Caldeirão da Bolsa

F. Ramada - Tópico Geral

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por HCC » 24/1/2013 17:05

Entretanto foi inaugurada a fábrica de fungicidas da empresa de biotecnologia das plantas, na qual,
a Ramada Investimentos detém uma participação de 11%.
Curiosamente o seu produto já se encontra aprovado nos EUA e Canada, enquanto que na Europa não.

Com a presença do Secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional
Unidade industrial de biotecnologia inaugurada em Cantanhede

A empresa de biotecnologia Converde, SA, inaugurou em Cantanhede a primeira unidade industrial de produção de um novo fungicida biológico, a partir do processamento da semente de tremoço através de métodos inovadores. Trata-se de um investimento de 30 milhões de euros num projeto pioneiro a nível mundial e que foi desenvolvido integralmente por investigadores portugueses, iniciando-se agora a fase de produção industrial, que atingirá os 100 postos de trabalho quando a empresa chegar a velocidade cruzeiro.

A inauguração foi em 18 de janeiro, com a presença do Secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, e do presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Pais de Moura, que tiveram como anfitriões o presidente do Conselho de Administração da Converde, SA, José Romão de Sousa, e os administradores Mário Pinto e Sara Monteiro.

Para o Secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional o investimento da Converde é «uma boa notícia para a economia do país e da região, uma demonstração de que há razões para acreditar no potencial nacional e no nosso futuro. Ideias inovadoras, como esta, contribuem para reindustrializar o país, aumentar as exportações e recolocar a economia numa rota de crescimento».

Almeida Henriques saudou ainda «o papel do município de Cantanhede no acolhimento deste investimento, em boas condições de localização e funcionamento». Para este membro do Governo, «há, mais do que nunca, um papel dos territórios e dos municípios na atração, incubação e ativação dos investimentos produtivos e Cantanhede reforça o seu pulmão económico inovador com esta indústria, vizinha daquela que é já hoje uma referência nacional da economia baseada na inovação: o Biocant».

Visivelmente satisfeito estava o presidente da Câmara de Cantanhede, que se congratulou com o facto de ficar localizada em Cantanhede «uma unidade industrial para processar um produto completamente inovador e de alto valor acrescentado. Este é um projeto absolutamente exemplar sob muitos pontos de vista, este é o tipo de industrialização de que o país precisa, a exploração económica e rentabilização do conhecimento produzido nas universidades e centros de investigação nacionais, com suporte financeiro de investidores nacionais com visão de futuro».

Segundo João Moura, «o Biocant Park foi o fator determinante para a decisão da Converde em instalar aqui a sua unidade de produção do fungicida biológico, pois encontrou no Parque de Biotecnologia de Portugal excelentes condições para o desenvolvimento de determinadas linhas de investigação, em certos casos com equipamentos únicos no país, o que, para uma empresa que aposta muito em I&D, é essencial tendo em vista o desenvolvimento de novos produtos».

O autarca acredita que «este investimento terá um enorme impacto na economia do Concelho e da Região, a vários níveis, a começar pelos 100 postos de trabalho que a empresa terá quando esta primeira fase atingir a velocidade cruzeiro». E conclui: «temos fundadas expetativas de que a Converde avance com a segunda fase do projeto e naturalmente esperamos que outras empresas industriais do campo da biotecnologia venham a instalar-se aqui, pois serão também muito bem acolhidas».

Na apresentação dos contornos do investimento, o presidente do Conselho de Administração da Converde, SA, José Romão de Sousa, fez a descrição das principais fases do processo que veio a culminar com a instalação da unidade industrial em Cantanhede. O projeto teve a sua génese numa equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia, que descobriram a proteína multifuncional existente na semente do tremoço durante a sua fase de germinação, a denominada “blad”, que, conforme veio a confirmar-se, possui uma forte atividade antifúngica contra fungos que atacam diferentes culturas agrícolas. «Depois de alguns anos de testes à escala laboratorial, num longo processo que envolveu a participação de vários consultores internacionais experientes, foram realizados ensaios de campo, principalmente na Flórida e na Califórnia, que incidiram sobre maior variedade de culturas (vinha, tomate, morango, amêndoa, alface, etc.) e um leque alargado de doenças (oídio, botritis ou podridão cinzenta, antracnose, etc), tendo ficado cabalmente confirmada a eficácia do produto», referiu o presidente da Converde, SA.

Segundo este responsável, a empresa vai produzir em Cantanhede e «comercializar no mundo inteiro, um novo fungicida natural, orgânico, de eficácia comprovadamente pelo menos igual, e nalguns casos mesmo melhor, que os melhores fungicidas sintéticos atualmente disponíveis no mercado. Vamos começar a vender o produto nesta fase apenas nos Estados Unidos e Canadá». Desde há quase um ano que «está celebrado um contrato de distribuição exclusiva para esses países com a FMC Corporation, uma empresa americana cotada, com vendas de quase 4 mil milhões de dólares e com grande experiência na formulação e comercialização de produtos para a agricultura», adiantou. Quanto ao mercado europeu a comercialização só será iniciada depois de concluído o registo do produto, processo que está um pouco mais atrasado e que não deve ainda estar concluído até ao final deste ano, tal como acontece relativamente a outros países de vários continentes.

José Romão de Sousa explicou também que a localização da unidade para produção industrial do fungicida em Cantanhede surgiu na sequência de «diligências do Presidente do Biocant, Professor Carlos Faro, e à excelente recetividade da Câmara Municipal de Cantanhede, na pessoa do seu Presidente, Professor João Pais Moura», adiantando que «em apenas 60 dias foi escolhido o terreno e acordada a compra. Queremos fazer deste projeto um sucesso e um “case-study”, que começa com investigação fundamental na universidade e que evolui para um produto/negócio completamente inovador, de verdadeira descontinuidade tecnológica» sublinhou.

As instalações da Converde em Cantanhede estão implantadas numa superfície de 48.000 m2 de terreno, dos quais 17.000 m2 são de área coberta, distribuída por três blocos. A empresa é uma sociedade anónima com 5.000.000 de euros de capitais próprios repartidos por cinco acionistas, um dos quais, a CEV, que detém 80% do capital. Esta empresa foi fundada pelos investidores e promotores do projeto de desenvolvimento e produção do fungicida biológico conjuntamente com alguns investidores e sociedades de capital de risco, designadamente a ES Ventures, SCR, SA, a F. Ramada Investimentos, SGPS, a Change Partners, SCR, SA, e a Promotor, SGPS, SA.


fonte: GIRP 21 janeiro 2013
 
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por rollingsnowball » 12/11/2012 23:21

fernmato Escreveu:Gostava de ouvir comentários sobre os resultadas do 3ªT.

Quebra dos resultados em linha com o esperado (digo eu). A quebra do volume de negócio preocupa um pouco, apesar de manter um desempenho operacional razoável.

O custo liquido do financiamento continua a preocupar. Estou a esperar um RL2012 de 5,5M€. Cotado a 0,64€ o preço continua atractivo.

sim de facto uma taxa de juro média (no 3T) de cerca de 5,5% numa empresa com uma percentagem tão grande do capital em empréstimos hipotecários de longo prazo (com a Euribor onde está no momento) é esticado... principalmente se considerarmos que há um aumento de quase 50% em relação ao ano passado (43.3% mas a dívida também diminuiu significativamente) o que implica que a taxa de juro nos empréstimos a custo prazo terá quase triplicado (já que nos a longo prazo deve ter descido e estes representam mais de 60% da dívida)... é sempre um risco ter muita dívida de curto prazo e neste momento os juros estão altos para todos...

quanto ao volume de negócios já era de esperar
 
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por matos_1 » 12/11/2012 22:46

Gostava de ouvir comentários sobre os resultadas do 3ªT.

Quebra dos resultados em linha com o esperado (digo eu). A quebra do volume de negócio preocupa um pouco, apesar de manter um desempenho operacional razoável.

O custo liquido do financiamento continua a preocupar. Estou a esperar um RL2012 de 5,5M€. Cotado a 0,64€ o preço continua atractivo.
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por rollingsnowball » 29/10/2012 17:56

HCC Escreveu:Tenho algumas acções desta empresa para a qual só olhava de tempos a tempos, no entanto,
ultimamente começo a ficar preocupado.

As vendas não estão a ser nada normais para o habitual, espero que não hajam surpresas
desagradaveis nos resultados porque, a empresa está a comprar grandes quantidades de acções muito rapidamente.

Em contrapartida, poderá também existir algum jogo de bastidores, tendo em conta, que vários
dos principais acionistas têm relações familiares e de controlo nesta e noutras empresas entre si,
isto sou eu a especular, o aumento de participação poderia eventualmente provocar uma
obrigatoriedade de lançamento de uma OPA.

Espero que com o tempo estas dúvidas se dissipem e que tudo corra pelo melhor.

Pois..isto é uma coisa estranha... por isso abri um tópico (ao qual me respondeste salvo erro) a perguntar qual o periodo para um dirigente comunicar uma transacção... 5 dias uteis aparentemente o que significa que ha aqui alguma coisa que não está a bater certo... não é que a ideia de a F Ramada comprar acções próprias me assuste mas a possível ideia de algum dirigente estar a tentar ocultar que está a vender e usar a F Ramada para isso, essa sim assusta-me...

ps: em principio se alguém sabe o que se passa com os resultados é a própria empresa (e os seus dirigentes..humpf...)
 
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por HCC » 29/10/2012 17:47

Tenho algumas acções desta empresa para a qual só olhava de tempos a tempos, no entanto,
ultimamente começo a ficar preocupado.

As vendas não estão a ser nada normais para o habitual, espero que não hajam surpresas
desagradaveis nos resultados porque, a empresa está a comprar grandes quantidades de acções muito rapidamente.

Em contrapartida, poderá também existir algum jogo de bastidores, tendo em conta, que vários
dos principais acionistas têm relações familiares e de controlo nesta e noutras empresas entre si,
isto sou eu a especular, o aumento de participação poderia eventualmente provocar uma
obrigatoriedade de lançamento de uma OPA.

Espero que com o tempo estas dúvidas se dissipem e que tudo corra pelo melhor.
 
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por rollingsnowball » 26/10/2012 21:08

fernmato Escreveu:sky_above_you, vou validar novamente as minhas contas.

No entanto, em comunicado, a F Ramada anuncio novas aquisições. Estou com duvida que estas vendas tenham sido da credit suisse, já ultrapassa 1,4M. Algum insider a vender? Quem? O que é que tudo isto perspectiva para os resultados do 3º Trim.

Nota: Voltei a reforçar esta semana.

não faço ideia... a questão é que se for algum insider julgo que a comunicação seria obrigatória... mas não pode ser o credit suisse não só porque já ultrapassa o numero de acções que eles tinham mas também porque ao baixar os 2% tinham que comunicar.

Esta falta de comunicados intriga... Mas fora os comunicados há logica de (aqueles que reforçaram ultimamente) venderem:

1- Se venderem ganham um crédito fiscal podendo descontar em qualquer lucro que tenham tido este ano (porque o preço das acções mais antigas é de 1 €) ao mesmo tempo que mantêm a participação que tinham antes com um preço base mais baixo que o actual (porque já adquiriram anteriormente). Isto significa que na prática estão a obter um lucro ao mesmo tempo que ganham um crédito fiscal (lucro a dobrar) e que acabam por aumentar a sua posição relativa (porque diminui o número de acções circulantes). Ou seja, estão a ser pagos para aumentar a sua participação percentual na empresa. O que custa é que isso é feito parcialmente à custa da empresa (fazia mais sentido que tivesse sido a empresa logo à partida a comprar mas naturalmente que na altura -janeiro- eles se chegaram à frente e a empresa nem sequer tinha autorização em assembleia geral para comprar acções próprias). Na minha opinião se for este o caso não é mau de todo já que fiz o meu ultimo reforço ao mesmo preço que a empresa tem comprado, no primeiro dia de compra de acções próprias (mas não sabia na altura obviamente:)) e como depois desse ultimo reforço não tenho disponibilidade para reforçar prefiro que a empresa reforce por mim (já reforçou a minha participação em 5,635% ao comprar 5,334% das acções totais).... Isto tudo admitindo que é um desses accionistas
2-Para além do ponto anterior, que se estivesse na posição deles consideraria relevante, há ainda o facto de os mesmos que andavam a reforçar na F Ramada andarem também a reforçar na Altri e na Cofina e de os reforços deles nestas ultimas terem acelerado ultimamente (o que pode criar a necessidade de vender F Ramada por motivos de caixa, ao mesmo tempo que, por venderem à empresa na prática não estão a deixar outros accionistas comprarem directamente.. aliás, se repararmos os grandes volumes têm sido vendidos quando não há propostas relevantes a valores superiores aos 0,64 o que mostra que quem vende só tem interesse em vender à F Ramada, possivelmente para manter a sua posição ou porque chegou a acordo previamente com a empresa)... Mas isto é tudo conjuntura (não quero levantar falsos testemunhos!) ou se se preferir especulação

ps: quanto aos resultados do 3ºT acho que são o menos relevante de tudo isto já que por tudo o que disse acima acredito que o mais provável seja não haver qualquer relação entre o que se passa na F Ramada e a possibilidade de um insider estar a vender (seria apenas impostos mais disponibilidade de caixa)

disclaimer: não tenho conhecimento de nada que não seja público (obviamente) sendo tudo o que disse especulação e como já disse tenho uma participação na F Ramada na qual reforcei a este preço mas não tenho intenção de reforçar directamente tão cedo (por falta de €€ disponíveis e porque a F Ramada é já a minha 2ª maior participação e eu gosto mais da 1ª :))
 
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por matos_1 » 26/10/2012 19:27

sky_above_you, vou validar novamente as minhas contas.

No entanto, em comunicado, a F Ramada anuncio novas aquisições. Estou com duvida que estas vendas tenham sido da credit suisse, já ultrapassa 1,4M. Algum insider a vender? Quem? O que é que tudo isto perspectiva para os resultados do 3º Trim.

Nota: Voltei a reforçar esta semana.
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por rollingsnowball » 26/10/2012 13:46

HCC Escreveu:
fernmato Escreveu:
sky_above_you Escreveu:edit: está aqui a resposta ao problema que coloco no meu ultimo paragrafo e que apaguei.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=584409


O nível de endividamento e respectivos encargos financeiros não parecem ser um problema. Com base na informação noticiada (corrigem-me se houver informação mais recente), apenas em 2017 será problema. E por essa altura creio que a empresa terá conseguido reduzir o net debt.

Agradeço comentários à análise abaixo.

<img src="https://lh5.googleusercontent.com/-vohohuDz_5c/UIhxoL9Ui0I/AAAAAAAAAF8/vyUhiE1-Lho/s640/FRAMADA.png" height="261" width="640" />


Desculpa não estar seguro do que irá acontecer, mas tendo em conta a noticia parece-me que o calculo deverá ser
efetuado sobre o EBITDA e os encargos com juros o que significa que para o 1º semestre estes valores deveriam ser
7.324 e 2.661, ou seja, no pior cenário apenas poderia abater 7.324*0.3=2197.2 o que em IRC teria um impacto bem mais reduzido em 2017.
É esta a minha opinião, mas posso não estar a interpretar bem a notícia.

Sim.... Pelo que percebi é sobre o EBITDA e a diferença pode ser usada nos 5 anos seguintes (o que implica que 1 ou 2 anos maus podiam ser compensados de seguida...O que nunca percebi bem é sobre que valor incide o IRC... não faz sentido ser sobre o EBITDA mas também não faz sentido ser sobre o EBIT deduzido dos juros porque as DA podem ser diferentes dos custos de manutenção.


ps: com as transacções de hoje já foram eliminadas quaisquer dúvidas que quem está a despejar acções seja apenas o Credit Suisse... O que implica que algum dos maiores accionistas (insiders) supostamente estará a reduzir - o que a ser o caso não deixa de ser estranho não ter sido ainda comunicado... espero para ver

ps2: vendo as coisas pelo lado positivo, enquanto for a empresa a comprar acções próprias pelo menos a proporção dos lucros da empresa que nos cabe vai aumentando :)... e sobre esta distribuição não pagamos impostos :):)
 
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por HCC » 26/10/2012 2:01

fernmato Escreveu:
sky_above_you Escreveu:edit: está aqui a resposta ao problema que coloco no meu ultimo paragrafo e que apaguei.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=584409


O nível de endividamento e respectivos encargos financeiros não parecem ser um problema. Com base na informação noticiada (corrigem-me se houver informação mais recente), apenas em 2017 será problema. E por essa altura creio que a empresa terá conseguido reduzir o net debt.

Agradeço comentários à análise abaixo.

<img src="https://lh5.googleusercontent.com/-vohohuDz_5c/UIhxoL9Ui0I/AAAAAAAAAF8/vyUhiE1-Lho/s640/FRAMADA.png" height="261" width="640" />


Desculpa não estar seguro do que irá acontecer, mas tendo em conta a noticia parece-me que o calculo deverá ser
efetuado sobre o EBITDA e os encargos com juros o que significa que para o 1º semestre estes valores deveriam ser
7.324 e 2.661, ou seja, no pior cenário apenas poderia abater 7.324*0.3=2197.2 o que em IRC teria um impacto bem mais reduzido em 2017.
É esta a minha opinião, mas posso não estar a interpretar bem a notícia.
 
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por matos_1 » 25/10/2012 0:00

sky_above_you Escreveu:edit: está aqui a resposta ao problema que coloco no meu ultimo paragrafo e que apaguei.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=584409


O nível de endividamento e respectivos encargos financeiros não parecem ser um problema. Com base na informação noticiada (corrigem-me se houver informação mais recente), apenas em 2017 será problema. E por essa altura creio que a empresa terá conseguido reduzir o net debt.

Agradeço comentários à análise abaixo.

<img src="https://lh5.googleusercontent.com/-vohohuDz_5c/UIhxoL9Ui0I/AAAAAAAAAF8/vyUhiE1-Lho/s640/FRAMADA.png" height="261" width="640" />
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por rollingsnowball » 17/10/2012 14:39

HCC Escreveu:Sinceramente os dividendos já foram uma das razões que me fizeram apostar nesta empresa. No entanto,
com a taxa actual de 28%, prefiro que a empresa opte por assegurar liquidez nas compras através da compra
de acções próprias,
o que me permite ter liquidez assegurada se dela necessitar ao invés de ser obrigado a aceitar uma
distribuição de dividendos que me impõe ser taxado sem precisar de realizar cash.

Além disso, para atingir os 10% impostos pela assembleia geral da empresa esta só precisa de 1,6ME valor inferior ao gasto em dividendos, e caso estes sejam atingidos poderá fazer uma redução de capital
pela extinção destas ações e recomeçar com as compras
mantendo a liquidez destas e beneficiando o acionista gastando menos dinheiro.

Isto é apenas uma ideia minha que me parece interessante como acionista.

Essa ideia faz sentido se se garantirem 2 pressupostos:
1- Que são feitos a preços razoáveis (dou essa de barato)
2- Que há quem as queira vender em quantidades razoáveis. Esta última é mais difícil: ultimamente tem havido volumes elevados (hoje também) e especulamos aqui que tenha sido o Credit Suisse. No entanto não têm chegado comunicações e com o volume extra de hoje estamos no limite de acções de que o Credit Suisse dispunha e ainda não houve comunicação: das duas uma ou acabou e não há mais investidores com posições razoaveis que não os insiders e a comunicação de venda tem que chegar em breve OU provavelmente é um insider que está a vender o que nunca deixa ninguém sossegado (embora até há bem pouco tempo tenham andado a comprar aos kg).
 
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por HCC » 17/10/2012 1:25

Sinceramente os dividendos já foram uma das razões que me fizeram apostar nesta empresa. No entanto,
com a taxa actual de 28%, prefiro que a empresa opte por assegurar liquidez nas compras através da compra
de acções próprias,
o que me permite ter liquidez assegurada se dela necessitar ao invés de ser obrigado a aceitar uma
distribuição de dividendos que me impõe ser taxado sem precisar de realizar cash.

Além disso, para atingir os 10% impostos pela assembleia geral da empresa esta só precisa de 1,6ME valor inferior ao gasto em dividendos, e caso estes sejam atingidos poderá fazer uma redução de capital
pela extinção destas ações e recomeçar com as compras
mantendo a liquidez destas e beneficiando o acionista gastando menos dinheiro.

Isto é apenas uma ideia minha que me parece interessante como acionista.
 
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por rollingsnowball » 16/10/2012 22:59

fernmato Escreveu:Pois, as avultadas compras só podiam ser ou aquisição de próprias o da gestão. Acho curioso o facto das compras de acções proprias depois do fecho do trimestre. Que tipo de sinal dará?

http://www.ramadainvestimentos.pt/fotos ... 12acpp.pdf

Parece que vai haver menos dinheiro para dividendos. Podemos então contar com os 0,08€. Estou curioso para ver o desempenho operacional. Divulgação de resultados a 9 de Nov.

O facto de as compras se terem dado depois do final do trimestre ter ou não relação com os resultados é especulação. Apareceu um vendedor nesta altura e a empresa chegou-se à frente (na minha opinião apenas porque mais ninguém se chegou na vez dela... os accionistas principais estão entretidos a comprar Cofina :)). A única coisa de bom é que significa que os resultados e carteira de encomendas não são catastróficas ao ponto de não se aproveitar a oportunidade.

Não sei se se pode contar com os 0.08€. Os resultados em principio serão inferiores aos do ano passado. Para além disso os 0.08€ são cerca de 2M€. Se já se gastou 600-700k já foi um terço ao ar. Se for de 0.06€ já é um aumento do payout em relação ao ano passado.



edit: está aqui a resposta ao problema que coloco no meu ultimo paragrafo e que apaguei.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=584409
 
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por matos_1 » 16/10/2012 18:51

Pois, as avultadas compras só podiam ser ou aquisição de próprias o da gestão. Acho curioso o facto das compras de acções proprias depois do fecho do trimestre. Que tipo de sinal dará?

http://www.ramadainvestimentos.pt/fotos ... 12acpp.pdf

Parece que vai haver menos dinheiro para dividendos. Podemos então contar com os 0,08€. Estou curioso para ver o desempenho operacional. Divulgação de resultados a 9 de Nov.
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por rollingsnowball » 12/10/2012 14:47

HCC Escreveu:Em relação às últimas vendas pelas minhas contas já ultrapassaram os 1,2 milhões.

28/09 - 115.481
01/10 - 87.381
03/10 - 205.375
04/10 - 300.288
09/10 - 207.791
10/10 - 150.000
11/10 - 152.460

Eu só inclui na minha conta as vendas efectuadas a 0.64. Sobram 32760 (uma ninharia) que podem perfeitamente ter sido efetuadas por terceiros. Se a isso acrescentarmos que houve alguns milhares de vendas acima dos 0.64 (possivelmente algum de pessoas que compraram a 0.64 para vender de seguida mais caro 1 ou 2 centimos, o que significa que há acções nesse volume que estão a contar duas vezes). Por enquanto parece-me possivel desde que apareça um comunicado em breve.

Quanto ao endividamento não é de desvalorizar. Fico à espera para saber qual o impacto que a nova lei do IRC vai ter na F Ramada mas receio que possa aumentar o risco da empresa
 
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por HCC » 12/10/2012 2:29

Em relação às últimas vendas pelas minhas contas já ultrapassaram os 1,2 milhões.

28/09 - 115.481
01/10 - 87.381
03/10 - 205.375
04/10 - 300.288
09/10 - 207.791
10/10 - 150.000
11/10 - 152.460
 
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por HCC » 12/10/2012 2:01

Fico espantado por haver mais gente a acompanhar esta cotada, quando procurei aqui no forum e encontrei este
tópico sem comentários já há seis meses pensei que era o único.

Em relação ao net debt, é preciso ter em conta que, os setenta e tal milhões correspondem à quase totalidade
do financiamento obtido para a compra dos terrenos florestais à Altri.
Tendo em conta que esta operação pretendia ser uma forma de reduzir o endividamento da Altri e não conhecendo os moldes em que foi delineada esta operação financeira (exceto que os terrenos estão alugados à Altri e que esta não tem a obrigatoriedade de os readquirir no final do contrato de arrendamento) espero que estejam previstos mecanismos que permitam à F.Ramada não sair prejudicada deste negócio.

Excluindo esta situção e conforme se pode verificar pelos resultados financeiros da área industrial o endividamento é praticamente inexistente.
 
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por rollingsnowball » 11/10/2012 23:28

fernmato Escreveu:
sky_above_you Escreveu:
fernmato Escreveu:Realmente tem havido transacções relevantes desta cotada em bolsa.

Em termos de fundamentais, a empresa apresenta indicadores operacionais satisfatórios, mas o Net debt continua a preocupar, apesar da diminuição de 4,8M€ no 1º Sem. O RL do ano não deve andar muito longe dos 6M€. Se for o caso, e caso o cash flow operacional aguentar, é expectável que a empresa aumento os dividendos para 9 cêntimos. Um DY de 14!.

Não me parece por 2 motivos.
1- Falaram em abrandamento no 2 semestre. Para atingir 6M€ teria que estar em linha com o 1ºS. Acredito em 5.5 ou por aí
2- Com resultados inferiores aos do ano passado e depois de ter gasto €€€ em acções próprias provavelmente esses €€€ serão cortados nos dividendos (anunciaram um gasto de 333k na semana passada e esta semana parece-me que outro tanto ou mais mas isso ainda não anunciaram)
3- os juros vão deixar de dar desconto em IRC ao nivel que davam (o que é ridiculo, estou pra ver as empresas que vão à falencia por causa disso) e isso sim torna a dívida uma coisa preocupante e pode fazer tombar os resultados de 2013 em diante


sky_above_you, estou de acordo. As transacções recentes ou são novas aquisições de acções próprias o novos reforços da gestão. No entanto parece haver um floor nos 0,64. Quem será que está a vender?

Tendo em conta que voaram desde o inicio do mês mais de 1.000.000 de acções a minha primeira hipótese é que seja o Credit Suisse. Se assim for está a acabar a venda já que eles só tinham 1.186.016. Mas sendo assim o credit suisse devia ter avisado que no inicio desta semana passou abaixo dos 2%. Não sei quanto tempo se pode demorar a avisar mas se o aviso não chegar depressa (ou se as vendas continuarem) começo a perguntar-me quem estará a vender
 
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por matos_1 » 11/10/2012 22:15

sky_above_you Escreveu:
fernmato Escreveu:Realmente tem havido transacções relevantes desta cotada em bolsa.

Em termos de fundamentais, a empresa apresenta indicadores operacionais satisfatórios, mas o Net debt continua a preocupar, apesar da diminuição de 4,8M€ no 1º Sem. O RL do ano não deve andar muito longe dos 6M€. Se for o caso, e caso o cash flow operacional aguentar, é expectável que a empresa aumento os dividendos para 9 cêntimos. Um DY de 14!.

Não me parece por 2 motivos.
1- Falaram em abrandamento no 2 semestre. Para atingir 6M€ teria que estar em linha com o 1ºS. Acredito em 5.5 ou por aí
2- Com resultados inferiores aos do ano passado e depois de ter gasto €€€ em acções próprias provavelmente esses €€€ serão cortados nos dividendos (anunciaram um gasto de 333k na semana passada e esta semana parece-me que outro tanto ou mais mas isso ainda não anunciaram)
3- os juros vão deixar de dar desconto em IRC ao nivel que davam (o que é ridiculo, estou pra ver as empresas que vão à falencia por causa disso) e isso sim torna a dívida uma coisa preocupante e pode fazer tombar os resultados de 2013 em diante


sky_above_you, estou de acordo. As transacções recentes ou são novas aquisições de acções próprias o novos reforços da gestão. No entanto parece haver um floor nos 0,64. Quem será que está a vender?
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por rollingsnowball » 11/10/2012 17:05

fernmato Escreveu:Realmente tem havido transacções relevantes desta cotada em bolsa.

Em termos de fundamentais, a empresa apresenta indicadores operacionais satisfatórios, mas o Net debt continua a preocupar, apesar da diminuição de 4,8M€ no 1º Sem. O RL do ano não deve andar muito longe dos 6M€. Se for o caso, e caso o cash flow operacional aguentar, é expectável que a empresa aumento os dividendos para 9 cêntimos. Um DY de 14!.

Não me parece por 2 motivos.
1- Falaram em abrandamento no 2 semestre. Para atingir 6M€ teria que estar em linha com o 1ºS. Acredito em 5.5 ou por aí
2- Com resultados inferiores aos do ano passado e depois de ter gasto €€€ em acções próprias provavelmente esses €€€ serão cortados nos dividendos (anunciaram um gasto de 333k na semana passada e esta semana parece-me que outro tanto ou mais mas isso ainda não anunciaram)
3- os juros vão deixar de dar desconto em IRC ao nivel que davam (o que é ridiculo, estou pra ver as empresas que vão à falencia por causa disso) e isso sim torna a dívida uma coisa preocupante e pode fazer tombar os resultados de 2013 em diante
 
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por matos_1 » 10/10/2012 23:16

Realmente tem havido transacções relevantes desta cotada em bolsa.

Em termos de fundamentais, a empresa apresenta indicadores operacionais satisfatórios, mas o Net debt continua a preocupar, apesar da diminuição de 4,8M€ no 1º Sem. O RL do ano não deve andar muito longe dos 6M€. Se for o caso, e caso o cash flow operacional aguentar, é expectável que a empresa aumento os dividendos para 9 cêntimos. Um DY de 14!.
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por HCC » 10/10/2012 10:58

Entretanto, mais seis meses se passaram e continuam os reforços por parte dos orgãos sociais.

Reforçaram o Paulo Fernandes, Pedro Matos Borges, João Matos Borges e Domingos Vieira Matos.

Ultimamente foram despejados cerca de 4% do capital tendo inclusive a f.ramada adquirido 2% de ações próprias,
o que me faz pensar que algum acionista com posição qualificada terá decidido sair (talvez o Credit Suisse),
se fôr o caso, já só restam como acionistas com posição qualificada os ligados á administração
e deverá haver um abrandamento nas vendas.

Em todo o caso, esta empresa está cada vez mais esquecida, nem os resultados semestrais foram noticiados,
tive que consultar o site da empresa para verificar que se mantêm em linha com o ano anterior, embora afirmem prever maiores dificuldades para este semestre o que aliás não é novidade.
 
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por HCC » 9/3/2012 11:17

Boas noticias da CEV empresa participada em 15% pela F.Ramada

EUA e Canadá apostam em fungicida português
EUA e Canadá apostam em fungicida português
Foto © InfoJardin
A FMC Agricultural Products assinou um contrato exclusivo com a empresa portuguesa Consumo Verde (CEV), Biotecnologia das Plantas, S.A., para a distribuição na América do Norte de um fungicida amigo do ambiente desenvolvido pelo Instituto Superior de Agronomia.

Este contrato foi anunciado pela FMC na terça-feira da semana passada e o produto deverá ser comercializado nos EUA e no Canadá sob a designação de Problad Plus.

A criação deste fungicida resultou do trabalho de investigação desenvolvido pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), da Universidade de Lisboa, ao longo dos 10 últimos anos, envolvendo três investigadores e docentes do ISA. A empresa CEV procedeu ao desenvolvimento do produto, com vista à sua produção e comercialização à escala industrial.

O Problad Plus é o único fungicida patenteado à base do ingrediente ativo “Blad”, proteína que possui uma atividade antifúngica muito potente, mas apenas relativamente aos fungos para as plantas.

Este fungicida não é tóxico, não tem efeitos secundários para as pessoas nem para o meio ambiente e ajuda a controlar, de forma sustentável, os fungos em árvores de frutos e vegetais.

“Problad Plus é uma nova e única tecnologia que tem demonstrado uma performance melhor ou igual do que os fungicidas tradicionais que são atualmente utilizados”, afirmou Neil DeStefano, Diretor de Negócios e de Desenvolvimento de Produtos da FMC.

A FMC já realizou testes do Problad Plus na Califórnia e na Florida, em 2011, e continuará este ano na América do Norte. A FMC pretende ainda expandir os testes a outras áreas num futuro próximo.

A FMC Corporation é uma das mais prestigiadas empresas químicas norte-americanas que se dedica a vários setores, entre eles, o agrícola e industrial. Com este contrato agora assinado, vem comprovar o interesse estratégico a nível mundial deste fungicida português.

Clique AQUI para aceder ao Press Release da FMC e AQUI para aceder a informações acerca do trabalho de investigação da ISA.

[Notícia sugerida por Tita Justino Almeida]
 
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por HCC » 9/3/2012 10:45

Lucros da F.Ramada sobem 25% com receitas a superarem 100 milhões de euros
08 Março 2012 | 19:14
Diogo Cavaleiro - diogocavaleiro@negocios.pt
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Grupo registou um aumento de receitas totais, EBITDA e lucro em 2011. Queda no imobiliário foi compensada por crescimento no segmento industrial.
Os lucros da F.Ramada Investimentos aumentaram mais de 25% em 2011, impulsionados pelo negócio do segmento industrial.

O resultado líquido positivo da empresa sob o comando de Paulo Fernandes (detentor da Cofina, que é proprietária do Negócios) fixou-se em 6,41 milhões de euros no ano passado, o que representa um ganho de 25,3% face aos 5,11 milhões alcançados em 2010.

A subir estiveram também os proveitos do grupo, que superaram os 100 milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado pela F.Ramada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Face a 2010, as receitas totais ascenderam 15,9% para 109,07 mil milhões de euros.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa resultante da Altri cresceu 22,7% para 14,99 milhões de euros, com a margem de EBITDA a expandir-se para 13,7%.

A contribuir para a subida dos lucros esteve o crescimento do segmento industrial, com uma subida de 40% do seu resultado líquido. As vendas da actividade dos aços registaram um “crescimento significativo”, impulsionadas pelo "excelente desempenho do sector dos moldes e ferramentas, sector que exporta mais de 90% da sua produção", salienta o comunicado da empresa.

O segmento imobiliário, cujos proveitos se devem sobretudo às rendas obtidas com o arrendamento de longo prazo, penalizou os números da F.Ramada, já que o resultado líquido caiu aqui 24,4%.

Em 2011, os investimentos do grupo subiram para 4,2 milhões de euros, enquanto que o endividamento nominal remunerado líquido estava, no final do ano, em 79,2 milhões de euros.

Na bolsa, os títulos da F.Ramada Investimentos desceram 4,96% para 0,632 euros
 
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por HCC » 8/3/2012 12:03

Já não olhava para esta cotada há muito tempo.
Com a aproximação da apresentação de resultados resolvi dar uma vista de olhos e continua com um bom desempenho operacional.
Alguns dos acionistas de referência, (Domingos Vieira Matos, José Matos Borges, P. Matos Borges e Paulo Fernandes) aproveitaram para reforçar a sua participação para 40%.
Espero lucros anuais superiores a 7 ME o que representa um PER inferior a 3 e além disso indicia a
distribuição de um dividendo superior ao do ano anterior que já tinha tido uma dividend yeld superior
a 10% podendo portanto este ano ser ainda maior.
Entretanto, penso que a cotação continua e continuará limitada aos valores a que os acionistas de referência pretendem continuar a reforçar.
 
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