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por Açor3 » 13/12/2008 16:38

BPN: PGR, Pinto Monteiro, vai à AR na sexta-feira
13 de Dezembro de 2008, 13:30

Lisboa, 13 Dez (Lusa) - A audição do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, no parlamento sobre as investigações ao Banco Português de Negócios (BPN) marcada para 16 de Dezembro foi adiada para a próxima sexta-feira, revelou hoje à Lusa fonte da PGR.

A mesma fonte indicou que o adiamento da audição do PGR a propósito do caso BPN, que se encontra em investigação, foi solicitada pela Assembleia da República.

A deslocação do PGR à comissão, que já tinha sido adiada de 2 para 16 de Dezembro a pedido de Pinto Monteiro por razões médicas, ficou marcada para sexta-feira às 15:00.

Pinto Monteiro vai à Assembleia da República na sequência do requerimento entregue pelo PS.

O líder parlamentar dos socialistas, Alberto Martins, justificou o pedido de audição do PGR, explicando que "os factos graves que conduziram à nacionalização do BPN e que lesaram o interesse nacional não podem deixar de ser alvo de uma investigação criminal célere, profunda e consistente, que responsabilize civil e criminalmente os responsáveis por essa situação".

CC/MMO.
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por TRSM » 13/12/2008 16:58

MarcoAntonio Escreveu:
Finanças
Faltam ajudas no sector industrial
Belmiro: «Se caíssem dois ou três bancos não se notava»

2008/12/12 18:41Sara MarquesAAAA

Empresário diz que medidas do Conselho de Ministros vão continuar a proteger a banca

Belmiro de Azevedo criticou esta sexta-feira, no Porto, a preocupação por salvar o sistema financeiro: «Não sei porque é que agora toda a gente concorda que a maior prioridade é salvar o sistema financeiro. Mas para que é que serve um sistema financeiro muito eficiente, se a actividade económica não funciona?»


Ora cá está. Isto está muito dentro do que eu tenho defendido...

Só faz sentido estar a alimentar e a "remendar" os buracos da Banca na medida em que esta for ajudar a economia.

Porque se é para tapar os buracos e não deixar os Bancos falir (como objectivo único/exclusivo) não faz sentido e é uma total idiotice. Mais valia aplicar o mesmo dinheiro na economia que produz, nas empresas!

Enfiar o dinheiro nos Bancos se estes não o redistribuirem de seguida pelos que mais necessitam para continuar a produzir, não serve de nada. É como enfia-lo num buraco, proteger uns (a Banca) e deixar os restantes à sua sorte, completamente desprotegidos.

Sim, neste contexto, mais valia deixar falir quem tinha de falir e que os Bancos estivessem sujeitos à mesma lei de mercado que estão a sujeitar o resto da economia.


«Mas o sistema financeiro sem actividade económica é uma bola que anda no ar e não serve para nada», adiantou.


Ora nem mais!

Para que serve ajudar/proteger a banca se o resto das empresas começar a falir ou desatar a despedir pessoas por não ter liquidez ou por não ter que produzir (por falta de consumo)?

Não serve para nada. Foi apenas um buraco onde se enfiou milhares de milhões que podiam ter ido para outro lado!...


Vamos por partes

9 Set 2005

Investimentos em Troia. Belmiro e Socrates em directo nas TV´s ambos sorridentes com a implosão das torres






6 Fevereiro de 2006

Belmiro de Azevedo anunciou a 6 de Fevereiro de 2006 a intenção de lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) no valor de 10,7 mil milhões de euros sobre a sua principal rival na área das Telecomunicações e Internet.





OPA de Belmiro sobre a PT nas mãos do Governo




E depois da OPA 2007-03-05 00:05


Mercado matou a OPA
A OPA à PT morreu. Não chegou ao mercado? Obviamente, nunca de lá saiu. Era o mercado que estava representado na assembleia geral de sexta-feira.

Pedro Marques Pereira

Com todos os seus interesses que, como se viu, iam muito para além do preço por acção. Mas o que é o mercado, senão a soma dos interesses individuais dos seus agentes? A começar pelos do próprio Estado. O Governo foi neutral, como proclama Mário Lino nas páginas que se seguem? É evidente que não. A Caixa Geral de Depósitos votou contra, e seria preciso uma enorme ingenuidade para acreditar que a decisão se baseou em critérios estritamente financeiros. Mas olhando para trás, ainda bem que votou contra. Não porque a OPA fosse má para o país – pelo contrário, fez pelas telecomunicações nacionais em um ano o que nenhum Governo conseguiria fazer numa década – mas porque numa operação desta envergadura, o pior que o Governo poderia fazer era não se pronunciar de forma alguma.




Licenciatura de Sócrates
Criado quinta-feira, 22 de Março de 2007
Última actualização quarta-feira, 1 de Agosto de 2007


Nota da Direcção Editorial do PÚBLICO
22.03.2007
Há cerca de um mês que se avolumaram, na blogosfera, referências múltiplas, algumas delas entretanto reproduzidas em jornais ou citadas nas rádios, à forma como José Sócrates obtivera a sua licenciatura em Engenharia Civil.


Para o PÚBLICO, o currículo académico de um político ou qualquer outra figura pública não é critério para o avaliar nem como pessoa, nem para saber se é ou não competente para exercer o cargo que ocupa. Grandes figuras políticas europeias - como Jacques Delors - não possuíam qualquer licenciatura. Na banca portuguesa, o presidente de um dos principais bancos privados e o vice-presidente doutro grande banco também não completaram a sua licenciatura.

E, entre os seis membros da direcção do PÚBLICO, só um completou a licenciatura, e não é o director. Em contrapartida, para o PÚBLICO, é importante verificar se referências susceptíveis de colocar em dúvida a forma como o primeiro-ministro se licenciou merecem ser investigadas. Não para saber se merece ou não o título com que se apresenta, mas para verificar se agiu sempre de forma limpa, leal e legal. Era isso que os boatos que corriam um pouco por todo o lado punham em causa - e saber se um curso superior foi obtido ou não de forma limpa, clara e legal é fácil de provar.

O resultado dessa investigação, assim como os passos dados pelo jornalista para recolher a informação aqui reunida, permite ao leitores ajuízarem sobre o que estava certo e o que estava errado no que se dizia à boca pequena, algo que só foi possível porque o próprio primeiro-ministro deu autorização para que consultássemos o seu processo individual na Universidade Independente. Desse processo apenas reproduzimos nestas páginas imagens das peças que considerámos mais relevantes, o que resultou da opção de não divulgar outros elementos do currículo escolar que não eram relevantes para esta investigação. Fizemo-lo por considerar que isso podia configurar uma intromissão na esfera privada de José Sócrates que nada acrescentava ao esclarecimento do que era relevante.

Esta investigação permitiu já ao gabinete do primeiro-ministro corrigir um elemento do seu currículo que era disponibilizado no site oficial do Governo, o que em si mesmo é positivo.

O PÚBLICO não dá à estampa boatos, mas não deve ignorar que eles existem e que a melhor forma de acabar com eles é confirmá-los ou infirmá-los. Foi isso que procurámos fazer, até ao limite do possível, com esta investigação.


Licenciatura de Sócrates
Criado quinta-feira, 22 de Março de 2007
Última actualização quarta-feira, 1 de Agosto de 2007


Diversa documentação de Sócrates
20.04.2007


Pedido à UnL
Documentos de licenciatura de Sócrates
Pauta de análise de estruturas
Pauta de betão armado
Pauta de estruturas especiais
Pauta de inglês técnico
Pauta de projecto
Pauta de política
Comunicado
Diplomas de Sócrates

Cada um que tire a sua conclusão sobre os artigos e as suas datas

PS. Diz-me qual foi o Banco e em que País que tenha ido à falência e que seja um banco de depósitos e empréstimos
 
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por Açor3 » 14/12/2008 9:24

13 Dezembro 2008 - 21h00

Escândalo: Valor total do negócio rondou os 80 milhões de dólares
Accionista do BPN contra Porto Rico
Carlos Gonçalves, o nome citado por Dias Loureiro na entrevista à RTP como presidente da Seac Banche, empresa tecnológica italiana líder mundial em equipamentos de leitura óptica de cheques, é o terceiro homem da missão de José Oliveira e Costa e Dias Loureiro a Porto Rico para negociar a compra das duas empresas tecnológicas que foram ocultadas das autoridades portuguesas. Gonçalves, que vendera à Sociedade Lusa de Negócios (SLN) 50 por cento da Datacomp, era accionista da própria SLN e era o especialista em tecnologias, deixou ontem claro ao CM que discordou do negócio em 2001, desde logo porque "eles [Oliveira e Costa e Dias Loureiro] queriam que essas duas empresas ficassem na dependência da Datacomp e eu não aceitei".




O ex-proprietário da Datacomp, que agora se dedica à produção de vinho, é categórico: 'Fui duas vezes a Porto Rico com eles dois [Oliveira e Costa e Dias Loureiro]. No final da segunda vez, eu disse que era contra o negócio'. Carlos Gonçalves aponta duas razões para discordar da compra da NewTech e da Biometrics Imagineerin: 'Eu não acreditava no negócio e as duas empresas vinham lixar-me os resultados [financeiros] da Datacomp.'

O resultado desta discordância traduziu-se no afastamento do presidente da Datacomp do negócio: 'Como não concordei com a compra das empresas, fui colocado de parte', diz Carlos Gonçalves.

Com a saída do ex-presidente da Datacomp da equipa que negociava a compra das duas empresas tecnológicas sediadas em Porto Rico, Jorge Vieira Jordão, que fora contratado para a direcção da SLN Novas Tecnologias, acabou por assumir a liderança do projecto. Vieira Jordão, como o próprio já disse, chumbou também o negócio, porque foi considerado de 'alto risco e da minha parte foi desaconselhado por escrito'.

A SLN acabou por comprar as duas empresas porto-riquenhas. A aquisição terá rondado 80 milhões de dólares, quase 60 milhões de euros ao câmbio actual. Dias Loureiro escusou-se a fazer comentários.

PRODUTOR DE VINHO NO ALENTEJO

Carlos Gonçalves é desde 2004 produtor de vinhos no Alentejo. Com a venda dos 50 por cento de capital social que detinha na Datacomp à SLN, em Janeiro de 2003, Gonçalves adquiriu a Herdade de Perdigões, em Portalegre.

Há quem diga que este terá sido o negócio do especialista em informática, mas Gonçalves não comenta. Diz apenas que concretizou o sonho da juventude de ser produtor de vinho no Alentejo após se ter reformado. Tem cerca de 50 anos de idade. Por obrigação contratual, foi forçado a ficar três anos fora do sector da informática.

VIAGEM

Carlos Gonçalves fez duas viagens a Porto Rico com José Oliveira e Costa e Dias Loureiro. E garante que no final da segunda deslocação àquele paraíso fiscal disse ao presidente do BPN e ao administrador da SLN que discordava da compra das duas empresas.

PORMENORES

FRANQUELIM ALVES

Apenas assumiu a presidência da Plêiade durante alguns meses em 2008, tendo abandonado a sociedade por divergências com o novo presidente do BPN, Miguel Cadilhe.

EMPRESAS FALIRAM

A Biometrics faliu três meses após ter sido comprada pelo Grupo BPN/SLN. A NewTech nunca teve actividade e fechou em 2004. Ambas tinham ligações a uma empresa inglesa detida por uma firma sediada em Gibraltar.
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por Açor3 » 15/12/2008 9:08

Principal empresa lesada por Madoff actua em Portugal
O Banco Português de Negócios, o Banco Efisa e a gestora Valor Alternativo mantiveram nos últimos anos exposição ao Fairfield Sentry, uma das empresas mais afectadas pela fraude da empresa de Bernard Madoff.

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Patrícia Abreu
pabreu@mediafin.pt


O Banco Português de Negócios, o Banco Efisa e a gestora Valor Alternativo mantiveram nos últimos anos exposição ao Fairfield Sentry, uma das empresas mais afectadas pela fraude da empresa de Bernard Madoff.



O ex-presidente do Nasdaq confessou ter orquestrado durante quase meio século um "esquema Ponzi gigante", que poderá originar perdas no valor de 50 mil milhões de dólares. Quer a Bernard L. Madoff Investment Securities, a empresa do investidor, quer o fundo Fairfield Sentry têm autorização para exercer actividade em Portugal, ao abrigo do regime comunitário.



De acordo com a informação divulgada pelo banco Efisa no relatório e contas de 2005, o banco tinha no seu balanço 921 mil euros aplicados no Fairfield Sentry Limited, enquanto o BPN contava com 162 milde euros investidos no mesmo fundo, no exercício de 2003.



Mas não se ficam por aqui as ligações de empresas portuguesas aos fundos envolvidos naquela que poderá ser a maior fraude da história, caso se confirmem os prejuízos de 50 mil milhões de dólares. No final de 2006, o Fairfield Sentry representava 8% da carteira de activos da Valor Alternativo, gestora que tem actualmente como accionistas Dias Loureiro e Jorge Coelho.
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por Açor3 » 15/12/2008 13:58

AR avança co uma comissão parlamentar para avaliar supervisão e caso BPN
A Assembleia da República vai avançar com a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito para avaliar a situação que deu origem à nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) e a supervisão bancária.

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Sara Antunes
saraantunes@mediafin.pt


A Assembleia da República vai avançar com a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito para avaliar a situação que deu origem à nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) e a supervisão bancária.

A constituição está prevista por uma Resolução, publicada hoje em Diário da República.

A comissão parlamentar terá seis objectivos, de acordo com o documento publicado.

1. O apuramento da situação de ruptura do BPN e dos fundamentos que levaram à nacionalização;

2. Quais os factos ou situações que contribuíram para facilitar, estimular ou ocultar o conjunto de irregularidades agora detectadas ou para a sua não detecção atempada;

3. A existência de eventuais défices ou insuficiências estruturais, institucionais e de enquadramento legislativo ou do funcionamento das instituições de crédito e sociedades financeiras que tenham facilitado ou permitido as irregularidades reveladas;

4. A forma como, em concreto, o Banco de Portugal cumpriu plenamente com os seus deveres legais de supervisão em relação ao Banco Português de Negócios entre 2001 e 2008;

5. Aferir das responsabilidades, por acção ou omissão, do Banco de Portugal e dos seus dirigentes no desempenho dos seus deveres estatutários;

6. Se há legislação em vigor sobre incompatibilidades e impedimentos de titulares e ex-titulares de cargos políticos e de cargos públicos, lacunas ou deficiências de regulamentação ilustradas à luz das ocorrências no caso BPN.
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por Açor3 » 15/12/2008 17:58

Comissão de Inquérito parlamentar ao BPN será presidida por Maria de Belém Roseira
A ex-ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, vai presidir à comissão parlamentar de inquérito ao Banco Português de Negócios (BPN), disse hoje à Lusa o vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues.

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Jornal de Negócios com Lusa


A ex-ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, vai presidir à comissão parlamentar de inquérito ao Banco Português de Negócios (BPN), disse hoje à Lusa o vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues.

Na conferência de líderes de quarta-feira passada já tinha ficado decidido que a comissão seria presidida por um deputado do PS, bem como a data de tomada de posse: terça-feira, 16 de Dezembro.

A comissão de inquérito só deverá começar a funcionar em pleno a partir de Janeiro, disse na altura a secretária da mesa da Assembleia, a deputada Celeste Correia.

O inquérito parlamentar "à existência de falta grave na actuação do Banco de Portugal no exercício do seu poder de supervisão no caso do BPN" tinha sido aprovado pela Assembleia a 5 de Dezembro.

O inquérito parlamentar foi proposto pelo CDS-PP, mas o projecto aprovado por unanimidade foi um texto de substituição, incluindo alterações sugeridas pelo PS e pelo PSD ao objecto do inquérito.

A maioria parlamentar socialista chumbou uma proposta do PCP para que o inquérito parlamentar tratasse também o caso do Banco Privado Português (BPP). O BE votou a favor dessa proposta do PCP, enquanto o PSD e o CDS-PP se abstiveram.
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por Açor3 » 16/12/2008 16:12

Comissão de inquérito do caso BPN tem 90 dias para apresentar conclusões
A comissão eventual de inquérito ao caso BPN, que hoje tomou posse, vai ter 90 dias para concluir a sua missão e um "trabalho espinhoso pela frente", declarou hoje a presidente, Maria de Belém Roseira, durante a tomada de posse.

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Jornal de Negócios com Lusa


A comissão eventual de inquérito ao caso BPN, que hoje tomou posse, vai ter 90 dias para concluir a sua missão e um "trabalho espinhoso pela frente", declarou hoje a presidente, Maria de Belém Roseira, durante a tomada de posse.

"O trabalho é espinhoso porque o objecto desta comissão é muito abrangente e, se é muito abrangente, vamos ter que trabalhar de uma maneira muito capaz", afirmou durante a tomada de posse, citada pela Lusa.

"O que considero absolutamente essencial é, além de se apurar responsabilidades políticas, saber se o tecido legislativo que regula estas relações [económicas e financeiras] é eficaz, adequado ou se deve merecer alterações", acrescentou Maria de Belém Roseira, à margem da cerimónia.

No discurso inicial, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, referiu que a comissão terá 90 dias para concluir os trabalhos e que os deputados que a integram vão poder trabalhar durante os fins-de-semana e férias.

A comissão vai ter 17 elementos efectivos e oito suplentes.

O calendário de trabalhos vai ser definido numa reunião que a presidente da comissão agendou para quarta-feira, após o plenário.
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por Flying Turtle » 16/12/2008 17:18

Açor3 Escreveu:"O que considero absolutamente essencial é, além de se apurar responsabilidades políticas, saber se o tecido legislativo que regula estas relações [económicas e financeiras] é eficaz, adequado ou se deve merecer alterações", acrescentou Maria de Belém Roseira, à margem da cerimónia.


Adivinha-se já o resultado - se algum chegar a existir sequer - quanto à actuação do BdP :evil:

FT
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por mcarvalho » 17/12/2008 9:50

Dias Loureiro ganhou 7,1 milhões no BPN


17/12/2008


Dias Loureiro vendeu as suas acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) ao grupo Banco Português de Negócios (BPN), principal activo da SLN, por 7,14 milhões de euros, em 2002, ano em que deixou de ser administrador executivo da SLN.

De acordo com o “Correio da Manhã”, o valor do negócio consta na declaração de rendimentos entregue pelo ex-ministro no Tribunal Constitucional, em 28 de Maio de 2002, como início da actividade de deputado do PSD.
 
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qualquer dia quem não for arguído não é bom pai de família

por mcarvalho » 17/12/2008 9:51

Cinco antigos administradores dos CTT constituídos arguidos


17/12/2008


Cinco antigos elementos da administração dos CTT foram constituídos arguidos pela Polícia Judiciária no âmbito da investigação a actos de gestão por si praticados.

Segundo o “Diário de Notícias”, no centro do processo está a venda de dois prédios, um em Lisboa, o segundo em Coimbra, a empresas ligadas à TCN/Portugal, cujos antigos administradores também foram constituídos arguidos. Em causa estão crimes de gestão danosa, infidelidade e corrupção passiva.

Nas últimas semanas, elementos da Unidade Nacional contra a Corrupção da PJ lançaram uma vasta operação de buscas pelas residências de antigos administradores e por outras pessoas que se suspeita estarem ligadas ao negócio. Após as incursões, os antigos administradores Carlos Horta e Costa, Manuel Baptista, Luís Centeno, Gonçalo Leónidas e Vera Patrício Gouveia foram constituídos arguidos.
 
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por Açor3 » 17/12/2008 11:58

Pedro Santos Guerreiro
A Dona Banca
psg@mediafin.pt

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Os homens são mesmo todos iguais: gananciosos e ingénuos. Do pobretanas que pede crédito à Dona Branca aos maiores banqueiros mundiais que investiam no Madoff, há um deslumbramento comum que os faz entregarem-se às mãos dos vigaristas: a promessa de dinheiro fácil. E o BPN e o BPP também são para aqui chamados.


Os homens são mesmo todos iguais: gananciosos e ingénuos. Do pobretanas que pede crédito à Dona Branca aos maiores banqueiros mundiais que investiam no Madoff, há um deslumbramento comum que os faz entregarem-se às mãos dos vigaristas: a promessa de dinheiro fácil. E o BPN e o BPP também são para aqui chamados. Inventado há cem anos por um imigrante italiano nos Estados Unidos, um finório chamado Charles Ponzi, o esquema piramidal garante remunerações elevadas a quem lá investir, que são pagas com a entrada de novos membros: o juro do primeiro membro é pago com o capital da entrada do segundo membro, o deste pelo terceiro, este pelo quarto e assim eternamente até ao rebentamento da "bolha". Tanto na Dona Branca como com Bernard Madoff, foi preciso décadas para que ela estoirasse.

Outras prodigiosas pirâmides continuam operacionais e repletas de "investidores" que juram não correr risco algum, porque negoceiam cosméticos, selos ou dietas da treta que servem de pretexto tangível para o negócio intangível de criar coisa nenhuma.

Quando perguntaram a Madoff que activos tinha, nada tinha. Ele, que foi denunciado pelos filhos, tinha uma imagem à prova de bala. Os gestores das empresas, incluindo a Fairfield Sentry, gozavam de alta reputação no sistema financeiro.

Vítor Constâncio tem carradas de razão: a fraude não se detecta, os reguladores são os cegos desta terra em que quem tem olho é rei. Como pôde o temível regulador das bolsas americanas, a SEC, ser assim incompetente? Como é que um gigante fluxo financeiro que nada comprava ou vendia passou décadas com distinção nos relatórios dos auditores?

Há uma lição básica de finanças que se aprende nas universidades de Economia ou nos corredores do metropolitano: em mercados em concorrência, a rendibilidade das empresas converge para uma taxa de retorno próxima da inflação mais um pequeno "spread" - se for superior, outros operadores entram no mercado até esmagarem o lucro económico, que tende para zero. Nos corredores do metropolitano, a formulação é mais fácil: quando a esmola é grande, o pobre desconfia. O rico é que não.

Que banco andou anos a oferecer depósitos a prazo e aplicações de baixo risco com taxas muito acima da concorrência? O BPN. E que banco prometia rentabilidades tão elevadas que atraiu grandes investidores e, por exemplo, caixas agrícolas? O BPP.

Mas há uma diferença: o grupo Santander, que tem grande exposição ao Madoff, transferiu o prejuízo para os clientes que tinham investido nesses fundos, alegando que eles tinham um nível de alto risco que era conhecido pelos clientes. No BPP, para salvar as caixas agrícolas salvou-se o próprio banco, assim salvando gente de mais e isentando de responsabilidades os gestores das caixas que correram riscos nessa decisão. E mesmo no BPN, a nacionalização garantiu aos depositantes as taxas anormalmente altas que haviam sido prometidas, lucros excessivos suportados pelos contribuintes.

Não tinha de ser assim. Por mais cruel que a opção do Santander seja, se for verdade que os clientes estavam informados dos riscos, é compreensível que assumam as perdas. No BPP, é injustificável que se protejam todos os investidores. No BPN, o Estado podia (e devia) ter garantido aos depositantes apenas uma remuneração média de mercado, não as super-taxas oferecidas durante anos como se fossem saldos fora de época.

Não há alquimias, potes no fim de arco-íris ou Midas que tornem chumbo em ouro. Crianças e adultos, ricos e pobres: o Pai Natal não existe. Quer apostar o seu dinheiro nisso?
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por CerealKiler » 17/12/2008 12:12

Desculpem lá e aqui a ignorância, mas essa presidente da comissão para análise do BPN, não foi ministra da Saúde, ..

quer dizer, qual a formação académica para o tacho dessa senhora?

será que ela vai "tratar da saúde" aos implicados no escândalo, ou é mais "cosmética" para um caso futuro arquivado ?
 
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por Açor3 » 17/12/2008 12:18

Boas

Essa senhora a que se refere é licenciada em Direito por Coimbra.Disso de que fala deve perceber tanto como de saúde quando foi Ministra.Os «Boys» do PS tem que andar entretidos com alguma coisa.Isto só revela a importância que a Assembleia deu ao tema.

Boas Festas
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por CerealKiler » 17/12/2008 12:22

Açor3 Escreveu:Boas

Essa senhora a que se refere é licenciada em Direito por Coimbra.Disso de que fala deve perceber tanto como de saúde quando foi Ministra.Os «Boys» do PS tem que andar entretidos com alguma coisa.Isto só revela a importância que a Assembleia deu ao tema.

Boas Festas


estão a prepara "uma grande montanha" de noticias, factos, argumentação,... para depois sair um "rato"...vamos ver ainda é preso o motorista.LOL
 
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por MasterGuardian » 17/12/2008 12:37

Isto vem tudo de encontro ao que tenho vindo a afirmar faz tempo: "Temos politicos retóricos a gertir este pais, e não gestores com provas dadas."

É triste este facto, as os governos são eleitos pela sua arte de persuasão, poder de influência,etc

Basicamente e decididamente: Não estão as pessoas certas no lugar certo, e assistimos ao que temos neste país. A máfia está instalada.
 
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por mais_um » 17/12/2008 13:54

Boas!

Para quem não sabe, uma comissão parlamentar de inquérito, tem a mesma constituição (proporção) que o parlamento, assim a maioria dos membros desta comissão são do PS, logo não esperem milagres, independentemente do currículo dos seus membros.

Julguem por vós…

PS:
Maria de Belém Roseira Licenciatura em Direito
Afonso Candal Frequencia do 5º Ano do Curso de Economia
Marques Júnior Licenciatura em Ciências Militares
Helena Terra Licenciatura em DIREITO
Mota Andrade Licenciatura em Engenharia Civil
Ricardo Rodrigues Licenciado em DIREITO
Sónia Sanfona Licenciatura em Direito
Leonor Coutinho Licenciatura em Matemática e Pós-Graduação em Finanças e Gestão do Imobiliário
Jorge Seguro Sanches Licenciatura em Direito

PSD:
Aguiar Branco Licenciado em Direito
Hugo Velosa Licenciatura em Direito
Miguel Macedo Licenciatura em Direito
Almeida Henriques Licenciatura em Direito

CDS:
Nuno Melo Licenciatura em Direito

PCP:
Honório Novo Licenciatura em Engenharia Electrotécnica

BE:
João Semedo Licenciatura em Medicina

Verdes:
Heloísa Apolónia Licenciatura em Direito

Quando há uma maioria no parlamento, as comissões de inquérito nunca chegam a conclusões contra essa maioria, seja do PS, seja do PSD. Quando não há maioria, as conclusões são normalmente contra o governo, desde que isso sirva os interesses da oposição.

Assim a única utilidade das comissões parlamentares de inquérito é manter os holofotes sobre determinado tema, nada mais do que isso, tudo o resto é show off.

Deixo aqui os links sobre as comissões que podem ter interesse para este fórum:

http://www.parlamento.pt/sites/com/XLeg ... fault.aspx

http://www.parlamento.pt/sites/com/XLeg ... fault.aspx


Um abraço

Alexandre Santos
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por carrancho » 17/12/2008 14:13

MarcoAntonio Escreveu:
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Belmiro: «Se caíssem dois ou três bancos não se notava»

2008/12/12 18:41Sara MarquesAAAA

Empresário diz que medidas do Conselho de Ministros vão continuar a proteger a banca

Belmiro de Azevedo criticou esta sexta-feira, no Porto, a preocupação por salvar o sistema financeiro: «Não sei porque é que agora toda a gente concorda que a maior prioridade é salvar o sistema financeiro. Mas para que é que serve um sistema financeiro muito eficiente, se a actividade económica não funciona?»


Ora cá está. Isto está muito dentro do que eu tenho defendido...

Só faz sentido estar a alimentar e a "remendar" os buracos da Banca na medida em que esta for ajudar a economia.

Porque se é para tapar os buracos e não deixar os Bancos falir (como objectivo único/exclusivo) não faz sentido e é uma total idiotice. Mais valia aplicar o mesmo dinheiro na economia que produz, nas empresas!

Enfiar o dinheiro nos Bancos se estes não o redistribuirem de seguida pelos que mais necessitam para continuar a produzir, não serve de nada. É como enfia-lo num buraco, proteger uns (a Banca) e deixar os restantes à sua sorte, completamente desprotegidos.

Sim, neste contexto, mais valia deixar falir quem tinha de falir e que os Bancos estivessem sujeitos à mesma lei de mercado que estão a sujeitar o resto da economia.


«Mas o sistema financeiro sem actividade económica é uma bola que anda no ar e não serve para nada», adiantou.


Ora nem mais!

Para que serve ajudar/proteger a banca se o resto das empresas começar a falir ou desatar a despedir pessoas por não ter liquidez ou por não ter que produzir (por falta de consumo)?

Não serve para nada. Foi apenas um buraco onde se enfiou milhares de milhões que podiam ter ido para outro lado!...


Governo pode retirar garantias se banca não conceder crédito às empresas (act.)


17/12/2008


O ministro das Finanças salientou hoje que as garantias dadas aos bancos têm que ter impacto real na economia, sob pena de serem retiradas. “Em última instância, em caso extremo, se o aval dos bancos não se traduzir em crédito à economia, devemos questionar se no futuro vale a pena o Estado continuar com este esforço”, afirmou Teixeira dos Santos hoje de manhã na Comissão de Economia e Finanças, no Parlamento.

O Ministro sublinhou ainda que “o Estado terá de velar pelo cumprimento dos pressupostos da garantia, como está na portaria”.

Ontem, Teixeira dos Santos já tinha afirmado que, no limite, o Governo pode vir a retirar as garantias que deu à banca se as instituições não fizerem chegar o crédito às empresas.

Questionado pelos jornalistas à saída de um jantar organizado pelo Clube do Chiado, em Lisboa, sobre a possibilidade de o Estado vir a retirar as garantias que deu à banca no âmbito da actual crise financeira, Fernando Teixeira dos Santos disse que esse "poderá ser um cenário extremo".

"Havendo incumprimento das condições da garantia", esse é um cenário que se poderá verificar, clarificou o ministro.

O governo disponibilizou em Novembro um pacote de 20 mil milhões de euros de garantias à banca, para as instituições conseguirem obter mais facilmente financiamento no exterior e, assim, continuarem a fazer escoar o financiamento para as empresas e para as famílias.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro e o ministro das Finanças já tinham feito um apelo à banca para que esta emprestasse mais dinheiro às empresas, de forma a reabilitar a economia portuguesa, numa altura em que se multiplicam as queixas de que, apesar das linhas de crédito abertas, o financiamento continua a não chegar às empresas.

"Temos que exigir aos bancos, com base nas garantias", que emprestem dinheiro às empresas, acrescentou hoje Teixeira dos Santos, notando que é preciso "recordar-lhes que obtiveram garantias para concederem crédito".

Quanto à possibilidade da Caixa Geral de Depósitos vir a servir como braço do Estado para fazer chegar o crédito às empresas, o ministro das Finanças admitiu que o executivo está a "usá-la para fazer" pressão sobre o mercado.

"A Caixa é uma instituição que está presente no mercado mas tem consciência das suas responsabilidades; é solidária com o Governo em assegurar o financiamento às empresas", disse Teixeira dos Santos.

"Quando tudo corria bem [no sistema financeiro], os bancos fidelizavam os seus clientes; será que os bancos não têm [agora] também que ser fiéis aos seus clientes?"., questionou o governante.



Finalmente... Isto não podemos ser todos a ajudar quem criou o problema para só se salvarem eles!!!
Abraço,
Carrancho
 
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por Açor3 » 17/12/2008 22:24

BPN

PS vai pedir levantamento do sigilo sempre que o considerar necessário
Hoje às 20:38
O PS vai pedir o levantamento do sigilo em relação a personalidades que invoquem essa figura no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN, admitindo ainda investigar eventuais fugas de informação após reuniões à porta fechada.


Ricardo Rodrigues diz que o PS vai pedir o levantamento do sigilo sempre que o considerar necessárioRicardo Rodrigues afirma que o PS admite investigar eventuais fugas de informação

Ao contrário do que aconteceu na comissão de inquérito ao BCP, desta vez, o PS vai pedir, sempre que considerar que se justifica, o levantamento dos segredos, anunciou Ricardo Rodrigues, explicando que esta medida visa fazer com que as pessoas que vierem a ser ouvidas falem sem constrangimentos.

«Independentemente das pessoas que são solicitadas a virem aqui poderem invocar segredos», a intenção do PS é de, «sempre que se justifique», requerer «o levantamento desse segredo», explicou o deputado socialista.

Assim sendo, nesses casos, as reuniões da comissão de inquérito ao BPN vão acontecer à porta fechada, assumindo os deputados o compromisso de honra de não passar informações aos jornalistas.

«Sempre que algum órgão de comunicação social, verificado que aqui se disse uma coisa que está em segredo de justiça, o divulgar, nós requeremos a identificação do autor dessa comunicação», afirmou Ricardo Rodrigues.

O socialista justificou que «essa matéria é muito importante para o PS», porque o partido quer «levar muito a sério os trabalhos» da comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN.

Na opinião da presidente da comissão, Maria de Belém Roseira, trata-se de uma questão de honra, de compromisso e de honorabilidade do próprio Parlamento, daí, ter apelado aos deputados para que respeitem o sigilo.

A posição do PS surgiu no decorrer da primeira reunião de trabalhos da comissão de inquérito ao BPN, que tomou posse na terça-feira.

Na reunião, que se realizou após o plenário, ficou definido que os dois vice-presidentes da comissão são José Pedro Aguiar Branco, pelo PSD, e Honório Novo, pelo PCP.

Não ficou ainda definido a data da próxima reunião, admitindo-se porém que possa ocorrer ainda este ano.
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por Açor3 » 18/12/2008 9:18

Banca
Accionistas da SLN avaliam processo contra Banco de Portugal
Os accionistas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) estão a equacionar a possibilidade de avançarem com um processo judicial contra o Banco de Portugal (BdP) por ausência de actuação da supervisão no banco Português de Negócios (BPN).

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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt


Os accionistas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) estão a equacionar a possibilidade de avançarem com um processo judicial contra o Banco de Portugal (BdP) por ausência de actuação da supervisão no banco Português de Negócios (BPN).

Em causa está o facto de, durante anos, administrações lideradas por José de Oliveira Costa terem cometido diversas irregularidades que resultaram em perdas superiores a 700 milhões de euros e que, perante o agravamento da crise financeira, levaram o Estado a nacionalizar a instituição financeira.

Fontes dos investidores da SLN, que detinha a totalidade do BPN até à nacionalização do banco, adiantaram ao Negócios que já existe consenso relativamente à intenção de processar o BdP. No entanto, ainda não foi tomada qualquer decisão formal nesse sentido, quer por accionistas quer por qualquer órgão da "holding" liderada por Miguel Cadilhe.
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por Açor3 » 18/12/2008 9:20

Informação consta do caso BPN
Luís Filipe Vieira comprou acções da SLN
2008/12/18 07:54Redacção / MDAAAA
Negócio favorável ao actual presidente do Benfica
A Euroamer, gigante imobiliária que antes de falir era gerida por Artur Albarran, vendeu 4.913.438 acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) à Inland, de Luís Filipe Vieira, por oito milhões de euros, diz o «Correio da Manhã».

O negócio de 7 de Junho de 2001 terá sido favorável ao actual presidente do Benfica uma vez que, nem seis meses antes, a mesma Euroamer tinha vendido também 4.913.438 de acções da SLN a uma outra empresa, mas neste caso por 11,8 milhões de euros.

De acordo com o mesmo jornal, toda a informação sobre estas duas transacções, sabe consta dos processos do Banco Português de Negócios, detido pela SLN, em investigação no Ministério Público.
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por Açor3 » 18/12/2008 9:23

Reunião: Associação que defende depositantes foi recebida pela CMVM
Clientes comparam BPP a caso Madoff
Os aforradores do Banco Privado Português (BPP) que investiram em depósitos a prazo receiam ter sido burlados. Ontem, após a reunião com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Associação de Defesa dos Clientes do BPP comparou os investimentos do banco que era liderado por João Rendeiro ao esquema piramidal usado nos casos Dona Branca e Madoff.


"Façam um estudo comparativo dos negócios do Madoff, da Dona Branca e do BPP e vejam se não foi isso que se passou aqui", denunciou Miguel Henrique, advogado da associação.

Confrontando com a hipótese de as aplicações a prazo terem sido convertidas noutros produtos, o representante é claro: "A esmagadora maioria dos clientes pensou que lhes estavam a ser vendidos depósitos." Segundo o advogado, os cerca de 60 clientes que compõem o grupo não são exemplo de grandes fortunas. "Das dezenas de clientes que represento ainda não totalizei nem um milhão, nem dois dos muitos milhões de que se fala." Ainda assim, diz, "os 450 milhões [concedidos ao BPP] não estão preparados para responder aos depósitos [existentes]".

Ao CM, um antigo supervisor de soldadura que esteve mais de 40 anos no estrangeiro confessou ter investido todas as poupanças no BPP. "A minha única sobrevivência são os juros que recebo", explicou, adiantando que recebia "dois a três mil euros de três em três meses". Segundo o emigrante, "nunca foi dada aos clientes qualquer informação fidedigna". Garantindo que o produto que subscreveu era um depósito a prazo, o silêncio da instituição gera os piores receios: "Há o risco de termos sido burlados." E adianta: "Se o banco não aplicou o dinheiro num depósito, é o banco que tem de assumir o risco."

Um advogado com aplicações "conservadoras" afirma que "há um verdadeiro blackout na instituição". Os contactos, diz, são feitos exclusivamente com os gestores de conta, que dão informações "contraditórias". "Em determinada altura aconselharam o resgate e uma semana depois já garantiam que a aplicação era estável." No seu entender, a aplicação do dinheiros dos pequenos aforradores num esquema piramidal "é um hipótese".

NOTAS

ASSEMBLEIA

A Associação de Defesa dos Clientes do BPP reúne-se hoje para decidir quanto à hipótese de estar presente na assembleia geral de accionistas, que decorre amanhã.

SÓ ACCIONISTAS

Na reunião apenas podem participar accionistas do banco, por isso a associação terá de encontrar um investidor disponível para representar o grupo.

200 MILHÕES

Vários clientes do BPP ainda não conseguiram resgatar os depósitos. Dos 450 milhões de euros disponibilizados ao BPP, o banco já terá utilizado 200 milhões para cobrir os resgates. Mas o advogado da associação garante: "Não tenho um único cliente que já tenha recebido o dinheiro."

DEPÓSITOS

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, diz que "o que motivou a intervenção no BPP não foi assegurar que o banco fosse um player relevante na concessão de crédito na economia", mas "assegurar os depósitos de mais de 160 mil portugueses".

Diana Ramos/Sofia Piçarra
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por Pata-Hari » 18/12/2008 9:25

"Há o risco de termos sido burlados." E adianta: "Se o banco não aplicou o dinheiro num depósito, é o banco que tem de assumir o risco."
. Mas é exactamente esta a questão. O banco assumiu o risco. E falhou.
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por Açor3 » 18/12/2008 10:00

Governo diz não ter motivos para temer posição da SLN no SIRESP
O Governo parece descansado sobre a presença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) na gestão da rede de comunicações das forças de segurança. Dizendo-se atento ao cumprimento das medidas de implementação do SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, o Governo não procurou, até ao momento, substituir a SLN no capital da rede.

Alexandra Machado
amachado@mediafin.pt

O Governo parece descansado sobre a presença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) na gestão da rede de comunicações das forças de segurança. Dizendo-se atento ao cumprimento das medidas de implementação do SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, o Governo não procurou, até ao momento, substituir a SLN no capital da rede.

A SLN detém 33% do SIRESP directamente e mais 9,55% através da Datacomp. O que faz da SLN a maior accionista da empresa que gere as comunicações das forças de segurança. A PT é a segunda maior, com 30,55%, a Motorola tem 14,9% e a Esegur tem 12%.

A SLN não incluiu o SIRESP na lista de alienações que pretende realizar para capitalizar o grupo, agora que já não tem o BPN. No entanto, hoje vai decorrer a assembleia geral da SLN, onde se irão discutir as opções estratégicas para o grupo liderado por Miguel Cadilhe, entre as quais o programa de vendas, o tal que não incluiu o SIRESP.
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por Açor3 » 18/12/2008 15:08

Camilo Lourenço
A CGD, a "factura" BPN e o PREC
camilolourenco@gmail.com
O Governo vai aumentar o capital social da Caixa Geral de Depósitos em mil milhões de euros. A decisão só surpreende os incautos dada a dimensão dos prejuízos do BPN, que devem ficar bem acima dos 700 milhões avançados inicialmente pelo ministro das Finanças.


O Governo vai aumentar o capital social da Caixa Geral de Depósitos em mil milhões de euros. A decisão só surpreende os incautos dada a dimensão dos prejuízos do BPN, que devem ficar bem acima dos 700 milhões avançados inicialmente pelo ministro das Finanças. Como a CGD é do Estado, os mil milhões vão sair dos cofres do Tesouro (provavelmente à custa da emissão de dívida pública). Com a inevitável degradação do "rating" da República portuguesa. Isto é, os contribuintes vão pagar mais cara a dívida que o Estado emite. Mais: dada a "influência" do Governo na CGD (Teixeira dos Santos reconheceu que o Executivo está a usar a instituição para pressionar os outros bancos...), é provável que em 2009 a Caixa precise de mais umas centenas de milhões de euros...

Como se tudo isto não bastasse, o Governo (se lá estivesse outro, faria a mesma coisa) ainda "chantageia" os bancos, instando-os a concederem crédito à economia sob pena de ficarem sem os 20 mil milhões de euros em garantias do Estado. Um disparate (se o fizesse, os bancos portugueses ficariam sem crédito no exterior...) típico dos tempos do PREC, quando os Governos influenciavam os conselhos de crédito dos bancos. Ora, aqui está uma razão para que os bancos privados recusem aumentos de capital subscritos pelo Estado: imagine-se o que era se a banca começasse a tomar decisões em função dos interesses do partido no poder... Haja decoro!
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por Açor3 » 18/12/2008 21:14

Finanças
Verba refere-se a dinheiro desconhecido do grupo
Auditoria a contas da SLN detecta perdas de 950 milhões
2008/12/18 19:41Rui Pedro VieiraAAAA
Ponto da AG propõe interposição de acções judiciais contra ex-administradores
As auditorias mandadas realizar às contas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) detectaram perdas de mais de 950 milhões de euros.

Segundo informação facultada aos accionistas, para a Assembleia-geral que decorre esta quinta-feira em Lisboa, «na sequência das auditorias mandadas realizar, foram detectadas imparidades e perdas, em base consolidada, de valor superior a 950 milhões de euros».

O mesmo documento adianta que as referidas imparidades «eram desconhecidas da Sociedade por as operações e os factos de onde emergem terem sido ou ocultados ou não devidamente relevados nas suas contas».

O assunto é adiantado no ponto 8 da ordem de trabalhos que, depois de um requerimento, passou para o final. Este tópico refere-se à apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade, incluindo deliberar sobre a interposição de acções judiciais contra membros dos órgãos sociais em funções antes de 20 de Junho deste ano.

A AG encontra-se ainda a discutir o ponto que remete para a estratégia do grupo na fase pós-nacionalização do BPN, que era inicialmente o ponto 9 e que passou para primeiro ponto.
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