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Bancos Portugueses Beira da Falência-BPP Falência Iminente..

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

Re: Os Bancos Portugueses

por pedrom » 10/12/2008 23:39

RCF Escreveu:Caros colegas do caldeirão, gostaria de dar o meu contributo para esta discussão.

Penso ser importante realçar que a Banca Portuguesa é um dos sectores mais modernos da nossa economia, é um sector que tem prestado um serviço de elevado profissionalismo aos consumidores, tem tido na sua esmagadora maioria uma excelente gestão (e a prova disso é que não caiu nos erros que a banca americana e muita banca europeia caiu), tem sido um motor importantissimo para o progresso do nosso país.
É certo que temos os casos do BPN e do BPP, o primeiro uma situação que poderá ter contornos criminais e o segundo um caso de fraqueza perante as actuais condições adversas, mas penso ser essencial não tomar a parte pelo todo.
Penso ser injusto avaliar todo um sector, que como já disse tem demonstrado na sua esmagadora maioria um elevado nível de exigência e rigor na gestão, pela situação de dois dos seus elementos que constituem casos muito especificos.

Cumprimentos,
RCF.


Existe muito rigor sim, mas nos balcões que conhecemos!!! :wink: O verdadeiro problema está no topo!!! :mrgreen:
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por Rockerduck » 11/12/2008 1:32

in DN - http://dn.sapo.pt/2008/12/10/economia/c ... lucao.html

Clientes do BPP sem perspectiva de solução


PEDRO FERREIRA ESTEVES
Banca. Depósitos e investimentos continuam bloqueados

Jorge Jesus é um dos clientes que não podem levantar o seu dinheiro

Os clientes do Banco Privado Português (BPP) não estão a conseguir levantar o dinheiro que têm aplicado em depósitos e produtos de investimento da instituição, apesar das notícias que apontavam nesse sentido. Um dos clientes é o treinador de futebol do Sporting de Braga, Jorge Jesus, que confessou ao DN estar "preocupado" com a situação, já que estão em causa "as economias da minha carreira desportiva". E mostra-se agastado com o facto de "me ter sido garantido que eram depósitos sem risco e, afinal, estão em risco".

A situação de Jesus é comum à de dezenas de clientes que se dirigiram ontem o BPP no sentido de levantarem as suas aplicações. No entanto, foi-lhes dito que ainda não é possível concretizar essas operações. E não foram dadas perspectivas sobre o momento a partir do qual essas transferências podem ser desbloqueadas. Segundo apurou o DN, o Privado ainda não recebeu nas suas contas a liquidez disponibilizada pelos empréstimos de 450 milhões de euros contraídos pelos seis bancos na sequência da garantia prestada pelo Estado. Enquanto isso não acontecer, a instituição não terá capacidade para assumir os seus compromissos com os clientes.

Paulo Jorge, empresário, é outro dos clientes que viu bloqueada a sua intenção de levantar as suas poupanças. Segundo revelou ao DN, "eles continuam com a sala de mercados parada. Nem os meus depósitos, que não estavam aplicados porque precisava do dinheiro para uma escritura, foram desbloqueados". E, também neste caso, o interlocutor do banco não soube dizer quando é que isso será possível.

O DN conheceu ainda o caso de um cliente, agricultor de 70 anos, que quis levantar a "poupança de uma vida", na ordem dos 100 mil euros, e que também viu essa intenção travada pelo banco.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários está a acompanhar o processo no que diz respeito à gestão de carteiras, para garantir que tudo decorre de forma regular. Quanto ao Banco de Portugal, questionado sobre o bloqueio dos depósitos, não respondeu a tempo do fecho desta edição, tal como a nova administração do banco. R.R. e L.L.
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por Açor3 » 11/12/2008 12:53

Empresas
Havia propostas mais favoráveis
Frota dos CTT entregue a Grupo BPN apesar de mais cara
2008/12/11 11:12Sónia Peres PintoAAAA
Solução anterior também era menos onerosa

Os Correios entregaram a sua frota, com cerca de 3 mil viaturas, ao Grupo SLN (Sociedade Lusa de Negócios, até aqui dono do BPN), em 2005, apesar deste ter apresentado o valor mais elevado, altura em que a empresa era gerida por Carlos Horta e Costa, revelam os documentos a que Agência Financeira (AF) teve acesso.

O Grupo SLN pediu 15,4 milhões de euros para fazer esse aluguer operacional de veículos (AOV) num horizonte de 5 anos, considerando a retoma da frota e custos directos e indirectos. Um valor que, de acordo com o mesmo relatório, ficava acima do que era gasto pelos próprios CTT e que rondava os 12,3 milhões de euros.

A empresa recebeu ainda propostas da Europcar, Leaseplan, ALD, Arval, Finlog, Banif e Classis, mas estas últimas não foram tidas em conta por não ter sido considerada a retoma da frota CTT.

No entanto, segundo o mesmo relatório a que a AF teve acesso, «o nível das propostas recebidas é na generalidade muito fraco na medida em que não responde de forma precisa à maioria das condições incluídas no caderno de encargos dos CTT».

Leaseplan com melhor proposta

Aliás, de acordo com o mesmo, a Leaseplan «é a única proposta credível na medida que assume de forma explícita uma resposta ao caderno de encargos» e cujo valor se situava abaixo do Grupo SLN, já que pedia 15,1 milhões de euros.

«A proposta da Leaseplan apresenta custos inferiores aos da proposta da SLN e que a solução actual CTT tem custos inferiores aos do AOV», acrescenta.

Mesmo assim, o mesmo relatório indica que a empresa, na altura dirigida por Horta e Costa, ficaria prejudicada por avançar com esta gestão de frotas. «Tendo em conta a falta de credibilidade técnica da quase totalidade das propostas e os resultados das análises económicas efectuadas», o responsável pelo relatório considera que, «face às actuais opções do mercado, a solução AOV não constitui uma situação interessante para os CTT, sendo de salientar que o diferencial de custos irá aumentar no tempo à medida que o efeito venda da frota se vai diluindo», conclui.

Recorde-se que, o ministério de Mário Lino realizou uma auditoria à gestão de Horta e Costa, no final de 2005, altura em que o mesmo terminou o mandato e foi sucedido por Luís Nazaré. Na altura, Horta e Costa foi acusado de «indícios de má gestão» ou de «legalidade duvidosa» em vários actos.

A Agência Financeira entrou em contacto com os CTT mas, até ao momento, não foi possível obter qualquer comentário a este negócio.
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Bancos Portugueses Beira da Falência-Escandaleira mais Uma

por Açor3 » 11/12/2008 12:54

Açor3 Escreveu:Não há dinheiro para obras públicas
Crise: dois bancos nacionais à beira da ruptura
2008/10/04 13:42Redacção / PGMAAAA
Governo está a definir estratégia de emergência e pede à CGD para facilitar créditos

A crise financeira que assola o Mundo, com epicentro nos EUA, já tem efeitos graves no sistema financeiro português. Duas pequenas instituições financeiras estão à beira da ruptura, cenário que está já acautelado pelas autoridades, revela o «Expresso».

Mais do que isso, o semanário diz que esta crise está também a parar as obras públicas em Portugal, do novo aeroporto ao TGV e às estradas. Os investidores privados não conseguem crédito e temem que não haja garantias da Estradas de Portugal, que passou a Sociedade Anónima.

Mas, segundo avança o jornal, o Governo, que está «apreensivo» com a situação que pode colocar em causa o megaplano de obras públicas, preparou já um plano de emergência e pediu à Caixa Geral de Depósitos para ajudar a facilitar créditos.

Nos últimos tempos, o Governo tem reiterado que a banca portuguesa é resistente à turbulência externa, com o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a repetirem por várias vezes que os portugueses não têm razões para estarem preocupados com as suas poupanças. Também o governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, tem sublinhado a situação de resistência da banca nacional.
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Bancos Portugueses Beira da Falência- Escandaleira Continua

por Açor3 » 11/12/2008 12:55

Açor3 Escreveu:Não há dinheiro para obras públicas
Crise: dois bancos nacionais à beira da ruptura
2008/10/04 13:42Redacção / PGMAAAA
Governo está a definir estratégia de emergência e pede à CGD para facilitar créditos

A crise financeira que assola o Mundo, com epicentro nos EUA, já tem efeitos graves no sistema financeiro português. Duas pequenas instituições financeiras estão à beira da ruptura, cenário que está já acautelado pelas autoridades, revela o «Expresso».

Mais do que isso, o semanário diz que esta crise está também a parar as obras públicas em Portugal, do novo aeroporto ao TGV e às estradas. Os investidores privados não conseguem crédito e temem que não haja garantias da Estradas de Portugal, que passou a Sociedade Anónima.

Mas, segundo avança o jornal, o Governo, que está «apreensivo» com a situação que pode colocar em causa o megaplano de obras públicas, preparou já um plano de emergência e pediu à Caixa Geral de Depósitos para ajudar a facilitar créditos.

Nos últimos tempos, o Governo tem reiterado que a banca portuguesa é resistente à turbulência externa, com o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a repetirem por várias vezes que os portugueses não têm razões para estarem preocupados com as suas poupanças. Também o governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, tem sublinhado a situação de resistência da banca nacional.
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por Açor3 » 11/12/2008 16:34

Finanças
Na sequência da nacionalização
Governo aprova novos estatutos para mais transparência no BPN
2008/12/11 15:14Redacção / RPVAAAA
Banco passa a ter conselho fiscal em vez de um fiscal único

O Governo aprovou esta quinta-feira os novos estatutos do Banco Português de Negócios (BPN).

A medida, que surge na sequência da nacionalização da instituição, seguiu em frente no Conselho de Ministros e, segundo o documento final da reunião, tem em vista a «conformação» do banco «com a actual natureza de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos».

O novo decreto-lei, além das alterações relacionadas com a titularidade do capital social do BPN, introduz alterações ao nível do modelo de fiscalização, passando o Banco a dispor de um conselho fiscal em lugar de um fiscal único. Além disso, é também eliminada a figura do Conselho Superior.

«No demais, são adoptadas as soluções jurídicas constantes do Estatuto do Gestor Público, que veio introduzir exigências acrescidas de rigor, eficiência e transparência na actividade empresarial de natureza pública», diz ainda o relatório do Conselho de Ministros.

Deste modo, para além das regras gerais em matéria de protecção social, estabelece-se que a duração dos mandatos dos membros dos órgãos sociais é de três anos, susceptível de renovação até ao limite de quatro.
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por Açor3 » 11/12/2008 18:28

BPN sujeito às regras do Estatuto de Gestor Público
O Governo aprovou, esta tarde, em Conselho de Ministros os novos estatutos do Banco Português de Negócios (BPN). O banco passa a estar sujeito ao Estatuto de Gestor Público que prevê, entre outras coisas, a contratualização de objectivos.

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Ana Luísa Marques
anamarques@mediafin.pt


O Governo aprovou, esta tarde, em Conselho de Ministros, os novos estatutos do Banco Português de Negócios (BPN). O banco passa a estar sujeito ao Estatuto de Gestor Público que prevê, entre outras coisas, a contratualização de objectivos.

Os novos estatutos do BPN introduzem "alterações ao nível do modelo de fiscalização, passando o banco a dispor de um conselho fiscal em lugar de um fiscal único, e é eliminada a figura do Conselho Superior", avança o comunicado do Conselho de Ministros.

O banco passa a estar sujeitos ao Estatuto de Gestor Público, que estabelece que "a duração dos mandatos dos membros dos órgãos sociais é de três anos, susceptível de renovação até ao limite de quatro".

O Estatuto de Gestor Público prevê ainda a contratualização de objectivos, ou seja, é "dever dos gestores executivos cumprir os objectivos da empresa definidos em Assembleia Geral ou, quando existam, em contratos de gestão".

O salário dos gestores executivos do BPN passa a ser definido pelo Governo "com base nos preços do mercado". Os gestores terão ainda que declarar rendimentos e riqueza junto da Procuradoria Geral da República e da Inspecção Geral de Finanças. As indemnizações ficam limitadas a um ano de salários.
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por Açor3 » 11/12/2008 19:51

Banco Privado desbloqueou contas de clientes
O Banco Privado Português já iniciou o pagamento dos fundos que os clientes pretendem resgatar, informa o conselho de administração da instituição numa nota à comunicação social.

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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt


O Banco Privado Português já iniciou o pagamento dos fundos que os clientes pretendem resgatar, informa o conselho de administração da instituição numa nota à comunicação social.

“O plano de pagamentos, entretanto iniciado, tem de garantir a defesa intransigente dos interesses dos clientes e poder dar cumprimento rigoroso aos compromissos assumidos”, refere o comunicado.

A equipa liderada por Fernando Adão da Fonseca promete “ser absolutamente rigorosa no tratamento dos clientes, assegurando, sem margem para dúvidas, que todos os clientes, em

situações idênticas, são tratados de forma rigorosamente igual”.

No entanto, recorda que o empréstimo de 450 milhões de euros obtido junto de seis bancos nacionais com aval do Estado se destina “a fazer face exclusivamente às responsabilidades do passivo registadas no balanço do Banco Privado à data de 24 de Novembro de 2008”.
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por Pata-Hari » 11/12/2008 22:41

Administração ainda está a avaliar área de gestão de activos do BPP


11/12/2008


A administração do Banco Privado Português, liderada por Fernando Adão da Fonseca, está a fazer “uma análise de fundo e criteriosa” à área de gestão de activos da instituição, refere um comunicado da equipa de gestão do banco.

Independentemente do resultado dessa avaliação, a equipa assegura “que todos os clientes em situações idênticas são tratados de forma rigorosamente idênticas”.

As aplicações que os clientes têm na área de gestão de activos do BPP não estão garantidas pelo financiamento de 450 milhões de euros que o banco conseguiu obter junto de seis instituições financeiras, com o aval do Estado. Aquele empréstimo destina-se apenas a “fazer face às responsabilidades do passivo registadas no balanço do Banco Privado à data de 24 de Novembro de 2008”.
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Re: Bancos Portugueses Beira da Falência-Escandaleira mais U

por logout » 11/12/2008 23:52

Açor3 Escreveu:Duas pequenas instituições financeiras estão à beira da ruptura, cenário que está já acautelado pelas autoridades, revela o «Expresso».


Duvido que esta noticia tenha surpreendido alguém...
 
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por Açor3 » 12/12/2008 8:20

12 Dezembro 2008 - 00h30

Novas acusações
Nova queixa lança suspeitas sobre Dias Loureiro
Uma denúncia envolvendo Dias Loureiro, ex-ministro e actual conselheiro de Estado, foi enviada a Maria José Morgado, coordenadora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa. Um grupo de empresários conta pormenores da venda da Plêiade e a compra de acções da Sociedade Lusa de Negócios, através de Dias Loureiro, apontando, ainda, factos que podem indiciar o crime de branqueamento de capitais.
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por Açor3 » 12/12/2008 9:45

Nacional - Economia
Finanças 2008-12-12 07:35
Teixeira dos Santos espera que gestão do BPN e do BPP "não venha a implicar custos para o erário público"
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, espera que a gestão, quer do BPN quer do BPP, "não venha a implicar custos para o erário público" e considera que Vítor Constâncio está a ser objecto de um "ajuste de contas de partidos da oposição."

Diário Económico Online com Lusa

Em entrevista ontem ao programa ‘Balanço & Contas’ da RTP 2, Teixeira dos Santos diz ainda que a intervenção no Banco Privado Português (BPP) salvou cerca de 160 mil depositantes, e não apenas três mil como chegou a ser noticiado.

O ministro explicou que a intervenção no BPP "não foi uma intervenção para valer às fortunas e aos activos que estão a ser geridos pelo banco", mas "foi para valer a depósitos de pequenas instituições de crédito que têm depósitos nesta instituição e que, a perderem os seus depósitos, poderiam, em cadeia, colocar em causa cerca de 160 mil depositantes dessas instituições."

Questionado sobre quanto vai custar a intervenção do Estado no Banco Português de Negócios (BPN) e no BPP, Teixeira dos Santos respondeu que espera que a gestão dos dois bancos "não venha a implicar custos para o erário público."

"Mas de qualquer modo, há uma coisa de que estou certo. Se implicar alguns custos, serão bem menores do que os custos que os portugueses suportariam se houvesse um colapso no sistema financeiro", acrescentou.

O titular da pasta das Finanças defendeu ainda que o Governador do Banco de Portugal "tem vindo a ser objecto de um ataque político, que é um verdadeiro ajuste de contas de partidos da oposição que sempre ficaram desagradados com a intervenção do dr. Vítor Constâncio na avaliação do défice. Fê-lo quando a dra. Manuela Ferreira Leite foi ministra das Finanças."

O ministro manifestou ainda a opinião de que "o sistema de supervisão tem funcionado de uma forma eficiente, em comparação com os demais sistemas que existem neste país."

"Nós comparamos muito bem com os sistemas financeiros de outros países. Sabemos bem que sempre alguém enganar, esconder, defraudar, acaba por o fazer. Consegue-o na área financeira como em qualquer outra área da actividade económica e social", acrescentou.

Teixeira dos Santos afirmou ainda que é a administração do Banco de Portugal "que deve tomar as iniciativas que entender necessárias para reforçar a sua capacidade de supervisão" e que contará com "o apoio do Ministério das Finanças para tomar as
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por Pata-Hari » 12/12/2008 13:03

Tenho achado particularmente engraçado o modo como nas últimas semanas têm aparecido criticas aos bancos que agora, segundo os criticos, não estão a fazer crédito às empresas. É extraordinário quando os mesmos bancos são acusados de serem os geradores da crise por via de crédito excessivo feito a tudo e a todos. Não deixa de ser curioso.

(isto vem a propósito de mais um comentário deste tipo, hoje, no DE, em que entre outras barbaridades se diz que os bancos devem aproveitar as taxas baixas para fazer mais crédito - quem tem que as aproveitar são as empresas, não os bancos).
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por MarcoAntonio » 12/12/2008 13:19

Pata-Hari Escreveu:Tenho achado particularmente engraçado o modo como nas últimas semanas têm aparecido criticas aos bancos que agora, segundo os criticos, não estão a fazer crédito às empresas. É extraordinário quando os mesmos bancos são acusados de serem os geradores da crise por via de crédito excessivo feito a tudo e a todos. Não deixa de ser curioso.


Em primeiro lugar, entre crédito excessivamente fácil dos últimos anos e o crédito excessivamente difícil seguramente haverá meio termo.

Além disso, nos últimos meses (semanas), as condições em torno dos bancos mudaram tremendamente!

Pata-Hari Escreveu:(isto vem a propósito de mais um comentário deste tipo, hoje, no DE, em que entre outras barbaridades se diz que os bancos devem aproveitar as taxas baixas para fazer mais crédito - quem tem que as aproveitar são as empresas, não os bancos).


As empresas só podem aproveitar se os Bancos creditarem.



Tudo está a ser facilitado aos Bancos para que estes possam efectuar os créditos: ele é o BCE que aceita todo o tipo de colateral, ele é o BCE que despeja dinheiro barato no circuito interbancário, ele é o BCE que baixa drasticamente a taxa directora (baixando assim o risco de crédito mal-parado), ele são os diversos Estados que prestam Garantias especiais para avalizar os pedidos de financiamento dos Bancos. Tudo à volta dos Bancos está a ser feito para que o a Economia não definhe e o consumo não retraia...

Porque caso isso não aconteça, os riscos de deflacção e do desemprego subir em flecha são elevados. É um momento crítico e foi escolhida uma via que quase podia ser descrita como combater o fogo com o fogo.

Pois no passado, combatê-lo com água verificou-se desastroso...


Contudo, os Bancos não parecem estar a desempenhar o papel esperado neste processo e quase se pode descrever a situação como isto: os bancos remendaram os seus buracos à custa de ajudas de terceiros (contribuintes) e agora responde desta forma "nós já resolvemos o nosso problema, agora vocês resolvam o vosso".

A pressão para que os Bancos não estrangulem o crédito é naturalíssima e faz todo o sentido.


Obviamente que ninguém está a pedir que façam crédito sem o mínimo de rigor...
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por mais_um » 12/12/2008 13:28

03 Dezembro 2008 - 21h00

BPP: Cinco Caixas de Crédito e uma misericórdia aplicavam dinheiro no banco
Agricultores emprestaram 196 milhões
Milhares de agricultores aplicaram as poupanças em depósitos a prazo no Banco Privado Português (BPP) através de cinco Caixas de Crédito Agrícola Mútuo e uma Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo.


Segundo o relatório e contas do BPP, o banco que foi liderado por João Rendeiro tinha realizado em 2007 empréstimos de curto prazo num valor superior a 196 milhões de euros, 'que corresponde essencialmente a recursos obtidos junto das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo da Chamusca, Mafra, Bombarral, Leiria, Torres Vedras e Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo'.

O Correio da Manhã confrontou as várias Caixas que aplicaram dinheiro no BPP e obteve reacções diferentes de cada uma das instituições. Na Caixa de Crédito Agrícola de Leiria ninguém quis comentar o assunto, alegando 'sigilo bancário'. Fontes da instituição garantiram no entanto que 'não há razão para qualquer cliente se preocupar' com a forma como as suas poupanças estão a ser geridas.

Na Chamusca, o presidente da direcção da Caixa Agrícola, Vasco Cid, justificou as aplicações no BPP com situações pontuais de 'excesso de liquidez' e revelou que a verba investida por aquela instituição 'não tem relevância', não indicando o valor. 'Esses 196 milhões de euros são um número astronómico em relação a nós', defendeu.

'Não escondo que trabalhámos muito com esse banco, mas só com aplicações a muito curto prazo, por ser um sistema com uma economia oscilante', explicou Vasco Cid, adiantando que a Caixa Agrícola da Chamusca fez vários depósitos a prazo pelo período de um mês, o último dos quais venceu há poucos dias e vai ser transferido para outra instituição, assim que o BPP voltar a ter liquidez.

Vasco Cid explicou que, por força do regime jurídico das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, a única aplicação autorizada pelo Banco de Portugal é os o depósito a prazo, que é feito 'quando há excesso de liquidez' e na instituição que naquele momento oferecer 'a melhor taxa de juro'.

Em Torres Vedras, o gerente da Caixa Agrícola apenas garantiu que 'neste momento não há nenhuma aplicação' no Banco Português Privado, pelo que os associados 'podem estar descansados'

Já em Mafra, 'nenhum responsável quis fazer qualquer declaração' sobre este assunto e na Caixa do Bombarral não houve resposta em tempo útil.

SAIBA MAIS

SUPERVISÃO

A supervisão das Caixas de Crédito Agrícola está a cargo da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, que também orienta e acompanha as actividades das instituições associadas

93 é o número de Caixas de Crédito Agrícola integradas no Crédito Agrícola, um grupo financeiro de âmbito nacional ao qual se junta a Caixa Central.

1778 foi o ano em que pela primeira vez uma instituição emprestou dinheiro aos agricultores. As Misericórdias foram assim precursoras das Caixas actuais.

CGD

As Caixas estiveram até 1978 sob a alçada Caixa Geral de Depósitos devido à crise bancária dos anos trinta. A partir de 1984 a tutela passou para a Caixa Central.

5 Caixas (Leiria, Mafra, Torres Vedras, Chamusca, Bombarral) não quiseram integrar o processo de mudança para a Caixa Central.


Talvez isto explique a mudança de atitude por parte do Teixeira dos Santos...

Um abraço

Alexandre Santos
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por Pata-Hari » 12/12/2008 13:35

Marco, os bancos continuam a fazer crédito! em condições menos facilitistas mas fazem-no. O risco aumentou, logo, fazem crédito com maiores garantias e maiores spreads. AS boas empresas e com capacidade de pagamento, continuam a ter acesso ao crédito.

O aval do estado serve para que este banco que irá dar crédito, possa conseguir liquidez para o fazer emprestada por outros bancos. Não lhe garante de modo algum o negócio que irá fechar com a empresa em causa. Logo, a análise do risco da operação e o preço a cobrar por esse risco, irá manter-se e ainda bem que agora se faz crédito a empresas melhores em vez de ser a qualquer um (e isso foi exactamente o que foi criticado e apontado como sendo o gerador desta crise!)
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por MarcoAntonio » 12/12/2008 13:41

Pata-Hari Escreveu:O risco aumentou, logo, fazem crédito com maiores garantias e maiores spreads.


Eu não critico absolutamente nada o aumento dos spreads. Acho naturalíssimo e correctíssimo...
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por pedrom » 12/12/2008 13:46

Pata-Hari Escreveu:Marco, os bancos continuam a fazer crédito! em condições menos facilitistas mas fazem-no. O risco aumentou, logo, fazem crédito com maiores garantias e maiores spreads. AS boas empresas e com capacidade de pagamento, continuam a ter acesso ao crédito.

O aval do estado serve para que este banco que irá dar crédito, possa conseguir liquidez para o fazer emprestada por outros bancos. Não lhe garante de modo algum o negócio que irá fechar com a empresa em causa. Logo, a análise do risco da operação e o preço a cobrar por esse risco, irá manter-se e ainda bem que agora se faz crédito a empresas melhores em vez de ser a qualquer um (e isso foi exactamente o que foi criticado e apontado como sendo o gerador desta crise!)


Tens razão, mas a mensagem que os politicos passaram ou tentam passar para a opinião pública é que queria ajudar quem tem mais dificuldades (quantas vezes o socrates ja disse isto?)!!!! Agora já vimos que é mentira e só se deve ajudar quem está bem e mostra garantias que pode pagar (como sempre devia ter sido feito pelos bancos e não foi) , a não ser que tenhamos interesses dubios por detrás da questão!!!

Uma das coisas que me faz extremamente pessimista em relação ao futuro é o facto de todos os politicos mundiais querem controlarem o rumo das bolsa em vez de se preocuparem com o rumo da economia. Posso estar errado mas é o que penso pelo que vejo todos os dias!!!
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por Açor3 » 12/12/2008 20:58

Finanças
Faltam ajudas no sector industrial
Belmiro: «Se caíssem dois ou três bancos não se notava»
2008/12/12 18:41Sara MarquesAAAA
Empresário diz que medidas do Conselho de Ministros vão continuar a proteger a banca
Belmiro de Azevedo criticou esta sexta-feira, no Porto, a preocupação por salvar o sistema financeiro: «Não sei porque é que agora toda a gente concorda que a maior prioridade é salvar o sistema financeiro. Mas para que é que serve um sistema financeiro muito eficiente, se a actividade económica não funciona?»

Na apresentação do estudo «O Mundo em 2050», promovido pelo Fórum Manufuture e a PricewaterhouseCoopers, o empresário disse mesmo que «em Portugal, se caíssem dois ou três bancos, como há overbanking, nem se notava», mas «quase não há ajuda para o sector industrial».

Belmiro de Azevedo disse ainda suspeitaer que as medidas que este sábado serão apresentadas no Conselho de Ministros extraordinária vão continuar a tendência de «concentração em salvar o sistema financeiro».

«Mas o sistema financeiro sem actividade económica é uma bola que anda no ar e não serve para nada», adiantou.

Inovação e modernidade precisa-se

Mas para o chairman da Sonae, será a actividade industrial , «principal geradora de emprego», a responsável por «manter a Europa na liderança que ela quer continuar a ter. Temos que continuar a crescer para não sermos apanhados».

Contudo, Belmiro de Azevedo considera que Portugal tem que apostar na inovação e modernização. «Se um dia a economia portuguesa acelerar, não temos máquinas nem pessoal para crescer», afirmou, explicando que «é preciso apostar na formação dos recursos humanos».

«Os salários já são elevados», disse o empresário, adiantando que «a única maneira de haver aumento real de salários é aumentar aos trabalhadores mais criativos, aos que têm mais mobilidade e capacidade de se reformar todos os dias. Não é aumentar os salários de quem já é ineficiente», afirmou, apelando a que os empresários presentes ponham este discurso em prática.

Empresas têm de beneficiar dos apoios aos bancos

O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), José António Barros, afirmou no mesmo encontro que está preocupado com o apoio do Estado à banca, apesar de o entender «pela necessidade de confiança».

«Mas é preciso que esses apoios sejam, depois, transmitidos para o sector produtivo», adiantou, explicando que a percepção que tem é que esses apoios não estão a chegar às empresas.

«A taxa de referência está a descer, a Euribor está a descer, mas a taxa para as empresas mantém-se», afirmou.
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
 
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por pedrom » 12/12/2008 22:05

Açor3 Escreveu:Finanças
Faltam ajudas no sector industrial
Belmiro: «Se caíssem dois ou três bancos não se notava»
2008/12/12 18:41Sara MarquesAAAA
Empresário diz que medidas do Conselho de Ministros vão continuar a proteger a banca
Belmiro de Azevedo criticou esta sexta-feira, no Porto, a preocupação por salvar o sistema financeiro: «Não sei porque é que agora toda a gente concorda que a maior prioridade é salvar o sistema financeiro. Mas para que é que serve um sistema financeiro muito eficiente, se a actividade económica não funciona?»

Na apresentação do estudo «O Mundo em 2050», promovido pelo Fórum Manufuture e a PricewaterhouseCoopers, o empresário disse mesmo que «em Portugal, se caíssem dois ou três bancos, como há overbanking, nem se notava», mas «quase não há ajuda para o sector industrial».

Belmiro de Azevedo disse ainda suspeitaer que as medidas que este sábado serão apresentadas no Conselho de Ministros extraordinária vão continuar a tendência de «concentração em salvar o sistema financeiro».

«Mas o sistema financeiro sem actividade económica é uma bola que anda no ar e não serve para nada», adiantou.

Inovação e modernidade precisa-se

Mas para o chairman da Sonae, será a actividade industrial , «principal geradora de emprego», a responsável por «manter a Europa na liderança que ela quer continuar a ter. Temos que continuar a crescer para não sermos apanhados».

Contudo, Belmiro de Azevedo considera que Portugal tem que apostar na inovação e modernização. «Se um dia a economia portuguesa acelerar, não temos máquinas nem pessoal para crescer», afirmou, explicando que «é preciso apostar na formação dos recursos humanos».

«Os salários já são elevados», disse o empresário, adiantando que «a única maneira de haver aumento real de salários é aumentar aos trabalhadores mais criativos, aos que têm mais mobilidade e capacidade de se reformar todos os dias. Não é aumentar os salários de quem já é ineficiente», afirmou, apelando a que os empresários presentes ponham este discurso em prática.

Empresas têm de beneficiar dos apoios aos bancos

O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), José António Barros, afirmou no mesmo encontro que está preocupado com o apoio do Estado à banca, apesar de o entender «pela necessidade de confiança».

«Mas é preciso que esses apoios sejam, depois, transmitidos para o sector produtivo», adiantou, explicando que a percepção que tem é que esses apoios não estão a chegar às empresas.

«A taxa de referência está a descer, a Euribor está a descer, mas a taxa para as empresas mantém-se», afirmou.


Já começo a pensar que o que penso não é uma idiotice tão grande, mas se for, então já somos 2 idiotas!!!
De que vale a pena correr quando estamos na estrada errada?
 
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por Açor3 » 12/12/2008 22:17

Finanças
Real Seguros e Real Vida
Administradores das seguradoras do SLN e BPN demitem-se
2008/12/12 20:26Marta DhanisAAAA
Fernando Soares Ferreira e João Lapa Pereira cessam funções a 31 de Dezembro

Os administradores da Real Seguros e da Real Vida, Fernando Soares Ferreira e João Lapa Pereira, demitiram-se dos cargos antes do final do mandato, cessando funções no final deste mês, apurou a Agência Financeira. Este anúncio surge numa altura em que os agora detentores das seguradoras, respectivamente, Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e Grupo BPN, têm estado sob escrutínio, uma vez que foi detectada a prática de alegadas fraudes e que levou também à nacionalização do banco.

«A decisão foi anunciada há algum tempo e formalizada no mês passado (Novembro). Antecipa-se em três meses (as saídas)», confirmou fonte oficial do Grupo à AF.

No entanto, o motivo que levou a esta antecipação continua a ser uma incógnita. Por detrás poderá estar o facto de os prejuízos do BPN, antes da separação da holding SLN, terem conduzido a administração a optar pela venda de activos, nomeadamente estas seguradoras, mas que ainda não foi concretizada.

Recorde-se ainda que, no início deste ano, na sequência da renúncia do então presidente do BPN, José Oliveira e Costa, Francisco Ferreira era apontado como seu possível sucessor. Algo que nunca veio a acontecer, tendo Oliveira e Costa sido afinal substituído por Miguel Cadilhe.
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por Panizzi » 12/12/2008 22:20

Se o processo do SIRESP for para a frente é que vão ser elas....
 
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por MarcoAntonio » 12/12/2008 22:56

Finanças
Faltam ajudas no sector industrial
Belmiro: «Se caíssem dois ou três bancos não se notava»

2008/12/12 18:41Sara MarquesAAAA

Empresário diz que medidas do Conselho de Ministros vão continuar a proteger a banca

Belmiro de Azevedo criticou esta sexta-feira, no Porto, a preocupação por salvar o sistema financeiro: «Não sei porque é que agora toda a gente concorda que a maior prioridade é salvar o sistema financeiro. Mas para que é que serve um sistema financeiro muito eficiente, se a actividade económica não funciona?»


Ora cá está. Isto está muito dentro do que eu tenho defendido...

Só faz sentido estar a alimentar e a "remendar" os buracos da Banca na medida em que esta for ajudar a economia.

Porque se é para tapar os buracos e não deixar os Bancos falir (como objectivo único/exclusivo) não faz sentido e é uma total idiotice. Mais valia aplicar o mesmo dinheiro na economia que produz, nas empresas!

Enfiar o dinheiro nos Bancos se estes não o redistribuirem de seguida pelos que mais necessitam para continuar a produzir, não serve de nada. É como enfia-lo num buraco, proteger uns (a Banca) e deixar os restantes à sua sorte, completamente desprotegidos.

Sim, neste contexto, mais valia deixar falir quem tinha de falir e que os Bancos estivessem sujeitos à mesma lei de mercado que estão a sujeitar o resto da economia.


«Mas o sistema financeiro sem actividade económica é uma bola que anda no ar e não serve para nada», adiantou.


Ora nem mais!

Para que serve ajudar/proteger a banca se o resto das empresas começar a falir ou desatar a despedir pessoas por não ter liquidez ou por não ter que produzir (por falta de consumo)?

Não serve para nada. Foi apenas um buraco onde se enfiou milhares de milhões que podiam ter ido para outro lado!...
Bons Negócios,
Marco Antonio
Caldeirão de Bolsa

FLOP - Fundamental Laws Of Profit


1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
....amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por Açor3 » 13/12/2008 10:28

13 Dezembro 2008 - 00h30

Empresa de Porto Rico
Parceiro de negócio desmente Loureiro
Carlos Gonçalves, o nome citado por Dias Loureiro na entrevista à RTP como presidente da Seac Banche, empresa tecnológica italiana líder mundial em equipamentos de leitura óptica de cheques, é o terceiro homem da missão de José Oliveira e Costa e Dias Loureiro a Porto Rico para negociar a compra das duas empresas tecnológicas que foram ocultadas das autoridades portuguesas.


Gonçalves, que vendera à Sociedade Lusa de Negócios (SLN) 50 por cento da Datacomp, era accionista da própria SLN e era o especialista em tecnologias, deixou ontem claro ao CM que discordou do negócio em 2001, desde logo porque "eles [Oliveira e Costa e Dias Loureiro] queriam que essas duas empresas ficassem na dependência da Datacomp e eu não aceitei".
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por Açor3 » 13/12/2008 13:33

BPP pode bloquear poupanças até Março


PEDRO FERREIRA ESTEVES
Banca. Autorização do Banco de Portugal divulgada ontem

Contas à ordem só serão libertadas a partir da próxima semana

Os clientes que têm contas à ordem no Banco Privado Português (BPP) continuam sem poder levantar o seu dinheiro, apesar de a administração ter comunicado, na quinta-feira, que já estava a fazer pagamentos. Aqueles que, por outro lado, têm as suas poupanças aplicadas na gestão de patrimónios vão continuar com as suas contas congeladas durante mais três meses. Isto mesmo foi ontem autorizado pelo Banco de Portugal.

O regulador decidiu, em reunião do conselho de administração, "dispensar o BPP, durante um período de três meses, do cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas, prioritariamente no âmbito da actividade de gestão de patrimónios, na medida em que tal se mostre necessário à reestruturação e saneamento da instituição". Ou seja, enquanto o banco precisar, as contas relativas à gestão de activos vão continuar bloqueadas.

Quanto às contas à ordem, a administração anunciou ontem, em reunião com a equipa de comerciais do banco, que já podem dizer aos clientes que vão começar a pagar a partir da próxima semana. A dúvida subsiste sobre as contas à ordem ligadas a produtos estruturados de investimento.
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