Galp - Tópico Geral
Re: Galp - Tópico Geral
yaya Escreveu:Basicamente, e resumindo o histórico dos acontecimentos, algumas empresas petrolíferas americanas tinham contratos para extração de petróleo na Venezuela. Contratos esses que foram revogados no tempo de Chavez, ou seja nacionalizou os poços e as petrolíferas americanas ficaram a arder com o dinheiro que lá investiram.
Daí o argumento "they stole oil from us". Se é legal ou não invadir um país por causa da nacionalização dos poços, acho que não, mas como não têm armas nucleares são um alvo fácil. Também se fala que isto é uma forma de retribuir os milhões que as petrolíferas americanas financiaram durante a campanha de Trump.
Interessa a Trump baixar o preço do petróleo para controlar a inflação e continuar a baixar as taxas de juro da FED. O problema é chegar a um preço que deixa de ser viável às petrolíferas a extração do petróleo. Mais ainda que, apesar da Venezuela ter as maiores reservas de petróleo do mundo, o petróleo Venezuelano é pesado e exige bastante refinação e equipamento para perfuração a altas profundidades. As petrolíferas americanas terão de investir bastante dinheiro para desenvolver as infraestruturas necessárias que garantam a viabilidade da operação. E terão de ter garantias de segurança para não voltar a acontecer nova nacionalização.
Mas também há outro aspeto, a Venezuela andava a vender crude em moeda que não o dólar para contornar sanções dos EUA.
Vai ser mau para países como a China que compravam petróleo barato à Venezuela em yenes.
Também se fala que isto vai ser mau para a Rússia.
Dito isto, com a queda do consumo de petróleo, o crescimento de VE, a abundância de petróleo, e agora a tomada de poços na Venezuela pelos USA, julgo que a tendência no crude será de queda.
................ .................... ....................
yaya,
O teu enquadramento histórico da Venezuela está correto em vários pontos, mas a conclusão de que isto leva inevitavelmente a crude estruturalmente mais barato parece-me um salto demasiado grande.
Primeiro:
Mesmo que os EUA recuperassem influência operacional sobre campos venezuelanos, isso não cria petróleo novo no mercado de forma rápida. A Venezuela produz hoje ~700 kbpd, quando já produziu mais de 3 mbpd. Para voltar sequer a 2 mbpd seriam necessários 5–7 anos e dezenas de milhares de milhões em capex, porque o petróleo é pesado, os reservatórios estão degradados e a infraestrutura foi destruída. Isto não é shale, é engenharia pesada, upgrader plants, diluição, pipelines e terminais. Ou seja:
não há choque de oferta no curto nem médio prazo.
Segundo:
O petróleo pesado venezuelano não substitui Brent ou WTI. Precisa de refinarias específicas (Golfo do México) e diluentes. Isso cria um mercado segmentado, não um colapso global de preços.
Terceiro:
O argumento do “Trump quer petróleo barato” ignora a restrição fundamental:
A indústria shale dos EUA colapsa abaixo de ~60 USD. Se o crude cair muito, a produção americana cai automaticamente, e o mercado reequilibra. É por isso que desde 2016 o petróleo vive dentro de uma banda — há um floor económico, não político.
Quarto:
O tema geopolítico (China, Rússia, moeda) é relevante, mas não muda o facto central:
A OPEP+ continua a controlar mais de 50% da oferta exportável e ajusta produção para defender preços. A Venezuela, mesmo “recuperada”, estaria sob esse chapéu.
Quinto:
EVs e transição energética reduzem crescimento, não criam colapso.
A procura global ainda cresce 1–1,5 mbpd/ano fora OCDE. A queda de capex upstream desde 2015 criou um défice estrutural de oferta futura. Isso é exatamente o que torna descobertas como Mopane, Bacalhau, Guyana, etc., tão valiosas.
Conclusão:
A Venezuela pode voltar a ser relevante, mas como processo de uma década, não como choque deflacionista do crude. O petróleo barato que destrói o sector é um mito político — o mercado não o permite.
E para empresas como a Galp, com produção offshore de baixo custo, ativos em Brasil e Namíbia, e refinação integrada, um crude a 60–70 USD continua a ser extremamente rentável.
Não é um cenário de colapso — é um cenário de rotação geopolítica dentro de um mercado estruturalmente apertado.
J.f.vieira
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Re: Galp - Tópico Geral
Basicamente, e resumindo o histórico dos acontecimentos, algumas empresas petrolíferas americanas tinham contratos para extração de petróleo na Venezuela. Contratos esses que foram revogados no tempo de Chavez, ou seja nacionalizou os poços e as petrolíferas americanas ficaram a arder com o dinheiro que lá investiram.
Daí o argumento "they stole oil from us". Se é legal ou não invadir um país por causa da nacionalização dos poços, acho que não, mas como não têm armas nucleares são um alvo fácil. Também se fala que isto é uma forma de retribuir os milhões que as petrolíferas americanas financiaram durante a campanha de Trump.
Interessa a Trump baixar o preço do petróleo para controlar a inflação e continuar a baixar as taxas de juro da FED. O problema é chegar a um preço que deixa de ser viável às petrolíferas a extração do petróleo. Mais ainda que, apesar da Venezuela ter as maiores reservas de petróleo do mundo, o petróleo Venezuelano é pesado e exige bastante refinação e equipamento para perfuração a altas profundidades. As petrolíferas americanas terão de investir bastante dinheiro para desenvolver as infraestruturas necessárias que garantam a viabilidade da operação. E terão de ter garantias de segurança para não voltar a acontecer nova nacionalização.
Mas também há outro aspeto, a Venezuela andava a vender crude em moeda que não o dólar para contornar sanções dos EUA.
Vai ser mau para países como a China que compravam petróleo barato à Venezuela em yenes.
Também se fala que isto vai ser mau para a Rússia.
Dito isto, com a queda do consumo de petróleo, o crescimento de VE, a abundância de petróleo, e agora a tomada de poços na Venezuela pelos USA, julgo que a tendência no crude será de queda.
Daí o argumento "they stole oil from us". Se é legal ou não invadir um país por causa da nacionalização dos poços, acho que não, mas como não têm armas nucleares são um alvo fácil. Também se fala que isto é uma forma de retribuir os milhões que as petrolíferas americanas financiaram durante a campanha de Trump.
Interessa a Trump baixar o preço do petróleo para controlar a inflação e continuar a baixar as taxas de juro da FED. O problema é chegar a um preço que deixa de ser viável às petrolíferas a extração do petróleo. Mais ainda que, apesar da Venezuela ter as maiores reservas de petróleo do mundo, o petróleo Venezuelano é pesado e exige bastante refinação e equipamento para perfuração a altas profundidades. As petrolíferas americanas terão de investir bastante dinheiro para desenvolver as infraestruturas necessárias que garantam a viabilidade da operação. E terão de ter garantias de segurança para não voltar a acontecer nova nacionalização.
Mas também há outro aspeto, a Venezuela andava a vender crude em moeda que não o dólar para contornar sanções dos EUA.
Vai ser mau para países como a China que compravam petróleo barato à Venezuela em yenes.
Também se fala que isto vai ser mau para a Rússia.
Dito isto, com a queda do consumo de petróleo, o crescimento de VE, a abundância de petróleo, e agora a tomada de poços na Venezuela pelos USA, julgo que a tendência no crude será de queda.
Re: Galp - Tópico Geral
Alguém com interesses importantes na GALP fez um esforço para fazer passar a ideia que o negócio da Namibia foi mau, aproveitou para fazer despencar a cotação e agora está tranquilamente a recomprar as acções que vendeu a um preço bastante mais baixo.
O negócio da Namibia pode ter sido frustrante para alguém que estava à espera de uma venda com entrada de cash imediato que gerasse um dividendo extraordinário ou algo parecido.
Para alguém que acredita no negócio a longo prazo foi um bom negócio. Assegura condições para investir nas condições de produção e uma parceria sólida para explorar as reservas no futuro.
A prazo a cotação vai recuperar e voltar a máximos.
O negócio da Namibia pode ter sido frustrante para alguém que estava à espera de uma venda com entrada de cash imediato que gerasse um dividendo extraordinário ou algo parecido.
Para alguém que acredita no negócio a longo prazo foi um bom negócio. Assegura condições para investir nas condições de produção e uma parceria sólida para explorar as reservas no futuro.
A prazo a cotação vai recuperar e voltar a máximos.
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Re: Galp - Tópico Geral
trend=friend Escreveu:Investor Tuga Escreveu:trend=friend Escreveu:Desenvolvimentos muito bearish para o petróleo (Venezuela e Irão).
Se havia oversupply, nem imagino como possa ser daqui a 6 meses. Não será fácil a Galp subir neste ambiente…
Trend, esse eventual aumento da oferta devido a esta intervenção na Venezuela vai demorar anos...se é que vai acontecer...
Por outro lado, a Repsol em espanha subiu 3% na sexta feira passada...e hoje já está a subir mais de 2%...
Porquê é que a Galp não sobe, quando ainda hoje o Santander fez um upgrade de preço alvo de 17 € para 17,50 €?
Não se deve ligar grande coisa a price targets, basta ver os que sairam depois da venda à Total… são totalmente reativos, portanto quem se apega a eles anda sempre atrás dos movimentos. Este de hoje pelo menos é mais honesto, ainda que valha 3% de aumento.
Quanto ao aumento da oferta, parece-me inevitável, os EUA vão ser inundados de petróleo barato (e já havia alegadamente oversupply). Para além da pressão que fazem sobre a Arábia Saudita / OPEP para não reduzirem o output para não afetar a sua economia. O mercado antecipa sempre os movimentos, mesmo que só comece a pingar daqui a uns meses. Anos? Nem pensar, já têm um executivo da Chevron venezuelano falado para presidente se esta não se portar bem. Goste-se ou não, não há o conceito de “anos” para o Trump. E se se juntar o Irão como tudo indica, acho que pode ocorrer mesmo um crash durante 2026.
Portanto, apesar de gostar da operação e do gráfico da Galp, como fui aqui dizendo nas últimas semanas, se as circunstâncias mudam, mesmo que num fim de semana, não se deve mudar?
PS tal como se alguns grandes países produtores tiverem uma disrupção nos próximos tempos, volto a ponderar. Inflexibilidade é que não.
A questão dos "anos" tem a ver com o tempo que é necessário para as petroliferas americanas, se realmente tiverem condições de segurança para explorar na venezuela, começarem a extrair petroleo e a colocá-lo no mercado. As infraestruturas atuais são antigas e inapropriadas, qualquer investimento vai demorar anos a conseguir ser instalado e a gerar produção com regularidade...é o que dizem todos os especialistas.
Por outro lado, a evolução recente da Galp não tem a ver apenas com o preço do petróleo, se assim fosse, a Repsol teria movimentos semelhantes. Ora, a Repsol está a subir quase 6% nos últimos 2 dias...quando o preço do barril está estabilizado nos 60/61 usd.
Acredito que ainda são reflexos da operação de venda na namibia e que continua a ter efeitos sobre a cotação da Galp.
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Re: Galp - Tópico Geral
Investor Tuga Escreveu:trend=friend Escreveu:Desenvolvimentos muito bearish para o petróleo (Venezuela e Irão).
Se havia oversupply, nem imagino como possa ser daqui a 6 meses. Não será fácil a Galp subir neste ambiente…
Trend, esse eventual aumento da oferta devido a esta intervenção na Venezuela vai demorar anos...se é que vai acontecer...
Por outro lado, a Repsol em espanha subiu 3% na sexta feira passada...e hoje já está a subir mais de 2%...
Porquê é que a Galp não sobe, quando ainda hoje o Santander fez um upgrade de preço alvo de 17 € para 17,50 €?
Não se deve ligar grande coisa a price targets, basta ver os que sairam depois da venda à Total… são totalmente reativos, portanto quem se apega a eles anda sempre atrás dos movimentos. Este de hoje pelo menos é mais honesto, ainda que valha 3% de aumento.
Quanto ao aumento da oferta, parece-me inevitável, os EUA vão ser inundados de petróleo barato (e já havia alegadamente oversupply). Para além da pressão que fazem sobre a Arábia Saudita / OPEP para não reduzirem o output para não afetar a sua economia. O mercado antecipa sempre os movimentos, mesmo que só comece a pingar daqui a uns meses. Anos? Nem pensar, já têm um executivo da Chevron venezuelano falado para presidente se esta não se portar bem. Goste-se ou não, não há o conceito de “anos” para o Trump. E se se juntar o Irão como tudo indica, acho que pode ocorrer mesmo um crash durante 2026.
Portanto, apesar de gostar da operação e do gráfico da Galp, como fui aqui dizendo nas últimas semanas, se as circunstâncias mudam, mesmo que num fim de semana, não se deve mudar?
PS tal como se alguns grandes países produtores tiverem uma disrupção nos próximos tempos, volto a ponderar. Inflexibilidade é que não.
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Re: Galp - Tópico Geral
trend=friend Escreveu:Desenvolvimentos muito bearish para o petróleo (Venezuela e Irão).
Se havia oversupply, nem imagino como possa ser daqui a 6 meses. Não será fácil a Galp subir neste ambiente…
Trend, esse eventual aumento da oferta devido a esta intervenção na Venezuela vai demorar anos...se é que vai acontecer...
Por outro lado, a Repsol em espanha subiu 3% na sexta feira passada...e hoje já está a subir mais de 2%...
Porquê é que a Galp não sobe, quando ainda hoje o Santander fez um upgrade de preço alvo de 17 € para 17,50 €?
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Re: Galp - Tópico Geral
o petroleo deve continuar pressionado..para 2026 a Galp não terá grandes motivos para sorrir..
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Re: Galp - Tópico Geral
Desenvolvimentos muito bearish para o petróleo (Venezuela e Irão).
Se havia oversupply, nem imagino como possa ser daqui a 6 meses. Não será fácil a Galp subir neste ambiente…
Se havia oversupply, nem imagino como possa ser daqui a 6 meses. Não será fácil a Galp subir neste ambiente…
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Re: Galp - Tópico Geral
Resultados Record e dividendo a subir é o que se espera para o início de de 2026.
Penso que os 16€ vão ser calmamente alcançados antes da divulgação dos resultados de 2025.
Penso que os 16€ vão ser calmamente alcançados antes da divulgação dos resultados de 2025.
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Re: Galp - Tópico Geral
Bom dia e bom ano a todos,
Será que os investidores já estão também a posicionar-se para a publicação dos resultados do 4 trim e do ano de 2025…que se forem em linha com os trimestres anteriores vão bater recordes novamente?
Será que os investidores já estão também a posicionar-se para a publicação dos resultados do 4 trim e do ano de 2025…que se forem em linha com os trimestres anteriores vão bater recordes novamente?
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Re: Galp - Tópico Geral
Aproximou-se no fecho da zona dos 14,75 para ter maior correlação com os quase 4 dólares que o petróleo já subiu.
Penso que mais subidas só se o petróleo passar os 59 dólares ativando um cup and handle que pode ir aos 63 dólares.
Continuo a apontar para um target de 15,70s neste movimento (retracement máximo intraday da grande vela de queda), bastará esse cup and handle no petróleo.
Penso que mais subidas só se o petróleo passar os 59 dólares ativando um cup and handle que pode ir aos 63 dólares.
Continuo a apontar para um target de 15,70s neste movimento (retracement máximo intraday da grande vela de queda), bastará esse cup and handle no petróleo.
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Re: Galp - Tópico Geral
Venezuela started shutting wells in a region that holds the world’s largest deposits of oil in the face of a blockade by the Trump administration meant to financially squeeze the nation.
https://www.bloomberg.com/news/articles ... ce=twitter
Re: Galp - Tópico Geral
The stock market thinks short-term.
Your biggest advantage is thinking long-term!
Re: Galp - Tópico Geral
Galp evitou fuga de informação, acções afundaram-se, mas o mercado está tranquilo | Galp | PÚBLICO
https://www.publico.pt/2025/12/26/economia/noticia/galp-evitou-fuga-informacao-accoes-afundaramse-mercado-tranquilo-2159132
https://www.publico.pt/2025/12/26/economia/noticia/galp-evitou-fuga-informacao-accoes-afundaramse-mercado-tranquilo-2159132
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Re: Galp - Tópico Geral
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticia ... lenergies/
A avaliação da Welligence confirma aquilo que muitos analistas técnicos e institucionais já vinham a sugerir: o acordo com a TotalEnergies é positivamente estruturado para a Galp.
Ao fazer este asset swap, a Galp não perdeu o potencial de Mopane — manteve exposição significativa — e simultaneamente ganhou um parceiro com capacidades operacionais robustas para levar o campo adiante.
A Total reduz os riscos de capital (cobre 50% do capex), o que é crucial para um projeto deepwater com custos elevados e cronogramas longos. Ao mesmo tempo, a Galp expande o portfólio com participações em Venus e PEL 91, o que adiciona optionality de valor adicional no futuro.
Esta estrutura transforma o Mopane de um risco financeiro elevado para um ativo com caminho claro até ao FID, e ao mesmo tempo preserva a exposição da Galp a descobertas de alto impacto.
Em suma: isto não é um “desinvestimento” — é uma reconfiguração estratégica do portfólio que reduz capital exposto, aumenta probabilidade de execução e mantém optionality de crescimento. Uma leitura realmente win-win para Galp e TotalEnergies, como a Welligence aponta.
J.f.vieira
A avaliação da Welligence confirma aquilo que muitos analistas técnicos e institucionais já vinham a sugerir: o acordo com a TotalEnergies é positivamente estruturado para a Galp.
Ao fazer este asset swap, a Galp não perdeu o potencial de Mopane — manteve exposição significativa — e simultaneamente ganhou um parceiro com capacidades operacionais robustas para levar o campo adiante.
A Total reduz os riscos de capital (cobre 50% do capex), o que é crucial para um projeto deepwater com custos elevados e cronogramas longos. Ao mesmo tempo, a Galp expande o portfólio com participações em Venus e PEL 91, o que adiciona optionality de valor adicional no futuro.
Esta estrutura transforma o Mopane de um risco financeiro elevado para um ativo com caminho claro até ao FID, e ao mesmo tempo preserva a exposição da Galp a descobertas de alto impacto.
Em suma: isto não é um “desinvestimento” — é uma reconfiguração estratégica do portfólio que reduz capital exposto, aumenta probabilidade de execução e mantém optionality de crescimento. Uma leitura realmente win-win para Galp e TotalEnergies, como a Welligence aponta.
J.f.vieira
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Re: Galp - Tópico Geral
Galp lança na região de Sines parque com 19 torres eólicas para alimentar produção de hidrogénio verde
https://expresso.pt/economia/economia_e ... e-56b8bb08
A Galp espera que a unidade de hidrogénio verde de 100 MW na refinaria de Sines entre em operação na primeira metade de 2026, com instalação de todos os eletrolisadores concluída até lá. A produção de hidrogénio verde deve começar por volta de meados de 2026.
Re: Galp - Tópico Geral
Baker Hughes: Contagem de plataformas de petróleo nos EUA diminui para 406
O número de plataformas de petróleo em operação nos Estados Unidos voltou a diminuir na semana encerrada em sexta-feira (19/12), segundo a contagem semanal de plataformas da Baker Hughes divulgada no mesmo dia. Ao todo, estavam ativas 406 plataformas de petróleo no país, o que representa uma redução de oito unidades em relação à semana anterior. Na comparação anual, o recuo é ainda mais significativo, com 77 plataformas a menos em operação.
...
Do ponto de vista de mercado, a redução no número de plataformas de petróleo nos Estados Unidos pode sinalizar uma desaceleração futura na oferta da commodity, fator que costuma ser monitorado de perto por investidores de energia. Esse movimento tende a influenciar expectativas sobre preços internacionais do petróleo, além de impactar ações de empresas do setor listadas em bolsa de valores e contratos de commodities energéticas negociados no mercado futuro.
https://br.advfn.com/jornal/2025/12/bak ... i-para-406
Os EUA são atualmente os maiores produtores de petróleo no mundo.
Re: Galp - Tópico Geral
Veremos o que a Shell faz até Domingo… esta já vai ser difícil reverter
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Re: Galp - Tópico Geral
Olha quem fala...
E logo o Banco Carregosa que está carregado delas. O banco e os seus clientes.
Tá bem tá. Fia-te na virgem e não corras.... a vendê-las.

It’s easy to make money in the stock market. What’s hard is choosing the winning horse. And only he wins the prize
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Re: Galp - Tópico Geral
J.f.vieira Escreveu:?????
(....) a Galp não está a ser penalizada por falta de ativos ou de qualidade — está a ser penalizada por narrativa e timing.
Não, meu caro Amigo, a GALP está a ser penalizada em Bolsa porque, apesar de possuir ativos de primeira classe, não é capaz de gerar lucros para os acionistas de acordo com o valor desses ativos (talvez por ter custos operacionais e outros muito altos).
E depois tem mais esta coisa comezinha: quando o petróleo ficar ao preço da uva mijona, qual será a rentabilidade (e os lucros da GALP)?
Há investidores que pensam, não no futuro imediato, mas no futuro mediato.
Pensa nisso.
By Nirvana
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Re: Galp - Tópico Geral
A Galp está a ser penalizada, para além desse tema da narrativa, pelas consequências de ter tido uma vela tão forte. Há exemplos abundantes nos EUA, mas mesmo em Portugal a Jerónimo demonstra bem como se fazem depois os arranques, de forma lenta e depois… tudo de repente!
De qualquer modo, o petróleo segue em direção dos 59, o que na correlação a devia colocar já nas imediações dos 15 euros. Vamos ver quando recupera do atraso.
De qualquer modo, o petróleo segue em direção dos 59, o que na correlação a devia colocar já nas imediações dos 15 euros. Vamos ver quando recupera do atraso.
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Re: Galp - Tópico Geral
?????
https://www.google.com/amp/s/www.jornal ... s-de-euros
A Google vai pagar cerca de 4,75 mil milhões de dólares por uma empresa de energia (Intersect Power) que basicamente garante capacidade elétrica futura para centros de dados e IA. Não estamos a falar de petróleo, nem de reservas, nem de cash flow histórico — estamos a falar de infraestrutura energética para crescimento futuro.
Agora comparem isto com a Galp.
A Galp vale em bolsa pouco mais de 10 mil milhões de euros e tem:
Upstream com produção e crescimento no Brasil
Uma descoberta world-class na Namíbia (Mopane), agora com TotalEnergies como parceiro e operador
Negócio relevante de gás
Refinação e marketing a gerar cash flow
Dividendos recorrentes (~5% aos preços atuais)
E opcionalidade estratégica (venda parcial de ativos, parcerias ou até M&A)
Ou seja:
uma empresa com ativos reais, reservas, cash flow e dividendos, avaliada a pouco mais do dobro do que a Google paga por uma empresa essencialmente focada em projetos futuros.
Isto não é dizer que a Alphabet está errada — pelo contrário, mostra como energia e segurança energética são estratégicas até para as Big Tech.
Mas também mostra como o mercado, neste momento, desconta fortemente empresas de energia tradicional, mesmo quando estas têm ativos de classe mundial e visibilidade de longo prazo.
Para mim, esta comparação só reforça uma coisa:
a Galp não está a ser penalizada por falta de ativos ou de qualidade — está a ser penalizada por narrativa e timing.
E isso, historicamente, costuma criar oportunidades para quem olha para valor e não apenas para headlines.
J.f.vieira
https://www.google.com/amp/s/www.jornal ... s-de-euros
A Google vai pagar cerca de 4,75 mil milhões de dólares por uma empresa de energia (Intersect Power) que basicamente garante capacidade elétrica futura para centros de dados e IA. Não estamos a falar de petróleo, nem de reservas, nem de cash flow histórico — estamos a falar de infraestrutura energética para crescimento futuro.
Agora comparem isto com a Galp.
A Galp vale em bolsa pouco mais de 10 mil milhões de euros e tem:
Upstream com produção e crescimento no Brasil
Uma descoberta world-class na Namíbia (Mopane), agora com TotalEnergies como parceiro e operador
Negócio relevante de gás
Refinação e marketing a gerar cash flow
Dividendos recorrentes (~5% aos preços atuais)
E opcionalidade estratégica (venda parcial de ativos, parcerias ou até M&A)
Ou seja:
uma empresa com ativos reais, reservas, cash flow e dividendos, avaliada a pouco mais do dobro do que a Google paga por uma empresa essencialmente focada em projetos futuros.
Isto não é dizer que a Alphabet está errada — pelo contrário, mostra como energia e segurança energética são estratégicas até para as Big Tech.
Mas também mostra como o mercado, neste momento, desconta fortemente empresas de energia tradicional, mesmo quando estas têm ativos de classe mundial e visibilidade de longo prazo.
Para mim, esta comparação só reforça uma coisa:
a Galp não está a ser penalizada por falta de ativos ou de qualidade — está a ser penalizada por narrativa e timing.
E isso, historicamente, costuma criar oportunidades para quem olha para valor e não apenas para headlines.
J.f.vieira
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