A_investidor Escreveu:1H 2024 vs 1H 2026
Volume de negócios 377M vs 401M
EBITDA 42M vs 58M
Resultado Liquido 9M vs 11M
Divida Liquida 684M vs 488M
Carteira de encomendas 1242M vs 1799M.
Os números são evidentes estes são os melhores resultados desde a muitos anos. O mais evidente e com maior impacto é uma redução da divida de 30% em 2 anos e a carteira de encomendas a subir 45% também no mesmo período.
Investidor, há uma correção relevante nos números de 2024.
O resultado líquido, apesar de ter sido apresentado como 9M€ no relatório intercalar de 2024, já no relatório intercalar de 2025, no quadro comparativo com o período homólogo anterior, o resultado líquido de 2024 foi "retificado" para 11M€.
Isto pode ocorrer quando, num determinado ano, mudam as regras IFRS para apuramento destas rúbricas (e a empresa é obrigada a recalcular o resultado do ano anterior para comparação justa com o ano corrente).
Portanto em termos de resultados líquidos de 2024, à luz das novas regras IFRS, devem ser considerados 11M€, o que faz com que este primeiro semestre de 2026 tenha tido valor idêntico em termos líquidos ao de 2024.
Outra questão muito relevante na avaliação destes resultados, foi o facto de terem sido contabilizados 17M€, como lucro operacional, derivado da revalorização das SIC (Sociedade de Investimento Coletivo) que a Teixeira entregou parcialmente à banca.
Esta entrega parcial tirou as SIC do controlo da Teixeira e o perímetro de consolidação destas sociedades passou agora a ser contabilizada de uma forma que lhes permite incorporar a valorização/desvalorização do NAV (Net Asset Value) como lucro operacional.
Já referi noutro fórum que isto, apesar de ser legal do ponto de vista de contabilidade IFRS, não é, na minha opinião, lucro operacional.
Mal comparado é como a minha empresa deter ações de outra, as ações valorizarem, e eu considerar essa valorização (sem as ter vendido em mercado) como lucro operacional.
Note que esta contabilização dos 17M€ não está fechada. Se as SIC desvalorizarem no próximo semestre, a diferença (da desvalorização) tem de ser incorporada no resultado consolidade de 2026 (também pode valorizar, aí seriam contabilizados 17M€ + outros XM€), mas isto é uma maneira um pouco "manhosa" de apresentar resultados.
Na prática o "verdadeiro" EBITDA das operações (ou seja, do negócio que a Teixeira efetivamente gere e controla), no 1º semestre de 2026, foi de 41M€ (= 58M€ - 17M€), o que até é 1M€ inferior ao de 2024.
Já o resultado líquido de 11M€ do primeiro semestre de 2026 está "mascarado" com esta revalorização dos ativos, que não é uma constante como já referi antes, tanto pode subir como descer ao sabor do NAV das SIC agora controladas pela banca.
Era bom, em prol da transparência, que a Teixeira desse um destino à participação residual com que ficou nestas SIC, de modo que os resultados não viessem empolados nos próximos resultados daqui para a frente.
Se o setor imobiliário entrar em declínio (à conta de uma crise por exemplo), estes 17M€ de revalorização depressa se tornam em valor negativo de igual ou maior proporção. Para já jogam a favor, mas rapidamente se podem tornar uma armadilha.