REN - Tópico Geral

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REN - Tópico Geral

por Nyk » 10/5/2007 16:37

NOVA1-Governo dá pontapé saída privatização 19 pct REN


10/05/2007


(Acrescenta com condições genéricas aprovadas)

LISBOA, 10 Mai (Reuters) - O Governo deu o 'pontapé de saída' à privatização da REN-Redes Energéticas Nacionais numa percentagem que não deverá exceder os 19 pct do capital da empresa, anunciou Jorge Lacão.

O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, afirmou, no briefing após o Conselho de Ministros (CM), que esta privatização será feita através de uma ou mais modalidades.

Uma Operação Pública de Venda (OPV) será obrigatória, enquanto uma venda directa a um conjunto de instituições financeiras é ainda uma opção em aberto.

O Governo quer realizar esta privatização ainda no primeiro semestre de 2007 e tem reafirmado que quer manter o controlo de mais de 50 pct da REN, que já está privatizada em 30 pct.

"Esta resolução do CM concretiza uma série de condições para para a realização da primeira fase de reprivatização de acções representativas do capital social da REN mediante a realização de uma ou mais modalidades que no seu total não excedam uma percentagem de 19 pct do capital", revelou.

As condições fixadas abordam a quantidade de acções a adquirir pelos trabalhadores, pequenos accionistas e emigrantes e respectivo o desconto, bem como a compra pelo público em geral, os dois períodos na OPV e o caderno de encargos da venda directa.

Assim, o mínimo de aquisição será de 10 acções, os trabalhadores da REN têm a garantia de atribuição de entre 500 e até um máximo de 5.000 acções e os Pequenos Subscritores e Emigrantes poderão comprar até um máximo de 10.000 acções.

O desconto no preço para os segmentos de trabalhadores, pequenos subscritores e emigrantes será de cinco pct.

Haverá uma percentagem de clawback e clawforward -- comunicabilidade entre OPV e Venda Directa -- de 30 pct e as ordens dadas, nos primeiros cinco dias do período da OPV, beneficiam de um coeficiente de rateio superior em 100 pct ao período remanescente da OPV.

"As restantes condições da privatização serão fixadas ulteriormente por nova resolução do CM", adianta o comunicado.
Editado pela última vez por Nyk em 3/11/2008 22:39, num total de 1 vez.
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por Enslaved » 10/5/2007 17:26

Pequenos subscritores podem comprar até 10 mil acções da REN
http://www.negocios.pt/default.asp?Sess ... tId=295610
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por Nyk » 10/5/2007 17:28

Pequenos subscritores podem comprar até 10 mil acções da REN


10/05/2007


Os pequenos subscritores e emigrantes vão poder comprar um máximo de 10 mil acções na OPV - oferta pública de venda da REN. Já os trabalhadores da REN, também com um desconto de 5% sobre o preço, podem comprar entre 500 e 5.000 acções, segundo avançou fonte oficial do Ministério das Finanças ao Jornal de Negócios Online.

"As ordens de compra dadas nos primeiros cinco dias da OPV de um máximo de 19% da Redes Energéticas Nacionais beneficiam de um coeficiente de rateio superior em 100%, face ao período remanescente da oferta", revelou ainda a mesma fonte.

Em termos de "clawback" e "clawforward" (percentagem de capital que pode ser transferido entre as várias tranches) ficou definido um máximo de 30%.

"As restantes condições da operação, nomeadamente, o intervalo de preço das acções, vão ser definidas na próxima resolução de Conselho de Ministros", afirmou fonte oficial do Ministério de Teixeira dos Santos, escusando-se a revelar mais detalhes.

O Ministério das Finanças reitera o cumprimento dos calendários assumidos e que apontam para a realização da privatização ainda este semestre.

O Governo deu hoje mais um passo para a concretização do processo de privatização de um máximo de 19% do capital da REN, ao aprovar uma série de condições para a realização desta operação, que deverá acontecer este ano.

Num comunicado, o Conselho de Ministros diz que aprovou uma resolução que concretiza uma série de condições para realização da primeira fase de reprivatização de acções representativas do capital social da REN.

Esta operação, tal como estava já previsto, vai ser feita através de uma oferta pública de venda (OPV), que tem carácter obrigatório, bem como de uma venda directa a um conjunto de instituições financeiras.

Nas últimas privatizações da Galp Energia [galp pl] e da Portucel [ptcl], o Governo escolheu esta modalidade de OPV e venda directa para alienar as acções detidas pelo Estado.

O diploma do processo de privatização tinha já sido publicado em Diário da República no ano passado, avançando que nenhuma entidade singular ou colectiva pode adquirir, directa ou indirectamente, mais de 5% do capital social da REN.

A espanhola Endesa foi até agora o único operador energético a anunciar o interesse em participar nesta privatização, estando sujeita a esta limitação imposta pelo Governo.
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por artista_ » 10/5/2007 22:31

Se esta me correr tão bem como a Galp e a Portucel terei mais uma bom encaixe, dá para as férias e ainda sobra para muitas outras coisas :) :)
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por Nyk » 28/5/2007 17:58

REN selecciona agências para campanha de comunicação da privatização
A REN seleccionou a consultora JLM & Associados, a EURO RSCG e MPG para lançar uma campanha de comunicação integrada de apoio à privatização de 19% da empresa, anunciou a empresa em comunicado.

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Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt


A REN seleccionou a consultora JLM & Associados, a EURO RSCG e MPG para lançar uma campanha de comunicação integrada de apoio à privatização de 19% da empresa, anunciou a empresa em comunicado.

A proposta seleccionada articula a comunicação mediática da responsabilidade da JLM&Associados, duas campanhas de publicidade da Euro RSCG e a compra de espaço nos media assegurado pela MPG.
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por Nyk » 1/6/2007 17:00

BES, BPI e Banif integram consórcio para a REN
O consórcio financeiro que vai ficar responsável pela privatização da REN - Rede Eléctrica Nacional está praticamente concluído. Banco Espírito Santo de Investimento, Banco Português de Investimento e Banif Investimento serão as instituições financeiras que vão colaborar na oferta pública de venda (OPV) da empresa que gere a infra-estrutura de transporte de electricidade e gás, apurou o Jornal de Negócios.

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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt


O consórcio financeiro que vai ficar responsável pela privatização da REN - Rede Eléctrica Nacional está praticamente concluído. Banco Espírito Santo de Investimento, Banco Português de Investimento e Banif Investimento serão as instituições financeiras que vão colaborar na oferta pública de venda (OPV) da empresa que gere a infra-estrutura de transporte de electricidade e gás, apurou o Jornal de Negócios.

Aqueles três bancos preparam-se para trabalhar com o Millennium bcp Investimento e o Caixa Banco de Investimento que, juntamente com a UBS e o Crédit Suisse, vão liderar a operação. Esta será a primeira operação em que os grupos BCP e BPI estarão juntos depois de fracassada a oferta pública de aquisição (OPA) do banco de Paulo Teixeira Pinto sobre o grupo de Fernando Ulrich.
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por valves » 1/6/2007 21:53

claro nem pode deixar de ser de outra maneira os mercados financeiros são demasiado importantes para que sejam deixados á sua sorte ! Considero este tipo de parcerias alargadas a verdadeira espinha dorsal do mercado !
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
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por sharpyn » 2/6/2007 5:08

A REN é sem dúvida uma boa aposta.Vale por se um monopólio de consumidores de um país pois controla redes de distribuição.O seu maior valor é por isso estratégico com muitas empresas interessadas em entrar no seu capital social como eléctricas espanholas.Em relação a outras variáveis como o preço das tarifas fica atida à entidade reguladora...algo que foge ao controlo da REN. :idea:
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por Nyk » 4/6/2007 17:07

REN prevê investir 1.630 milhões até 2012
A REN-Redes Energéticas Nacionais, que vai fazer a sua oferta pública inicial (IPO) no início de Julho, prevê investir 1.630 milhões de euro até 2012, dos quais 1.300 milhões de euros na rede de transporte de electricidade e 330 milhões de euros na de gás, disse José Penedos, presidente executivo.

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Jornal de Negócios com Reuters



A REN-Redes Energéticas Nacionais, que vai fazer a sua oferta pública inicial (IPO) no início de Julho, prevê investir 1.630 milhões de euro até 2012, dos quais 1.300 milhões de euros na rede de transporte de electricidade e 330 milhões de euros na de gás, disse José Penedos, presidente executivo.

Adiantou, em entrevista à Reuters, que a dívida da REN ascende a cerca de 1.900 milhões de euros, valor que pode ser reduzido caso avance com a securitização do défice tarifário- entre 400 e 500 milhões de euros- e use uma parte para abater ao endividamento.

Afirmou que, após o IPO de 19%, quer reestruturar a dívida, que na parte eléctrica, é basicamente através de Papel Comercial e tem um custo médio de financiamento de 3,2%, enquanto, no gás, é de médio-longo prazo e custa 4,2%.

A lógica será alongar a maturidade da dívida, balanceá-la mais entre curto e médio-longo prazo, tentando aproximar o custo médio do gás ao da electricidade.

O IPO da REN vai ocorrer entre 25 de Junho e 6 de Julho, com a sessão especial de Bolsa a 9 de Julho, sendo que a empresa irá fazer o 'roadshow', apenas na Europa, na última semana deste mês e primeira do próximo.

"Nós temos de manter um ritmo de investimento muito intenso em redes de transporte de electricidade, em subestações, seja no território, seja nas interligações, e temos de investir no gás porque, após o primeiro esforço de infraestruturação, a rede de gás deixou de investir", disse José Penedos.

Lembrou que o negócio da REN é de rede e o Return-on-Asset (ROA) -- o retorno regulatoriamente previsto -- é sobre o activo líquido de exploração, sendo que "tem de garantir que o activo líquido não se deprecia, não se reduz".

"Com este programa de investimentos, a REN tem o seu activo a crescer e o nível de investimento da REN, nos próximos anos, garante o crescimento do activo, que tem de ser confrontada com a estabilidade da taxa de remuneração: na electricidade está em 7%e no gás em oito%", recordou o CEO da REN.

Lembrou ainda que, quanto à eficiência operacional, a REN também está nos melhores níveis mundiais de 'benchmark' com a rede de transporte de electricidade em alta tensão a ter apenas 0,5 segundos por ano de interrupção e a área do gás com uma disponibilidade de 98%

O CEO referiu que a integração das duas redes pode facilitar sinergias no âmbito de serviços partilhados, de sistemas de informação, na gestão conjunta da dívida e de dimensão.

Afirmou que quer manter o 'track record' de um 'payout' acima de 50%, adiantando: "mais do que manter isso, queremos garantir que o manteremos no intervalo dos nossos pares, não deixaremos que o dividendo se afaste das melhores expectativas que os accionistas têm quando colocam cá o dinheiro".

José Penedos referiu que, no primeiro trimestre de 2007 e já incorporando o contributo operacional da actividade de gás, o lucro líquido da REN subiu 17,1% para 38,3 milhões de euros, sendo que a área do gás teve um contributo de 14,8 milhões de euros.

O EBITDA subiu 36% para 98 milhões de euros, sendo que a parte do gás foi de 25,7 milhões de euros.

IPO é uma excelente oportunidade para poupança nacional e internacional

Qualificou o IPO da REN como "uma excelente oportunidade para a poupança nacional e internacional", vincando: "eu, a única coisa com que sou conotado é ter alguma dificuldade em aceitar uma colocação a desconto, essa é uma declaração que pode ser recuperada desde sempre".

"Admito que, para a poupança internacional, seja um produto interessante para agentes do sector que conhecem a REN e que seja igualmente uma oportunidade interessante para fundos de investimento que precisam de composição de portfólio com acções do tipo REN", afirmou José Penedos.

"Essas composições seguramente vão puxar pelo título REN", disse.

Referiu que das três eléctricas espanholas- Endesa, Iberdrola e Unión Fenosa - apenas a Endesa lhe declarou expressamente em entrar no capital da REN.

Afirmou que a relação com o regulador ERSE "é excelente", vincando: "nós temos uma grande confiança no modelo de regulação que temos em Portugal, há um crédito que tem de ser atribuído à entidade reguladora (ERSE) que é o da estabilidade e previsbilidade da regulação".

REN pretende uma parceria com a Enagás

Afirmou que "a REN tem a intenção de concretizar com a Enagas uma parceria estratégica do mesmo tipo daquela que tem em curso com a REE-Red Electrica De Espana", envolvendo troca de participações accionistas no horizonte de 2008, no limite 2009.

A REE já tem 5% da REN e esta deverá adquirir entre um e 3% da espanhola ainda durante 2007.

"A Enagas há-de poder concretizar a aquisição de uma parcela da REN e a REN terá uma participação no capital da Enagás e tentaremos ter, tal como com a REE, presença recíproca nos Conselhos de Administração", adiantou.
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por Bala » 4/6/2007 18:12

Yess, finalmente alguma informação para a gente se entreter. Se me permitirem irei fazer a minha primeira AF da REN, e espero que os mais experientes me corrijam :wink:

Ora lendo o texto na diagonal, conseguí extraír as seguintes informações:
:arrow: Lucro do 1.º trimestre: 38.5 milhões de euros
:arrow: Divida corrente: 1900 milhões de euros
:arrow: Investimento previsto nos próximos 5 anos: 1630 milhões de euros
:arrow: Capital social: 534 milhões


Agora bamos as contas por alto:
:arrow: Custo medio da divida contraida nos próximos 5 anos aproximado: (1630x4%/2)=32.6 milhões de euros/ano.
:arrow: Lucro anual previsto: 38.5x4=154 milhões de euros.
:arrow: Lucro, menos despesa com futuras dívidas :154.3-32.6=121.7 milhões de euros...
:arrow: PER: 534.000.000/121.700.000=4.39 :shock: :shock: :shock:

Eu a matemática é aquela coisa, se estiver mal, digam-me SFF.

Abraço e boas Análises Fundamentais :wink:
O Bala
PS: também não sou contabilista, por isso aquilo está feito a amador...
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por artista_ » 4/6/2007 18:26

Bala Escreveu:PER:534.000.000/121.700.000=4.39 :shock: :shock: :shock:

Eu a matemática é aquela coisa, se estiver mal, digam-me SFF.


Era bom era... achas que iam vender uma empresa com um Per de 4,39?? essas contas estavam certas se vendessem a empresa a 1 euro por acção, mas como vão vender na casa dos 3 euros as contas serão mais ou menos estas:

PER:534.000.000X3,5/121.700.000= 15,35

Ou seja, a 3,5 euros o per da Ren rondará os 15,35...

É claro que há outras variáveis, por exemplo, os resultados poderão ficar longe dos que estimaste multiplicando por 4 os do primeiro trimestre...

Bons negócios
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por Bala » 4/6/2007 18:56

Obrigado Artista!

Bem me parecia que era comidinha a mais... :lol:
Ja estava a ver que era um negócio da China (ups, não devia ter falado nessa...) :oops:
Enfim, já fico com o cálculo para a altura das IPOs

Agora só falta saber os PERs de empresas do mesmo ramo e o preço final da acção. :wink:

Abraço...
O Bala
PS: noutro tópico havia umas opiniões de que o valor seria de 2.8€, logo com PER de 12,28. Julgo que é um PER mais aceitável para uma empresa em IPO.
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por artista_ » 4/6/2007 19:59

O Per é importante mas é apenas um indicador e em algumas situações pode ser enganador...

Por exemplo uma empresa com um per de 30 em que seja espectável que nos próximos 2/3 anos triplique os lucros está mais barata que uma empresa com um per de 12 em que se espera que os lucros desçam nos próximos anos... e há ainda outros factores que terão de entrar na analise deste indicador, factores que podem tornar a analise comparativa dos números falaciosa!

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por Nyk » 6/6/2007 6:17

REN reestrutura dívida após dispersão em Bolsa
Em entrevista à agência Reuters, o presidente da eléctrica mostra-se aberto a concretizar parcerias na Europa, além de Espanha.

Paula Alexandra Cordeiro e Ana Maria Gonçalves

O presidente da REN quer reestruturar a dívida da empresa que lidera logo após a dispersão de parte do capital em Bolsa. Numa longa entrevista à agência Reuters, José Penedos afirmou que durante o ‘road-show’ da operação de privatização vai revelar os moldes em que se alterará o perfil do passivo, que ronda os 1,9 mil milhões de euros. A ideia base assenta
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por Nyk » 6/6/2007 16:59

Presidente da REN espera boa aceitação de investidores europeus no IPO
O presidente da REN – Redes Energéticas Nacionais, José Penedos, vai para o “road show” europeu do IPO (oferta pública inicial) da empresa “com entusiasmo”, estimando uma boa aceitação das acções que a REN vai colocar no mercado no próximo mês por parte dos investidores institucionais.

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Miguel Prado
Miguelprado@mediafin.pt



O presidente da REN – Redes Energéticas Nacionais, José Penedos, vai para o "road show" europeu do IPO (oferta pública inicial) da empresa "com entusiasmo", estimando uma boa aceitação das acções que a REN vai colocar no mercado no próximo mês por parte dos investidores institucionais.

A REN fará um "road show" por algumas cidades europeias na última semana deste mês e na primeira de Julho. "Do produto que tenho para vender não tenho nenhuma dúvida do sucesso", disse hoje José Penedos em conferência de imprensa.

O presidente da REN escusou-se a avançar uma previsão de quanto possa valer a REN na dispersão de 19% do capital, a parcela que a Parpública, actualmente com 60%, alienará. "A avaliação é com os bancos e o vendedor (o Estado) é que tem de falar disso", afirmou.

Penedos disse ainda esperar que o Conselho de Ministros de daqui a duas semanas já avance mais detalhes da operação. A privatização da empresa vai decorrer entre 25 de Junho e 6 de Julho, a sessão especial de bolsa terá lugar a 9 de Julho e no dia seguinte a REN estreia-se na bolsa.

A REN prevê para os próximos cinco anos um investimento superior a 1,6 mil milhões de euros, sendo 330 milhões de euros reservados para a rede gás natural. Os gasodutos e a sua interligação a Espanha são uma das prioridades da REN.

A empresa, que gere as infra-estruturas nacionais de transporte de electricidade e gás, já tem 5% do seu capital nas mãos da congénere espanhola, a REE, devendo ainda este ano adquirir uma posição de 1% a 3% na REE. Está previsto um intercâmbio semelhante no gás, com a espanhola Enagás.

Neste caso, porém, a aquisição de participações só deverá efectuar-se em 2008. "Com a Enagás não há uma parceria estratégica assinada. A minha previsão é de que esta aquisição não terá lugar este ano", disse o presidente da REN.

"Na área do gás temos a intenção de realizar o mercado ibérico do gás. Se estes dois mercados andarem bem, a península ibérica será um espaço mais agradável para a instalação de novas empresas", considera Penedos, para quem "o Mibel [mercado ibérico de electricidade] e o Mibgás [mercado ibérico do gás] devem conduzir a uma absoluta baixa de preços para os consumidores".
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por Nyk » 8/6/2007 6:47

REN acena com dividendos para vender acções na OPV
Previsibilidade do comportamento do regulador, remuneração elevada aos accionistas e apetência dos investidores pelo sector energético. São estes os argumentos que sustentam o optimismo de José Penedos em véspera de IPO.

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Miguel Prado
Miguelprado@mediafin.pt


José Penedos

Presidente da REN
Previsibilidade do comportamento do regulador, remuneração elevada aos accionistas e apetência dos investidores pelo sector energético. São estes os argumentos que sustentam o optimismo de José Penedos em véspera de IPO.

"Olhamos para os accionistas e temos uma preocupação de garantir uma remuneração." O presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais, José Penedos, está confiante no interesse que a dispersão de 19% do seu capital vai suscitar e já tem os argumentos montados para seduzir os investidores.
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por NOEL » 14/6/2007 13:00

Governo anuncia na próxima semana intervalo de preços do IPO da REN

O presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais, José Penedos, confirmou hoje que o Governo anunciará na próxima semana o intervalo de preços para a entrada em bolsa da empresa, que ocorrerá no início de Julho.

A avaliação da REN, realizada pelo BCP e a CGD, está neste momento no Ministério das Finanças e o Governo definirá o intervalo de preços da Oferta Pública Inicial (IPO) através de uma resolução do Conselho de Ministros, na próxima quinta-feira.

José Penedos, que falava na apresentação da campanha publicitária que antecipa o período de subscrição de acções (que ocorre entre 25 de Junho e 6 de Julho) reafirmou-se "absolutamente convicto" quanto ao sucesso da operação e garantiu que a bolsa portuguesa "vai beneficiar da presença" da REN.

Frisando que a mais-valia da REN é ser "um valor seguro", José Penedos recordou que, na década de 60, "as grandes estrelas" da bolsa eram as empresas do sector eléctrico, como as hidroeléctricas do Cavado, Zêzere e Douro, entre outras.

O presidente da REN afirmou que se assiste a um regresso dos investidores a este tipo de títulos, acrescentando que, "apesar de ter uma menor dimensão que a Galp e a EDP, a REN é uma empresa em que as pessoas podem confiar".

É essa lógica de confiança e investimento seguro que José Penedos considera que marcará a entrada em bolsa da REN.

Penedos adiantou que "o desempenho dos títulos [em bolsa] poderá estar ligado" à eventual definição de uma segunda fase de privatização da REN, mas adiantou que a decisão poderá depender de "outras circunstâncias" como as parcerias estratégicas com empresas espanholas, como é o caso da Enagás, detentora das infra-estruturas de gás em Espanha.

Penedos, que já afirmou anteriormente pretender estabelecer com a Enagás "uma parceria estratégica" do mesmo tipo da que tem com a Rede Eléctrica de Espanha (REE), afirmou hoje que "gostaria que estivesse consolidada, ainda este ano, a parceria com a REE".

Isto porque a REE já detém 5 por cento da REN, mas falta à empresa portuguesa comprar entre 1 a 3 por cento da congénere espanhola para que se concretize o acordo de cruzamento de participações entre ambas.

A administração da REN iniciará a 25 de Junho uma visita a potenciais investidores interessados na compra de acções nesta fase de lançamento.

Em causa está 19% do capital da REN ou cerca de 20,29 milhões de acções, cujo valor tem sido apontado pelos analistas de mercado como rondando os 1.500 milhões de euros.

O período de subscrição decorre de 25 de Junho a 6 de Julho, estando a sessão especial de bolsa para apuramento da operação agendada para dia 9 de Julho.

A entrada em negociação no mercado deve acontecer a 10 Julho.


2007/06/14 - 13:45
Fonte: Canal de Negócios
 
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Diário Económico: Preço privatização REN entre 2,8 e 3, 2

por Rural » 15/6/2007 1:11

Energia 2007-06-15 00:05
Banca avalia REN em 1,5 mil milhões
José Penedos, presidente da energética, volta a mostrar-se optimista sobre o sucesso da operação de privatização. A mais-valia da empresa é ser “um valor seguro”, diz.

Paula Alexandra Cordeiro

Os bancos avaliaram a REN-Redes Energéticas Nacionais acima dos 1,5 mil milhões de euros. O Diário Económico apurou que os valores atribuídos por várias instituições financeiras variam entre os 1,4, os 1,5 e os 1,7 mil milhões de euros. Tendo em conta estes dados, as acções poderão vir para o mercado num intervalo entre 2,8 e 3,2 euros por cada título.

O sucesso da privatização da Galp, realizada em Outubro do ano passado, deverá levar o Governo a trazer a REN aos valores mais altos das avaliações, ou seja o desconto atribuido a uma empresa que vai cotar em Bolsa pela primeira vez pode ser de menor dimensão face ao da petrolífera portuguesa.

O Estado vai vender 19% do capital social da energética, ou seja 101,460 milhões de acções. A REN-SGPS tem um capital social de 534 milhões de acções, com o valor nominal de um euro.

O ministério das Finanças já recebeu os relatórios de avaliação dos vários bancos e, na próxima semana, levará a Conselho de Ministros o intervalo de preços da primeira fase de privatização da empresa.

Na sexta-feira, dia 22 de Junho, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários aprovará o prospecto da operação, pois na segunda-feira (25 de Junho) tem início o período de subscrição da privatização. Os investidores podem dar ordens de compra para as acções da empresa até 6 de Julho. A 10 de Julho, a Euronext Lisboa passará a contar com uma nova empresa cotada.

Durante a apresentação da campanha publicitária que antecipa o período de subscrição das acções da REN, José Penedos mostrou-se “absolutamente convicto” quanto ao sucesso da privatização e garantiu que a bolsa portuguesa “vai beneficiar da presença” da REN.

Disse que a mais-valia da REN é ser um “valor seguro”, recordando que, na década de 60, “as grandes estrelas” da bolsa eram as empresas dos sector eléctrica, como as hidroeléctricas do Cavado, Zêzere e Douro, entre outras.

Penedos acredita que será uma lógica de confiança e investimento seguro que marcará a entrada em bolsa da REN.

O presidente da gestora da rede de transporte de electricidade e gás natural acredita que “o desempenho dos títulos [em bolsa] poderá estar ligado” à eventual definição de uma segunda fase de privatização da REN, mas a decisão poderá depender de “outras circunstâncias” como as parcerias estratégicas com empresas espanholas, como é o caso da Enagás. A Rede Eléctrica Espanhola detém 5% do capital da REN, mas a empresa portuguesa ainda não comprou os 1% a 3% previstos no acordo de cruzamento de participações entre as duas empresas.

A privatização da REN passa pela alienação das acções através de oferta pública de venda no mercado nacional e de venda directa a instituições financeiras, as quais ficam obrigadas a proceder à dispersão dos títulos.

Na OPV, a quantidade mínima de compra será de 10 acções, mas os trabalhadores da empresa asseguraram uma quantidade que oscilará entre as 500 acções, até um máximo de 5.000 acções. Já os pequenos subscritores e emigrantes poderão ir até ao limite de 10 mil acções.

A percentagem de “clawback” e “clawforward”, mecanismo de ajustamento das quantidades e preços finais da operação, será de 30%. As ordens de compras dadas nos primeiros cinco dias beneficiam de um coeficiente de rateio superior a 100% ao período remanescente da OPV.

O preço de venda para os trabalhadores, pequenos subscritores e emigrantes terá um desconto de 5%.


Privatização

- Estado vende 101,460 milhões de acções da REN na primeira fase de privatização, correspondentes a 19% do capital social.

- Com as actuais avaliações, o intervalo de preços poderá variar entre 2,8 e 3,2 euros.

- Os bancos líderes da operação são: o Millennium bcp, Caixa-BI, o Credit Suisse First Boston e a UBS. Integram ainda o sindicato bancário, o BES, BPI e Banif.[/b]
 
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Tranche público em geral - REN

por LuisTavares » 18/6/2007 14:31

Boa tarde Meus Caros,

Venho por este meio colocar-vos a seguinte questão: Será que só na quinta-feira, altura em que for definido o preço do IPO, é que será definido o número máximo de acções a adquirir pelo público em geral?

Pergunto isto por até à data não ter conseguido obter qualquer tipo de confirmação nesse sentido.

Grato pela atenção e votos de bons Negócios!
 
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por Vodka7 » 18/6/2007 15:56

Possivelmente deve ser definido tudo e apresentado o prospecto.
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por sharpyn » 19/6/2007 3:37

Ao contrário da martifer estou mt mais inclinado para comprar REN pelas razões que deixei em post anteriores. :idea:
God save the Money!
 
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por rpaulino » 19/6/2007 9:07

e já se sabe qual sera, mais ou menos o valor de cada uma? eu ouvi falar que iria ser entre os 2,50€ e os 4€.
 
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por tek » 19/6/2007 9:10

Se a procura da martifer foi o que se viu na REN vai ser muito maior.
A empresa é muito mais conhecida, o valor das acções é mais baixo, etc.
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por rpaulino » 19/6/2007 9:21

e o preço?? já se sabe mais ao menos quanto é que será cada acção?
 
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por Nyk » 20/6/2007 6:04

Governo tinha prometido a Amorim os dividendos que foram para a REN
O tribunal arbitral decidiu contra a vontade expressa do Governo de atribuir os dividendos distribuídos pela Galp Energia em 2006 à Amorim Energia e não REN - Redes Energéticas Nacionais.

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O tribunal arbitral decidiu contra a vontade expressa do Governo de atribuir os dividendos distribuídos pela Galp Energia em 2006 à Amorim Energia e não REN - Redes Energéticas Nacionais.

O acórdão a que o Jornal de Negócios teve acesso relata, em detalhe, uma sucessão de episódios sobre a acesa disputa entre Américo Amorim e José Penedos pelos mais de 40 milhões de euros de dividendos, sendo que Manuel Pinho, com o apoio de José Sócrates, tinha decidido atribuir os dividendos ao novo accionista da Galp, a Amorim Energia.
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