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Caldeirão da Bolsa

F. Ramada - Tópico Geral

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

por MonteSinai » 30/8/2011 8:57

Apesar do crescimeno das receitas e lucros, trimestre após trimestre, deve ser provavelmente a cotada com menor PER na bolsa portuguesa.

Bons negócios
 
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Autoeuropa - novo aumento de produção

por MonteSinai » 5/9/2011 0:15

A fábrica de Palmela coloca agora a fasquia da produção nas 134 mil unidades. Estão reunidas condições para a Autoeuropa fabricar 625 carros por dia.

O reforço de encomendas que tem chegado à Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, já levou a empresa a rever em alta, pela quarta vez este ano, as previsões de produção até ao final de 2011. Depois de no início do ano, o director-geral da Autoeuropa, António Melo Pires, ter avançado com uma estimativa de atingir os 121 mil carros produzidos, as novas previsões apontam para que sejam fabricadas 134 mil unidades.

Esta estimativa é assumida pelo coordenador da comissão de trabalhadores da Autoeuropa, António Chora, que ao Diário Económico garante que "há previsões, e não passam disso, em que o objectivo é ultrapassar as 134 mil unidades, se possível produzindo de segunda a sexta".

A fabricante dos monovolumes Sharan e Seat Alhambra, do VW Eos e Scirocco está no bom caminho para garantir este aumento da produção, já que até Julho das linhas de montagem saíram 82.387 unidades contra as 54.903 registadas em período homólogo de 2010, de acordo com números da Associação Automóvel de Portugal (ACAP). A fábrica de Palmela continua, aliás, a dinamizar a produção automóvel no País, assim como a ter um forte contributo para as exportações. A partir de Palmela foram exportados, entre Janeiro e Julho, 81.389 veículos. A Alemanha mantém-se como o principal cliente da Autoeuropa.

O início das vendas do novo Sharan no mercado chinês e o reforço de encomendas da Alemanha ajudam a justificar este desempenho positivo da Autoeuropa ao longo do corrente ano.

Dírcia Lopes
05/09/11 00:05

in jornal económico
 
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Indústria pronta para reforçar incorporação nacional para 70

por MonteSinai » 5/9/2011 7:40

Sector não depende de Portugal para escoar a produção.

Há cerca de duas semanas, no âmbito da visita do ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, à Autoeuropa, o director-geral da empresa deixou um desafio indirecto à indústria nacional de componentes ao afirmar que em três ou quatro anos quer aumentar a utilização de matéria-prima portuguesa para 70%. O presidente da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) garante que o sector nacional dos componentes está preparado para o fazer.

De acordo com o director-geral da fabricante automóvel, a taxa de incorporação nacional, em 2010, situava-se em 58% contra os 57% registados em 2009, sendo esse o valor mais elevado atingido na fábrica desde 1995.

Perante este repto, o presidente da AFIA, Hélder Gonçalves, assegura ao Diário Económico que "é com satisfação que a indústria de componentes automóvel constata a intenção de aumento da incorporação nacional nos veículos produzidos pela Autoeuropa".


Dírcia Lopes
05/09/11 00:05 in Jornal Económico
 
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Indústria automóvel

por MonteSinai » 8/9/2011 7:51

Indústria automóvel portuguesa cresce à boleia da "locomotiva" alemã


Alemanha é o principal destino dos componentes automóveis fabricados em Portugal. Exportações crescem 17%.


A Alemanha apresenta-se como o grande impulsionador da indústria automóvel portuguesa durante este ano de 2011. O sector automóvel tem apresentado um desempenho positivo, muito apoiado nas exportações para o continente europeu, com o país do centro da Europa a surgir como destino primordial da produção portuguesa.


08 Setembro 2011 | 00:01
Francisco Cardoso Pinto in Jornal de Negócios
 
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por HCC » 8/3/2012 12:03

Já não olhava para esta cotada há muito tempo.
Com a aproximação da apresentação de resultados resolvi dar uma vista de olhos e continua com um bom desempenho operacional.
Alguns dos acionistas de referência, (Domingos Vieira Matos, José Matos Borges, P. Matos Borges e Paulo Fernandes) aproveitaram para reforçar a sua participação para 40%.
Espero lucros anuais superiores a 7 ME o que representa um PER inferior a 3 e além disso indicia a
distribuição de um dividendo superior ao do ano anterior que já tinha tido uma dividend yeld superior
a 10% podendo portanto este ano ser ainda maior.
Entretanto, penso que a cotação continua e continuará limitada aos valores a que os acionistas de referência pretendem continuar a reforçar.
 
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por HCC » 9/3/2012 10:45

Lucros da F.Ramada sobem 25% com receitas a superarem 100 milhões de euros
08 Março 2012 | 19:14
Diogo Cavaleiro - diogocavaleiro@negocios.pt
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Grupo registou um aumento de receitas totais, EBITDA e lucro em 2011. Queda no imobiliário foi compensada por crescimento no segmento industrial.
Os lucros da F.Ramada Investimentos aumentaram mais de 25% em 2011, impulsionados pelo negócio do segmento industrial.

O resultado líquido positivo da empresa sob o comando de Paulo Fernandes (detentor da Cofina, que é proprietária do Negócios) fixou-se em 6,41 milhões de euros no ano passado, o que representa um ganho de 25,3% face aos 5,11 milhões alcançados em 2010.

A subir estiveram também os proveitos do grupo, que superaram os 100 milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado pela F.Ramada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Face a 2010, as receitas totais ascenderam 15,9% para 109,07 mil milhões de euros.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa resultante da Altri cresceu 22,7% para 14,99 milhões de euros, com a margem de EBITDA a expandir-se para 13,7%.

A contribuir para a subida dos lucros esteve o crescimento do segmento industrial, com uma subida de 40% do seu resultado líquido. As vendas da actividade dos aços registaram um “crescimento significativo”, impulsionadas pelo "excelente desempenho do sector dos moldes e ferramentas, sector que exporta mais de 90% da sua produção", salienta o comunicado da empresa.

O segmento imobiliário, cujos proveitos se devem sobretudo às rendas obtidas com o arrendamento de longo prazo, penalizou os números da F.Ramada, já que o resultado líquido caiu aqui 24,4%.

Em 2011, os investimentos do grupo subiram para 4,2 milhões de euros, enquanto que o endividamento nominal remunerado líquido estava, no final do ano, em 79,2 milhões de euros.

Na bolsa, os títulos da F.Ramada Investimentos desceram 4,96% para 0,632 euros
 
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por HCC » 9/3/2012 11:17

Boas noticias da CEV empresa participada em 15% pela F.Ramada

EUA e Canadá apostam em fungicida português
EUA e Canadá apostam em fungicida português
Foto © InfoJardin
A FMC Agricultural Products assinou um contrato exclusivo com a empresa portuguesa Consumo Verde (CEV), Biotecnologia das Plantas, S.A., para a distribuição na América do Norte de um fungicida amigo do ambiente desenvolvido pelo Instituto Superior de Agronomia.

Este contrato foi anunciado pela FMC na terça-feira da semana passada e o produto deverá ser comercializado nos EUA e no Canadá sob a designação de Problad Plus.

A criação deste fungicida resultou do trabalho de investigação desenvolvido pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), da Universidade de Lisboa, ao longo dos 10 últimos anos, envolvendo três investigadores e docentes do ISA. A empresa CEV procedeu ao desenvolvimento do produto, com vista à sua produção e comercialização à escala industrial.

O Problad Plus é o único fungicida patenteado à base do ingrediente ativo “Blad”, proteína que possui uma atividade antifúngica muito potente, mas apenas relativamente aos fungos para as plantas.

Este fungicida não é tóxico, não tem efeitos secundários para as pessoas nem para o meio ambiente e ajuda a controlar, de forma sustentável, os fungos em árvores de frutos e vegetais.

“Problad Plus é uma nova e única tecnologia que tem demonstrado uma performance melhor ou igual do que os fungicidas tradicionais que são atualmente utilizados”, afirmou Neil DeStefano, Diretor de Negócios e de Desenvolvimento de Produtos da FMC.

A FMC já realizou testes do Problad Plus na Califórnia e na Florida, em 2011, e continuará este ano na América do Norte. A FMC pretende ainda expandir os testes a outras áreas num futuro próximo.

A FMC Corporation é uma das mais prestigiadas empresas químicas norte-americanas que se dedica a vários setores, entre eles, o agrícola e industrial. Com este contrato agora assinado, vem comprovar o interesse estratégico a nível mundial deste fungicida português.

Clique AQUI para aceder ao Press Release da FMC e AQUI para aceder a informações acerca do trabalho de investigação da ISA.

[Notícia sugerida por Tita Justino Almeida]
 
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por HCC » 10/10/2012 10:58

Entretanto, mais seis meses se passaram e continuam os reforços por parte dos orgãos sociais.

Reforçaram o Paulo Fernandes, Pedro Matos Borges, João Matos Borges e Domingos Vieira Matos.

Ultimamente foram despejados cerca de 4% do capital tendo inclusive a f.ramada adquirido 2% de ações próprias,
o que me faz pensar que algum acionista com posição qualificada terá decidido sair (talvez o Credit Suisse),
se fôr o caso, já só restam como acionistas com posição qualificada os ligados á administração
e deverá haver um abrandamento nas vendas.

Em todo o caso, esta empresa está cada vez mais esquecida, nem os resultados semestrais foram noticiados,
tive que consultar o site da empresa para verificar que se mantêm em linha com o ano anterior, embora afirmem prever maiores dificuldades para este semestre o que aliás não é novidade.
 
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por matos_1 » 10/10/2012 23:16

Realmente tem havido transacções relevantes desta cotada em bolsa.

Em termos de fundamentais, a empresa apresenta indicadores operacionais satisfatórios, mas o Net debt continua a preocupar, apesar da diminuição de 4,8M€ no 1º Sem. O RL do ano não deve andar muito longe dos 6M€. Se for o caso, e caso o cash flow operacional aguentar, é expectável que a empresa aumento os dividendos para 9 cêntimos. Um DY de 14!.
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por rollingsnowball » 11/10/2012 17:05

fernmato Escreveu:Realmente tem havido transacções relevantes desta cotada em bolsa.

Em termos de fundamentais, a empresa apresenta indicadores operacionais satisfatórios, mas o Net debt continua a preocupar, apesar da diminuição de 4,8M€ no 1º Sem. O RL do ano não deve andar muito longe dos 6M€. Se for o caso, e caso o cash flow operacional aguentar, é expectável que a empresa aumento os dividendos para 9 cêntimos. Um DY de 14!.

Não me parece por 2 motivos.
1- Falaram em abrandamento no 2 semestre. Para atingir 6M€ teria que estar em linha com o 1ºS. Acredito em 5.5 ou por aí
2- Com resultados inferiores aos do ano passado e depois de ter gasto €€€ em acções próprias provavelmente esses €€€ serão cortados nos dividendos (anunciaram um gasto de 333k na semana passada e esta semana parece-me que outro tanto ou mais mas isso ainda não anunciaram)
3- os juros vão deixar de dar desconto em IRC ao nivel que davam (o que é ridiculo, estou pra ver as empresas que vão à falencia por causa disso) e isso sim torna a dívida uma coisa preocupante e pode fazer tombar os resultados de 2013 em diante
 
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por matos_1 » 11/10/2012 22:15

sky_above_you Escreveu:
fernmato Escreveu:Realmente tem havido transacções relevantes desta cotada em bolsa.

Em termos de fundamentais, a empresa apresenta indicadores operacionais satisfatórios, mas o Net debt continua a preocupar, apesar da diminuição de 4,8M€ no 1º Sem. O RL do ano não deve andar muito longe dos 6M€. Se for o caso, e caso o cash flow operacional aguentar, é expectável que a empresa aumento os dividendos para 9 cêntimos. Um DY de 14!.

Não me parece por 2 motivos.
1- Falaram em abrandamento no 2 semestre. Para atingir 6M€ teria que estar em linha com o 1ºS. Acredito em 5.5 ou por aí
2- Com resultados inferiores aos do ano passado e depois de ter gasto €€€ em acções próprias provavelmente esses €€€ serão cortados nos dividendos (anunciaram um gasto de 333k na semana passada e esta semana parece-me que outro tanto ou mais mas isso ainda não anunciaram)
3- os juros vão deixar de dar desconto em IRC ao nivel que davam (o que é ridiculo, estou pra ver as empresas que vão à falencia por causa disso) e isso sim torna a dívida uma coisa preocupante e pode fazer tombar os resultados de 2013 em diante


sky_above_you, estou de acordo. As transacções recentes ou são novas aquisições de acções próprias o novos reforços da gestão. No entanto parece haver um floor nos 0,64. Quem será que está a vender?
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por rollingsnowball » 11/10/2012 23:28

fernmato Escreveu:
sky_above_you Escreveu:
fernmato Escreveu:Realmente tem havido transacções relevantes desta cotada em bolsa.

Em termos de fundamentais, a empresa apresenta indicadores operacionais satisfatórios, mas o Net debt continua a preocupar, apesar da diminuição de 4,8M€ no 1º Sem. O RL do ano não deve andar muito longe dos 6M€. Se for o caso, e caso o cash flow operacional aguentar, é expectável que a empresa aumento os dividendos para 9 cêntimos. Um DY de 14!.

Não me parece por 2 motivos.
1- Falaram em abrandamento no 2 semestre. Para atingir 6M€ teria que estar em linha com o 1ºS. Acredito em 5.5 ou por aí
2- Com resultados inferiores aos do ano passado e depois de ter gasto €€€ em acções próprias provavelmente esses €€€ serão cortados nos dividendos (anunciaram um gasto de 333k na semana passada e esta semana parece-me que outro tanto ou mais mas isso ainda não anunciaram)
3- os juros vão deixar de dar desconto em IRC ao nivel que davam (o que é ridiculo, estou pra ver as empresas que vão à falencia por causa disso) e isso sim torna a dívida uma coisa preocupante e pode fazer tombar os resultados de 2013 em diante


sky_above_you, estou de acordo. As transacções recentes ou são novas aquisições de acções próprias o novos reforços da gestão. No entanto parece haver um floor nos 0,64. Quem será que está a vender?

Tendo em conta que voaram desde o inicio do mês mais de 1.000.000 de acções a minha primeira hipótese é que seja o Credit Suisse. Se assim for está a acabar a venda já que eles só tinham 1.186.016. Mas sendo assim o credit suisse devia ter avisado que no inicio desta semana passou abaixo dos 2%. Não sei quanto tempo se pode demorar a avisar mas se o aviso não chegar depressa (ou se as vendas continuarem) começo a perguntar-me quem estará a vender
 
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por HCC » 12/10/2012 2:01

Fico espantado por haver mais gente a acompanhar esta cotada, quando procurei aqui no forum e encontrei este
tópico sem comentários já há seis meses pensei que era o único.

Em relação ao net debt, é preciso ter em conta que, os setenta e tal milhões correspondem à quase totalidade
do financiamento obtido para a compra dos terrenos florestais à Altri.
Tendo em conta que esta operação pretendia ser uma forma de reduzir o endividamento da Altri e não conhecendo os moldes em que foi delineada esta operação financeira (exceto que os terrenos estão alugados à Altri e que esta não tem a obrigatoriedade de os readquirir no final do contrato de arrendamento) espero que estejam previstos mecanismos que permitam à F.Ramada não sair prejudicada deste negócio.

Excluindo esta situção e conforme se pode verificar pelos resultados financeiros da área industrial o endividamento é praticamente inexistente.
 
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por HCC » 12/10/2012 2:29

Em relação às últimas vendas pelas minhas contas já ultrapassaram os 1,2 milhões.

28/09 - 115.481
01/10 - 87.381
03/10 - 205.375
04/10 - 300.288
09/10 - 207.791
10/10 - 150.000
11/10 - 152.460
 
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por rollingsnowball » 12/10/2012 14:47

HCC Escreveu:Em relação às últimas vendas pelas minhas contas já ultrapassaram os 1,2 milhões.

28/09 - 115.481
01/10 - 87.381
03/10 - 205.375
04/10 - 300.288
09/10 - 207.791
10/10 - 150.000
11/10 - 152.460

Eu só inclui na minha conta as vendas efectuadas a 0.64. Sobram 32760 (uma ninharia) que podem perfeitamente ter sido efetuadas por terceiros. Se a isso acrescentarmos que houve alguns milhares de vendas acima dos 0.64 (possivelmente algum de pessoas que compraram a 0.64 para vender de seguida mais caro 1 ou 2 centimos, o que significa que há acções nesse volume que estão a contar duas vezes). Por enquanto parece-me possivel desde que apareça um comunicado em breve.

Quanto ao endividamento não é de desvalorizar. Fico à espera para saber qual o impacto que a nova lei do IRC vai ter na F Ramada mas receio que possa aumentar o risco da empresa
 
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por matos_1 » 16/10/2012 18:51

Pois, as avultadas compras só podiam ser ou aquisição de próprias o da gestão. Acho curioso o facto das compras de acções proprias depois do fecho do trimestre. Que tipo de sinal dará?

http://www.ramadainvestimentos.pt/fotos ... 12acpp.pdf

Parece que vai haver menos dinheiro para dividendos. Podemos então contar com os 0,08€. Estou curioso para ver o desempenho operacional. Divulgação de resultados a 9 de Nov.
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por rollingsnowball » 16/10/2012 22:59

fernmato Escreveu:Pois, as avultadas compras só podiam ser ou aquisição de próprias o da gestão. Acho curioso o facto das compras de acções proprias depois do fecho do trimestre. Que tipo de sinal dará?

http://www.ramadainvestimentos.pt/fotos ... 12acpp.pdf

Parece que vai haver menos dinheiro para dividendos. Podemos então contar com os 0,08€. Estou curioso para ver o desempenho operacional. Divulgação de resultados a 9 de Nov.

O facto de as compras se terem dado depois do final do trimestre ter ou não relação com os resultados é especulação. Apareceu um vendedor nesta altura e a empresa chegou-se à frente (na minha opinião apenas porque mais ninguém se chegou na vez dela... os accionistas principais estão entretidos a comprar Cofina :)). A única coisa de bom é que significa que os resultados e carteira de encomendas não são catastróficas ao ponto de não se aproveitar a oportunidade.

Não sei se se pode contar com os 0.08€. Os resultados em principio serão inferiores aos do ano passado. Para além disso os 0.08€ são cerca de 2M€. Se já se gastou 600-700k já foi um terço ao ar. Se for de 0.06€ já é um aumento do payout em relação ao ano passado.



edit: está aqui a resposta ao problema que coloco no meu ultimo paragrafo e que apaguei.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=584409
 
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por HCC » 17/10/2012 1:25

Sinceramente os dividendos já foram uma das razões que me fizeram apostar nesta empresa. No entanto,
com a taxa actual de 28%, prefiro que a empresa opte por assegurar liquidez nas compras através da compra
de acções próprias,
o que me permite ter liquidez assegurada se dela necessitar ao invés de ser obrigado a aceitar uma
distribuição de dividendos que me impõe ser taxado sem precisar de realizar cash.

Além disso, para atingir os 10% impostos pela assembleia geral da empresa esta só precisa de 1,6ME valor inferior ao gasto em dividendos, e caso estes sejam atingidos poderá fazer uma redução de capital
pela extinção destas ações e recomeçar com as compras
mantendo a liquidez destas e beneficiando o acionista gastando menos dinheiro.

Isto é apenas uma ideia minha que me parece interessante como acionista.
 
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por rollingsnowball » 17/10/2012 14:39

HCC Escreveu:Sinceramente os dividendos já foram uma das razões que me fizeram apostar nesta empresa. No entanto,
com a taxa actual de 28%, prefiro que a empresa opte por assegurar liquidez nas compras através da compra
de acções próprias,
o que me permite ter liquidez assegurada se dela necessitar ao invés de ser obrigado a aceitar uma
distribuição de dividendos que me impõe ser taxado sem precisar de realizar cash.

Além disso, para atingir os 10% impostos pela assembleia geral da empresa esta só precisa de 1,6ME valor inferior ao gasto em dividendos, e caso estes sejam atingidos poderá fazer uma redução de capital
pela extinção destas ações e recomeçar com as compras
mantendo a liquidez destas e beneficiando o acionista gastando menos dinheiro.

Isto é apenas uma ideia minha que me parece interessante como acionista.

Essa ideia faz sentido se se garantirem 2 pressupostos:
1- Que são feitos a preços razoáveis (dou essa de barato)
2- Que há quem as queira vender em quantidades razoáveis. Esta última é mais difícil: ultimamente tem havido volumes elevados (hoje também) e especulamos aqui que tenha sido o Credit Suisse. No entanto não têm chegado comunicações e com o volume extra de hoje estamos no limite de acções de que o Credit Suisse dispunha e ainda não houve comunicação: das duas uma ou acabou e não há mais investidores com posições razoaveis que não os insiders e a comunicação de venda tem que chegar em breve OU provavelmente é um insider que está a vender o que nunca deixa ninguém sossegado (embora até há bem pouco tempo tenham andado a comprar aos kg).
 
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por matos_1 » 25/10/2012 0:00

sky_above_you Escreveu:edit: está aqui a resposta ao problema que coloco no meu ultimo paragrafo e que apaguei.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=584409


O nível de endividamento e respectivos encargos financeiros não parecem ser um problema. Com base na informação noticiada (corrigem-me se houver informação mais recente), apenas em 2017 será problema. E por essa altura creio que a empresa terá conseguido reduzir o net debt.

Agradeço comentários à análise abaixo.

<img src="https://lh5.googleusercontent.com/-vohohuDz_5c/UIhxoL9Ui0I/AAAAAAAAAF8/vyUhiE1-Lho/s640/FRAMADA.png" height="261" width="640" />
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por HCC » 26/10/2012 2:01

fernmato Escreveu:
sky_above_you Escreveu:edit: está aqui a resposta ao problema que coloco no meu ultimo paragrafo e que apaguei.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=584409


O nível de endividamento e respectivos encargos financeiros não parecem ser um problema. Com base na informação noticiada (corrigem-me se houver informação mais recente), apenas em 2017 será problema. E por essa altura creio que a empresa terá conseguido reduzir o net debt.

Agradeço comentários à análise abaixo.

<img src="https://lh5.googleusercontent.com/-vohohuDz_5c/UIhxoL9Ui0I/AAAAAAAAAF8/vyUhiE1-Lho/s640/FRAMADA.png" height="261" width="640" />


Desculpa não estar seguro do que irá acontecer, mas tendo em conta a noticia parece-me que o calculo deverá ser
efetuado sobre o EBITDA e os encargos com juros o que significa que para o 1º semestre estes valores deveriam ser
7.324 e 2.661, ou seja, no pior cenário apenas poderia abater 7.324*0.3=2197.2 o que em IRC teria um impacto bem mais reduzido em 2017.
É esta a minha opinião, mas posso não estar a interpretar bem a notícia.
 
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por rollingsnowball » 26/10/2012 13:46

HCC Escreveu:
fernmato Escreveu:
sky_above_you Escreveu:edit: está aqui a resposta ao problema que coloco no meu ultimo paragrafo e que apaguei.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=584409


O nível de endividamento e respectivos encargos financeiros não parecem ser um problema. Com base na informação noticiada (corrigem-me se houver informação mais recente), apenas em 2017 será problema. E por essa altura creio que a empresa terá conseguido reduzir o net debt.

Agradeço comentários à análise abaixo.

<img src="https://lh5.googleusercontent.com/-vohohuDz_5c/UIhxoL9Ui0I/AAAAAAAAAF8/vyUhiE1-Lho/s640/FRAMADA.png" height="261" width="640" />


Desculpa não estar seguro do que irá acontecer, mas tendo em conta a noticia parece-me que o calculo deverá ser
efetuado sobre o EBITDA e os encargos com juros o que significa que para o 1º semestre estes valores deveriam ser
7.324 e 2.661, ou seja, no pior cenário apenas poderia abater 7.324*0.3=2197.2 o que em IRC teria um impacto bem mais reduzido em 2017.
É esta a minha opinião, mas posso não estar a interpretar bem a notícia.

Sim.... Pelo que percebi é sobre o EBITDA e a diferença pode ser usada nos 5 anos seguintes (o que implica que 1 ou 2 anos maus podiam ser compensados de seguida...O que nunca percebi bem é sobre que valor incide o IRC... não faz sentido ser sobre o EBITDA mas também não faz sentido ser sobre o EBIT deduzido dos juros porque as DA podem ser diferentes dos custos de manutenção.


ps: com as transacções de hoje já foram eliminadas quaisquer dúvidas que quem está a despejar acções seja apenas o Credit Suisse... O que implica que algum dos maiores accionistas (insiders) supostamente estará a reduzir - o que a ser o caso não deixa de ser estranho não ter sido ainda comunicado... espero para ver

ps2: vendo as coisas pelo lado positivo, enquanto for a empresa a comprar acções próprias pelo menos a proporção dos lucros da empresa que nos cabe vai aumentando :)... e sobre esta distribuição não pagamos impostos :):)
 
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por matos_1 » 26/10/2012 19:27

sky_above_you, vou validar novamente as minhas contas.

No entanto, em comunicado, a F Ramada anuncio novas aquisições. Estou com duvida que estas vendas tenham sido da credit suisse, já ultrapassa 1,4M. Algum insider a vender? Quem? O que é que tudo isto perspectiva para os resultados do 3º Trim.

Nota: Voltei a reforçar esta semana.
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por rollingsnowball » 26/10/2012 21:08

fernmato Escreveu:sky_above_you, vou validar novamente as minhas contas.

No entanto, em comunicado, a F Ramada anuncio novas aquisições. Estou com duvida que estas vendas tenham sido da credit suisse, já ultrapassa 1,4M. Algum insider a vender? Quem? O que é que tudo isto perspectiva para os resultados do 3º Trim.

Nota: Voltei a reforçar esta semana.

não faço ideia... a questão é que se for algum insider julgo que a comunicação seria obrigatória... mas não pode ser o credit suisse não só porque já ultrapassa o numero de acções que eles tinham mas também porque ao baixar os 2% tinham que comunicar.

Esta falta de comunicados intriga... Mas fora os comunicados há logica de (aqueles que reforçaram ultimamente) venderem:

1- Se venderem ganham um crédito fiscal podendo descontar em qualquer lucro que tenham tido este ano (porque o preço das acções mais antigas é de 1 €) ao mesmo tempo que mantêm a participação que tinham antes com um preço base mais baixo que o actual (porque já adquiriram anteriormente). Isto significa que na prática estão a obter um lucro ao mesmo tempo que ganham um crédito fiscal (lucro a dobrar) e que acabam por aumentar a sua posição relativa (porque diminui o número de acções circulantes). Ou seja, estão a ser pagos para aumentar a sua participação percentual na empresa. O que custa é que isso é feito parcialmente à custa da empresa (fazia mais sentido que tivesse sido a empresa logo à partida a comprar mas naturalmente que na altura -janeiro- eles se chegaram à frente e a empresa nem sequer tinha autorização em assembleia geral para comprar acções próprias). Na minha opinião se for este o caso não é mau de todo já que fiz o meu ultimo reforço ao mesmo preço que a empresa tem comprado, no primeiro dia de compra de acções próprias (mas não sabia na altura obviamente:)) e como depois desse ultimo reforço não tenho disponibilidade para reforçar prefiro que a empresa reforce por mim (já reforçou a minha participação em 5,635% ao comprar 5,334% das acções totais).... Isto tudo admitindo que é um desses accionistas
2-Para além do ponto anterior, que se estivesse na posição deles consideraria relevante, há ainda o facto de os mesmos que andavam a reforçar na F Ramada andarem também a reforçar na Altri e na Cofina e de os reforços deles nestas ultimas terem acelerado ultimamente (o que pode criar a necessidade de vender F Ramada por motivos de caixa, ao mesmo tempo que, por venderem à empresa na prática não estão a deixar outros accionistas comprarem directamente.. aliás, se repararmos os grandes volumes têm sido vendidos quando não há propostas relevantes a valores superiores aos 0,64 o que mostra que quem vende só tem interesse em vender à F Ramada, possivelmente para manter a sua posição ou porque chegou a acordo previamente com a empresa)... Mas isto é tudo conjuntura (não quero levantar falsos testemunhos!) ou se se preferir especulação

ps: quanto aos resultados do 3ºT acho que são o menos relevante de tudo isto já que por tudo o que disse acima acredito que o mais provável seja não haver qualquer relação entre o que se passa na F Ramada e a possibilidade de um insider estar a vender (seria apenas impostos mais disponibilidade de caixa)

disclaimer: não tenho conhecimento de nada que não seja público (obviamente) sendo tudo o que disse especulação e como já disse tenho uma participação na F Ramada na qual reforcei a este preço mas não tenho intenção de reforçar directamente tão cedo (por falta de €€ disponíveis e porque a F Ramada é já a minha 2ª maior participação e eu gosto mais da 1ª :))
 
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por HCC » 29/10/2012 17:47

Tenho algumas acções desta empresa para a qual só olhava de tempos a tempos, no entanto,
ultimamente começo a ficar preocupado.

As vendas não estão a ser nada normais para o habitual, espero que não hajam surpresas
desagradaveis nos resultados porque, a empresa está a comprar grandes quantidades de acções muito rapidamente.

Em contrapartida, poderá também existir algum jogo de bastidores, tendo em conta, que vários
dos principais acionistas têm relações familiares e de controlo nesta e noutras empresas entre si,
isto sou eu a especular, o aumento de participação poderia eventualmente provocar uma
obrigatoriedade de lançamento de uma OPA.

Espero que com o tempo estas dúvidas se dissipem e que tudo corra pelo melhor.
 
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