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por Açor3 » 21/11/2008 14:16

Situação BPN controlada, precisa apoios pontuais liquidez-CGD


21/11/2008


Por Ruben Bicho e Shrikesh Laxmidas

SINTRA, 21 Nov (Reuters) - A situação do recém nacionalizado Banco Português de Negócios (BPN) está controlada e o banco não deverá necessitar mais do que apoios pontuais de liquidez, afirmou o presidente executivo da estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD), Fernando Faria de Oliveira.

A nacionalização do BPN, promulgada na semana passada pelo presidente da República, visou estancar as dificuldades de liquidez e a insolvência deste pequeno banco, cujas imparidades estimadas ascendiam a 700 ME segundo as Finanças mas que a Imprensa aponta para quase o dobro.

A CGD injectou dinheiro no BPN para não o deixar entrar em ruptura e o conjunto de reforços de liquidez que o banco estatal prestou à instituição ultrapassavam os 800 ME em 14 de Outubro, tendo três dos administradores da CGD transitado para o BPN.

"(Acções adicionais) irá depender das necessidades do BPN. Neste momento, não prevemos mais do que apoios pontuais de liquidez, mas penso que valores como aqueles que foram injectados até este momento não aconteçam. A situação está controlada", disse Faria de Oliveira aos jornalistas.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, tem frisado que a intervenção do Estado no BPN não se deve directamente à crise financeira mundial, mas ao facto deste banco estar numa situação de insolvência e eminente ruptura de pagamentos.

No entanto, o agravar desta crise aprofundou o quadro negro de liquidez e solvência do BPN.

A actividade do BPN estava há muito tempo a ser seguida pelas Autoridades por indícios de irregularidades cometidas no passado, tendo o BP já aberto seis processos de contra-ordenação.

Segundo a porta-voz do Tribunal Central de Instrução Criminal, José Oliveira e Costa, ex-CEO do BPN, encontra-se detido para prestar declarações perante um juíz devido a suspeitas de crime
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por Açor3 » 21/11/2008 16:12

Oliveira e Costa quer "esclarecer todas as dúvidas


21/11/2008


O ex-administrador do BPN José Oliveira e Costa, que está a ser interrogado no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, "manifestou o desejo de esclarecer todas as dúvidas" ao juíz, disse hoje o seu advogado.

O ex-administrador do Banco Português de Negócios (BPN), detido quinta-feira por suspeita de burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal, está a ser ouvido no TCIC desde manhã.

O interrogatório foi suspenso cerca da 13h15m e será retomado às 14h30m, disse o advogado Leonel Gaspar aos jornalistas à porta do TCIC.

"Na condição de arguido, [Oliveira e Costa] podia recusar-se a falar, mas manifestou o desejo de esclarecer todas as dúvidas. Tem respondido a todas as perguntas e está a ser esclarecedor", realçou o causídico.

"Penso que a diligência terminará por volta das 17h/18 horas de hoje, referiu também o defensor de Oliveira e Costa.

Já na quinta-feira, José Oliveira e Costa esteve a ser ouvido no TCIC entre as 20h55m e as 00h30m, altura em que saiu da Boa Hora num carro da Polícia.

O antigo banqueiro, que dirigiu o BPN entre 1998 e 2008, foi constituído arguido, por suspeitas de burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Oliveira e Costa foi presidente do grupo Sociedade Lusa de Negócios/BPN entre 1998 e Fevereiro de 2008, altura em que se demitiu invocando razões de saúde.
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por Açor3 » 21/11/2008 20:11

Diz advogado
Oliveira e Costa quer «esclarecer todas as dúvidas»
2008/11/21 14:18Redacção / CPSAAAA
Interrogatório foi suspenso para almoço
O ex-administrador do BPN, José Oliveira e Costa, que está a ser interrogado no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, «manifestou o desejo de esclarecer todas as dúvidas» ao juíz, disse esta sexta-feira o seu advogado.

O ex-administrador do Banco Português de Negócios (BPN), detido quinta-feira por suspeita de burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal, está a ser ouvido no TCIC desde manhã.

O interrogatório, segundo a «Lusa», foi suspenso cerca da 13h15 e será retomado às 14:30, disse o advogado Leonel Gaspar aos jornalistas à porta do TCIC.

«Na condição de arguido, (Oliveira e Costa) podia recusar-se a falar, mas manifestou o desejo de esclarecer todas as dúvidas. Tem respondido a todas as perguntas e está a ser esclarecedor», realçou o mesmo responsável.

«Penso que a diligência terminará por volta das 17h00/18h00» de hoje, referiu também o defensor de Oliveira e Costa.

Recorde-se que o antigo banqueiro, que dirigiu o BPN entre 1998 e 2008, foi constituído arguido, por suspeitas de burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
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por Açor3 » 21/11/2008 22:03

Finanças
Depois de longo interrogatório
BPN: Oliveira e Costa fica em prisão preventiva
2008/11/21 20:20Redacção / RPVAAAA
Suspeito de fraude fiscal, abuso de confiaça ou branqueamento de capitais
O ex-administrador do Banco Português de Negócios, José Oliveira e Costa, fica preso preventivamente.

É essa a medida a aplicar a José Oliveira e Costa, depois do interrogatório que terminou ao fim desta tarde.

A medida era a pedida pelo Ministério Público e foi avançada pelo juíz de instrução criminal.

Recorde-se que Oliveira e Costa, detido esta quinta-feira, esteve a depor durante cerca de nove horas, confrontado com as imputações de presumível envolvimento em crimes de fraude fiscal qualificada, abuso de confiança, falsificação de documento e branqueamento de capitais.
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por Açor3 » 21/11/2008 22:16

Oliveira Costa está em prisão preventiva
O ex-administrador do BPN, José Oliveira Costa, vai ficar em prisão preventiva. Uma decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal, após cerca de 9 horas de interrogatório, que terminou às 18 horas.

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Elisabete de Sá
esa@mediafin.pt


O ex-administrador do BPN, José Oliveira Costa, vai ficar em prisão preventiva. Uma decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal, após cerca de 9 horas de interrogatório, que terminou às 18 horas.

Segundo a edição online do “Público”, a decisão foi tomada pelo juíz Carlos Alexandre depois de ouvir o magistrado do Ministério Público presente na diligência, o procurador da República Rosário Teixeira, e ao advogado do ex-banqueiro, Leonel Gaspar.

José Oliveira Costa, fundador e ex-presidente do Banco Português de Negócios (BPN), foi ontem à tarde detido, no âmbito das investigações a alegadas práticas de gestão danosa. O empresário, de 73 anos, é acusado dos crimes de burla agravada, fraude fiscal, branqueamento de capitais e fuga ao fisco.

A detenção do ex-banqueiro foi feita no âmbito da investigação realizada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, que terá sido aberta com base em informações transmitidas ao Banco de Portugal pelo Banco de Cabo Verde, bem como em factos apurados na auditoria efectuada por iniciativa do ex-presidente do BPN, Miguel Cadilhe.
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por Açor3 » 22/11/2008 9:44

Ex-administrador explica-se
Dias Loureiro e BPN: «Não havia reuniões naquele banco»
2008/11/21 21:52
Método de Oliveira e Costa passava por falar com cada um à parte
O ex-administrador do Banco Português de Negócios (BPN), Dias Loureiro, disse esta sexta-feira que estranhava algum do modo de funcionamento da instituição.

«Não havia reuniões naquele banco», disse em entrevista à «RTP1», acrescentando que o banqueiro Oliveira e Costa preferia «falar com cada um» à parte.

Dias Loureiro admitiu que a sua participação estava centrada na Sociedade Lusa de Negócios e não na gestão do banco.

«Não acredito que ele tenha lucrado para seu interesse pessoal», disse sobre a condição de arguido de Oliveira e Costa.

«Oliveira e Costa quis sempre trabalhar sozinho», acrescentou no mesmo programa.
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por Açor3 » 22/11/2008 9:47

BPN: Miguel Beleza tratou de encontro entre Dias Loureiro e António Marta mas não confirma a sua realização
22 de Novembro de 2008, 01:41

Lisboa, 22 Nov (Lusa) - O economista Miguel Beleza afirmou hoje, à agência Lusa, que foi Dias Loureiro que lhe pediu para que tratasse do encontro com o ex-vice governador do Banco de Portugal, António Marta, do qual os intervenientes têm versões opostas.

"Se o dr. Dias Loureiro anda a dizer isso (que informou o Banco de Portugal em 2001 de problemas de gestão do BPN) ou está a fazer confusão com a pessoa, ou a mentir", afirmou António Marta, em notícia publicada hoje pelo jornal Expresso.

Miguel Beleza disse hoje à agência Lusa que tratou do encontro entre Dias Loureiro e António Marta, não confirmando a sua realização por não ter estado presente.

O antigo ministro da Administração Interna, Manuel Dias Loureiro, afirmou sexta-feira em entrevista à RTP que em 2002 teve uma reunião com o antigo vice-governador do Banco de Portugal, onde alertou o supervisor para a necessidade de ter especial atenção para com o BPN.

"Ele veio perguntar-me porque é que o Banco de Portugal (BdP) andava tão em cima do BPN, ao que eu lhe respondi que isso tinha que ver com o facto do banco ter uma gestão pouco transparente e de haver muitos negócios entre a administração e os accionistas", disse António Marta.

O ex-vice governador do BdP diz ainda que Dias Loureiro saiu do banco central a dizer que as pessoas à frente do BPN "eram boa gente", acrescentando que "se fosse uma coisa como ele diz" que a "teria transmitido" a Vítor Constâncio
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por Açor3 » 22/11/2008 9:49

BPN
Dias Loureiro afirma que alertou Vítor Constâncio em 2001 sobre situação do BPN
Por Sofia Rainho
Manuel Dias Loureiro revelou, na Grande Entrevista na RTP, que em Abril de 2001 tomou a iniciativa de ir ao Banco de Portugal (BdP) solicitar a supervisão bancária do BPN


Na altura, o ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) – a holding que detém o BPN – falou com António Marta, o vice-governador com o pelouro da supervisão bancária, e pediu que o BdP tivesse «uma atenção especial» ao BPN e ao grupo. «Não pedi por causas concretas. Não tinha nenhuma desconfiança de irregularidades na SLN. Pedi por causa do que se ouvia cá fora, porque o modelo de gestão era de ‘não reuniões’. E porque queria estar tranquilo lá dentro», justificou.

Dias Loureiro esclareceu ainda que tinha acesso às contas da SLN no final do ano, para as assinar. Mas tinha «duas salvaguardas» que o tranquilizavam. Por um lado, «o facto de, a partir de determinado momento, o Banco de Portugal estar permanentemente lá» e, por outro, «o facto de haver um administrador do banco em quem confiava». Na entrevista, aliás, Dias Loureiro sustentou que Oliveira e Costa «é um homem brilhante, muito inteligente, um trabalhador incansável». «E eu não acredito que ele tenha tenha feito alguma coisa para seu interesse pessoal», acrescentou. Apesar de tudo, admitiu que falou por diversas vezes com Oliveira e Costa e que este lhe disse sempre que se tratava de «má-língua» e que «sabia o que estava a fazer».

A propósito do ‘Negócio de Porto Rico’, o ex-administrador da SLN confirmou as deslocações a Porto Rico e a compra das duas empresas tecnológicas em 2002. Mas negou que se tratassem de «empresas-fantasma», sustentando que em 2002 as empresas existiam e tinham pessoas da SLN a trabalhar lá.

Porém, «quando no final de 2002 vejo as contas do grupo, não vejo estas empresas lá». E quando confrontou Oliveira e Costa com este facto a resposta foi: «Pois não estão, nem podem estar porque estas empresas foram compradas por uma offshore, que foi financiada, não é nossa neste momento e eu não quero que seja, até poder fazer uma holding de todas as empresas tecnológicas do grupo para poder levar para a Bolsa». «E acreditou nessa explicação?», interrogou Judite de Sousa. «Acreditei sinceramente», respondeu.

Em 2002, Dias Loureiro anunciou a Oliveira e Costa que queria voltar à política. «O modelo de gestão aqui não é um modelo que me agrade, não há reuniões...», justificou.
O ex-secretário-geral do PSD deixou então todos os cargos executivos e passou a não executivo, tendo ficado até 2005 «com apenas dois dossiês: tentar que a Caixa Galiza comprasse uma participação na SLN e, por outro lado, com o dossiê dos plásticos e dos automóveis».

Questionado sobre o Banco Insular, de Cabo Verde, Dias Loureiro disse: «Não tenho nenhum conhecimento. Nunca participei em nenhuma reunião onde fosse decidido comprar um banco insular».

A propósito do negócio SIRESP, Dias Loureiro disse que só soube pelos jornais, que Daniel Sanches apenas fez o despacho enquanto ministro e que «foi tudo investigado».

Dias Loureiro assegurou nunca ter falado com o Presidente sobre o BPN e disse estar «de consciência tranquila», garantindo que, desde 2002, não tem nada a ver com o BPN.

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por Açor3 » 22/11/2008 9:51

BPN
Dias Loureiro afirma que alertou Vítor Constâncio em 2001 sobre situação do BPN
Por Sofia Rainho
Manuel Dias Loureiro revelou, na Grande Entrevista na RTP, que em Abril de 2001 tomou a iniciativa de ir ao Banco de Portugal (BdP) solicitar a supervisão bancária do BPN


Na altura, o ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) – a holding que detém o BPN – falou com António Marta, o vice-governador com o pelouro da supervisão bancária, e pediu que o BdP tivesse «uma atenção especial» ao BPN e ao grupo. «Não pedi por causas concretas. Não tinha nenhuma desconfiança de irregularidades na SLN. Pedi por causa do que se ouvia cá fora, porque o modelo de gestão era de ‘não reuniões’. E porque queria estar tranquilo lá dentro», justificou.

Dias Loureiro esclareceu ainda que tinha acesso às contas da SLN no final do ano, para as assinar. Mas tinha «duas salvaguardas» que o tranquilizavam. Por um lado, «o facto de, a partir de determinado momento, o Banco de Portugal estar permanentemente lá» e, por outro, «o facto de haver um administrador do banco em quem confiava». Na entrevista, aliás, Dias Loureiro sustentou que Oliveira e Costa «é um homem brilhante, muito inteligente, um trabalhador incansável». «E eu não acredito que ele tenha tenha feito alguma coisa para seu interesse pessoal», acrescentou. Apesar de tudo, admitiu que falou por diversas vezes com Oliveira e Costa e que este lhe disse sempre que se tratava de «má-língua» e que «sabia o que estava a fazer».

A propósito do ‘Negócio de Porto Rico’, o ex-administrador da SLN confirmou as deslocações a Porto Rico e a compra das duas empresas tecnológicas em 2002. Mas negou que se tratassem de «empresas-fantasma», sustentando que em 2002 as empresas existiam e tinham pessoas da SLN a trabalhar lá.

Porém, «quando no final de 2002 vejo as contas do grupo, não vejo estas empresas lá». E quando confrontou Oliveira e Costa com este facto a resposta foi: «Pois não estão, nem podem estar porque estas empresas foram compradas por uma offshore, que foi financiada, não é nossa neste momento e eu não quero que seja, até poder fazer uma holding de todas as empresas tecnológicas do grupo para poder levar para a Bolsa». «E acreditou nessa explicação?», interrogou Judite de Sousa. «Acreditei sinceramente», respondeu.

Em 2002, Dias Loureiro anunciou a Oliveira e Costa que queria voltar à política. «O modelo de gestão aqui não é um modelo que me agrade, não há reuniões...», justificou.
O ex-secretário-geral do PSD deixou então todos os cargos executivos e passou a não executivo, tendo ficado até 2005 «com apenas dois dossiês: tentar que a Caixa Galiza comprasse uma participação na SLN e, por outro lado, com o dossiê dos plásticos e dos automóveis».

Questionado sobre o Banco Insular, de Cabo Verde, Dias Loureiro disse: «Não tenho nenhum conhecimento. Nunca participei em nenhuma reunião onde fosse decidido comprar um banco insular».

A propósito do negócio SIRESP, Dias Loureiro disse que só soube pelos jornais, que Daniel Sanches apenas fez o despacho enquanto ministro e que «foi tudo investigado».

Dias Loureiro assegurou nunca ter falado com o Presidente sobre o BPN e disse estar «de consciência tranquila», garantindo que, desde 2002, não tem nada a ver com o BPN.

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por Açor3 » 22/11/2008 9:51

Perigo de fuga leva Oliveira e Costa a prisão preventiva


CARLOS RODRIGUES LIMA
VASCO NEVES
Investigação. Dados do Banco de Portugal e documentos fornecidos por Miguel Cadilhe permitiram ao Ministério Público compor o complexo 'puzzle' dos circuitos financeiros do BPN. Juiz aplicou a medida mais grave prevista na lei portuguesa
As explicações de Oliveira e Costa, ex-presidente do BPN, não terão sido suficientemente esclarecedoras para o juiz Carlos Alexandre. Apesar de o advogado do ex-patrão do BPN ter afirmado que o seu cliente estava a colaborar e a responder a tudo, o juiz terminou dois dias de interrogatório com a bomba atómica: prisão preventiva. Oliveira e Costa está indiciado pela prática de seis crimes. Burla qualificada, abuso de confiança agravado, fraude fiscal, infidelidade, aquisição ilícita de acções, falsificação e branqueamento de capitais.

Foi com base nos indícios recolhidos, que sustentam as suspeitas, mais um perigo de fuga e destruição de documentos (ainda não apreendidos pela investigação) que o juiz de instrução concordou com a aplicação da prisão preventiva, tal como foi proposto pelo procurador do Ministério Público, Rosário Teixeira. Segundo informações recolhidas pelo DN, Leonel Gaspar, advogado de Oliveira e Costa, ainda rebateu a argumentação da acusação, considerando mais adequada a prisão domiciliária, tendo em conta, aliás, o estado de saúde de Oliveira e Costa.

O juiz de instrução, ao que o DN apurou, ainda foi sensível a este argumento, mas perante a carga indiciária dos crimes e estando preenchidos vários requisitos para a preventiva, optou pela aplicação da mais grave.

A possibilidade da prisão preventiva estava já indiciada com a emissão de mandados de detenção (tendo em conta as dificuldades legais da detenção fora de flagrante delito). É que, perante o actual Código do Processo Penal, o mandado de detenção só pode ser emitido quando existam "fundadas razões" para crer que o "visado se não apresentaria espontaneamente perante autoridade judiciária no prazo que lhe fosse fixado".

MP constrói 'puzzle'

Oliveira e Costa terá sido confrontado com os factos que constam do processo e que, segundo apurou o DN, estão relacionados com os elementos entregues pelo Banco de Portugal à Procuradoria-Geral da República e com a queixa crime apresentada por Miguel Cadilhe, o último presidente da administração do BPN. Cadilhe fez acompanhar a queixa de uma extensa auditoria realizada pela Delloite, a qual terá encontrado vários indícios de crimes em actos de gestão.

Foi, segundo uma fonte ligada à investigação, após o cruzamento dos elementos constantes em ambas as queixas que se chegou à montagem final do complexo puzzle dos circuitos financeiros que terão estado na base dos crimes. As relações com off-shores, o Banco Insular de Cabo Verde, os negócios imobiliários e a ocultação nas contas de todas estas transacções, tudo estará plasmado nos documentos recolhidos pela investigação. A Oliveira e Costa também terão sido apreendidos computadores, os quais, ainda antes do interrogatório judicial, foram analisados pelos peritos tributários e pelos elementos da Brigada Fiscal da GNR que têm acompanhado os procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

Após a aplicação da prisão preventica, Leonel Gaspar anunciou que iria recorrer para o Tribunal da Relação de Lisboa. A apreciação do recurso tem carácter de urgência, uma vez que se trata de um preso preventivo. O prazo máximo da preventiva é de um ano e meio. E é reavaliada trimestralmente.

Se durante a tarde de ontem , o advogado de Oliveira e Costa considerava que o seu cliente estava a dar respostas "esclarecedoras", mostrando-se confiante com o desfecho da diligência, depois da decisão evitou os jornalistas.|
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por Açor3 » 22/11/2008 9:53

22 Novembro 2008 - 02h00

Detenção: Partilhas realizadas numa semana
Fortuna de Oliveira e Costa vale 6,5 milhões
Oliveira e Costa planeou cuidadosamente a partilha e salvaguarda do seu património pessoal, avaliado em 6,5 milhões de euros. Uma semana após ser decretado o divórcio, a 3 de Março de 2008, e menos de um mês depois de ser afastado da presidência do Banco Português de Negócios (BPN), Oliveira e Costa e a mulher fizeram uma escritura de partilhas num notário privado em Lisboa.
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Eu não sei de nada

por rk0r794 » 22/11/2008 10:30

O Sr Dias loureiro não sabia de nada do que se estava a passar no BPN :mrgreen: :mrgreen: , só ganhava 100,00 por Mês :mrgreen: :mrgreen:, não tinha gabinete no BPN :mrgreen: :mrgreen: coitado era um pau mandado :mrgreen:
Conclusão: Tenha vergonha!
Razão tem o Filipe menezes. O PSD está dominado por um bando de reacionários. :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
 
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Que vergonha!

por Mastergest » 22/11/2008 11:22

Bom dia a todos,

Relativamente aos administradores de grandes entidades, já me tinha ocorrido a possibilidade de tal trama pudesse acontecer, mas não pensei é que fosse possível!!!
Afinal onde estão a "mer..." dos supervisores deste país. Eu que pensava que estes maus supervisores só se viam nos mercados mais pequenos, por onde trabalhei alguns anos, mas estava enganado, até nas instituições relacionadas com Estado temos supervisores precários, mediocres e sem valor para desempenharem tal função.
Tudo isto a ser verdade, vamos ter ou a ameaça do acusado ou denúncias, ainda mais, escandalosas. Só espero é que não chegue a orgãos soberanos, porque para criar instabilidade já temos a crise.
Num modo Geral, o que leva a situações destas, são os processos de selecção das pessoas para qualquer cargo profissional, ou seja: Ou são admitidos por factor "C", ou são admitidos por RH onde têm pessoas q nunca trabalharam na vida e em determinado momento estão a contratar pessoas para um determinado sector que nem eles sabem como funciona, ou temos processos de selecção muito rigorosos o qual passamos todas as fases e no fim ninguém fica, porque nem eles sabem muito bem!E depois contratam à pressa alguém!, ou temos processos muito rigorosos que depois quem fica é quem tem os melhores testes mas que experiência não têm nenhuma e depois de seis meses, às vezes menos, são despedidos porque não possuem QE.
Enfim, se não fizermos força para isto mudar, meus Senhores e Colegas os nossos filhos é que vão sofrer as consequências no futuro.

Abraço
 
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por LOAMIL » 22/11/2008 17:41

Já alguém disse, com muita piada, que a diferença entre Cristo e Dias Loureiro é que: o primeiro está em toda a parte e o segundo já esteve.

Então ele vai fazer queixa ao Bdp da instituição onde é executivo de destaque? Por lá continua a receber principescamente mais uns anitos até 2005? e não sabe de nada do que lá se passava?

Acredite quem quiser, mas a versão contrária parece-me muito mais credível do que a dele.

Um abraço
ml
"Sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade."
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por Açor3 » 22/11/2008 20:05

BPN: Grupo parlamentar do PS viabiliza comissão de inquérito parlamentar
22 de Novembro de 2008, 18:16

Lisboa, 22 Nov (Lusa) - O grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) viabilizou hoje a criação de uma comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN, com o objectivo prioritário do "esclarecimento de toda a verdade".

"O grupo parlamentar do PS considera prioritário o esclarecimento de toda a verdade, e de todos os factos, que conduziram à grave lesão do interesse nacional e que levaram à intervenção do Estado e à nacionalização do BPN", pode ler-se no comunicado do líder do grupo parlamentar do PS, Alberto Martins, hoje enviado à Lusa.

"A criação de comissão de inquérito parlamentar, com poderes de investigação próprios, que não prejudiquem ou perturbem a investigação criminal, merece o nosso apoio", adianta o comunicado, "e pode contribuir para a aclaração de revelações e contradições evidenciadas em declarações públicas recentes".

Ainda no mesmo documento, declara-se que "a justiça e as instâncias de investigação criminal" devem actuar com "eficácia e celeridade, apurando responsabilidades e punindo quem deve ser punido".

O CDS-PP vai entregou na passada quinta-feira uma proposta de constituição de uma comissão de inquérito parlamentar no âmbito das irregularidades encontradas no Banco Português de Negócios (BPN) e que levaram à nacionalização do banco.
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por TRSM » 22/11/2008 21:43

LOAMIL Escreveu:Já alguém disse, com muita piada, que a diferença entre Cristo e Dias Loureiro é que: o primeiro está em toda a parte e o segundo já esteve.

Então ele vai fazer queixa ao Bdp da instituição onde é executivo de destaque? Por lá continua a receber principescamente mais uns anitos até 2005? e não sabe de nada do que lá se passava?

Acredite quem quiser, mas a versão contrária parece-me muito mais credível do que a dele.

Um abraço
ml


....cuidado pq pode vir a ser acusado de não perceber nada do assunto, a não ser que seja trabalhador remunerado do BDP. Olhe que pode estar a interpretar mal aquilo que ouviu na comunicação social, eventualmente aquilo que ouviu foi no sentido figurado, ou então foi retirado fora do contexto.
Tem a certeza que no assunto em questão ouve lugar ao contraditório?

tenha um bom fim de semana e não me pergunte pq respondi ao seu comentário, eles percebem :wink: :wink:
 
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por Açor3 » 22/11/2008 23:03

Dias Loureiro explica negócio em Porto Rico
"Nunca assinei um cheque naquela casa"
"Eu assinava as contas no fim do ano. As contas eram auditadas e o Banco de Portugal estava lá dentro. Eu trabalhava com pessoas em quem confiava". É Dias Loureiro quem o diz como justificação para o facto de nunca ter desconfiado que alguém pudesse estar a enganá-lo.

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"Eu assinava as contas no fim do ano. As contas eram auditadas e o Banco de Portugal estava lá dentro. Eu trabalhava com pessoas em quem confiava". É Dias Loureiro quem o diz como justificação para o facto de nunca ter desconfiado que alguém pudesse estar a enganá-lo.

Em entrevista ao programa “Grande Entrevista”, da RTP, o Conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro, que foi administrador-executivo da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) entre Dezembro de 2001 e Setembro de 2002 e administrador não-executivo até 2005, quis deixar bem claro que apenas assinava as contas no final do ano. “Nunca assinei um cheque naquela casa”, salientou.

Relativamente ao caso de Porto Rico, Dias Loureiro contou que ele e José Oliveira e Costa compraram duas empresas tecnológicas por 75 milhões de euros, que viu que depois não foram reportados à autoridade e não entrararam nas contas do grupo.

Dias Loureiro, que disse estar disponível para falar, “de A a Z”, sobre as suas actividades durante todo o tempo em que desempenhou funções no grupo SLN, que detinha o Banco Português de Negócios (BPN), afirmou que estava à vontade na área das tecnologias, devido à sua presença na Ericsson, pelo que acompanhou o processo de Porto Rico.

Manuel Dias Loureiro soube que havia um interesse na venda de máquinas de leitura de cheques e de concorrentes das ATM (máquinas Multibanco). o BPN tinha uma fábrica em Itália que concorria com aquelas máquinas. Mas aquela era uma possibilidade de o grupo entrar no mercado americano, por isso, foi ver as máquinas a funcionar em Porto Rico, nas ruas e balcões dos bancos. “Vi isso tudo. A máquina de leitura de cheques fazia o mesmo que a nossa em Itália, mas também fazia leitura óptica de folhas A4. A outra máquina também era superior à nossa ATM”, contou.

Assim, a SNL ficava com possibilidade de vender a sua tecnologia para território americano, com mais vantagem, sublinhou Dias Loureiro.

“Essas empresas existiram, foram geridas, estiveram mais de um ano a trabalhar”, afirmou. “Comprámos o activo e a obrigação de participar no ‘upgrade’ tecnológico. Em 2002 estavam compradas, existiam, havia gente da SLN permanentemente lá. Mas quando vi as contas em 2002, não vi essas empresas lá. Sei quanto custaram (71 milhões), mas nunca assinei um cheque naquela casa”, disse o Conselheiro de Estado.

Segundo Dias Loureiro, Oliveira e Costa respondeu que aquelas empresas não apareciam, nem podiam aparecer, porque tinham sido compradas por uma “offshore”. “Não podem aparecer até eu ter uma holding de todas as empresas tecnológicas do grupo para poder levar para a bolsa”, disse Oliveira e Costa a Dias Loureiro.

Foi nessa altura que Dias Loureiro decidiu vender as suas acções. “Disse a Oliveira e Costa que queria sair e queria voltar à política”, contou, sublinhando que o modelo de gestão não lhe agradava, especialmente porque não havia reuniões. Oliveira e Costa reunia-se separadamente com os encarregados de cada pelouro no grupo.

“Em 2002, vendi as minhas acções. Deixei os cargos executivos e passei a não-eexecutivo. Fiquei até 2005, com o ‘dossier’ Caixa Galiza (para comprar participação na SLN) e o ‘dossier’ dos plásticos”, contou.

Quanto ao facto de as empresas de Porto Rico terem sido fechadas, por estarem a dar prejuízo, Dias Loureiro disse não saber de nada sobre ter ido parar dinheiro ao Brasil. “O dinheiro foi pago às pessoas que venderam as acções, senão eu teria sabido”, disse, salientando que como do ponto de vista legal tudo lhe pareceu estar bem, assinou as contas em 2003. “Para mim, Porto Rico acabou aí”.
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por Açor3 » 23/11/2008 16:11

Diz Paulo Rangel
BPN: PSD saúda mudança de posição do PS e espera colaboração
2008/11/23 14:38Redacção / MDAAAA
PS tinha votado anteriormente contra o pedido de Dias Loureiro para ser ouvido na AR
O PSD acolhe positivamente a mudança de posição do PS ao decidir viabilizar um inquérito parlamentar ao caso BPN e só espera a sua boa colaboração, disse este domingo o líder do grupo parlamentar social-democrata, Paulo Rangel, citado pela agência «Lusa».

Rangel disse que o PSD defende desde o primeiro dia um esclarecimento total das questões políticas ligadas aos pressupostos da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) e aos seus custos, bem como às eventuais falhas da supervisão, e sempre votou em conformidade.

Nesta matéria, «O PSD nunca compreendeu por que é que o PS esteve contra isto até agora», afirmou. E acrescentou: «Mas agora que o PS mudou de posição, saudamos essa mudança».

O grupo parlamentar do Partido Socialista anunciou no sábado o seu apoio à criação de uma comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN, proposta pelo CDS-PP, e justificou-o com o objectivo prioritário do «esclarecimento de toda a verdade».

O PS tinha votado anteriormente contra o pedido de Dias Loureiro para ser ouvido na Assembleia da República no âmbito do caso BPN, considerando tratar-se de um assunto do domínio da investigação criminal.

Segundo Paulo Rangel, o PSD espera agora que, no quadro da comissão de inquérito a constituir, «o PS tenha um comportamento e uma forma de agir que permita o esclarecimento total, como diz pretender».
O CDS-PP entregou na passada quinta-feira uma proposta de constituição da comissão de inquérito, no âmbito das irregularidades encontradas no BPN e que levaram à nacionalização do banco.

Em conferência de imprensa, Jerónimo de Sousa, líder do PCP, mostrou-se sábado favorável a criação da comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN para «aclarar a verdade».
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por Açor3 » 23/11/2008 18:05

Alerta para insolvência da empresa 2008-11-21 18:04
Moody's corta notações da BPN SGPS
A agência de notação internacional anunciou hoje ter revisto em baixa a sua notação de crédito da BPN SGPS de 'Ba1' para 'Caa1' , tendo mantido esta sob revisão com implicações negativas, após o Banco Português de Negócios (BPN) ter sido nacionalizado pelo Estado.

Pedro Duarte

Segundo o comunicado hoje emitido pela Moody's, esta revisão segue-se à nacionalização do BPN, cuja própria notação de força financeira foi revista em baixa de 'D+' para 'E+'.

"Esta revisão reflecte o facto de que a BPN SGPS perdeu o seu principal activo - as acções do BPN - que foi nacionalizado. A revisão focou-se mais no valor que será derivado das subsidiárias que não foram nacionalizadas, e essas representavam cerca de 10% dos activos totais antes da nacionalização. Uma nova revisão em baixa poderá ocorrer se
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por Açor3 » 23/11/2008 18:17

BPN: Cavaco Silva publica nota contra "tentativas de associar" o seu nome ao banco


Lisboa, 23 Nov (Lusa) - Cavaco Silva mandou publicar hoje no site da Presiência da República ums nota oficial demarcando-se de qualquer ligação ou envolvimento em negócios, prestação de serviço ou mesmo empréstimos relacionados com o Banco Português de Negócios, envolvido em alegados escândalos financeiros que levaram já à detenção do seu antigo responsável, Oliveira e Costa.

A Presidência da República esclarece que detectou essa "tentativa de associar" Cavaco Silva ao BPN, face a contactos para esclarecimentos, nesse sentido, "estabelecidos por jornalistas", motivo que levou Cavaco Silva a publicar esta nota, tendo feito chegar à Agência Lusa o desejo que ela fosse publicada na íntegra:

"Nos últimos dias, detectou a Presidência da República, face a contactos estabelecidos por jornalistas, tentativas de associar o nome do Presidente da República à situação do Banco Português de Negócios (BPN)

Não podendo o Presidente da República tolerar a continuação de mentiras e insinuações visando pôr em causa o seu bom nome, esclarece-se o seguinte:

1. O Prof. Aníbal Cavaco Silva, no exercício da sua vida profissional, antes de desempenhar as actuais funções (nem posteriormente, como é óbvio):

a) nunca exerceu qualquer tipo de função no BPN ou em qualquer das suas empresas;

b) nunca recebeu qualquer remuneração do BPN ou de qualquer das suas empresas;

c) nunca comprou ou vendeu nada ao BPN ou a qualquer das suas empresas.

2. O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher:

a) nunca contraíram qualquer empréstimo junto do BPN;

b) não devem um único euro a qualquer banco, nacional ou estrangeiro, nem a qualquer outra entidade.

3. O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher têm, há muitos anos, a gestão das suas poupanças entregues a quatro bancos portugueses - incluindo o BPN, desde 2000 - conforme consta, discriminado em detalhe, na Declaração de Património e Rendimentos entregue no Tribunal Constitucional, a qual pode ser consultada.

As aplicações feitas pelos bancos gestores constam, detalhadamente, da referida Declaração de Património, entregue no Tribunal Constitucional - assim como o número de todas as contas bancárias do casal, excepto uma, aberta no Montepio Geral, por acolher apenas depósitos à ordem - a qual, repete-se, pode ser consultada.

As alienações de títulos efectuadas pelos bancos gestores constam, nos termos da lei, e como pode ser verificado, das declarações de IRS do Prof. Aníbal Cavaco Silva e de sua Mulher, preenchidas com base nas informações fornecidas anualmente pelos referidos bancos.

4. Ao tomar posse como Presidente da República, o Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher deram instruções aos bancos gestores das suas poupanças para não voltarem a comprar ou vender quaisquer acções de empresas portuguesas, excepto no exercício de direitos de preferência."

Lusa/Fim
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por Açor3 » 23/11/2008 20:31

BPN: PCP vai estar atento a qualquer obstáculo criado à comissão de inquérito
18h08m
O PCP congratulou-se, este domingo, com a decisão da PS de viabilizar a comissão de inquérito parlamentar sobre o caso BPN, mas avisou os socialistas contra qualquer tentativa de "pôr obstáculos" durante os seus trabalhos.

"Se o fizer terá a nossa oposição e insistente denúncia", afirmou à Agência Lusa o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, que já tinha o apoio à proposta de comissão de inquérito feita pelo CDS-PP.

O deputado comunista recordou que na comissão de inquérito à supervisão bancária no caso BCP, PS e PSD puseram obstáculos "à eficácia dos trabalhos" dos deputados, recusando audições a personalidades importantes no processo.

"É preciso dizer que temos receios quanto à eficiência da comissão, tendo em conta a experiência anterior", disse.

Para Bernardino Soares, a decisão do grupo parlamentar do PS "é um recuo" relativamente aquilo que os socialistas vinham defendendo, recusando, por exemplo, ouvir o ex-ministro Dias Loureiro na comissão parlamentar.
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por Açor3 » 23/11/2008 23:01

Sobre BPN
Marcelo afirma que comunicado de Cavaco «foi oportuno e bem feito»
Marcelo Rebelo de Sousa considerou esta noite que o comunicado de Cavaco Silva sobre o BPN «foi oportuno e bem feito», por se tratar de um «incómodo pessoal». Quanto a Dias Loureiro, o comentador da RTP entende que tem condições para se manter no Conselho de Estado

• Cavaco Silva insurge-se contra «tentativas de associar» o seu nome ao BPN


Marelo Rebelo de Sousa entende que Cavaco «fez bem» em enviar um comunicado para clarificar a sua situação face ao BPN. «Foi importante os portugueses saberem que está liberto de qualquer especulação», afirmou Marcelo no seu espaço de comentário da RTP.

«É evidente que há um incómodo pessoal. Uma pessoa tem incómodo por se tratar de pessoas que conhece, mas político não é», referiu ainda o comentador, lembrando que houve alguma tentativa de associar o Presidente da República ao banco ou a pessoas à instiuição estiveram ligadas, como Dias Loureiro.

Marcelo disse ainda que «mesmo em relação a Dias Loureiro, poderia tratar-se de um incómodo político [para Cavaco], se fosse constituido arguido. Mas, para já, não influencia a sua participação no Conselho de Estado».

Sobre Dias Loureiro, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou mesmo que «ele teve a hombridade de reconhecer que avisou Oliveira e Costa sobre as discrepâncias nas contas e depois foi até ao Banco de Portugal. E teve a coragem para continuar no banco ainda mais três meses».

Para Marcelo, Dias Loureiro só devia afastar-se do Conselho de Estado se fosse constituído arguido neste caso. Nessa situação, o ex-administrador do BPN deveria tomar a iniciativa e pedir a Cavaco a suspensão.

Sobre o desmentido de António Marta, vice-governador do Banco de Portugal, aos avisos que Dias Loureiro terá feito ao Banco de Portugal, Marcelo afirmou não ter «condições para dizer qual diz a verdade e qual diz a mentira, ou se ambos»

Sobre a detenção de Oliveira e Costa, Marcelo disse apenas que «mostra que a lei é igual para todos». Para o comentador «o fundamental é que haja justiça».

SOl
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por Açor3 » 24/11/2008 17:18

BPN

Dias Loureiro admite renunciar ao cargo de conselheiro de Estado
Hoje às 14:21
Dias Loureiro afirmou, esta segunda-feira, à TSF que admite renunciar ao cargo de conselheiro de Estado se sentir que a actual situação está a causar «o mínimo incómodo» ao Presidente da República. O antigo gestor do BPN reafirmou ainda estar de consciência tranquila.


Dias Loureiro diz que continua a ser a mesma pessoaDias Loureiro admite renunciar ao cargo de conselheiro de Estado se perceber que a actual situação causa desconforto a Cavaco Silva

«Entendo que fui nomeado conselheiro de Estado pelo senhor Presidente da República porque ele achava em mim qualidades» para tal. «Sou a mesma pessoa, nem mais nem menos», disse à TSF o antigo administrador da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o BPN.

Dias Loureiro lembrou que, sobre as irregularidades detectadas no BPN, já «explicou aos portugueses» tudo o que sabia e sublinhou estar de «consciência tranquila».

O antigo gestor do BPN reiterou também que o lugar do conselheiro de Estado está sempre à disposição do Presidente de República.

«Se sentir, em algum momento, que a actual situação causa o mínimo incómodo ao Presidente da República, tomarei as providências necessárias», informou, admitindo, nesse caso, suspender o seu mandato no Conselho de Estado.

Questionado pela TSF, Dias Loureiro revelou que ainda não falou sobre este caso com Cavaco Silva, com quem mantém uma amizade «há 23 anos».
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por Açor3 » 24/11/2008 19:37

Fernando Sobral
Um caso de política
fsobral@mediafin.pt

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O BPN deixou já de ser apenas um caso de polícia. É, definitivamente, um caso de política. Todos, incluindo o PSD, já tinham percebido isso. Menos, claro, o PS. O PS, e mais notavelmente o seu porta-voz, Vitalino Canas, e o seu grupo parlamentar, estiveram a comportar-se como dignos sucessores de Mr. Magoo.


Só querem ver o lado bom da vida. Mas como o país das maravilhas só está reservado para Alice, têm de se confrontar com o país real. Tendo começado como um caso de polícia, perante o completo desinteresse da classe política, resvalou para o mundo da política. O BPN é um "case study" sobre a forma como se faz alguma política em Portugal. Como certos políticos locais sobem na hierarquia partidária, vão criando alianças sociais, e ascendem a altos cargos, intervindo decisivamente em decisões públicas. Sem travão. O BPN ilustra o país de cumplicidades opacas do actual sistema político e que pouco evolui desde que Eça de Queiroz o desnudou. É essa teia que o BPN ilumina. A questão que ressalta do caso BPN pode ter a ver com alguns antigos líderes do PSD mas tem sobretudo a ver com uma forma de fazer política em Portugal. O caso BPN pode salpicar muita gente, mas são actuações policiais e judiciais destas que permitem que uma sociedade liberal e democrática respire. É o regime que está em equação neste caso. O tema não se reduz a quem diz a verdade ou a quem se esquece dela. É a forma como se cria e se exerce o jogo político em Portugal que está em cima do tabuleiro de xadrez. 20 Nov A ironia da política
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por Açor3 » 25/11/2008 10:07

Camilo Lourenço
BPN: memória curta
camilolourenco@gmail.com

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Março de 2001. A revista "Exame", que na altura dirigia, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao BPN. Dias depois recebi um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar comigo. Acedi prontamente.


A conversa com o ex-ministro foi breve... mas elucidativa: Dias Loureiro estava desagradado com o tratamento dado ao BPN; o assunto tinha criado um problema imagem do banco; não havia qualquer problema com o BPN; Oliveira e Costa estava muito "incomodado" com a matéria de capa (para a qual tinha contribuído, com uma entrevista) e pensava processar a revista (como efectivamente aconteceu).

Depois da conversa comuniquei a Pinto Balsemão que não tinha ficado esclarecido com as explicações de Dias Loureiro e que, por mim, a "Exame" mantinha o que tinha escrito. O que aconteceu depois é conhecido...

Ao ouvir Dias Loureiro na RTP fiquei espantado. Porque o ex-ministro disse que ficara tão preocupado com o artigo que foi, de "motu propriu", ao Banco Central comunicar que a instituição devia estar atenta. Das duas uma: ou Dias Loureiro soube de algo desagradável entre a conversa comigo e a ida ao Banco de Portugal; ou fez "fanfarronice" nessa conversa para esconder os problemas do BPN. Há uma terceira hipótese... Feia. Mas depois do que vi no assunto BPN já nada me espanta!
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