Bancos Portugueses Beira da Falência-BPP Falência Iminente..

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: pata-hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

por artista_ » 19/7/2009 1:28

Pata-Hari Escreveu:Artista, se pedires um crédito a um banco e não o conseguires pagar, esse banco eventualmente pode falir. E ninguém protege o banco disso mesmo. É igual, na posição inversa.

Quando fazes um crédito a alguém, esse alguém garante-te que te devolve o capital e juros. Tu sabes à partida que assim é e sabes que ficas a arder se a pessoa fugir ou falir. Sempre foram as regras do jogo.

Aliás, mesmo os depósitos têm risco de falência apesar de terem uma garantia adicional do BP. As pessoas optaram por algo com mais risco e é isso mesmo o risco, se não houvesse risco, todos optariam por fazer aplicações com taxas melhores do que as chamadas risk free rates. Caramba, não consigo entender o que é que faz confusão às pessoas. Sobretudo depois de anos e anos e anos a chamar à atenção para isso mesmo.


Não concordo nada contigo! Se há coisa que tem de ser credível e seguro é o sistema financeiro, se não o é estão em causa todos os fundamentos das economias modernas... Não me parece que faça sentido uma instituição financeira (não estamos a falar de pessoas ou de outro negócio ou esquema qualquer) prometer x% de juros com capital garantido e issso não ser garantido, nem consigo perceber como é que se pode dizer que quem oferece melhores condições isso signifique que o risco é maior!? Então se o BPI me oferecer 2% de juros e o Millennium me oferecer 3% num produto idêntico eu devo escolher o BPI porque vou pensar que o Millennium se tem mais probabilidades de falir?!?

Mal de nós se o sistema financeiro não for seguro e credível... aliás todos têm consciência dessa necessidade, por causa disso é que o governo decidiu nacionalizar rapidamente o BPN e disponibilizou os 20 mil milhões de euros de garantia para usarem os bancos que necessitassem de liquidez!

Já agora qual é a tua opinião sobre a diferença de actuação nos casos BPN e BPP?!

Cumps

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por artista_ » 19/7/2009 1:55

Lacrau Escreveu:Independentemente das culpas que os supervidores possam ter, é indesmentível que havia rumores há muito tempo acerca dos métodos de funcionamente de alguns bancos, e se houve quem quisesse correr o risco de aceitar rendas acima da média, também terá de aceitar as consequências.


Não sei como se pode dizer uma coisa destas, sendo certo que já a ouvi muitas vezes!? Mas que país é este, isto não é um país desenvolvido?! parece que não!

Achas que cada pessoa tem o dever de perceber a analisar os eventuais riscos de uma instituição bancária?! Se o BP não consegue garantir que as instituições financeiras que operam em Portugal têm capacidade de assumir os seus compromissos o que é que está lá a fazer? O sistema financeiro é algo que não pode ter falhas, pelo menos tão graves como as que sugeres, porque é na credibilidade do sistema financeiro que assentam todas as economias modernas...

Quando falas de "rumores" "acerca dos métodos de funcionamente de alguns bancos", então as pessoas é que têm de ver que há ali riscos de falência? o BP não viu nada e tem puderes para fazer auditorias e tudo e mais alguma coisa e os particulares é que tinham de perceber isso??! francamente...

Gostaria de deixar bem claro que não tenho nem nunca tive nenhum capital, nem no BPN nem no BPP, nem sequer conheço ninguém que tenha...

abraços

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por naohapato » 19/7/2009 13:36

Se assino um contrato que fala em risco e gestão de carteira, que tem clausulas que dizem que aceito que o banco faça gestão dos produtos sem me consultar, mesmo havendo uma garantia desse banco, tenho que aceitar que a garantia é tão boa como esse banco. Tenho que aceitar que o risco é a falência desse banco. Ninguem pode dizer que o sistema financeiro é 100% seguro, mesmo os bancos privados grandes têm riscos associados! Senão porque havia fundos de garantia de depositos e seguros para bancos? É para proteger contra esses riscos.

Se as pessoas estão dispostas a meter dinheiro em bancos privados e não em titulos do estado é porque aceitam que a melhor remuneração dos privados vem com um risco, que é o do privado. (e mesmo o estado tem risco, ninguem obriga as pessoas a não guardarem o dinheiro no colchao, e mesmo aí há risco!)

Não tem de ser os contribuintes a garantirem tudo a todos, mesmo no sistema financeiro! Hoje, no meio da crise todos querem é o dinheiro seguro, indifrentemente das taxas, mas é só ver as coisas a melhorarem que está tudo a investir ser ler no que investe de novo, e depois não podem vir exigir que os contribuintes sejam o garante de tudo.

No caso do BPP não estamos a falar de depósitos (está provado, pois depósitos não falam em gestão de carteira), estamos a falar de pessoas que assinaram contratos de gestão de produtos, se alguém os disse que não eram eles têm de responsabilizar essas pessoas, e aceitar a responsabilidade de assinarem coisas antes de as lerem! Nem se pode andar a dizer que os reguladores têm de conhecer todas a manhas e tramoias possiveis e que quando se consegue montar esquemas que escapem aos reguladores o estado tem de pagar por isso. Nem que alguém assina de cruz pode vir agora dizer "ah! disseram-me que era parecido com um depósito por isso não li!"

Se chegarmos ao ponto de ser o estado a ter que garantir o que os bancos vendem como garantido então nem estou a ver o que o Rendeiro fez de mal. Se era o estado que tinha de o garantir, não era bpp... Isto assim é fácil. É só os bancos venderem produtos garantidos que o estado tem de garantir todos! (atenção que este último paragrafo é irónico!)

Claro que por achar que as pessoas têm de ser responsabilizadas pelos actos (sejam rendeiros que vendem produtos que não o são, sejam pessoas que assinam sem lerem) vai me valer muitos insultos e acusações de defender roubos. Mas quem tenta defender uma causa sem razão, rapidamente vira para o insulto e acusação pessoal no desespero de descredebilizar as pessoas e não as razões...
 
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por artista_ » 19/7/2009 15:47

naohapato Escreveu:No caso do BPP não estamos a falar de depósitos (está provado, pois depósitos não falam em gestão de carteira), estamos a falar de pessoas que assinaram contratos de gestão de produtos, se alguém os disse que não eram eles têm de responsabilizar essas pessoas, e aceitar a responsabilidade de assinarem coisas antes de as lerem! Nem se pode andar a dizer que os reguladores têm de conhecer todas a manhas e tramoias possiveis e que quando se consegue montar esquemas que escapem aos reguladores o estado tem de pagar por isso. Nem que alguém assina de cruz pode vir agora dizer "ah! disseram-me que era parecido com um depósito por isso não li!"


Eu lá atrás falei disto, obviamente quem assinou contratos onde está expresso que há riscos enerentes, pode ter sido enganado pelo gestor de conta ou por um qualquer funcionário, mas ele devia ter lido e é o principal responsável pela situação... mas duvido que todos os casos sejam desses, se fossem não me parece que haveria tanta polémica e tanto "barulho"!

Quanto ao problema da regulação eu acho que eles têm obrigação de garantir essas coisas sim, se não o sistema financeiro não é credível, o país também não... Não sei onde tens o teu dinheiro mas gostava de saber se pensarias da mesma forma se tivesses dinheiro a prazo e o banco falisse e ficasses sem nada?!

naohapato Escreveu:Se chegarmos ao ponto de ser o estado a ter que garantir o que os bancos vendem como garantido então nem estou a ver o que o Rendeiro fez de mal. Se era o estado que tinha de o garantir, não era bpp...


Como?! grande confusão este teu raciocínio! Na tua opinião então quem tem de garantir?! pelos vistos ninguém porque o estado não garante e o Rendeiro (ou o BPP) também não...

Para mim é simples, o estado tem de garantir que o sistema é credível, se não é tem de assumir os prejuizos e incriminar os culpados, mas aqui, como costume a corda está a partir pelo lado mais fraco, o estado não assume, e parece que não há culpados porque todos os administradores do BPP estão a viver à grande!!! Quem fica com o prejuízo são os do costume, os mais fracos!

Além disto a minha outra questão é que no caso do BPN fizeram exactamente o contrário, nacionalizaram e assumiram tudo e mais alguma coisa, e o buraco vai já onde vai... bastaria assumir apenas os depósitos e poupanças de retorno garantido nos dois casos (BPN e BPP) e o estado gastaria menos e faria melhor o seu papel, o que lhe compete, evitando esta trapalhada toda!

naohapato Escreveu:Isto assim é fácil. É só os bancos venderem produtos garantidos que o estado tem de garantir todos! (atenção que este último paragrafo é irónico!)


Lá estás tu a confundir tudo, o problema está na regulação dos produtos (da responsabilidade do BP) e de uma justiça eficaz que puna os culpados... mas aqui nem uma coisa nem outra!

Assim também eu quero ter direito a ter um banco, quem não quereria?!

naohapato Escreveu:Claro que por achar que as pessoas têm de ser responsabilizadas pelos actos (sejam rendeiros que vendem produtos que não o são, sejam pessoas que assinam sem lerem) vai me valer muitos insultos e acusações de defender roubos. Mas quem tenta defender uma causa sem razão, rapidamente vira para o insulto e acusação pessoal no desespero de descredebilizar as pessoas e não as razões...


Em relação aos insultos não deves estar a falar de mim...

Penso que a questão de base aqui é saber se realemente as pessoas assinaram documentos em que assumiam riscos ou não! Alguém pode garantir que todos os que reclamam assinaram este tipo de documentos? Não vale a pena discutir nada se não se souber isto, porque faz toda a diferença, se assinaram obviamente que não têm qualqeur razão, poderão apenas tentar incriminar as pessoas que os terão eventualmente iludido, mas em relação ao banco e à regualação pouco podem fazer... mas se não assinaram têm toda a razão!

abraços

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por naohapato » 19/7/2009 16:14

Artista, convém ler então sobre o assunto primeiro:

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=377666

Como a CMVM já viu, parece que 1/3 não assinaram. Ora estamos a falar de 600 pessoas... Essas deveriam ser equiparadas a depositos, pois lá está, não assinaram tais papaeis. Claro que dos outros que querem a mesma solução, mesmo tendo assinado tais papeis, pelos vistos tb tu artista concordas, não deveriam ser equiparados. (e o problema é que vendo os outros tb querem se meter na mesma solução). Não se pode usar o barulho que se faz como medida da injustiça.

Eu pessoalmente tenho o meu dinheiro espalhado, pois sei que risco existe. Sei que antes da crise um deposito estava seguro até 25.000 €. E sei que investir em pequenas boutiques, mesmo bancos, é sempre mais inseguro que em grandes instituições. Não sou ingénuo em pensar que o estado ia sempre garantir depositos de bancos privados, sem no mínimo regularar coisas básicas como quanto dava cada empresa de juros.

Na tua lógica o modelo financeiro americano e o menos credível, pois já 57 instituições faliram e não faltam casos de coisas que a supervisão não viu! A credibilidade não se mede pela facto de haver investimentos que não são depositos que são pagos pelos contribuintes. Pq razão deverá o contribuinte pagar por coisas que não são depositos (os restantes 2/3 dos contratos)? Credibilidade não é andar a pagar a uns apenas pq reclamam muito! Credebilidade e proteger casos como depositantes (os do bpp que não assinaram tais contratos), mas credibilidade é também responsabilizar quem assina contratos de gestão, como foram os restantes.

Muito menos credibilidade é usar como bitola de intervenção "no outro fizeram o mesmo". Fazer intervenções nessa lógica nem merece comentario...

Ja agora:
Ironia: subst. f. ironia [iru'niɐ] acto de dizer o inverso do que se pensa para gozar
 
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por artista_ » 19/7/2009 18:17

Ok, então parece que pensamos mais ou menos da mesma forma, ainda assim haverá então cerca de 600 pessoas que têm razões para reclamar, ou não?!

E depois fica ainda a questão daquilo que penso tratar-se de um precipitação que saiu muito cara aos contribuintes, estou obviamente a falar da nacionalização do BPN...

Abraço

artista

PS: Não percebi porque colocaste aquia definição de "ironia", presumiste que podia não saber o que era?! :)
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BA(?) - Banco de Almada (?)

por Lacrau » 20/7/2009 9:31

Da Agencia Financeira:

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1728

Mulher pedia dinheiro e prometia juros altosCentenas de pessoas terão sido lesadas num esquema financeiro idêntico à «Dona Branca». Em Almada, numa agência de depósitos e empréstimos, uma falsa banqueira prometia facilidades a quem os bancos rejeitam crédito, revela o «Jornal de Notícias».

A falsa banqueira geria o suposto negócio a partir do espaço 12 das galerias comerciais do Centro Comercial Sommer, em Almada, onde actuava a partir da alegada empresa A. Caetano e Silva.

A mulher recebia dinheiro de clientes, prometendo juros altos e exigindo várias centenas de euros para a abertura de um processo. O valor exigido pela suposta banqueira era entre 300 a 950 euros e, em troca, emprestava qualquer quantia, mas os empréstimos nunca se concretizaram.
Alguns clientes temem agora que sejam accionadas a qualquer momento as letras em branco que colocaram nas mãos da alegada benfeitora.

Ainda de acordo com o jornal, as queixas começaram a surgir perante as autoridades e a empresa aguarda julgamento em quatro processos em que é acusada pelos crimes de burla e falsificação de documentos, além de dezenas de queixas contra a alegada banqueira que contará com dezenas de angariadores de clientes por todo o país.



Desculpem insistir, mas se a oportunidade faz o ladrão, há muitos a contribuir para as oportunidades, sejam ricos ou sejam pobres....

Eu posso cair em muitos contos do vigário, ninguém pode garantir que não cai, mas este conto era apenas para quem "queria mesmo ser enganado"...

...mas não me admirava se algum deles fosse exigir ser ressarcido pelo estado / contribuintes ....
Qualquer um pode zangar-se - isso é fácil.
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por naohapato » 20/7/2009 11:13

artista Escreveu:Ok, então parece que pensamos mais ou menos da mesma forma, ainda assim haverá então cerca de 600 pessoas que têm razões para reclamar, ou não?!

E depois fica ainda a questão daquilo que penso tratar-se de um precipitação que saiu muito cara aos contribuintes, estou obviamente a falar da nacionalização do BPN...

Abraço

artista

PS: Não percebi porque colocaste aquia definição de "ironia", presumiste que podia não saber o que era?! :)


Esses 600 têm claramente, mas os outros tb têm razão na demora. Não se percebe como o Governo pede 4 propostas de saneamento! Devia ter logo dito quais as condições e ficava logo o assunto arrumado...

Quanto ao BPN, sim, concordo. Ainda vai correr muita tinta sobre isso, mas para mim é um assunto completamente diferente...

Abraço

Ps: visto que respondeste a um parágrafo que acabou com "isto é irónico", achei que houvesse confusão...
ps2: Lacrau, já estivemos mais longe! ;)
 
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por Lacrau » 22/7/2009 11:28

Do artigo saído hoje no Jornal de Negócios ( http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=378876 ), alguns dos antigos administradores do BCP / BPP / BPN podem aproveitar algumas "dicas" desta dona branca....
como sacudir a água do capote e ainda transmitir a imagem de vitima!

...ou isto é tudo um enorme complô para tramar a senhora ??????




Aurora Silva, já conhecida pela “Dona Branca” de Almada, diz que foi assaltada e afirma que não é uma banqueira e que não paga juros a ninguém, apesar de admitir que “ninguém trabalha de graça”.

Em declarações ao “Correio da Manhã”, Aurora Silva diz ser uma mulher como tantas outras, trabalhadora, sem vícios.

"Não sou uma banqueira, nunca prometo juros. Não engano pessoas. Só tento arranjar créditos aos meus clientes, faço de intermediária com o banco ou outros particulares", afirmou ao mesmo jornal, apesar de adiantar que “ninguém trabalha de graça”.

Ao “Jornal de Notícias”, Aurora Silva adianta que uma pasta com todos os processos relativos a depósitos e empréstimos, correspondentes a milhares de euros, desapareceu do seu escritório.

Pelo que, sem a documentação, é difícil perceber porque se queixam de si. Aurora Silva afirma que é uma mediadora financeira e atribuiu a responsabilidade pelas queixas à rede de consultores, colaboradores e angariadores que consigo trabalharam. "Tinha consultores que me procuravam para arranjar soluções para essas pessoas. Se fizeram depósitos, então esses estão na posse desses angariadores", salientou ao JN.

Quanto ao roubo, afirma que já apresentou “queixa na polícia porque não foi só a pasta que levaram do escritório. Roubaram também o portátil, uma impressora e toda a documentação. Além de 15 mil euros em ouro do meu marido, que era uma pessoa que gostava muito de ouro"

Aurora Silva está a ser investigada pela PSP por um esquema que pode ter movimentado mais de 10 milhões de euros e funcionado a partir de uma loja no Centro Comercial Sommer, em Almada.
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Re: BA(?) - Banco de Almada (?)

por artista_ » 22/7/2009 11:47

Lacrau Escreveu:Eu posso cair em muitos contos do vigário, ninguém pode garantir que não cai, mas este conto era apenas para quem "queria mesmo ser enganado"...

...mas não me admirava se algum deles fosse exigir ser ressarcido pelo estado / contribuintes ....


Ontem vi uma reportagem, acho que na TVI, e parece que nem é bem assim, mas suponhamos que é, não vais querer comparar essa situação com a do BPP pois não?! :)

abraços

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Re: BA(?) - Banco de Almada (?)

por Lacrau » 22/7/2009 12:15

Ontem vi uma reportagem, acho que na TVI, e parece que nem é bem assim, mas suponhamos que é, não vais querer comparar essa situação com a do BPP pois não?! :)

abraços

artista



Só comparei porque são ambos situações de "clientes enganados", salvaguardando as respectivas diferenças.

No caso do BPP, não seria de esperar que houvesse "trafulhice" visível, mas um banco pequeno é sempre mais arriscado que um grande, na minha opinião.
Por isso sempre tive alguma relutância com os bancos mais pequenos.
Associo aos bancos pequenos um risco maior.

No caso da Dona Aurora parece ser um caso típico de Dona Branca, ou esquema de piramide, talvez mais disfarçado como aquelas empresas legais tipo Amway e afins....
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por Serrano » 22/7/2009 13:04

O Lacrau, apesar das muitas incoerências que tem demonstrado, numa coisa está mais que certo: bancos pequenos em Portugal, nem pensar é bom...
Mas, eu vou mais longe, bancos portugueses livre-nos Deus, porque ficamos dependentes do governo português, do BdP e da justiça portuguesa.

PS - Há pouco mais de uma semana li no “Cinco Dias” que um pequeno banco californiano estava em dificuldades. No final do dia foi noticiada a venda desse banco a um outro (os dois bancos não têm nomes sonantes, pelo menos para mim), o fundo de garantia assumiu um buraco equivalente a 40% do activo total do banco vendido e os clientes foram passaram incólumes.
Cumprimentos.
 
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por Lacrau » 22/7/2009 13:26

Serrano Escreveu:O Lacrau, apesar das muitas incoerências que tem demonstrado, numa coisa está mais que certo: bancos pequenos em Portugal, nem pensar é bom...



Já agora diga lá quais são as incoerências que encontrou.
obrigado.
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Re: BA(?) - Banco de Almada (?)

por artista_ » 22/7/2009 13:29

Lacrau Escreveu:No caso do BPP, não seria de esperar que houvesse "trafulhice" visível, mas um banco pequeno é sempre mais arriscado que um grande, na minha opinião.
Por isso sempre tive alguma relutância com os bancos mais pequenos.
Associo aos bancos pequenos um risco maior.


A questão de fundo está aqui, na minha opinião, não pode ser nem mais nem menos arriscado, pelo menos em depósitos ou aplicações a prazo de retorno garantido... se queremos um sistema financeiro credível o risco tem de ser igual para todos, e regulação tem de funcionar e se não funciona temos de pagar o preço e aprender com os erros! Parece-me que o "custos" de um sistema financeiro não credível são bem maiores do que aqueles que teriam que se pagar aos tais 600 que têm realmente razão!!

Por exemplo, depois do que se está a passar dificilmente poderão aparecer bancos pequenos, projectos financeiros que podiam ser interessantes que ajudariam a evoluir o país e criariam emprego e riqueza. Obviamente que tudo o que for pequeno apartir daqui dificilmente terá clientes... esse "custo", associado á desconfiança que se criará em todos so sectores da economia, parece-me tremendamente maior do que o custo de assumir a responsabilidades no caso dos clientes do BPP que a tenham, e já agora, já se devia ter esclarecido quais é que têm razão e quais é que não têm, e porquê'!... No fundo até me parece algo simples mas que em Portugal se arrasta como muitas outras coisas que minam a credibilidade do país! E o maior problema é que esta é fundamental para o nosso desenvolvimento económico!

abraços

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por Elias » 23/7/2009 17:25

quinta-feira, 23 de Julho de 2009 | 17:11 Imprimir Enviar por Email

BPP: João Rendeiro constituído arguido

João Rendeiro, ex-presidente do Conselho de Administração do Banco Privado Português (BPP), já foi constituído arguido no inquérito ao Caso BPP, tendo sido ouvido pelo Ministério Público (MP), revelou à Agência Lusa fonte ligada ao processo.
A mesma fonte disse que "é verdade" que João Rendeiro "foi ouvido" e que foi constituído "arguido", tendo ficando com Termo de Identidade e Residência (TIR).

A fonte não quis precisar a data exacta em que João Rendeiro foi ouvido pelo MP e constituído arguido.

A investigação ao Caso BPP está a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

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por pata-hari » 31/7/2009 8:07

Auditoria criticou actuação de João Rendeiro na Tottafundos e Tottagest
30.07.2009 - 15h49
Por Rosa Soares
A auditoria à Tottafundos e Tottagest foi executada pela Direcção de Inspecção e de Auditoria do Banco Totta & Açores a pedido de Alípio Dias, então presidente da instituição, e incidiu sobre dois exercícios, 1994 e 1995, período em que João Rendeiro exerceu cargos de gestão nas duas companhias.

Nas conclusões, os auditores consideram que João Rendeiro teve, "em termos éticos, uma actuação condenável", ao ocupar, em simultâneo, o cargo de administrador da Tottafundos e o de director de um fundo externo (o Portuguese Smaller Companies Fund -PSCF) que realizou inúmeras operações de compra e venda de carteiras de participações às sociedades gestoras de fundos do grupo Totta. E acrescentam que Rendeiro deveria ter comunicado ao Banco de Portugal a sua pretensão de assumir a direcção daquele fundo, ao abrigo da lei.
Segundo os auditores, aquelas operações, identificadas e analisadas, representaram perdas para a Tottafundos e a Tottagest de mais de 700 mil contos (o equivalente a 3,5 milhões de euros).
Durante o trabalho de investigação, a equipa de auditoria do Totta tentou esclarecer a quem pertencia o fundo PSCF e descobriu que ele era gerido pela Geste Advisers Limited, com sede nas ilhas Virgens Britânicas, mas não conseguiu determinar quem eram os accionistas nem os seus órgãos sociais. Os prejuízos, sustenta a auditoria, resultaram da venda de títulos do Fundo Capital Portugal (FCP) da Tottafundos ao fundo externo de que Rendeiro era director e a outras instituições e posterior compra às mesmas entidades mas por preços superiores. Em consequência destas operações, "entre Março e Dezembro de 1994, enquanto a rentabilidade do fundo PSCF (dirigido por Rendeiro) foi positivo em 8,4 por cento, o do FCP foi de -3,2 por cento". Para os auditores, este facto demonstra que "o fundo Capital Portugal foi utilizado para subsidiar a performance do PSCF e, de forma mais atenuada, a de outros fundos da Tottafundos e de clientes da Tottagest". Contactado pelo PÚBLICO, João Rendeiro apenas declarou: "A auditoria foi produzida pelo dr. Alípio Dias num clima de guerrilha entre mim e ele." E acresceu que nunca foi contactado no âmbito da auditoria pelo grupo Totta e pelo Banco de Portugal.


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por pata-hari » 31/7/2009 8:13

António de Sousa foi aconselhado por Alípio Dias a não dar licença ao BPP de Rendeiro
30.07.2009 - 15h31
Por Rosa Soares, Cristina Ferreira
O antigo presidente do Banco Totta & Açores aconselhou o Banco de Portugal, quando António de Sousa era governador, a não autorizar a abertura da instituição com base numa auditoria realizada à Tottafundos onde Rendeiro teve cargos de gestão

Alípio Dias, presidente do extinto Banco Totta e Açores (BTA) em 1996, sugeriu ao Banco de Portugal (BdP), então liderado por António de Sousa, não autorizar João Rendeiro a abrir o Banco Privado Português (BPP). Na base da sugestão esteve uma auditoria realizada às sociedades gestoras Tottagest e à Tottafundos (agora designada MC Fundos), do universo do BTA, que detectou várias operações que originaram um prejuízo de 3,5 milhões de euros e onde, à data dos factos, João Rendeiro ocupava cargos de administração.
Em 1996, ano em que João Rendeiro pediu autorização para constituir o BPP, o então presidente do BTA (que três anos depois seria adquirido pelo Santander) terá desaconselhado a instituição a conceder uma licença bancária a João Rendeiro por considerar que a mesma não era oportuna.
Contactado pelo PÚBLICO João Rendeiro declarou: "A auditoria foi produzida pelo dr. Alípio Dias num clima de guerrilha entre mim e ele." E acrescentou que nunca foi contactado no quadro da auditoria pelo grupo Totta ou pelo BdP. Já Alípio Dias preferiu "não comentar" e o BdP esclareceu "que da consulta feita em 1996 às entidades relevantes concluiu que não existiam razões para não conceder uma licença bancária" a João Rendeiro.
As averiguações à Tottafundos e à Tottagest (ver caixa) iniciaram-se em 1995 e ficaram concluídas no ano seguinte (ano em que Joao Rendeiro recebeu autorização para constituir o BPP), tendo detectado, entre outras coisas, práticas de gestão consideradas "merecedoras de atenção".
No âmbito deste mesmo dossier foi apresentada uma queixa anónima à Procuradoria-Geral da República, ao DIAP e ao BdP. Apenas a PGR deu andamento à denúncia (ler texto ao lado), que acabou por ser arquivada.
Em 1996, a autoridade de supervisão era liderada por António de Sousa, ex-administrador do Banco Totta no início da década de 90, expresidente executivo da CGD e actualmente consultor do JP Morgan que não esteve contactável.
Rendeiro e António de Sousa estiveram juntos recentemente na luta pelo controlo do poder no Banco Comercial Português (BCP). Do outro lado da barricada estava Alípio Dias, um dos ex-administradores cujos actos de gestão estão sob averiguações das autoridades de supervisão. Os três passaram pelo universo Totta na mesma época.
A abertura do BPP acabaria por ser concedida em 1996 e passado 12 anos o banco entrou em situação de insolvência o que levou ao afastamento do seu fundador e maior accionista (com 12 por cento do capital).
Depois de uma avaliação sumária ao BPP e com o argumento de que a medida visa evitar no imediato a sua falência e assegurar o pagamento dos depósitos e das dívidas à banca internacional, o BdP interveio na instituição, indicando uma administração encabeçada por Adão da Fonseca.
O executivo, recrutado no BCP, tem que gerir um dossier complexo, pois terá de avaliar num curtíssimo espaço de tempo se o BPP tem condições para ser "salvo" ou se deve mandar revogar a autorização para exercer actividade e ordenar a sua liquidação. A gestão provisória terá ainda de apreciar com maior profundidade a qualidade dos activos na posse do BPP. Isto porque o Estado vai apoiar o banco através da concessão de uma garantia pública a um financiamento de 450 milhões de euros dado por um consórcio bancário privado para liquidar o passivo do banco.
Em cima da mesa está igualmente a avaliação da actividade desenvolvida por João Rendeiro. O BPP funcionava como uma gestora de fortunas (com cerca de três mil clientes), muito dependente dos mercados financeiros.
A crise financeira acabou por revelar as fragilidades deste modelo de negócio que deu aos accionistas e clientes dividendos durante anos.
Uma das tarefas de Adão da Fonseca é distinguir o que são depósitos do que são investimentos, e o que são investimentos de clientes e de accionistas, em que o risco é assumido por estes, daqueles em que o risco era assumido pelo BPP.

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por pata-hari » 31/7/2009 8:15

António de Sousa sobre a falência do banco
Plano para apoiar clientes do BPP está pronto dentro de dias
30.07.2009 - 08h32
Por Lusa
O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), António de Sousa, revelou ontem, numa entrevista à SIC Notícias, que os traços gerais do plano para os clientes do BPP serão formalizados nos próximos dias, mas a definição da solução final só será possível dentro de semanas.

António de Sousa, promovido a porta-voz dos bancos para os encontros com o Governo sobre o caso BPP admitiu que "o desenho global" estará pronto dentro de dias, mas que a solução final vai ainda prolongar-se "por semanas, devido aos detalhes por apurar".

"Vou lá [à reunião solicitada ao ministro das Finanças] ouvir a solução" para os clientes que subscreveram fundos de retorno absoluto do BPP, adiantou. Na sua opinião, "o fundo [especial de investimento] é uma boa ideia" e é a "base de partida" para a resolução do caso. "Instituições como o BPP nunca deviam ter depósitos, já que "o modelo não era de um banco comercial", afirmou.

Quanto à garantia de 672 milhões de euros que o Estado assegurou pelo crédito ao BPP, "talvez valha mais, talvez menos", comentou, convicto que os 450 milhões estão salvaguardados. "Há probabilidade do Estado receber os 450 milhões de euros", afirmou.

Mesmo assim, a falência do BPP implicará "certamente" anos de queixas nos tribunais por parte dos credores, num processo que "vai demorar anos" a ser resolvido, sublinhou o presidente da APB.

Relativamente ao plano apresentado pela Orey Financial, mas chumbado pelo Governo, António de Sousa disse que "como outros planos envolvia pouco dinheiro dos accionistas e muito do Estado. Os accionistas têm que meter dinheiro".
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por pata-hari » 12/8/2009 7:42

Prazo acabava no final deste mês
Banco de Portugal prolonga congelamento de contas do BPP até Dezembro
11.08.2009 - 18h22
Por Luís Villalobos
O Banco de Portugal, após reunião do Conselho de Administração, anunciou que vai renovar o congelamento das contas dos clientes do Banco Privado Português (BPP) até ao próximo dia 1 de Dezembro.

De acordo com o comunicado da instituição liderada por Vítor Constâncio, o Banco de Portugal vai "renovar até ao dia 1 de Dezembro de 2009 a dispensa de cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas pelo Banco Privado Português (BPP), devendo a dispensa ser utilizada na medida necessária à reestruturação e saneamento do BPP, sem prejuízo das despesas indispensáveis à gestão corrente.”


BPP
Clientes já esperavam o prolongar do congelamento das contas
11.08.2009 - 19h53
Por Lusa
Os clientes do Banco Privado Português (BPP) já esperavam o prolongar da medida que os impede de retirar as suas aplicações financeiras do banco, aguardando para as próximas semanas a constituição do fundo para os produtos de retorno absoluto.

"Era esperada e não é uma surpresa, uma vez que ainda não está constituído o fundo e dificilmente até 01 de Setembro [prazo anterior do congelamento] estaria contituído", disse à agência Lusa Jaime Antunes, representante do clientes reunidos na Privado Clientes.

"Seria irresponsável deixar o banco ir para a falência sem operacionalizar o fundo, ou seja, sem salvaguardar o património que os clientes têm no banco", frisou.

Jaime Antunes sublinha que é o Banco de Portugal e o Estado que gerem o banco "há nove meses, tendo afastado os accionistas dessa função" e, por isso, "é sua a responsabilidade de salvaguardar o património dos clientes".

O Banco de Portugal anunciou hoje que decidiu prolongar até 01 de Dezembro a medida que impede os clientes do Banco Privado Português (BPP) de retirarem as suas aplicações financeiras, anunciou hoje o supervisor do sector financeiro.

O supervisor diz que decidiu "renovar até ao dia 1 de Dezembro de 2009 a dispensa de cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas pelo BPP, devendo a dispensa ser utilizada na medida necessária à reestruturação e saneamento do BPP, sem prejuízo das despesas indispensáveis à gestão corrente."

A agência Lusa tinha já antecipado segunda-feira que entidade liderada por Vítor Constâncio poderia impôr um novo prolongamento da medida que impede os clientes do BPP de retirarem do banco as suas aplicações financeiras caso não tivesse uma solução até dia 01 de Setembro.

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por Serrano » 4/9/2009 18:52

"É repugnante pensar que tenha sido decidido pagar a uns e não pagar a outros"

O presidente do BPP, Adão da Fonseca, defendeu numa mensagem electrónica a um cliente que a utilização do empréstimo de 450 milhões de euros para pagar a alguns credores só se justifica num cenário de viabilização do banco.


O presidente do BPP, Adão da Fonseca, defendeu numa mensagem electrónica a um cliente que a utilização do empréstimo de 450 milhões de euros para pagar a alguns credores só se justifica num cenário de viabilização do banco.

É totalmente repugnante pensar que tenha sido decidido pagar a uns e não pagar a outros. Isso seria inadmissível. Ainda mais quando uma parte dos que receberam 100% eram credores que não têm direito a receber nada num cenário de falência, como é o caso das Caixas de Crédito Mútuo e as Caixas Agrícolas e os Municípios que eram depositantes no BPP", considerou Fernando Adão da Fonseca, no 'e-mail' a que a agência Lusa teve acesso.

"Uma coisa era [o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças] terem decidido 'congelar' o banco, enquanto se avaliava a situação, tendo em vista tomar uma decisão. Mas não foi isso que fizeram", escreveu Adão da Fonseca.

"O que fizeram foi usar os activos do banco como contragarantia de um financiamento de 450 milhões de euros de forma a que alguns dos clientes fossem pagos a 100%", acrescentou.

"Isso só é aceitável se a ideia era que todos também viessem a receber, embora mais tarde, após se arranjar uma solução", frisou o presidente do BPP, acrescentando que "quer queiram, quer não, esta decisão do Banco de Portugal e do Ministério das Finanças tomada em Dezembro de 2008 teve implícita a decisão de pagar a todos".

O presidente do BPP garantiu ao mesmo cliente que não pactuará com cenários em que "os clientes não venham a ver os seus direitos completamente satisfeitos", tendo sido nesse pressuposto que a administração se manteve nos cargos aos quais tinha renunciado.

Luís Miguel Henrique, representante da Associação Clientes do BPP, disse hoje à Lusa que o conteúdo da mensagem electrónica é "a prova que faltava para todas as matérias cíveis".

"Sendo verdade que houve benefício a alguns credores, é a prova que faltava aos clientes para acabarem com o penhor e com o crédito privilegiado", afirmou Luís Miguel Henrique, que considerou que "[o presidente do BPP] tem que desmentir ou assumir publicamente estas declarações".

"Além da razão moral, há razão legal e prova dessa razão", sublinhou, dizendo ser "incompreensível que só em Setembro, 11 meses depois, se chegue a essa conclusão".

"É uma forma de pressão", afirmou Luís Miguel Henrique sobre o conteúdo do 'email', considerando que "os clientes foram altamente prejudicados com isto. É irregular, imoral e ilegal".

O advogado considerou ainda que Adão da Fonseca lhe deve um pedido de desculpas. "Fui acusado de ser precipitado, destabilizador e mercenário", disse Luís Miguel Henrique.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do BPP remeteu explicações para o comunicado emitido a 28 de Agosto, no qual a administração anunciou permanecer em funções devido ao pressuposto de que as autoridades vão recuperar e sanear o BPP e que não podem haver credores privilegiados.

Fonte: Jornal Negócios, 09.09.04
 
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por Serrano » 4/9/2009 23:50

José Socrates, Teixeira dos Santos e Victor Constâncio pratrocinaram o roubos dos clientes do BPP? Será possível? E ainda foram receptadores de parte do roubo, obrigaçoes da carteira de clientes dada como garantia ao estado pelo financiamento de 450M€? Adão da Fonseca foi homem de mão que executou o assalto? Será por isto que Socrates afirmou que o que se passou no BPP era arrepiante?
 
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por Elias » 16/12/2009 16:54

Bancos contra solução proposta pelo Governo para o BPP

16.12.2009

Jornal de Negócios Online
negocios@negocios.pt


Os bancos nacionais estão contra a solução que o Governo apresentou na passada sexta-feira para ressarcir os clientes do Banco Privado Português (BPP), com a Associação Portuguesa de Bancos (APB) a considerar que o modelo proposto “não é um instrumento adequado”.

O “Diário Económico” noticia hoje que os bancos contestam a solução do Governo, que, recorde-se, pretende utilizar o Sistema de Indemnização aos Investidores (SII) para apoiar os clientes lesados do BPP.

Os bancos já no passado se tinham manifestado contra a hipótese de resolver, pelo menos parcialmente, os problemas dos clientes do BPP com o SII, dado tratar-se de um sistema cujos recursos são fornecidos pelas várias entidades bancárias.

Citado pelo “Diário Económico”, o presidente da APB, António de Sousa comentou que esta questão está “neste momento em estudo”. Já quanto ao recurso ao Fundo de Garantia de Depósitos (FGD, que tem um património próprio para cobrir estas eventualidades), António de Sousa referiu que “não houve por parte da banca nenhuma posição discordante no passado”.

A solução encontrada pelo Ministério das Finanças para apoiar os clientes do BPP passa pela criação de um fundo especial de investimento que irá gerir o património dos clientes do BPP.

dos produtos de retorno absoluto, no valor inicial de 1.200 milhões de euros. Quando o fundo estiver criado, os clientes poderão então aceder ao SII e ao FGD.
 
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por Elias » 2/2/2010 12:46

Clientes do BPP vão reaver parte do dinheiro a partir de Março
01.02.2010
publico.pt

Os clientes do BPP vão poder reaver parte do seu dinheiro a partir de Março, reiterou hoje o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no Parlamento.

O ministro, que falava na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia, entre as 10h e as 13h, no âmbito da discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Governo para 2010, adiantou que serão seguidas as orientações da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que regula o mercado de capitais português.

Ontem, perante uma manifestação de clientes do BPP no porto, o primeiro-ministro já tinha dito que os clientes do BPP têm os seus depósitos assegurados na proposta do Orçamento de Estado e que a partir de Março poderão receber parte das quantias aplicadas.

Por outro lado, para os clientes de retorno absoluto, foi decidida a criação de um fundo para que possam recuperar até 250 mil euros.
 
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por Elias » 3/2/2010 20:21

Teixeira dos Santos: "Não damos nem mais um tostão ao BPP"
Terça-feira, 2 de Fev de 2010
expresso.pt

Os ânimos exaltaram-se entre os clientes do BPP que se manifestaram hoje numa conferência na Universidade Nova de Lisboa.

A Conferência "O estado da economia portuguesa", que decorre na Universidade Nova de Lisboa, transformou-se numa discussão sobre o BPP.

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que participava no debate, foi questionado pelos clientes do BPP sobre a actuação do Governo no caso do Banco.

Após várias interrupções, o ministro respondeu que o "Estado não tem nada a ver com a viabilidade do BPP e que não dará mais nem um tostão".

Teixeira dos Santos sublinhou que "as pessoas entregaram dinheiro ao BPP e não ao Estado, pelo que a responsabilidade é do Banco Privado". Questionado sobre a existência de "indícios ilícitos", o governante respondeu que só cabe à justiça resolver a situação.

"O Governo garante que todos os clientes com depósitos até €250 mil vão receber o seu dinheiro no prazo de quatro anos", afirmou o ministro, frisando que "três quartos dos clientes vão receber a totalidade do dinheiro".

"Não admito um apartheid em Portugal"
Foi aos gritos que Artur Barreto, cliente do BPP, protestou contra a situação dos depósitos.

"O que se passa não é democrático. Não admito o regime de apartheid em Portugal", clamou Artur Barreto, sublinhando que se foi burlado foi por incompetência das autoridades de supervisão.

A manifestação surge no dia em que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aprovou o fundo especial de investimento para os clientes de retorno absoluto do BPP.
 
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por axman » 4/2/2010 1:57

Chego a pensar por vezes que o BPP é um banco estatal.. quase me convenço disso.
Estes clientes do BPP são poucos mas ardilosos. Já convenceram muita gente que são uns pobretanas que foram enganados. Que não sabiam. Que foram enganados.

Sabemos perfeitamente a quem pertence este banco.. porque não vão bater às portas dos banqueiros? Porque não perguntam ao Sr. Saviotti porque razão levantou 150.000.000€ no seu próprio banco antes da merd#$ bater na ventoinha? Desviem a vossa ira para os responsáveis. O estado não é a santa casa.

Já foram ao Fundo de Garantia de Depósitos para indemnizar produtos que não são Depósitos. Isso já é suficientemente grave.
 
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