz o banqueiro.

João Rendeiro encara a iniciativa como "uma nova parceria entre os mais desenvolvidos e os que têm menos recursos". Por outro lado, chama a atenção para que "a saída de uma situação de pobreza é um dos caminhos para a paz e para o desenvolvimento". Sobre o tema que escolheu em representação da Fundação, João Rendeiro diz que a dificuldade de captação de capital sentida pelas pequenas empresas dos países pobres "é um dos problemas mais graves para que se possa sair de uma situação de pobreza". Por isso preparou um grupo de trabalho que tem por missão "determinar os mecanismos de financiamento" daqueles que possam vir a beneficiar com a iniciativa. Sobre o tema da pobreza, diz que "há um leque inúmero de possibilidades" para que seja minorada.

Nos três dias do encontro em Nova Iorque estiveram presentes personalidades como o presidente da JP Morgan ou da Coca Cola. chefes de Estado, entre os quais Jorge Sampaio, políticos, empresários, académicos e representantes de organizações não-governamentais. Entre os presentes contaram-se Jaques Chirac, Tony Blair, Kofi Annan, Condoleezza Rice, Al Gore, Rupert Murdoch, Jeffrey Sachs e George Soros.

A Clinton Global Initiative está centrada em quatro temas. Para além da pobreza, os restantes prendem-se com os problemas gerados pelas diferenças religiosas, as mudanças climáticas e a governação de sociedades e Estados


Não sei se ria se chore :|
Cumpt

só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
 
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por Pata-Hari » 27/12/2008 1:01

Mais um, por ser de capital garantido e rendimento conhecido, teoricamente dever-se-ia aplicar os 20% de retenção na fonte. Por outro lado, vi num documento que o rendimento poderia ser maior do que o que era falado. Nesse caso é natural que caia dentro da regra das mais valias, dado ser um investimento com risco.
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por Açor3 » 27/12/2008 13:41

IAPMEI é principal accionista do fundo que detém 50% da TBZ


MARIA JOÃO ESPADINHA
Justiça. Empresa de gestão de marcas arrisca falência e tem processos em tribunal

Empresa da Sociedade Lusa de Negócios também é accionista

O IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) é o principal accionista do fundo que detém 50% do capital da TBZ, empresa de gestão de marcas desportivas e que arrisca falência. Este instituto, gerido pelo Estado, é responsável por 44% do fundo de capital de risco de dinamização e competitividade empresarial, que é gerido pelo Banco Efisa, e que por sua vez detém também 30% deste fundo.

A ligação da TBZ ao BPN não fica apenas pela instituição bancária, agora nacionalizada, já que a Pleiade, empresa da Sociedade Lusa de Negócios, é também accionista neste fundo, com 26%. No entanto, a empresa de licenciamento e merchandising não foi nacionalizada nem se tornou uma empresa pública, já que o fundo de capital de risco detém metade do capital da TBZ, mas sem direitos de voto. Os restantes 50% pertencem a João Barroqueiro, presidente do conselho de administração da empresa que, segundo o Público, está a ser investigado pelo Ministério Público num processo de insolvência dolosa.

Contactada pelo DN, a TBZ não faz qualquer comentário a esta questão. Mas o DN sabe que a empresa de gestão de marcas, que até há pouco tempo era responsável pelo merchandising dos três grandes - FC Porto, Benfica e Sporting - ainda não recebeu qualquer tipo de notificação deste processo. Assim como do arresto de bens que ocorreu há cerca de dois meses, depois de uma providência cautelar interposta pela China do Séc. XXI, fabricante de brindes.

Quanto ao futuro da TBZ, este é incerto, já que a Puma, empresa que fornece os equipamentos do Sporting, interpôs um reque- rimento para a declaração de falência da empresa de merchandising, processo sobre o qual a empresa também ainda não foi notificada.

Além destes processos, a TBZ enfrenta outras dificuldades. Depois da quebra dos contratos dos três grandes por incumprimentos, a empresa não consegue receber das centenas de clientes com quem ainda tem contratos activos, estimando-se que sejam vários os milhões de euros em mercadorias que tem para facturar. A falência pode ser o próximo passo para a TBZ, que tem cerca de 50 funcionários.
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por Açor3 » 27/12/2008 15:52

BPN
Quinta no Algarve serviu para milhões pagos em comissões
Por Felícia Cabrita
Oliveira e Costa exigiu que uma empresa do grupo BPN comprasse uma quinta em Loulé, de 70 hectares, por dois milhões de euros acima do preço pedido pelos proprietários, de forma a que fossem pagas comissões a elementos do banco.

A transação ocorreu em 2000: a Quinta do Morgadinho foi posta à venda por 15 milhões de euros e foi comprada pela Responsabilimo (empresa criada exclusivamente para este negócio pelos responsáveis do BPN) por 17 milhões.

A diferença constituiu «um overprice a retornar para terceiros», segundo a documentação sobre o negócio a que o SOL teve acesso. ‘Terceiros’ que, no caso, eram José Monteverde, director no BPN, Ricardo Oliveira, o advogado que representou diversas vezes o grupo, e, ao que tudo indica, o próprio Oliveira e Costa.
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por mais_um » 27/12/2008 16:38

Pata-Hari Escreveu:Mais um, por ser de capital garantido e rendimento conhecido, teoricamente dever-se-ia aplicar os 20% de retenção na fonte. Por outro lado, vi num documento que o rendimento poderia ser maior do que o que era falado. Nesse caso é natural que caia dentro da regra das mais valias, dado ser um investimento com risco.


Boas!

Os clientes alegam que são depositos a prazo, se forem depositos a prazo foram taxados a 20%, se não forem, serão taxados de modo diferente, ou seja os clientes não podem alegar que julgavam que eram depositos a prazo se a taxa aplicada for diferente de 20%.

Um abraço

Alexandre Santos
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por Pata-Hari » 27/12/2008 17:02

Mais um, nos documentos que vi diz-se que o regime fiscal aplicável aos singulares residentes é a isenção de tributação... Por outro lado, existem também documentos manuscritos, em papel timbrado do banco em que se descrevem as aplicações em causa chamando-lhes "DPs" (DPs curiosos porque têm taxas que podem ser de X ou de Y).
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por Pata-Hari » 28/12/2008 17:10

Ontem, um cliente do BPP fez-me chegar vários documentos que lhe foram dados e enviados pelo banco. No caso especifico, o cliente terá sido aliciado comercialmente por depósitos a prazo muito atractivos embora sui-generis (pagariam no mínimo X mas poderiam chegar a Y). O cliente tem na sua posse vários documentos manuscritos pela gestora de conta bem como mails em que a gestora propõe depósitos a prazo. No entanto, os documentos que foram dados ao cliente para assinar são documentos nos quais, claramente também, se diz tratar-se de uma gestão discricionária em que o banco faz aplicações em governos, em obrigações high yield, acções preferenciais (entre outros que agora não me recordo). O banco, no entanto, garante o capital. Ou seja, claramente, temos uma aplicação de risco na qual o banco assume risco de capital transformando o risco da aplicação de risco de mercado (como tradicionalmente) para risco instituição. O drama surge agora quando a instituição não está em condições de cumprir as obrigações que assumiu.

Com autorização do cliente, deixo-vos a carta enviada pelo novo presidente do banco, que na minha opinião é extremamente clara no que concerne a situação do banco e dos seus clientes.

Naturalmente, o cliente em causa desespera por ter aceite o argumento da aplicação sem risco (de mercado), por ter acreditado de que estava a subscrever algo similar a depósito a prazo e apresenta os vários lugares onde a gestora de conta chama à aplicação depósito a prazo. Obviamente o drama é que não estando o banco em condições de honrar os seus compromissos e estando numa situação muito próxima de insolvência (aliás, não sei qual a diferença entre o estado actual e a insolvência), não adianta grande coisa o cliente tentar provar que houve má fé e publicidade/afirmações claramente enganadoras por parte da comercial que lidou com o processo todo.
Anexos
carta BPP 3a.bmp
carta BPP 3a.bmp (1.23 MiB) Visualizado 3442 vezes
carta BPP 2a.bmp
carta BPP 2a.bmp (1.37 MiB) Visualizado 3445 vezes
carta BPPa.bmp
carta BPPa.bmp (1.18 MiB) Visualizado 3372 vezes
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por Pata-Hari » 28/12/2008 17:18

Aqui fica um dos documentos, neste caso um email, em que é proposto ao cliente um depósito a prazo.

(eliminiei a identificação das pessoas, naturalmente)
Anexos
deposito a prazoa.bmp
deposito a prazoa.bmp (720.4 KiB) Visualizado 3349 vezes
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por Açor3 » 28/12/2008 17:43

Pata-hari

Face a estes documentos que expõs para todos termos conhecimento constata-se que a vigarice ou a ilusão que os funcionários do banco vendiam os diversos produtos financeiros aos clientes do mesmo é maior do que tinhamos conhecimento.Espero que no fim tudo acabe em bem...
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por Capitão Nemo » 29/12/2008 2:23

Entrevista a Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados

As instituições financeiras em Portugal

"Estão-se a descobrir podres que eram inimagináveis há meia dúzia de meses"

"Parece que o sistema financeiro só funciona com um pé do lado de lá da legalidade", afirma o bastonário da Ordem dos Advogados (OA), António Marinho Pinto que defende uma ampla "discussão pública" sobre o BPN, BCP e BPP.

Segundo Marinho Pinto, os "agentes do mundo financeiro constituem uma elite com interesses próprios, comuns, com cumplicidades muitas vezes óbvias"

O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) defendeu hoje que a questão do BPN, do BCP e do BPP deve ser objecto de "discussão pública" sobre os "privilégios dos bancos na sociedade portuguesa" e que o poder político deve ser confrontado com a situação.

"Pelos vistos, nenhum banco pode ir à falência porque o Estado vem salvá-lo", disse António Marinho Pinto, em entrevista à Agência Lusa, observando que, por outro lado, é preciso "ver o que se passa no submundo das instituições financeiras em Portugal", como "são usadas, que fins é que servem".

O bastonário, que completa um ano de mandato, criticou as "off-shores" e o "endeusamento do segredo bancário" que, em muitos casos, servem como "instrumentos para cometer crimes" e considerou que a situação em redor dos bancos deve levar o país a reflectir sobre o assunto e o poder político a prestar esclarecimentos.

"Estão-se a descobrir podres que eram inimagináveis há meia dúzia de meses. E não é por efeito da crise. É por efeito da lógica do próprio sistema. Parece que o sistema financeiro só funciona com um pé do lado de lá da legalidade", disse.

Segundo Marinho Pinto, os "agentes do mundo financeiro constituem uma elite com interesses próprios, comuns, com cumplicidades muitas vezes óbvias" e isto também precisa de ser "averiguado e debatido".

Questionado se em Portugal há uma Justiça para os ricos e outra para os pobres, o bastonário contrapôs que basta visitar as cadeias para constatar que "97 por cento são pessoas pobres".

"Uma senhora que furtou um pó de arroz num supermercado foi detida e julgada. Furtar ou desviar centenas de milhões de euros de um banco ainda se vai ver se é crime", disse Marinho Pinto.

Confrontado com a afirmação do Procurador-Geral da República (PGR) de que "ninguém está acima da lei", incluindo banqueiros e políticos, o advogado classificou-a de "corajosa", mas notou que a mesma "é mais uma intenção do que uma realidade", mesmo após a detenção do ex-presidente do BPN Oliveira e Costa, de cuja aplicação da prisão preventiva até discorda.

Quanto à corrupção, o bastonário alertou que esta assume em Portugal "proporções maiores do que aquelas que devia assumir" e a "verdadeiramente nociva" para o Estado de Direito é "a corrupção política", a que envolve "grandes empreitadas do Estado" e a "aquisição de milhares de milhões em equipamentos", como sucede, nomeadamente, em situações ligadas à "modernização das Forças Armadas", como referiu.

Na opinião de Marinho Pinto, este fenómeno "não se combate com medidas judiciais", porque o sistema judicial "não está preparado para isso", mas com "medidas políticas e, sobretudo, com um grande debate político em torno destas questões".

"As pessoas não podem deixar de falar na corrupção porque ela está aí a entrar pelos olhos dentro", acentuou, dizendo que "as grandes obras e aquisições públicas deveriam ser objecto de discussão pública para que não houvesse dúvidas", lembrando o caso em que, "de repente", dois ministros do mesmo partido no poder consideraram que "tinha interesse público e urbanístico (...) um empreendimento que ameaçava uma área ecológica".

Questionado se estava a referir-se ao "caso Portucale", relacionado com o abate de sobreiros, o bastonário não quis precisar a que situação se referia em concreto.

Entre outros assuntos, Marinho Pinto defendeu ainda que o Estado devia abrir concursos públicos para adjudicar serviços jurídicos a sociedades de advogados, porque "há serviços jurídicos que custam mais do que algumas empreitadas para as quais a lei exige concurso".

Marinho Pinto foi eleito bastonário dos advogados a 30 de Novembro de 2007 e tomou posse do cargo a 08 de Janeiro de 2008.


Fonte Expresso http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=storie ... ies/488406
Cumprimentos,

Cap. Nemo
 
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por Açor3 » 29/12/2008 10:22

Agrega mais de 100 clientes
BPP: advogado dos clientes avança hoje com providência cautelar
2008/12/29 08:19Redacção / SPPAAAA
Vai disponibilizar documentos a provar que o banco vendia alguns dos produtos como depósitos a prazo
O advogado que representa a associação de clientes do Banco Privado Português (BPP) vai apresentar esta segunda-feira uma providência cautelar para impedir a utilização pelo banco do empréstimo de 450 milhões de euros concedido por seis instituições financeiras.

Luís Miguel Henrique, que tinha dado um prazo, até a passada sexta-feira, para se reunir com a administração do banco, afirmou que manteve conversas ao telefone com os advogados do BPP, que mostraram disponibilidade para reunir apenas a 6 de Janeiro, avança a Lusa.

Uma vez que o objectivo de Luís Miguel Henrique era uma reunião até ao final do ano, o advogado decidiu avançar esta segunda-feira com a providência cautelar, como estava inicialmente previsto.

Produtos

Na reunião que queria ter com a administração do banco, o advogado dos clientes pretendia apresentar uma série de documentos de troca de correspondência entre gestores de conta e clientes do banco que, no seu entender, mostram que o próprio banco vendia alguns dos seus produtos como depósitos a prazo.

Nos documentos, a que a agência teve acesso, o produto financeiro Private Investment High Yeald era descrito por uma das gestoras de conta, numa nota escrita à mão, como um «depósito a prazo a 12 meses».

Noutras cartas, a outro cliente, enviadas por outro gestor de conta, ao lado das siglas daquele mesmo produto aparecia, escrito à mão, «DP a 12 meses», «DP a 6 meses», e «DP a 3 meses», com as respectivas taxas de juro.

«Na gíria bancária, DP significa depósito a prazo. Era isto que estavam a vender às pessoas», afirmou Luís Miguel Henrique.

Na providência cautelar, que vai dar entrada nos tribunais na segunda-feira, o advogado vai incluir esta documentação para tentar provar que estes clientes, «alguns pessoas de 75 e 80 anos, nunca optariam por um produto que não fosse 100 por cento garantido».

Luís Miguel Henrique é advogado da sociedade MHG, associados e representa um grupo de clientes, que na quarta-feira agregava 122 clientes do BPP.

O advogado reiterou que até ao final do ano, destes 122 clientes, «entre 15 a 20» vão avançar com processos-crime contra o BPP.

O representante dos clientes acrescentou que tem vindo a pedir acesso ao balanço de 24 de Novembro do BPP que, alegadamente, fundamenta a não devolução imediata do dinheiro a todos os depositantes.
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por Açor3 » 29/12/2008 11:05

BPN
O colapso do 'império' de Oliveira e Costa
O ano de 2008 foi conturbado para a banca portuguesa e ficará marcado pela nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), a primeira desde o período revolucionário


Conhecido por ser um banco com fortes ligações ao mundo da política, o BPN era detido pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), grupo controlado essencialmente por pequenos e médios empresários de vários sectores de actividade, entre os quais a indústria agro-alimentar, a produção de vinhos e o turismo.

O facto de o grupo SLN/BPN ter uma estrutura accionista fragmentada e composta por investidores que, em muitos casos, dependiam de financiamentos do banco, contribuiu para reforçar o poder do presidente, José Oliveira e Costa, ele próprio um dos principais investidores que detinha posições qualificadas no capital da sociedade.

A partir de 2007, porém, o estilo de liderança de Oliveira e Costa - que fora o principal obreiro do pequeno império em que o BPN se transformara – com centenas de empresas dos mais variados sectores de actividade – começou a ser contestado por alguns dos principais accionistas.

Ao mesmo tempo, o Banco de Portugal foi apertando cada vez mais o cerco a Oliveira e Costa, exigindo maior transparência na estrutura accionista e a separação entre as áreas financeira e não financeira do grupo.

Neste contexto, Oliveira e Costa renunciou à liderança da SLN/BPN em Fevereiro de 2008, invocando razões de saúde. Sucedeu-lhe, como presidente interino, o presidente do Banco Efisa (integrado no grupo SLN), Abdool Vakil, que ocupou o cargo até à eleição de Miguel Cadilhe, em Julho.

O antigo ministro das Finanças herdou um grupo em sérias dificuldades, com o principal activo, o BPN, à beira da falência, devido a um buraco de várias centenas de milhões de euros, escondido das autoridades através de um banco off-shore.

O BPN passou assim a ser um caso de polícia, saltando dos suplementos de economia dos jornais para as páginas policiais.

Apesar dos esforços de Cadilhe para a recuperação do grupo SLN/BPN, a escassez de crédito causada pela crise financeira internacional foi o golpe de misericórdia do banco, levando o Governo a decretar a sua nacionalização, como forma a salvaguardar os depósitos dos clientes.

Entretanto, as autoridades continuam a investigar as alegadas irregularidades praticadas durante a gestão de José de Oliveira e Costa, que actualmente se encontra em prisão preventiva, a aguardar julgamento por suspeitas de burla e branqueamento de capitais, entre outros crimes.

Lusa / SOL
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por nunofaustino » 29/12/2008 12:20

Acho que está na altura de haver uma manifestação a exigir e revogação da garantia dada a estes 450M€.

A probabilidade de não serem pagos é muito elevada (e neste caso os Portugueses ficamos sem os dedos e os anéis).

Um abr
Nuno
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
 
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por Pata-Hari » 29/12/2008 12:37

Eu estou a imaginar que esses 450 ME já nem existam. Devem ter sido usados para reforçar margens financeiras junto de entidades credoras do banco, presumo.
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por Açor3 » 29/12/2008 20:34

João Carvalho das Neves assume presidência executiva da SLN
João Carvalho das Neves assumiu a presidência executiva da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), até agora ocupada por Miguel Cadilhe, que fica assim apenas como presidente do conselho de administração da empresa.

--------------------------------------------------------------------------------

Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt


João Carvalho das Neves vai assumiu a presidência executiva da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), até agora ocupada por Miguel Cadilhe, que fica assim apenas como presidente do conselho de administração da empresa.

Em comunicado, a SLN anuncia que João Carvalho das Neves passa a “presidente da Comissão Executiva (PCE), funções que eram até agora ocupadas pelo presidente do Conselho de Administração Miguel Cadilhe (PCA e PCE)”.

“As alterações na estrutura de topo da SLN resultaram de uma proposta do PCA para responder à nova realidade do grupo após a nacionalização do BPN SA e de todas as suas participadas, e tendo presente a aprovação das propostas do CA na Assembleia Geral de accionistas por elevada maioria (superior a 90% dos votos presentes)”, acrescenta a mesma fonte.
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blogue

por mcarvalho » 29/12/2008 21:05

 
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por Açor3 » 30/12/2008 9:35

Miguel Cadilhe admite manter actividade seguradora na SLN
A administração da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) admite manter a Real Seguros no universo de participadas do grupo, deixando cair o processo de venda da companhia.

--------------------------------------------------------------------------------

Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt


A administração da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) admite manter a Real Seguros no universo de participadas do grupo, deixando cair o processo de venda da companhia.

Segundo revelou Renato Homem, presidente da SLN Investimentos, ao Negócios, a sociedade gestora de participações sociais (SGPS) está a "ponderar ficar com o negócio segurador". A decisão final só será tomada depois de concluída a avaliação da proposta de compra da seguradora que a SLN se comprometeu a analisar até ao final deste ano, por uma equipa de gestão em que Miguel Cadilhe deixou de ter funções executivas.
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por Açor3 » 30/12/2008 9:41

'Congelamento' do BPP só dentro de "mês e meio a dois meses"


PEDRO FERREIRA ESTEVES
Banca. Providência cautelar avançou ontem
O pedido de "congelamento" dos pagamentos no Banco Privado Português (BPP), entregue ontem em tribunal pelos advogados dos clientes queixosos da instituição, só terá efeito - se for aprovado judicialmente - dentro de "mês e meio a dois meses". Isto mesmo disse ao DN Manuela Glória que pertence à sociedade MHG Associados.

O objectivo da providência cautelar apresentada nos Tribunais Cíveis de Lisboa (no Palácio da Justiça) passa, segundo a advogada, por garantir que "as quantias relativas aos depósitos puros que fizeram estejam reflectidas no balanço de 24 de Novembro". Uma formalidade que visa ter acesso a parte dos 450 milhões de euros emprestados por seis bancos com a garantia do Estado, como forma de pagar as suas poupanças, subscritas como depósitos (balanço) e não como instrumentos financeiros (fora de balanço).

Por outro lado, de acordo com Manuela Glória, a medida também procura "estancar os pagamentos" do banco, depois de ter sido noticiado que este já utilizou 200 milhões de euros (dos 450 milhões) para pagar a grandes clientes. Os clientes - cerca de 120 - também querem "proteger e salvaguardar os seus créditos" junto da instituição.

Quanto aos prazos de decisão, os advogados liderados por Luís Miguel Henrique acreditam que na segunda ou terceira semana de Janeiro o tribunal deverá avançar para a inquirição de testemunha, altura em que poderá logo dar provimento (ou não) ao pedido de arresto. A partir dessa data, o banco será notificado e terá 30 dias para se defender. Sublinhe-se que estes prazos têm em conta um pedido dos advogados para que o processo avance sem a audição da parte contrária. "Dada a urgência da situação, é importante que seja assim para não atrasar o processo", adiantou a advogada. Desta forma, só em meados de Fevereiro, na melhor das hipóteses, é que o processo poderá estar concluído.

A providência foi entregue depois de, na sexta-feira, a administração do banco ter mostrado disponibilidade para se reunir apenas a 6 de Janeiro. Na providência cautelar foram incluídos documentos - correspondência entre gestores de conta e clientes - que, no entender dos advogados, mostram que o próprio banco vendia alguns dos seus produtos financeiros como depósitos a prazo.

Nos documentos, citados pela Lusa, o produto financeiro Private Investment High Yield era descrito por uma das gestoras de conta, numa nota escrita à mão, como um "depósito a prazo a 12 meses".

"Cada um destes produtos, os SLT, os PIHY eram 'nomes de guerra' que [os gestores de conta] davam, mas na conversa comercial com os clientes eram DP ou depósitos a prazo", explicou Luís Miguel Henrique, que referiu também que "neste tipo de produtos, mesmo quando o cliente tinha dúvidas sobre o contrato, mentiam descaradamente dizendo que era o banco que corria o risco e nunca o cliente". Os advogados consideram que se estes produtos eram depósitos a prazo deveriam constar no balanço de 24 de Novembro apresentado pelo banco e, como tal, estes clientes têm direito a ser pagos tal como os outros.| com LUSA
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por JCS » 30/12/2008 10:14

Açor3 Escreveu:(...)Por outro lado, de acordo com Manuela Glória, a medida também procura "estancar os pagamentos" do banco, depois de ter sido noticiado que este já utilizou 200 milhões de euros (dos 450 milhões) para pagar a grandes clientes. Os clientes - cerca de 120 - também querem "proteger e salvaguardar os seus créditos" junto da instituição.(...)


Não deverá ser dificil de calcular quem serão os "grandes clientes" da instituição...

Cumprimentos

JCS
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por Açor3 » 2/1/2009 18:23

SLN vende I2S Informática à equipa de gestão
A venda da I2S Informática Sistemas e Serviços pela SLN - Sociedade Lusa de Negócios à equipa de gestão da I2S, foi concretizada na quarta-feira, no âmbito de um MBO (Management By Out) liderado pelo presidente da empresa, Luís Paupério.

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Jornal de Negócios Online
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A venda da I2S Informática – Sistemas e Serviços pela SLN - Sociedade Lusa de Negócios à equipa de gestão da I2S, foi concretizada na quarta-feira, no âmbito de um MBO (Management By Out) liderado pelo presidente da empresa, Luís Paupério.

A operação foi concretizada directamente pela SLN Novas Tecnologias, a “subholding” da SLN para a área tecnológica, que detinha 51% do capital, de acordo com o que estava previsto no plano de operações patrimoniais da SLN, confirmou a SNL em comunicado.

“Como já tinha sido previamente anunciado, após um curto processo de negociação, a proposta final apresentada pela equipa de gestão foi avaliada pela SLN como contemplando um justo e adequado valor pelos 51% do capital em causa que, consequentemente, decidiu aceitá-la”, salienta o comunicado.

A SLN teve igualmente em consideração o facto de a equipa de gestão, oferente do MBO, “ser relevante factor de valorização da empresa”.

A I2S é uma empresa especializada em concepção, desenvolvimento e implementação de soluções informáticas de integração e flexibilidade para o mercado global de seguros/actividades seguradoras.

O plano de operações patrimoniais da SLN continuará a ser desenvolvido conforme previsto, estando já aprovado um conjunto de operações que deverão ser formalmente concretizadas durante o primeiro trimestre de 2009, sublinhou ainda a empresa em comunicado.
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por Açor3 » 6/1/2009 12:57

Banca
Capital social do BPN mantém-se nos 380 milhões de euros
Económico com Lusa
06/01/09 11:38

Partilhe: O capital social do Banco Português de Negócios (BPN) permanece nos 380 milhões de euros, igual ao valor anterior à nacionalização, revela um decreto-lei hoje publicado em Diário da República.

O diploma assinala que o capital social do BPN, no montante de 380 milhões de euros, "é representado por 76 milhões de acções, com um valor nominal de cinco euros cada uma".

O governo vem definir neste decreto-lei o enquadramento jurídico da instituição financeira, conformando os estatutos do BPN com a natureza de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.

O diploma hoje publicado destaca também que se optou por "manter o capital social na situação anterior à nacionalização do BPN, sem prejuízo do recurso a qualquer dos instrumentos legalmente previsíveis cuja aplicação se revela justificada".

"No essencial, além das alterações estritamente relacionadas com a titularidade do capital social do banco, são introduzidas alterações ao nível do modelo fiscalização, passando o banco a dispor de um conselho fiscal em lugar de um conselho único, e é eliminada a figura de conselho superior", frisa o diploma.

O decreto-lei estabelece ainda que a duração dos mandatos dos membros dos órgãos sociais é de três anos.

O conselho de administração do BPN será composto por um mínimo de três e um máximo de 11 elementos. "Um deles é designado de presidente e outro de vice-presidente", indica o diploma, que entra em vigor quarta-feira (dia 7 de Janeiro).
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por Crómio » 6/1/2009 14:16

Que vergonha...

Banco de Portugal e BPN recusam enviar documentação aos deputados da comissão de inquérito
(06-01-2009 - 13:02)

O Banco de Portugal e o Banco Português de Negócios, entre outras entidades, recusaram-se a enviar documentação pedida pela comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do BPN, alegando segredo profissional e sigilo bancário.

Esta informação foi transmitida hoje aos deputados da Comissão de Inquérito Parlamentar à Nacionalização do BPN pela presidente da Comissão, Maria de Belém Roseira, durante a terceira reunião, que decorreu na Assembleia da República.

Os deputados solicitavam, entre outra documentação, as actas do conselho de administração do Banco de Portugal que referem as práticas financeiras do BPN e da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), troca de correspondência entre o Banco de Portugal e empresas de auditoria, bem como todos os relatórios de rotina realizados ao BPN pelo banco central.

De acordo com a informação entregue aos deputados da comissão, o banco dirigido por Vítor Constâncio respondeu que "os elementos documentais solicitados [...] dizem respeito a matérias abrangidas pelo dever de segredo profissional do Banco de Portugal".

Ao BPN, os deputados tinham solicitado todos os relatórios de auditoria existentes, já incluindo os do ano 2008, realizados pela Deloitte e pela Mazars, bem como a indicação das datas das reuniões do conselho de administração e respectivas actas.

Os deputados tinham pedido também, entre outros documentos, "informação de todos mútuos conferidos pelo BPN, tendo por garantia prestada quaisquer bens ou rendimento do Estado".

A estas três solicitações, o BPN respondeu que não foi enviada documentação ou prestadas informações a coberto do segredo profissional bancário.

Na sequência desta recusa, os deputados aprovaram hoje, por unanimidade, a decisão de enviar um novo ofício às entidades que se recusaram a enviar a informação, em que solicitam o fornecimento dos dados, invocando o princípio do interesse preponderante e referenciando o contexto que levou à constituição desta comissão.

Ao Conselho Nacional de Supervisores Financeiros os deputados solicitaram todas as inspecções dos serviços de supervisão do Banco de Portugal ao BPN e à SLN desde 2000, troca de correspondência e e-mails entre os serviços de supervisão do BdP e conselho de administração e serviços do BPN, bem como actos oficiais de supervisão do BdP deste do ano 2000 sobre o BPN.

Na resposta, o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros disse que os documentos solicitados não estão na sua posse e que, mesmo que estivessem, não seriam entregues por observância ao dever de segredo profissional.

A nacionalização do BPN foi anunciada pelo Governo no dia 2 de Dezembro.


Fonte: BiG


PS: O Vitinho é um inocente...
There are two kinds of investors: those who don't know where the market is headed, and those who don't know that they don't know.

William Bernstein
 
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por JPtuga » 6/1/2009 14:28

Embora também não ache o processo transparente, talvez aqui o vitinho não tenha sido casmurro, mas apenas tenha cumprido o seu dever de sigilo bancário, não sei exactamente a legislação em vigor sobre o assunto.
Mas que a administração do BPN se tenha recusado a divulgar documentos, isso sim é escandaloso...
O governo é que deveria intervir, através do ministério das finanças e libertar essa documentação, afinal, agora o BPN é um banco publico...
Sem prejuizo da documentação vir "descaracterizada" afim de evitar fugas de informação sobre os CLIENTES, quanto aos funcionarios e administradores e os seus actos, não vejo qualquer problema.
 
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